sábado, outubro 10, 2009

Editorial

Vivendo perigosamente

Sidney Borges
Mais uma morte que poderia ter sido evitada aconteceu em Ubatuba. Nicolas Motta dos Santos, de 10 anos, morreu atropelado na última segunda feira quando voltava da Escola Estadual “Esteves da Silva”.

Na mesma escola, dentre os 35 alunos do telecurso, duas viuvas choram as mortes dos maridos em acidentes nos acostamentos da BR-101.

Morrem muitos jovens em acidentes de trânsito em Ubatuba.

Precisamos evitar que isso continue.

Vamos fazer campanhas, insistir no tema do perigo, conscientizar pedestres, ciclistas e motoristas. Vamos tornar nosso trânsito menos agressivo.

Só com esclarecimento e educação isso será possível.

Nossos pêsames aos familiares de Nicolas, vítima inocente de um sistema que precisa ser repensado.

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Mundo novo

Passe livre nos EUA para ex-seqüestrador

De Soraya Aggege, de O Globo:
Parece um presente programado pela História. Ou, pelo menos, um sinal de novos tempos com o governo Barack Obama. É o que disse nesta sexta-feira o economista e jornalista Paulo de Tarso Venceslau, um dia após ter conseguido visto para visitar os Estados Unidos - exatos 40 anos depois de participar do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick e de, em seguida, escapar da morte na prisão da Oban (Operação Bandeirantes). Ele colecionou, nessas quatro décadas, três negativas do consulado por causa do rótulo de "terrorista".


- Não acreditei. Geralmente não chegava nem ao primeiro guichê. Quando passei e o cara do consulado me perguntou por que eu queria ir, disse: "Ouvir um pouco de jazz em Chicago e Nova Orleans e passear pelos centros culturais de Nova York". Daí ele consultou o computador, olhou a papelada e disse: "Está concedido". Pensei: "Não acredito. Serão novos tempos? Obama mudou mesmo as coisas?"

Nenhum dos companheiros de Venceslau na ação, como o ministro Franklin Martins e o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ), conseguiram até hoje. Sempre que o presidente viaja aos EUA, Franklin é substituído por Nelson Breve, seu assistente. (Do Blog do Noblat)
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Nota do Editor - Paulo de Tarso é um cara legal, culto, gosta de conversar e está de bem com a vida. Vai apreciar Nova York. Franklin Martins prefere Cuba Libre. (Sidney Borges)

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Ubatuba em foco

Moradores da pedreira fecham BR-101

Rui Grilo
Hoje, dia 10/10, da 10 às 11 horas, os moradores da Pedreira interditaram o tráfego para protestar contra a morte de Nicolas Motta dos Santos, de 10 anos, sobrinho do Russo da Rádio Gaivota, atropelado na última segunda feira quando voltava da Escola Estadual “Esteves da Silva”.

A população, sensibilizada por mais esta morte e cansada da omissão dos órgãos públicos aos quais já havia encaminhado solicitação de lombadas, iluminação e outras medidas preventivas, resolveu interditar a pista até ter uma resposta. Os moradores portavam faixas e cartazes pedindo iluminação e lombada e, em alguns momentos gritavavam: Justiça! Justiça!

O protesto transcorreu pacificamente. Os moradores conversaram com os motoristas explicando o motivo do protesto e os orientavam para desviarem pelo centro e Perequê Açu.

A polícia rodoviária federal também colaborou fechando a pista e orientando a circulação.

A disposição da população era liberar a pista somente depois da presença de alguma autoridade responsável. Com a chegada do Secretário de Segurança, Andrade Henrique dos Santos e do vereador Silvinho Brandão e após a confirmação de que o DNIT já havia autorizado a colocação de lombadas, foram acertadas duas providências: reunião no DNIT, terça feira, às 14 horas para apresentação do projeto da rodovia; b) construção de lombadas a partir de quarta feira, se as condições de tempo permitirem.

Se as promessas não forem cumpridas, existe a determinação de fechar novamente a rodovia no feriado de Finados.
Rui Grilo
ragrilo@terra.com.br

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A hora da verdade



É hoje

Sidney Borges
Na foto Dom Diego exibe cara de preocupação. Com razão, no lugar dele eu também estaria preocupado. Qualquer um estaria. Um tropeço contra o Peru hoje e a Argentina fica fora da Copa de 2010. Depois só em 2014, quando a disputa acontecerá no Brasil, isto é, se o mundo não acabar em 21 de dezembro de 2012. Previsões seculares dos maias e mais recentes de esotéricos de credibilidade comprovada garantem que não veremos a volta de Lula ao Palácio do Planalto. Dieguito não está nem aí com o fim do mundo, vive preocupado que pensem que Pelé foi melhor do que ele. Maradona está na berlinda, tem uma longa vida pela frente. Depois da brilhante carreira de futebolista tentou a carreira de animador televisivo e agora é o todo poderoso técnico da seleção argentina. Maradona é homem de muitas carreiras. Com muito brilho...

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Guerra aérea

Venezuela doa caças para a força aérea do Equador

AE - Agencia Estado
SÃO PAULO - O presidente Hugo Chávez, da Venezuela, doou seis supersônicos Mirage-50 à aviação militar do Equador. Os aviões, comprados da França há pouco mais de 30 anos na versão III, foram revitalizados, recebendo o motor e o radar do tipo 50. Toda a frota de 22 caças foi desativada em julho por determinação de Chávez. Os jatos entregues à força aérea equatoriana passaram por revisão.


Chávez ofereceu ao governo de Rafael Correa linha de crédito para comprar 12 caças usados Atlas-Cheetah, uma configuração do Mirage III desenvolvido pela África do Sul. O lote completo - mais peças, documentação e componentes - é estimado em US$ 90 milhões. O ministro adjunto de Relações Exteriores de Quito, Lautaro Pozo, disse que há outras ofertas em avaliação, referência indireta a aeronaves desse tipo disponíveis em Israel e no Paquistão. O Equador já empregou esse modelo de caça. Atualmente, só duas unidades estão em condições de uso limitado: ambas estariam voando sem os radares.

Os jatos Mirage-50 cedidos pela Venezuela tem cinco anos, no mínimo, de vida útil. Levam 4,4 toneladas de cargas de combate. Têm autonomia de 2,4 mil quilômetros e voam a 2.200 km/h. O processo de transferência será acompanhado por mecânicos e pilotos venezuelanos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Original aqui)

Nota do Editor - Chávez começou uma corrida armamentista dispendiosa e sem sentido. Junto vai arrastar os companheiros do bloco bolivariano e forçar os países da região a gastar dinheiro. A força aérea da Venezuela está equipada com 24 modernos supersônicos russos SU-30, da afamada casa Sukhoi, o que a torna a mais poderosa ao sul do Rio Grande. Qual será o propósito de Chávez? Desafiar os Estados Unidos? Declarar guerra à Colômbia? Invadir o Brasil? Ou satisfazer o ego do público interno que o apoia e adora bravatas? Ninguém jamais saberá antes que aconteça, Chávez é como Napoleão, imprevisível. (Sidney Borges)

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Opinião

Demanda interna ou investimentos

Editorial do Estadão
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao participar da cerimônia em que foram apresentados os resultados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não escondeu sua preocupação com o "excesso de otimismo" que tomou conta de parte do governo. A advertência era justificada, apenas o ministro não reconheceu sua culpa na criação desse arriscado clima.

O excesso de otimismo cria risco, por diversas razões. Pode-se perguntar se o ministro, ao se referir a uma parte do governo, não queria se resguardar de demandas dos seus colegas, que aumentam em razão das previsões de crescimento da economia, enquanto as receitas estão longe de refletir esse crescimento.

Depois das reações iradas da equipe econômica à advertência do Banco Central, no seu último Relatório de Inflação, de que a evolução da política fiscal poderia levar as autoridades monetárias a elevar a taxa Selic em 2010, o ministro adotou uma posição que pode ser considerada conciliatória. Na opinião dele, a economia brasileira não terá a curto prazo uma taxa de crescimento que possa justificar a elevação da taxa básica de juros.

Essa posição explica que hoje ele condene um excesso de otimismo, já que a economia não deve crescer acima de 5% no próximo ano.

De fato, esse excesso tem efeitos nefastos, pois as empresas podem superdimensionar seus investimentos e recorrer a uma alta de preços para esfriar uma demanda que, em dado momento, não estão preparadas para atender.

Mas o excesso de otimismo decorre da própria política do governo, que cria artificialmente um aumento do consumo das famílias por meio de reajustes do funcionalismo e da política assistencial, sem contrapartida no aumento da produção, justamente quando lança um amplo programa de investimentos, dos quais nem todos elevarão a oferta de bens e serviços de modo duradouro.

Parece que o governo quer imitar o modelo chinês, esquecendo que na China há o suporte de uma poupança superior a 40% do PIB, enquanto no Brasil ela não passa de 17%.
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Manchetes do dia

Sábado, 10 / 10 / 2009

Folha de S. Paulo
"Lula desiste de taxação da poupança"

Para presidente, medida perdeu seu ‘tempo político’; governo teme repercussão negativa perto de ano eleitoral

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a assessores que o projeto de cobrar Imposto de Renda sobre a poupança perdeu seu “templo Político” e que não quer mais envia-lo ao Congresso. Em véspera de ano eleitoral, o Planalto teme a repercussão negativa de uma taxação de 22,5% sobre os rendimentos de cadernetas acima de R$ 50 mil e atrasos na tramitação do pré-sal. Lula só admite repensar sua posição se Guido Mantega (Fazenda) considerar a medida essencial. A própria equipe do ministro, porém, vê a proposta como politicamente inviável, apesar de ser defendida tecnicamente. A ideia de taxar a poupança surgiu após o juro básico ficar abaixo de dois dígitos, o que tornou a poupança mais atraente que parte dos fundos de investimento. Assessores de Lula avaliam que a tendência dos juros é voltar a subir, o que tornaria a medida desnecessária.

O Estado de S. Paulo
"Mais de 1,2 milhão de jovens no País são ociosos, diz IBGE"

Quase 6% da faixa de 18 a 24 anos não estuda, não trabalha e não ajuda em casa

A Síntese dos Indicadores Sociais do IBGE mostra que, em 2008, 1,2 milhão de jovens de 18 a 24 anos não exerciam atividades produtiva – não trabalhavam, não estudavam e não ajudavam em afazeres domésticos. O número representava 5,37% do total da população nessa faixa etária. O fenômeno se deve em boa parte ao desemprego, mas outros fatores, como deficiências, doenças ou simplesmente falta de ocupação, também pesaram, segundo os pesquisadores. A inatividade é maior entre os homens, porque as mulheres, quando não têm emprego, em geral se incumbem de tarefas domésticas. Por outro lado, na mesma faixa etária, passou para 13,9% a proporção dos jovens que cursam uma universidade. Uma década antes, o porcentual era de 6,9%. O índice de brasileiros que freqüentam instituição de ensino superior, independentemente da idade, chegou a 30%. O crescimento se explica pela expansão das universidades e pelo aumento da oferta de bolsas do governo federal.

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sexta-feira, outubro 09, 2009


Política

Nasce o Partido Ecológico de Ubatuba

Engenheiro Guaracy Fontes Monteiro Filho
Nasce em Ubatuba o PEN - 51, o mais novo Partido Político do Brasil, livre e independente da tutela do poder em nossa cidade.

O PEN, foi idealizado pelo grande líder deputado Adilsom Barroso, seu presidente nacional, especialista em articulação partidária, e já está organizado em diversos estados e dezenas de cidades brasileiras.

O PEN nasce propondo a defesa do meio ambiente com a participação de renomados ecologistas e grandes liderenças politicas do país. A festa de lançamento da legenda está marcada para o dia 28 de Novembro, na Cidade de Itanhaem.

Em Ubatuba o partido será comandado pelo jovem Cleber S.S. de Freitas, que também foi incumbido de ser o coordenador regional do partido no litoral norte do Estado. Como força independente, o PEN não se submeterá aos poderosos, pois tem uma proposta séria, atual e de vital importância para o futuro de nosso país e, porque não dizer, de toda a humanidade.

Para maiores informações, visite o blog: "www.pen51ubatuba.blogspot.com".

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Ubatuba

Minha verdade

Comunicado aos filiados do SINDTAPU

Elizabeth Teixeira Leite Isnard Santos

Levo ao conhecimento dos filiados que não participaram da Assembléia Geral Ordinária de, 24-09-09, o que naquela Assembléia comuniquei a todos os presentes e justifiquei em relatório circunstanciado para a todos conscientizar da impossibilidade de conduzir nossa gestão dentro dos princípios e metas que nos conduziram a tão honroso cargo.

A renúncia aconteceu por iniciativa própria, sem a influência de qualquer dos colegas que comigo se solidarizaram e também renunciaram a seus cargos, na Diretoria. Estes também por não suportarem o ambiente existente no Sindicato. Renunciei para atender as lições aprendidas ao longo da vida, quer do ponto de vista funcional e profissional como as extraídas do convívio familiar, que me impediam compactuar com a continuidade das inúmeras irregularidades constatadas e que era impedida de sanar em tempo hábil.

A permanente discordância de pontos de vista de parte da Diretoria, as faltas de respeito e educação cívica de alguns, observada até no dia a dia, criaram situações incontornáveis também em relação a transparência de nossos atos perante os associados e a comunidade, como é o caso da polêmica contratação de cartão de crédito e o absurdo pagamento de inadimplentes por conta do Sindicato.

Eleitos em julho e tomado posse em 14 de outubro de 2008, assumimos com propostas voltadas para a valorização do funcionário defendendo metas que contemplam: Plano de carreira, reforma administrativa, concursos para todos os cargos da Prefeitura, aumento da referência para ter direito a cesta básica, luta contra as terceirizações e os eventuais permanentes etc. Todo isso em clima de diálogo e relacionamento educado e respeitoso com as autoridades, tanto do Executivo como do Legislativo.

A frustração por não conseguir atingir esses objetivos é evidente, mas a desunião da Diretoria e a não aceitação de uma administração aberta, incluindo a prestação de contas mensal não estão de acordo com o que pensamos, admitimos como correto e com as normas constitucionais e estatutárias, do próprio Sindicato, sobre o uso do dinheiro de nossos associados.

O diálogo com a Prefeitura, historicamente sempre difícil e cheio de idas e vindas, vinha sendo estabelecido com dificuldades, mas com possibilidades de avanços face as peculiaridades de cada item colocado nas propostas. Essa estratégia, a da conversação e dialogo educados e respeitosos, não era o modelo aceito por parte da Diretoria, comprometendo e até inviabilizando as negociações. Exemplo palpável tivemos, na última semana de setembro. Seis membros da Diretoria, sem consultar a Presidente e os outros membros, divulgaram folheto sob o título: “Informativo - Educação”. O folheto não tinha nem informação nem educação. As palavras desrespeitosas irritaram as autoridades municipais e muitos filiados que cobraram atitude desta que estava Presidente e que de nada sabia.

Motivos particulares e pressão familiar concorreram para esta difícil decisão.

Sete colegas de chapa me acompanharam na renúncia. Cada um agiu de acordo com a sua consciência e alegando os mesmos motivos acima apresentados.

Retorno a meu trabalho na área da educação agradecendo a todos que apoiaram nosso trabalho. Aos companheiros sindicalizados sugiro ações e mobilização para que as decisões da Assembléia sejam por todos acatadas. São urgentes as mudanças na Diretoria do Sindicato. Não consegui essa mudança. Espero dos filiados a façanha.
Saudações a todos.

Elizabeth Teixeira Leite Isnard Santos.
Ex-Presidente do SINDTAPU.


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Coluna do Celsinho

Nossa Senhora

Celso de Almeida Jr.
Fico encantado com a fé.


Os milhares de romeiros que buscam o Santuário de Aparecida revelam essa força invisível que impulsiona boa parte de nosso povo.

Estou falando apenas de um acontecimento Católico.

Se relacionarmos os diversos cultos das muitas religiões, impressiona a quantidade de gente mobilizada.

Fé...

Espiritualidade...

O professor Gretz, concorrido especialista em palestras motivacionais, muito bem humorado, duvida que - se um avião começar a cair - o mais convicto ateu a bordo deixe de gritar: Meu Deus!!!!...

Pois é.

A grande maioria se agarra à força do divino, do espiritual, do grande mistério.

E, esse precioso sentimento, razão da existência de muita gente, mereceria o maior zelo.

Eu e você, distinto leitor, temos a obrigação de respeitar esta atitude que conforta os aflitos, que minimiza os sofrimentos, que indica soluções, que prestigia a paz, mesmo que, lá no fundo, certa desconfiança tente nos dominar.

Sei que é irritante ver as religiões sendo utilizadas para joguinhos políticos.

Religiosos sérios repudiam as picaretagens promovidas sobre a fé inocente.

Estes, cuja vocação foi revelada de forma comovente, agem com o coração livre de segundas intenções.

Crêem e assim caminham com dignidade.

Muito diferente de oportunistas gatunos, inescrupulosos, que, por mais que falem em nome dos céus, têm vaga garantida num caldeirão fervente.

Contra eles, Nossa Senhora, cuida de mim...

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Artigo

Melou

Serafim Corrêa
A Folha de São Paulo trouxe, ontem, de manchete: "Governo segura restituição".

A matéria explicava que, por conta da queda da arrecadação, o Governo Federal resolvera segurar a restituição de imposto de renda, transferindo boa parte dela para o primeiro trimestre do próximo ano.

Mais tarde, quando a notícia já estava em todos os blogs do país, o ministro Guido Mantega deu a explicação: “Não haverá prejuízo para ninguém já que a restituição é corrigida pela taxa Selic”.

A explicação não resiste a uma pergunta de um aluno do primeiro ano de Economia ou de Ciência Política. Isto porque a Selic, que corrige a restituição, é exatamente a mesma que remunera a Dívida Pública.

O aluno de Economia deve perguntar:

“Ministro, mas se a taxa de juros é a mesma, qual é a diferença entre dever para o contribuinte que pagou a maior e dever para os bancos que compram os títulos da Dívida Pública?”

E o de Ciência Política:

“Ministro, mas se o custo é o mesmo, por que impor a milhares de pessoas que tem dívidas com taxas de juros maiores um enorme custo financeiro, beneficiando os bancos e desgastando o governo junto à classe média?

O Ministro não vai responder. Sabem por que?

A razão é outra.

A arrecadação de Imposto de Renda é um dos componentes da base de cálculo dos repasses do Governo Federal para Estados e Municípios através do Fundo de Participação dos Estados e dos Municípios.

A cada dez dias o Governo apura o arrecadado e diminui o que é restituído.

Imaginemos que a arrecadação foi de 100 unidades e a restituição teria que ser de 20 unidades. A base será de 80 e com isso cairiam mais ainda os repasses em favor de Estados e Municípios com a inevitável gritaria produzida por governadores e prefeitos.

Se, no entanto, a restituição é adiada, a base é 100 e os repasses não diminuem, nem provoca alarido de governadores e principalmente de prefeitos.

É por essa razão, e só por essa, que o Governo Federal está empurrando com a barriga a restituição de Imposto de Renda.

O que não estava nos planos era um repórter sagaz descobrir e a Folha de São Paulo publicar de manchete.

E aí, como diz a garotada, “melou”.

Serafim Corrêa é funcionário da Receita Federal e ex-prefeito de Manaus (Do Blog do Noblat)


Nota do Editor - Palavras proparoxítonas devem ser acentuadas. É o que diz a regra. O nome do ministro é Mântega. Todo mundo pronuncia Mântega. Mân - te - ga. A sílaba tônica é a primeira, "Mân". Deve ser acentuada. Como ninguém usa o sinal gráfico, a pronúncia correta é "Mantêga". Pois é, o ministro Mantêga explicou, explicou e não convenceu. Segurou a restituição do IR. Tungou a grana da classe média. Afinal de contas, alguém tem de pagar a conta. Não é mesmo ministro Mantêga? (Sidney Borges)

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Opinião

Lixo na rua, lixo na mente

Washington Novaes
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10).


Mais de uma vez já foram mencionados neste espaço maus exemplos que o autor destas linhas documentou em Nova York (EUA) e Toronto (Canadá). Na primeira, deixou-se esgotar o aterro para onde iam 12 mil toneladas diárias de resíduos. E a solução foi transportá-las diariamente em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, no Estado da Virginia, e depositá-las num aterro privado, ao custo de US$ 720 mil por dia (US$ 30 por tonelada para o transporte, outro tanto para pagar o aterro). Em Toronto também se esgotou o aterro para onde iam 3 mil toneladas diárias. E se teve de implantar um comboio ferroviário para levá-las a 800 quilômetros de distância. São apenas dois de muitos exemplos. No Brasil mesmo, Belo Horizonte já está mandando lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro tem de exportá-lo para a Baixada Fluminense. Curitiba esgotou o seu aterro, como muitas outras capitais.

Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.

Mas é preciso avançar mais: implantar coleta seletiva em toda parte, encarregar cooperativas de reciclagem de recolher os resíduos já separados, construir usinas de triagem operadas e administradas por elas, onde se pode reciclar cerca de 80% do lixo recolhido - transformando todo o lixo orgânico em composto para uso na jardinagem, contenção de encostas, etc.; todo o papel e papelão, em telhas revestidas de betume, capazes de substituir as de amianto com muitas vantagens; transformando todo o plástico PVC em pellets (para serem utilizados como matéria-prima) ou em mangueiras pretas; moendo o vidro e vendendo-o a recicladoras, assim como latas de alumínio e outros metais. Por esses caminhos se consegue reduzir para 20% o lixo destinado ao aterro. Gerando trabalho e renda para um contingente hoje sem nenhuma proteção.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 09 / 10 / 2009

Folha de S. Paulo
"Nova lei abranda punição a candidatos nas eleições"

Especialistas veem restrição à ação da Justiça em campanhas; relator nega

Pelo menos oito pontos da minirreforma eleitoral sancionada pelo presidente Lula no final de setembro tornam mais brandas ou dificultam punições por irregularidades na propaganda ou na prestação de contas dos políticos, informam Ranier Bragon e Fábio Zanini. A nova lei limita aos partidos, excluindo o Ministério Público, a tarefa de mover ação contra propaganda irregular no rádio e na TV.

O Estado de S. Paulo
"Real se fortalece e Mantega teme 'excesso de otimismo'"

Euforia com o Brasil cresce e leva governo a ver especulação com juros

A euforia com o Brasil e o enfraquecimento global do dólar fizeram a Bovespa atingir ontem o maior nível em 15 meses, com 63.759 pontos, acumulando valorização de quase 70% em 2009. A moeda americana caiu 0,97% e fechou a R$ l,739, a menor cotação do ano. O ministro Guido Mantega (Fazenda) expressou preocupação com o “excesso de otimismo" do mercado sobre o Brasil, vendo nisso o interesse de especular sobre uma eventual alta dos juros. Para o ex-ministro Luiz Carlos Mendonça de Barros, a força do dólar como moeda de reserva global está "abalada". "A atual crise apenas catalisou um processo de reconhecimento de que o dólar não tem mais credibilidade para ser a moeda do mundo." Bancos centrais asiáticos intervieram no câmbio para evitar valorização ainda maior de suas moedas.

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quinta-feira, outubro 08, 2009

Iniciais perigosas



Brasil

Patriotada olímpica

Demóstenes Torres
Houve quem considerou que a revista The New Yorker publicou uma reportagem de 12 páginas sobre a situação devastadora da violência no Rio de Janeiro como argumento preparado para dar suporte à campanha de desestabilização da Cidade Maravilhosa.

A sustenção da revolta dos compatriotas engajados foi o fato de a matéria ter sido editada justamente na semana da escolha da sede das Olimpíadas de 2016.

Vejam que absurdo dizer na capa da revista que as favelas do Rio se tornaram um território aberto à guerra entre policiais e bandidos motivado pela conjugação da negligência governamental com o império dos traficantes de drogas.

O documento jornalístico tem como fundamento a trajetória marginal do narcomafioso Fernando Gomes de Freitas, lugar-tenente da organização criminosa no Morro do Dendê conhecida como Terceiro Comando Puro.

A reportagem traça um perfil detalhado das atividades do desqualificado bandido, que além do tráfico ilegal de entorpecentes – com o qual é estimado ter um ganho mensal de US$ 300 mil – movimenta uma rede de venda de proteção a empresas de ônibus, operadoras de TV a cabo e companhias de venda de gás.

Autoridade máxima na favela, o traficante é descrito como espécie de Deus no Morro do Dendê.

Justiceiro implacável e assassino frio, o tal Fernando relata ao repórter de The New Yorker que se considera um verdadeiro prefeito ao mediar os conflitos da comunidade em que se insere.

Por outro lado, conforme relaciona a folha corrida do marginal, ele não hesita em promover sentença sumária de execução contra quem não concorda ou desobedece seu ordenamento bandido.


O grupo do traficante, segundo a reportagem, é descrito por uma moradora local como “os açougueiros”, justamente pela metodologia de retalhar as vítimas e jogar os corpos despedaçados na Baía da Guanabara, onde os restos mortais viram comida de caranguejo.

A reportagem vai além ao mostrar o lado bandido das milícias, que já governam aproximadamente cem das quase mil favelas do Rio de Janeiro.

A matéria da revista comenta também como a ausência do Estado permitiu que as organizações criminosas impusessem o próprio sistema de justiçamento e tributação, tendo no poder do armamento pesado a palavra de ordem na favela.

Poder que exerce atração irresistível nos jovens do morro em busca de respeito e ascensão social.

Os vícios da estrutura policial também estão contemplados no documento jornalístico, especialmente a ineficiência e a corrupção da função repressora do Estado, descrita como concorrente do crime organizado na cadeia produtiva de negócios escusos.

A matéria menciona inclusive que as polícias do Rio de Janeiro são as que mais matam no mundo e cita números: enquanto na Cidade Maravilhosa os confrontos com bandidos têm um saldo de três mortes por dia, em todo o território americano em 2008 ocorrências desta natureza somaram 371 casos.

O Rio de Janeiro venceu a disputa para hospedar os Jogos Olímpicos de 2016, mas nem por isso continua simplesmente lindo.

Acho fantástico quando vem uma autoridade do Ministério da Justiça se jactar do fato de o dossiê sobre segurança pública elaborado para convencer o Comitê Olímpico Internacional da viabilidade da Cidade Maravilhosa tenha levado “Medalha de Ouro.”

Por questão de otimismo responsável, prefiro aquela máxima do Garrincha de que primeiro temos de combinar com os russos. Com a palavra, o chefe do Terceiro Comando Puro que a polícia é incapaz de prender.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
(Do Blog do Noblat)

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Educação

Fuvest e PUC-SP deixam de usar Enem

Por causa do adiamento, exame não contará pontos nos vestibulares

Fabio Mazzitelli, Ana Bizzotto e Mariana Mandelli
Os vestibulares que selecionam para Universidade de São Paulo (USP) e Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) descartaram o uso dos resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para compor as notas dos candidatos. Anteontem, a Unicamp havia tomado a mesma decisão. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) estuda alterar o calendário do vestibular.

O motivo é o adiamento do exame para 5 e 6 de dezembro, após o vazamento das provas que seriam aplicadas no último fim de semana. O Enem foi cancelado no dia 1º após o Estado ser procurado por dois homens que queriam vender o cadernos de questões. O jornal recusou e denunciou ao Ministério da Educação (MEC).


A intenção da Unesp de alterar seu calendário foi fornecida pela pró-reitora de graduação, Sheila Zambello de Pinho. Mas a mudança tem de ser submetida ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão. Não está descartada uma convocação extraordinária do conselho. O segundo dia do Enem (6 de dezembro) coincide com provas de habilidades específicas da Unesp. As notas do exame valem até 20% da primeira fase da Unesp, que havia informado que poderia aguardar o Enem até 15 de janeiro. Ontem, o MEC fixou 5 de fevereiro como data-limite para entregar o resultado.
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Nota do Editor - Fizeram bem as tradicionais universidades em deixar de lado o marketing do governo. O que é o Enem? Alguma revolução que vai substituir o conhecimento? Os melhores alunos dos colégios particulares serão aprovados sempre, com ou sem Enem. Não acontece o mesmo com os bons alunos das escolas públicas. Embora o material humano seja bom, a escola pública não faz a sua parte. Não ensina. Não cumpre o programa do vestibular. No frigir dos ovos mudar o telhado não altera as más condições das fundações. Antes de cuidar de avaliações é preciso ensinar. No Brasil de verdade a escola não faz a lição de casa. (Sidney Borges)

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Opinião

Vandalismo sem limites

Editorial do Estadão
Absolutamente seguro, como sempre, de sua impunidade, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) perpetrou novo ato de vandalismo, passados quatro dias do engavetamento da proposta de CPI para investigar o repasse de recursos federais à organização, por intermédio de cooperativas e ONGs. A iniciativa caiu quando, a pedido do Planalto, deputados retiraram o seu apoio à investigação - o comércio de assinaturas em projetos do gênero, por sinal, é uma conhecida prática desmoralizante no Congresso. Segunda-feira, na Fazenda Santo Henrique, da multinacional brasileira Cutrale, em Borebi, no interior paulista, ocupada desde 28 de setembro por 350 invasores, os sem-lei literalmente tratoraram 7 mil pés de laranja.

O espetáculo, que o próprio ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, o principal interlocutor do movimento no governo, considerou "grotesco", foi filmado por um cinegrafista da Polícia Militar a bordo de um helicóptero. As imagens da violência levaram por sua vez o presidente do Incra, Rolf Hackbart, a se declarar "indignado" e a afirmar que "condena com veemência" mais esse ato criminoso. É como se eles tivessem descoberto subitamente o que pretende e a que meios recorre - há longos anos - essa que é o que de mais parecido existe no Brasil com uma organização terrorista. E como se tais autoridades não a amparassem, por ação ou omissão.

Hackbart, por exemplo, diz que o comportamento do MST "não contribui para a reforma agrária". Ele está cansado de saber que a reforma é mero pretexto para o objetivo estratégico do movimento de "promover uma revolução em estilo zapatista a partir do campo brasileiro", como assinalou o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. No caso da fazenda saqueada, o Incra ecoa a alegação do MST de que a propriedade de 40 mil hectares está instalada em terras griladas da União. A Cutrale tem uma sentença a seu favor, que o Incra contesta na Justiça Federal. Na terça-feira, um juiz de Lençóis Paulista deu a reintegração de posse à empresa. Embora o coordenador estadual do MST, Márcio Santos, um dos responsáveis pela invasão, tenha afirmado que a ocupação continuaria e que mais pés de laranja poderiam ser destruídos, os invasores foram retirados na manhã de ontem. Deixaram como rastro da sua sanha predatória mais de 20 tratores depredados.

A razzia pelo menos motivou a oposição a tentar reviver com outro nome a descartada CPI que investigaria a entrega de recursos oficiais ao MST. Sob o patrocínio das bancadas do DEM, passou a circular no Congresso um requerimento para a criação de uma CPI Mista do Campo, que trataria também - com o risco de se tornar dispersiva e chover no molhado - "a estrutura fundiária brasileira, em especial a execução da reforma agrária". No Executivo, a nova demonstração de truculência emessetista poderá se revelar "um tiro no pé", prevê o ministro Guilherme Cassel. Adiaria o cumprimento da promessa feita pelo presidente Lula em agosto de atualizar os índices de produtividade no setor rural, baseados no censo agropecuário de 1975, usados para decidir se uma determinada terra pode ser desapropriada para fins de reforma agrária.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 08 / 10 / 2009

Folha de S. Paulo
"Governo segura restituição do IR"

De R$ 15 bi a serem devolvidos até dezembro, R$ 3 bi só devem sair em 2010, para compensar arrecadação menor

O governo federal começou a atrasar o pagamento das restituições do Imposto de Renda das pessoas físicas, na maioria trabalhadores de classe média, para compensar parte da queda na arrecadação de tributos no ano. A ordem foi dada à Receita pelo Ministério da Fazenda. De R$ 15 bilhões que seriam devolvidos até dezembro, cerca de R$ 3 bilhões só devem sair no primeiro trimestre de 2010. De junho a outubro, já houve redução de 21,7% nas restituições.

O Estado de S. Paulo
"Governo quer neutralizar auditorias em grandes obras"

Ideia é tentar acelerar liberação de projetos do PAC, da Copa e da Olimpíada

O governo decidiu buscar um amplo acordo para agilizar a liberação dos projetos relativos à exploração do pré-sal e às obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Serão procurados empresários, sindicalistas, governadores, prefeitos, Congresso e Ministério Público, além do Tribunal de Contas da União que há uma semana recomendou a paralisação de 41 obras federais, sendo 13 do PAC. O objetivo do governo é flexibilizar as auditorias do tribunal e acelerar os processos de concessão das licenças ambientais do Ibama. De acordo com o ministro Alexandre Padilha (Relações Institucionais), cada um dos três projetos – pré-sal, Copa e Olimpíada - deverá ter "regras próprias", regulando os processos licitatórios dessas áreas, o que restringirá sua avaliação legal.


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quarta-feira, outubro 07, 2009

As aves que aqui gorgeiam...


Green-headed tanager - Foto: Cristian Andrei

IV FESTIVAL DE OBSERVAÇÃO DE AVES DE UBATUBA 2009
de 03 de Outubro a 03 de novembro

PROGRAMAÇÃO
Veja os Hotéis e Restaurantes participantes

03 de Outubro - Sábado
08 horas - lançamento “live bird cam” Observação on-line das aves do Itamambuca Eco-resort
10 horas - Inauguração do Ubatuba Birdwatchig Centre - local Rancho do pica pau (Casanga)
16 horas - Abertura da exposição de trabalhos dos fotógrafos, artistas e artesãos da cidade
Local: Ubatuba Palace Hotel.

04 de Outubro - Domingo
14 horas - Exposição de Desenhos “Meus primeiros pássaros”
- Apresentação teatral das crianças do Namaskar
- Apresentação de dança do ventre
Local: Ubatuba Palace Hotel.

05 de Outubro - Segunda
19 horas - Noite de autógrafos do lançamento do livro“O encanto das aves” local Livraria Cultura - Shopping Villa-Lobos - São Paulo.

07 de Outubro - Terça
10 horas - início da exposição itinerante das fotos vencedoras do Avistar/Itau BBA. Local - calçadão da Maria Alves

08 de Outubro - Quinta
11 horas - exposição itinerante das fotos vencedoras do Avistar/Itau BBA. Local - Shopping Porto Itaguá
19 horas - Noite de autógrafos do lançamento do livro“O encanto das aves” local Anchieta Café.

10 de Outubro - Sábado
Curso de fotografia - J.Quental

11 de Outubro - Domingo
Curso de fotografia - J.Quental
Roteiro das aves de Ubatuba - conhecendo as melhores trilhas da cidade

12 de Outubro - Segunda
safari fotográfico “A captura da Calyptura”
Roteiro das aves de Ubatuba - conhecendo as melhores trilhas da cidade

22 de Outubro - Quinta
ciclo de palestras

23 de Outubro - Sexta
ciclo de palestras

24 de Outubro - Sábado
Ciclo de palestras
Curso Filmagem de aves - Luciano Breves
Curso de observação e identificação de aves CEO/USP
Saida “a captura da Calyptura”

25 de Outubro - Domingo
Curso de observação e identificação de aves CEO/USP (prática)
Saida on-line com Luciano Breves
Curso de observação e identificação de aves CEO/USP
Saida “a captura da Calyptura”

27 de Outubro - Terça
Curso de observação e identificação de aves CEO/USP (prática)
Saida on-line com Luciano Breves
Curso de observação e identificação de aves CEO/USP
Saida “a captura da Calyptura”

28 de Outubro - Quarta
Desfile da cidade - carro alegórico escola Madre Glória

30 de Outubro - Sexta
I Encontro nacional dos fotografos de aves - Wikiaves (de 30 de outubro a 02 de novembro)

31 de Outubro - Domingo
safari fotográfico “A captura da Calyptura”

01 de Novembro - Domingo
Atividades Wiki Aves

02 de Novembro - Segunda
Encerramento
Fonte: Ubatuba Birds

Ubatuba em foco

Crônica de uma morte anunciada

Rui Grilo
Sábado, às 10 horas, a BR-101 deverá ser fechada pelos moradores da Pedreira com o objetivo de sensibilizar as autoridades para que instalem lombadas, passarela ou sonorizadores para que outras pessoas não percam a vida no local.

Próximo à Pedreira Baixa, os atropelamentos só diminuíram depois da instalação de lombadas, como resultado de protestos após a morte de um morador. Próximo à Pedreira Alta, os motoristas aproveitam a reta para aumentar a velocidade além do permitido. Na temporada fica quase impossível a travessia. Os ciclistas trafegam no escuro sem qualquer adesivo com pintura refletiva que permita a visualização à distância. Assim, logo que assumi a presidência da Associação dos Moradores do Bairro da Pedreira – AMBAPE – no início da primeira administração do Dudu, encaminhei solicitação ao DNIT, com cópia à Prefeitura e ao Conselho Tutelar solicitando a colocação de lombadas e iluminação na BR-101. Depois de muito tempo o DNIT colocou duas placas orientando que esse trecho da rodovia próximo à Pedreira Alta é zona de travessia de escolares. No entanto, o mato encobre as placas Perto das eleições, depois de muita cobrança, a Prefeitura instalou um bico de luz.

De antemão sabíamos que essas medidas eram inócuas devido a falta de educação de motoristas e ciclistas. A falta de iluminação dá impressão aos motoristas a impressão de que é um trecho sem moradias e a travessia da pista é um exercício arriscado, uma verdadeira roleta russa. Alguém pode estranhar o encaminhamento ao Conselho Tutelar e eu me explico .

No bairro não há escolas e as crianças e adultos tem que atravessar a pista para ir às escolas. Cabe ao Conselho Tutelar orientar as políticas públicas no sentido de defender o direito e a integridade da vida de crianças e adolescentes. No ofício, alertava ao Conselho Tutelar sobre os riscos, inclusive de violências sexuais, devido à falta de iluminação. Não sei se o Conselho Tutelar tomou alguma medida porque aqui, os órgãos públicos não têm como norma responder aos cidadãos prestando contas de sua atuação.

Agora, fica a dor da família de Nicolas Motta dos Santos, 10 anos, sobrinho do Russo da Radio Gaivota, que foi atropelado nesta segunda feira, às 19 horas, quando voltava da Escola Estadual Esteves da Silva.
Rui Grilo
ragrilo@terra.com.br

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Descrição

Eu vejo uma paisagem

Sidney Borges
Tenho saudades do curso primário, da São Paulo tranqüila e do cheiro de bolacha da fábrica Confiança, que ficava ao lado da escola. Também tenho saudades dos cartazes que as professoras penduravam na lousa e pediam para que descrevessemos. Depois corrigiam o estilo e a gramática. Era preciso escrever corretamente. Hoje encontrei essa foto na Internet. Bateu a saudade. Do céu azul. Já choveu bastante. Está na hora de parar. Por favor chuva ruim, vá molhar o deserto do Saara e nos deixe em paz. Secos.

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Esse mundo é dos loucos...

Corte condena saudita à prisão e mil chibatadas por falar de sexo na TV

da Associated Press, em Riad (Arábia Saudita)
Uma corte saudita condenou nesta quarta-feira Mazen Abdul-Jawad a cinco anos de prisão e mil chibatadas por falar publicamente sobre sexo depois que ele deu uma entrevista a um programa de TV sobre sua vida sexual.


O advogado de Abdul-Jawad, Sulaiman al-Jumeii, afirmou que vai apelar à sentença e que está confiante que a pena imposta a seu cliente, que inclui ainda banimento a viagens e a falar com a imprensa por cinco anos após sua libertação, será revogada.

Falar sobre sexo publicamente é um tabu na ultraconservadora Arábia Saudita, uma das mais radicais neste tema da sociedade árabe.

Al-Jumeii afirma que Abdul-Jawad foi enganado pelo canal libanês LBC, que veiculou a conversa, já que não sabia que em vários momentos que ainda estava sendo gravado.
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Nota do Editor - Cada povo com suas tradições, usos e costumes. No Japão há banhos públicos onde a nudez é normal. No entanto, uma estátua de figura humana nua é considerada ofensiva. No Brasil dos militares o filme "O último tango em Paris" foi considerado perigoso. Atentava contra a moral cristã e poderia colocar em risco a estabilidade da família brasileira. Afinal de contas a Copa do Mundo havia sido conquistada no México e o milagre estava bombando. Ame-o ou deixe-o era o tema. Parece que está no ar novamente. "Médici ou mude-se" corre o risco de ser substituído por "Lula ou aeroporto". O filme acabou por tornar-se um divisor de águas. Nas festinhas da intelectualidade formavam-se dois grupos. Quem viu o filme nas telas e quem leu no Cahiers du Cinéma. Não chegavam a cuspir uns nos outros, mas havia notório ressentimento. O certo é que para ver o filme era preciso viajar. Por capricho dos "Delfim Boys", a viagem era dispendiosa. Havia o depósito. Era preciso pagar salvo-conduto para sair do país. Só a zelite viajava. Anos depois fiquei aborrecido com a performance bezuntada da "bad trip" de Marlon Brando e Maria Schneider. Mas isso é assunto para minhas crônicas de cinema. Agora o papo é sobre loucuras do mundo. Vivemos em um grande hospício. Sem muros... (Sidney Borges)

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Opinião

A destinação do lixo

Editorial do Estadão
Desde domingo o Aterro Sanitário São João deixou, finalmente, de receber lixo, depois de 17 anos de funcionamento e de vários anúncios da sua desativação. Enquanto funcionou, recebia quase metade das 13 mil toneladas de lixo doméstico da capital e acumulou um total de 28 milhões de toneladas de lixo - uma montanha que chegou a 160 metros de altura, o equivalente a um edifício de 45 andares.

No Município da capital não há mais nenhum grande aterro sanitário em funcionamento. Em 2007, o Bandeirantes, localizado em Perus, na zona norte, já havia atingido o seu limite de carga. Hoje, quase todo o lixo doméstico paulistano é exportado para duas áreas nos municípios de Guarulhos e de Caieiras, numa operação cara e criticável do ponto de vista ambiental.

Pelo contrato de concessão, a EcoUrbis - empresa que administra o Aterro São João - arca com os custos da coleta, transporte e destinação final dos resíduos e aguarda, há pelo menos três anos, a licença para a construção de um novo aterro, em área de 435 mil m², vizinha do São João. Uma vez obtida a licença, serão necessários seis meses para a construção do novo depósito e adaptação do terreno.

Burocracia na licença de instalação, danos ambientais e altos custos são os inconvenientes desse modelo de destinação do lixo doméstico - que diminuem consideravelmente com a adoção bem-sucedida da coleta seletiva, como mostram as experiências de cidades dos Estados Unidos, Japão e Europa. Os materiais recicláveis são separados e os de alta combustibilidade (como o entulho de construção) se destinam à geração de energia. Esse sistema é economicamente mais atraente do que os aterros que, embora também possam servir como fontes de energia - com o aproveitamento do metano resultante do lixo -, têm vida útil limitada a 15 anos, em média. Quando o próprio resíduo é diretamente usado na geração de energia, a produção é permanente.

O governo do Estado de São Paulo anunciou, há algumas semanas, que está na fase final a elaboração de um plano para a construção de usinas de incineração de lixo. Pretende-se com isso evitar a construção de novos aterros nas regiões metropolitanas e no litoral norte do Estado. A Emae - empresa estadual para geração de energia - pretende utilizar o lixo para geração de vapor e energia elétrica. Os resíduos resultantes da queima poderão ser utilizados na fabricação de blocos para a construção civil.

Uma usina com capacidade de queimar mil toneladas de lixo por dia custaria aproximadamente R$ 250 milhões. No Brasil, conforme dados da Fundação Getúlio Vargas, a construção de um aterro capaz de receber 2 mil toneladas de resíduos por dia custa mais de R$ 525 milhões. O Aterro São João recebia o triplo desse volume de lixo.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 07 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Oferta de ações do Santander do Brasil bate recorde do ano"

Banco pode obter até R$ 14 bi com venda de papéis e deve se aproximar do Bradesco em valor de mercado

O Santander, quarto maior banco brasileiro, concluiu a maior captação de recursos deste ano no pais com a venda de novas ações. A instituição já obteve R$ 12,3 bilhões. Se confirmada a previsão de captar R$ 14,1 bilhões, a venda vai superar a abertura de capital da construtora chinesa CSCEC (R$ 12,8 bilhões) e ser a maior do mundo em 2009. As ações do banco estreiam hoje nas Bolsas de São Paulo e de Nova York, em meio a grande expectativa entre os investidores.

O Estado de São Paulo
"Nova data definida para o Enem atrapalha vestibulares"

Marcada para 5 e 6 de dezembro, prova vai coincidir com outros exames

O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será feito nos dias 5 e 6 de dezembro. Com isso o uso da nota em universidades públicas paulistas se torna difícil. O Enem não deverá contar pontos ao menos na primeira fase da Fuvest, que seleciona para a USP. A Unicamp já anunciou que deixará de adotar a nota por causa do adiamento do exame, causado pelo vazamento da prova, revelado pelo Estado na semana passada. Para USP, Unicamp e Unesp, o Enem equivale a até 20% da nota para a maioria dos alunos. Das federais cujo vestibular coincidirá com o Enem, a de Brasília mudou a data (12 e 13 de dezembro) e duas outras ainda não decidiram o que fazer. Com o adiamento do Enem, o Ministério da Educação prorrogou o prazo para alunos que quiserem mudar a cidade em que farão a prova.

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terça-feira, outubro 06, 2009

Acontecendo na cidade

Inpe e Nasa realizam conferência sobre a atividade do Sol em Ubatuba

O Inpe estuda os processos básicos da interação Sol-Terra através de observações e simulação computacional

Do VNews (original aqui)
Até sexta-feira (9), cientistas de diversos países estão no Brasil para apresentar pesquisas sobre a influência da variabilidade solar sobre fenômenos geofísicos e heliosféricos. O International Living With a Star – ILWS, em Ubatuba, é organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e pela agência espacial americana, NASA.


O evento abordará os seguintes temas: Influência da atividade geomagnética e solar no clima terrestre; Magnetosfera; Ionosfera; Heliosfera; Eletrodinâmica de baixa latitude, e Tempestades magnéticas severas. Fenômenos como as tempestades geomagnéticas severas, que acontecem quando partículas muito energéticas e campos magnéticos muito intensos emitidos pelo Sol atravessam o meio interplanetário e interagem com o campo geomagnético da Terra, podem causar prejuízos em satélites e afetar as telecomunicações e o Sistema de Posicionamento Global (GPS).

O Inpe estuda os processos básicos da interação Sol-Terra através de observações e simulação computacional. Em colaboração com instituições estrangeiras, os pesquisadores utilizam dados de observatórios geomagnéticos e satélites para o estudo da atividade solar, do meio interplanetário, do campo magnético terrestre e das condições ionosféricas.

Informações sobre o evento em Ubatuba estão disponíveis na internet.

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Charge - Amarildo


Original aqui

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Deu na Folha

Emparedando Serra

De Renata Lo Prete: (original aqui)
Além de ter convencido Ciro Gomes (PSB) a mudar seu domicílio eleitoral para São Paulo, facilitando a vida de Dilma Rousseff (PT) e complicando a de José Serra (PSDB), Lula está empenhado em evitar que o tucano Aécio Neves aceite ser vice numa chapa encabeçada pelo correligionário paulista.


O assunto foi discutido na conversa que o presidente e o governador de Minas tiveram há uma semana em Brasília. Atencioso e sedutor, Lula aconselhou Aécio, 49, a não se afobar. Seu tempo chegará, disse. Não vale a pena se acorrentar ao futuro de Serra. Muito melhor a segurança oferecida pela vaga no Senado. O presidente ainda sugeriu que Aécio indique Itamar Franco (PPS) para compor a chapa com Serra.

Nota do Editor - Cuidado Aécio. Política é coisa de momento. O Senado esconde talentos e você é talentoso. Não entre na conversa do "Sapo Barbudo". Quércia poderia ter sido bem sucedido em 1989, deixou pra depois e sumiu do mapa. Proponha ao Lula apoiá-lo, você vai pro PMDB e Dilma sai do páreo. Não se asssuste com a cara feia que ele vai fazer. O bicho não cogita em largar o osso, mas parece que o osso está liso qual budião ensaboado. Budião é peixe de mar, vocês aí em Minas não devem conhecer. Abraço. (Sidney Borges)

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A ponderar...

Ficha suja ou voto limpo?

Joaquim Falcão no Blog do Noblat (original aqui)
Independentemente do destino que vier a ter no Congresso Nacional, o projeto de lei de Iniciativa popular, proibindo candidaturas de políticos com processos na justiça, a possibilidade do voto limpo já é real.

O movimento iniciado o ano passado por Mozart Valadares da Associação dos Magistrados do Brasil já é vitorioso. E já para estas eleições de agora. Por um motivo simples.

O Tribunal Regional Eleitoral (TER) do Estado de Minas Gerais decidiu colocar no seu site já para estas próximas eleições, a relação, on line, com o nome de todos os candidatos e informações pertinentes aos processos judiciais de que façam parte.

Se todos os tribunais eleitorais, federais, estaduais ou trabalhistas tomarem a mesma atitude, o eleitor em todo o país terá todas as condições de estar bem informado ew decidir pelo voto limpo.
Não precisa que o Congresso Nacional faça uma triagem ou assuma a responsabilidade que no fundo é do próprio eleitor. Proibir esta ou aquela candidatura. Vetar este ou aquele candidato, com o risco de ferir o princípio da presunção de inocência.


Quem terá esta responsabilidade será o decisor maior, o juiz maior: o eleitor bem informado. Basta acessar a informação disponível. A grande novidade é justamente esta.

Antes estas informações estavam escondidas nos diários oficiais, de linguagem codificada, difícil e fragmentada em cada vara, e em cada tribunal.

Com exemplo do TRE de Minas Gerais, sobretudo se a configuração do site for de fácil acesso e de linguagem simples e compreensível, a informação se faz luz do dia. Imediata e disponível igualmente a todos. Não haverá informações privilegiadas. Maior democracia não há.

Evidentemente se mais tarde o Congresso passar legislação mais restritiva, como pondera o presidente Michel Temer, exigindo pelo menos condenação em duas instâncias para a proibição da candidatura, e evitar injustiças, melhor ainda.

Num país onde a pena é o processo, onde a denúncia irresponsável muita vez vale por condenação definitiva não devemos menosprezar a presunção de inocência.

O problema surgiu pela impaciência do eleitor com a lentidão do judiciário em tomar suas decisões e do corporativismo do Legislativo. É o que sugere a pesquisa de O Globo que diz que 83% dos eleitores querem proibir candidatura logo na primeira instância, e 49% bastando ter um processo em andamento.

Este projeto de lei de Iniciativa Popular é a evidência maior de até onde podemos ir em radicalidades, quando a justiça é lenta e não funciona. Trata-se de nítida reação popular, um by pass, a lentidão judicial.

O melhor de tudo é que ao colocar nas mãos do eleitor a informação que ele precisa para saber se o candidato tem ou não ficha suja, o problema deixa de ser o candidato, o político, a ficha. O problema passa a ser os critérios que o eleitor adota.

Nenhum candidato de ficha suja chega ao Congresso com voto limpo. Será cada dia mais difícil haver esta dicotomia às vezes muito cômoda: eleitor limpo e candidato sujo.

Nota do Editor - O eleitor brasileiro não tem condições de julgar a partir da Internet. Todos sabemos, mas muitos fingem não saber, que votos são comprados e vendidos como qualquer mercadoria. Na região de Ubatuba eleitores são importados de regiões carentes. Transferem o título e ajudam a manter no poder coronéis do século XIX. Em troca ganham indicações de áreas para invadir. E alguns tijolos. Depois o coronel legaliza o barraco. O governo tem de proibir fichas sujas. Você daria a administração de sua empresa a alguém que responde por roubo? Por que dar então a sua cidade, o seu estado, o seu país? O Brasil é contraditório, por vezes esquizofrênico. (Sidney Borges)

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Opinião

A infidelidade consentida

Editorial do Estadão
Foi como se a Justiça Eleitoral não tivesse resolvido, em 2007, que os partidos são os donos das cadeiras ocupadas nas câmaras legislativas pelos candidatos que por eles se elegeram - e que, portanto, perderia o mandato o político que, a qualquer momento, saltasse de uma legenda para a outra, salvo em poucas circunstâncias previamente estipuladas, tendo o partido prejudicado o direito de preencher a vaga aberta com o primeiro da lista de seus suplentes. Nos últimos dias, dezenas de políticos, para ficar apenas no plano federal, correram a mudar de sigla enquanto houvesse tempo - a um ano das próximas eleições, terminou no dia 4 o prazo para a filiação a alguma legenda de quem queira disputá-las. O chamado instituto da fidelidade partidária, logo se vê, ainda não pegou.

Mais uma vez os políticos em trânsito escancararam para a opinião pública que eles só têm compromissos com as suas chances nas urnas e que, na maioria esmagadora dos casos, os partidos não passam de hospedarias em que a entrada e a saída de trânsfugas são reguladas, não pelas leis, muito menos por qualquer coisa parecida com identidade de ideias, mas pelos cálculos de conveniência de parte a parte - as afinidades eletivas, para dar à expressão de Goethe o mais raso sentido literal. Em 2005, quando nada obstava o ir e vir pelas agremiações, cerca de 60 políticos de maior projeção trocaram de alojamento - uma troca de seis por meia dúzia, diria um cínico -, quase sempre para se candidatar a prefeito no ano seguinte. Agora, embora a infidelidade esteja sujeita a punição, houve 31 transferências.

Em parte, a culpa é da própria Justiça Eleitoral. Dos 18 políticos julgados por pular a cerca desde a entrada em vigor da resolução concebida para dar consistência ao sistema de partidos, apenas um, o deputado federal Walter Brito, perdeu o mandato - e isso depois de encarniçada resistência do então presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia. Em geral, os trânsfugas conseguem se safar invocando as condições em que a transferência é permitida (perseguição política é o pretexto de praxe). Em parte, a culpa é dos partidos, quando - também por cálculos políticos - abrem mão de cobrar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cadeira que poderia lhes ser devida, com a remoção do ocupante que os deixou.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 06 / 10 / 2009

Folha de São Paulo
"Receita aperta fiscalização sobre o IR da classe média"

Fraudes em deduções já renderam multas superiores a R$ 400 mil

A Receita apertou o cerco contra fraudes em deduções do Imposto de Renda, praticadas sobretudo pela classe média, informa Leonardo Souza. As primeiras autuações ficaram em cerca de R$ 150 mil por contribuinte. A ação começou por Brasília, onde já foram autuadas aproximadamente 700 pessoas. Depois, foi estendida a vários Estados. Documentos obtidos pela Folha mostram casos de multas superiores a R$ 400 mil.

O Estado de São Paulo
"Pressão faz Honduras sustar estado de sítio"

Normalidade era condição de Zelaya para negociar fim da crise

O governo de facto de Honduras anunciou a revogação do decreto que instaurou o estado de sítio desde o dia 26, informa a enviada especial Denise Chrispim Marin. O recuo se deu em meio a intensa pressão externa e a sinais de discordância entre simpatizantes do regime, por causa dos efeitos da suspensão das liberdades individuais. O fim do estado de sítio era condição do presidente deposto, Manuel Zelaya, para a tentativa de diálogo que a Organização dos Estados Americanos pretende mediar nesta semana. Na Turquia, o FMI e o Banco Mundial, que reconhecem só o governo de Zelaya, informaram que Honduras receberá ajuda assim que a situação se normalizar, relata o enviado especial Rolf Kuntz.

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segunda-feira, outubro 05, 2009

Brasil

O que vai pelo mundo...

Sidney Borges
Semana agitada a que passou. As Olimpíadas tomaram conta do noticiário deixando Zelaya e o pré-sal em segundo plano. O Brasil vai ser foco das atenções mundiais. Em 2014 sediaremos a Copa do Mundo, em 2016 as Olimpíadas. Para completar o quadro falta um brasileiro ser indicado ao Prêmio Nobel. Paulo Coelho, Nobel de Literatura. Lula ficaria bem com o Nobel da Paz. Ou da "Sabedoria Suprema" que ainda não existe, mas pode ser criado para ele. Já Zelaya não vai bem na fita. É um trapalhão sem graça. Quando a novela que protagoniza e que já dura meses acabar, se é que vai acabar, ele deverá fundar uma ONG ambientalista e fixar residência em Brasília. E visitar todos os dias os gabinetes de Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia. Vingança maligna. Serra já mandou avisar que as verbas das obras da Olimpíada estão garantidas. Serra é gosador, em 2016 ele deverá estar no segundo mandato. Por falar em sucessão, a próxima jogada de marketing do Planalto é dar vida amorosa à candidata Dilma. Estão buscando um namorado. Tenho um bom nome, Favre, trotskista da gema. O ex da Marta Suplicy é respeitado nos círculos esquerdistas por ter lido e relido os três volumes de Isaac Deutscher. Dizem que é capaz de citar capítulos de "O Profeta Banido". Com olhos marejados. Um único senão. Favre é argentino. O técnico de futebol Leão já manifestou parecer contrário à convocação. Não vai ser fácil encontrar um pombinho. Não há revolucionários disponíveis. Depois da queda do muro renderam-se aos mercados. Traidores. Aos mercados e aos perfumes das mulheres da zelite. Para fazer a revolução, vinde as guerrilheiras. Para partilhar a cama, vinde as burguesas perfumadas.

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Coluna do Mirisola

Para ser civilizado

Marcelo Mirisola*

Alguém ainda se lembra de Guilherme de Pádua?

O assunto é antigo. Remete ao começo dos anos 90. No mesmo dia - ou um dia antes - em que Fernando Collor renunciou à Presidência da República.

Claro que não vou falar da crise em Honduras. Era só o que me faltava. Diferentemente do Zelaya, não sou besta de frequentar mulher de amigo meu – e ainda por cima desfrutar da casa dele. Daí que, na absoluta falta de lugar melhor para amarrar meu jegue, acabei me lembrando de uma entrevista concedida pelo ex-ator global faz uns quatro anos ou cinco anos. Recorri ao Google. Com a invenção do Google, a memória virou um treco promíscuo e perigosamente enciclopédico, principalmente para tipos esquecidos e folgados como eu.

Pois bem. Dei uma googlada, e achei o que queria. Depois de um tempão, Guilherme de Pádua, o ex-galã global, assassino confesso da filha da novelista Glória Peres, aparece na minha frente. Numa entrevista que concedeu a um jornal de grande circulação de São Paulo. Um oásis - não a entrevista em si, mas as associações inusitadas que fiz a partir das considerações do ex-galã. Ganhei uma crônica.

Entre outras coisas, Guilherme de Pádua disse que saía pouco de casa e que, às vezes, quando reconhecido, levava umas cuspidas porque seus agressores sabiam que ele, na condição de ex-monstro, jamais poderia reagir. Ou seja, por força do precedente havia se transformado num manso. O primeiro pensamento que me ocorreu foi: "Reintegrou-se".

Aí fui adiante, e pensei: "Isso não quer dizer que está arrependido. Mas o cara pagou pelo crime. Exigir arrependimento só iria atrapalhar as coisas. Aí já era demais. O que vale é que sua reação diante da volúpia da sociedade é impecável, age, portanto, dentro das expectativas do Código Penal: a lei fora cumprida à risca... esse cara é um civilizado".

Como ele, quero crer que centenas de ex-monstros, hoje, depois de cumprirem suas penas, também foram soltos e estão por aí fazendo compras no supermercado, amando mulheres bonitas e desequilibradas, torcendo para o time adversário ir para a segunda divisão, e talvez - por que não? - tenham mesmo se regenerado (isso não tem nada a ver com arrependimento, repito).

Pensei mais: "Esses caras são peças imprescindíveis para que eu possa controlar meus ímpetos homicidas. Ora, se é assim, tenho que aceitar de bom grado os gerúndios das mocinhas do telemarketing, bem como as ações sociais do grupo Xuxa".

Resolvi esticar um pouco mais meus pensamentos: "Seria bom se eu tivesse certo, mas a realidade é outra. Não é como eu quero".

Tenho que aceitá-la?

Eis a questão. Em caso positivo, corro o risco de ser mais civilizado do que ex-galã da Globo. E é aí que mora o perigo. Se eu fosse levar adiante esse raciocínio, deveria também acreditar no sistema prisional brasileiro. No Papai Noel, nos juros culturais do Itaú e no prêmio Jabuti.

O que pensar? Em primeiro lugar, meu ímpeto de cometer vários assassinatos em circunstâncias outras, foi freado. Só isso. Apenas freado. Daí que - conforme uma regrinha de três que aprendi no ginásio - posso afirmar o seguinte: eu e o pessoal que cospe no Guilherme de Pádua somos tão hediondos quanto, ou, na melhor das hipóteses, menos críveis do que ele – uma vez que não prestamos nem para dar termo à nossa monstruosidade. Civilizados pela metade. Se fosse para ser rigoroso, poderia pensar: menos civilizados do que Pádua, que – em tese - regenerou-se.

A diferença é que - até agora - os cuspidores apenas cuspiram. Os linchamentos físicos e metafísicos estão no ar: mais latentes do que nunca em mim, e no cuspe dos meus iguais. Semana passada, na Tijuca, tivemos um exemplo claro disso. Foi uma felicidade geral ver o sequestrador tombar com um tiro certeiro do atirar de elite.

A violência e a urgência do extermínio – vejam só - são sintomas da mesma civilização que perdoa e se regenera. Vale dizer: a opção social é pela "lucidez", pela lei, pela ordem e pelo cuspe a distancia, digo, tiro de elite. E o pior: aposto que esse sintoma é evidentemente mais real no atirador de elite, em mim e na torcida do Flamengo do que foi no próprio Guilherme de Pádua minutos antes de cometer o crime ou no garoto que não conseguiu puxar o pino da granada antes de levar um pipoco nos miolos. Se não fosse assim, não festejaríamos o tiro certeiro.

Sabem por quê? Eu tenho uma desconfiança: porque no “nosso caso” não se trata apenas de uma questão circunstancial, de uma filhadaputagem feita num momento de torpe loucura, de um crime previsto no Código Penal – mas de administração, Faustão aos domingos, prolongamento do sintoma de civilização, acumulação, cuspe parcelado e a longa distância.

No entanto, essa "diferença" ou aquilo que me faz estar do lado da lei e da ordem (e do linchamento) nada mais é do que um disfarce do monstro. Parece óbvio, né? Eu não me surpreenderia comigo mesmo se, qualquer dia desses, me pegasse agradecendo ao ex-galã global por ter me cedido a vez na fila do McDonalds. Ou se cumprimentasse afetuosamente o major do Bope que liquidou o sequestrador da Tijuca. Um doce de criatura, esse major, aliás. O tipo do cara que nasceu para esquentar mamadeira em festinha de criança. No dia seguinte, a TV promoveu um encontro entre ele e a senhora salva pelo seu tiro de elite. Nem a Ana Maria Braga conseguiria realizar um momento tão quentinho e família.

A pergunta é: até quando vamos esquentar mamadeiras?

Não é necessário, aqui, lembrar detalhes do crime do ex-galã, mas quero dizer que, embora me cause engulhos, tenho que - entre outras coisas - aceitar e aplaudir uma infinidade de outras aberrações e assassinatos menos eloquentes, porém da mesma magnitude. No dia a dia, não contamos com efeitos especiais, nem com cadáveres mutilados em rituais de magia negra, nem tiros certeiros explodindo cabeça de nego em via pública. Não com a volúpia que a platéia exige. Ainda não.

Mas temos a equivalência que se espraia na espuma dos dias. Por exemplo, o fato de que o Dunga está fazendo um belo trabalho na seleção brasileira. Não há diferença alguma entre esse meu sentimento anti-Dunga e a ira homicida que sinto toda vez que pago ICMS e IPTU. Quero dizer que não sou um cara muito legal. Que, a meu modo, também esquento mamadeiras. Pago o meu dízimo, e digo amém. Todavia, faço questão de pagar as contas não por uma questão de civilidade, mas por uma obrigação - que eu chamo de fingimento. Tem gente que não sabe fingir.

Ainda seguindo o mesmo raciocínio, posso me permitir certas liberdades para me distrair dos meus ímpetos homicidas, e tapear o monstro. Por exemplo, não creio na existência de um cara chamado Ahmadinejad: e, assim, acabo me sentindo um cara legal. Fácil, né? Da mesma forma que me sinto legal porque Obama é um cara legal, e porque temos que preservar a natureza. Tem fumante que apoia incondicionalmente a lei anti-fumo e faz donativos para a Apae. Viram? A civilidade pode ser algo tão fútil quanto um sentimento de equidade, justiça... de extermínio ou de vingança.

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Minha memória foi turbinada pelo Google. Hoje eu tô um perigo. Acabei de me lembrar do acidente/tragédia ocorrido com o pequeno João Hélio, também na Zona Norte carioca, que implica outros fatores que não estão necessariamente relacionados com essa crônica. Mas estão! Em outra oportunidade falarei a respeito. Acho que lembrei disso por conta do professor Renato Janine Ribeiro. Um sujeito idôneo e acima de qualquer suspeita, que poderia ser um atirador de elite do Bope. Ele dá palestras em cafés filosóficos, ensina ética e linchamento. Lembrei dele, que na ocasião da tragédia ocorrida com o garoto João Hélio, conseguiu ser mais bárbaro, mamífero e troglodita do que este que vos escreve. O Google é mesmo um perigo.

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Voltando ao raciocínio anterior. Urge novamente a regrinha de três: eu falava das felicidades, nojo e a liberdade que experimento toda vez que pago meus impostos em dia. Isto é: quando cometo uma dessas atrocidades ditas civilizadas o faço somente para fingir. Antes de ser um cidadão exemplar, sou um tolo esclarecido.

Assim me desobrigo. Já disse isso uma vez por aqui: melhor ser enganado por mim mesmo do que pelo Washington Olivetto. Se alguém me visse atravessando as ruas de Copacabana às cegas iria entender o real significado da expressão “desobrigar”.

Se eu cuspisse objetivamente em Guilherme de Pádua - e se fosse o caso -, eu não poderia nem defender civilizadamente a pena de morte para o inventor da esfiha de frango, nem tampouco para crimes hediondos como o dele. E jamais poderia concordar com Bento XVI no que diz respeito ao desconforto que é trepar de camisinha. Ou alguém acha que o papa é contra a camisinha por outros motivos?

Ninguém, enfim, é obrigado a perdoar ninguém sob o risco de não obter o perdão para si mesmo, aceita-se e ponto final. Aceita-se, entre outras brutalidades, a esfiha de frango e a pizza com borda recheada de catupiry. Aceitamos o Dunga, os golaços evangélicos do Kaká ... e as execuções sumárias. Em sendo assim, diante dos paradoxos e do aleijão da convivência social, temos, a meu ver, algumas opções; quais sejam: pagar os devidos impostos, atravessar as ruas sem olhar para os dois lados, partir para os linchamentos ou fazer uma piada.

Bom dizer que todas as alternativas são civilizadíssimas e não se excluem...

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.


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