sábado, junho 27, 2009

Livros


Rick Friedman/Corbis/Latinstock
O papagaio era um gênio
Um livro curioso e divertido conta as façanhas de Alex,a ave que chegou a ganhar um obituário na revista The Economist graças à sua inteligência
Diogo Schelp em Veja
A última do papagaio não é piada. É uma história que põe em xeque certezas estabelecidas sobre o que diferencia um homem de um animal. No dia 20 de setembro de 2007, o obituário da revista inglesa The Economist, uma das peças mais bem escritas do jornalismo, que homenageia personalidades internacionais, como músicos, estadistas e vencedores do Prêmio Nobel, noticiou a morte de um papagaio-cinzento de 31 anos chamado Alex. Era, de fato, um pássaro especial.
Alex tinha habilidades cerebrais que antes se pensava exclusivas dos seres humanos – e, com alguma boa vontade, dos primatas em geral. E, com algum pessimismo, não de todos os homens. O papagaio sabia contar até seis e fazia cálculos simples, como somar dois mais três. Ele identificava cores e objetos pelo nome e usava corretamente conceitos abstratos como "nada" ou "diferente". Nos últimos anos de vida, Alex demonstrou até ser capaz de perceber a equivalência entre o numeral "6", por exemplo, e meia dúzia de objetos iguais – sem ter recebido treinamento específico para isso.
Os bastidores dos experimentos que revelaram a genialidade desse papagaio estão no livro Alex e Eu (tradução de Marcia Frazão; Record; 240 páginas; 38 reais), de Irene Pepperberg, professora de cognição animal das universidades Harvard e Brandeis, nos Estados Unidos. Você, leitora, trocaria seu marido por um papagaio? Pois a pesquisadora americana comprou Alex quando ele tinha 1 ano de idade e, nas três décadas seguintes, devotou-se quase integralmente a testar os limites de sua inteligência. Sua dedicação era tamanha que abandonou empregos para realizar seu objetivo – e também o maridão.

Brasil

FHC passa mal em vôo e é atendido no Recife

Ricardo Noblat (original aqui)
Na noite de quarta-feira, 24 de junho, poucas horas depois de decolar de Luanda com destino a São Paulo, o piloto do jato executivo Falcon 7X avisou por rádio ao gerente do hangar da Lider Táxi Aéreo no Recife:

- Temos a bordo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ele passa mal. Faremos uma escala nessa cidade. Peço que tomem as providências necessárias.

O jato estava a 50 minutos de vôo do Recife, porta de entrada no Brasil para vôos particulares vindos da África. A escala do Falcon era prevista. Ele seria abastecido e em seguida decolaria para o aeroporto de Congonhas, seu destino final.

Fernando Henrique participara em Luanda de um seminário sobre o desenvolvimento da África e novas oportunidades de negócios entre o Brasil e os países do continente.

Alguma coisa que comeu por lá provocou uma séria infeccão intestinal.

Acompanhava-o seu filho Paulo Henrique. Foi ele que do próprio avião acionou um esquema médico de emergência para atender o ex-presidente no aeroporto do Recife.

Quando o Falcon aterrisou já era esperado por um médico, uma ambulância e enfermeiros.
O médico atendeu o ex-presidente dentro do próprio avião. E a pedido de Paulo Henrique, seguiu com ele no vôo até São Paulo.


O ex-presidente se recupera em seu apartamento do bairro de Higianópolis. Amanhã, assistirá à missa de um ano pela morte de sua ex-mulher, a socióloga Ruth Cardoso. Ela morreu no dia 24 de junho.

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Diga ao povo que volto

Lula já admite retorno em 2014

Presidente também volta a defender Sarney e alerta população para "picaretas" nas eleições

JB Online
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que pode voltar a disputar a Presidência da República em 2014 se a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, sua candidata a sucedê-lo nas eleições de 2010, perder as eleições. Em São Paulo, ele também disse que a possível candidatura de Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo estadual "daria trabalho" a seus concorrentes.

– Se a Dilma for eleita, eu vou torcer para ela fazer o melhor que alguém possa fazer neste país para ela ser candidata à reeleição. Ora, se for um adversário que ganhe, aí sim, pode estar previsto: 'Bom, em 2014 é possível voltar' – afirmou Lula em entrevista ao grupo de comunicação RBS, em Porto Alegre. (Do Blog do Noblat)
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Nota do Editor - É quase isso, eu acreditaria piamente não fosse a indiscrição do ministro Patrus Ananias em Osasco. "Precisamos eleger Dilma, assim em 2014 Lula volta". Isso me faz lembrar de Zizinho, craque do São Paulo. No intervalo de uma partida difícil da seleção olímpica, da qual foi técnico, disse ao ponta-esquerda: O lateral vai avançar, drible o cara, o central virá na cobertura, drible também, quando o quarto zagueiro vier te desarmar é só cutucar para o centroavante. Fácil, né? Dilma eleita será Dilma com a caneta na mão. Com a caneta na mão se conhece a alma do cidadão. Antes não. Política em versos é mais interessante. (Sidney Borges)

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Opinião

A democracia e os jornais locais

Editorial do Estadão
O Brasil continua sendo o país onde mais se processam jornalistas no mundo inteiro. Realizado pelo site Consultor Jurídico e divulgado durante encontro internacional promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, o último levantamento do setor mostra que os cinco maiores grupos de comunicação no País empregavam 3.327 jornalistas, em 2007, e respondiam a 3.133 processos judiciais por danos morais e materiais. Além disso, enquanto o salário-base da categoria era de R$ 2.205, sem aumento real nos últimos quatro anos, o valor médio das sanções pecuniárias aplicadas pelos tribunais aumentou quatro vezes no período, passando de R$ 20 mil, em 2003, para R$ 80 mil.


E em um ano e meio a situação se agravou atingindo especialmente os pequenos jornais publicados nas capitais dos pequenos Estados e no interior das grandes unidades da Federação. Segundo o Consultor Jurídico, um terço dos periódicos de circulação diária, semanal e quinzenal filiados à Associação dos Jornais do Interior de São Paulo responde a algum tipo de processo na Justiça.

E boa parte dessas ações tem objetivo intimidatório. Elas são impetradas por políticos e autoridades que usam os tribunais para tentar cercear a liberdade de expressão dos jornais que circulam em suas bases eleitorais. É esse, por exemplo, o caso do jornal A Cidade, de Adamantina - uma cidade de 35 mil habitantes situada no noroeste do Estado de São Paulo. A publicação está sendo processada por ter reproduzido uma crítica feita ao prefeito da cidade por uma vereadora de oposição, durante a campanha eleitoral de 2008. Em vez de acionar a parlamentar, o prefeito decidiu processar o periódico, pedindo uma indenização de 200 salários mínimos - o equivalente a R$ 93 mil - por danos morais. Com um faturamento mensal de R$ 6 mil, o jornal terá de fechar, se for condenado pela Justiça. A audiência está marcada para setembro. Segundo o editor de A Cidade, Rubens Galdino, seria esse o verdadeiro objetivo do prefeito, que nem sequer pediu direito de resposta depois da publicação da crítica da vereadora.

Outra pequena publicação do interior que também está com sua sobrevivência ameaçada é o jornal Integração, de Tatuí - uma cidade de 103 mil habitantes, distante 130 quilômetros da capital. Por ter noticiado uma moção de repúdio apresentada por um vereador contra o conselho diretor da Associação dos Amigos do conservatório local, que extinguiu o cargo de diretor artístico da entidade e demitiu o maestro que o ocupava, o periódico responde a um processo por danos morais. O valor da indenização pleiteada pela associação equivale a 70% da receita mensal do jornal, que é de R$ 25 mil.

Um dos casos mais antigos é o do jornal Debate, de Santa Cruz do Rio Pardo - uma cidade de 42,5 mil habitantes localizada próximo a Ourinhos, na região sudoeste do Estado. O periódico foi acionado por ter noticiado que o juiz da comarca morava numa casa cujo aluguel era pago pela prefeitura e ainda usufruía de um telefone público em sua residência, o que é ilegal. Pouco após a publicação da reportagem, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) determinou a suspensão do pagamento do aluguel e a devolução do telefone, o que levou o magistrado a entrar com um processo por danos morais contra a publicação. A ação já foi decidida no mérito, contra o jornal, e não pode mais ser objeto de recurso. O processo agora está na fase de execução e as partes agora divergem sobre o cálculo da indenização, que foi fixada em R$ 593 mil. Por não dispor de patrimônio para garantir o pagamento, o jornal fechará as portas, se esse valor for mantido.

A existência de jornais é essencial para o exercício do direito dos cidadãos à informação. Nas pequenas e médias cidades, as publicações locais são fundamentais para a vida comunitária e ajudam a estabelecer os canais de comunicação que garantem o pluralismo cultural e ideológico. É por isso que os tribunais precisam ser cuidadosos ao julgar as ações impetradas com óbvios fins intimidatórios contra os pequenos jornais do interior. Se não souber separar o joio do trigo, aplicando penas pecuniárias que levam ao fechamento dessas publicações, a Justiça poderá comprometer liberdades públicas que tem o dever de preservar e garantir. (original aqui)

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Manchetes do dia

Sábado, 27 / 06 / 2009

Folha de São Paulo
"Governo decide prorrogar redução de IPI por 3 meses"

Medida, que incluirá carros e eletrodomésticos, deve valer até outubro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá por mais três meses a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados na compra de veículos. Em outubro, o imposto subirá gradualmente, voltando aos percentuais originais no final do ano. A extensão do IPI reduzido incluirá eletrodomésticos, como fogões e geladeiras. As novas medidas de estímulo devem ser anunciadas depois de amanhã pelo Planalto, que também lançará pacote para o setor de máquinas e equipamentos. Será a terceira prorrogação do benefício oferecido ao setor automotivo em janeiro, cuja principal justificativa foi o impacto da crise global. Nos primeiros cinco meses do ano, a redução no IPI dos carros custou ao governo quase R$ 1,8 bilhão. Em reunião com representantes do varejo em São Paulo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que também estuda desonerar a contribuição patronal ao INSS. As empresas pagam à Previdência 20% sobre a folha de pessoal.

O Globo
"Diretores que Senado disse ter demitido estão no cargo"

Em nova promessa, Casa anuncia o afastamento de mil terceirizados

Anunciada há três meses, a exoneração de 50 servidores de cargos de direção no Senado resultou, até agora, no afastamento de apenas 13, o que mostra a lentidão e a ineficácia das medidas de custos. Mesmo assim, novas medidas são prometidas, como o corte, a partir da semana que vem, de funcionários terceirizados. Dos 3.516 que prestam serviço, 1.053 devem ser dispensados em até um ano.

O Estado de São Paulo
"Governo renova isenção de imposto para carros"

Medida, a ser anunciada segunda-feira, vale por 90 dias

O governo decidiu manter a isenção de impostos para o setor automotivo, a construção civil e o de bens duráveis da chamada linha branca, como geladeira, fogões, máquinas de lavar e tanquinhos. A isenção, a ser anunciada segunda-feira, valerá por mais três meses e, com isso, o governo abrirá mão de R$ 3 bilhões para persistir na adoção de medidas de estímulo à economia. O governo sinalizou também que estimulará o setor de bens de capital com a criação de linhas de crédito de baixo custo a serem oferecidas pelo BNDES. Ontem, Mantega disse que está impressionado com os dados apresentados “pela turma do varejo”. Os resultados do setor, segundo o ministro, levam o governo a manter a isenção de impostos.

Jornal do Brasil
"Acordos salariais vencem a crise"

Mais reajustes repõem a inflação

Nos cinco primeiros meses deste ano, 96% das negociações salariais no Brasil garantiram a recomposição das perdas ocorridas no período – 7 pontos percentuais a mais do que no ano passado. Caiu, portanto, a parcela de reajustes abaixo da inflação, embora tenha sido pequena a variação do número de reajustes que permitiram algum ganho além da recomposição das perdas. Os dados foram divulgados pelo Dieese. A entidade afirma que os números reforçam a hipótese de que o ajuste das empresas em resposta à crise econômica aconteceu devido sobretudo à demissão de trabalhadores, especialmente no setor industrial, e não aos reajustes salariais das categorias.

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sexta-feira, junho 26, 2009

Copiaram o Ditinho...


Pensata

Sexta feira em Ubatuba

Sidney Borges
Morreu Michael Jackson, o rei do pop. Eu me lembro vagamente da morte do rei da voz, Francisco Alves. Morreu queimado em acidente de carro na via Dutra, naquela época de pista única. Também me lembro da morte de Carmem Miranda e de ver na televisão da casa do tio do meu pai, que era Marques mas não era comunista, o Repórter Esso mostrando a multidão chorosa no enterro.

Por falar em Reporter Esso, o apresentador Kalil Filho era vizinho de bairro. Aos domingos as fãs rodeavam o ponto de ônibus onde ele embarcava no "Praça da República". Imagine só, o apresentador do jornal televisivo campeão de audiência em São Paulo nem carro tinha.

Agora entendo aqueles velhos tempos. Cresci e sobreviví com apenas dois pares de sapatos e um keds. O "vulcabrás" era pra quase tudo, de escola a futebol de rua, tinha outro pra aniversários e casamentos e o keds pras aulas de educação física.

No ônibus cósmico de Jackson vai também Farrah Fawcett, pantera de outrora, moça bonita e cheia de dentes branquinhos.

Desses acontecimentos funestos tiro a conclusão que Sarney deve deixar a presidência do Senado e voltar à prática literária. Antes de ser convocado a habitar o mausoléu. A obra prima "Marimbondos de Fogo" poderá então ganhar continuação e fazer sombra a Paulo Coelho. Tenho uma foto deitado no túmulo de Sarney, tirada em São Luís do Maranhão, em 1997. Como os faraós do Egito o nobre ex-presidente preparou em vida o reduto de descanso eterno. Quando encontrar o instantâneo perdido em meio às gavetas da vida, publicarei.

Leio nos jornais as falas do midiático Curió e lamento pelos rapazes que tombaram heroicamente na guerrilha do Araguaia. Morreram defendendo um ideal, derrubar a ditadura dos militares, de direita, e colocar em seu lugar a ditadura do proletariado, de esquerda.

Quem morre por um ideal é sempre herói, mas eu que sou adepto da democracia abomino ditaduras. Certamente não teria me dado bem em uma ditadura comunista.

Melhor do jeito que está, o presidente proferindo chavões de esquerda enquanto a livre iniciativa segue adiante e os banqueiros nadam de braçada. Sou contra isso, mas o máximo que posso fazer é usar o voto.

Quem sabe um dia o governo entenda que a solução passa pela Educação. Qualquer governo, petista ou tucano, ou até uma terceira opção, improvável, mas possível.

Educação e capitalismo, pois educação sem grana acaba dando em algo semelhante a Cuba, cujo povo é educado e pobre. Cuba não é bom exemplo por se situar em um dos extremos. O oposto não significa virtude, não há justificativa no exagero consumista de americanos e europeus, que exaurem o planeta.

Como diria o Lula de antigamente: menas, menas... Eu disse antigamente, depois que virou "o cara", Nosso Guia balbucia: less, less...

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Vida moderna


Original aqui

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Onde já se viu?

Heloísa Helena chama vereadora de porca trapaceira

O Globo
O estilo polêmico da ex-senadora e hoje vereadora Heloísa Helena (PSOL) provocou um processo por quebra de decoro parlamentar contra ela na Câmara de Maceió. Heloísa acusou a colega Tereza Nelma (PSB) de "ladra de prótese de criancinhas" e "porca trapaceira", depois de discussão sobre um projeto de extensão de mandatos para conselheiros tutelares. Nelma entrou nesta quinta com o pedido de processo por quebra de decoro.

- Isso pode gerar cassação de mandato, mas o que quero é uma posição da Câmara. Heloísa está muito solta, não pode acusar pessoas de bem - disse Nelma.

- A vereadora Tereza Nelma colocou no bolso R$ 162 mil. Vereador pode roubar cofres públicos e não pode ser chamada de porca? - rebateu Heloísa Helena.
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Nota do Editor - Chamar uma representante do povo de porca é grave, de porca trapaceira é falta de decoro. Sugiro ao presidente da Câmara de Maceió que aplique uma pena severa. Lavar a boca com sabão. E escrever mil vezes: "não devo ofender os coleguinhas". Sem molhar a ponta do lápis na boca. (Sidney Borges

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Impostos & conexos

Taxas... taxas... e taxas

Corsino Aliste Mezquita
O filósofo, José Ortega e Gasset, ditou que: “YO SOY YO Y MI CIRCUNSTANCIA”. Em tradução livre podemos dizer que todos nós estamos formados por dois componentes:
Nossa individualidade pessoal e a circunstância que nos cerca e, às vezes, nos domina e oprime.

Em Ubatuba, os homens que, mal e mal, governam a cidade, estão nos oprimindo com impostos e taxas, inconstitucionais e ilegais, para financiar uma administração perdulária, caótica, sem planejamento, cheia de apadrinhados, amigos, “irmãos”!!... e que “irmãos”!!!.

Dias passados recebi a “TAXA DE BOMBEIROS”. Essa taxa onera os imóveis com aproximadamente mais 2% (dois por cento) sobre os impostos já pagos de:
IPTU
TAXA DE LIXO.
TAXA DE LIMPEZA.
Com essa nova taxa o reajuste da tributação dos imóveis se aproxima de 12% (doze por cento), neste ano. Já o reajuste dos funcionários ficou em 8% (oito por cento). Isso considerando que o Executivo respeite os 3%(três por cento) acrescentados pela Câmara e a vigorar a partir de julho/09. Essa política empobrece todos os cidadãos e, principalmente, quem só tem remuneração da Prefeitura.

Temos a destacar que a Constituição Federal proíbe a bi-tributação e que a TAXA DE BOMBEIROS já foi declarada inconstitucional em 2008. Segundo os critérios constitucionais as três taxas acrescentadas ao IPTU são ilegais e arbitrárias. Alguns cidadãos conscientes dessas ilegalidades e que podem acionar a JUSTÇA sem grandes ônus, já se livraram de todas elas.

Em 2008 paguei meus impostos a vista e não paguei a taxa de bombeiros constante dos carnês. Acertei. Em outubro foi declarada inconstitucional. Este ano farei o mesmo e, recomendo a todos, esperar que os fiscais da lei e guardiões da Constituição e dos direitos dos cidadãos, cumpram seu dever e impugnem esse esbulho à Constituição e essa opressão dos contribuintes com taxas e impostos ilegais.

Não o fazendo, os que para isso são regiamente remunerados, o povo deve organizar-se e acionar a Justiça. É necessário dar um basta à corrupção e quebrar o silêncio imposto pelo medo e a opressão. Com energia a CIRCUNSTÂNCIA pode ser mudada.


VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem políticos opressores.

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Acontece em Ubatuba

Festival Gastronômico de Ubatuba terá roteiros turísticos exclusivos

Divulgação

A quinta edição do Festival Gastronômico de Ubatuba promoverá roteiros de turismo elaborados exclusivamente para atender o público durante o evento. Serão 6 roteiros diferentes na região norte e sul que valorizam o mar, a mata e o saber e sabor da cultura local.

Todos os passeios serão monitorados por duas empresas credenciadas da cidade. São opções para todos os gostos e idades, como: mergulho, trilhas, cavalgadas, aulas de surf, passeios de botes, observação de aves e roteiros que envolvem a gastronomia da região.

Além destas alternativas o turista poderá optar por novidades, como no “Roteiro Sabor da Mata” que oferecerá um café da manhã diferente em um Haras na praia de Itamambuca. Outra opção interessante é a visita a uma Fazenda Marinha, para conhecer a cultura de mariscos. Este passeio, que também engloba mergulho livre - snorkel e nadadeiras- e o Aquário de Ubatuba, está incluso no “Roteiro Vida Marinha”.

Os roteiros sempre serão acompanhados por um guia especializado e a relação completa de passeios pode-ser consultada no site do festival:
www.gastronomiaubatuba.com.br

O “5º Festival Gastronômico – mar e mata, saber e sabor”, acontecerá de 6 a 30 de agosto, em vários estabelecimentos de Ubatuba. O tema principal deste ano será a promoção do desenvolvimento sustentável. E as grandes novidades deste ano são a Vila Gastronômica e o Seminário Internacional de Turismo Sustentável.


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Coluna do Celsinho

Eco Ubatubense

Celso de Almeida Jr.
Com o Marcelo Tadeu dos Reis Pimentel vivi uma grata experiência, há 22 anos.


Nós e um grupo de amigos queridos fundávamos, em 1987, o Eco Ubatubense, numa homenagem ao nome do 1º jornal que circulou em Ubatuba, no final do século XIX.

Nosso Eco era um tablóide, quinzenal, em off-set, apimentado, com uma linguagem típica de questionadores.

Queríamos que ele servisse como um grande laboratório para os jovens ubatubenses apaixonados pela comunicação.

Durou um semestre.

Foi engolido pela inflação draconiana que elevou o custo gráfico à estratosfera. Sem falar nas divergências internas, que já revelavam as nossas tendências políticas.

Com o Eco, comecei a perceber a realidade da cidade, o perfil dos comerciantes, as mazelas dos políticos.

Nos últimos momentos, o Gilberto Ferreti, que comandava o "A Cidade", levou-me até Pindamonhangaba, numa linotipia que impria o seu jornal. Procurou convencer-me da importância de uma impressão mais barata, que permitiria a nossa sobrevivência. Preferi não avançar, mas o seu gesto nobre ficou na memória.

Sem dúvida, o Eco Ubatubense me deu muitos ensinamentos e alegrias.

Contratei a Patricia para vender assinaturas. Casei com ela e tivemos uma linda filhinha. Um amor que ecoa...

Hoje, vejo o Marcelo Pimentel chefiando o Departamento de Comunicação da Universidade de Taubaté.

Sua mais recente conquista foi participar do movimento que viabilizou, nesta semana, um protocolo de intenções com o Jornal Valeparaibano, cujo diretor, Ferdinando Salerno, foi homenageado como patrono da inédita Cátedra de Jornalismo, que funcionará como uma miniredação nas dependências da Unitau.

Será equipada com 10 computadores, impressora a laser, linha telefonica fixa e fax, pleiteados nas empresas da região, que terão o valor correspondente da doação revertido em espaço publicitário no Valeparaibano.

Os estudantes poderão participar do dia-a-dia do jornal, por meio da produção de cadernos especiais que serão publicados.

Marcelo ressalta que a parceria levará o jornal para dentro da Universidade, servindo como um estímulo para as novas gerações de jornalistas. Lembra, ainda, que diante da não obrigatoriedade do diploma, o novo profissional irá enfrentar um mercado ainda mais competitivo. Assim, conquistas como essa representam um importante diferencial na formação destes estudantes.

Com profissionalismo e competência, o ubatubense de coração Marcelo Pimentel torna real aos jovens de hoje os nossos sonhos do passado.

Ecoou ou não ecoou?

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Opinião

Por onde sair da crise urbana

Washington Novaes
Em meio à profusão de notícias sobre os nossos dramas urbanos, merecem reflexão algumas informações: 1) O Exército começa uma operação de treinamento de seus homens em 11 cidades paulistas - inclusive da Região Metropolitana - para habilitá-los a "assegurar o cumprimento da lei e da ordem" (Estado, 1º/6); 2) o ministro da Defesa, Nelson Jobim, declara que "o atual sistema político-partidário se esgotou" (12/6). A essas notícias sucederam-se outras sobre descontroles muito preocupantes: uma pane paralisou o serviço de telefonia fixa em todas as regiões paulistas, a capital incluída, durante seis horas (10/6); e traficantes impedem a Prefeitura de iluminar ruas (18/5). Se parecemos mergulhar na ingovernabilidade episódica dos grandes aglomerados e se o sistema político-partidário se esgotou e não é capaz de oferecer soluções, o que devemos fazer?


Os números da expansão urbana em São Paulo impressionam. No ano passado, o crescimento da população de favelas foi de 4%, o dobro do ano anterior. E em uma década o número de moradores em barracos aumentou de três a quatro vezes mais que o restante da população (Estado, 9/5). Há uma década já havia 1.062 favelas com mais de 50 habitantes na cidade (IBGE). Só na bacia da Represa de Guarapiranga são 200 mil domicílios, dos quais 40 mil despejando esgotos sem tratamento na água que abastece 4 milhões de pessoas. E nem se pode esperar que os recentes programas habitacionais possam encaminhar soluções: 50% da população do Município não tem renda suficiente para conseguir financiamento. Para complicar, 1.108 loteamentos com 1,2 milhão de moradores são irregulares e, em 13 anos, apenas 71 foram regularizados - embora até a legislação do Conselho Nacional do Meio Ambiente tenha sido abrandada para permitir a legalização em áreas de preservação (pretendendo - sem muitos avanços concretos - facilitar a implantação do saneamento). Mas o problema não está só nas áreas de baixa renda. Mais de 50% dos shopping centers paulistanos estão em situação irregular (1º/2); 7 mil processos de regularização de estabelecimentos comerciais com mais de 1.500 metros quadrados estão parados por falta de documentos; se forem contabilizados estabelecimentos menores, serão 400 mil irregulares.

O arquiteto Jaime Lerner, que se destacou por algumas políticas urbanas em Curitiba, tem advertido que é preciso não repetir erros que já custaram muito: não permitir a ocupação de áreas de encostas e topos de morros; não permitir que prossiga a impermeabilização do solo (São Paulo tem 300 rios confinados ou sob o solo urbano); não permitir adensamento excessivo; não ocupar áreas de inundação natural de rios; não acreditar que a solução para problemas de trânsito esteja na implantação de elevados, viadutos, passagens subterrâneas etc., que em geral "apenas transferem de lugar os congestionamentos".

Pouco tem sido ouvido, mostra a prática. Textos deste jornal indicam (24/3) que "a compactação da cidade gera recursos (para a administração pública) sem benefícios". Que o próprio programa federal em curso para a área da habitação pode "produzir um montão de casas em cidades sem infraestruturas, sem emprego", como diz a arquiteta da USP Raquel Rolnik, relatora de Direitos Humanos na ONU (22/3). E tudo em meio a polêmicas sobre impermeabilizar 19 hectares à beira da Marginal do Tietê para construir mais algumas pistas que abram caminho a 1,2 milhão de veículos por dia.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 26 / 06 / 2009

Folha de São Paulo
"Michael Jackson morre aos 50"

Músico sofreu parada cardíaca em casa, nos EUA; seu álbum 'Thriller', de 1982, é o mais vendido da história

O cantor Michael Jackson, 50, morreu após sofrer parada cardíaca na sua casa em Los Angeles (EUA). O anúncio da morte foi feito às 14h26 locais (18h26 de Brasília) pelo Centro Médico da Universidade da Califórnia, para onde ele foi levado, em coma profundo, depois de ser encontrado por paramédicos dos bombeiros sem sinais de pulso ou respiração.
Até a conclusão desta edição, as causas estavam sendo investigadas. Brian Oxman, advogado ligado aos Jacksons, disse que o músico tinha problemas com uso excessivo de remédios vendidos sob receita médica.

O Globo
"Denúncia sobre neto aumenta pressão pela saída de Sarney"

Presidente do Senado se diz vítima de 'campanha midiática' por apoiar Lula

A situação do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), se agravou ainda mais depois de nova denúncia de irregularidades envolvendo outro de seus netos, agora com o negócio de crédito consignado na Casa. José Adriano Cordeiro Sarney recebeu, em 2007, autorização de seis bancos para intermediar empréstimos com desconto em folha para servidores do Senado e outros órgãos federais. Acuado, Sarney, o avô, não foi ao Congresso. De casa, divulgou nota afirmando que é alvo de “campanha midiática” por apoiar o governo Lula. A suspeita reacendeu o movimento para que o presidente do Senado deixe o cargo. Sarney está nas mãos do DEM, que, até agora, lhe garante maioria na Casa, mas pode mudar de lado. Da tribuna da Câmara, o deputado Sarney Filho (PV-MA), pai de José Adriano, defendeu o pai e o filho, e disse que não houve tráfico de influência.

O Estado de São Paulo
"Senadores pressionam pela renúncia de Sarney"

Pedro Simon foi o mais enfático dos que foram à tribuna: 'Tem de sair'

Num discurso duro contra o presidente do Senado, José Sarney, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi taxativo: "Tem de sair". Para Simon, Sarney deve deixar a presidência da Casa diante das denúncias de desvios éticos que geraram atos secretos e benefícios a parentes. “Não dá, não dá, não dá”, afirmou. A pressão aumentou depois de o Estado ter noticiado, ontem, que José Adriano Cordeiro Sarney, neto do senador, tem uma empresa que intermedia crédito consignado no Senado. Senadores dos principais partidos se revezaram na tribuna com o mesmo pedido de Simon. O presidente Lula disse que as denúncias têm de ser apuradas e o País não pode parar por causa da crise. Agaciel Maia, pivô de várias denúncias quando ocupava a Direção-Geral do Senado, pediu afastamento por 90 dias.

Jornal do Brasil
"Morre o rei do pop"
Criança prodígio dos Jackson Five nos anos 60 e ídolo de várias gerações nas décadas seguintes, Michael Jackson morre aos 50 anos. Cercado de polêmicas por acusações de abuso sexual de meninos, sonegação de impostos e uma transformação física impressionante, o personagem levou uma multidão à clínica, em Los Angeles, onde estava internado. Havia sido encontrado em casa, já em coma, sem respiração. As circunstâncias da morte não estão claras, e a necropsia inclui exames toxicológicos.


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quinta-feira, junho 25, 2009

Parada cardíaca

Michael Jackson morreu

Correio da Manhã (original aqui)
A estrela pop Michael Jackson morreu esta quinta-feira, aos 50 anos, vitima de uma paragem cardíaca. O cantor ainda chegou a ser transportado para o Centro Médico UCLA, em Los Angeles, onde o seu óbito acabou por ser confirmado, de acordo com um site ligado ao meio artístico.

De acordo com os media norte-americanos, os serviços de urgência foram chamados à mansão de Jackson, que não estava a respirar quando ali chegaram.

Após ter recebido uma massagem cardiorrespiratória, o cantor foi transportado para o hospital. O site TMZ já confirmou a sua morte.

O intérprete de 'Bad' estava a preparar o seu regresso aos palcos com uma série de meia centena de shows em Londres, que estava previsto começar no próximo dia 13 de Julho.

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Love affair...


Vamos discutir a relação, nem tente fugir...

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Fique por dentro

Tudo isso e muito mais

Sidney Borges
Chô zebra. Deu pena a cara os torcedores sul-africanos. Lembrei-me de Sarriá. Que má lembrança! Chô! Ta difícil o jogo, os africanos do sul não estão dando moleza aos comandados de Dunga
. Acompanhe o que vai por Ubatuba, pelo Brasil e pelo Mundo. Futuramente pelo Universo... Tarado apanhado com a boca na botija. Da série: Sarney no telhado. Por favor chuva ruim, não molhes mais o meu amor assim... China censura sites científicos. Pombos-correio têm 'GPS natural'. Lembranças do amigo Ennio Pesce. No dia de São João, fiéis atravessam tapete de brasas no interior de SP.

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Acontece em Ubatuba



Carros antigos

Sidney Borges
Domingo, dia 28, o Clube de Autos Antigos de Taubaté – CAAT promoverá um passeio de seus sócios à Ubatuba.

Os bólidos de outrora partirão às 08h30 da Praça Santa Terezinha, em Taubaté.

Chegando à terra de Coaquira, a maioria chegará se Deus quiser, os destemidos condutores e passageiros visitarão o Museu do Automóvel, no bairro do Itaguá.

Por volta das 11h00 o cortejo seguirá em direção à Marina Kauai, no Saco da Ribeira, onde os veículos permanecerão expostos à apreciação do público.

Não perca e aproveite a foto acima para imprimir e colorir.

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Ubatuba em foco II

Honestidade

Ednelson Prado

Caro Sidney, peço licença a você e seus visitantes para falar sobre um fato que me chamou a atenção. Ao visitar seu blog, me deparei com colocações feitas pelo empresário Josias Sabóia, o Jija. Ao tomar conhecimento dos acontecimentos relatados por ele, me senti na obrigação de falar sobre o fato. Conhecia o Jija há algum tempo quando, por indicação do amigo Elísio Russo, fui trabalhar com ele no Jornal A Semana. Nossa conversa para a contratação foi rápida, acertamos os valores e iniciamos o trabalho. Ele foi, com certeza, um dos caras mais sérios com quem já trabalhei. Tudo o que foi combinado foi cumprido. Homem de palavra. Disso ninguém pode jamais duvidar. Ah, e mesmo sem formação profissional, um jornalista nato.

Quanto à maneira como conduz seus negócios, a cada dia me surpreendia com a forma como atuava. Não é um administrador por formação, mas por aprendizado que a vida proporcionou. Um aprendizado que o faz tomar medidas que , sem dúvida, me causou surpresa por várias vezes. Surpresa pela percepção de como as coisas ocorriam, desde o comportamento do cliente, até a postura de seus funcionários e as oportunidades de negócios que se apresentavam. Mesmo rígido, um cara amigo de seus funcionários, preocupado com o bem estar deles. Um parceiro. Além disso, a seriedade e a honestidade sempre foram marcas mais do que fortes em sua personalidade.

Me recordo que, por várias vezes, durante o fechamento do jornal, ele largava tudo para acompanhar a chegada dos caminhões de combustível. Uma de suas maiores preocupações: a qualidade do combustível que chegava.

Tentou, por algumas vezes, me explicar a questão da procedência, o caminho percorrido pelo combustível desde as refinarias até às distribuidoras. Confesso que ouvia atento, mas como não era minha praia, alguns detalhes me passavam despercebidos. Mas uma certeza: ele sabia como as coisas funcionavam e a cada conversa deixava clara a preocupação que possuía com a qualidade do combustível que chegava e que comercializava. Não admitia um produto de qualidade questionável, a possibilidade de fraude.

Logo, não acredito que tenha mudado de postura e que tenha passado a fraudar combustível. Acredito sim em um erro, não em dolo, jamais. Não o Jija, empresário sério, honesto e de caráter. Por tudo isso, pelo que conheço dele, entendo o que sente, pois não há nada pior do que ser acusado de algo que não se fez. Sendo assim, me solidarizo a ele e deixo minha posição e meu total apoio. Força e sabe que pode contar com este humilde jornalista para o que precisar.

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De olho no Ubatuba Víbora


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Futebol

Lula falou, tá falado

Do Trem Azul (original aqui)
O presidente Lula visitou o Morumbi ontem à noite.

E diante de não poucas testemunhas, virou-se para o ministro do Esporte, Orlando Silva Júnior, e ralhou:

"Diga ao Ricardo (Teixeira) para parar de falar merda.

É preciso abaixar a crista dele.

O Morumbi é o estádio de São Paulo para a Copa do Mundo". (Juca Kfouri)

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Tecnologia



Avião movido a energia solar terá primeiro voo noturno

Veja.com (original aqui)
O Grupo Altran apresenta depois de amanhã (26), na Suíça, o Solar Impulse, primeiro avião movido a energia solar programado para planos de vôo noturno.


Desde 2003, a empresa, líder européia em consultoria e inovação, está envolvida no projeto como parceira oficial. A equipe de peritos do grupo usou o seu conhecimento nos setores de aeronáutica e energia, bem como seus projetos e habilidades em gestão de risco para criação deste projeto inovador.

Projetado na Suiça, o Solar Impulse já realizou três vôos por meio de um simulador ao longo dos últimos três anos, proporcionando uma avaliação do comportamento e percurso da aeronave, em condições meteorológicas reais.

As análises foram baseadas em mais de 5 mil parâmetros, entre eles, o consumo de energia, bateria, gestão de painel solar, potência do motor, modelos de vôos, gestão de autorizações de sobrevôo e decisões do piloto.

Já em 2010, estão previstas duas grandes viagens: cruzar os Estados Unidos e depois o Oceano Atlântico e, em maio de 2011, uma volta ao mundo, tripulado, tendo o piloto Michel Picard a bordo, com escalas em todos os continentes. (Agência Envolverde)

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Charge - Machado


Original aqui

Pega o boné e chispa...

Sai dai rápido, Sarney

Ricardo Noblat (original aqui)
O que dirá o senador José Sarney (PMDB-AP) quando lhe perguntarem a respeito do neto que há dois anos negocia dentro do Senado empréstimos consignados para servidores, segundo reportagem publicada, hoje, pelo jornal O Estado de S. Paulo?

Dirá que desconhecia o fato?

O neto é filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA).

Presidente do Senado pela terceira vez, senador há 19 anos, seguramente o mais prestigiado dos 81 senadores, responsável pela nomeação de um diretor-geral que permaneceu no cargo durante 14 anos, acolitado por mais de 100 auxiliares, é razoável imaginar que Sarney nunca ouviu falar das ações do neto banqueiro?

Quem acredita? Seria a mentira do ano.

Se ouviu e as considerou legítimas é porque perdeu o juízo por completo.

Há um claro conflito de interesses entre um senador no exercício de suas funções e um neto a realizar transações financeiras em um espaço sujeito à forte influência do avô. A mais rala noção de ética impediria que uma situação desse tipo tivesse se estabelecido.

Sarney valeu-se do "eu não sabia" para contornar a descoberta de que recebia há mais de um ano auxílio-moradia de R$ 3.800,00 mensais, embora tenha casa própria em Brasília, além da residência oficial de presidente do Senado.

Novamente apelou para a mesma desculpa ao ser confrontado com a informação de que outro neto dele, filho do seu filho mais velho Fernando, havia sido funcionário do gabinete do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA). "Eu não pedi e não sabia", jurou Sarney.

Disse ainda que nada pedira e que nada sabia a respeito das nomeações de uma prima e de uma sobrinha de Jorge Murad, seu genro. Uma delas morava em Barcelona e era lotada no gabinete do líder do PTB no Senado.

Preferiu nada comentar sobre a nomeação em 2005 de seu irmão Ivan para a 2ª Secretaria do Senado. Dali, mais tarde, Ivan foi exonerado mediante ato secreto.

Admitiu ter pedido ao colega Delcídio Amaral (PT-MS) que empregasse uma sobrinha que se mudara para Campo Grande. Uma vez que o nome da sobrinha foi citado pela imprensa, pediu a Delcídío que a devolvesse.

Sarney saiu em defesa da filha Roseana quando este blog publicou em primeira mão que Amauri Machado, conhecido como "Secreta", ganhava salário de motorista do Senado para trabalhar como serviçal na casa da atual governadora do Maranhão.

"Ele é chofer do Senado há 25 anos", contou. "E Roseana nem mora mais em Brasília".

"Secreta" foi um chofer pago pelo Senado para trabalhar, primeiro, na casa de Sarney, e, depois, na casa de Roseana. Até há pouco, Roseana morava em Brasília.

Por último, Sarney negou a existência de atos secretos produzidos pela direção do Senado. Ao saber que eles existiam, sim, apressou-se em garantir:

- Mas é tudo relativo ao passado, nada relacionado ao nosso período. Nós não temos nada a ver com isso. Eu não vou dizer que ocorreu na presidência tal e tal, até porque alguns colegas nossos estão mortos.

Restou provado que algumas dezenas de atos secretos foram assinado por Sarney quando assumiu pela segunda vez a presidência do Senado. Portanto, aqui, há como se afirmar que ele mentiu para seus pares e para o distinto público.

Numa linguagem tortuosa, que não faz jus a um escritor de tantos livros e membro da Academia Brasileira de Letras, Sarney observou outro dia:

- Nossos valores [do Congresso] não podem ser julgados pela imperfeição do exercício, dos valores morais e dos valores do parlamento que são feitos muitas vezes por maus parlamentares a quem devemos combater.

Em defesa da própria reputação e, é claro, do cargo que ocupa, Sarney trovejou na tribuna do Senado:

- A crise do Senado não é minha. A crise é do Senado. É essa instituição que nós devemos preservar. Tanto quanto qualquer um aqui, ninguém tem mais interesse nisso do que eu, até porque aceitei ser presidente da Casa.

Se ainda está valendo o que ele disse sobre a preservação do Senado como instituição; se de fato ninguém mais do que ele tem interesse em preservá-la; se não quer passar pelo pesadelo que atormentou Renan Calheiros (PMDB-AL), obrigado a se licenciar do cargo e, mais tarde, a abdicar dele; Sarney deveria renunciar de imediato ao cargo de presidente.

A crise é do Senado, mas também é dele. Uma presidência em crise não tem condições de administrar uma instituição em crise.

Não é mais caso de licença do cargo, mas de renúncia, como decretou, anteontem, o senador Pedro Simon (PMDB-RS).

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Ubatuba em foco

Adulterador de combustível, eu?

Josias Baltazar Nunes Sabóia (JIJA)
O título é pesado, mas é como estou sendo taxado pela Secretaria da Fazenda do Estado. Com 45 anos de idade e mais de 25 dedicados ao comércio, estou assistindo tudo desabar aos meus pés por um erro que não cometi e nunca o farei.


Dos fatos para todos terem conhecimento:

Em 17/12/07 a Secretaria da Fazenda, em uma operação de rotina, coletou amostras dos combustíveis (gasolina e álcool) vendidos no JIJA AUTO POSTO Perequê-Açu.

No mês de fevereiro de 2008 recebemos a visita de um fiscal que informou que estava sendo aberto pela Secretaria um processo de cassação de nossa inscrição estadual; ou melhor: um processo para fechar o posto. O chão naquele momento desapareceu. Após as explicações de praxe do fiscal, fui informado que teria ocorrido uma desconformidade no álcool combustível que teria que ter 92,6% de teor alcoólico e estava com 91,7%. Traduzindo: menos de 1%, ou seja, 0,9%. Há de se frisar ainda que a margem de erro do laboratório é de 0,5%.

No dia da fiscalização, tínhamos aproximadamente 6.300 litros de álcool no tanque do posto, portanto, seria como se eu tivesse colocado aproximadamente 56,7 litros de água no tanque para ter um lucro EXTRA de R$ 78,81 (Setenta e oito reais e oitenta e um centavos). O que isto iria significar no meu contexto geral? Absolutamente nada! Valores superiores a este são perdidos por todos os postos de gasolina com quebra de caixa e evaporação espontânea dos produtos.

Nascido em Ubatuba, iniciei minhas atividades no comércio de nossa cidade há mais de 20 anos na garagem da casa da minha mãe com uma oficina de motos: a JIJA MOTOS. Depois de menos de um ano, alugamos um ponto na Rua Rio Grande do Sul, esquina com a Rua Minas Gerais. Ficamos lá por muitos anos com a JIJA MOTOS. Em 1993 abrimos em sociedade a JP BIKES, na rua Prof. Thomaz Galhardo, 1.256. Após uns três anos, comprei a parte do meu sócio e reformei a loja inteira unindo a JIJA MOTOS e JP BIKES. Assim nasceu a JIJA BIKES e MOTOS, da qual até hoje sou proprietário, com mais de 10.000 bicicletas vendidas.

No ano de 1995 alugamos um prédio na Rod. Oswaldo Cruz, com a intenção de montarmos uma montadora de bicicletas. Porém, numa tarde, sentado no prédio veio uma luz na minha cabeça e pensei: SERÁ que aqui não cabe um posto de gasolina?. Assim nasceu o JP AUTO POSTO LTDA, em sociedade com o meu antigo sócio e compadre.

Em 1997 concorri ao cargo de Presidente da ACIU (Associação Comercial de Ubatuba) e perdi a eleição; em 1998 tornei-me presidente do CONSEG (Conselho de Segurança) por indicação da ACIU; em 28 de outubro daquele mesmo ano lançamos o JORNAL A SEMANA; em 1999 concorremos novamente à presidência da ACIU e ganhamos a eleição; em 2000 fui candidato a Vice-prefeito com o prefeito em exercício ZIZINHO, mas perdemos a eleição e 2001 nos afastamos da presidência da ACIU, não teve eleição, pois não concorremos naquele ano à reeleição.

Em 2001 inauguramos o JIJA AUTO POSTO, no Perequê-Açu, em parceria com o amigo DiMônaco, que estava construído o conjunto comercial que lá está; em 2003 instalamos a JIJA LOCADORA, que são duas lojas; em 2006 iniciamos a JIJA PIZZARIA (que já não é mais nossa).

Minhas últimas férias foram de 1987, há 22 anos. Nestes últimos anos praticamente só trabalhamos, tanto em nosso benefício como em benefício da nossa cidade, que em muitas vezes consumiu dias e mais dias de dedicação, reuniões, viagens tentando trazer benefícios para nós todos que aqui vivemos, na grande maioria das vezes largando a minha família em segundo plano. Fizemos tudo isto para hoje ser tachado como criminoso, como adulterador de combustível.

Fui e sou favorável à lei estadual de cassação a Inscrição Estadual do Posto, mas há que se separar o joio do trigo. Já tivemos em nossa cidade postos de gasolina vendendo de tudo, todo tipo de produto. Na época, todos nós donos de postos de gasolina da cidade que operavam com honestidade sofreram com isto.

Em 2002 entramos numa campanha de monitoramento do combustível, feita pela SP Combustíveis, com a finalidade de todas as semanas coletar amostras de gasolina, álcool e diesel e levar para o laboratório Ararua, onde são analisadas e recebemos os resultados. Temos laudos desde o ano de 2002 e nunca sequer tivemos um problema com a qualidade, assim afirmada em laudos. Nenhum posto de nossa cidade tinha laudos semanais para comprovar a qualidade dos produtos que vendíamos; não que tivéssemos dúvidas em relação à compra, mas por desencargo de consciência passamos a fazer os laudos.

Já fomos fiscalizados nestes quase 15 anos por diversos órgãos fiscalizadores, como ANP (Agência Nacional do Petróleo) e IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), que constantemente vem aos postos, e outras fiscalizações como IPEM, etc. Nunca fomos repreendidos por atos ilícitos ao consumidor e sempre pautamos nossa conduta na honestidade.

Chegamos a ter quase 50 funcionários em todos os negócios e posso afirmar que qualquer um deles nunca viu, nem recebeu uma ordem minha para fazer qualquer coisa desonesta. Sempre primamos pela qualidade e pela honestidade e hoje, por menos de 1% de diferença em um produto, fomos denunciados pela Secretaria da Fazenda do Estado à fundação PROCON e à delegacia de polícia para instauração de inquérito policial por adulteração de combustíveis.

Nestes últimos 15 dias, sem dormir ou comer direito, sem conseguir fazer muita coisa, pois a cabeça não ajuda, já ouvimos de tudo a respeito do fechamento do posto, inclusive, que eu estava preso por adulterar combustível. A realidade dos fatos está aqui relatada e comprovada com laudos do IPT, UNICAMP, e Ararua. Coloco à disposição de quem quiser ver mais de seis anos de laudos afirmando a qualidade do produto vendido.

Ainda acredito na justiça deste País, por isso, não posso acreditar que somos nivelados por tão baixo escalão. Tenho a consciência limpa, ando de cabeça erguida e posso afirmar que não fiz e jamais faria qualquer coisa ilegal para ganhar uns trocados ou para ganhar muito dinheiro. Temos clientes que abastecem conosco desde que abrimos o primeiro posto, mas temos também uma carteira com mais de 200 mil reais em cheques sem fundos, sendo mais de 98% deste valor em cheques de Ubatuba. Já surpreendi pessoas falando mal de mim, que nada mais eram do que elementos com cheque sem fundos em nossas mãos; assim falam besteiras, pois tem vergonha de aqui pisar e pagar o que deve, ou de contar a verdade do porquê não abastecerem em nossos postos.

Este esclarecimento se fez necessário, pois devo satisfação aos nossos clientes que estão cobrando a abertura do posto e fica difícil ficar contando o ocorrido a cada um deles, e olha que já conversamos com inúmeros clientes e todos se colocaram a disposição para qualquer coisa que possa ajudar a resolver este caso. Entramos agora numa batalha judicial para provar nossa inocência, pois não podemos aceitar o que está acontecendo.

Ficam as perguntas

Se um advogado errar em uma ação, ele perde sua OAB? Se um Juiz ou um Desembargador errar em seu veredicto, eles perdem seu cargo? Se um político erra neste País é cassado? Se um médico comete um pequeno erro, perde o direito de clinicar? Ou em qualquer caso uma pessoa comete um pequeno erro, é condenada à cadeira elétrica? Não, isto não acontece. Se isto não acontece porque se cassa a inscrição estadual de um posto por um erro de menos de 1%? Isto é justiça? Está realmente a secretaria agindo corretamente em sua decisão? Desta forma, ela realmente está acabando com a adulteração de combustível, ou está colocando gente honesta e trabalhadora sem condições de sobreviver?

Tem-se que separar ‘adulteração’ de ‘erros’!

Seria como chegar a uma padaria, pegar um pão com menos de 1% de peso e lacrar a padaria; chegar a um supermercado, encontrar um produto vencido no meio de centenas e fechar o estabelecimento.

Se você considera estas medidas acima corretas, está certa a secretaria em cassar a inscrição estadual do posto, mas também teria que cassar todos os estabelecimentos comerciais que cometessem qualquer tipo de erro, ou profissionais que errassem.

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Coluna do Moromizato

A notícia e o fato

Maurício Moromizato
Já tratei nesse espaço sobre a questão da imprensa e sua parcialidade e/ou omissão e/ou submissão aqui em Ubatuba. Alguns fatos se juntaram nessa semana para que eu tivesse novamente vontade e necessidade de abordar novamente o tema.

Em primeiro lugar, há um chamado para a “Conferência Nacional de Comunicação”, que discutirá as comunicações como um todo, envolvendo aí as concessões de rádio e TV, as rádios e TVs comunitárias, o papel da imprensa, da internet, etc. Inicio com esse artigo um processo de mobilização e aglutinação de quem quer discutir o tema em Ubatuba. A CUT (Central Única dos Trabalhadores) está fazendo sua parte e chamando a população à discussão. Brevemente escreverei especificamente sobre esse tema.

Em seguida, tivemos recentemente a decisão do STF que terminou com a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Tal fato regulamenta uma situação já existente. Conforme já publicado aqui no Víbora coloca o Brasil ao lado de vários países com situação igual. Particularmente nas cidades menores, isso vai propiciar maior facilidade para se abrir um jornal e talvez ajude no surgimento de “imprensas” alternativas ao que está aí hoje.

O fato é que a partir da situação de Ubatuba podemos ver que urge uma nova forma de jornalismo e suas expressões, que reflitam de maneira correta os fatos do cotidiano, que possibilitem reportagens sobre as mais variadas situações e que de fato sejam agentes da informação, primando por distinguir a “informação” da “opinião”. É atribuída a um famoso escritor/jornalista/frasista a frase que diz “imprensa é oposição, o resto é loja de secos e molhados”. Abaixo cito três exemplos de parcialidade no trato das informações, de ausência na oitiva de todas as partes e de omissão de fatos no noticiário.

(1) A notícia: “Democratização chega ao Mercado de Peixes” – Jornal A Cidade, primeira página, 20 de Junho de 2009. Relata que a Prefeitura de Ubatuba, por meio da sua secretaria de agricultura, pesca e abastecimento assume o mercado de Peixes, situado na Ilha dos Pescadores. Na página 3 outra manchete diz: “Pescadores Ubatubenses conquistam o direito de comercializar no Mercado de Peixes” – A conquista se deve ao fato da prefeitura ter assumido a administração do Mercado; antes, somente pessoas vinculadas à Associação dos Pescadores de Ubatuba podiam comercializar seus pescados no Mercado.

O Fato: A “democratização” foi na verdade um ato ditatorial, vindo por meio de decreto, sem discussão alguma com a categoria. E pior, revogando um decreto anterior dessa atual gestão que entregou à Associação dos Pescadores de Ubatuba (APU) a administração do mercado, aprovada em Assembléia dos Pescadores. E indo além, a própria APU foi criada por estímulo da atual administração, num movimento político. Digo que o fato é esse porque acompanho a questão desde aquela época. Quem quiser tirar a prova pode ir pesquisar lá na barra dos pescadores. Democrática seria uma discussão ampla sobre a pesca, sobre a urbanização da barra dos pescadores, com instalação da bomba de óleo diesel (vinda do governo federal), sobre o saneamento básico na Ilha, e que envolvesse um projeto para o Mercado de Peixes. Nada disso aconteceu...

(2) A notícia: D.R.E. de Caraguatatuba (Delegacia Regional de Ensino), em aparente matéria paga traz a manchete “Alunos da E.E. Prof.ª Nair Ferreira Neves saem em defesa do Rio P. Mirim” – Jornal A Cidade de Ubatuba, pág.10 de 20 de Junho de 2009.

O Fato: independente do conteúdo da notícia, que relata toda semana os feitos da Secretaria de Educação Estadual, o Jornal não faz, nunca, reportagem sobre a qualidade e a situação real das escolas estaduais na nossa cidade de Ubatuba. Essa omissão ajuda a esconder a situação precária do ensino estadual, que absorve os alunos que saem da rede municipal. Salas cheias, falta de professores, excesso de professores eventuais, sem garantia de emprego e sem estímulo, desesperança na juventude. Mais um dado para confirmar a omissão, que prejudica a análise dos fatos: há mais de quinze anos não se constrói uma escola estadual em Ubatuba, e informações confiáveis dão conta que a situação se repete em todo o estado de São Paulo. Em contrapartida, só nos últimos anos ganhamos uma FEBEM e um Presídio em Caraguá. “Menos escolas, mais presídios” é a herança do governo Estadual. Cadê notícia sobre isso?

(3) Em “Aplausos censurados, o desespero da mídia”, Publicado no boletim eletrônico da Revista Carta Maior, Gilson Caroni Filho, professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa relata que ‘Em recente viagem a Genebra, o presidente Lula foi ovacionado ao discursar no Conselho Nacional de Direitos Humanos da ONU. Depois, segundo relato da BBC, “foi aplaudido seis vezes" ao criticar o Consenso de Washington e o neoliberalismo na plenária da OIT. O silêncio dos portais da grande imprensa e a ausência de qualquer referência ao fato nas edições da Folha de São Paulo, Globo e Estadão foi gritante. Representou o isolamento acústico dos aplausos recebidos. Uma parede midiática que abafa o “barulho insuportável" na razão inversa com que ampliou as vaias orquestradas na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos em 2007, no Rio de Janeiro. Nada como um aparelho ideológico em desespero’.

É por isso que tenho muito prazer em ter esse espaço de manifestação aqui no Ubatubavibora. Aos leitores e leitoras que também se sentem desinformados, fica um convite para refletir sobre esse tema. Tenho pensado muito na internet e nas redes sociais como mecanismo para difusão de informações verdadeiras e confiáveis, que acarretem um conhecimento que leve à correta compreensão do que acontece por aqui, das possibilidades e das oportunidades que Ubatuba tem. A experiência na política, o estudo e muitas discussões me trazem a certeza de que a “imprensa local”, atual e futura, deve ser assunto obrigatório quando se discute o destino de Ubatuba. Aos que têm a mesma opinião fica o convite para uma conversa que discuta opções à situação atual.

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Opinião

Revolução na revolução

Demétrio Magnoli no Estadão
"Ouvi disparos repetidamente enquanto as pessoas entoavam Allahu Akbar (Deus é grande) na região de Niavaran", testemunhou um habitante de Teerã no sábado, enquanto helicópteros da polícia sobrevoavam a capital, milicianos alvejavam manifestantes e jornalistas enganavam a censura transmitindo fotos via Twitter. No Irã, insiste o candidato oposicionista Hossein Mousavi, ocorreu uma fraude eleitoral de proporções quase inconcebíveis.


Uma fraude "normal" não poderia inverter a direção de 15% dos votos. Mousavi acusa o regime de promover uma "mágica": no lugar da totalização dos votos, a comissão central eleitoral simplesmente teria lançado resultados finais arbitrários. A hipótese é sustentada por diversos indícios inconclusivos. Entretanto, a revolta popular adquiriu dinâmica própria, escapando ao controle das lideranças políticas e ameaçando a ordem autoritária dos clérigos.

O Irã almejou ser Ocidente durante os 55 anos da dinastia Pahlevi. Desde o complô, tramado nos EUA, que derrubou o primeiro-ministro nacionalista Mohammed Mossadegh, em 1953, o xá Reza Pahlevi alinhou-se com Washington e consolidou um regime autocrático apoiado no serviço secreto. A Revolução Iraniana de 1979 não foi unicamente, como assevera a lenda, um movimento de reação contra o cosmopolitismo moderno. O levante popular que destruiu a monarquia teve um componente desse tipo, personificado pela liderança carismática do aiatolá Ruhollah Khomeini. Mas teve outro componente, nacionalista e democrático, que reivindicava a restauração da Constituição de 1906, expressão do projeto histórico de conciliação entre o Islã e as liberdades políticas numa Pérsia em busca do seu lugar na modernidade.

O equilíbrio entre os dois componentes durou pouco mais de um ano, até a deposição parlamentar de Bani Sadr, o primeiro presidente da República Islâmica. As instituições políticas iranianas, contudo, continuam a refletir, de modo enviesado, a aliança revolucionária original. O poder de Estado, derivado da vontade divina, concentra-se no líder supremo, posição ocupada pelo aiatolá Ali Khamenei, que é assessorado pelo Conselho de Guardiães. O líder supremo é escolhido pela Assembleia de Especialistas, constituída por juristas islâmicos eleitos a partir de uma lista elaborada pelo Conselho de Guardiães. O poder de governo, derivado da vontade popular, concentra-se no presidente e no Parlamento, mas a soberania do povo é limitada pela prerrogativa do Conselho de Guardiães de vetar candidaturas. República Islâmica: entre os dois termos conflitivos que nomeiam o Irã, o segundo subordina o primeiro.

Num artigo de 1988, o orientalista Bernard Lewis sugeriu que, no lugar da clássica rivalidade entre radicais e moderados, o Irã conheceria um embate entre ideólogos e pragmáticos. Após uma etapa inicial de turbulência, sob o predomínio dos primeiros, a revolução islâmica se aquietaria debaixo da hegemonia dos segundos. Não é pequena a tentação de interpretar desse modo a trajetória oscilante de um país que, depois dos anos loucos de Khomeini, acomodou-se no governo burocrático de Akbar Rafsanjani, tateou o caminho das reformas na presidência de Mohammad Khatami, desviou-se para o "choque de civilizações" de Mahmoud Ahmadinejad e agora volta suas esperanças para o pragmático Mousavi.

Mas Lewis estava errado, pois não quis ver que o Islã não é uma árvore isolada numa clareira da História, mas uma garrafa aberta no oceano do mundo. Desde a Revolução Constitucionalista de 1905, a nação iraniana busca se conectar com a ideia "ocidental" de que as pessoas têm direitos irrevogáveis. Mousavi é realmente um pragmático e no passado, quando primeiro-ministro, fechou uma universidade e assinou ordens cumpridas pela polícia de costumes. Contudo, como Khatami, que hoje o apoia, cruzou uma fronteira proibida e, exprimindo aspirações de milhões de jovens e mulheres, delineou um programa inaceitável para o núcleo teocrático do poder. No seu ano 30, longe de aquietar-se, o movimento revolucionário lança-se contra a censura, a repressão cultural e uma política externa articulada em torno do antissemitismo.

"A doutrina ocidental do direito de resistir a um mau governo é estranha ao pensamento islâmico." A fórmula de Lewis, que está na sua obra mais importante, tolda a visão sobre o que acontece no Irã. O pensador, fonte intelectual da política do governo Bush para o mundo muçulmano, não pode conceber que muçulmanos arrisquem sua vida em nome da liberdade.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 25 / 06 / 2009

Folha de São Paulo
"Lula vai vetar apenas um ponto da MP da Amazônia"

Presidente decide barrar transferência de terra da União a pessoa jurídica

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetará só uma parte do artigo 7º da medida provisória 458, que trata da regularização fundiária da Amazônia, relata Kennedy Alencar. Será o trecho que permitiria transferir terras da União a pessoas jurídicas. A decisão presidencial é uma vitória dos ruralistas.
O veto, porém, é concessão aos ambientalistas, que chamam a medida de "MP da Grilagem" e pressionavam o governo para que artigos fossem descartados.
Com a medida provisória, o Planalto pretende regularizar 67,4 milhões de hectares da Amazônia, área equivalente aos territórios da Alemanha e da Itália juntos.
O texto prevê doação, cobrança simbólica ou venda das terras pelo valor de mercado, de acordo com o tamanho das propriedades.
O presidente considerou que, do ponto de vista político, sancionar integralmente a MP poderia trazer desgaste à imagem do seu governo no exterior.

O Globo
"Senado tenta descobrir quem movimentava contas secretas"

Sindicância é aberta para apurar depósitos dos últimos 5 anos na CEF

O Senado abriu sindicância para apurar como era feita a movimentação de duas contas bancárias secretas da Casa na CEF, com R$ 3,7 milhões em depósito. As contas, cuja existência foi revelada ontem pelo GLOBO, pertencem ao Prodasen, órgão de informática do Senado. São consideradas atípicas, pois são paralelas à conta única por onde passam todos os recursos do Senado. O presidente da Comissão de Fiscalização e Controle, Renato Casagrande (PSB-ES), pediu o extrato dos últimos cinco anos: “É preciso saber quem movimenta essas contas." Para o Prodasen, elas são legais. Mesmo assim, anunciou que irá fechá-las.

O Estado de São Paulo
"Neto de Sarney agencia crédito para funcionários do Senado"

Empresa tem acordo com 6 bancos para intermediar empréstimos consignados

Alvo de investigação da Polícia Federal por suspeita de corrupção, o esquema do crédito consignado para servidores no Senado inclui entre seus operadores José Adriano Cordeiro Sarney - neto do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), informam os repórteres Rodrigo Rangel e Rosa Costa. De 2007 até hoje, a empresa de José Adriano teve autorização de seis bancos para intermediar a concessão de empréstimos com desconto na folha de pagamento. Filho do deputado Zequinha Sarney (PV-MA), ele disse ao Estado que sua empresa fatura por ano "menos de R$ 5 milhões". José Adriano abriu a firma quatro meses depois que o então diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, inaugurou assessoria para intermediar os contratos, pivô de escândalo que custou seu cargo. O caso da empresa do neto de Sarney segue igual receita. Estima-se que, nos últimos três anos, o negócio dos empréstimos consignados tenha movimentado mais de R$ 1,2 bilhão no Senado.

Jornal do Brasil
"Gripe suína nas escolas da Zona Sul"

Dois casos forçam a suspensão de aulas no Santo Inácio, e Escola Parque isola alunos

Dois casos confirmados de gripe suína entre alunos do Colégio Santo Inácio forçaram a suspensão das aulas numa das mais tradicionais escolas da Zona Sul do Rio. Outros dois estudantes, com sintomas, esperam diagnóstico. O afastamento atinge 4.900 alunos e mais de 500 professores e funcionários. A previsão é de que as aulas sejam retomadas na terça-feira. Preocupados, os pais dizem que vão deixar os outros filhos em casa, mesmo que estudem em colégios diferentes. A Escola Parque, na Gávea, também tem uma aluna doente, mas apenas quem teve contato com a garota infectada recebeu orientação de ficar em isolamento domiciliar. Só ontem o Brasil registrou 65 novos casos de gripe suína, aumentando o total para 399. Saiba quais são os sintomas da doença e como se prevenir.

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quarta-feira, junho 24, 2009

Lembranças

Ennio Pesce

Sidney Borges
Fiquei triste ao ler no Observatório da Imprensa a notícia da morte de Ennio Pesce. Quando cheguei à Globo, no início da década de 1980, Ennio era o cara.

Fiquei alguns meses por lá cobrindo férias e retornei em 1984 como contratado, mas nesse momento a idéia do âncora já tinha passado e Ennio era apresentador e comentarista de política do SPTV.

Boni sempre foi antenado, bem informado e viajado. Os telejornais brasileiros tinham no apresentador um mero leitor de telepronter, sem participação nas notícias.

Nos Estados Unidos a coisa era diferente. Walter Cronkite Jr., âncora do CBS Evening News era tido como “o homem mais confiável da América”. Sua reputação garantia audiência e faturamento. Boni resolveu repetir a receita e escolheu Ennio Pesce para ser o âncora do Brasil.

Enquanto o projeto se desenvolvia Ennio sofreu um enfarte em pleno trânsito e segundo relato dele próprio, teve tempo de dirigir até o hospital, estacionar e dizer à atendente que precisava de socorro. Enquanto a funcionária insistia em ver os documentos ele desmaiou e só então foi socorrido. Recuperado depois de algumas semanas retornou à televisão onde nos tornamos amigos em função da paixão pelo boxe.

Em 15 de abril de 1985 Marvin “Marvelous” Hagler e Thomas "Hit Man" Hearns lutaram pelo título dos médios. O promotor Bob Arum chamou a luta de "A Guerra" e pelo retrospecto dos lutadores seria quase isso o que iria acontecer naquela noite na arena do Caesars Palace, em Las Vegas, nos Estados Unidos.

No Brasil, fora algumas notas esporádicas, a luta não foi divulgada. Na redação da praça Marechal Deodoro eu aguardava notícias, mas não havia nada nas rádios. Ennio passou pela minha sala e perguntou da luta, eu disse que esperaria pelo teletipo. Ele resolveu esperar também e assim, no início da madrugada do dia 16 de abril soubemos que Hagler tinha vencido no 3º round, mantendo o título pela 11ª vez, com 10 vitórias pela via rápida.

Continuamos amigos, eu sempre ouvindo histórias saborosas de políticos entrevistados por ele, como a de Jânio, no Guarujá, que tomou um litro de vinho quinado barato enquanto comia parmesão faixa azul e respondia às perguntas.

Nos anos da década de 1990 nos encontrávamos no parque Ibirapuera durante as caminhadas.

Quando amigos e conhecidos começam morrer é hora de colocar as barbas de molho, a fila se aproxima do guichê. O que virá depois?

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