sábado, novembro 21, 2009

Caiu no pote de Doril. A dor sumiu...

Conheça a mulher que nunca sentiu dor

Brasileira nasceu com uma mutação genética raríssima e não sofreu nem na hora do parto.

ISABELA ASSUMPÇÃO
Quantas orações pedindo uma vida sem dor. Quanta gente desesperada esperando um alívio. Mas como seria viver sem essa sensação? Marisa Martins, de 23 anos, conta que nunca teve dor de cabeça, de dente, de barriga nem dor nas costas. "Eu queria sentir dor porque todo mundo sente", diz.

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Ubatuba em foco

Cascata do Ipiranguinha,maior ponto de referência do bairro

Experiência utilizada na comunidade fortalece Comitê de Mobilização Social pela Educação

Rui Grilo
No dia 18/11, realizamos uma reunião no Convento das Irmãs Carmelitas do Divino Coração de Jesus, da qual participaram a Sra. Celeste, da Ong Gaiato, o Padre Moisés, a Irmã Verônica, o Gerson Florindo do Sindicato dos Bancários.

Ao final da reunião decidimos fazer uma reunião ampliada no dia 09/12 na Escola Municipal “Mario Covas” porque já havia uma equipe para dar início à instalação do Comitê de Mobilização pela Educação do Ipiranguinha.

A Sra. Celeste é uma das responsáveis pela existência do Gaiato, uma ong que desenvolve projetos com crianças e jovens carentes e em situação de risco.

O Padre Moisés é novo no bairro mas se prontificou a ajudar no que for possível.

A Irmã Verônica relatou que o objetivo principal da sua Congregação no bairro seria o trabalho com creches e crianças pequenas mas, junto com outros membros da comunidade, se aproximou de uma das escolas do bairro e vendo a dificuldade que a escola enfrentava, começou a participar de reuniões com alunos, professores e funcionários.

A falta de condições adequadas de trabalho e as condições sociais do bairro transformavam a escola num barril de pólvora, com atritos constantes na relação entre os diferentes grupos e percebia que os professores se sentiam impotentes para enfrentar essa realidade, apesar de muitos moradores e alunos elogiarem o trabalho da maioria dos professores. Alguns professores com quem tivemos contato também elogiam a maioria dos alunos. Segundo eles, quem tumultua é um grupo relativamente pequeno.

Para entender melhor essa realidade se propôs a visitar as famílias dos alunos. Perguntou a eles quem gostaria de receber uma visita. Fez uma relação e chegou a visitar mais de 30 alunos. No entanto, devido à viagens e a outros trabalhos da Congregação não pode dedicar-se o quanto queria. Os outros parceiros, diante das dificuldades e da disponibilidade de tempo, se afastaram e ela ficou sozinha, chegando à conclusão que sem uma equipe não daria para continuar.

Quando a procuramos, fez diversos questionamentos mas sentiu que seria a possibilidade de reorganizar a equipe e o trabalho pois , embora fosse uma pequena ação, teve repercussão e conseguiu atingir alguns alunos que tinham fama de tumultuar os trabalhos da escola. Fruto dessa experiência fez várias sugestões sobre a continuidade dos trabalhos.

Para situar um pouco a realidade onde a escola está inserida, reproduzo abaixo um trecho encontrado no site da Prefeitura Municipal de Ubatuba para justificar a escolha do bairro para um projeto piloto fundamentado nos Oito Objetivos do Milênio:

”A pesquisa da doutora da USP, Sueli Furlan, traz uma verdadeira radiografia do bairro Ipiranguinha, além de apontar caminhos para os inúmeros problemas detectados. “Existem naquela região, problemas graves de saneamento; grande ocorrência de doenças como diarréia e problemas de pele, provavelmente provenientes da contaminação da água que utilizam; falta de áreas verdes e de lazer para as crianças e jovens, além da existência de muitas áreas de risco.”

As dificuldades que o bairro enfrenta tem levado ao surgimento de várias ongs e movimentos reivindicatórios mas ainda falta articulação e um melhor aproveitamento dos recursos existentes na região. Daí a escolha do bairro como o primeiro pólo do Comitê de Mobilização pela Educação do Litoral Norte.
Rui Grilo
ragrilo@terra.com.br

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Avanti populi...

Chávez propõe criar uma “Quinta Internacional Socialista”

Opera Mundi (original aqui)
O presidente venezuelano Hugo Chávez declarou ontem (20) que “chegou a hora”, de criar uma “Quinta Internacional socialista” para aglutinar o movimento progressista planetário, e “elaborar juntos uma resposta à crise mundial”.

“Eu acho que a Quinta Internacional é uma necessidade, atrevo-me a convocá-la (...), acho que já está decidido”, afirmou Chávez frente a 150 delegados dos 52 partidos de esquerda reunidos em Caracas ao convite do Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV).

“Estou oferecendo algo novo”, porque a “terceira via fracassou”, acrescentou o chefe de Estado, precisando que “esse encontro socialista tem que ser a esquerda verdadeira, disposta a enfrentar o imperialismo e o capitalismo”. Para ele, a Quarta Internacional, criada em Paris em 1938 já não representa mais os movimentos operários mundiais. “Nós viajamos no mundo intero e podemos dizer que a criação de uma Quinta Internacional é um clamor popular”, disse.

Chávez propôs também que os partidos de esquerda que estavam presentes no encontro constituem a base de um comitê preparatório para convocar formalmente a nova internacional. “A constituição deste comitê pode ser umas das conclusões deste primeiro encontro de partidos de esquerda” conclui o presidente, que promove o “socialismo do século XXI”.

O Primeiro Encontro Internacional de Partidos de Esquerda começou na quinta (19) e deveria ser encerrado hoje (21). Foram convidados representantes de 39 países para conversar sobre “a instalação de bases americanas no território colombiano, o golpe de estado em Honduras, a queda do capitalismo e o socialismo do século XXI”. São 26 países de América Latina e do Caribe, 7 da Europa, 6 da África, Ásia e Oceania.

Pontos polêmicos

Entre os delegados estavam presentes os enviados do Partido dos Trabalhadores (PT), Partido comunista do Brasil (PCdB), Pólo Democrático Colombiano, Partido Humanista do Chile, a Frente Ampla (Uruguai), o Partido Justicialista (Argentina), o Partido Liberal de Honduras, além do Partido comunista francês, e do partido italiano Rifundazione.

O encontro deve ser encerrado à noite com a adoção de um texto, chamado “Compromisso de Caracas”. As primeiras versões que circularam, que não incluíam ainda a convocação do presidente Chávez para criar uma “Quinta internacional”, não agradou a todos os delegados. É o caso de Valter Pomar, o secretário de Relações Internacionais do PT, que já adiantou ao Opera Mundi que “o PT não ia assinar o texto”.

Um dos pontos mais polêmicos é a criação prevista pelo texto de um “Grupo de Caracas pelo século XXI”, que articule os partidos e organizações de esquerda e progressistas para “coordenar políticas contra a agressão aos povos, a instalação de bases militares, a violação de soberania dos Estados, a defesa dos direitos dos imigrantes no mundo contra a xenofobia, a defesa da paz, e dos movimentos indígenas”.

Um outro ponto seria a criação de “uma secretaria política de coordenação que garanta o funcionamento de uma rede de contatos entre os partidos de esquerda, as organizações populares e os governos progressistas, contribuindo na luta contra o Império”.

Para Valter Pomar, a idéia de criar uma secretaria política ou uma Quinta Internacional não é a boa solução para coordenar a ação dos partidos de esquerda. “Consideramos que a intenção é nobre, mas não estamos de acordo”, declarou ao Opera Mundi. Ele considera que “a experiência das Internacionais anteriores, a experiência das organizações partidárias atualmente existentes e as atuais condições do movimento socialista, indicam que construir uma Internacional não é a melhor maneira de coordenar os esforços da esquerda mundial”.

“Nós precisamos de unidade de ação, e coordenação nas ações práticas. Não precisamos criar novas instituições. As organizações que existem são plenamente capazes de dar conta das tarefas”, afirma o secretário de Relações Internacionais do PT. Ele lembra da existência do Foro de São Paulo, que reuniu mais de 60 partidos de esquerda da América Latina.

Contra-ofensiva da direita

Valter Pomar também lamentou o tom bélico das primeiras versões do “Compromisso de Caracas”, que giram em grande parte entorno da instalação das bases americanas em Colômbia. Para ele, a esquerda cai numa armadilha quando superestima o caráter militar do confronto com os governos e partidos conservadores.

“Existe uma contra-ofensiva da direita latino-americana e dos Estados Unidos. Esta contra-ofensiva é política, não é militar”, assegura Pomar. Ele sublinha que até os elementos vistos como militares, como as bases na Colômbia ou a reativação da Quarta Frota da Marinha dos Estados Unidos na América do Sul e no Caribe, constituem na verdade um aspecto da contra-ofensiva política.

“Superestimar este aspecto, dar a este aspecto um caráter central, constitui um erro político”, acrescenta Pomar dizendo que tinha “encaminhado ao PSUV a opinião do PT, pedindo para que alterassem o texto”.

Apesar das discordâncias, o secretário de Relações Internacionais insiste no fato que o PT respeita as decisões do PSUV. “Se eles desejam impulsionar uma organização, é direito deles. O que nos interessa é que eles continuem participando do Foro de São Paulo, e eles vão continuar participando”, declara.

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Política

Morre em São Paulo o ex-prefeito Celso Pitta

A pedido da família, assessoria de imprensa do Hospital Sírio-Libanês só pode passar a informação às 9 da manhã

Ricardo Valota, da Central de Notícias
SÃO PAULO - Faleceu, aos 63 anos, no final da noite de sexta-feira, 20, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta. O ex-prefeito vinha lutando contra um câncer e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista. O velório ocorre a partir das 10 horas na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O estado de saúde de Pitta se agravou muito nos últimos dias e o quadro já estava irreversível. No dia 24 de janeiro, o ex-prefeito passou por uma cirurgia no mesmo hospital para retirada de um tumor no intestino. A esposa de Pitta, Rony Golabeck passou a madrugada no hospital e só deve falar com a imprensa a partir das 9 horas.

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Opinião

O impasse Brasil-Argentina

Editorial do Estadão
O comércio entre Brasil e Argentina continuará travado por barreiras, porque os presidentes Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiram, em cerca de duas horas de conversa, resolver as pendências comerciais entre os dois países. Apenas combinaram respeitar as normas da OMC, passando a expedir licenças não automáticas de importação no prazo de 60 dias e em liberar mais prontamente o ingresso de bens perecíveis ou sazonais. Nem sequer o prazo vinha sendo respeitado pelas autoridades argentinas. Se os dois presidentes precisam reunir-se para prometer o cumprimento de uma regra válida para os 153 membros da OMC, para que serve o Mercosul?

Houve muito mais entendimento sobre questões nada urgentes para o bloco. Os dois presidentes concordaram em exigir o retorno do presidente deposto José Manuel Zelaya ao governo de Honduras, falaram de novo sobre a cooperação militar entre Estados Unidos e Colômbia e voltaram a defender a reforma da arquitetura financeira internacional. A solução do problema principal da agenda, a eliminação das barreiras bilaterais, vai continuar sendo discutida. Enquanto não vier, importantes setores produtivos dos dois países continuarão prejudicados, à espera da suspensão de alguma medida protecionista.

A declaração conjunta assinada pelos dois presidentes é inversamente proporcional, em sua extensão, à importância política e econômica dos pontos sobre os quais houve acordo. O documento, com 35 itens, é recheado de retórica sobre compromissos democráticos, apoio ao multilateralismo e palavras a favor de mudanças na ordem mundial. Esse tipo de palavrório é usado habitualmente como complemento, não como prato principal - mas neste caso faltou o prato de resistência.

Todos os pontos complementares estavam mais ou menos acertados e, de modo geral, poderiam ser sacramentados sem uma reunião de presidentes: cooperação no setor farmacêutico, facilitação de trânsito de turistas e colaboração no combate à dengue pertencem à rotina do entendimento bilateral, não à esfera das decisões políticas de nível mais alto - não, pelo menos, quando os envolvidos são dois vizinhos.
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Manchetes do dia

Sábado, 21 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Lula avaliará modelo misto para a banda larga no país"

Casa Civil propõe gerência de estatal com operação de consórcio privado

A Casa Civil vai propor um modelo híbrido para a universalização da banda larga no Brasil, relatam Valdo Cruz e Humberto Medina. Será utilizada a rede pública de fibras óticas, administrada por uma estatal, mas a operação ficará a cargo de um consórcio privado. A proposta fará parte do Plano Nacional da Banda Larga, que será levado na terça-feira ao presidente Lula. Ela é um meio-termo entre a intervenção estatal direta (rede e operação), apoiada pelo Ministério do Planejamento, e a solução de mercado defendida pela pasta das Comunicações. A ideia é que o consórcio privado seja escolhido por licitação. Pelas regras propostas, ele não deve incluir só teles, mas também, por exemplo, provedores de acesso à internet ou empresas públicas. A regulação do serviço e a definição da política de preços ficariam com a estatal dona da rede pública, que deve ser a Telebrás. Lula deseja vender a universalização do acesso à internet, com o barateamento da banda larga, como uma das obras de seu governo, que tentará eleger a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como sua sucessora no ano que vem.

O Estado de São Paulo
"Ministro do STF diz que não se dobrou a pressões"

Ayres Britto afirma que não recusou ao deixar para Lula decisão sobre Battisti

O ministro Carlos Ayres Britto, cujo voto no Supremo Tribunal Federal garantiu ao presidente Lula e prerrogativa de decidir o destino de Cesare Battisti, negou ter cedido a pressões a favor do ex-ativista, condenado na Itália por homicídio. “Eu sou imune a pressão”, disse em entrevista ao Estado. “Não estou nem ai. Estou me lixando para os que pensam que me dobram.” Ayres Britto afirmou que seu voto foi coerente com seu posicionamento em caso anterior e que a decisão de extraditar alguém é política – o Supremo deve se militar a “ver se os pressupostos legais da extradição estão presentes”. Lula pediu que Battisti suspenda greve de fome, qualificada de “pressão”, e disse que ainda não tomou a decisão sobre se irá extradita-lo.

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sexta-feira, novembro 20, 2009

Ludopédio

Para evitar especulação, Mano quer Corinthians completo contra o Fla

da Folha Online
Com o Flamengo na briga pelo título do Campeonato Brasileiro, o técnico do Corinthians, Mano Menezes, disse que não pretende poupar jogadores na partida contra a equipe carioca, no dia 29 de novembro. Quem tiver condição de jogo deve estar em campo.


O receio é que surjam rumores de que a equipe do Parque São Jorge pudesse facilitar para o Flamengo, que tenta ultrapassar o São Paulo no topo da tabela de classificação.

Hoje, o time rubro-negro é o segundo colocado do torneio, com 60 pontos, dois a menos do que a equipe do Morumbi.

Nas três rodadas finais do Nacional, Mano decidiu fazer um rodízio entre os goleiros e optou por escalar o titular Felipe justamente contra o Flamengo.

Neste sábado, contra o Náutico, o titular será Rafael Santos, terceiro goleiro do elenco. Já na última rodada, contra o Atlético-MG, Julio Cesar é quem atuará na meta.

"Quero dar uma oportunidade para o Rafael jogar em casa, que é uma pressão diferente. Estamos preparando para que eles [goleiros] evoluam", falou Mano, para a rádio Jovem Pan.
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Nota do Editor - O time do Corinthians está de salto alto. Garantido na Libertadores, passeia em campo. Já o Mengo, motivado, vai com tudo. Pelo andar da carruagem deve dar Flamengo, embora de nada isso adiante. O tricolor do Morumby também está motivado e não vai deixar a peteca cair. (Sidney Borges)

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Frases

"Decisão judicial não se discute, se consulta o Lula."

Hugo-a-go-go, leitor do blog do Noblat, frasista emérito

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Palavras ao vento

Lula: gostaria de ser economista ou advogado

De Paulo Francisco:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira em discurso, ao assinar o termo de implantação da obras de infraestrutura da Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), em Guamaré, que gostaria de ser um economista ou um advogado, pois assim não seria mais chamado de analfabeto pelo cantor Caetano Veloso . Ao falar das realizações do seu governo, com a construção de novas universidades e escolas técnicas, o presidente disse:


- Acho tão bonito economista, fala números e números, quando é oposição, sabe de pronto, eu nunca vi bicho sabido como economista de oposição - disse Lula, que em seguida afirmou que se não fosse economista, gostaria de ser advogado por ser um bicho falador.

- Eta bicho sabido, sabe umas palavras bonitas, jamais o Caetano chamaria um advogado de analfabeto falando letrado - disse Lula.
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Nota do Editor - Lula perde mais uma ocasião de ficar calado. Analfabeto não tem nada a ver com diploma. Depois de sair do governo o presidente poderá matricular-se em alguma "universidade caça níqueis", pagar as mensalidades e receber diploma de economista ou bacharel em ciências jurídicas. Ser advogado são outros quinhentos, o exame da ordem exige alfabetização. Caetano não é economista nem advogado e está longe de ser analfabeto. Menas Lula, menas... (Sidney Borges)

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Iça!

Senador americano chama o Brasil de intrometido, Amorim de infeliz e Garcia de nefasto!

1. O Senador norte-americano Richard Lugar (Republicano-Indiana) terminou seu firme (e realista) pronunciamento com uma exortação para o Brasil ser menos intrometido do que vem sendo até este momento. É difícil entender sob que preceito do direito internacional o Brasil insiste em apoiar e hospedar um homem cuja irresponsabilidade pretendeu violar a Constituição de seu país e hoje espera que o mundo ignore o direito de os hondurenhos se dirigirem às urnas eleitorais para recuperar o destino de seu próprio país.

2. Onde estava o Brasil ou a OEA, quando o Sr. Zelaya estava procurando um referendo ilegal para conseguir sua reeleição? Ambos permaneceram silenciosos e ausentes na questão da Venezuela, precursora desta confusão. O desejo de o Brasil permanecer cego diante dos múltiplos excessos de Hugo Chávez foi maior do que seu papel de cão de guarda na região.

3. O Presidente Lula, seu infeliz Chanceler Amorim e o nefasto Marco Aurelio Garcia são claramente parte do problema e não parte de sua solução. Estes três brasileiros deveriam preocupar-se mais com o precedente que criam todos os dias, ao ignorarem as violações de Chávez a cada cláusula da Carta Democrática da OEA que permaneça no seu caminho – e contra o óbvio desejo – de milhões de hondurenhos. (Do Ex-Blog do Cesar Maia)

Nota do Editor - Meus sais! Boquirroto o tal senador. Afinal de contas o que ele tem contra Chávez e Zelaya, amigos de fé e irmãos camaradas de Lula? Prepare-se senador, o senhor ofendeu brasileiros ilustres. Por aqui tem gente polindo o bacamarte. Chávez já deu o grito:
-Vamos à guerra! (Sidney Borges)

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Coluna do Celsinho

Mais uma

Celso de Almeida Jr.
Ontem, 19 de novembro, foi o dia da Bandeira.

Gosto dela.

Essa combinação verde, amarela, azul e branca é bacana.

Tudo a ver com a nossa natureza exuberante.
Sem falar nas estrelas...

Ali está o retrato do céu no Rio de Janeiro, na manhã de 15 de novembro de 1889, quando da Proclamação da República.

Genial essa idéia, né?

Pois é, amigo leitor...

Ontem, também, o Celso (pai) fez aniversário.

Mais uma primavera para a coleção...

Espero ainda poder contar com muitos anos de sua companhia.

Já vivemos muitas situações, sempre juntos.

Alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, verdadeiras lições para as nossas vidas.

Creio que as gerações evoluem.

Espero que a minha filhinha compreenda o meu jeito, assim como eu procuro respeitar e admirar a visão do meu pai sobre o mundo.

Assim como as estrelas da Bandeira, deixamos as nossas marcas, a nossa contribuição para o mundo.

E, rapidamente, passamos...

O que vale, nessa história, é ter sempre em mente o pensamento do extraordinário Paulo Freire:

“Ninguém educa ninguém.

Ninguém se educa sozinho.

Os homens se educam em comunhão”.

Parabéns, Celsão!


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Opinião

Avanços por aqui, recuos lá fora

Washington Novaes
É lamentável e muito preocupante o que anunciaram em Cingapura países europeus, norte-americanos e asiáticos: que não se chegará a um "tratado vinculante" sobre redução de emissões de gases de efeito estufa na reunião da Convenção do Clima em Copenhague, a partir do próximo dia 7. Vai-se tentar apenas um "acordo vinculante", que adiará para 2010, na melhor das hipóteses, a fixação de novas regras obrigatórias. Como 2009 era o prazo final estabelecido para definir essas regras para o período após 2012, quando expiram as fixadas pelo Protocolo de Kyoto - e que os países industrializados nem sequer cumpriram até agora -, corre-se o risco de ficar sem regra alguma, pelo menos por um tempo. E a urgência de decisões é muito forte, diante da frequência e da intensidade progressivas dos desastres climáticos.


As boas notícias dos últimos dias ficaram por conta do Brasil: a redução do desmatamento na Amazônia no período 2008-2009, a apresentação de metas nacionais "voluntárias" para a Convenção do Clima e a decisão do governo de São Paulo de estabelecer meta de redução de 20% nas emissões no Estado até 2020 (com caminhos a serem ainda definidos).

O desmatamento, que caiu para 7.008 km2, teve três razões principais: a crise econômica afetando a demanda por produtos amazônicos; as pressões internacionais e nacionais levando a um boicote de carne, soja e madeira produzidas em áreas desmatadas ilegalmente; e alguma intensificação da fiscalização na área. Anunciou-se até que a redução chegará a 80% do que era no período 1996-2005, para se situar em menos de 4 mil km2 por ano. Como a demanda por produtos amazônicos poderá subir de novo, resta saber como ficará a fiscalização, também nas novas áreas onde as posses estão sendo legalizadas.

A meta "voluntária" brasileira (que não se traduz em compromisso) é de reduzir entre 36,1% e 38,9% as emissões nacionais até 2020, ou cerca de 1 bilhão de toneladas, pois sem a redução - afirmou-se - as emissões chegariam a 2,7 bilhões de toneladas naquele ano. Isso dependerá de menos emissões na Amazônia e no Cerrado (neste, a serem baixadas em 40%), na agricultura (com plantio direto e outras providências), na pecuária (com a recuperação de pastagens degradadas), no transporte (com biocombustíveis) e na energia (com bioeletricidade e eólica) - anunciou-se.

Como o Brasil continua driblando o compromisso de divulgar um novo inventário de emissões - agora, mencionou-se que a redução significará "diminuição de cerca de 300 milhões de toneladas de gases do efeito estufa em relação ao que o País emitiu em 2005 (sem dizer quanto) -, algumas ilações levam a situar em torno de 2 bilhões de toneladas as emissões atuais, ou seja, o dobro do que eram em 1994, cabendo média superior a 10 toneladas por habitante. Algo parecido com o cálculo para o Brasil que sir Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial e consultor do governo inglês para o clima, mencionou em sua passagem por aqui no início do ano.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 20 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Governo estuda liberar aplicações no exterior"

Intenção é conter valorização do real causada por excesso de dólares

Para tentar conter a valorização do real, o governo estuda autorizar fundos multimercados a aumentar suas aplicações no exterior, informam Valdo Cruz e Sheila D'Amorim. Uma das ideias é retirar o limite de 20% do patrimônio para as aplicações desses fundos fora do país. Para ampliar investimentos no exterior, os fundos terão de aumentar a compra de dólares, o que tende a valorizar a moeda americana.

O Estado de São Paulo
"Governo estuda MP para conter aposentadorias"

Ideia é evitar o reajuste do benefício pelo salário mínimo, como querem aposentados

O governo já fala em recorrer a medidas provisórias para impedir a aprovação da emenda do senador Paulo Paim (PT-SP) que estende a todos os aposentados o mesmo índice de correção do salário mínimo, projeto que ameaça piorar as contas da Previdência. Apesar da pressão dos aposentados, o governo não pretende negociar nada além do que foi acertado em agosto com as centrais sindicais - reajuste de 6% para as aposentadorias com valor acima do mínimo, em 2010 e 2011. Os aposentados querem 8%, índice previsto para o mínimo. As MPs separariam os dois assuntos - uma definiria o mínimo e a outra trataria do reajuste das aposentadorias. Além disso, o governo pretende vetar o projeto de Paim que elimina o fator previdenciário, fórmula que retarda a aposentadoria.

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quinta-feira, novembro 19, 2009

Mundo minúsculo


Insetos têm grande chance de apresentar consciência

Mesmo com cérebro minúsculo, animais apresentam circuitos de neurônios que podem ser responsáveis pela função

Do R7 Notícias
Simulações em computador indicam que mesmo com cérebro menor que a ponta de uma agulha, alguns insetos apresentam circuitos de neurônios que dão aos animais a chance de terem consciência e em alguns casos até podem contar. Cientistas das universidades de Londres e de Cambridge, no Reino Unido, disseram nesta terça-feira (18) que a capacidade de contar se torna possível apenas com algumas centenas de células nervosas, o que também há grandes chances de acontecer com os insetos. O site Daily Mail apresentou trechos do relatório sobre o estudo, que foi publicado no jornal acadêmico Current Biology. Os profissionais que estudaram o assunto contaram que "ao contrário do que se imagina, os cérebros maiores têm uma grande quantidade de repetição dos neurônios", o que comprova a teoria de que "os animais maiores não são necessariamente mais inteligentes".

Para se ter uma ideia, o cérebro de uma baleia chega a pesar 9 kg e 200 bilhões de células nervosas, contra aproximadamente 1,3 kg do cérebro humano, que tem 85 bilhões de neurônios. Já uma abelha, por exemplo, tem um milhão de células nervosas e seu cérebro pesa apenas um miligrama. A partir de agora, o desafio dos cientistas é verificar se esses animais compartilham com os seres humanos as mesmas áreas específicas para cada uma das funções cerebrais.
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Nota do Editor - Esta explicado porque juntavam formigas nas páginas do meu livro de equações diferenciais. (Sidney Borges)

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Funcionalismo

Eduardo César x funcionários públicos

Anderson José Rodrigues (Tato)
“A corda sempre arrebenta do lado mais fraco” é um antigo ditado, revelador de grandes verdades e muito próprio para a situação atual. Em Ubatuba, já chegamos ao QUINTO ANO dessa administração e a cada ano que passa, mesmo com o aumento natural em sua arrecadação, há menos prestação de serviços a todos os munícipes e impera a tentativa de corrigir o mau uso dos recursos economizando onde não deveria.


É certo que quem tem problemas de caixa tem que cortar despesas, pois é impossível se gastar por muito tempo mais do que se arrecada, mas os cortes de despesas executados pelo prefeito Eduardo César deveriam seguir outro horizonte menos agressivo a todos.

É de conhecimento de todos que os funcionários concursados estão sentindo e muito a perda do poder de compra, pois, além de não terem tido os seus devidos reajustes nestes últimos 5 anos, agora somam estas perdas com os cortes em suas horas extras, as quais muitos já haviam mesmo sem perceber, incorporado a seus salários.

Afirmo que estes funcionários deveriam ser os últimos a serem punidos, pois eles são os responsáveis pelo pouco de bom que essa administração executou nestes últimos 5 anos de governo.

Quando há falta de dinheiro podemos optar por aumentar receitas ou diminuir despesas. Quando falamos em administração municipal tal escolha diferencia e qualifica administradores.
Anderson José Rodrigues (Tato)

ptb14ubatuba@hotmail.com

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Ubatuba em foco

Santo de casa faz milagre

Mais vale acender uma luz que maldizer a escuridão

Rui Grilo
Na Câmara Municipal, o clima de oba oba, discussão de matérias irrelevantes e de omissão diante de questões fundamentais para o bom funcionamento do município parece estar mudando, pelo menos um pouquinho. No debate sobre o Plano de Saneamento promovido pelo Partido dos Trabalhadores no último dia 13, a presença do vereador Rogério Frediani livrou a Câmara Municipal de Ubatuba do vexame de completa omissão. Demonstrando a sua sensibilidade para os problemas locais, na terça-feira, o mesmo Frediani trouxe de volta para Ubatuba a Sra. Maria Regina Filomena de Luca Miki, filha do Dr. De Luca, médico muito querido por todos aqueles que o conheceram quando vivo entre nós.


O motivo do convite e da homenagem prestada à Dra. Maria Regina foi a competência demonstrada por ela quando nomeada para exercer o cargo de Secretária de Segurança de Diadema, cidade do ABCD conhecida pelo seu alto índice de violência e de homicídios.

De acordo com seu relato, ficou sabendo de sua nomeação quando procurada pelos jornalistas para saber quais seriam as medidas a serem tomadas por ela. Lembra que se sentia completamente incapaz e sem qualquer experiência nessa área. O conhecimento e o reconhecimento de sua competência foram conquistados pelo seu trabalho na área de regularização fundiária.

Essa experiência levou-a a colocar como prioridade o mapeamento da cidade de maneira a identificar as áreas e horários de maior índice de violência. O mapa demonstrou que a violência e o crime cresciam onde o Estado não se fazia presente. Em bairros onde não havia equipamentos de lazer e de cultura, o único ponto de encontro eram os bares, onde o consumo exagerado de álcool e drogas era um dos fatores decisivos dessa violência. Suas vítimas eram jovens do sexo masculino, pobres e negros. Para implantar a limitação de horário dos bares no período noturno, o apoio dos evangélicos foi fundamental. Os que eram contra alegavam que haveria perda de empregos e diminuição da economia local. Apesar disso, apenas um vereador votou contra e nunca mais foi reeleito. O índice de homicídios despencou de 120 para 14 a cada 100 mil habitantes. Com isso, a confiança dos empresários na segurança do município aumentou e a renda passou de 209 milhões para 600 milhões anuais.

Para conseguir a confiança da população e a sua adesão, foi necessário um trabalho fora do gabinete, no contato com a população, chegando-se a realização de mais de 100 audiências públicas no espaço de dez meses. O bens públicos colocados à disposição e ao uso da população, passou a ser gerenciado por essa mesma população como bens que a ela pertencem e que a ela cabe zelar. Como resultado dessa postura, diminuiu a depredação.

Para superar a falta de recursos foi necessária a parceria em projetos com as secretarias com mais recursos humanos e materiais – a educação e a saúde – para proporcionar equipamentos de lazer e cultura. Consciente de que a segurança é um direito da população e, respaldada pelos resultados alcançados, passou a lutar pela garantia de mais recursos para ampliar e dar continuidade as ações planejadas.

Os resultados positivos do trabalho ganharam divulgação mundial, ocasionando convites para apresentação da metodologia, inclusive para a Rainha da Inglaterra. Hoje, o trabalho passou do município para o âmbito federal devido ao fato da Sra. Regina ser uma das principais assessoras do Ministro da Justiça, Tarso Genro, e de fazer parte Conselho Mundial de Democracia e Combate às Drogas.

Concluindo a sua fala, a Sra. Regina agradeceu às pessoas que contribuíram para a sua formação e se colocou à disposição do município no que lhe for possível e de sua competência.

Cumpre lembrar que no início do primeiro mandato do Sr. Prefeito Eduardo César, tivemos entre nós parte da equipe do Projeto RAC – Redescobrindo o Adolescente na Comunidade, desenvolvido no Jardim Ângela, na cidade de São Paulo, e que também conseguiu reduzir muito a taxa de homicídios na região, tendo como um dos seus produtos a edição de um livro patrocinado pela Telefônica, no qual a equipe relata e analisa o desenvolvimento do Projeto.
Rui Grilo
ragrilo@terra.com.br

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Aposentadoria

Velhinhos dormem no corredor da Câmara
(O Estado de São Paulo,19/11 A1)

Ernesto F. Cardoso Jr.
Já está devidamente comprovado por estudos técnicos que cerca de 75% do déficit da Previdência Social originam-se dos RJUs (Regimes Jurídicos Únicos) que beneficiam o funcionalismo público estadual, municipal e notadamente o federal, sendo que só este representa cerca de metade do déficit geral da Previdência. Por outro lado, o RGPS (Regime Geral de Previdência Social) que abriga os trabalhadores do setor privado, é responsável por apenas cerca de 25% do déficit total. Por que, então, manter os velhinhos iniquamente à míngua, enquanto o funcionalismo público é nababescamente pensionado. Que país é este, dividido entre o principado do funcionalismo público e a plebe dos velhinhos do setor privado? Acorda sociedade! Quem deve cobrir o rombo da Previdência é o funcionalismo público e que o governo deixe de se fazer de desentendido.
Ernesto F. Cardoso Jr.
efcardosojr@uol.com.br

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Ubatuba

Lions Clube de Ubatuba agradece aos colaboradores da barraca da Espanha na Feira das Nações

O Lions Clube de Ubatuba esteve presente na 21ª Feira das Nações, onde participou levando aos presentes a deliciosa culinária da Espanha.

A “Barraca da Espanha” foi destaque no evento devido ao tratamento especial dispensado aos freqüentadores, e também pelos quitutes de excelente qualidade.

A Diretoria do Lions Clube de Ubatuba, agradece a todos que direta ou indiretamente colaboraram com a barraca seja com seus préstimos no atendimento durante os dias da festa ou como doadores de gêneros utilizados na confecção dos pratos.

Todos os recursos arrecadados pelo Lions Clube de Ubatuba serão destinados aosserviços humanitários que o Clube vem prestando em nosso município.

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Quinta-feira

Verão. Começou cedo. E quente...

Sidney Borges
As estações do ano radicalizaram. O inverno permaneceu até outubro com madrugadas frias e cobertores. Waal! Cobertor em Ubatuba em outubro! Em mais de 40 anos na cidade não me lembro de ter usado nada além de lençol. Agora esquentou de vez. Parece um forno. Ou seria o inferno?

Ontem foi finalmente decidido que Battisti vai. Ops! Estamos no Brasil, sempre cabe recurso. Lula dará a palavra final. O ex-terrorista que vem ocupando a mídia por muito tempo é um criminoso e deve pagar pelos erros. De certa forma está pagando, vive na incerteza.

Na época em que Battisti cometeu os crimes a Itália vivia em plena democracia. A esquerda tinha assentos no parlamento, não havia censura nem perseguições políticas. Comunistas andavam leves, livres e soltos pelas ruas, alguns cuspindo na burguesia decadente, outros olhando apetitosas criancinhas. É voz corrente que comunistas comem criancinhas. Há um tal de Lugo, no Paraguai...

"Idealistas" das extremas direita e esquerda não entendiam (ainda não entendem) o processo democrático, acho que cometi um quase pleonasmo. Enfim, não existem democratas extremistas, pelo menos não violentos.

A direita achava o governo frouxo e explodia bombas em estações ferroviárias matando dezenas de burgueses, ou seja, gente como nós que trabalhamos, pagamos impostos e vamos aos estádios torcer.

Para os extremistas somos alienados.

A esquerda seqüestrava empresários e políticos, Renato Curcio e sua Brigate Rosse justiçaram o democrata cristão Aldo Moro, ex-Primeiro Ministro da Itália.

Em troca do quê? De holofotes talvez.

Mesmo nesse clima de incerteza a Itália não editou nada parecido ao AI-5 que privou os brasileiros de liberdade. A democracia italiana combateu o terrorismo dentro da lei.

Em agosto de 2007 a atriz francesa Fanny Ardant expressou admiração pelos combatentes das Brigadas vermelhas e classificou Renato Curcio como heroi de um movimento apaixonado. Um princípio básico da democracia é respeitar opiniões alheias, ainda que sejam idiotas.

Pois foi em plena vigência democrática que Cesare Battisti do PAC (Proletários Armados pelo Comunismo) assassinou 4 burgueses, um deles joalheiro, símbolo do capitalismo decadente.

Condenado à prisão perpétua conseguiu fugir e depois de muitas andanças chegou ao refúgio dos criminosos do cinema. Rio de Janeiro. Içaaaa. Praias, mulatas e futebol.

Preso, em 2007, Battisti foi considerado refugiado político pelo ministro Tarso Genro. Ontem o STF decidiu pela "extradição mas não é bem assim", ou seja, deu um jeitinho brasileiro.

Quem vai dizer se Battisti vai ou fica é o presidente Lula. Situação que classifico como batata quentíssima nas mãos.

Nos Estados Unidos tem gente que não gosta da democracia, odeia pretos, judeus, hispânicos e orientais. Um doido varrido desses explodiu um edifício em Oklahoma matando centenas de americanos.

Timothy Mc Veigh é o nome da sumidade. Preso e condenado à morte foi executado.

Faço uma pergunta aos leitores. Os 167 assassinatos de Mc Veigh foram crimes políticos ou fruto de insanidade? O que diria Tarso Genro?

Inacreditável o Palmeiras. Como torcedor do tricolor dei muitas risadas. Sem conseguir ganhar do adversário os verdes brigaram entre si e deram adeus ao título. Talvez até à Libertadores.

E a confusão em Honduras? Zelaya continua hospedado em nosso hotel, digo em nossa embaixada. O povo não está nem aí, Honduras está na Copa.

Honduras, Honduras, Honduras...

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Opinião

Dólar e poder de competição

Editorial do Estadão
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro Neto, cobrou do governo "medidas extraordinárias" para conter a valorização do real. Seus pares dificilmente o perdoariam se ele deixasse de apresentar essa cobrança ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, na abertura do 4º Encontro Nacional da Indústria, em Brasília, na terça-feira. O dólar barato encarece a exportação, barateia a importação e deixa o produtor nacional em séria desvantagem tanto no mercado externo quanto no interno. Reclamações têm partido não só de industriais, mas também de empresários do agronegócio. Monteiro Neto não se limitou, no entanto, a pedir medidas excepcionais. É preciso, segundo ele, atualizar a política de câmbio. O ministro Mantega prometeu medidas para tornar a indústria brasileira mais competitiva. Mas o governo, acrescentou, manterá o regime de flutuação cambial. Apesar disso, apontou a cotação de R$ 2,60 por dólar como ideal para a solução de todos os problemas. Esse foi o valor de equilíbrio recentemente indicado pelo banco de investimentos Goldman Sachs. Uma instituição privada pode fazer isso. Autoridades financeiras não costumam entrar nesse tipo de especulação.


O presidente da CNI atendeu à expectativa de seus companheiros, mas não obteve, em troca, mais que uma vaga promessa de novas ações a favor da indústria. No dia anterior, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa entrevista em Roma, havia sido ainda menos animador. Segundo ele, a solução "é evoluir tecnologicamente para ganhar dinheiro exportando mesmo com o dólar mais barato". O governo, de acordo com Lula, já fez sua parte, com a cobrança do IOF sobre o capital aplicado em ações ou em papéis de renda fixa. Essa medida, acrescentou, "leva um tempo para surtir efeito". Mas a taxação provavelmente não produzirá mais efeito do que produziu até hoje.

Mas a discussão está mal orientada. Empresários e funcionários do governo têm dado atenção insuficiente às questões mais importantes. Para começar, o dólar barato não é problema só do Brasil. A maior parte do mundo tem sido afetada pela depreciação das moedas americana e chinesa. O Brasil se diferencia de vários de seus concorrentes em outro aspecto. O câmbio é crucial para os produtores brasileiros, tanto do campo quanto da indústria, por causa de várias desvantagens competitivas de caráter crônico. A maior parte dessas desvantagens não está dentro das fábricas ou das fazendas. O presidente da CNI mencionou, em seu discurso, vários passos necessários para a elevação da competitividade, como a desoneração do investimento e a melhora do sistema de regulação.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 19 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"Lula tentará manter Battisti no país"

Por 5 a 4, STF autoriza extradição do terrorista para a Itália, mas deixa para o presidente decisão sobre o caso

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá buscar saídas jurídicas para manter no país o terrorista italiano Cesare Battisti, cuja extradição foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal. A Advocacia-Geral da União foi acionada para tratar disso, segundo a Folha apurou. Após intensos debates, o STF decidiu pela extradição do italiano, mas delegou a Lula a última palavra. As duas decisões foram pelo apertado placar de 5 a 4. Acusado de ter se envolvido em quatro assassinatos nos anos 70, quando militava na extrema esquerda, Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália. Tratado com os italianos permite negar a extradição desde que a recusa seja justificada. No caso de Battisti, Lula teria de alegar risco de "perseguição" por razões políticas, entre outras. O argumento, porém, é semelhante ao usado por Tarso Genro (Justiça) para dar refúgio ao terrorista, o que provocou protestos.

O Estado de São Paulo
"STF deixa para Lula decisão sobre Battisti"

Extradição de italiano é aprovada, mas palavra final caberá ao Planalto

O Supremo Tribunal Federal resolveu ontem, por 5 votos a 4, que cabe ao presidente Lula decidir se o ativista Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por homicídio, deve ser extraditado. Desse modo, a extradição é tratada como questão de política externa. Em votação anterior, também com placar de 5 a 4, os ministros do STF concluíram que o pedido de extradição feito pela Itália é legal - a maioria dos votos considerou que o ativista foi condenado por crimes comuns, e não políticos, base para o refúgio concedido pelo ministro Tarso Genro (Justiça). O STF entende ainda que a Itália tem de se comprometer a transformar a prisão perpétua em 30 anos de reclusão, pena máxima no Brasil.

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quarta-feira, novembro 18, 2009

Fim do primeiro tempo

STF autoriza extradição do ex-ativista Cesare Battisti

Na Itália, ele foi condenado à prisão perpétua por quatro assassinatos. Ministros devem discutir agora se palavra final é do STF ou de Lula.

Diego Abreu Do G1, em Brasília
O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou nesta quarta-feira (18) a extradição do ex-ativista Cesare Battisti para a Itália. Em plenário, por 5 votos a 4, os ministros entenderam que o refúgio concedido pelo governo brasileiro a Battisti foi irregular. O julgamento foi retomado nesta tarde, após ter sido suspenso em duas ocasiões, com o placar empatado. O voto de desempate foi dado pelo presidente do STF, Gilmar Mendes.


Os ministros devem discutir agora se a palavra final sobre a extradição será ou não do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A dúvida é se a decisão do STF autoriza ou determina a entrega do ex-ativista para a Itália. Se o entendimento for de que a medida é autorizativa, ficará a cargo de Lula a decisão final.
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Nota do Editor - Caso a decisão caiba a Lula, pressinto maus momentos para o presidente. As pressões serão grandes, ou melhor, gigantescas. Lula não gosta de ser pressionado. Alguém vai pagar a fatura, vejo núvens negras no horizonte de Tarso Genro. Quem pariu a fera tem o dever de amamentá-la. Pelas últimas declarações do "Sapo Barbudo" é possível que Battisti vá. Lula tem reclamado de que não foi bem orientado, não recebeu todas as informações do caso. No Twitter sugeri uma solução de consenso. Extraditar o ex-extremista para a embaixada Brasileira em Honduras onde ele passaria o resto da vida jogando xadrez com Zelaya. (Sidney Borges)

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Brasil

A propósito de Battisti

Sidney Borges
No momento em que escrevo estas linhas está em curso o julgamento da extradição do cidadão italiano Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinato. Hoje de manhã, como faço sempre, dei uma passeada pela blogosfera. No Blog do Luís Nassif tem um texto de um colaborador com este parágrafo:

"Quanto ao Battisti, meu velho, eu não o extraditaria. Seu passado faz parte de um mundo que morreu, e que é impossível julgar com os olhos do presente. Naquele mundo doido, muitas pessoas foram levadas a pensar que qualquer ato (até mesmo um assassinato) estava justificado pelo ideal de uma sociedade igualitária".

Fiquei imaginando o que o autor diria se um extremista da causa ambiental matasse seu filho alegando que o carro dele polui a atmosfera. Battisti pode ir ou ficar, tanto faz. Com cardumes de bandidos por aí um a mais não vai fazer diferença. O destino dele, no entanto, non mi frega un cazzo. Há coisas mais importantes a fazer.

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Coluna do Mirisola

Escritor entregue na bandeja

"Quantas vezes não me imaginei servido num banquete para saciar a volúpia de meia dúzia de fêmeas lúbricas e famintas"

Marcelo Mirisola*

Faz quase um mês que a Samantha Abreu me convidou para ser o "Homem de domingo" no blogue que ela e suas amigas, as Meninas de Falópios, mantêm neste sítio: www.versosdefalopio.blogspot.com. Fiquei todo pimpão (sentimento típico de um tiozinho passado nos anos) e aceitei o convite de imediato. Gostei muito do que escrevi. E agora, aproveitando a aparente calmaria no Morro dos Macacos, a entressafra de escândalos no Senado e as desgastadas coxas da Geisy da Uniesquina (gostei disso, Márcia) e, pegando carona numa infinidade de pequenos e/ou colossais factóides, incluídos o filho bastardo de FHC, o desmatamento na Amazônia e o derretimento das calotas polares no topo da lista, seguidos por Dilma versus Marina mais os apagões e os viadutos que desabaram e os que desabarão até as próximas eleições, aproveito o embalo (porque não é só de notícia ruim que vive o pessimista) para folgar pelos últimos e prolongados gemidos da boate Help - valeu, Sérgio Cabral - e pelo fato de que o mundo e o meu umbigo às vezes são realmente surpreendentes, apesar dos pesares. Porque é sabido que de hora em hora Deus piora. Vejam vocês, enquanto os neo-otários continuam enchendo o rabo dos pastores de dinheiro e novos animais pastam na fazenda do bispo Edir, no entreato da peleja, caros leitores e leitoras, a máquina do mundo continua produzindo seus gases. Hosana nas alturas! Às vezes, tais gases podem ser mais respiráveis do que os peidos e bananas que envio para todo o resto. Isso é raro. O sumido Brecão chamaria o fenômeno de final da picada. Um poço cujo fundo parece que não acaba nem na terceira divisão do Brasileirão, não acaba nunca, jamais! Nem na Uniesquina! Nem depois de o Mickael Jackson ter virado purpurina, daí que, aproveitando o ensejo – uma vez que, confesso, não tenho assunto –, tomo a liberdade e peço licença às Meninas de Falópios para republicar meu depoimento como "Homem de domingo", agora na quarta-feira mesmo, aqui no Congresso em Foco.

Eu sei que é um baita lugar-comum. Quase uma receita da Ana Maria Braga, mas que se dane.

Além da Samantha Abreu, as meninas de falópios são Juliana Hollanda, Clara Arôxa, Lais Mouriê, Janaina Lisboa e Patrícia Lage. Seis vampiras. Uma para cada dia da semana. Ou todas numa só noite. Quantas vezes não me imaginei servido num banquete para saciar a volúpia de meia dúzia de fêmeas lúbricas e famintas. Eu lá, em decúbito dorsal, sobre uma larga mesa de sucupira, feito um porco – com direito a maçã na boca e alface debaixo do sovaco. Pururuca, safado.

Tem um filme, cujo nome agora me falta (preguiça de ir ao Google), algo parecido com o cozinheiro, o ladrão e a mulher dele, que quase conseguiu realizar esse meu fetichezinho caseiro. No filme, o amante da mulher do cozinheiro é servido assado. Acho que é isso. A pica do cara, caída pro lado esquerdo, é cortada como se fosse um pedaço de paio – e, assim, o cadáver é servido numa cerimônia que, embora muito sensual, beira a indiferença. À clef, digamos.

Se não me engano, o diretor é Peter Greenaway. Me recordo de uma câmera que se desloca sobre divisórias. Como se o cozimento e o posterior esquartejamento do amante fosse obra deliberada pelas cores fortes, como se não fosse um filme nem tampouco fizesse parte de um jantar, mas de um quadro de Van Gogh sem os amarelos: apenas com os rasgos de fúria e a demência sugerida pelo homem que furou o céu dos cafés de Arles no anonimato. Como se Greenaway, depois do sacrifício de Van Gogh, dissesse: tem arte aqui no meu açougue.

A propósito. Cláudio Assis, diretor de Amarelo manga, experimentou esse defunto – e seria um pleonasmo se eu dissesse que ele usou e abusou dos amarelos que Greenaway jogou na lata do lixo.

Mas eu não queria ser assado. Se não fosse inviável porque... até onde eu saiba... não se faz sushi com carne de porco, eu queria ser servido in natura.

Num domingão.

Não sei se morto ou vivo, ainda não resolvi. Mas, diferentemente do defunto de Greenaway, de pau duro. Porque isso aqui é uma declaração de amor. Para vocês, Meninas de Falópios, se esbaldarem (e agora para o deleite das leitoras, de preferência, leitoras do Congresso em Foco).

Eis-me aqui, pois. Um homem servido na bandeja. Não obstante o lugar-comum, tenho dois pedidos a fazer: usem batom vermelho e sejam um pouco lésbicas.

Sou o porco caralhudo do vosso banquete. Só me resta agradecê-las, e dizer: meu sonho foi realizado; sirvam-se, lambuzem-se, bon appétit. E não briguem, minhas queridas canibais. Tem paio para todas. Se bobear, vai ter mulher que vai levar marmita pra casa. Com amor, arte e caralho duro.

Marcelo Mirisola.

PS 1: Não quis escrever nada sobre o caso da bunda da garota da Uniban porque desconfiei (com exceção da Marcia Denser) da massa de bundões que se manifestaram a respeito. Eis aqui um texto, do escritor Nilo Oliveira, para se pensar a respeito: http://www.decostasprumar.blogspot.com/PS 2: O Memórias da Sauna Finlandesa deve sair este ano mesmo. Tá no forno.

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.


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Telefônica

Apagão(zinho)

Sidney Borges
Ontem o "Speedy" apagou. A luzinha do modem onde está escrito DSL começou a piscar. Experimentei o de praxe: desligar computador e modem, esperar 5 minutos e ligar novamente. A luz continuou piscando.

Tentei outra manobra. Desliguei tudo, desconectei os cabos e usando uma borracha limpei as conexões. Mais uma vez não deu certo.

Liguei para 10315 e comuniquei o problema. Ganhei um número de protocolo, pelo menos isso. A ligação não foi em vão, uma simpática moça me garantiu que em 72 horas eu receberia a visita de um técnico. Waal, 72 horas! Tempo suficiente para o Japão atacar Pearl Harbour e começar a III Guerra Mundial.

Desliguei o computador e comecei a escrever meus textos como nos velhos tempos, com caneta Bic e papel.

A pane aconteceu de manhã, antes da 11h. No final da tarde nada de técnico. Saí com meu cão para a volta diária e encontrei um vizinho. Perguntei se ele tinha Internet, a resposta foi:

- Que bom que você perguntou isso, meu filho está alucinado, acabei de levá-lo a uma lan house.

Bingo, o problema não era meu. Tenho um modem de reserva experimentei usá-lo, o problema persistiu. Liguei novamente para 10315.

O computador de voz da central telefônica avisou que já havia uma solicitação de reparo para o meu endereço. Quando finalmente um ser humano perguntou em que poderia me servir comuniquei que o problema era da Telefônica. Havia outros computadores desconectados na rua. Fui transferido para o setor de reparos. Um técnico disse que estava alterando o sinal, pediu que eu desligasse o modem, esperasse 3 minutos e ligasse novamente, coisa que eu já tinha feito duas vezes.

Como a luz continuasse piscando, ele jurou de pé junto que não havia nada de errado na rede e pediu que eu aguardasse o técnico.

Sem nada a fazer, concordei. Hoje de manhã o modem funcionou direitinho, com velocidade normal. Será que vão descontar as horas de barbeiragem da conta?

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Opinião

A necessidade de pensar no futuro

Editorial do Estadão
Na entrevista que o ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore deu à Agência Estado ? reproduzida em nossa edição de segunda-feira ?, há argumentos que merecem ser meditados, pois trazem uma visão diferente da que predomina no governo.Os operadores do mercado futuro foram muito criticados por preverem uma curva de juros tida como exagerada em face da elevação da taxa Selic em 2010. Na realidade, antecipavam uma atuação do Banco Central movida por fatos que, até lá, poderão desencadear uma retomada da inflação, forçando-o a elevar ou não aquela taxa.

Há duas coisas que geram muita dúvida: a evolução da taxa cambial e a condução da política fiscal do governo central. A valorização do real ante o dólar é, atualmente, um fator de contenção dos preços. Provavelmente continuará a ter esse efeito em 2010, embora medidas mais drásticas possam ser tomadas para tentar reduzir a valorização.

Tudo indica que os gastos excessivos do governo continuarão a marcar um ano de disputa eleitoral, mas com efeito retardado sobre a alta de preços. De qualquer maneira, o mercado futuro inclui um prêmio de risco nas suas previsões.As autoridades monetárias dificilmente terão força, num ano eleitoral, de adotar as medidas preventivas para evitar uma inflação que provavelmente só se deverá elevar em 2011.

Outros fatores justificariam, certamente, uma atitude preventiva. O mais evidente seria uma taxa de crescimento acima do potencial econômico. Já se está falando de uma taxa de crescimento do PIB de 8%, anualizada com base no quarto trimestre deste ano, e o governo tentará um crescimento superior a 5% no próximo ano, mas sem dispor de investimentos suficientes para atingir essa meta. O descasamento entre a demanda e a oferta trará tensões inflacionárias que em 2010 poderão ser mascaradas pelo aumento das importações, mas que aparecerão no ano seguinte.

Pastore mostra-se cético quanto ao efeito do IOF de 2% sobre as entradas de alguns capitais externos. Segundo ele, seria mais importante cuidar do déficit em conta corrente, que, no momento em que os EUA abandonarem o juro zero, vai ter de ser mais bem observado e precisará ser coberto por maiores entradas de capitais de fora.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 18 / 11 / 2009

Folha de São Paulo
"IPTU de SP vai subir para 1,7 milhão"

Reajuste médio do imposto será de 31%; prefeito nega meta de aumentar receita e fala em justiça tributária

Se for aprovado projeto enviado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) à Câmara Municipal, cerca de 1,7 milhão de imóveis de São Paulo vão pagar mais caro pelo Imposto Predial e Territorial Urbano em 2010. O reajuste médio será de 31%. O aumento máximo previsto é de 40% para imóveis residenciais e de 60% para os demais - pontos comerciais, indústrias e terrenos vazios. O município tem 2,8 milhões de imóveis.

O Estado de São Paulo
"Avança na Câmara projeto que muda regras da aposentadoria"

Pressão faz comissão levar adiante fim do chamado fator previdenciário

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou, por unanimidade, relatório favorável a projeto de lei que prevê o fim do fator previdenciário - mecanismo que retarda as aposentadorias. O embate agora segue para o plenário da Câmara. Os líderes do governo dizem que o assunto só deve entrar na pauta depois da votação dos projetos do pré-sal. Além disso, eles querem uma alternativa ao fator previdenciário, usando o déficit da Previdência Social como argumento. Os aposentados, porém, já avisaram que não aceitam essa substituição e ainda pretendem pressionar para que todas as aposentadorias sejam reajustadas com o mesmo índice de correção do salário mínimo.

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terça-feira, novembro 17, 2009

Coluna da Segunda-feira

Em função de problemas técnicos a "Coluna da Segunda-feira" está postada hoje, terça-feira. Acontece nos melhores blogs.

Promotor Público? Para quê?

Rui Grilo

Nos dias 11 e 12, em Brasilia, como coordenador do Comitê de Mobilização do Litoral Norte, participei do encontro de lideranças do Plano de Mobilização Social pela Educação organizado pelo Ministério de Educação e Cultura, que reuniu representantes de todas as regiões do Brasil.

Entre o encontro realizado em junho e este, houve um aumento não só quantitativo mas também qualitativo. Para orientar esse crescimento, foi convidada a pesquisadora Nísia Werneck , especialista em mobilização social, que tem acompanhado o trabalho em alguns lugares do Brasil, especialmente naqueles que apresentam IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) mais baixo e que também apresentem resultados positivos na mobilização social para inverter esse quadro.

Em um município baiano, o comitê de mobilização social tem apresentado resultados bastante positivos, apesar de ser constituído por apenas três pessoas: um promotor público, um brigadiano (policial miliar) e uma jornalista.

Acionado pela escola e pelo conselho tutelar para ajudar na resolução dos problemas de disciplina com alguns alunos, essa pequena equipe se dispôs a visitar as escolas e a conversar com os alunos. A motivação que orientou o promotor público foi o fato de se identificar com essa clientela escolar pois ele próprio foi aluno de escola pública e de origem humilde. Aos poucos, ele foi ganhando a confiança dos alunos e se tornando um modelo, como uma pessoa que venceu na vida, pois apesar de sua origem e de ter estudado em escola pública como esses alunos, se tornou uma importante autoridade na cidade. Atualmente, ao final do seu expediente, sempre há um jovem a sua espera para um papo e um conselho como se fosse um irmão mais velho e um amigo.

Ao guarda, perguntado sobre qual estratégia ele utilizava para se comunicar com os alunos, relatou que conversava com eles da mesma maneira que conversava com seus filhos sobre a importância do conhecimento e do estudo para vencer na vida.

À jornalista cabia o papel de observar as ações da equipe e divulgar os trabalhos positivos que as escolas e as pessoas estavam desenvolvendo, estimulando-as positivamente no sentido de reconhecimento do trabalho que faziam.

A importância da participação do Promotor Público, dos Conselhos Tutelares e dos Conselhos Municipais de Proteção dos Direitos da Criança e do Adolescente foram destacados em vários relatos, especialmente no de Lelia Andréa B. Santos, também da Bahia. No encontro de junho, em seu relato, mostrou que estava apenas começando e restrito a apenas um município. Neste encontro, mostrou que o trabalho já havia se expandido para várias cidades no entorno de Salvador, chegando até ao sul da Bahia. Para ela, uma grande parte do seu sucesso foi o apoio que ela recebeu, não só das igrejas mas dos Promotores Públicos e Conselhos ligados à proteção dos direitos da criança e do adolescente.

Esses relatos mostram a importância dos Promotores Públicos e dos Conselheiros responsáveis pela defesa dos direitos da criança e do adolescente quando eles compreendem e assumem os seus papéis na luta pela inclusão social e pela transformação da sociedade.
Rui Grilo

ragrilo@terra.com.br

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Opinião

Exaustão da competência

Editorial do Estadão
A má qualidade dos projetos do governo - associada a problemas de licenciamento ambiental e de não-cumprimento de exigências do Tribunal de Contas da União (TCU) - vem retardando a execução de obras de infraestrutura essenciais para o crescimento da economia brasileira. Somente entre 2004 e 2008, o governo Lula deixou de investir em infraestrutura R$ 20 bilhões do total que estava previsto nos Orçamentos do período, como mostrou reportagem de Renée Pereira publicada no Estado de sexta-feira. É quase 30% do valor orçado, o que demonstra a enorme dificuldade da atual administração para executar o que programou.

O pior é que, ao se analisar a evolução dos investimentos em infraestrutura nos últimos anos, a conclusão é a de que se tornou mais aguda a incapacidade do governo do PT de planejar e executar obras, pois investe cada vez menos. É como se o governo passasse por um processo de exaustão da competência - que nunca foi notável.

Um dos setores atingidos por esse processo de deterioração da qualidade da gestão pública federal é o de energia elétrica. Em 1999, por exemplo, os investimentos do Grupo Eletrobrás - composto por 15 empresas responsáveis pelo setor elétrico - correspondiam a 0,27% do PIB. Em 2003, no início do governo Lula, representavam 0,17%. Em 2007, haviam diminuído para 0,12% e, no ano passado, houve pequena recuperação, para 0,13% do PIB, de acordo com dados da ONG Contas Abertas.

Não há sinais de recuperação dos investimentos em 2009. Dos R$ 7,2 bilhões autorizados para este ano, na maior verba reservada para o Grupo Eletrobrás desde 2000, apenas R$ 2,8 bilhões, ou 39%, tinham sido desembolsados nos primeiros oito meses do ano, segundo a Contas Abertas. Se, nos últimos quatro meses de 2009, se mantiver a média de desembolso do período janeiro-agosto, até o fim do ano o Grupo terá investido R$ 4,2 bilhões, ou 57% da dotação inicial, o pior índice de desembolso desde 2000.

Aos fatores já citados que retardam os investimentos em infraestrutura soma-se um instrumento de política fiscal de que o governo do PT vem lançando mão com grande avidez nos últimos anos para cumprir as metas de superávit primário: o contingenciamento, isto é, o bloqueio dos recursos previstos no Orçamento.

O Ministério de Minas e Energia - ao qual compete explicar à população as causas do apagão que deixou 18 Estados sem energia elétrica na semana passada - é o mais sacrificado pelo contingenciamento, em valores absolutos. Dos R$ 24 bilhões que tem para investir em 2009, R$ 5,8 bilhões (ou 24,2%) foram bloqueados pelo governo para compor o superávit primário previsto para o ano. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o órgão regulador do setor, tem nada menos do que 58% de seu orçamento contingenciado pelo governo.
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