sábado, julho 11, 2009

Brasil, entenda se puder...

Lá no Planalto Central...

Sidney Borges
Lula ama Sarney.

Lula ama Dilma.

Lula ama Dilma e Sarney.

Dilma ama Dirceu, Lula e Sarney.

Dirceu ama Sarney.

Sarney é imortal.

Sarney ama Sarney.

Sarney é a cara do PT.

Fica Sarney...

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Boxe



Ex-pugilista canadense é achado morto em Pernambuco
Arturo Gatti curtia sua segunda lua de mel com a Amanda Rodrigues, que encontrou o corpo pela manhã
Mel Evans/AP (original aqui)
RECIFE - O ex-pugilista canadense Arturo Gatti foi encontrado morto neste sábado em um hotel em Porto de Galinhas, em Pernambuco. O antigo campeão mundial tinha 37 anos, e a causa da sua morte ainda é desconhecida - a polícia está investigando o caso.
Arturo Gatti tinha chegado a Porto de Galinhas na sexta-feira, junto com a esposa, a brasileira Amanda, e o filho de apenas um ano. O corpo dele não apresenta perfurações de bala ou faca, mas a polícia investiga a hipótese de homicídio.
Nascido na Itália, Arturo Gatti mudou para o Canadá ainda quando era criança. Durante a carreira, ele foi campeão mundial pelos superpenas e superleves, totalizando 40 vitórias, sendo 31 por nocaute, em 49 lutas. Estava aposentado desde 2007.

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Brasil

Sarney na fase Paulo Maluf

por Paulo Moreira Leite (original aqui)
A hipótese de que José Sarney pode ser o cliente JS-2 com uma conta no exterior movimentada pelo Banco Santos, de seu grande amigo Edmar Cid Ferreira, marca uma nova fronteira nas denuncias contra o senador.


Não se fala mais de fundação José Sarney nem de emprego de parentes. É coisa muito mais séria.
Os indícios apurados pelo repórter Alexandre Oltramari são variados e fazem sentido.

Num determinado momento, o cliente JS recebe U$ 10 000 em Veneza. Na mesma data, José Sarney se encontra em Veneza, a convite de Edmar Cid Ferreira. Em outro momento, o banco entra R$ 5 000 a JS na Al. Franca, em São Paulo. Sarney tem um apartamento ali. Os nomes e telefones de secretárias e assessores coincidem.

Até o momento, a reação de Sarney tem sido assim: “Isso não me diz respeito.”

Quem sabe?

A menos que todos estes indícios sejam esclarecidos e explicados, o que não ocorreu nem com os desvios — agora quase infantis — descobertos na Fundação Sarney,o presidente do Senado entrará em sua agonia política.

É a fase Paulo Maluf. Talvez não seus advogados digam que não há provas definitivas contra ele. Quem sabe seja possível, sempre, conseguir um novo recurso, uma liminar. Não faltarão amigos para falar que é tudo intriga e lembrar dos esqueletos no armário dos adversários, que também existem, nós sabemos.

Não importa.

Sem explicações claras e convincentes, a credibilidade de José Sarney cairá a zero.

Nessa condição, ele pode até conservar o mandato — como Maluf, que sempre consegue reeleger-se. Mas se tornará incapaz de exercer qualquer função política real.

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Diretoria do São Paulo

Bando de burros...

Sidney Borges
Bastou ler o título do artigo postado abaixo para eu pensar: eu é que deveria ter escrito esse texto. Apesar da ameaça sei que não passou de um desabafo, o autor é gente fina e vai continuar torcendo para o tricolor, isto é, vamos.
Mas que fique claro à diretoria que demitir Muricy foi um absurdo e nós nos posicionamos contra. Ainda bem que os "porcos" são pão-duros, com Muricy o título estaria quase lá. Mas mesmo com comando inteligente não seria fácil, contando com o "Gordão", o Corinthians é sério candidato.
Quanto ao São Paulo, não cair para a segundona será lucro, mas ficar entre os quatro e jogar a Libertadores é um sonho quase impossível.
Quando a diretoria é burra não há santo que ajude, nem mesmo São Paulo que é unha e carne com o Homem. Unha e carne?


Muricy: por causa dele, quase virei palmeirense

Ricardo Kotscho (original aqui)
Por que, de um ano para outro, o Corinthians, campeão da segunda divisão, voltou a ser o Timão, e o meu São Paulo, hexacampeão brasileiro, virou um timinho, ameaçado até de rebaixamento?

Podem existir mil explicações, mas eu fico com esta: o Corinthians manteve Mano Menezes e contratou Ronaldo; o São Paulo ficou com Washington e mandou Muricy Ramalho embora.

Fiquei com tanta bronca desta burrada da diretoria tricolor, que até prometi para minha neta mais velha, palmeirense militante: se o time dela contratasse mesmo o Muricy, este ano eu torceria para o Palmeiras ser campeão.

Como parecia tudo certo para isso acontecer, hoje até coloquei uma velha camiseta verde para ir me acostumando. Mas, quando abri o iG, logo cedo descobri que a negociação do técnico tricampeão com o Palestra não vingou, e eu vou ter que continuar torcendo para o time do Ricardo Gomes.

Azar do Palmeiras, que deixou de contratar um técnico vencedor e ganhar um torcedor habituado a ganhar títulos…

Azar meu, que agora vou passar o resto do Brasileirão torcendo só para o meu time não cair, arrastando-se em campo, sem dar nenhum sinal de que as coisas possam mudar daqui para a frente. Minha tristeza ão é nem ver meu time perder um jogo atrás do outro, como já nos acostumamos este ano, mas não mostrar qualquer capacidade de reação, nem mesmo contra o fraquinho Coritiba, outro candidato à segunda divisão.

Como pode, em apenas seis meses, um time sair do topo e ir direto para o buraco? Talvez o presidente Juvenal Juvêncio saiba a resposta, mas não contou para ninguém. Se ele pelo menos tomasse a coragem de devolver para o Fluminense os bondes que comprou, talvez as coisas pudessem mudar pelos lados do Morumbi.

O problema não é nem que Muricy tenha sido demitido, depois de ser eliminado de mais uma Libertadores, mas quem eles contrataram para o lugar dele. Sem nunca ter conquistado nenhum título importante por onde passou, não será certamente com este time do São Paulo que Ricardo Gomes vai fazer milagres e se tornar um campeão.

Só me resta desejar boa sorte ao Muricy. Qualquer que seja seu novo time, vou torcer por ele, um dos melhores e mais fanáticos tricolores que já conheci.

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Energia

AIE considera energia nuclear parte da solução para aquecimento global

Fonte Nuclear

A Agência Internacional de Energia (AIE), ligada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), afirmou que a energia nuclear é parte de um pacote de tecnologias de baixa emissão de dióxido de carbono (CO2) necessárias para prover grande parte das necessidades energéticas mundiais e limitar o aumento da temperatura média do planeta. As informações são da agência de notícias nucleares Nucnet.

A AIE afirma que está trabalhando em planejamentos de tecnologia energética em 19 áreas, incluindo energia nuclear, solar e eólica, veículos elétricos e híbridos, captura e armazenamento de carbono e a indústria de cimento. De acordo com a agência, juntos esses setores têm o potencial de prover quase 90% das reduções necessárias para cortar pela metade as emissões globais de CO2 relacionadas ao setor energético até 2050.

Para limitar o aumento de temperatura do planeta a 2 graus Celsius, será preciso que as emissões de CO2 sejam reduzidas em ao menos 50% até 2050, segundo a AIE. Para que este cenário se torne realidade, as emissões precisariam ser limitadas a 26 gigatoneladas até 2030. Mas, caso as políticas atuais não sejam alteradas, a expectativa da agência é de que as emissões atinjam 41 gigatoneladas até essa data.

A análise da AIE veio no momento em que os líderes do G8 divulgaram uma declaração conjunta em que incentivam a “aplicação mais rápida das muitas tecnologias econômicas já disponíveis para melhorar a eficiência energética de instalações de geração elétrica, prédios, indústria e transporte”. De acordo com a declaração, os líderes reconhecem a visão científica de que o aumento da temperatura média global acima dos níveis pré-industriais não deve exceder 2 graus Celsius.

Para o diretor-executivo da agência, Nobuo Tanaka, que esteve na cúpula do G8, as melhorias em eficiência energética responderiam pela maior parte da redução nas emissões (54%) que a AIE considera necessária, seguidas por mais energia renovável, energia nuclear e captura e armazenamento de carbono após 2020.

Segundo Tanaka, a AIE calculou que, do total de US$ 2,6 trilhões de recursos públicos gastos em pacotes de estímulo econômico de curto prazo anunciados até agora, cerca de US$ 100 bilhões foram direcionados à eficiência energética e a energias limpas. “Esse é um passo na direção certa. Mas muito mais precisa ser feito. Investimentos em eficiência energética e tecnologias limpas precisariam quadruplicar se quisermos manter o aumento da temperatura média global abaixo de 2 graus Celsius. Isso significa US$ 400 bilhões adicionais a cada ano durante os próximos 20 anos”, acrescentou. A análise da AIE está disponível na íntegra no site da agência (www.iea.org).

ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear
Mais informações: Fábio Aranha (jornalista responsável) - (21) 3797-1751 / (21) 3797-1869 –aben@aben.com.br - Internet:
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Opinião

Os limites do crescimento da indústria

Editorial do Estadão
Na última edição dos Indicadores Industriais, relativos ao mês de maio, que mostram um aumento do faturamento real de 4,0% relativamente a abril (1,1% em termos dessazonalizados), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) comenta que a intensidade da recuperação do setor ainda não está definida. Realmente, sua expansão encontra diversos obstáculos que não dependem apenas da demanda do varejo.

Se nos primeiros meses do ano a demanda apresentou taxa de crescimento nitidamente superior à da produção industrial, é que a indústria, com estoques ainda muito elevados, procurou normalizá-los e, insegura sobre a continuidade da demanda doméstica, usou ao máximo sua capacidade de produção sem sentir necessidade de realizar novos investimentos.

Agora que já se pode pensar que os estoques estão chegando a um nível adequado, a demanda terá de ser atendida com aumento da produção física. No entanto, essa expansão é limitada pelo que acontece no comércio externo.

Com a crise externa, o Brasil teve dificuldades para elevar ou mesmo manter suas exportações de produtos manufaturados, que no primeiro semestre apresentaram queda de 30,6% em relação ao mesmo período de 2008. Houve outras dificuldades, em função da valorização do real, que levou à substituição de produtos brasileiros pelos de outros países, em particular os da China.No momento em que já se nota que o aumento da renda das famílias e os incentivos fiscais intensificam a demanda doméstica, observa-se um aumento das importações de bens manufaturados e, em particular, de bens de capital.

É possível que a valorização do real tenha alguma responsabilidade nisso e que uma modificação do "trend" cambial das últimas semanas permita uma modificação do quadro do comércio exterior. No entanto, a China, graças às suas grandes reservas internacionais, descobriu uma nova arma para consolidar suas exportações, oferecendo grandes facilidades de crédito.
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Manchetes do dia

Sábado, 11 / 07 / 2009

Folha de São Paulo
"Países ricos mudam G8 para incluir emergentes"

Grupo cria fórum de 14 países, entre os quais o Brasil, para reforçar governança

A cúpula do G8 com economias emergentes terminou com uma espécie de declaração de morte do grupo de países ricos por seu presidente de turno e anfitrião, a Itália, relata Clóvis Rossi.
Em seu lugar nasce outro fórum, hoje chamado G14, que pode ser etapa transitória para uma entidade ainda mais ampla. Na fala do premiê italiano, Silvio Berlusconi, o G8 “não é mais idôneo”. É preciso expandir os interlocutores para fortalecer a governança global.
A EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, Canadá e Rússia devem se somar Brasil, México, Índia, China, África do Sul e Egito. Eles terão um cronograma de reuniões setoriais prévias à sua cúpula anual.
O americano Barack Obama ecoou a transição e citou como desafios conjuntos a mudança climática, o roubo de materiais nucleares, a recessão global e a expansão da pobreza. Defendeu ainda reformar a ONU e ampliar seu papel.

O Globo
"Multa à Petrobras derruba a secretária da Receita Federal"

Mantega já comunicou decisão a Lina Vieira; novo ‘leão’ sai semana que vem

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, decidiu demitir a secretária da Receita Federal, Lina Vieira, e já comunicou isso a ela, numa conversa esta semana, informa Jorge Bastos Moreno. Mantega ficou muito irritado desde que O Globo revelou, em maio, que a Receita investigava a Petrobras – depois multada – num processo que acelerou as articulações para a criação da CPI da Petrobras no Senado. Além de, como superior hierárquico, não ter sido informado de que a Receita aplicara punição milionária à maior empresa do país, Mantega ainda ficou em situação desconfortável por ser membro do Conselho de Administração da Petrobras. O novo secretário da Receita vai ser escolhido pelo secretário-executivo do ministério, Nelson Machado, que já vem comandando informalmente a Receita. Lina Vieira, a primeira mulher a comandar a Receita, ficou apenas 11 meses no cargo, o menor tempo de permanência de um secretário. Sua passagem também foi marcada por forte queda de arrecadação.

O Estado de São Paulo
"Gripe mata em SP e contágio é investigado"

Segundo secretaria, menina não teve contato com doentes

O Estado de São Paulo registrou a primeira morte causada pela gripe suína. A vítima foi uma menina de 11 anos que, em princípio, não teve contato com pessoas que contraíram o vírus no exterior. Quatro pessoas próximas à criança também foram contaminadas, mas passam bem. As autoridades de saúde destacaram que a origem do contágio continua sob investigação. A eventual confirmação de que a menina não conviveu mesmo com nenhum doente será um sinal de que o vírus H1N1 já se dissemina pelo Brasil. A criança não apresentou inicialmente os sintomas da nova gripe – febre súbita acima de 37,5ºC, tosse e dor de garganta. Ela morreu apenas cinco horas após chegar a um hospital privado em Osasco.

Jornal do Brasil
"Países ricos pedem ajuda a emergentes"

Desafios globais exigem participação de China, Índia e Brasil, diz Obama

Grupo dos sete países mais ricos do mundo, o G-8 pode estar perto do fim. Na reunião anual da cúpula do grupo, os principais líderes admitiram que a crise exige a ajuda dos emergentes, com a criação de um fórum ampliado para enfrentar a turbulência internacional e os problemas climáticos. “Não podemos lidar com esses desafios globais sem grandes potências como China, Índia e Brasil”, disse Barack Obama. Os participantes da reunião se comprometeram a liberar US$ 15 bilhões em três anos para o abastecimento de alimentos no mundo.

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sexta-feira, julho 10, 2009

Sá, Rodrix e Guarabyra - Primeira Canção da Estrada - 1972

Século XX

Em berço esplêndido

Sidney Borges
Seu Miguel foi torneiro mecânico a vida inteira. Começou cedo. Com 19 anos era aprendiz em uma fábrica de balanças no Canindé, bairro de São Paulo. O presidente do Brasil era Getúlio Vargas que logo virou ditador no "Estado Novo".

Seu Miguel era getulista e também nacionalista. Não gostava do patrão que considerava americanófilo. Agora ele vai ver, pensou seu Miguel, Getúlio vai encampar a fábrica e os salários vão melhorar. Os anos foram passando e Getúlio não só não encampou a fábrica como ficou amigo do patrão, capitalista explorador, aparecendo ao lado dele em jantares no Country Club. O salário não melhorou.

Com o fim da guerra Getúlio caiu, veio a democracia e com ela o "american way of life". Seu Miguel, recém casado e com um filho para nascer encheu-se de esperança. Nos Estados Unidos os operários vivem bem, têm carro e geladeira. Nós vamos viver como eles. Os anos foram passando e seu Miguel continuou andando de bonde, morando de aluguel e vendo o patrão nas colunas sociais do jornal de domingo.

Getúlio voltou à presidência e se matou, Café Filho assumiu até dar o lugar a Juscelino, que mudou a capital para Brasília e foi sucedido por Jânio Quadros, que prometeu varrer a bandalheira. Seu Miguel ganhou um torno moderno do patrão e um relógio japonês pelos vinte e cinco anos de casa. Continuou ganhando mal enquanto o patrão ampliava a fábrica para exportar balanças para a Europa.

Jango Goulart assumiu depois de viajar pela China e foi logo prometendo reformas. Reforma de base, reforma agrária, reformou tanto que os militares o reformaram, tomando finalmente o poder. Estavam ansiosos por isso desde 1922. Ansiosos não é bem o termo. Babando fica melhor.

Seu Miguel deu ouro para o bem do Brasil e continuou pegando o bonde para ir trabalhar, até não haver mais bonde. O jeito foi andar de ônibus. Em 1969 aconteceu a motocicleta Honda 65 e a liberdade. Seu Miguel em sua moto se sentiu total. Anos antes de um tal de Vital fazer sucesso nas paradas.

Veio o milagre brasileiro. O patrão comprou um jatinho e um helicóptero para ir pro Guarujá. Seu Miguel comprou um fusca pé-de-boi financiado pela Caixa Econômica e um apartamento em Cumbica, num conjunto habitacional premiado na Tchecoslováquia e na Alemanha Oriental.

Em 1966 seu Miguel finalmente se aposentou, deixando em seu lugar Miguelzinho, de 20 anos, técnico mecânico formado no Senai. O patrão vendeu metade da fábrica para uma empresa americana e mudou-se para Miami.

Seu Miguel reformou o apartamento e comprou um canário roller anelado para inciar uma criação. O tempo foi passando. A ditadura envelheceu, o povo começou a pedir eleições. Diretas já era a voz das ruas.

Com a chegada breve de Tancredo ao poder voltou a democracia.

Tancredo morreu, Sarney assumiu, a inflação cresceu e Miguelzinho ficou noivo.

Nova eleição. Lula prometeu "menas maracutaia". Collor ganhou. Miguelzinho casou-se e comprou um apartamento financiado pela Caixa Econômica. Foi morar em São Bernardo onde passou a freqüentar o sindicato. O patrão de vez em quando aparecia, sempre bronzeado e em forma. Quando nasceu o primeiro filho Miguelzinho foi eleito segundo secretário pela chapa "unidade já". Pediu licença na fábrica. Agora iria dedicar-se primordialmente à vida sindical. Nessa época filiou-se ao partido dos trabalhadores.

Collor saiu, entrou Itamar e FHC surgiu no horizonte. Na virada de poder Lula parecia a bola da vez, mas FHC levou e o Brasil do Plano Real tomou forma.

Miguelzinho cresceu no sindicato, passou a encabeçar negociações com os patrões. Mudou-se para São Paulo. Em tempo, os patrões dos tempos de Getúlio Vargas continuaram patrões e os empregados continuaram empregados. O país cresceu, a população cresceu, a economia cresceu. A desigualgade continuou igual.

Durante oito anos Lula prometeu mudanças e como é sabido, água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Lula tornou-se presidente, o Plano Real continuou vigorando e a economia andando firme em trilhos fincados por tucanos. Lula foi reeleito e promete eleger Dilma como sua sucessora. O modo de produção continua capitalista.

Miguelzinho permanece no sindicato, mora num triplex na Berrini e dirige um BMW. Tem um filho estudando nos Estados Unidos, atualmente morando na casa do ex-patrão. Por pouco tempo, apenas enquanto seu loft é decorado.

Seu Miguel morreu limpando gaiolas. Enfarte fulminante.

Serra é o candidato da vez. Promete mudanças. Dilma promete mudanças. Lula promete que voltará em 2014 ou em 2018. Para fazer mudanças. Enquanto isso o modo de produção continua capitalista, com os patrões ganhando muito e a massa ignara torcendo pelo scratch e vivendo de migalhas. Esse é o Brasil que tanto muda e quase não sai do lugar...

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Recordações

Viajando

Sidney Borges
Amsterdam, dia ensolarado, final do século XX. Depois de andar e andar entrei num café e pedi água mineral e café expresso. Sentei-me perto da janela que dava para um canal movimentado, com barcos indo e vindo. Na calçada também muito movimento, principalmente de jovens com mochilas nas costas. Férias, tempo de viajar, conhecer lugares, pessoas, cheiros novos, sabores diferentes.

Enquanto eu lia o El País e saboreava o café brasileiro de Cravinhos, segundo o garçon me contou em inglês tosco, duas senhoras entraram no recinto e acomodaram-se na mesa vizinha. Uma delas falou com o atendente e este voltou com um pacotinho nas mãos e uma bandeja com duas xicaras de café.

Elas conversavam enquanto uma enrolava um cigarro. Quando puseram fogo o cheiro impregnou o ambiente e revelou a verdadeira identidade do cilindro de papel. Não era tabaco, mas sim um baseado. Cruzes! Maconha. As inocentes velhinhas eram maconheiras. Quem diria? Já não fazem velhinhas como antigamente.

Na saída examinei o cardápio sobre o balcão. Havia farta oferta de "la hierba". De todas as procedências. Comércio legal, com anuência do governo e garantia de qualidade. Nada de traficantes na parada.

Continuei andando e no final da tarde, nas proximidades do hotel, entrei no bar da esquina para tomar uma coca-cola e ouvir bossa nova. Com fome pedi o cardápio para escolher um sanduíche.

Nesse bar não havia maconha, mas serviam absinto. De todas as graduações alcoólicas, inclusive um denominado "Toulouse-Lautrec", com a advertência: não é para principiantes.

Pedi uma dose. Acabei tomando duas e indo embora alegre e feliz.

Amsterdam no verão é uma festa...

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Charge - Liberati


Original aqui

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Política

Comentário no Blog do Noblat

Sidney Borges
O ex-ministro José Dirceu publica crônicas políticas às sextas-feiras no Blog do Noblat. A de hoje está aqui. Eu sempre leio. Dirceu é um homem inteligente, manobra como poucos a dialética marxista. Seus textos sempre partem de premissas verdadeiras seguidas por conclusões questionáveis. Hoje não resisti e fiz um comentário:

Meu caro ex-ministro José Dirceu. Na arena política não há ideologia em jogo. Os atores, ou melhor, gladiadores, querem o poder, apenas isso, o senhor inclusive. Nos primórdios de sua vida política houve luta ideológica, os bravos que se insurgiram contra o governo totalitário queriam acabar com o modo de produção capitalista, trocá-lo pelo socialista. Hoje, parodiando "Mário Américo" ao se referir aos jogadores do "scratch canarinho", comparando-os a Pelé: tirando o negão é tudo japonês. Lula, Dilma, Serra, Aécio, é tudo japonês...

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Coluna do Celsinho

Limites

Celso de Almeida Jr.
No Restaurante Senzala, conversei com o Alfredo Correa Filho, atual presidente da Associação Comercial (ACIU).

Aproveitei e dei os parabéns pela compra da área de 31000m² no bairro do Taquaral, viabilizando o Clube Aciu de forma definitiva.

Alfredinho sabe da importância de um espaço para o congraçamento social, conquista que a nossa geração, na juventude, não teve.

Fiquei entusiasmado.

Conversamos, também, sobre a possibilidade do CIESP de Taubaté divulgar, em Ubatuba, o II Seminário Empresarial de Responsabilidade Sócio Ambiental (www.ciesptte.com.br), que acontecerá em agosto.

A idéia é ter um estande, junto com a ACIU e o SEBRAE, no grande espaço que será montado na praça de eventos da av. Iperoig, para o 1º Congresso Nacional de Educação, nos dias 28, 29, 30 e 31 de julho (www.grupouninter.com.br/ubatuba).

Integrar os temas desenvolvimento sustentável, responsabilidade sócio-ambiental e educação, revela-se um mote ideal para projetar Ubatuba muito além de nossos limites geográficos.

Neste sentido, creio que este primeiro congresso servirá como uma grande experiência para revelar a nossa capacidade de unir forças, envolvendo o setor público e o privado.

Naquele instante, enquanto experimentava um novo formato de almoço - rápido e com preço reduzido – mas com a mesma qualidade que Alfredo e família sempre garantiram, lembrei-me que os mesmos sonhos e desejos revelados neste agradável encontro eu tinha testemunhado, há mais de 20 anos.

Naqueles tempos eu assistia o Alfredo, pai, conversando com Nadim Kayat e Carlos Vieira Pinto, nutrindo as mesmas esperanças que alimentamos hoje.

Impossível eu não me comover.

Encerramos, com o compromisso de que, daqui a duas décadas, nossos filhos estarão comemorando as nossas conquistas.

Queremos vê-los confiantes, promovendo a construção de um amanhã ainda melhor.

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Opinião

Um passo em falso na área das carnes

Washington Novaes
Parece temerário o rumo tomado pela Câmara dos Deputados ao aprovar, com forte apoio da "bancada ruralista", o Projeto de Lei nº 3514/08, que praticamente acaba com o Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Produtos de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov), que hoje certifica, por exemplo, carnes exportadas e é exigência absoluta da União Europeia (UE) em suas compras. Como observou o presidente do Sindicato da Indústria de Carnes do Estado de Goiás, José Magno Pato, essa iniciativa "pode tirar o Brasil do mercado internacional", pois, ao dispensar o Sisbov e as empresas certificadoras do produto em todas as fases, deixa implícito que a rastreabilidade das carnes se fará apenas pela marca no animal, a fogo ou em tatuagens, juntamente com a guia de trânsito, atestado de vacinação e registro nos serviços de inspeção. E os importadores não aceitariam uma base de dados que não seja "auditável a qualquer momento". Além do mais, essa exigência já foi prometida pelo Brasil, tendo em vista inclusive que a UE paga mais pelos cortes "nobres" (quase US$ 3.700 por tonelada) do que outros importadores, como a Rússia, por exemplo, que só paga US$ 2.335 (Estado, 25/3).


A direção apontada no Congresso também diverge da mencionada (Folha de S.Paulo, 27/6) pelo presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Exportação de Carne, Roberto Giannetti da Fonseca. Essa instituição, que reúne empresas responsáveis pelo abate de 17 milhões de cabeças por ano (35% do total nacional), "está promovendo com seus milhares de fornecedores a adoção de boas práticas sanitárias e ambientais, que, em futuro breve, serão fiscalizadas por sistemas de rastreamento eletrônico de grande eficácia e confiabilidade". Só que, segundo ele, "resta ainda resolver o grave problema de abatedouros clandestinos, que estão espalhados por todo o País e que, além de sonegar impostos, não observam controles sanitários ou ambientais". Mas abatem 19 milhões de cabeças por ano.

Juntamente com a crise econômico-financeira global, o não-atendimento de exigências da UE é também responsável pela queda nos abates de bovinos no País (menos 11,1% no primeiro trimestre do ano, segundo o IBGE) e pela redução nas exportações desse tipo de carne no mesmo período, que foi de 19% (a queda no faturamento foi ainda maior, de 34,1% no mesmo período).

E isso ocorre, como lembra o secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, João Sampaio (Estado, 27/5), no momento em que a Organização para a Alimentação e a Agricultura (FAO), da ONU, alerta que até 2030 será preciso aumentar a oferta de carnes em 20% para atender à população crescente e à que conseguir superar níveis atuais de carência. (Hoje o consumo médio de carne bovina no mundo é de 9,4 quilos por pessoa/ano.) Só que, nesse quadro, a segurança alimentar é decisiva, adverte ele.

Também não é possível desconsiderar a crescente pressão internacional e nacional para que a produção nesse setor obedeça a regras que conduzam à sustentabilidade, seja na Amazônia, no Pantanal, no Cerrado ou em qualquer bioma. O BNDES - já avisou o Ministério do Meio Ambiente (Estado, 1/7) - está preparando regras ambientais para os frigoríficos, bem como para a rastreabilidade dos produtos, de modo a eliminar os que provenham de áreas de desmatamento ilegal.

Não será tarefa fácil. Quando o Sisbov foi criado, em 2002, a meta era rastrear todo o rebanho nacional até 2007. Mas, nesse ano, apenas 10 mil de 1 milhão de fazendas de gado estavam cadastradas. E só 80 delas foram aprovadas numa vistoria em 2008 (Estado, 1º/7). Hoje seriam 1,1 mil as fazendas habilitadas a exportar para a UE. O principal obstáculo para a regularização é a sonegação, porque se o animal for identificado terá de ser incluído nas declarações fiscais.

Diante de tudo o que está ocorrendo no mundo, a direção a ser tomada deveria ser a de um cuidado cada vez maior. Porque são questões que não se esgotam na rastreabilidade, que é uma exigência dos importadores diante de possíveis problemas sanitários. A pecuária bovina estará cada vez mais questionada também pelo nível de emissões de metano pelo gado bovino, principalmente. Segundo cálculo da Embrapa Meio Ambiente, de Jaguariúna, já mencionado neste espaço, cada boi emite em média 58 quilos de metano por ano com seus arrotos, no processo de ruminação de alimentos; 58 quilos multiplicados por 170 milhões de bois se traduzem em quase 10 milhões de toneladas anuais de metano. Como esse gás tem um efeito 23 vezes mais nocivo que o carbono na área do clima, chega-se a 230 milhões de toneladas/ano equivalentes de carbono - ou tanto quanto toda a matriz de transportes e da indústria no País emitiu, segundo o único inventário brasileiro de emissões divulgado e que se refere a 1994 (há um novo prometido para este ano). Sem falar em outras consequências nessa área, por causa de desmatamento.

Há outros questionamentos já correntes, como o uso de água necessário para produzir um quilo de carne bovina (15 mil litros, em média); a destinação de mais de 40% dos cereais produzidos no País para rações animais; o volume de dejetos gerado pelos rebanhos (10 mil bois produziriam tantos dejetos quanto uma cidade de 100 mil habitantes).

Há poucos dias, a ministra interina do Meio Ambiente chegou a mencionar a necessidade de uma "moratória" no avanço da pecuária em novas áreas, principalmente na Amazônia. E enfatizou que "a sustentabilidade não é agenda exclusiva de ambientalistas; nos próximos dez anos, quem não for capaz de inclui-la no planejamento econômico estará fora do negócio".
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 10 / 07 / 2009

Folha de São Paulo
"Sarney recorreu ao Senado em defesa de fundação no MA"

Apesar de negar ser responsável por entidade, senador pediu, em 2005, ação no Supremo contra lei estadual

Apesar de afirmar que "não tem responsabilidade" sobre a fundação com seu nome no Maranhão, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), pediu em 2005 que a advocacia da Casa contestasse no Supremo lei estadual contrária a seus interesses. Há suspeitas de desvio de recursos da Petrobras destinados à fundação.
Em nota, Sarney disse ser só "presidente de honra" da entidade, sem participar da gestão. Há quatro anos, porém, ele pediu que o Senado entrasse "o mais breve possível" com ação contra lei que devolvia o Convento das Mercês ao Maranhão. No lugar fica a sede da fundação, que garantiu sua permanência graças a liminar do STF.

O Globo
"Nova denúncia contra Sarney ressuscita CPI da Petrobras"

Fundação do Maranhão é suspeita de desviar verba repassada pela estatal

Nova denúncia contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), uniu ontem dois escândalos que movimentam a Casa e obrigou os aliados do governo Lula a anunciar para a próxima terça-feira a instalação da CPI da Petrobras. A Fundação José Sarney, do Maranhão, recebeu R$ 1,3 milhão da Petrobras, via Lei Rouanet, e teria desviado R$ 500 mil para empresas fantasmas e de sua família. PSDB e DEM anunciaram que, além de apurar o caso na CPI, vão pedir ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas da União (TCU) que investiguem o presidente do Senado. Como Sarney resiste a se licenciar do cargo, a oposição tentará também instalar logo o Conselho de Ética para agilizar a análise da representação contra ele e o líder do PMDB, Renan Calheiros. Em nota, Sarney, que é o presidente de honra da Fundação, alegou que não administra a entidade e não tem responsabilidade sobre eventuais irregularidades.

O Estado de São Paulo
"Para sair do foco, Sarney destrava CPI da Petrobras"

Presidente do Senado diz não saber de nada sobre desvios em sua fundação

Acuado por uma série de acusações, o presidente do Senado, José Sarney, marcou a instalação da CPI da Petrobras para a próxima terça-feira. O senador decidiu agir para desviar o foco da série de denúncias geradas pelo escândalo da edição de atos secretos. Um grupo de senadores esteve com Sarney, na noite de quarta-feira, e avaliou que os petistas não queriam a CPI e seguiriam pedindo o seu afastamento. “Se não fizermos a CPI, a oposição não vota a Lei de Diretrizes Orçamentárias, o Congresso não entra em recesso e o senhor não vai aguentar a pressão", disseram. A propósito do desvio de verbas da Petrobras na Fundação Sarney, revelado pelo Estado, a assessoria do senador informou que ele "não participa de sua administração, nem tem responsabilidade sobre ela".

Jornal do Brasil
"Para BNDES, pior da crise já passou"
O volume de empréstimos do Banco Nacional de Desenvol­vimento Econômico e Social no primeiro semestre foi recorde: RS 43 bilhões, 11% a mais que em igual período do ano passado. As liberações para a indústria atingiram R$ 17,3 bilhões, e o setor de infraestrutura teve R$ 16,4 bilhões. Para o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, "o resultado mostra que o pior da crise já passou, os desembolsos se sustentaram". Ele espera um segundo semestre "mais forte e robusto". As consultas para no­vos investimentos cresceram 40% sobre 2008, totalizando R$ 111,7 bilhões, e as aprovações de crédito aumentaram 50%; R$ 77,2 bilhões.

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quinta-feira, julho 09, 2009

O que será que ele está pensando?


O presidente americano Barack Obama desviou nesta quinta-feira sua atenção de assuntos como a economia mundial e as mudanças climáticas, discutidos durante a cúpula do G8, na Itália. Ele foi flagrado em um momento de descontração observando uma bela mulher que passava ao seu lado. Na foto, o presidente francês Nicolas Sarkozy acompanha a cena com um leve sorriso. (Tirado daqui)

Deu na Folha

O gol de Ronaldo

A informação de Ronaldo traz colaboração importante, se não para inquérito, por certo para uma biografia de Lula

De Janio de Freitas:
Conhecidas outras relações suspeitas ou comprometedoras entre Lula e ao menos uma empreiteira, nem a alienação dos grã-finos da oposição, nem artimanhas ou equívocos de transcrição podem obscurecer a gravidade da informação dada pelo jogador Ronaldo sobre outro comprometimento do próprio presidente da República com empreiteiras.


Em contraste com as versões publicadas no noticiário como se literais, mas todas abrandando a frase objetiva e clara de Ronaldo, Tostão, o cronista craque, fechou sua coluna de ontem com uma nota, "Absurdo", que repõe sentido e tempos verbais adequados ao original: "Ronaldo disse no programa "Bem, Amigos", do SporTV, que o presidente Lula tem ajudado bastante o Corinthians por meio de contatos com empreiteiros para a construção do centro de treinamento do clube! Absurdo um presidente fazer isso! Parei!".

Ronaldo segundo o noticiário da Folha: "Ele [Lula] é a principal pessoa que tem ajudado o Corinthians nesta nova fase. Mas não é ajuda financeira. O que ele tem feito é passar contatos de empreiteiras e indicar empresas que podem ajudar".

Ronaldo segundo "O Globo", na primeira página, lá sem aspas de palavras de transcrição: "Ronaldo surpreendeu ao afirmar, no "Bem, Amigos", do SporTV, que o presidente Lula vai indicar as empreiteiras que construirão o centro de treinos do Corinthians".

Ronaldo na página principal de esportes, com sinal de transcrição literal: "O presidente Lula é quem mais está ajudando o Corinthians nessa fase. Ele está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar, mas não é financeiramente. Ele é fanático, um corintiano roxo. O presidente está sabendo de tudo e indica as empresas que podem ajudar".

Registro meu, no trecho que aqui interessa, quando referido o encontro do jogador com Lula: ..."é uma das pessoas que mais ajudam o Corinthians. É o que ajuda mais. Ele pede a empreiteiras para nos ajudar".

Notícia anterior ao Lula presidente deu conta de que sua filha morava em Paris custeada por uma empresa, citada mais tarde como uma empreiteira.

Já em pleno mandato, a gigantesca empreiteira Andrade Gutierrez associa-se, e infla de capital, a pequena ou micro empresa de que um filho de Lula é sócio. E há meio ano está aí, consumada, uma das maiores aberrações já havidas no Brasil em negócios privados com a mão e o dinheiro providenciados pelo governo: a compra da Brasil Telecom pela Oi/Telemar (Grupo Andrade Gutierrez) antes mesmo que Lula alterasse a lei para torná-la possível.

Um dos três inquéritos pedidos, agora, pelo procurador federal Rodrigo de Grandis no caso Satiagraha, refere-se ao negócio BrT-Oi/Telemar, porque financiado por dois bancos estatais, o BNDES e o do Brasil, e participação de Daniel Dantas, com suspeita de crime financeiro ou lavagem de dinheiro em torno de sua parte. Esse é um inquérito que, se levado adiante pelo Judiciário, pode chegar ao que uma CPI, caso os partidos oposicionistas fizessem oposição com honestidade e civismo, já poderia ter chegado.

Tal como dada mesmo, a informação de Ronaldo traz uma colaboração importante. Se não para o inquérito, cujo pedido o Judiciário talvez prefira em um arquivo, por certo para uma biografia de Lula mais verdadeira do que a fabricada pela Unesco para um prêmio sem candidatos. (Do Blog do Noblat)

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Longevidade

Ilha de Páscoa pode ter o 'elixir da vida'

Veja.com (original aqui)

Uma substância encontrada no solo da Ilha de Páscoa pode servir de base para o "elixir da vida", concluiu um estudo publicado na quinta-feira pela revista Nature. O segredo estaria na rapamicina, agente descoberto em 1970 e hoje usado em transplantes para evitar a rejeição de órgãos.

Pesquisadores americanos reformularam droga para que pudesse ser metabolizada por ratos de laboratório com cerca de 20 meses - o equivalente a 60 anos em humanos. Os roedores alimentados com rapamicina tiveram um aumento de 28% na expectativa de vida dos machos e de 38% das fêmeas.

A explicação dos cientistas é que o componente bloqueia a atividade de uma enzima responsável pelo metabolismo das células, crescimento celular e produção de proteínas em resposta a sinais ambientais. Foi a primeira vez que o efeito da redução dessas funções foi observado em mamíferos.

Para Arlan Richardson, diretor do Instituto Barshop para Longevidade e Estudos do Envelhecimento do Texas, onde foi conduzida grande parte da pesquisa, os resultados são promissores. "Nunca pensei que encontraríamos uma pílula antienvelhecimento para pessoas enquanto vivo; porém, a rapamicina demonstra um grande potencial para fazer isso".

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O "Bardo" do Planalto



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Eleições 2010

Câmara libera internet na propaganda eleitoral

Projeto, que vai para Senado, facilita realização de debates, permite uso de voz e imagem do adversário e define regra para direito de resposta

João Domingos no Estadão (original aqui)
A Câmara aprovou ontem a reforma eleitoral e liberou a propaganda na internet, em portal do partido ou do candidato, nas páginas de relacionamento da rede, como Orkut e Twitter, em blogs e por meio de mensagens eletrônicas. Autorizou também a pré-campanha para prévias, reuniões fechadas e entrevistas em que a pessoa pode se anunciar como candidata. O projeto será agora votado no Senado e, se aprovado até o mês de setembro, valerá para as eleições de 2010. Pelo texto votado ontem, os debates no rádio e na TV - agora também na internet - para governador, senador e presidente da República, que são os cargos majoritários, poderão ocorrer com a presença de dois terços dos candidatos, caindo a obrigatoriedade de comparecimento de todos eles, como ocorre atualmente. A exigência inviabilizava muitos debates, visto que candidatos de partidos nanicos às vezes discordavam das regras só para impedir a sua realização.


No embate em plenário, o PSDB e o DEM abriram vantagem sobre o PT e os partidos aliados. Eles conseguiram aprovar emenda que derrubou a blindagem dada aos candidatos, para impedir o uso de imagem e voz de adversários no programa. Com a emenda, tudo o que os adversários falaram ou prometeram poderá ser usado no programa do oponente.

Para os defensores da proposta, como o líder do PSDB, José Aníbal (SP), a permissão para uso da imagem e voz de adversários nos programas eleitorais vai permitir o bom combate e desmascarar promessas vãs. Os oposicionistas pretendem exibir imagens do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dizendo que a crise mundial era apenas uma "marolinha". O PT não queria isso. As trucagens e montagem que prejudicam os candidatos, porém, ficam proibidas. Se a liberação da propaganda na internet foi total, no que se relaciona com os partidos, os candidatos e pessoas físicas, houve uma proibição do uso desse instrumento quanto a empresas ou órgãos da administração direta e indireta da União, de Estados e municípios. A multa por desobediência à determinação vai de R$ 5 mil a R$ 30 mil.

Será permitido o uso da internet para a doação de valores para as campanhas por pessoa física, limitada a 10% da renda bruta anual.

Veículos e imóveis que forem emprestados a um candidato não poderão ter valor superior a R$ 50 mil.

Os líderes também aproveitaram a lei para se proteger. Pelo texto aprovado, a responsabilidade legal - até mesmo civil e trabalhista - cabe exclusivamente ao Diretório Nacional, Estadual ou Municipal que tiver violado o direito de alguém. Em caso de não pagamento, as despesas não poderão ser cobradas judicialmente dos órgãos superiores dos partidos. Se houver uma decisão pela penhora, o bem a ser arrestado será da instância partidária que contraiu a dívida não paga.

Essa mudança interessou especialmente ao PT, encalacrado em dívidas de mais de R$ 40 milhões desde o escândalo do mensalão, em que o Diretório Nacional se endividou para distribuir dinheiro para as instâncias estaduais e municipais. Os partidos poderão usar 50% do Fundo Partidário para pagar pessoal. Atualmente só dispõem de 20% desse dinheiro.

AGRESSÕES

O direito de resposta para quem se sentir agredido, em qualquer meio, terá prioridade sobre os demais processos em exame pela Justiça Eleitoral. A propaganda nos jornais impressos poderá ser feita por, no máximo, dez inserções de anúncios em cada veículo, devendo constar obrigatoriamente quanto custou a compra daquele espaço. Como os principais jornais reproduzem as suas páginas na internet, a propaganda que aparece nas páginas impressas poderá ser reproduzida nesse meio. Mas ninguém pode comprar espaço em sites.

Os partidos de esquerda, como o PSOL, por exemplo, foram derrotados na tentativa de restabelecer a propaganda em muros. Pelo projeto, não será permitido colocar propaganda eleitoral em árvores e jardins em áreas públicas, muros, cercas e tapumes divisórios.

Estão liberados para a divulgação de propaganda eleitoral cavaletes, bonecos, cartazes, mesas para distribuição de material de campanha e bandeiras ao longo das vias públicas. Os trios elétricos continuam proibidos, exceto para sonorizar comícios. Os showmícios seguem também proibidos.

Pelo projeto, o eleitor terá de exibir documento com foto para votar. A partir de 2014, os votos eletrônicos serão impressos e poderão ser conferidos. Do total de votos, 2% serão auditados. Emenda do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) aprovada à noite permite a eleitor em trânsito votar em urnas especiais nas capitais, mas só para presidente e vice.

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Dura Lex

Adolescente britânica é condenada por atrair jovem a emboscada fatal

Uma jovem britânica foi condenada à prisão perpétua pelo seu envolvimento no assassinato de um adolescente de 16 anos.


BBC Brasil
Depois de ter seduzido o adolescente, ela o atraiu para uma emboscada preparada pelo namorado.

O caso aconteceu em julho do ano passado no sul de Londres, mas os detalhes e o nome da jovem só foram divulgados nesta semana, com grande repercussão na imprensa britânica.Samantha Joseph tinha 15 anos na época do crime. Ela já tinha um namorado de 18 anos, Danny McLean, mas isso não impediu que ela flertasse com Shakilus Townsend.

No julgamento, Samantha Joseph admitiu ter dito a Shakilus que o estava namorando, apesar de sua relação com Danny McLean. Ela disse que estava entediada com Danny, que a estaria usando apenas por sexo e nunca comprava presentes para ela.

Já Shakilus havia comprado vários presentes para Samantha, inclusive um cachorro.

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Nota do Editor - A Inglaterra é dura com criminosos. Quem vai do Brasil nota os guardas patrulhando as ruas desarmados. Imigrantes acostumados à impunidade sentem-se encorajados a desafiar a Lei. Pagam alto preço por isso. Mais dia, menos dia, caem nas garras da polícia. E mofam nas cadeias... (Sidney Borges)

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Opinião

Pastor das almas

Demétrio Magnoli
Logo mais, em São Paulo, será proibido fumar em qualquer local fechado de uso coletivo, público ou privado. A lei paulista, patrocinada por José Serra, bane fumódromos em restaurantes, bares, edifícios públicos e empresas privadas. Ela também confere compulsoriamente aos proprietários de estabelecimentos comerciais um poder de polícia, obrigando-os a fiscalizar a proibição. Entre os deveres dos empresários se inclui a oferta aos clientes de formulários de denúncia de episódios de violação da lei.


Nas democracias, o poder público administra as coisas. Mas a lei de Serra ambiciona administrar as almas, impondo a virtude e punindo o vício. Na sua intrusividade extremada, representa a culminância provisória de uma tendência perigosa. Há dois anos o governo federal tentou moldar os conteúdos da programação de TV por meio da chamada classificação indicativa, que daria ao Ministério da Justiça um poder de censura. Em maio, também em São Paulo, entrou em vigor uma lei proibindo o consumo de bebidas alcoólicas nas faculdades técnicas e escolas públicas e privadas do Estado, até mesmo por maiores de idade e em eventos alheios ao ano letivo, o que baniu o quentão e o vinho quente das festas juninas.

Serra ocupa um posto de vanguarda, mas não está só. Claudia Costin, a secretária municipal de Educação do Rio de Janeiro, determinou em junho o recolhimento de um livro didático de História que contém uma gravura quinhentista de Theodor de Bry. Costin julgou "inadequada" para alunos do quarto ano a figuração do empalamento ritual executado por índios tupis contra inimigos. O seu diagnóstico pessoal cancelou tanto a avaliação formal do MEC, que havia aprovado o livro, quanto a escolha dos professores que o selecionaram. A gravura condenada está exposta em museus visitados por crianças em atividades extracurriculares promovidas pelas escolas.

Leis e atos do poder público têm a função de proteger direitos. Mas Serra e Costin parecem enxergar o Estado como um pastor de almas: o pedagogo dos espíritos devotado a esculpir comportamentos culturais. Sob essa perspectiva, os cidadãos ocupam o lugar de pupilos ainda irresponsáveis, expostos à sedução do vício e carentes de uma autoridade virtuosa capaz de protegê-los de si mesmos.

Não há direito legítimo protegido pelas leis de Serra ou pelo ato de Costin. Numa sociedade que preza a liberdade, o direito dos não-fumantes ficaria preservado pela simples informação de que determinado bar ou restaurante se destina a fumantes. Uma solução mais restritiva é exigir a implantação de fumódromos confinados nos estabelecimentos que desejarem atrair o público fumante. Mas a proibição absoluta de Serra tem uma finalidade distinta: usar o poder de repressão para dissuadir os fumantes de fumar.

Já existem leis que proíbem a venda de bebidas alcoólicas para menores. O veto absoluto imposto por Serra atinge especificamente os direitos dos adultos nas festas juninas. Como Serra, Costin invoca o pretexto de proteger as crianças para ocultar a sua vontade de educar os educadores. O governador e a secretária imaginam-se missionários da virtude. Deviam abrir igrejas e disputar a conquista de almas num mercado competitivo, mas preferem fazer sua pregação com a persuasiva ajuda da polícia.

Há um impulso higienizador atrás dos atos normativos das duas autoridades. Segundo Serra, adultos que fumam e bebem socialmente não podem reivindicar seus próprios direitos, pois são mensageiros do mal. Se o governador pretende despoluir os corpos, a secretária almeja limpar as mentes, despojando-as de imagens impuras. A natureza territorial das normas que patrocinam tem um significado: eles traçam um círculo de giz em torno de espaços geográficos libertados do vício.

A busca do "homem novo", o indivíduo virtuoso que encarna as qualidades de uma nação renascida, é um traço crucial dos totalitarismos do século 20. O "homem novo" de Benito Mussolini, um guerreiro infatigável sempre em uniforme militar, tinha como inimigo primordial não o judeu ou o estrangeiro, mas o espectro envolvente da degeneração física e mental. Mens sana in corpore sano - o princípio fundador da educação física e também do eugenismo foi invocado pelos mais diversos regimes totalitários em campanhas de reforma dos hábitos e comportamentos individuais. Serra não impôs exercícios físicos compulsórios antes do trabalho e Costin não mandou imprimir um livro oficial com imagens "adequadas". Os atropelos às liberdades que promovem são insignificantes diante dos crimes monstruosos já cometidos em nome da virtude. Mas estão impregnados pelo mesmo conceito fulcral, que subordina a liberdade das pessoas a um projeto de eugenia coletiva.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 09 / 07 / 2009

Folha de São Paulo
"Retomada global será mais lenta, prevê FMI"

Fundo projeta crescimento maior em 2010, com retração neste ano

O FMI (Fundo Monetário Internacional) avalia que o mundo já ensaia sair da pior recessão pós-Segunda Guerra, mas uma recuperação mais firme poderá ser mais demorada que o previsto, informa Fernando Canzian.
O FMI aumentou para 2,5% a previsão de crescimento global, puxado pelos emergentes, em 2010 e elevou para 1,4% a retração esperada em 2009. Previa antes alta de 1,9% no ano que vem e queda de 1,3% neste.


O Globo
"PM: mais 1.000 policiais nas ruas em uma semana"

Novo comandante também promete dar segurança às linhas Amarela e Vermelha

Ao tomar posse ontem, o novo comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, prometeu colocar mais mil policiais nas ruas em uma semana, com a redução das atividades burocráticas nos quartéis. O objetivo é frear o crescimento do número de assaltos a transeuntes, que quintuplicou em dez anos. Ele disse que quer dar “segurança definitiva" às linhas Vermelha e Amarela, além da Avenida Brasil. "Acredito que já na segunda-feira a população notará a diferença no número de policiais nas ruas. Quero levar esses homens aos locais onde há grandes índices criminais”, disse o ex-diretor do ISP, que produz as estatísticas de criminalidade e deverá aprimorar a comunicação com a PM. Duarte quer ainda maior agilidade da corregedoria. Começam hoje as mudanças nos comandos de batalhões.

O Estado de São Paulo
"Fundação Sarney desvia recursos da Petrobras"

Verba de convênio cultural vai para firmas de fachada e da família do senador

A Fundação José Sarney desviou para firmas fantasmas e empresas da família do senador dinheiro da Petrobras para patrocínio de projeto cultural que nunca saiu do papel. A fundação foi criada pelo presidente do Senado para manter museu com acervo do período em que ele ocupou a Presidência da República. De R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, sem concorrência pública, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas com endereços fictícios e até em uma conta paralela, sem ligação com o projeto. Na relação de despesas, foram anexados recibos da própria fundação para justificar o saque de R$ 145 mil da conta que abrigava o dinheiro do patrocínio. Parcela de R$ 30 mil foi transferida para emissoras de rádio e TV da família de Sarney para veicular comerciais sobre o projeto fictício.


Jornal do Brasil
"Crescem roubos a lojas na Zona Sul"
Nos quatro primeiros meses do ano, o número de roubos a estabelecimentos comerciais da Zona Sul do Rio cresceu 53% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do Instintto de Segurança Pública. Foram registradas 138 queixas, contra 90 em 2008. Para o secretário de Segurança, José Mariano Deltrame, os crimes são praticados por pessoas de outras regiões da cidade, talvez atingidas pelo aumento da repressão ao tráfico.


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quarta-feira, julho 08, 2009

Nossa língua


A adoção do gerúndio na locução acima é válida porque mostra um futuro em relação a outro futuro, com ações diferentes feitas simultaneamente

O bom gerúndio

É preciso cuidado para que o combate ao gerundismo não torne marginais os usos legítimos de locuções com gerúndio

Luiz Costa Pereira Junior
O uso indiscriminado do gerúndio - a endorreia, o emprego viciado de formas como "vou estar passando o recado" - pode estar longe de ser erradicado, mas já tem uma vítima involuntária: o próprio gerúndio.

Uma década depois de o fenômeno se propagar feito gripe pelo país, especialistas começam a perceber que o combate ao uso repetitivo do gerúndio nas perífrases (dois ou três verbos numa locução verbal) criou em muita gente uma aversão a qualquer tipo de gerúndio, mesmo quando este é a forma mais adequada para apresentar uma ideia.

Para a professora de português da USP Elis Cardoso de Almeida, vive-se hoje o efeito colateral das campanhas de combate ao vício, com risco de confusão entre as construções sintáticas condenadas e as de uso corrente.

- Pode acontecer com o gerundismo o que ocorreu com construções como "a nível de", que sofreu retração de uso ao ser discutida intensamente em público. Mas não se pode esquecer que há um uso adequado quando está em jogo a ideia de futuro durativo ou contínuo, como em "Não vou poder entregar o texto pois na ocasião vou estar viajando".

Há quem evite o trenzinho verbal ("vou estar + gerúndio") para não dar ao ouvinte a impressão de que houve má aplicação. O comum, no entanto, é reprimir as perífrases por hipercorreção - corrigir o que se considera erro até quando não há, numa falsa analogia que se imagina correta e requintada, por equivaler a outra.
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Coluna do Moromizato

Copa do Mundo no Brasil – Projeto Ubatuba 2014

Saneamento Básico

Mauricio Moromizato
Desde a publicação do artigo da semana passada, com o título acima, não consegui deixar de pensar na importância de estabelecer um projeto de cidade para Ubatuba e na oportunidade que temos com a COPA DO MUNDO DE 2014.Quem pensa na cidade com olhos no futuro e de maneira global sabe que temos muito a fazer, muito a planejar e a construir.

Na situação atual da cidade, a base do nosso desenvolvimento deve ser um meio ambiente saudável, a Ubatuba sustentável que vem sendo alardeada pela atual administração. Pois bem, para tanto é essencial iniciar a discussão pela questão do saneamento básico, incluindo nessas discussões a captação e tratamento de esgoto sanitário, o abastecimento de água, a drenagem fluvial, o lixo e a questão da moradia.

Todo mundo já sabe que os municípios têm até 2010 para elaborar seu plano municipal de saneamento. Até agora, pelo que foi informado, a prefeitura indicou os técnicos que irão elaborar o plano, para que passem por capacitação e iniciem os trabalhos. O tempo urge e o assunto é complexo, indo muito além da questão puramente técnica.

A realidade geográfica e social de Ubatuba mostra que temos necessidade de diversas soluções dentre as várias possíveis, tais como captação e tratamento de esgoto doméstico individual ou coletivo, gratuito ou com custo. Assim também se procederá com a captação e tratamento de água, onde ainda não existe. A saúde pública e a qualidade de vida das pessoas exigem uma solução quanto a essa captação e tratamento de água.

Pois então a cidade tem que se esclarecer sobre as técnicas disponíveis e indicadas para cada situação, para cada bairro, e depois discutir como será a efetivação desse plano de saneamento.

Nesse momento entrará a discussão sobre “QUEM” se responsabilizará pela execução do saneamento. Hoje, com a recusa em tornar público o contrato atualmente vigente, nem SABESP nem Prefeitura assumem a competência e responsabilidade pela questão. A SABESP diz que tem planos, não contempla a totalidade do município, e todo ele inclui cobrança dos serviços prestados, mesmo sendo a água pública, de todos nós. A Prefeitura, por sua vez, se esconde por trás da SABESP, dizendo que o assunto é de competência da empresa. Essa situação vai mudar e tem que mudar com o plano municipal de saneamento. Após a elaboração técnica, mas desde já, teremos que discutir a propriedade da água de nossos rios, a responsabilidade pela limpeza dos mesmos. E quanto à falta de saneamento, de quem será a responsabilidade pelos atrasos de obras? Vamos municipalizar a SABESP? Ou deixar como está? Vamos acreditar na empresa sobre novas condições com o passado e presente que nos apresenta?

Temos que discutir, por exemplo, que se o serviço atual for municipalizado, pode ser pago com a própria arrecadação e o lucro (que seguramente há), ser usado para cuidar da questão ambiental, proporcionando tratamento de esgoto social gratuito onde for necessário, melhoria na oferta de água tratada, contratação de equipe específica para manutenção da limpeza das matas ciliares, investimento em políticas ambientais e muito mais. Usar o dinheiro do lucro com a empresa municipalizada para um projeto de limpeza dos rios.

Se for colocar uma empresa para executar o serviço, temos que receber por essa concessão e não pagar (o município tem que ter participação nos lucros da empresa).

Por isso, dentro de um PROJETO UBATUBA 2014, temos que apresentar uma cidade com saneamento muito melhor do que agora, fazer marketing ambiental do modelo escolhido, apresentar resultados palpáveis e com projetos de andamento irreversível, que reflitam o desejo e a necessidade do município e de seus cidadãos, e de maneira nenhuma aos interesses particulares, político/eleitorais, empresariais (da Sabesp), ou do governo estadual (dono da Sabesp).

Soberania é a palavra chave nessa questão. Elaboração técnica de um plano municipal de saneamento, discussão e esclarecimento de toda a população e decisão política apartidária e cidadã sobre o melhor para Ubatuba.

Ao governo municipal cabe a responsabilidade de se mobilizar para a elaboração do plano, a convocação da sociedade, a democratização das informações e a urgência devida nessas ações. A nós, cidadãos, cabe a mobilização espontânea, a pressão individual e a organização da sociedade. As entidades da sociedade civil, ONGs, entidades ambientais e outras, cabem atuar fortemente nessa mobilização. Ao ministério público, seguindo determinações superiores, atuar exigindo que a administração cumpra os prazos.

A responsabilidade é de todos nós. SANEAMENTO JÁ para o sucesso de Ubatuba na recepção de turistas desde já até 2014. PROJETO UBATUBA 2014: assumir a responsabilidade é dever de todos nós.

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Frases

"O neurótico constrói um castelo no ar. O psicótico mora nele. O psiquiatra cobra o aluguel"

J.Lawrence (In P.Buchsbaum)

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Condenado e livre

Médico acusado de matar pacientes é condenado

Conjur
Após 15 horas de julgamento, o Tribunal do Júri de Taguatinga (DF) condenou o médico Denísio Marcelo Caron a 29 anos de reclusão pelas mortes de Grasiela Murta Oliveira e Adcélia Martins de Sousa. Elas passaram por cirurgia de lipoaspiração em janeiro de 2002 e morreram por erro médico. Caron também terá que pagar 20 dias-multa, no valor de metade de um salário mínimo, vigente à época dos fatos, para cada dia. O acusado poderá apelar da sentença em liberdade.
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Nota do Editor - Madoff foi condenado nos Estados Unidos. Saiu do tribunal algemado, direto para a cadeia. O médico Denísio Marcelo Caron, acusado e condenado em primeira instância, poderá apelar em liberdade. E também poderá desaparecer. Como fez aquele promotor que matou a mulher grávida. Alguma coisa está errada. (Sidney Borges)

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Semana de Vela - Ilhabela



YCI adere à campanha One Degree Less

Teto do American Bar é pintado de branco para lutar contra o aquecimento global


O Yacht Club de Ilhabela, sede e organizador da 36ª Rolex Ilhabela Sailing Week, realizou na tarde desta segunda-feira uma cerimônia muito especial. O clube apoiou formalmente o projeto Green Building Council Brasil, liderado pela consulesa da Tailândia, Thassanee Wanick, que idealizou a campanha para pintar os tetos das casas e edifícios de branco para diminuir a temperatura e evitar o uso do ar-condicionado, chamada One Degree Less. A Idéia foi uma das três aprovadas pelo presidente Barack Obama, dos Estados Unidos.

"Estou muito feliz por estar no Yatch Club e ter a adesão de tantas pessoas, que acreditam na possibilidade de construir um futuro sustentável”, comentou Thassanee, na cerimômia.

O comodoro do YCI, Carlos Eduardo de Macedo Costa, deu todo o apoio à iniciativa e para marcar a adesão o velejador Marcos Ferrari, comandante do Handycam, que disputa a RISW, subiu ao telhado do American Bar do clube, para iniciar a pintura de branco do teto. "Está provada que essa iniciativa diminui em 1 grau a temperatura ambiente, evitando o uso do ar-condicionado e colaborando na luta contra o aquecimento global”, disse a consulesa da Tailândia em São Paulo.

A Rolex Ilhabela Sailing Week é organizada e sediada pelo Yacht Club de Ilhabela e tem patrocínios da Rolex, Mitsubishi Motors, Semp Toshiba, Bradesco Private, com apoios da Gol Linhas Aéreas, Rádio Eldorado, Hertz, Brancante Seguros, Marinha do Brasil, Prefeitura Municipal de Ilhabela, CBVM, YCA, ABVO (classes ORCi, ORCc e SMP2) e das classes S40, HPE25 e BRA-RGS. (original aqui)

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Semana de Vela - Ilhabela


A foto panorâmica (clique para ampliar) mostra o espetáculo colorido das velas fazendo contraponto ao azul do mar e o verde das montanhas. O mundo inteiro acompanha a Semana de Vela de Ilhabela. O Ubatuba Víbora vai dar boletins informando o andamento das regatas. (Sidney Borges)

Vida inteligente

Dez pessoas para se seguir

Jardel Dias Cavalcanti (original aqui)
Baudelaire reivindicava pra si o direito de "escolher seus irmãos". Eu reivindico o direito de escolher os homens aos quais seguirei pela vida. Mestres do encantamento e do desencantamento, pensadores e/ou artistas que são, formam a família que eu escolhi para habitarem meus pensamentos e minha pátria verdadeira: o reino das ideias.A cultura não é somente o reino da paz, mas também e principalmente uma zona de grandes tormentas. E é dentro dela que me viro e reviro abraçado às obras de literatura, música, filosofia, artes plásticas e ciências humanas em geral.

Leonardo da Vinci é mundialmente conhecido por causa de sua Mona Lisa. No entanto, pouco compreendido e pouco estudado, quase ninguém conviveu com ele profundamente, ao contrário, apenas o conheceram num nível muito superficial. Paul Valéry sabia o valor do mestre renascentista. Fez sobre ele um livro, Introdução ao método de Leonardo da Vinci, no qual diz o seguinte: "o que fica de um homem é o que nos levam a pensar seu nome e as obras que fazem desse nome um signo de admiração, de ódio ou indiferença". No caso de Leonardo, admiração. Talvez o mais respeitável pensamento que podemos ter sobre ele é o de que não só sua obra é de uma grandiosidade inimitável, como também a atitude que teve com o conhecimento, a arte e a busca pelo entendimento da natureza é um procedimento raro dentro da história da civilização humana. Apaixonado por tudo que o rodeava, tentava absorver e desenvolver pensamentos e práticas de conhecimento relacionando todas as áreas do conhecimento. O resultado é estrondoso em todos os campos do conhecimento. Não cabe aqui relatar esses resultados, mas para quem se interessar por um aprofundamento indico os autores seguintes (todos traduzidos no Brasil, para nossa felicidade) que estudaram Da Vinci: Kenneth Clark, Michael White, Richard Friedenthal, Fritjof Capra, Sherwin Nuland e Martin Kemp, só para começar.

Franz Kafka escreveu longas cartas a Felícia, sua noiva, tentando explicar-lhe que tudo o que não é literatura o enfadava, inspira-lhe tédio mortal. Construiu uma das mais ousadas obras da literatura do século XX, mostrando a quem quiser ver que dado o nível burocrático que chegamos não passamos de insetos ou delirantes seres rodeados por poderes dos quais não controlamos nem uma ínfima parte. E quem ousar abandonar o modus vivendi determinado pelo aparelho burocrático será reduzido a um inseto que, no mínimo, será eliminado. O que é terrível é ele dizer claramente para todos: "vocês não são mais humanos, apenas insetos". Autor de obras como A metamorfose, O processo e Colônia penal, dentre outras tantas, suas narrativas podem ser definidas segundo a frase de T. W. Adorno: "o que choca não é o monstruoso, mas sua evidência". Sobre seus personagens podemos dizer, usando as palavras do próprio Kafka: "nós provavelmente somos de todos os seus semelhantes os mais chegados a você" (O processo).

O poeta Rainer Maria Rilke é conhecido pela obra Cartas a um jovem poeta, onde vaticinava: "basta sentir que se poderia viver sem escrever para não mais se ter o direito de fazê-lo". Poeta que escrevia por necessidade existencial e não para "terminar na imprensa", descortinou reinos inusitados da linguagem poética que engrandeceram a sensibilidade humana. Como podemos ficar indiferentes a poemas como "Pietà", onde a referência a Michelângelo encontra aquela grandeza reclamada por Kant de um gênio enviando uma mensagem a outro gênio. Parafraseando Heidegger, podemos dizer que só existe realmente mundo onde está a verdadeira poesia. É o que Rilke nos sugere.

Sigmund Freud nos mostrou que mais do que seres culturais somos animais presos às condições determinadas pelo desejo e pela natureza. Escravos da fome, do sono, da sede e do desejo sexual, o animal humano tornou-se um neurótico tentando driblar a satisfação básica desses desejos criando o artifício controlador da cultura. O resultado, concluiu, é uma civilização do descontentamento. As indústrias dos calmantes, da pornografia, da guerra estão aí para provar.

Mozart fez da música a extensão da sensibilidade humana nos seus momentos mais profundos, seja na alegria (Dom Giovanni) ou no terror (Réquiem), ou nos dois juntos (A Flauta Mágica). O compositor nos ensinou que do timbre e do ritmo de uma música podem derivar a solenidade, a majestosidade, o drama, o estarrecimento, a ternura, a jovialidade e, sobretudo, a beleza absoluta. Mozart, como disse Norbert Elias, tinha acentuada capacidade de criar inovações que comunicavam uma mensagem potencial aos outros, produzindo neles ressonâncias, como se ao entrar na alma de alguém o pusesse naturalmente para sonhar com os maravilhosos mundos por ele criado.

Marcel Proust nos ensinou que o amor vive da falta, dela se alimentando com voracidade. Mostrou que a verdadeira memória é o do acontecimento no qual você estava tão envolvido que não percebeu. A memória é a vida. E a vida, realmente vivida, é a vida literária, lugar de onde se descortina a essência humana na sua mais profunda significação.

Friedrich Nietzsche admirava em Byron o fato do poeta ter transformado a sua própria vida em uma obra de arte; para o filósofo alemão o existir e o mundo só se justificam eternamente como fenômeno estético. Ao ouvir a música de Wagner, dizia: "cada fibra, cada nervo meu estremece". Para Nietzsche a música é a experiência estética por excelência, pois ela é uma atividade onde a liberdade é absoluta, pois prescinde do conceito. Nietzsche ensinou que somos mais entranhas que pensamento. Acabou educando Freud e a todos nós.

Para Karl Marx a história da humanidade é a história da luta do homem pela liberdade. E a liberdade por ele sonhada é a busca para se escapar da necessidade. "O reino da liberdade começa onde termina o reino da necessidade". Em termos de mundo contemporâneo, talvez o reino da liberdade seja o reino do tempo livre, aquele que você não vende. Ou você não tem tempo para pensar sobre isso, caro leitor?

Roland Barthes dizia que "as transgressões da linguagem possuem um poder de ofensa pelo menos tão forte quanto o das transgressões morais". E os grandes mestres são, antes de tudo, todos eles, mestres da renovação da linguagem. Como dizia Mallarmé, "não conheço outra bomba além de um livro". Barthes nos ensinou que a língua é poder, mas que a écriture, o momento onde a linguagem vira poesia, é liberdade. E a liberdade, para o leitor, é o prazer de ler.

Nota do Editor - Vale a pena seguir o Digestivo Cultural de Julio Daio Borges, (aqui) de onde tirei o texto acima. Acesse, é das melhores coisas que transitam pela web. (Sidney Borges)

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