sábado, outubro 17, 2009

Fórmula 1


Após "sufoco" na 2ª sessão, Barrichello festeja pole em Interlagos

Barrichello diz que pole foi "na risca" e pede pés no chão

Terra
Com a primeira missão cumprida para evitar a conquista do título do rival Jenson Button em terras brasileiras, o piloto Rubens Barrichello foi bastante discreto na comemoração da pole position conquistada na tarde deste sábado no Autódromo de Interlagos. Mesmo com o companheiro de Brawn GP apenas na 14ª colocação e Sebastian Vettel dois postos atrás, o competidor resolveu adotar a cautela, mas exaltou o bom desempenho no circuito paulista.

"Estou muito feliz, mas com os pés no chão. Tem muito chão ainda para acelerar e para ganhar", disse o piloto, que largará na primeira fila ao lado do Mark Webber, e lembrou das dificuldades encontradas na segunda sessão do treino, quando só conseguiu avançar com o tempo mínimo, na décima colocação.
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Do Radar da Veja

O 'cara' e o Nobel

De Lauro Jardim (original aqui)
Lula seguiu o protocolo e ligou na terça-feira passada para Barack Obama para parabenizá-lo pelo Nobel da Paz.

Aos mais próximos, porém, Lula tem dito que o prêmio dado ao presidente americano não foi tão merecido assim.
Aliás, no papo telefônico, que durou dez minutos, o próprio Obama disse a Lula que ficou surpreso com a homenagem.

Nota do Editor - Fico curioso para saber como Lula e Obama se comunicam. Um não fala a língua do outro. O papo telefônico deve ter durado um minuto, o restante ficou por conta dos tradutores. Traduzir Lula equivale a traduzir Joyce, ou Guimarães Rosa. (Sidney Borges)

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Guerra civil



Polícia confirma dois mortos na explosão do helicóptero da PM

Aeronave explodiu após ser atingida em tiroteio com traficantes. Um ônibus queimado no Jacarezinho aumenta confusão na Zona Norte.

Do G1 (original aqui)
A Secretaria de Segurança Pública do Rio informou que dois policiais morreram no helicóptero da Polícia Militar que explodiu após pouso forçado durante operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio, neste sábado (17).

Outros dois policiais ficaram feridos com queimaduras.

Por volta das 12h, a polícia se descolou para uma outra ocorrência na favela do Jacarezinho, que fica do outro lado da linha férrea na região da Norte que abrange os bairros do Engenho Novo, Sampaio e, Jacaré: um ônibus pegou fogo. Ainda não se sabe em que circunstâncias.

O trãnsito foi interditado na Avenida Marechal Rondon, e a criculação na área ficou restrita à Rua Vinte Quatro de Maio, no sentido Méier. No sentido contrário, o trânsito segue apenas Rua Barão do Bom Retiro. A Guarda Municipal impôs as restrições para segurança dos motoristas.

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Meteorologia

Ubatuba em estado de alerta

Sidney Borges
Nos jornais e TVs onde trabalhei havia editorias de emergência. Aconteciam por ocasião de eventos fora do comum. Cito dois, o incêndio da Vila Socó e a doença de Tancredo Neves. Os jornalistas ficavam de prontidão, ninguém tinha folga. Na prolongada e estafante internação do então presidente Tancredo Neves só saíamos da redação para dormir.

As chuvas persistentes que esburacam e inundam as ruas de Ubatuba merecem ser tratadas como emergência e justificam a criação de um plantão de emergência.

Faço pois a sugestão. Uma equipe de batedores percorreria as regiões onde a probabilidade de estragos fosse maior. As equipes de reparos seriam então encaminhadas. O bairro da Ressaca tem trechos quase intransitáveis. Um pouco de terra e alguns homens trabalhando e o problema seria amenizado. Há outros bairros na mesma situação ou até pior.

As condições meteorológicas não podem ser mudadas, mas podemos reverter os efeitos danosos. Se não todos, pelo menos parte deles.

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A praga do voto

Guilherme Fiuza (original aqui)
A democracia está em maus lençóis. O Brasil tem há mais de dois meses um grande jornal censurado pela Justiça. O governo argentino edita uma lei criando o monopólio estatal para as redes nacionais de comunicação.

O populismo vai ensinando o eleitor a detestar a imprensa. É o ovo da serpente.

Uma marcha firme e perigosa avança no continente emergente. A base política da maioria dos governos latino-americanos é uma massa de cidadãos pouco esclarecidos, que experimentam certa afluência econômica. Seu voto é orientado por pequenas benesses assistenciais e grandes demagogias – não por informação, consciência e cultura.

A sociedade brasileira é débil para reagir contra a censura a “O Estado de S. Paulo”, um ato obscuro que protege a família Sarney, conveniada com o governo central. Por que a debilidade?

Porque o voto que sustenta Lula e os demais governantes vem, cada vez mais, de contingentes esmagadores que não lêem jornal. O cálculo político dos candidatos, os maus e os bons, está se voltando para essa imensa periferia cultural – infelizmente não capacitada para o debate.

A democracia representativa está cada vez mais fincada na ignorância. O pensamento e o contraditório estão sumindo das campanhas eleitorais. Um tour cinematográfico de Lula pelo rio São Francisco fala mais do que um milhão de artigos e reportagens sérios sobre o assunto.

Por falar em cinema, vem aí “Lula, o filho do Brasil”. As notícias são de que a obra recebeu retoques finais do publicitário Duda Mendonça. Numa sociedade livre, não haveria problema algum nisso. Numa sociedade refém do espetáculo populista, isso é a prostituição do voto.

Essas estranhas sociedades emergentes do terceiro mundo estão caminhando docemente para o pior autoritarismo. Aquele respaldado por populações gigantes que ascendem com mais recursos no bolso do que na cabeça.

Não tenham dúvidas de que as propostas “populares” de democracia direta e decisões plebiscitárias vão se multiplicar. É a ascensão da indústria eleitoral.

A instituição do voto, tal qual a conhecemos, faliu.


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Ruas intransitáveis


Copyright "O Guaruçá"

Rua Golfinho, no bairro da Ressaca, pede socorro

B. Jones

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Rotativas

A imprensa embriagada

Biaggio Talento no Observatório da Imprensa
"Quem imagina que o genial diretor Billy Wider desfechou os mais duros golpes cinematográficos contra a imprensa sensacionalista, precisa assistir A Embriaguez do Sucesso, um filme de 1957, do desconhecido Alexander Mackendrick (baseado num conto do jornalista e escritor Ernest Lehman).

Foi lançado em DVD no Brasil, discretamente, sem qualquer publicidade, o que deixaria irado Sidney Falco, o ambicioso e golpista assessor de imprensa da história. Falco (interpretado por Tony Curtis), no entanto, é apenas uma peça na engrenagem do poderoso colunista J.J. Hunsecker (o magistral Burt Lancaster) do não menos poderoso tabloide de Nova Iorque.

Hunsecker é o principal alvo de Lehman, que conheceu os intestinos da imprensa marrom americana no início de carreira. Personagem baseado no colunista Walter Winchell, do tabloide Daily Mirror, Hunsecker se gaba deter 60 milhões de leitores e telespectadores (também apresenta um noticiário televisivo) e ganha a vida, basicamente, publicando notinhas enigmáticas capazes de destruir e reabilitar reputações.

A Winchell (o colunista da vida real) é justamente atribuída a ‘criação’ do estilo de notas curtas, ‘plantadas’, que visam mandar mensagens cifradas (ou não), escondendo sempre algum interesse escuso, geralmente com o objetivo de extorquir dinheiro de alguém. Em A Embriaguez do Sucesso, o imenso poder de J.J. não é suficiente, no entanto, para evitar que sua irmã caçula se apaixone por um jovem músico de bar, rapaz íntegro, honesto e, portanto, sem condições de entrar no clube dos homens de sucesso.

Como separar os dois sem ficar mal com a irmã? Pedindo ajuda a Sidney Falco, que sobrevive prestando assessoria a uma clientela cujo objetivo maior é ter o nome publicado, positivamente, na coluna de Hunsecker.

Escândalos cavados

É na relação do puxa-saco Falco, disposto a vender a mãe se for preciso para cair nas graças de Hunsecker, e a prepotência do colunista, que se arma a trama na qual se produzem diálogos antológicos, como aquele em que, num bar, um senador - que está tendo uma ‘audiência’ com Hunsecker - pergunta a Falco como exatamente um assessor de imprensa trabalha. ‘Um assessor de imprensa come lixo de um colunista e deve chamar de alimento’, responde com seca ironia Falco.

Hunsecker não deixa a bola cair, dividindo a responsabilidade nesse sistema deplorável de toma-lá-dá-cá: ‘Os preguiçosos pagam a você para ver o nome deles em minha coluna’, espicaça. Ao senador acrescenta: ‘E cavam escândalos de pessoas públicas para passar aos colunistas’. Essa dialética da corrupção permeia toda a história e é excelente neste momento em que o Supremo Tribunal Federal decidiu acabar com a obrigatoriedade do diploma de jornalista no Brasil.

Trama oportuna também às vésperas de mais uma campanha presidencial na qual estratégias começam a ser armadas com os Hunseckers da vida, que agora têm à disposição a diabóloca ferramenta da internet.

A Embriaguez do Sucesso não tem o humor caricato de A Primeira Página, nem o exagero do absurdo sensacionalista de A Montanha dos Sete Abutres, os dois filmes de Billy Wider sobre a imprensa, mas segue a mesma linha ao mostrar os exageros às vezes ilimitado do quarto poder. Didático e imperdível para o público em geral, mas principalmente para os jovens que pensam em se tornar jornalistas."

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Opinião

Presidência imperial

Editorial do Estadão
A crescente pressão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a diretoria da Vale torna cada vez mais claro seu projeto de poder. Não lhe basta chefiar o Executivo da maior democracia latino-americana. Ele quer presidir também a maior empresa privada do Brasil - e tantas quantas ele considere necessárias para a consumação de seus objetivos. À primeira vista, seu projeto parece conduzir a uma reestatização, com apoio de pelo menos alguns partidos aliados e também de sindicatos e movimentos ditos sociais, mas não é essa, neste momento, a questão mais importante. Muito mais do que à ampliação das funções e dos poderes do Estado, as ações do presidente Lula visam ao fortalecimento do seu governo e à centralização de um conjunto importante de decisões econômicas. Centralização, nesse caso, tem sentido literal: concentração de poder no principal gabinete do Palácio do Planalto.

A tendência não é nova, mas ficou mais evidente a partir do agravamento da crise, quando o presidente Lula tentou intervir nas demissões da Embraer e da Vale. As pressões sobre a mineradora continuaram, depois, quando a empresa anunciou a redução temporária de seus investimentos. O presidente da República simplesmente cobrou explicações do chefe da empresa, como se estivesse tratando com um executivo sujeito a seu comando. O passo seguinte foi tentar obter o controle da empresa para demitir o presidente Roger Agnelli e determinar a pauta de investimentos. A tentativa só não deu certo, até agora, porque o Bradesco se recusou a vender as ações necessárias à formação de um novo bloco de controle. O jogo continua. Se der certo para o presidente, ele terá um estímulo a mais para intervir noutras empresas consideradas estratégicas.

A interferência do presidente já é explícita na administração da Petrobrás. Bem antes de se anunciar a descoberta do pré-sal, Lula tentou forçar a estatal a comprar equipamentos pesados de fornecedores nacionais. O plano só não foi adiante, há alguns anos, porque os velhos estaleiros não tiveram condições de atender a empresa. Mas as pressões voltaram e a legislação proposta para o pré-sal transforma a Petrobrás em instrumento de política industrial. Manobra semelhante - e mais audaciosa - ocorreu quando o presidente criticou a Vale, recentemente, por encomendar navios a um estaleiro chinês. No caso da Petrobrás, a subordinação ao Planalto será completada com a criação de uma estatal para comandar a exploração do pré-sal.

Esses fatos dão um novo sentido às investidas do governo, desde o início do primeiro mandato, contra a autonomia das agências de regulação, para sujeitá-las de forma irrestrita aos interesses políticos do Executivo. As agências foram concebidas para funcionar como órgãos de Estado, não de governo, mas o objetivo de Lula, obviamente, é fortalecer o governo, não o Estado.

Se derem certo as tentativas de enfraquecer o Tribunal de Contas e de afrouxar a Lei de Responsabilidade Fiscal - objetivo permanente de muitos prefeitos e governadores -, o poder de arbítrio do Executivo Federal aumentará tremendamente e os avanços institucionais iniciados nos anos 90 irão para o ralo. Resta a pergunta: para quem o presidente Lula prepara essa configuração de poder? A resposta parece clara: para si mesmo.

Se o seu sucessor for eleito por um partido de oposição, terá muita dificuldade para retomar a pauta de reformas inaugurada nos anos 90. Terá de enfrentar a resistência de um funcionalismo engordado e moldado segundo os interesses políticos do atual governo. Terá de enfrentar, além disso, a pressão de grupos articulados para movimentos de rua e para demonstrações de força. Para isso deverão servir o MST, sindicalistas cevados com dinheiro do contribuinte e a mais nova categoria de pelegos - dirigentes estudantis dispostos a declarar publicamente sua condição de estudantes profissionais sustentados pelo governo.
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Manchetes do dia

Sábado, 17 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Governo decide taxar capital externo"

Lula já autorizou a equipe econômica a redigir MP sobre o assunto; objetivo é desestimular a especulação

O presidente Lula quer taxar a entrada de capital estrangeiro no Brasil para desestimular a especulação. Lula já autorizou a equipe econômica a redigir uma medida provisória para implementar a tributação. Dados do governo mostram que o ingresso de capital de curto prazo cresceu muito. De junho a agosto, a entrada desse tipo de capital somou US$ 322 milhões, ante US$ 186 milhões nos três meses anteriores. A alta contribui para valorizar o real e dificulta a exportação. O Planalto decidiu que, quanto menos tempo o capital externo ficar no Brasil, mais imposto pagará. A ideia é não tributá-lo depois do cumprimento de determinado prazo de permanência. A intenção do governo é que a nova taxação inclua também o mercado acionário, e não apenas as aplicações de renda fixa. A medida deverá ser divulgada até o início da próxima semana. Questionado, porém, Lula disse não gostar de dar “palpites” na área econômica nem de antecipar decisões. “Essa coisa de economia a gente não pode falar”, afirmou em Pernambuco.

O Estado de São Paulo
"Após pressão de Lula, Vale decide investir US$ 12 bi"

Plano é 30% superior ao deste ano, indicando trégua entre empresa e governo

O armistício entre o presidente da Vale, Roger Agnelli, e o governo Lula virá empacotado em um plano de investimentos de US$ 12 bilhões para 2010, informa a repórter Mônica Ciarelli. A cifra supera em pouco mais de 30% os US$ 9 bilhões que serão efetivamente gastos pela empresa neste ano. Antes da crise, a Vale planejava investir US$ 14 bilhões em 2009, mas a forte retração mundial reduziu esse orçamento em US$ 5 bilhões. A decisão de pisar no freio desagradou ao governo. O presidente Lula passou a criticar publicamente a gestão de Agnelli, especialmente os investimentos em siderurgia. A expectativa da empresa, agora, é atender a essa demanda, reduzindo a pressão de Lula pela saída de Agnelli. Nos EUA, o executivo receberá prêmio por seu trabalho na Vale.

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sexta-feira, outubro 16, 2009

Angeli



Angeli_

Joguinho

Gana não se deixou enganar

Sidney Borges
Terminou há poucos minutos o jogo Brasil x Gana pelo mundial sub-20. Gana ganhou nos pênaltis. O Brasil não repetiu as últimas atuações, jogou mal, apesar de passar boa parte da partida com vantagem numérica após a expulsão de um jogador adversário ainda no primeiro tempo. Ficou evidente a carência de fundamentos por parte dos brasileiros. Erros de passes, cruzamentos sem sentido, falta de pontaria. Não adianta chorar o leite derramado, o jeito é voltar ao Brasil e treinar. No futebol ganha quem erra menos.

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Deu em O Globo

Estrategista de Obama faz defesa da internet

Americano diz que rede aumenta engajamento e pode dar mais transparência às disputas eleitorais

De Ricardo Galhardo
Estrategista da inovadora campanha de Barack Obama pela internet ano passado e cotado para assessorar Dilma Rousseff (PT) em sua candidatura ao Planalto, em 2010, o publicitário americano Ben Self defendeu o uso da rede mundial de computadores como forma de aumentar o engajamento do eleitorado e dar mais transparência às disputas eleitorais.


— Há outras formas de relacionamento que não sejam com dinheiro e tapinhas nas costas — afirmou.

Em sua intervenção no 1 Seminário de Estratégia de Comunicação e Marketing promovido pela Universidade George Washington, Self citou números da campanha on-line de Obama: US$ 500 milhões (cerca de R$ 900 milhões) arrecadados pela internet, 220 milhões de contatos com eleitores por meio de um mailing com mais de 13 milhões de endereços, 1.800 vídeos divulgados na rede que proporcionaram a assistência de mais de 1 bilhão de minutos via computador.

O sistema de arrecadação começou com pedidos de U$ 5. Segundo ele, mais do que arrecadar fundos, a estratégia serve para aumentar o engajamento na campanha:

— Quando você dá dinheiro, algo muda na relação. As pessoas passam a ter mais interesses. Você começa pedindo US$ 5 e vai pedindo mais e mais.

Perguntado sobre um contrato com Dilma ou com o publicitário do PT, João Santana, Self se esquivou, dizendo que não fala de "clientes em potencial". (Do Blog do Noblat)

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Coluna do Celsinho

Palhaço

Celso de Almeida Jr.
Quando criança, gostava da revista Recreio.


Lembro que montei um Circo, recortando e colando o picadeiro, a lona, os artistas, o vendedor de doces, os animais adestrados, tudo de papel, tipo cartolina.

Eu realmente mergulhava naquela fantasia.

Que recordação bacana...

O palhaço tinha um brilho especial.

Aquele colorido...

Quanta inocência, não é mesmo leitor paciente?

Hoje, como cidadão brasileiro, ubatubense de coração, sinto-me um personagem deste grande circo que é a nossa nação.

Qual personagem?

Consegue adivinhar, leitor perspicaz?

Veja as mazelas dos governos, tributando o empresariado e a classe média até o insustentável.

Imagine a fortuna que se gasta em propaganda, mostrando uma plástica de primeiro mundo, disfarçando alarmantes indícios de corrupção.

Repare na garotada sem nenhum limite, com pais atordoados, que se orgulham da esperteza dos pimpolhos.

E as menininhas - grávidas aos doze - ostentando o troféu pra vovó criar.

O vovô? Coitado... Pegou o empréstimo consignado para ajudar o genro, pagando aqueles jurinhos que o governo insiste em dizer que é baixinho, numa escancarada agiotagem oficial.

Falo dos políticos?

Melhor não, né?

Hoje é sexta-feira, dia do brasileiro encher a cara, montar no carro financiado, acelerar bastante e – se sortudo - chegar em casa; dormir feliz...

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Opinião

A alma da natureza, já tão esquecida

Washington Novaes
Anuncia-se que foi concluído pelo governo federal projeto que libera, mediante licitação, projetos de mineração em áreas indígenas (que constituem quase 13% do território nacional), bem como proíbem vetos dos índios a projetos de usinas hidrelétricas em suas áreas (Valor, 6/10). É tema que exige muito cuidado - basta lembrar que grupos indígenas do Pará estão indignados por não haverem conseguido manifestar-se nas audiências públicas sobre a Hidrelétrica de Belo Monte, que também estão sendo impugnadas na Justiça pelo Ministério Público Federal -, embora o presidente do Ibama considere "maluquice" os argumentos de todos esses interlocutores e os de cientistas (como os que fizeram estudo na Unicamp) sobre a possibilidade de conservação de energia no País (Estado, 13/10).


A primeira razão para cuidado está em que todos os estudos sobre conservação da biodiversidade apontam as áreas indígenas como o melhor formato para isso. E quando se introduzem valores de outras culturas (como a permissão para receber royalties na mineração), o quadro muda e com ele todo o modo de viver, inclusive os formatos que permitem conservar a biodiversidade. Para que se tenha ideia do que pode ser a biodiversidade conservada, um relatório citado pela ONU - Sistemas Alimentares dos Povos Indígenas, Universidade McGill - lista as espécies de que se alimenta um único grupo, o Karen, na Birmânia: 317 de alimentos, 208 de hortaliças, 62 de frutas. Compare-se com um morador das cidades. Mas dos 370 milhões de índios no mundo, um décimo vive em "extrema miséria", exatamente por haver-se aculturado.

Um exemplo valioso pode ser encontrado no Parque Indígena do Xingu. Na década de 70, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo, liderados pelo professor Roberto Baruzzi, acompanharam durante anos a alimentação, os hábitos e o estado de saúde de vários grupos da reserva. E não encontraram um só caso de doença cardiovascular, pois não havia ali nenhum dos fatores genéticos nem os gerados pela alimentação (obesidade), sal, fumo, álcool, vida sedentária e outros. Passados 30 anos e intensificado o contato com as cidades, a obesidade já atinge 76,4% das índias xinguanas e 50% dos homens apresentam sintomas de hipertensão (Correio Braziliense, 10/8).

O Xingu, como já foi comentado neste espaço, é hoje uma ilha de biodiversidade entre o cerrado e a floresta amazônica, cercada por pastos e plantios de soja. E naqueles dois biomas estão dois terços, pelo menos, da rica biodiversidade brasileira, que pode chegar a uns 15% do total mundial e se vai perdendo em alta velocidade. "A riqueza que temos guardada na biodiversidade do cerrado é mil vezes superior à da agricultura", afirmou a Herton Escobar o competente agrônomo Eduardo Assad, da Embrapa (Estado, 2/10). Porque "é no DNA das plantas nativas que estão genes capazes de proteger as plantas "estrangeiras" (soja, milho, algodão, arroz) dos danos do aquecimento global". Já o Ministério do Meio Ambiente (7/10), citando estudos da Comissão Europeia e da Alemanha, estima em US$ 2 trilhões a US$ 5 trilhões o prejuízo anual com o desmatamento e a perda da biodiversidade. O cientista Thomas Lovejoy, também já citado aqui, calcula em mais de US$ 200 bilhões anuais o valor dos medicamentos derivados de plantas comercializados no mundo.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 16 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Eike afirma que desiste de disputa pela Vale"

Crítica à gestão da mineradora foi técnica, não política, diz empresário

O empresário Eike Batista disse ter desistido, "no momento", de comprar participação na Vale, a segunda maior empresa brasileira. O recuo decorre em parte da repercussão negativa - e, segundo Eike, injusta - de entrevistas nas quais fez coro ao governo ao criticar a gestão de Roger Agnelli na mineradora. ''Meus comentários foram de cunho técnico, sem conotação política", afirmou o empresário, em entrevista a Marcio Aith. O recuo de Eike ocorreu no dia em que arrefeceram os ataques oficiais a Agnelli, indicado pelo Bradesco, que divide o controle da Vale com fundos de pensão de estatais e outros parceiros. O presidente Lula não quer comprar briga com o banco para tirar Agnelli do comando, mas pressiona para influir em decisões da empresa e apoia o desejo dos fundos de pensão de derrubar diretores, relata Kennedy Alencar.

O Estado de São Paulo
"Governo estuda taxar capital externo para segurar dólar"

Moeda americana fica abaixo de R$1,70 e cobrança de IOF pode ser retomada

Diante da contínua desvalorização do dólar ante o real, o governo já estuda a opção de retomar a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na entrada da moeda americana no Brasil, informam os repórteres Fabio Graner e Adriana Fernandes. A medida funcionaria como uma espécie de pedágio ao ingresso de capital externo, que nas últimas semanas se intensificou e vem se tornando um problema para a competitividade dos exportadores brasileiros. A estimativa é que até o final do ano o Brasil receba algo entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões. Ontem, o dólar fechou abaixo de R$ 1,70 pela primeira vez desde o inicio de setembro de 2008. No ano, a desvalorização já chega a 27,2%.

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quinta-feira, outubro 15, 2009

Frases

"O principal animal do mundo é o ser humano".

Lula

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Ubatuba em foco

A propósito de acidentes

Sidney Borges
Na tarde do dia 13 desci a rua Maria Alves e ao virar à direita, na Hans Staden, deparei-me com duas bicicletas. Pilotadas por meninas adolescentes, de 12 ou 13 anos. Trafegavam na contra-mão no meio da rua e ao me ver sorriram desafiadoramente, atravessando as bicicletas na frente do carro. Tive de pisar no freio. Olhei quando passaram por mim com ar de vitória. Estou acostumado ao trânsito caótico, dirigi em São Paulo por muitos anos. Por incrivel que possa parecer lá é mais fácil, existem regras. Aqui o código de trânsito só vale para carros. Pedestres e ciclistas fazem o que bem entendem, ignorando as leis. Por saber disso dirijo com cuidado redobrado. O hábito dos ciclistas de trafegar no contrafluxo é perigoso. Como somente avisar não resolve, as autoridades deveriam aplicar multas e recolher as bicicletas dos infratores. Muitas vidas seriam poupadas.

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Deu na Folha

Assédio na Vale

Em ataque simultâneo, com digitais do Planalto, está em curso plano de reestatizar, para efeitos práticos, a mineradora

Editorial (Do Blog do Noblat, original aqui)
O que se manifestava na forma de críticas isoladas à gestão da mineradora Vale, por parte do governo federal e seus aliados, assume agora feições claras de uma ação concertada, concebida no Planalto com o intuito de solapar o presidente da empresa, Roger Agnelli -indicado pelo Bradesco, após acordo entre acionistas controladores.


Os sinais recentes dessa ofensiva partiram, com coincidência de datas, da ministra Dilma Rousseff e do empresário Eike Batista, disposto a fazer o papel de ventríloquo do presidente Lula. Em viagem ao Pará, no último feriado, a aspirante petista à sucessão presidencial aproveitou a audiência da festa religiosa do Círio de Nazaré para dizer que o governo vê como "questão de honra" a retomada do plano de investimentos no polo siderúrgico de Marabá por parte da Vale.

No mesmo dia 11, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", Eike Batista parecia conhecer a fala da ministra. Além de criticar opções estratégicas da mineradora, assumia o interesse de tornar-se seu acionista e manifestava apoio à ideia de que o petista Sérgio Rosa, presidente da Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), venha ocupar o lugar de Agnelli.

Muito mais do que uma ingerência, está em jogo um esforço coordenado para que a Vale venha a ser gerida por figuras simpáticas, associadas ou subordinadas ao governismo. A plataforma mal disfarça a intenção de reestatizar, para todos os efeitos práticos, a companhia.

Tamanho retrocesso não seria novidade neste governo. Não faz um ano, o Planalto patrocinou a compra da Brasil Telecom pela Oi. Foi preciso alterar normas, manobrar resistências na Anatel e conseguir o aporte de dinheiro público, via repasses bilionários do BNDES e do Banco do Brasil, para viabilizar um negócio cujo resultado foi o surgimento de um oligopólio nos serviços de telefonia fixa no país.

No caso da Vale, o governo reinvoca um suposto interesse nacional para legitimar a tentativa de convertê-la em instrumento político. A empresa sob ataque especulativo da sanha estatizante é, porém, caso exemplar de privatização bem-sucedida.

Em 1997, quando foi privatizada, a Vale tinha cerca de 10 mil empregados; hoje conta com 60 mil -soa como mero pretexto, portanto, que o Planalto tome cerca de 4 mil demissões recentes na empresa, por conta da crise mundial, para desestabilizar sua direção. Seu valor de mercado passou de US$ 8 bilhões para US$ 125 bilhões. O lucro líquido foi multiplicado por 29.

Se há algo que o governo deveria fazer em relação à Vale é retirar, complemente, seus tentáculos da mineradora.

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BR-101

Quantos mais precisarão morrer?

Anderson José Rodrigues (Tato)
Morrer faz parte da vida, basta estar vivo e pronto. Pra quem acredita em Deus a morte é um processo natural, mas no título acima “Quantos mais precisarão morrer?”, refiro-me às mortes ocasionadas por acidentes como o do jovem que morreu na semana retrasada na rodovia BR-101, próximo a entrada da Pedreira Alta.

Essa estrada, especialmente nessa localização, já há muito anuncia a possibilidade de acidentes. A população constantemente alerta as autoridades que até então parecem ignorar o assunto.
Em minha opinião esse trecho de estrada, do trevo da praia Grande até o trevo do Indaiá, deveria ser tratado e considerado como avenida e os bairros da cidade ligados com passagens subterrâneas. Tenho ciência que os investimentos, para que isso ocorra, são volumosos, mas diante da gravidade do problema e da rapidez que o assunto merece não só para resguardar vidas, mas pelo fato de ser uma maneira mais rápida que a cidade tem para se desenvolver, coloco-me a disposição da administração municipal para ajudar.


Mantenho diálogo constante com o deputado Campos Machado e sinto nele e nos amigos que tenho no Diretório Estadual, vontade de ajudar. O mesmo já demonstrou que tem prestígio com o governador José Serra, pois viabilizou através da Secretária de Habitação mais de R$ 1.300.000,00 para Ubatuba. Podemos e temos condições de buscar recursos em muitas outras Secretarias, basta a administração entender que os deputados da situação não estão dando conta da demanda de recursos que Ubatuba precisa.
Anderson José Rodrigues (Tato)

ptb14ubatuba@hotmail.com

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Aviação



UFMG apresenta avião de acobracias inédito no Brasil

Ney Rubens
Direto de Belo Horizonte
O Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentou, nesta quarta-feira, o primeiro
avião brasileiro com capacidade para voar na classe ilimitada, a categoria mais elevada das competições internacionais de acrobacias aéreas.

O coordenador do projeto e professor de Engenharia Aeronáutica da UFMG, Paulo Iscold, explicou que o CEA-309 Mehari é "capaz de realizar manobras ousadas e complexas, como piruetas, loopings e rasantes atingindo até 400º por segundo e 430 km/h. É um protótipo desenvolvido para competir em nível internacional," disse.

O desenvolvimento da aeronave teve início há seis anos, quando o coordenador apresentou ao piloto de testes e financiador do projeto, Marcos Geraldi, a proposta de construir um avião de categoria ilimitada com o custo operacional da categoria intermediária.

A utilização de um motor de quatro cilindros no lugar do motor com seis, tradicionalmente utilizado em aeronaves da categoria ilimitada, foi o passo principal para a redução em até quase 70% do valor de construção da aeronave em relação aos aviões similares.

"A estrutura de fibra de carbono, normalmente utilizada nesse tipo de avião, foi substituída por outros materiais como aço-cromolibdênio e madeira frejó, reduzindo o custo sem prejudicar o desempenho," explicou Geraldi.

Os estudos e testes com o Mehari contaram com a participação dos alunos do curso de Engenharia Mecânica da UFMG. Os alunos colaboraram na concepção da aeronave com a realização de cálculos, desenhos e na construção da estrutura do avião. Especial para Terra (original aqui)

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Opinião

Mais um cabide à vista

Editorial do Estadão
Mais um cabide de empregos vai estar à disposição do governo e de seus aliados, em breve, se os senadores aprovarem a criação da Superintendência Nacional da Previdência Complementar (Previc). O projeto já passou pela Câmara dos Deputados, foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado e será analisado por mais duas comissões antes de ir para o plenário da Câmara Alta. Mas a nova autarquia não será apenas mais um lugar confortável para alojar a companheirada. Será também, se a sua administração não for rigorosamente profissional e impessoal, mais um centro de poder a serviço de objetivos de grupos e de partidos. A Previc terá autoridade para fiscalizar e supervisionar fundos de pensão (fundos fechados de previdência) com patrimônio estimado em R$ 460 bilhões.

Parece não haver dúvida, no Senado, quanto à aprovação do projeto. Faltam pelo menos três etapas até se completar sua tramitação, mas os dois principais partidos governistas, o PT e o PMDB, já disputam o controle da nova autarquia. A Previc deverá ser vinculada ao Ministério da Previdência, chefiado pelo petista José Pimentel, mas isso não impede o maior partido aliado, o PMDB, de batalhar pelo comando da nova instituição. O relator do projeto é o peemedebista Romero Jucá, de Roraima, líder do governo no Senado e ministro da Previdência no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Previc será uma generosa fonte de empregos, se os senadores não tiverem um ataque de austeridade. Haverá 14 cargos principais sem concurso e 96 comissionados, além de 100 postos para especialistas em previdência complementar, 50 para analistas administrativos e 50 para técnicos administrativos. Estarão disponíveis, portanto, pelo menos 110 cargos para nomeação política, motivo mais que suficiente para a disputa entre petistas e peemedebistas - sem contar, é claro, o poder de fiscalização e supervisão de empresas com patrimônio multibilionário.

Hoje essa tarefa é atribuída à Secretaria de Previdência Complementar (SPC), uma dependência do Ministério. O secretário Ricardo Pena, responsável pelo setor, não parece insatisfeito com seu trabalho. Segundo ele, a SPC alcançou, graças ao trabalho realizado nos últimos seis anos, as metas definidas pelo Ministério. "Essa estrutura (de regulação e fiscalização) permitiu que a crise financeira internacional do ano passado não atingisse os fundos de pensão", disse ele na semana passada, no 30º Congresso da Abrapp, a associação das empresas de previdência privada.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 15 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Governo recua e diz que vai restituir IR em 2009"

Segundo Mantega, porém, 'resíduo' de até R$ 1,5 bilhão ficará para 2010

Após o governo sofrer forte desgaste, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, recuou e ordenou que a Receita Federal pague até dezembro deste ano toda a restituição do Imposto de Renda devida às pessoas físicas. Como a Folha revelou na semana passada, a Fazenda determinara à Receita que segurasse a restituição para compensar as constantes quedas na arrecadação, devolvendo cerca de R$ 3 bilhões só no ano que vem. Mantega afirmou, porém, que deve ficar uma sobra para 2010 - "normal, que sempre fica de um ano para o outro". De acordo com o ministro, não há valor fixo para esse resíduo, mas ele pode chegar a R$ 1,5 bilhão. Segundo Mantega, o resíduo deste ano será maior porque a restituição total passou de R$ 9,8 bilhões, em 2008, para R$ 12 bilhões. O ministro nega que o recuo tenha sido ordem do presidente Lula.

O Estado de São Paulo
"SP será o 2º polo petrolífero do Brasil, prevê Gabrielli"

Para presidente da Petrobras, Estado deve superar Espírito Santo até 2020

A exploração da camada pré-sal pode transformar São Paulo no segundo maior produtor de petróleo do Brasil até 2020, superando o Espírito Santo e ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. A previsão foi feita pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, em entrevista a Leonardo Goy. "A Bacia de Santos é extremamente prolífica e diversificada", disse Gabrielli. "Tem possibilidades em águas rasas e profundas, tem gás. E a maior parte dessa bacia está em São Paulo." Ele afirmou, ainda, que as ações da Petrobrás negociadas em Nova York dispararam depois do anúncio do marco regulatório do pré-sal, o que sinaliza que os investidores estrangeiros deverão entrar "pesado" na capitalização prevista para a companhia brasileira. Sobre seu futuro, o petista Gabrielli disse que é um "ser político", porém descartou se candidatar a algum cargo no ano que vem.

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quarta-feira, outubro 14, 2009

Fim do Mundo?

Socorro

Sidney Borges

São exatamente 20h00 do dia 14 de outubro de 2009. Estou escrevendo esta mensagem com a finalidade de colocá-la dentro de uma garrafa. As ondas do mar se encarregarão do transporte. O mundo precisa saber que estamos isolados. As ondas eletromagnéticas foram surrupiadas.

Desapareceram de repente! Ubatuba está incomunicável. Não temos telefone, o celular está sem sinal e a Internet o gato comeu. Meu reino por um tambor, eu até faria sinais de fumaça não fosse a chuva.

Para todo evento há uma causa. Tenho uma teoria. Tudo começou em Tegucigalpa. Zelaya colocou película refletora na Embaixada do Brasil onde se encontra refugiado. Diz ele que é por temer raios israelenses que baixam QIs e embranquecem bigodes. Tais raios refletidos na película bolivariana subiram e tornaram a refletir na Ionosfera. Ao passar por uma rara formação de nuvens lenticulares adensaram-se, e qual um feixe de laser mágico convergiram sobre Ubatuba. E nos privaram de comunicação.

Também pode ser incompetência da Telefônica. Eu já estava estranhando, há mais de dois meses a Internet não abria o bico.

De qualquer forma vale colocar um dente de alho no bolso. Nesta terra tudo pode acontecer. Caduta!

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Trânsito

Pedreira : DNIT negocia com moradores

Rui Alves Grilo

Hoje, dia 14/10, às 8h30 ocorreu a segunda reunião dos moradores da Pedreira com os técnicos do DNIT – Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes - para encontrar uma solução imediata para evitar a continuidade de atropelamentos na BR-101. A reunião foi marcada no dia 12, quando os moradores fecharam a rodovia para protestar contra o descaso que levou à morte o pequeno Nicolas Motta dos Santos, de 10 anos, sobrinho do Russo da rádio Gaivota, atropelado no último dia 05, quando voltava da Escola Estadual “Dr. Esteves da Silva”.

Os moradores exigiam como condição para liberar a pista, a presença das autoridades responsáveis. Com a chegada do secretário de municipal de Segurança Pública e Defesa Social, Andrade Henrique dos Santos e do vereador Silvinho Brandão e após a confirmação de que o DNIT já havia autorizado a colocação de lombadas, foram acertadas duas providências: a) reunião no DNIT, terça-feira, às 14 horas para apresentação do projeto de adequação da rodovia; b) construção de lombadas a partir de quarta feira, se as condições de tempo permitirem. No entanto, os moradores e os inspetores da Polícia Rodoviária argumentavam que de nada adiantariam as lombadas sem a iluminação e que já havia autorização para a Prefeitura executar a obra.

A reunião da terça feira caminhava para um impasse, deixando bastante decepcionados os moradores devido à informação de que não seria possível construir as lombadas pois feria o Código de Trânsito e as obras previstas no projeto (lombadas eletrônicas), demorariam um certo tempo devido às questões burocráticas. Enquanto isso, como ficaria a segurança das crianças e moradores?

Ante um intenso questionamento dos moradores, especialmente dos familiares do pequeno Nicolas, o Sr. Cláudio, engenheiro do DNIT e que coordenava a reunião, fez um contato telefônico com um superior e nova reunião foi marcada para hoje.

O Sr. Nilson, engenheiro do DNIT, após uma reunião reservada da qual participaram o Sr. João Paulo Rolim, secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, o vereador Silvinho Brandão e os inspetores da Polícia Rodoviária, convocou os moradores e, após alguns esclarecimentos e discussões, chegou-se ao seguinte acordo: a) a Prefeitura se comprometeu a colocar mais dois postes de iluminação; b) colocação de faixa dupla impedindo a ultrapassagem; c) instalação de uma lombada entre a ponte que dá acesso à Pedreira e a igreja Ágape; d) posteriormente serão colocadas lombadas eletrônicas em vários pontos da rodovia, entre os quais, na entrada da Puruba, da Itamambuca, no Taquaral, no Sumidouro, nas imediações do Posto Kamomé.

O Sr. Nilson disse que o projeto de duplicação da BR-101 entre a praia Grande e o trevo do Perequê-Açu se deu em grande parte devido ao empenho do deputado Clodovil Hernandes e já está em fase de licitação pública e que seria importante o empenho para que os deputados façam projetos de destinação de verba para a realização da obra.

Ontem mesmo, entramos em contato com a deputada estadual Ângela Guadagnim. Logo em seguida o deputado federal João Paulo Cunha entrou em contato com o Sr. Mauricio Moromizato, presidente do Diretório do PT de Ubatuba solicitando dados para encaminhamentos. Como sou morador da Pedreira e participei das duas reuniões, imediatamente encaminhei os dados solicitados.

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Alguém se lembra?


Comentário

Lula mata e vai ao enterro

Do Blog do Noblat (original aqui)
O deputado Ciro Gomes (PSDB-CE) só saiu por aí se dizendo aspirante a candidato a presidente da República em 2010 depois que Lula o liberou para fazê-lo.

Foi durante uma conversa dos dois no Centro Cultural Banco do Brasil testemunhada pelo governador de Pernambuco Eduardo Campos, presidente nacional do PSB.

Ainda não haviam sido aplicadas as duas recentes pesquisas de intenção de voto dos institutos Sensus e Ibope que dariam Ciro na frente da ministra Dilma Rousseff.

A ascensão de Ciro assustou Lula, que despachou Dilma à luta para repetir aos partidos aliados do governo o que Lula vem dizendo há muito tempo: pessoal, a eleição terá de ser plebiscitária.

Nada de dois ou mais candidatos da base de apoio do governo. Só há lugar para um. E esse candidato se chama Dilma. Entenderam? Então parem com a gracinha de flertar com Ciro.

Dilma não poderia ser mais explícita: "Temos de garantir o terceiro mandato para o projeto de Lula", pediu em reunião com a cúpula de um desses partidecos.

O que Lula jamais disse, nem Dilma, e o que eles jamais dirão por desnecessário: os dois têm um acerto. Uma vez Dilma eleita e caso Lula queira, ela governará só por quatro anos. Em seguida Lula se reapresentará como candidato.

Imagina se Ciro ou qualquer outro nome do PT com vôo próprio (Tarso Genro, por exemplo, Marta Suplicy, Jaques Wagner, e mais alguns poucos), imagina se algum deles toparia um acordo desses.

É por isso que a candidata tem que ser Dilma, Dilma, Dilma, e estamos conversados.
Lula faz o estilo de pistoleiro de antigamente, de muito antigamente, que matava e comparecia ao enterro de sua vítima.


É o que ele fará com Ciro. Esperem para ver.

Quanto a Ciro, resta saber se irá para o buraco como um cordeirinho manso.

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Eleições 2010

Vote no meu candidato. É o melhor...

Sidney Borges
Luiz Gonzales é o marqueteiro preferido do PSDB. Meu velho conhecido, foi meu "chefe" na Globo de São Paulo em 1984. Ontem ele recebeu o jornal Valor em sua agência de marketing político, Lua Branca, onde deu entrevista. Falou do quadro eleitoral que se esboça para 2010. Pensando nos leitores do Ubatuba Víbora, pincei algumas frases. Divertidas.

São Paulo é diferente
"Lula fez campanha para Marta. Foi para o palanque e resultou em quê? Nada. Não levantou meio ponto porque o eleitor aqui é atento". "São Paulo sempre é uma eleição complicada. É um lugar com opinião pública forte, gente informada, urbanizada, antenada".

Essa mulher
"Uma coisa é o Lula, outra é essa mulher [Dilma] que ninguém sabe de onde veio”.

PMDB
"Não. Isso não é garantido, pois ninguém sabe se eles (PMDB) vão ajudar mesmo. Alguns só ajudam se receberem recurso material, outros até ajudam adversários".

Ciro Gomes é nanico!
"Aquele pequenininho lá não vai governar porque não consegue agregar. Tem dois que são pra valer e dois nanicos. Segundo porque ele é verborrágico e alguém vai provocá-lo".

Marina!
"É uma candidata interessante, bacana, com história bacana, com aura de seriedade".

Palocci, o réu!
"Tem uma série de coisas de quando ele foi prefeito de Ribeirão Preto que ainda não foram resolvidas, assim como o caso do caseiro Francenildo que também não foi resolvido na opinião pública".

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Meio Ambiente

MMA propõe desafio de um dia sem sacola plástica

Carla Beatriz Barbosa
No embalo da campanha - Saco é um Saco -, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) lança o Dia do Consumidor Consciente - 15 de outubro - e propõe um desafio: - Um dia sem sacola plástica. A exemplo do que aconteceu no Dia Sem Carro, a ideia da ação é despertar a consciência ambiental nos consumidores e incentivá-los a recusar as sacolas plásticas em suas compras nesta data, adotando uma sacola retornável ou outra alternativa.

Em 2008, a Consumers International (CI) promoveu uma mobilização mundial nesta mesma data para marcar a importância da educação para o consumo sustentável. O movimento Global Consumer Action Day contou com a adesão de mais de 40 instituições membros da CI e outros grupos de consumidores em 33 países, contribuindo para o Processo de Marrakech, do qual o Brasil faz parte desde 2007 representado pelo Ministério do Meio Ambiente.

O desafio do Dia Sem Sacola Plástica foi aceito pela rede de supermercados Carrefour -- a mais nova parceria da campanha Saco é um Saco -- começando pelo Rio de Janeiro, onde lojas estarão preparadas para estimular as donas-de-casa e demais clientes a recusar sacolas plásticas na boca do caixa.

A comemoração ainda será marcada pelo lançamento da estratégia de internet da campanha Saco é um Saco, com a apresentação do hotsite
www.sacoeumsaco.com.br e das ações articuladas nas redes sociais, como Orkut, Twitter, Facebook e Youtube. O objetivo é reforçar a comunicação do tema com a sociedade e difundir a campanha entre formadores de opinião e internautas em geral.

Na oportunidade, também será anunciado o concurso de vídeos caseiros do Instituto Akatu: Saco de ideias, projeto apoiado pelo MMA. Em vídeos de um minuto, os concorrentes deverão responder à pergunta "O que você faz para reduzir seu consumo de sacolas plásticas?". O prêmio do concurso será anunciado no evento.

Participe - Apesar de prática, quando aceitamos uma sacola na locadora, na farmácia ou na padaria, não temos noção que anualmente 500 bilhões delas são descartadas inadequadamente no meio ambiente mundial, entupindo bueiros, causando enchentes, poluindo mares e matando tartarugas.

No Brasil, estima-se que 1,5 milhão de sacolas plásticas são consumidas a cada hora.

Com uma conta rápida chegamos aos 36 milhões em 24 horas. Imagine quantos recursos naturais podem ser poupados em um único dia de consumo consciente.

Participe desse desafio e ajude a diminuir o impacto ambiental causado pelas sacolinhas. No dia 15 de outubro, adote um novo hábito de vida, contribua para diminuir esses números e se torne mais um consumidor consciente capaz de transformar a vida no Planeta. "Saco é um saco. Pra cidade, pro Planeta, pro Futuro e pra Você". Recuse, reduza, reutilize! (Fonte: MMA)


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Litoral Norte em foco

Chuva no feriadão: pescador afogado e jipeiros atolados

Ricardo Kotscho (original aqui)
Tarde de terça-feira em São Sebastião, no belo litoral de norte de São Paulo. O feriadão acabou, mas a chuva continua sem dar trégua, o mar muito agitado, as ruas ficando desertas. Como ainda tenho algumas coisas para consertar na minha casa, vou ficando.

Nem os jornais de São Paulo encontrei na banca. Na manchete do jornal da cidade, o Imprensa Livre, um resumo da situação: “Mau tempo tumultua retorno dos turistas e assusta moradores do Litoral Norte”.

Para quem gosta de notícia ruim, o jornal tem para todo gosto. As de maior impacto, para mim pelo menos, nunca serão manchete da mídia grande, mas por aqui causam bochicho. Dão conta de um pescador que morreu afogado e um grupo de jeepeiros de Jacareí que ficou atolado na Estrada dos Castelhanos, em Ilhabela.

Sou do tempo em que o mar não tinha segredos para os pescadores, que sabiam se ele estava bom para peixe ou perigoso para nadar, e jeepeiros costumavam ajudar a desatolar os carros dos outros.

Os tempos mudaram. Em Ubatuba, depois de alguns dias em alto mar, Josemar de Oliveira descarregou o pescado no mercado e foi com o irmão, que ficou na cabine comandando a embarcação, ancorar o barco na Baía de Itaguá, na noite de domingo.


No meio do trajeto, de apenas dez minutos, Josemar sumiu. Não chegou à outra margem. Seu corpo só seria encontrado por parentes na segunda-feira, nas areias da praia de Itaguá, no centro da cidade. Ninguém sabe o que aconteceu.

Segundo relatos de colegas e parentes ouvidos pelo jornal, “o pai e o irmão da vítima, ambos pescadores, estavam muito abalados com o acontecimento e ainda não conseguiram encontrar uma explicação para o afogamento de Josimar”.

Na Ilhabela, um comboio formado por mais de vinte jeeps vindos de Jacareí, que atolaram no meio do caminho, praticamente destruiu a Estrada dos Castelhanos, também no domingo.

Depois de cinco horas de trabalho duro, já de madrugada, funcionários da Defesa Civil conseguiram resgatar 23 pessoas, entre mulheres e crianças. Os jeepeiros ficaram no meio da neblina tomando conta dos seus carros e só sairam de lá na manhã de segunda-feira, quando foram desencalhados pela Associação dos Jeepeiros de Ilhabela.

A notícia boa estava no caderno de esportes: “Palmeiras é goleado e perde chance de ampliar vantagem na liderança”.


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Opinião

Será que Lula está testando seu teflon?

José Neumanne
Desde que noço líder genial dos povos da floresta, Luiz Inácio Lulinha Paz e Amor o Cara da Silva, envergou a toga, travestindo-se ao mesmo tempo de supremo magistrado perdoador dos amigos e condenador dos adversários tornados inimigos e senador romano defensor do lema "in dubio pro reo" ("na dúvida, a favor do réu"), seus desesperados adversários tucanos e dêmicos se torturam com a imbaixável (apud Magri) popularidade dele. E foi aí que cunharam a teoria do teflon. Pois é. Sabe aquela película que é posta nas frigideiras para evitar que a fritura adira a elas? Sua Insolência também teria tal propriedade, pois sujeira nenhuma gruda nele. Por mais evidências que surjam à tona sobre a eventual participação de assessor próximo, amigo do peito, senhorio compadre ou filho prático, sua imagem sempre sai, impávido colosso, de quaisquer complicações, sem máculas nem sequer nódoas de gordura. Nem os dólares na cueca do irmão do companheiro o sujaram.


Lula comporta-se como se desfilasse despido em praça pública, mas num carro protegido por um permitido insulfilm (o teflon da indústria automobilística) que evita que o guri xereta lhe aponte o dedo e berre à multidão que o aplaude: "O reizinho está nu." Mas, magnânimo, como seria um califa de mil e uma urnas abarrotadas de votos, Sua Insolência aventura-se às vezes a testar a consistência da camada protetora que mantém sua efígie imaculada, enfrentando desafios nunca antes arriscados por quaisquer antecessores mais temerários. É o caso de apostar nisso neste momento em que ele surfa sobre mais de 80% de aprovação do eleitorado a um ano de se tornar paraninfo da eleição da chefe de sua Casa Civil, Dilma Rousseff, que enfrentará o ogro favorito da oposição, José Serra, na sucessão presidencial. Nunca antes na história deste governo seu chefe desafiou com tanto destemor os favores dos fados benfazejos.

Sua Insolência mandou, por exemplo, que os generais da política econômica desafiassem o dogma da poupança intocável. E fez mais: permitiu que os econometecas do governo cometessem a suprema blasfêmia de fixar como limite da taxação R$ 50 mil, lembrando os Cr$ 50 mil da medida governamental mais impopular da História do Brasil: o confisco da poupança por seu antecessor Fernando Collor e pela ministra dele Zélia Cardoso de Melo, que dizem alguns engraçadinhos ter sido a primeira piada a se casar com um humorista. A única explicação próxima da lógica para a lambança da taxação da poupança seriam os arrepios de náusea que essa modalidade popular de investimento para evitar a corrosão da moeda provocam hoje nas instituições financeiras. Se essa hipótese de maledicentes da oposição for absurda, resta o dilema atroz provocado pelo anúncio da medida: para que mexer nesse vespeiro em véspera de eleição difícil com candidato pesado para enfrentar adversário favorito? Só pode ser a disposição de Lula de testar a consistência de seu teflon.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 14 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"SP estuda alta de até 357% no IPTU"

Prefeitura revê o valor de mercado de imóveis, que baliza cálculo de imposto; reajuste deve ocorrer em 2011

A gestão Gilberto Kassab (DEM) iniciou os estudos de valor de mercado dos imóveis que vão embasar o aumento de IPTU na cidade de São Paulo. Dados preliminares indicam alta de até 357%. A pesquisa é comandada por uma comissão da Secretaria de Finanças. Já foram feitos cálculos para Higienópolis, Pacaembu, Barra Funda, Limão, ViIa Maria e Santana. O prefeito ainda não definiu quando encaminhará o projeto à Câmara. O mais provável é que isso ocorra depois das eleições de 2010, para valer a partir do ano seguinte.

O Estado de São Paulo
"Por desenvolvimento, Dilma quer reduzir meta ambiental"

Para ministra, corte na emissão de CO2 deve prever alta expansão econômica

A discussão sobre a proposta que o Brasil vai levar para a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas expôs divisão no governo entre "desenvolvimentistas" e "ambientalistas". Na reunião realizada ontem entre ministros e o presidente Lula, Carlos Minc (Meio Ambiente) exibia um projeto prevendo a redução de 80% do desmatamento e o congelamento nas emissões de dióxido de carbono nos padrões de 2005, num cenário de 4% de crescimento econômico. Já Dilma Rousseff (Casa Civil) cobrou previsões para cenários de crescimento de 5% e 6%. No panorama da ministra, as metas para redução do desmatamento podem ficar inalteradas, mas as propostas para a emissão de CO2 têm de ser recalculadas para patamares menos ambiciosos. Sobre a proposta de Minc, o ministro Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) afirmou que é preciso cobrar "contrapartidas dos países desenvolvidos".

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terça-feira, outubro 13, 2009

Pensata

A roupa nova do Rei

Saulo Gil
Somos assim, seres frágeis, buscando uma suposta grandeza, hora no próprio ego, hora em uma ligação com algo que transcende a natureza. Nossa fraqueza chega ao desespero de Deus, um humano maioral, provavelmente capaz de nos trazer a resposta para o complexo conflito entre corpo e mente. Pena que a mensagem seja repassada por interlocutores quase sempre infectados pela ambição material, fazendo seguir a incompatibilidade natural da nossa racionalidade, onde uma mente expansiva habita um físico limitado, meramente mortal como outros seres. Pior ainda, é a maldita carne que insiste em findar e não ressuscitar, ignorando o bem feito passado e descartando os outros bandidos crucificados junto ao filho, diria bastardo, se não, sobrenatural.

Se um deus terráqueo falou em relação, sempre será necessário um ponto de referência. Mas nossa referência é egoísta e arrogante ao ponto de imaginar que somos a semelhança da suposta perfeição. É preguiça de pensar, dissimulação para não atingir a humildade! Uns semideuses já chegaram a considerar as falhas como pecado capital. Só que nunca ninguém os contou que a preguiça de pensar e a vaidade exacerbada também estão escondidas nos mandamentos que nos submetem a estas ilusões. Ilusão é melhor de olho fechado, onde as lágrimas que escorrem dos rostos reprimidos não são vistas e as caras molhadas só esperam outra chance do além. São metáforas desesperadoras que se resumiriam em um pedido de socorro!

E somos tão frágeis que minha voz só poderia realmente ser ouvida por um Suposto. Precisamos de orelhas e atos de verdade, com mentes limpas, que possam entender o berro, como o despertar de gente como a gente. Não podemos ignorar Sandro Barbosa do Nascimento, porque ele nasceu e viveu na montanha e só souberam do seu sofrimento quando ele mostrou desespero na planície. Ele também foi fraco e sua relatividade é apenas uma referência materna que sumiu quando morreu esfaqueada. Não são os pés descalços, são os olhos mal acostumados.

Não se desculpe com as vendas milionárias, pois o que interessa é saúde pra gozar no final. O maior educador brasileiro morreu tentando explicar que é necessário separar o cultural do animal, para entender o intelectual. Banal não deveria ser o ronco do monstro sem comida.

Banal deveria saber que monstros não existem e nem o Superman. E os amontoados de pedras dirão lá na frente, que esta dita evolução é inútil. Se o paraíso de Alice e Eva for verdade, certo seria acrescentar a maior quantidade possível de informação em nossos sonhos. Quem sabe não acordamos em um lugar que desejamos. Afinal, debaixo da árvore, de olhos fechados, tudo é possível, enquanto o que se pode tocar vai se perdendo. É como se esse texto ficasse perdido nos arquivos deste site, morto, decretando a impossibilidade de sobrevida às letras esquecidas.

É óbvio o desperdício da experiência com novas informaçãoes, se o sistema nos obriga a assimilar as mesmas informações, de um mundo que já nem é mais o mesmo. O problema sempre será alcançar a dimensão do real e não transferir as responsabilidades que temos como seres ativos e racionais deste planeta. Se não existe conspiração, e o mal já esta afetando os repressores dos reprimidos humanos, a conclusão é que somos um bando de preguiçosos. Sentados, de baixo da árvore, fingindo que conseguimos ver a roupa nova do Rei, afinal, já estamos de olhos fechados.

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Ubatuba em foco

De frituras e pressões

Corsino Aliste Mezquita
Sob o título: “Alienígena, na própria Terra”, (UBATUBA VÍBORA 11-10-09), o funcionário público municipal de Ubatuba, Antenor Ricardo Benetti, lamenta:

-a situação de desvalorização dos funcionários estatutários;

-pressões políticas para adotar a desonestidade e aderir aos desmandos de quem governa;

-convites para desconsiderar a ética, a probidade e o bom serviço;

-insinuações para juntar-se aquele grupo de funcionários, 80%, que Juan Domingo Perón (Ex- Presidente, da Argentina) chamava: “DEL SOL QUE MÁS CALIENTA” e que estão sempre com o governo de plantão.

Após longas considerações, lembranças de conselhos, fatos éticos familiares e a citação nominal de alguns de seus mestres, entre eles o deste escriba, faz um convite para ajuda-lo neste momento de incertezas funcionais.

A solicitação é difícil de ser atendida. As soluções dos problemas pessoais são de extrema individualidade e devem ser resolvidos por cada um de nós.

Sem pretender entrar no âmbito da individualidade posso sugerir:

fidelidade extrema à ética e ao cumprimento exato e perfeito do dever;

combate ao peleguismo e à imoralidade administrativa;

conscientização dos colegas para analisarem o momento que estão vivendo, se unirem e tomarem providências;

combate à terceirização e aos cabides políticos de pessoas despreparadas.

Podem ocorrer perseguições e até desvios de função, seguindo esses singelos conselhos. Alguns já vivemos essas circunstâncias. Já fomos processados e caluniados. Nunca perdemos o norte e sempre nos mantivemos com a cabeça erguida. A lei do retorno nos foi aplicada. Até em alguns fatos o reconhecimento veio dos próprios caluniadores.

Benetti: Continua firme. Não desanima. Neste momento, todos vocês do serviço ativo, tem que se unir para melhorar o ambiente funcional e, junto aos aposentados que somos sindicalizados, resolver o problema do Sindicato. A dispersão e a falta de participação tem sido a causa de algumas das mazelas que estamos vivendo.

Um abraço e VIVA UBATUBA!. SALVE PARA OS BONS FUNCIONÁRIOS!

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Opinião

O Brasil e a (não) proliferação nuclear

Rubens Barbosa
A revelação recente da existência de uma unidade secreta de enriquecimento de urânio no Irã e a aprovação quase concomitante, pelo Conselho de Segurança da ONU, de resolução limitando mais rigidamente os arsenais e a proliferação de armas nucleares renovam a grande prioridade dessas questões na agenda internacional.


O Brasil já detém a sexta maior reserva de urânio do mundo, embora apenas 30% do território nacional tenha sido pesquisado. A pesquisa, a lavra, a produção, o enriquecimento e a comercialização de urânio são monopólio da União. A modificação de legislação para permitir a participação da iniciativa privada na prospecção e na exploração tornou-se urgente para aumentar rapidamente não só as reservas, como também a produção do minério no Brasil.

Quais as implicações desse fato, do ponto de vista do interesse brasileiro?

Em primeiro lugar, há o interesse estratégico de dispor da matéria-prima para atender a uma crescente demanda interna. O aumento do consumo ocorrerá pela expansão da capacidade do País de produzir energia nuclear pela construção de novas usinas, pela ampliação da pesquisa e do uso da energia nuclear para fins pacíficos e, no campo da defesa, pela construção de submarino a propulsão nuclear.

Em segundo lugar, o mercado internacional para o urânio enriquecido deverá crescer, com expressiva tendência de alta. Enquanto, em 2004, o preço do produto era de US$ 12, em outubro de 2009 subiu para US$ 42,50 por libra peso. Somente no mercado da América Latina, mais de sete usinas nucleares estão sendo programadas.

Em terceiro lugar, o programa de ampliação do nosso parque nuclear, que prevê a construção de oito centrais nos próximos anos, terá assegurado o combustível para seu funcionamento sem depender do beneficiamento externo. Até aqui, o Brasil, para beneficiar o urânio utilizado por suas duas centrais nucleares e em pesquisa para fins pacíficos, utiliza as facilidades de gaseificação no Canadá e de enriquecimento da Europa. Além de economizar mais de US$ 25 milhões, o Brasil terá receita crescente com a exportação do minério enriquecido e passará a competir com os EUA, a Europa e a Rússia para o seu fornecimento no mercado internacional.

Vale ressaltar que restrições constitucionais impedem ações visando à construção de artefatos nucleares. Em 1991, Brasil e Argentina puseram suas facilidades e laboratórios sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA) e se comprometeram a desenvolver o uso da energia para fins pacíficos. O Brasil se tornou signatário do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP) em 1997, em decisão controvertida, especialmente depois de a Índia tornar-se potência nuclear. Não há duvida, portanto, sobre as motivações e os resultados do que se fez até aqui e sobre as finalidades dos ambiciosos programas projetados para os próximos anos, tanto na área civil quanto na área de defesa.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 13 / 10 / 2009

Folha de S. Paulo
"Programa do MEC prevê subsídio para uniforme"

Vestimenta com logotipo do governo será entregue em ano eleitoral

O governo federal lançará ainda neste ano um programa para centralizar a compra de uniformes escolares e financiar parte do custo. O público-alvo são os 50 milhões de estudantes dos ensinos fundamental e médio da rede pública no país. Pelo projeto, que deve ir a audiência pública em novembro, cada peça terá logotipos do governo federal, do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação. As vestimentas chegarão às escolas em 2010, ano eleitoral.

O Estado de S. Paulo
"Governo garante caixa com fundos especiais"

Retenção já representa 24% do superávit primário do setor público no ano

Para engordar o caixa oficial e garantir o cumprimento da meta fiscal, o governo tem retido parte do dinheiro destinado a alguns fundos especiais como Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), Fundo do Regime Geral de Previdência (FRGPS) e outros menos conhecidos como o Fundo da Marinha Mercante. O dinheiro dos fundos deveria atender, em tese, projetos e serviços prioritários. Mas a contenção avança e neste ano o valor retido já representa 24% do superávit primário acumulado por todo o setor público. Dados oficiais mostram que, dos 51 fundos do Poder Executivo checados, 29 estão com sobra de receitas. A diferença acumulada de janeiro a setembro deste ano já supera R$ 10 bilhões.

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