sábado, outubro 24, 2009

MC

O PAC dos traficantes

"A polícia não entra no Complexo do Alemão por causa das obras do PAC. Está todo mundo evitando tiroteio para não parar as obras do PAC. A bandidagem toda está indo para lá".

Diogo Mainardi
Em julho, no Morro da Chatuba, ocorreu um baile funk em homenagem a FB, o chefe do tráfico de drogas no Complexo do Alemão.

MC Smith cantou:"A festa do FB / está tipo Osama bin Laden"

No domingo passado, o Morro da Chatuba assistiu a mais um baile funk. Desta vez, os homens de FB comemoraram o abatimento de um helicóptero da PM. José Mariano Beltrame, a maior autoridade policial do estado do Rio de Janeiro, comparou o abatimento do helicóptero aos atentados terroristas de Osama bin Laden, nos Estados Unidos, em 11 de setembro de 2001. MC Beltrame, inspirado em MC Smith, já pode animar um baile funk no Morro da Chatuba.

FB está longe de ser um Osama bin Laden. Os policiais comandados por José Mariano Beltrame sempre souberam onde ele se escondia. Dez dias antes que FB ordenasse o assalto ao Morro dos Macacos, que resultou no abatimento do helicóptero da PM e na morte de mais de trinta pessoas, a deputada federal Marina Maggessi declarou o seguinte a um repórter de O Globo:

"A polícia não entra no Complexo do Alemão por causa das obras do PAC. Está todo mundo evitando tiroteio para não parar as obras do PAC. A bandidagem toda está indo para lá".

O "bonde" de FB (tema de outro funk de MC Smith), formado por mais de 100 criminosos, confirmou a denúncia de Marina Maggessi. Na última semana, ela repetiu que as obras do PAC criaram uma zona franca para o Comando Vermelho. Revelou também que as autoridades policiais foram alertadas sobre os planos de FB algumas horas antes de ele atacar o Morro dos Macacos. O que aconteceu depois disso? As delegacias da região foram impedidas de agir.

Em 4 de dezembro de 2008, Lula visitou as obras do PAC no Complexo do Alemão. Na mesma solenidade, que contou com um espetáculo do grupo AfroReggae, ele atacou o governo anterior e prometeu fazer "uma revolução para resolver o problema da segurança pública", transformando a área num "Território da Paz".

Quase um ano depois, já dá para analisar alguns dos resultados dessa revolução. Primeiro: Lula continuou a visitar obras do PAC e a atacar o governo anterior. Segundo: poucos dias atrás, um dos integrantes do AfroReggae foi morto a tiros e a PM soltou seus assassinos. Terceiro: sim, o Complexo do Alemão transformou-se num território da paz, mas unicamente para os traficantes do Comando Vermelho. De fato, desde que Lula passou por lá para visitar as obras do PAC, a polícia nunca mais realizou uma operação contra seus criminosos. A última delas ocorreu em outubro de 2008. Nesse período, FB aumentou seu arsenal e reuniu suas tropas. Como diz o funk de DJ Will, ecoado por MC Beltrame:

"A PM aqui não entra / Aqui só tem talibã / Terrorista da Al Qaeda" (Do Trem Azul)

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Ubatuba em foco

Baba do Cupim

Fernando Pedreira
Olá Renato Nunes, que pena nossas propostas, nossas intenções, nosso trabalho, nossos sonhos... tudo a cada dia mais distante.

Mas agora vamos passar nossa experiência com a Baba do Cupim.

Primeiramente atente para o detalhe que disse o Renato, jamais conte ou queira qualquer participação da Prefeitura.

O Eng. Cleber, então Secretário de Obras do Zizinho, nos prometeu as máquinas e não cumpriu, alugamos então o Carro Pipa e o Pé de Carneiro e ficavam mais parados do que trabalhavam, pois dependiam das outras máquinas da prefeitura.

Nosso solo arenoso, portanto precisávamos de material do barreiro o que veio a piorar a situação.

Depois de pronto, “quase loucos”, as ruas viraram um sabão só.

Precisavam, portanto, de uma camada de pedrisco com asfalto, (cm30) acabou ficando do jeito que estava, apenas espalhamos areia para minimizar o problema.

A Sabesp apesar de nossa insistente pressão junto ao então Gerente Eng. Pedro Tuzino, para que se realizassem as ligações e prolongamentos com as taxas já recolhidas, esperou a obra terminar e rasgou a metade da rua.

Enfim, o produto é bom, mas necessita de uma ótima drenagem, como toda e qualquer pavimentação, e por cima, uma camada de asfalto com pedrisco, pois fica muito escorregadia.

Quanto à base, nossas ruas na maioria são arenosas e hoje barreiras nem pensar.


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Brasil

Falta rede de esgoto em casas de conjunto habitacional na Bahia

Obras de imóveis construídos com dinheiro público estão paralisadas. Prefeitura de Lauro de Freitas apresentou projeto para resolver problema.

Do G1, com informações do Jornal Nacional
Mais de R$ 4 milhões foram gastos em um conjunto habitacional em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. As casas foram construídas com dinheiro público e estão quase prontas, mas faltou o básico: rede de esgoto e estação de tratamento. Os moradores ainda não podem ocupar os imóveis.

Veja o site do Jornal Nacional

A obra começou há mais de 3 anos, mas está parada há 9 meses. O mato já cresce entre os prédios e a erosão se espalha pelo terreno. O conjunto habitacional é o retrato do abandono.
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Poemas

NÓS...

Prof. Lourdes Moreira*


Nós somos vários nós
Somos encontros
Desencontros
No encararmos-nos
Nos olhos dos outros
Olhando os vários nós.

Nós que nos atam a nós
Em grandes nós que
Nos fazem inteiros
Em nós que trançados ficam
No olhar do outro
Em nós verdadeiros.

Nós que nos desnudamos
Em muitos nós
Que nos transformam
Fazendo de nossos nós
Nossos nós
Verdadeiros.

Oh! Façamos de nossos nós
Nós que nos entrelacem
Num grande laço que
Inteiro
Nos faça sempre
Verdadeiros.

Num olhar; num toque
Num entender;
Num compartilhar
Por vários nós
Que fiquem sempre...
Sempre inteiros.

*Poesia, classificada em 1º lugar no Concurso Literário da Fundart de 2008 na categoria Poesia Adulto.

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É baba...

Como tapar buracos e chatear políticos

Renato Nunes
Para o Julinho Mendes, pro Sidney Borges, pro Luiz Moura e para todos que ultimamente escrevem indignados sobre nossos buracos viários, tenho uma sugestão a fazer. Podem existir outras, mas essa é a mais adequada para uma cidade que um dia pensou que o uso racional dos recursos da natureza fosse a salvação de sua economia e a marca promocional de sua identidade.

Pode parecer piada, mas a solução para os problemas da buraqueira das ruas de terra de Ubatuba está na baba dos cupins. Alguém já viu casa de cupim, aqueles morrotes duros que existem no meio dos pastos das fazendas pelo interiorzão do Brasil, se desmanchar depois de um bom pé d’água? Quando cai um toró no campo os raios derrubam mangueiras, a enxurrada carrega tudo que vê pela frente, desmancha casebres, cava valas fundas levando a terra pra dentro dos rios. Um estrago total. Depois da tormenta, o que sobrou inteiro? Os cupinzeiros.


Úmidos mas intactos. Estranho, né?

Intrigados com esse fato, alguns curiosos, e não consegui saber quem, decidiram examinar o que havia de diferente naquela terra amontoada de forma organizada pelos cupins. Pesquisas de laboratório concluíram que os grãos de terra rolados pelas patas e pela boca dos cupins eram encapsulados pela baba daqueles insetos. O passo seguinte foi constatar que a baba por eles expelida produzia uma enzima que alem de garantir a firme união entre os grãos os tornava impermeáveis.

Eureka!!!!

A natureza mais uma vez deu a pista. Sintetizaram a enzima em laboratório, fizeram testes com excelentes resultados, e hoje qualquer um pode comprar a tal baba de cupim em tambores de 200 litros.


O processo de aplicação é facílimo e barato.

Equipamento necessário: um caminhão pipa cheio d’água para receber o produto, um trator pequeno que puxe um arado de disco para revolver a terra da rua que se pretende consertar, um rolo compactador. Esse equipamento pode ser fornecido pela prefeitura; a terra já está no local, só não pode conter areia; o resto é mão de obra que pode ser comunitária. Molhou, esparramou, compactou, pronto, piso firme por muitos anos.

Para consertos ou abertura para passagem de tubulações, basta molhar a terra e compactar novamente.

Essa solução é usada em vários paises para tratamento de estradas vicinais, loteamentos rurais ou parques. Se tiver uma pequena sarjeta de concreto para proteção das beiradas, a coisa fica melhor ainda. A base da Rodovia Carvalho Pinto foi tratada com esse produto.

Em 1997 quando fui secretário de arquitetura e o engenheiro Cleber o secretário de obras, nos empenhamos para introduzir em caráter experimental essa técnica em algumas vias, porém o poder público não viabilizou os meios para isso. Faço então a segunda sugestão aos interessados: evitem o poder público.


Os moradores, no interesse legítimo da melhoria de seus bairros, devem se organizar para uma ação comunitária, como os cupins, as formigas e as abelhas; ao poder público só interessam as ações eleitorais.

Para mais detalhes consultem o site BASEFORTE, e boa sorte.


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Opinião

Associação ameaçada

Editorial do Estadão
Com a decisão de suspender as licenças automáticas para a entrada no Brasil de alguns produtos muito sensíveis no comércio com a Argentina, o governo brasileiro começa a responder com mais eficácia às sucessivas medidas de proteção colocadas em prática pelo governo da presidente Cristina Kirchner para conter a entrada de produtos brasileiros em seu país.

De nada têm adiantado as concessões na área comercial e os esforços diplomáticos do governo brasileiro para preservar o que chama de parceria estratégica do Brasil com a Argentina, pois, diante de qualquer problema na balança comercial, o governo argentino vem adotando medidas protecionistas sem fazer nenhuma distinção entre seu parceiro estratégico e os demais países.

Desde quando, por causa da crise mundial, o governo Kirchner ergueu novas barreiras às importações, com o objetivo de "preservar a indústria nacional e os empregos dos argentinos", os produtos brasileiros vêm perdendo espaço rapidamente naquele mercado, enquanto cresce na mesma proporção a fatia ocupada por produtos asiáticos, especialmente chineses.

As importações da Argentina, como as de muitos outros países, estão diminuindo, mas diminuem muito mais suas compras de produtos brasileiros do que as de produtos chineses. O exemplo mais recente dessa consequência das restrições impostas pelo governo argentino é o mercado de calçados. Como mostrou reportagem do jornal Valor na terça-feira, o Brasil perdeu a liderança que detinha no mercado de calçados da Argentina. No ano passado, o Brasil produziu 52,9% dos calçados importados pela Argentina, enquanto os calçados asiáticos representaram 45,4%. De janeiro a agosto de 2009, a fatia do Brasil se reduziu para 47,4%, enquanto a dos asiáticos aumentou para 50,9%.

Entre 2007 e 2009, a fatia do produto brasileiro no mercado argentino encolheu 13 pontos porcentuais, enquanto a do calçado asiático aumentou 13,6 pontos. Para um funcionário do governo brasileiro, esta é "uma evidência clara" de que, por causa das medidas protecionistas da Argentina, está havendo um desvio de comércio, em prejuízo do produto brasileiro.

Este fenômeno, que beneficia os produtos chineses em detrimento dos brasileiros, vem sendo apontado pela indústria há meses. Recente estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) sobre os efeitos das medidas protecionistas da Argentina mostrou que, "no período de janeiro a abril de 2009, comparativamente ao mesmo período de 2008, o market share do Brasil no grupo de produtos atingidos por licenças não automáticas caiu de 42% para 31,5%, enquanto a China expandiu sua participação de 21,5% para 30,5%".
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Manchetes do dia

Sábado, 24 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos"

Mês de outubro já concentra pelo menos 40% de todo o investimento em papéis de empresas brasileiras no ano

O investimento estrangeiro em ações de empresas brasileiras atingiu em outubro o maior valor registrado desde 1947, início da série histórica. A uma semana do fim do mês, o BC já registrou transações superiores a US$ 13 bilhões – mais de 40% do dinheiro direcionado para esse mercado em 2009. O valor está influenciado pelo lançamento de ações do Santander Brasil, a maior operação desse tipo realizada no ano em todo o mundo. Cerca de um terço do dinheiro total não chegou a entrar no país, pois se refere às compras de papéis de empresas nacionais negociadas na Bolsa de Nova York. O aumento no fluxo de dólares para esses investimentos no Brasil motivou o início da cobrança de 2% de IOF sobre o capital externo. O FMI (Fundo Monetário Internacional) respaldou a decisão do governo como uma forma de se defender de quem “não age de acordo com as regras”.

O Estado de São Paulo
"Compra de ações por estrangeiros é a maior em 62 anos"

Mês de outubro já concentra pelo menos 40% de todo o investimento em papéis de empresas brasileiras no ano

O investimento estrangeiro em ações de empresas brasileiras atingiu em outubro o maior valor registrado desde 1947, início da série histórica. A uma semana do fim do mês, o BC já registrou transações superiores a US$ 13 bilhões – mais de 40% do dinheiro direcionado para esse mercado em 2009. O valor está influenciado pelo lançamento de ações do Santander Brasil, a maior operação desse tipo realizada no ano em todo o mundo. Cerca de um terço do dinheiro total não chegou a entrar no país, pois se refere às compras de papéis de empresas nacionais negociadas na Bolsa de Nova York. O aumento no fluxo de dólares para esses investimentos no Brasil motivou o início da cobrança de 2% de IOF sobre o capital externo. O FMI (Fundo Monetário Internacional) respaldou a decisão do governo como uma forma de se defender de quem “não age de acordo com as regras”.

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sexta-feira, outubro 23, 2009

Nossas ruas

Problema com solução

Sidney Borges
Em Ubatuba há um bairro que optou por manter as ruas sem pavimentação asfáltica ou de bloquetes. Os moradores preferiram ruas de terra. Estou me referindo ao elegante Tenório, que tem belas casas e uma das praias mais bonitas do nosso litoral. Por ser fechado e por não ser permitida a entrada de carros de não moradores as ruas têm tráfego reduzido e necessitam de pouca manutenção. O Bairro Jardim Ressaca também é fechado. Mas é um bairro em desenvolvimento com muitas casas em construção. Isso faz com que o tráfego se situe acima do usual dos moradores, inclusive com a passagem de caminhões carregados. Apesar das chuvas incessantes não são todas as ruas que se apresentam esburacadas, algumas mantém condições razoáveis. O problema mais grave está situado entre a guarita e o campinho e seu entorno e entre a guarita e a estrada. Com a entrada em serviço da ponte, que esperamos aconteça brevemente, parte do problema estará resolvido, mas o trecho entre a guarita e o campinho precisa de solução definitiva. Pode ser com o lançamento e a compactação de brita ou com pavimentação de bloquetes. As demais ruas do bairro têm guias e sarjetas, precisando de abaulamento e compactação. Este tipo de trabalho exige apuro técnico para ter durabilidade. A compactação não pode ser feita apenas com a passagem do rolo compressor, é preciso que o teor de umidade esteja correto. Tomadas estas providências, a manutenção será simplificada, mesmo no período das chuvas.

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Violência

Para especialistas, helicópteros não deveriam ser utilizados em confrontos

Policial sugere tanque autovedante, que não derrama combustível. Segundo eles, balas traçantes podem ter sido motivo de fogo em aeronave.

Alícia Uchôa Do G1, no Rio
Helicópteros não deveriam ser utilizados em confrontos diretos entre policiais e traficantes. Essa é a opinião de alguns especialistas, que acreditam que a aeronave deveria servir apenas para apoio tático de operações em terra. Há ainda quem sustente que um tanque de combustível autovedante, que se fecha sozinho depois de perfurado, poderia amenizar chances de fogo no ar. “O helicóptero é feito pra dar apoio. Em média, ele sozinho substitui 37 viaturas em terra, mas é feito para orientar por onde a equipe de terra pode ir. Não tem que entrar em combate pra não cair, não é aconselhado. É uma sinuca de bico”, afirma o especialista em segurança de voo, Douglas Machado, que aponta algumas vulnerabilidades deste tipo de aeronave em conflitos armados.

"O que determina o risco é a utilização da aeronave dessa forma, em voo baixo, com potencia máxima, numa área habitada. Aeronave policial está sendo usada como plataforma de combate, com perigo para policiais e moradores. Esses helicópteros estão sendo utilizados como aeronaves de guerra, de ataque, sem ter essa característica. Temos um histórico suficiente pra determinar o fim do uso dos helicópteros", reiterou o ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Rodrigo Pimentel.

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Surrealismo lulista

Artigo

Erro de Pessoa

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa (original aqui)
Quando uma vez, há muitos anos, ouvi falar que os casamentos podiam ser dissolvidos por erro de pessoa, no civil e no religioso, pensei que fosse o seguinte: você se casava com o João, mas a certidão, por erro do cartório, saia em nome do José. Que nada, como todos sabem, é negócio muito mais complicado do que um simples engano.

É erro de pessoa mesmo. Erro essencial de pessoa, é a expressão correta. É quando um dos nubentes verifica que a verdadeira identidade do outro pode causar dificuldades para a convivência em comum, tornando insuportável a vida de casados.

Não sou advogada e quando me ocorreu que é isso que ando sentindo, já passava de meia-noite e não podia incomodar os amigos advogados para perguntar mais detalhes. Espero que minha explicação do que é erro essencial de pessoa esteja correta e, se não estiver, que me corrijam; aprender é das coisas mais prazeirosas que existem.

Pois é assim que me sinto em relação ao presidente Lula. Houve um Erro Essencial de Pessoa. Um voto é um SIM muito forte que se dá a alguém. Já sei, já sei, lá vem a turma de sempre a dizer que tenho ideia fixa nessa figura. É verdade: penso muito nele. E sabem por quê? Primeiro porque goste ou não, ele é o Chefe de Governo de meu país. E também porque goste ou não da recordação, sou uma das responsáveis por ele estar onde está.

Quando votei no Lula em 2002, votei nele por acreditar em tudo que ele agora alega que é manha da oposição! Votei porque achei que o que ele pregava era o que ele ia fazer e não porque ele achasse que aquele era o caminho mais fácil para chegar ao Planalto. Votei nele porque acreditei.

Não pensem que deploro ele ter mudado de pele. Isso, acho natural. Enriqueceu, tratou da pele, alisou os cabelos, cuidou das unhas e do sorriso, fez boas roupas, só usa sapatos de alto coturno, imagino – nunca o vi de perto – que só use colônias de marca e seu closet com certeza já tem um imenso espaço só para as gravatas. Tudo isso é natural, ninguém quer andar para trás, não seria razoável supor que ele fosse eleito e continuasse a se vestir como quando era sindicalista.

A única ressalva que faço é a seguinte: toma tempo, diariamente, manter essa formosura toda.


Não acredito que estadistas tenham tempo para conservar o glamour, mas enfim, Lula não é um estadista.

O que me deixa angustiada, e com esse sentimento de culpa, é a mudança de alma. Quando ele disse que em vez de uma eleição o que gostaria mesmo era de um plebiscito, achei que era a gota d'água, que o povo brasileiro ia reclamar. A frase do presidente não deixa dúvidas: é auto-explicativa: "Eu gostaria, e o momento vai dizer se vai ser possível ou não, que todos nós tivéssemos apenas um candidato, que fizéssemos uma eleição plebiscitária, ou seja, nós contra eles, pão pão, queijo queijo”.

Quer dizer: o que ele quer é o plebiscito Sim Ao Terceiro Mandato x Não Ao Terceiro Mandato. Dito com outras palavras, mas é o que ele almeja.

Mas isso não bastou. É como se ele estivesse determinado a arrasar com todas as ilusões que porventura ainda pudessem existir. O neo-Lula, o da pele e da alma novas, declarou que não é possível sentar naquele trono no Planalto sem uma coligação com Judas. Como é possível um presidente da República dizer uma coisa dessas depois de passar 30 anos, como candidato, condenando tudo e todos e prometendo que com o PT no poder os Judas não iam ter vez? Quer dizer que tiveram vez e ainda por cima, estão em coligação com o Governo Federal? Mas quem são eles? Insinuar é muito feio. Acho que agora ele está na obrigação de nos dizer quem são os Judas com quem se coligou.

Em casamento, um erro essencial de pessoa permite a dissolução da sociedade conjugal. E no caso em pauta, será que não permite a dissolução da sociedade eleitoral? Pergunto por que no meu caso houve um erro essencial de pessoa. Votei numa pessoa cuja verdadeira identidade não era a que eu supunha. Quero meu voto de volta! (Do Blog do Noblat)

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Nossa língua

Excesso pode ser falta

Sidney Borges
Observem, caros leitores, a frase abaixo:

Há alguns anos atrás, pavimentação e rede coletora de esgoto no interior era algo realmente raro...

Está errado. Até dá para entender o raciocínio, mas falta elegância, estilo. O verbo haver é suficiente para denotar a passagem do tempo. O uso do advérbio atrás é um mero adorno. A combinação redunda em erro.

Ficaria melhor assim;
Há alguns anos, pavimentação e rede coletora de esgoto, no interior, era algo realmente raro...

Ou então assim:
Alguns anos atrás, pavimentação e rede coletora de esgoto, no interior, era algo realmente raro...

Como os leitores podem perceber, o excesso de palavras, em certas situações, pode representar falta. Nem vou comentar a pontuação. Essa gramática!

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Tecnologia



ADB-1, nasce o dirigível brasileiro

Divulgação
A empresa Airship do Brasil anuncia o primeiro voo público do dirigível modelo ADB-1, no dia 8 de setembro de 2009, às 19 horas e 50 minutos. O vôo ocorreu na sede da empresa Engevix S.A. localizada em Alphaville, na grande São Paulo.

Além da Engevix S.A., uma das maiores empresas de engenharia consultiva no Brasil, fazem parte do consórcio que compõe a Airship, a Transportes Bertolini Ltda. e a Mira Transportes, ambas do setor de logística e transporte de cargas, com foco de atuação no Norte (Amazônia) e Centro-Oeste, respectivamente.

Após estudos de viabilidade realizados pela equipe técnica durante mais de nove meses, o projeto ADB-1 pôde começar a ser efetuado na prática. Seu primeiro voo experimental ocorreu no dia 8 de setembro de 2009 às 2 horas e 45 minutos no hangar da USP em São Carlos - Campus 2.

O dirigível ADB-1, modelo com 4m de comprimento e 2,2 m3 tem a finalidade primária de ser um testbed para ensaios de configuração, de propulsão e de estabilidade e controle do dirigível de grande porte.

Inicia-se agora a fase de ensaios em vôo de desenvolvimento e também vôos de demonstração.

Esta atividade faz parte da nova estratégia de desenvolvimento tecnológico da empresa, que foca no projeto, construção e ensaios de dirigíveis cada vez maiores tendo como alvo dirigíveis cargueiros com capacidade de carga variando de 20ton a 500ton.

Dentro deste contexto está se iniciando o projeto e construção do ADB-2 com 12m de comprimento e 15 kg de capacidade de carga, capaz de desempenho fora do comum tanto em alta velocidade como no vôo pairado.

Versões futuras do ADB-2 irão incorporar capacidade de vôo autônomo (robótico). Neste sentido, está sendo firmado convênio de cooperação com a Divisão de Robótica e Visão Computacional – DRVC, do CTI – Centro Tecnológico de Informática Renato Archer, do Ministério da Ciência e Tecnologia.

Com o emprego desta e de outras tecnologias, o dirigível terá excelente desempenho em tarefas de vigilância e monitoramento, captação de imagens e vídeos aéreos, tanto em ambientes urbanos como rurais (monitoramento de colheitas, queimadas e desmatamento), inspeção de linhas de transmissão e gasodutos, além de publicidade aérea.

A seguir, em janeiro de 2010, será dado início ao anteprojeto e estudos de viabilidade técnica-econômica do ADB-3 com capacidade de carga de 20ton e 120m metros de comprimento, cuja missão principal será a de transporte de cargas na Região Amazônica e entre esta região e o sul e sudeste do país.

A Airship do Brasil passou também a contar com a assessoria da LOGISTICS INTERNATIONAL ASSOCIATES – LIA, na coordenação da execução do projeto ADB. A LIA conta, em seu quadro, com profissionais de renome internacional no emprego de dirigíveis como um meio logístico complementar aos existentes.

Airship do Brasil Logística Ltda.
Rua Alfredo Lopes, 1717 – sala E5 – Vila Elizabeth São Carlos – SP
Telefone para contato: (16) 3413-3350
airship@airshipdobrasil.com.br
Alice Beatriz Lopes

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Lazer

Esquadrilha da Fumaça se apresenta neste sábado no aeroporto de Guaratinguetá

Acontece neste sábado, em Guaratinguetá, o evento "Portões Abertos", em comemoração à Semana da Asa.

A principal atração do evento será a apresentação da Esquadrilha da Fumaça. Além disso, haverá exposição de aeronaves, saltos de para-quedistas, rapel, ações preventivas de saúde e saúde bucal, atividades para crianças e informações sobre como ingressar na Força Aérea Brasileira.
As atividades acontecerão no aeroporto Edu Chaves, a partir das 13h. A apresentação da Esquadrilha da Fumaça está prevista para as 15h30. A entrada é gratuita. (valedoparaíba.com)


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Região

Usinas nucleares realizam exercício do plano de emergência

Eletronuclear
Foi realizado hoje (22), O Exercício Geral do Plano de Emergência da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (CNAAA), onde estão localizadas as usinas Angra 1 e Angra 2, controladas pela Eletronuclear, em Angra dos Reis (RJ). O Exercício transcorreu com tranquilidade, contando com a participação de 1000 pessoas, incluindo as organizações envolvidas e a população voluntária. Também estiveram presentes 13 peritos e observadores que exercem atividades na área nuclear em países como Peru, Uruguai, México, Guatemala, Chile, Cuba e Equador.

Pela primeira vez, a simulação aconteceu sob a coordenação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), órgão central do Sistema de Proteção ao Programa Nuclear Brasileiro (Sipron). O ministro chefe do GSI/PR, general Jorge Armando Félix, acompanhou as atividades ao lado do presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva.

O ministro declarou que, por ser a primeira vez que o exercício foi coordenado pelo seu gabinete, fez questão de acompanhar as atividades para se interar de todo o procedimento. Destacou que, devido o Sipron constituir um sistema, não há hierarquia, devendo as diversas organizações envolvidas trabalhar em equipe. Félix disse estar convicto da segurança das usinas e da eficiência das organizações envolvidas na simulação: "Acredito que, como qualquer atividade industrial, esta também envolve riscos. Mas tenho a convicção de que este risco é baixo, minimizado pela compreensão e competência das pessoas que trabalham no setor."

Para o assistente do Sipron e diretor do Exercício, coronel Saul Zardo Filho, a troca de experiência em exercícios anteriores permitiu que fosse aprimorada a legislação do setor e os procedimentos de resposta às emergências nucleares. "O objetivo do Exercício Geral é por em prática a vertente operacional do Plano de Emergência. Sempre buscamos o aperfeiçoamento permanente e, nos últimos anos, tenho percebido uma significativa melhora nos processos de comunicação e na área médica". Zardo lembrou ainda que, ao final de cada exercício, são elaborados relatórios que são enviados para diversas autoridades.

A organização detalhada das ações realizadas hoje foi realizada pelo Comitê de Planejamento de Resposta a Situações de Emergência Nuclear no Município de Angra dos Reis (Copren/AR). O comitê reúne representantes da Eletronuclear, CNEN, Prefeitura de Angra dos Reis, Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Instituto Estadual do Ambiente (INEA), Defesa Civil e Corpo de Bombeiros.

O Exercício

Tendo como cenário a simulação de um acidente em Angra 1, o exercício permitiu avaliar a eficácia do plano, identificar possíveis pontos vulneráveis e aperfeiçoá-los. O quadro simulado incluiu o risco de liberação de radiação para o meio ambiente, a contaminação de um funcionário da usina e a decretação de situação de emergência. Parte dos residentes em um raio de cinco quilômetros em torno das usinas, incluindo habitantes das ilhas, foi removida e abrigada em escolas estaduais, municipais e no Colégio Naval de Angra dos Reis. Durante os meses de setembro e outubro, os moradores dessas comunidades assistiram a um ciclo de palestras sobre o Exercício.

Exército, Marinha e Aeronáutica mobilizaram aeronaves, embarcações e veículos terrestres. Integrantes da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária organizaram o deslocamento de automóveis e pedestres. Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e unidades hospitalares auxiliaram no atendimento à população. Profissionais da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), unidade do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), ficaram de prontidão para simular a medição da radioatividade na região e monitoramento de pessoas que possam ter recebido doses de radiação.

No período de 1996 a 2008, foram realizados diversos exercícios de resposta a emergência nuclear na CNAAA. Eles contaram com a participação de peritos e observadores nacionais e internacionais, incluindo integrantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Essa troca de experiências já resultou no aprimoramento da legislação do setor e tem permitido um aperfeiçoamento contínuo dos procedimentos de resposta para uma situação de emergência.

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Ubatuba em foco

Ressaca em questão

Sidney Borges
Ontem recebi um e-mail contendo o texto abaixo, proveniente da AALUSIR, associação de moradores do Sítio Ressaca, bairro no qual resido. O povo reclama, não está satisfeito, isso é público e notório, basta dar uma volta, conversar com os moradores e sentir o clima. Penso que é uma questão de diálogo, conversando sempre haverá a possibilidade de entendimento.

Boa tarde!


Estaremos editando nosso blog ainda hoje, para apresentar a situação de descaso e abandono que encontra-se o Bairro da Ressaca. http://sitioressaca.blogspot.com/

Temos feito inúmeras viagens á Secretaria de Obras, a Câmara de Vereadores, a Prefeitura, sem conseguir sensibilizar a atual administração sobre nossas dificuldades, nossas necessidades, nossos direitos.

Cabe aqui, UM APELO À TODOS:

Vamos participar !!!! Vamos nos mobilizar de verdade!!!!! Senão não haverá mudança e tudo fica e ficará cada vez pior !!!! Nós pagamos impostos, temos que cumprir as leis e as regras. Fazemos a nosso parte !!!

Por que a prefeitura e seus representantes têm inúmeras justificativas para não cumprir á parte que lhe cabe? Esta administração está em seu segundo mandato! Precisamos nos unir e nos mobilizar para que nos ouçam!

Nem todos os moradores estão cadastrados neste e-mail, por isso, pedimos que você que esta recebendo esta mensagem, que leve a informação ao seu vizinho mais próximo para divulgarmos estas informações.

Fica difícil acreditar: Há algum morador que esteja calado, pois esta satisfeito?


Abraços

Divulgação AALUSIR

DESCASO PÚBLICO


Após inúmeras tentativas (infrutíferas) de diálogo com a Secretaria de Obras, a AALUSIR solicitou uma reunião com o Prefeito Eduardo César, para colocar as dificuldades que os moradores têm enfrentado no dia-a-dia devido às péssimas condições das ruas do bairro e das irregularidades vísiveis da ponte construída, entre outros problemas.

O Sr. Prefeito, através de sua assistente, negou-se a nos atender ou a marcar uma reunião, pois "ele é muito ocupado e não pode ficar atendendo representantes dos bairros".

Aqui cabe uma questão para refletirmos: Se o Sr. Prefeito não pode atender as solicitações dos cidadãos da cidade: A QUEM ELE ATENDE? QUEM NOS ATENDE? NINGUÉM?

Foi dado o prazo de uma semana, a partir de hoje, para que ele entre em contato conosco, para diálogarmos. Caso isso não ocorra, convidamos a todos os moradores deste bairro, que concordam conosco de que a Ressaca está abandonada, que façamos uma manifestação pública, pacífica, em frente a sede da prefeitura, até que o Prefeito "desça de seu trono" a fim de nos dar a atenção que merecemos e que é sua obrigação enquanto político eleito em segundo mandato, pela confiança que nele foi depositada através da maioria dos votos dos eleitores de Ubatuba.

Se continuarmos calados, estaremos sendo coniventes com esta postura autoritária e desrespeitosa que a atual administração da cidade têm imposto aos cidadãos de Ubatuba.

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Coluna do Celsinho

Asas

Celso de Almeida Jr.
O 23 de outubro, dia do Aviador, representa uma homenagem ao voo que Santos-Dumont realizou com o seu 14 Bis, na França, em 1906.

Aproveito o significado da data para anunciar que o Colégio Dominique acaba de criar o Núcleo Infanto Juvenil de Aviação – NINJA, numa parceria com o Aeroclube Regional de Taubaté e a Escola de Aviação Civil de Taubaté (EACT).

Sob a coordenação do professor Lemar Gonçalves (ex-piloto da FAB, 1º aluno da Academia da Força Aérea e um dos fundadores do Esquadrão Pelicano), o NINJA tem como objetivo despertar em nossos jovens o interesse pelas atividades aeronáuticas.

O trabalho está dividido em quatro níveis:

Alunos entre 10 e 12 anos: atividades lúdicas ligadas a aviação.

Dos 13 aos 15 anos: primeiros conceitos teóricos, experimentação,visitas a instituições aeronáuticas regionais.

Dos 16 aos 17 anos - Enfoque mais profissionalizante – Síntese da teoria exigida para piloto privado.

A partir dos 18 anos – Encaminhamento para a EACT.

O início das atividades está previsto para o 1º bimestre letivo de 2010 e as vagas são limitadas.
É isso, prezado leitor.


Peço que ajude-me na divulgação deste importante acontecimento.

Precisamos criar caminhos interessantes para os jovens ubatubenses e, neste sentido, a atividade aeronáutica revela-se uma promissora opção.

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Opinião

Rumo a Copenhague pisando em ovos

Washington Novaes
Que significará exatamente a afirmação do presidente da República (Estado, 24/9) de que o Brasil está disposto a discutir metas e compromissos de reduzir suas emissões de poluentes que contribuem para mudanças climáticas? Significará assumir compromissos obrigatórios no âmbito da Convenção do Clima, em Copenhague, em dezembro - compromissos que até agora tem recusado? E, se aceitar, como ficará sua posição perante os demais países emergentes, que até aqui se recusam a assumir esses compromissos, por entenderem que eles devem caber aos países industrializados, que emitem há muito mais tempo e, até há pouco, em maior volume?


Terão o mesmo sentido afirmações do ministro do Meio Ambiente de que o Brasil quer assumir compromissos "externos e obrigatórios" de reduzir o desmatamento na Amazônia em 80% até 2020? Segundo o ministro Carlos Minc (Estado, 25/8), o Brasil assumirá metas de redução, mas cobrará recursos, parcerias e tecnologias dos países industrializados, uma vez que nosso país já aceitou a meta de lutar para que o aumento da temperatura do planeta não passe de dois graus. Hoje, diz ele, embora o desmatamento tenha caído, a participação da indústria e da geração de energia no total das emissões nacionais subiu de 18% para 30% do total.

Na questão do desmatamento, a intenção brasileira há tempos anunciada é de reduzi-lo em 40% no período 2006-2009, tomando por base a média do período 1996-2005. Na verdade, meta já atingida, uma vez que o desmatamento médio no período-base foi de 19,5 mil km2 por ano, enquanto em 2006 foram 14,1 mil, em 2007 chegaram a 11,5 mil e em 2008, a 12,7 mil km2 - e a meta seria de 13,6 mil km2. Para chegar à redução de 70% em 2017 - outra intenção anunciada - o desmatamento terá de baixar para 5.700 km2 anuais. E para reduzir em 80% até 2020 precisará cair para 3.800 km2/ano.

Tudo isso, neste momento, parece estar no limbo, diante das dificuldades encontradas em Bangcoc nas discussões entre países industrializados, emergentes e demais nações, encerradas há duas semanas. Um impasse, na verdade, pois não se avançou em compromissos de redução de emissões, nem na transferência de recursos e tecnologias dos países desenvolvidos para os demais e que os ajudem a enfrentar os "desastres naturais" decorrentes do clima. Os países emergentes chegaram a acusar os industrializados de "sepultar" o Protocolo de Kyoto, que estabelece obrigação de esses países industrializados reduzirem, em conjunto, suas emissões em 5,2% sobre os níveis de 1990, no período 2008-2012. Só a Noruega se dispôs a reduzir suas emissões em 40% (sobre 1990) até 2020. E o diagnóstico dos cientistas é de que todos os industrializados precisariam fazer esse corte e chegar a 2050 com redução de 80%.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 23 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Bolsa chora de barriga cheia, diz Mantega"

Ministro defende taxação e afirma que, antes do governo Lula, Bovespa não tinha "expressão econômica"

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, defendeu a taxação do capital externo e afirmou que os dirigentes da Bolsa "estão chorando de barriga cheia" e não podem pensar só no "seu umbigo". Mantega se reuniu com o presidente da Bovespa, Edemir Pinto, que critica os 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) cobrados sobre o investimento estrangeiro em ações. "Tínhamos antes uma Bolsa diminuta, pequena, sem expressão econômica. Hoje é uma das maiores e melhores do mundo, e isso se deve às ações do governo Lula"; declarou Mantega. Para o ministro, se o governo ficasse de braços cruzados, o real se valorizaria a "ponto de o dólar valer R$ 1,30, R$ 1,40". E quem aposta "na queda contínua do dólar pode quebrar a cara". Mantega afirmou que Lula acha que a taxação foi uma boa medida e que é preciso avaliá-la no tempo devido. "Ainda não deu para ver a repercussão, e confio que ela será positiva".

O Estado de São Paulo
"Reforma do Senado fica só na promessa"

Após 8 meses de gestão, Sarney não faz mudanças anunciadas

As mudanças prometidas por José Sarney (PMDB-AP) para acabar com os desmandos do Senado ainda não saíram do papel, após mais de oito meses de gestão do senador na presidência da Casa. A folha de pagamento, de R$ 2,1 bilhões, segue intacta. Senadores não aceitam demitir funcionários de confiança, hoje estimados em 2,8 mil. Os 3,5 mil servidores terceirizados pressionam Sarney para não serem demitidos - num dos casos, ele impediu redução de gastos com terceirizados dizendo que os cortes não poderiam se dar “em detrimento dos mais humildes". Servidores de carreira contribuem para retardar as mudanças e atacam o estudo da Fundação Getúlio Vargas que indicou a necessidade de reformas.

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quinta-feira, outubro 22, 2009


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Deu em O Globo

Professor terá de ter curso superior

Projeto aprovado na Câmara torna obrigatório diploma universitário até para trabalho em creches

De Bernardo Mello Franco:
A Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite projeto que torna obrigatório que todos os professores do ensino básico tenham diploma universitário e licenciatura.


Hoje, a regra aprovada pelos deputados seria cumprida por apenas 61,6% dos professores do ensino básico.

De acordo com dados do Censo 2007, citados este ano em estudo do MEC, o país tem 1,88 milhão de professores nessa faixa, sendo que 1,28 milhão tem ensino superior completo e 1,16 milhão concluiu a licenciatura, formação adequada para atuar na educação básica.

Para atender à nova exigência, seria necessário reforçar a formação de 722 mil professores que já estão nas salas de aula. O Brasil tem 53,2 milhões de alunos na educação básica, sendo 7,1 milhões na rede privada e os demais em creches e escolas públicas.

Aprovada em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases estabeleceu prazo de dez anos para que todos os professores do ensino fundamental tivessem diploma, o que não foi cumprido.

O projeto aprovado ontem estende a exigência para a educação infantil, onde o percentual de mestres com nível superior é ainda menor. (Do Blog do Noblat)

Nota do Editor - Nos velhos tempos as meninas faziam o Curso Normal, de nível médio, e davam conta do recado. Quem ia à escola e tinha uma ex-normalista como professora aprendia a ler, escrever e fazer contas. Depois da "democratização" do ensino os professores estudaram mais. Os alunos pioraram um pouco, mas isso fica para discutirmos em outra oportunidade. Agora veio o golpe final na falta de qualificação. Sem curso superior não pode. O Brasil exige diploma até para garis. Somente os políticos podem ser iletrados, ou mesmo analfabetos. Afinal de contas eles administram bens públicos e todos sabem que o que é público não é de ninguém. Sugestão aos professores não diplomados: filiem-se a um partido e corram atrás de um mandato. Exemplos de iletrados que se deram bem não faltam. (Sidney Borges)

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Mídia

Hay gobierno?

Sidney Borges
Criticar é preciso, mas há limites. Há quem só pense em criar embaraços aos que detém o poder. Exatamente o que os petistas faziam antes de virar vidraça. O governo vai dar oportunidade aos brasileiros de acessar o universo mágico da internet. Dará chance aos cidadãos, ou como diria Lula, aos companheiros, de acessar páginas com ironias virulentas como a postada abaixo. A violência não foi inventada no governo Lula, nem no período de FHC, foi gestada em 400 anos de exploração de mão de obra escrava.

A vida ao vivo
Nota publicada no site: www.claudiohumberto.com.br
O governo planeja banda larga para todos os brasileiros até as Olimpíadas de 2016, num projeto de R$ 10 bilhões. Que maravilha ver, em tempo real, as disputas no Rio - dos traficantes, inclusive.


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Brasil

Dinheiro e impostos

Sidney Borges
O governo está cobrando 2% dos aplicadores externos. No primeiro momento as bolsas recuaram e o dólar subiu. Ninguém deve se alarmar, passado o espanto da novidade tudo voltará ao normal. Dólares continuarão entrando e o governo vai arrecadar uma graninha extra com o novo imposto. Imposto aos gringos. E o dólar vai continuar em queda.

Melhor taxar o capital volátil dos especuladores internacionais do que criar impostos para a combalida classe média de olhos azuis pagar.

Quanto ao valor baixo do dólar, motivo de apreensão dos exportadores, não existe razão para alarme. Há que se pensar globalmente. O dólar está caindo em todos os rincões, ainda que em relação ao real o declínio seja mais acentuado. O impacto do real forte não acarretará tantos prejuízos como gostariam as vivandeiras de catástrofes.

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Comunicação

Ubatuba participa da 1ª Conferência Regional de Comunicação

Rui Grilo
Com a participação de mais de 50 pessoas, vindas de sete cidades, a 1ª Conferência Regional de Comunicação – Confecom Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte, sediada em Jacareí, definiu cerca de 20 propostas a serem apresentadas na etapa estadual e, posteriormente, na nacional. A Confecom contou com representantes de Jacareí, Taubaté, Ubatuba, Pindamonhangaba, São José dos Campos, Cachoeira Paulista e São Paulo.

Realizada no sábado, no auditório da Secretaria Municipal de Educação, a Confecom teve como tema geral “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”. Após uma breve apresentação dos subtemas -- “Mídia e Educação”, “Mídias Comunitárias e Populares”, “Democratização da Comunicação” e “Controle Público” --, os participantes foram divididos em grupos para discutir e formular as propostas.

Entre os destaques, foi aprovada por unanimidade uma moção de repúdio ao governo estadual, por não ter convocado a Conferência – coube à Assembleia Legislativa fazer a convocação. “Os atuais governos do Estado e da capital demonstram total falta de compromisso para com a conferência nacional, convocada pelo presidente Lula”, comentou Ed Trawtmam, integrante da comissão organizadora da Confecom, por parte do Sindicato dos Jornalistas – Regional Vale do Paraíba.

O secretário de Comunicação da Prefeitura de Jacareí, José Donizeti Pires de Albuquerque, ressaltou a implantação do Jacareí Digital em sua explanação sobre democratização da comunicação. “Já iniciamos a democratização do acesso à internet e iremos dar início à expansão do serviço para mais regiões da cidade”, explicou o secretário -- o projeto Jacareí Digital também foi motivo de uma moção de congratulação aprovada na Confecom, com o intuito de que a iniciativa de Jacareí seja replicada em outros municípios. Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, José Augusto Camargo, este debate é fundamental para que o cidadão seja o agente da comunicação, e não o objeto.

Todas as propostas convergem, basicamente, para a elaboração de políticas públicas de comunicação. Referindo-se à Lei de Imprensa e à regulamentação da profissão de jornalismo, a estudante de Jornalismo da Unitau (Universidade de Taubaté), Júlia Martin da Cruz, comentou sobre a importância da discussão de se rever a legislação, que é originária da ditadura militar. “É importante que as leis sejam trazidas para a realidade de hoje, e também que os acadêmicos participem mais, porque seremos nós que viveremos a consequência dessa discussão.” Já a moradora do Jardim Paraíso, Avani Julia da Silva, destacou a importância da participação da comunidade nesse debate. “A gente fica por dentro de assuntos novos e tem mais informação para ajudar as outras pessoas”, explicou Avani.

“A Confecom é importante para abrir o debate sobre que tipo de comunicação o cidadão espera ter, e dessa forma levaremos essa discussão para a Conferência Nacional”, ressalta Elisabeth Carlos da Motta, de São José dos Campos. Ela ainda ressaltou que Jacareí é um exemplo de cidadania no Vale do Paraíba por conta da implantação da internet gratuita aos moradores. Para Adriano Sestaria, da Fundação João Paulo II de Cachoeira Paulista, a Confecom é uma oportunidade de a sociedade expor suas ideias sobre comunicação.

O evento foi realizado pela Comissão Pró-Conferência de Comunicação do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira, com apoio da Prefeitura de Jacareí, Sindicato dos Jornalistas - Regional Vale do Paraíba e do Departamento de Comunicação da Unitau. Vale destacar que um dos participantes da mesa de abertura, o professor da UNITAU, Marcelo Pimentel, foi aluno da EE. Deolindo de Oliveira Santos, fato este que nos dá muita satisfação por saber que ex-alunos de nossas escolas tem relevante participação em movimentos sociais como esse.
Rui Grilo
ragrilo@terra.com.br

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Acontece em Ubatuba

Observação de aves: ciclo de palestras

O ciclo de palestras do IV Festival de Observação de Aves de Ubatuba será realizado no Anchieta Café, rua Tamoios, 64, Centro


Programação

• 22 de outubro - quinta-feira

19 horas
Aves - conservação e educação ambiental
Paula Baldassin - Aves marinhas - recuperação e reintrodução
Thiago C. Leite - Renctas - tráfico de animais
Fernando Novaes - Arborização urbana como atrativo de aves
Andrea M. Giannini Santana- Aves na educação

• 23 de outubro – sexta-feira

Das 14 às 17 horas
Encontro de professores que trabalham com o tema aves em sala de aula
Martha Argel

19 horas
Aves - pesquisa e turismo
Rick Simpson - Turista estrangeiro em Ubatuba
Martha Argel - Educação ambiental com o tema Aves
Dimitri Matoszko - O receptivo em Ubatuba

• 24 de outubro - sábado

16 horas
Observação de aves na região
Beatriz Lopes - São SebastiãoMarcelo Dutra - Ilhabela
Sylvia Jungnhanel - Paraty
Carlos Rizzo - Ubatuba
Patrícia Maciel - Agenda 21
Geny Paioletti - Turismo Rural

18 horas
A atividade de observação de aves nas Unidades de Conservação da região
Edson Lobato (Fredê) PESM núcleo São Sebastião
Carolina Bio Poletto PE da Ilhabela
Viviane Buchianeri PE da Ilha Anchieta
Silvia Silva Peixoto - ICMbio Estação Tamoios

20 horas
Aves divulgação e resultados
Guto Carvalho - Avistar Brasil
Ciro Porto - EPTV e Revista Terra da Gente
Ricardo Martins - Editora Congo (Enviado por Carlos Rizzo)

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Opinião

Bilhões para a campanha

Editorial do Estadão
O governo e seus aliados continuam trabalhando energicamente para montar um bom orçamento de campanha, feito sob medida para a gastança eleitoral do próximo ano. Para facilitar a execução da tarefa, os governistas conseguiram entregar a relatoria da proposta orçamentária ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo. O esforço tem produzido resultados admiráveis. Jucá propõe acrescentar R$ 14,76 bilhões à previsão de receita. Se a ideia for aprovada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá mais dinheiro para investir nas candidaturas de seu interesse, a começar, naturalmente, pela da ministra Dilma Rousseff, se ela se mantiver na corrida.

O governo tem recorrido a dois expedientes para ampliar a gastança em 2010. Um deles é a redução da meta fiscal. Ao descontar do cálculo do superávit primário os principais programas de investimentos, o Executivo de fato aumenta suas possibilidades de gastos. Formalmente manterá o compromisso de obter um superávit primário equivalente a 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Na prática, o resultado será bem menor, por causa das deduções. O último lance, nessa parte do jogo, foi a inclusão do Minha Casa, Minha Vida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Com o desconto de mais esses investimentos e a adição de R$ 14,76 bilhões à previsão de receita, o potencial de gastos adicionais em 2010 chega a R$ 22,6 bilhões.

O segundo expediente é o aumento da arrecadação estimada. Parte do acréscimo, cerca de R$ 3,7 bilhões, virá da tributação do capital estrangeiro aplicado em ações e em papéis de renda fixa. A cobrança de 2% de IOF sobre esse dinheiro entrou em vigor na terça-feira.

Outros R$ 6,4 bilhões deverão vir da inclusão de mais depósitos judiciais na receita primária, isto é, não financeira. Hoje o governo pode incluir na arrecadação os depósitos correspondentes a pendências tributárias. Com a aprovação da Medida Provisória 468, poderá contar como arrecadação também os valores não tributários.

O governo poderá dispor também de recursos de outras fontes. Empresas exportadoras terão de pagar, em prestações, o Imposto sobre Produto Industrializado correspondente ao crédito fiscal usado indevidamente durante anos. O débito foi caracterizado com base na decisão do Supremo Tribunal Federal contra a pretensão das empresas. As parcelas previstas para 2010 deverão proporcionar uma arrecadação estimada em R$ 4,5 bilhões. O resultado deverá incluir outros ajustes menores.

A maior parte dessa receita adicional será temporária. Por exemplo: a tributação do capital estrangeiro aplicado em ações e em papéis de renda fixa será eliminada, presumivelmente, num prazo não muito longo. O IOF de 2% terá um efeito limitado sobre o câmbio ? objetivo principal da cobrança desse tributo, segundo a explicação oficial. A tendência de valorização do real provavelmente se manterá a médio prazo. No entanto, os danos causados por esse aumento do imposto deverão acumular-se e causar sérios incômodos em pouco tempo. O financiamento da dívida pública ficará mais caro e a capitalização das empresas brasileiras no mercado nacional será prejudicada.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 22 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"No Brasil, Cristo teria de se aliar a Judas, diz Lula"

Para presidente, governar sem coalizão é algo 'fora da realidade política'

Em entrevista exclusiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que nenhum dos vencedores das eleições de 2010 poderá fazer um governo "fora da realidade política". "Se Jesus Cristo viesse para cá e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão." O presidente afirmou não ter relações de amizade com políticos acusados de corrupção e classificou a manutenção de José Sarney (PMDB-AP) na presidência do Senado como "questão de segurança institucional". Lula defendeu, ainda, a candidatura de Dilma Rousseff (Casa Civil) e disse não ver nada de errado na participação da ministra em visitas a obras. Para o presidente, a imprensa tem de "informar", não fiscalizar o poder: "Para ser fiscal, tem Tribunal de Contas da União, Corregedoria-Geral da República, um monte de coisas". O presidente também criticou a reação de empresários à crise ("alguns setores colocaram o pé no breque muito rápido") e negou ter desistido de tributar os saldos mais altos na poupança. Segundo ele, a taxação do capital externo será mudada se não der certo.

O Estado de São Paulo
"Governo propõe livrar da prisão pequenos traficantes"

Plano introduz penas alternativas e reforça repressão ao crime organizado

O governo vai propor ao Congresso mudanças na lei antidrogas para livrar pequenos traficantes da cadeia, informa o repórter Felipe Recondo. Quem for flagrado vendendo pequena quantidade de droga, estiver desarmado e não tiver ligação com o crime organizado seria condenado a penas alternativas. A intenção é evitar que essas pessoas sejam cooptadas nos presídios pelos grupos criminosos, além de permitir que a polícia concentre a repressão nos grandes traficantes. "Isso não é bondade ou leniência com o tráfico de drogas. É estratégia", disse o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay. Pesquisa encomendada pelo ministério mostra que 66,99% dos presos por tráfico são réus primários e têm bons antecedentes. Apesar disso, o Superior Tribunal de Justiça nega liberdade provisória em 80% dos casos que chegam à corte. As mudanças propostas não vão incluir a descriminalização das drogas.

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quarta-feira, outubro 21, 2009


Sociedade

Especialistas pedem pesquisas para que Estado possa combater crack

Portal da Câmara (original aqui)
Especialistas da área de redução de danos cobraram mais pesquisas para que o Brasil consiga desenvolver políticas eficazes no combate às drogas, especialmente o crack. Para alguns técnicos que participaram do seminário sobre o assunto promovido nesta quarta-feira pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a pesquisa feita no Brasil é elitista e precisa de mais recursos para obter informações precisas sobre essa droga. Dados apresentados no evento mostram que o consumo do crack deixou de ser um problema das grandes cidades para impactar também o atendimento à saúde dos municípios menores.

"Nos últimos oito anos, houve mudanças no modo de apresentação do crack, que começa a afetar a população da classe média", declarou o coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado. Para ele, é importante que o sistema de saúde assuma "de maneira clara" a responsabilidade pelo problema de drogas e, entre outras medidas, encontre meios de estabelecer uma relação de confiança e reciprocidade com os usuários. "Temos que ampliar a face protetora do Estado em detrimento da face repressora", definiu.

Para o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), organizador do seminário, os debates demonstraram a necessidade de o Congresso garantir mais recursos orçamentários para as políticas de redução de danos. "Está claro que o Estado deve se preocupar com ações apoiadas por pesquisas", declarou.

Modelo controverso

O modelo proposto pelo ministério - com protagonismo político do governo - teve um contraponto das experiências internacionais no seminário. O representante da organização não governamental argentina Intercambios, Pablo Cymerman, por exemplo, declarou que as ações de redução de danos em seu país são quase integralmente implementadas pela sociedade civil. Já o professor da Universidade de Toronto (Canadá) Benedikt Fischer declarou que em seu país é o governo o maior opositor às medidas de redução de danos, que incluem a distribuição de kits e oferta de locais seguros e públicos para que as pessoas possam usar drogas de maneira menos danosa. "Esses instrumentos ainda estão disponíveis graças aos tribunais, porque o governo federal é muito conservador", afirmou. De acordo com Fischer, cada kit com instrumentos (como o cachimbo) e material educacional distribuído aos usuários custa 1 dólar.

O uso do cachimbo é um agravante importante no caso do crack porque o fato de ser confeccionado com materiais impróprios - como latas e embalagens diversas - provoca feridas nas bocas dos usuários, facilitando a contaminação por diversas doenças, como hepatite C e aids, pois o uso da droga é relacionado à prática de sexo sem proteção. "Os relatos dos usuários demonstram que o efeito da droga reduz muito a preocupação com as doenças", informou o professor da Escola Paulista de Medicina Elisaldo Carlini.

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Reportagem - Rodrigo Bittar
Edição - Patricia Roedel

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Cassados, mas não cassados. Entendeu?

Vereadores cassados ganham direito a continuar no cargo

Por Flávio Ferreira e Fernando Barros de Mello, na Folha
O juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral, suspendeu ontem a aplicação da pena de cassação de três vereadores de São Paulo até o julgamento do recurso apresentado pelos acusados ao TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, em 2ª instância. A medida deve ser estendida a outros dez condenados.

Anteontem, Silveira determinou a perda de mandato de 13 vereadores, em 1ª instância, pelo recebimento de doações da AIB (Associação Imobiliária Brasileira) na eleição de 2008.Os legisladores Abou Anni (PV), Adilson Amadeu (PTB), Wadih Mutran (PP) apresentaram seus recursos ao próprio juiz Silveira. No despacho em recebeu as peças de defesa, o juiz indicou que a suspensão dos efeitos da sentença deve ocorrer porque o caso tem ligação com a prestação de contas dos candidatos, e nesses casos a apresentação de recurso interrompe a aplicação de penas.

Essa regra entrou em vigor em setembro, no pacote da minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso Nacional.

A AIB é uma associação acusada de funcionar como entidade de fachada do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário) para fazer doações a políticos -a lei proíbe doações de sindicatos. A associação distribuiu na eleição passada R$ 10,6 milhões a candidatos, comitês e diretórios. O Secovi-SP e a AIB negam irregularidades.Também foram cassados os tucanos Adolfo Quintas, Carlos Alberto Bezerra Jr., Claudinho, Dalton Silvano, Gilson Barreto e Ricardo Teixeira e os democratas Carlos Apolinário, Domingos Dissei, Marta Costa e Ushitaro Kamia. Eles ainda não apresentaram recurso -o prazo termina nesta semana.

O juiz também suspendeu a punição ao vereador em exercício Quito Formiga (PR), que por ter sido eleito como suplente não foi cassado, mas ficou inelegível por três anos.

O prefeito Gilberto Kassab (DEM), cujo partido recebeu da AIB em 2008, manifestou “solidariedade aos vereadores” cassados, que fazem parte de sua base. “Eu mesmo tive a oportunidade de conversar com alguns, que entendiam que o comportamento na campanha foi totalmente transparente.”

No Rio de Janeiro, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, afirmou que as decisões da Justiça buscam “o equilíbrio para evitar que haja abuso do poder econômico, abuso do poder político”. “O que se quer é uma disputa eleitoral equilibrada.”

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Ubatuba em foco

Sobre buracos e conexos

Julinho Mendes faz alguns questionamentos dirigidos a mim em matéria publicada no "O Guaruçá", cujo texto pode ser obtido aqui. Respondo.

Sidney Borges
Caro Julinho. Eu não sei se a comunidade da Ressaca gostaria de ter o bairro pavimentado. Talvez a ligação da ponte até o campinho de futebol e da ponte até o trevo sim, aliás a ponte embora não esteja totalmente pronta já pode ser utilizada. Pessoalmente sou a favor de que o piso seja mantido como está, no entanto não descarto a pavimentação com bloquetes. O inconveniente da falta de pavimentação é que alguns trechos precisam de manutenção constante.

A rua mostrada nas fotos publicadas na revista "O Guaruçá" e republicadas no Ubatuba Víbora, (aqui) já apresentava problemas antes do período chuvoso que, felizmente, parece ter se encerrado hoje com uma bela manhã ensolarada.

No local existe uma depressão que acumula água e forma um lamaçal intransponível para pedestres. Nesse caso as "brigadas emergenciais" resolveriam facilmente a questão.

Por outro lado, ao sugerir tal medida, (as brigadas) apenas dei voz ao homem das ruas cujos reclamos ouço no banco, nos cafés, na feira, nos bares. E nas ruas da Ressaca durante minhas caminhadas matinais e vespertinas, estas em companhia do fiel e bravíssimo Brasil.

Tenho o hábito de ouvir a todos sem distinção. E também de filtrar o que ouço em determinados lugares. Dou exemplos. Quando tomo café com membros da oposição, só ouço queixas, se o faço na companhia de alguém da base governista, só ouço elogios. Na fila do banco, no açougue, na mercearia, no ponto do ônibus, quem se manifesta é o homem comum, não politizado, membro da maioria silenciosa.

Quero deixar claro também que ao fazer a sugestão das "brigadas emergenciais" não tive intenção de criticar, muito pelo contrário. Infelizmente sou tido como "inimigo", o que quer que eu diga é sempre interpretado de forma ofensiva.

Vou continuar pensando na cidade. Sem criticas infundadas e sem elogios. Os que hoje tecem loas ao prefeito até ontem amavam intensamente o antigo amo. Daqui a três anos estarão babando ovos para o próximo. São profissionais do elogio. O Ubatuba Víbora assumiu postura crítica na administração anterior e na atual. Sem jamais enveredar pela calúnia ou difamação, passando longe da injúria. Tal linha será mantida na próxima administração. Prefeitos mudam, o Ubatuba Víbora continua.

Sei que a memória do povo é curta, depois de uma semana de seca as chuvas serão esquecidas. E a nave voltará a singrar os mares. Por falar em nave, está chegando a época dos navios. Viva os navios!

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