sábado, maio 02, 2009

Recordar é viver

Vida



O que é isso?

Sidney Borges
A foto me fez parar para pensar. O porco parece feliz, eu diria até que está sorrindo. Sobre o contentamento da criança nada a dizer, é evidente.

Durante algumas décadas somos hóspedes da Terra sem ter noção do propósito da estadia. Ontem sentei-me na varanda a contemplar a chuva e a pensar no que havia ao redor da singularidade quântica que deu origem a tudo.

Tento criar um modelo mental para o nada absoluto. Em vão, é inconcebível para o meu limitado cérebro humano. Sei que dentro das dimensões do Universo há espaços vazios, vácuo, mas este é parte do Universo. O que há além dos limites da expansão?

Pensei no porco da foto, nosso coadjuvante. Nós o consideramos inferior apesar dele manifestar emoções, sentir dor e temer a morte, como qualquer ser vivo.

Não sabemos de onde viemos, não sabemos para onde vamos, se é que vamos, se é que há aonde ir. O porco parece não se importar com questões filosóficas, vive de forma pragmática. Muitos humanos também. Eu diria a maioria.

Ao fim de alguns dias ou meses estará morto, ao fim de alguns anos, ou décadas estaremos mortos.

Tenho um sonho que sei irrealizável, mas como ainda é permitido sonhar continuo imaginando tropeçar na lâmpada que contém o gênio, destampá-la e esperar a pergunta:

- Você tem direito a um desejo. Qual é:

Com a pulsação alta e o sangue cheio de adrenalina direi:

- Quero a resposta. A ignorância me atormenta...

Pensata inata quase inútil

Sábado frio e chuvoso

Sidney Borges
Nesta chuvosa manhã de maio, cansado de não trabalhar no dia do trabalho, vasculhei a rede em busca de notícias da gripe. Em um sítio da grande imprensa dei com a manchete: "Saiba quando começar um check-up e prevenir doenças". Na seqüência o olho: "Exame clínico adequado pode diagnosticar até 70% das doenças. Em qualquer idade, clínico geral deve ser consultado anualmente".

Para leitores que não estão acostumados ao jargão jornalístico, a manchete tem a função de dar visibilidade ao texto, deve ser criativa e concisa, tarefa difícil. Em seguida vem o olho, que fornece mais informações. Estudos feitos nos Estados Unidos, na década de 1940, indicaram que a maioria lê primeiro as manchetes e em seguida o olho. Caso a amostra interesse o texto é lido na íntegra.

A década de 1940 passou faz tempo, mas o hábito permanece. A propósito de manchetes, há um fato pitoresco envolvendo concisão e criatividade. Uso as palavras do jornalista Renato Pompeu em artigo publicado na Caros Amigos:

" Em 1961 alguém fez no Jornal do Brasil, do Rio, o título mais famoso da minha geração. Um diagramador desafiou um copidesque (nome que então se dava ao redator interno, em contraposição ao repórter) a fazer um título de apenas três linhas de três caracteres cada uma, para uma chamada de primeira página sobre a notícia de que o ex-presidente Juscelino Kubitschek havia recusado o convite para ser embaixador na Organização das Nações Unidas. O copidesque elaborou o seguinte e imorredouro título:
JK:
ONU
NÃO".

Brilhante, se jornalismo fosse futebol, ou se o Lula comentasse o fato, ele que tanto gosta de metáforas ludopedianas, diria que foi um gol de placa. Jorge Benjor até poderia fazer uma canção alusiva. "Eu só ponho meu boné onde eu posso apanhar - JK; ONU; NÃO (refrão), frio maravilha, JK; ONU; NÃO (refrão). Gosto das letras de Jorge Benjor, criativas. Taj Mahal eu tenho como insuperável.

Mas o fato é que ao ver a manchete do check-up não pude deixar de me lembrar da tia Balbina. Durante cinqüenta* anos ela foi ao médico a cada três meses.

Começou freqüentando o consultório do Dr. Geraldo, em 1936. Depois passou a ser atendida pelo filho dele, Dr. Geraldinho e nos últimos cinco anos pelo neto, Dr. Marco Antônio. Um dia titia descobriu que estava com câncer. Bem no início, segundo os médicos nada grave. Feita a cirurgia e retirado o tumor, começaram as sessões de quimioterapia com desdobramentos desagradáveis, queda de cabelo, perda de apetite, náuseas...

Apesar da idade, oitenta e cinco anos, tia Balbina sarou completamente. Depois morreu de gripe. Comum, gripe sem grife.

* Coloco o asterisco para deixar claro aos ditadores da gramática que resistirei. Na juventude lutei contra a ditadura, na evelhescência lutarei contra outra ditadura. Há certos burocratas que não fazem falta ao mundo, em vez de simplificar complicam. Fora reforma gramatical, vade retro. Ao inferno a sua inútilidade e a de seus criadores, seres vis. Jamais abandonarei o trema. Jamais.

Segurança

Roubos crescem 30% no litoral paulista

De janeiro a março, crime aumenta em 13 das 15 cidades na costa do Estado

Os roubos cresceram em 13 das 15 cidades do litoral paulista de janeiro a março deste ano, em comparação com igual período de 2008. Foram 4.655 assaltos ante 3.583: aumento de 30%. As estatísticas da Secretaria de Segurança Pública, divulgadas anteontem, mostram que mais cidades litorâneas ultrapassaram a barreira de 100 roubos no primeiro trimestre. Em 2008, eram seis. Neste ano, nove. Entraram na categoria, em 2009, Ubatuba, cujo salto foi de 67 para 123; Peruíbe, de 80 para 120; e Mongaguá, de 89 para 119.

Os aumentos mais expressivos foram registrados em Iguape (litoral sul), onde os roubos aumentaram de 4 para 9 casos (125%); Ilhabela, de 14 para 26 (86 %), e Ubatuba (84%). Essas duas cidades estão entre as mais badaladas do litoral norte.
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Opinião

O retrato de sempre

Editorial do Estadão
Os números do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) infelizmente não trazem qualquer novidade. A prova, que é voluntária e foi aplicada no ano passado a mais de 4 milhões de estudantes de 20.174 escolas em todo o País, apenas confirmou a falência da rede escolar pública, na qual estão matriculados cerca de 85% dos alunos desse nível de ensino.

Pelo Enem de 2008, entre as mil escolas brasileiras com as piores notas, 965 são vinculadas à rede pública estadual. Entre as mil escolas com as melhores notas, apenas 36 são colégios estaduais, 58 são escolas federais e 1 escola é municipal. Como nas edições anteriores do Enem, as escolas públicas mais bem classificadas são os centros estaduais e federais de educação tecnológica e os colégios de aplicação vinculados aos cursos de pedagogia de universidades públicas.

A melhor escola do País, o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, com média 33% acima da melhor escola pública, é particular e mantida por uma ordem religiosa. Para as autoridades educacionais, a liderança no ranking decorre de causas óbvias - ou seja, professores bem pagos, qualificados e motivados, instalações adequadas, bibliotecas e laboratórios atualizados e apoio familiar. "Nenhuma prova mede só a escola. Mede também o aluno, a formação dos pais e o contexto socioeconômico", diz o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes.

Também não causou surpresa o fato de as escolas públicas de ensino médio com as notas mais baixas se concentrarem nas regiões mais pobres, como o Nordeste. Das 50 piores escolas do País, 11 estão no Estado da Bahia, em áreas com problemas de desemprego, narcotráfico e violência familiar. Em sua grande maioria, os alunos desses colégios trabalham de dia e estudam à noite. Além disso, nem todos os professores têm formação adequada e não há docentes para as disciplinas mais técnicas.

Apesar de terem registrado um desempenho superior ao das escolas públicas, muitos colégios particulares também não se saíram bem no último Enem. Segundo o Inep, de um total de 4.475 escolas privadas, 2.724 tiveram nota abaixo da média, que ficou em 60,73 pontos.

As autoridades educacionais já esperavam esse quadro devastador. Elas alegam que, embora vários Estados tenham investido em qualificação de docentes e projetos pedagógicos, as medidas para elevar a qualidade do ensino médio demoram anos para surtir efeitos. Por ironia, o Enem de 2008 foi divulgado no momento em que o Ministério da Educação está propondo a substituição dos vestibulares por um novo Enem, alegadamente para substituir a "decoreba" pela compreensão. A ideia é usar essa avaliação para unificar os mecanismos de acesso às universidades federais.

A prova, que hoje conta com 63 questões, passaria a ter 200 perguntas de 4 áreas do conhecimento - matemática, ciências da natureza, ciências humanas e linguagem e códigos. A iniciativa é polêmica. Muitos especialistas afirmam que ela pode desfigurar de vez o ensino médio, transformando-o num grande curso preparatório para o ingresso no ensino superior.

Avaliações escolares são uma importante ferramenta para melhorar a educação, mas é preciso que as provas tenham a mesma estrutura e o mesmo nível de dificuldade para permitir que os resultados sejam comparados ano a ano. Na medida em que o MEC vai mudando o Enem e o Enade e alterando os papéis para os quais foram criados, as comparações ficam prejudicadas e as autoridades educacionais perdem o foco das medidas estruturais que precisam tomar para melhorar a qualidade do ensino básico.
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Manchetes do dia

Sábado, 02 / 05 / 2009

Folha de S. Paulo
"Lula vê ‘hipocrisia’ no debate sobre passagens"

Presidente afirma ter repassado seus bilhetes quando era deputado

Em visita ao Rio, o presidente Lula disse que é “hipocrisia” a discussão sobre o uso de passagens aéreas pela Câmara e que o tratamento dado ao caso pela imprensa é desproporcional. “Sempre foi assim, não sei por que as pessoas não têm coragem de assumir as coisas como são.” “Obviamente, o cidadão guardar passagem para viajar para a França é delicadíssimo, mas o cara levar a mulher para Brasília, dar passagem para sindicalista ir para Brasília, não vejo onde está o tamanho do crime. Se esse fosse o mal do Brasil, o Brasil não tinha mal”, afirmou. O presidente disse ter usado a cota de seu gabinete quando deputado, eleito em 1986, para levar sindicalistas a Brasília: “Não acho correto, mas não acho crime deputado dar uma passagem a um dirigente sindical”. Para ele, o assunto é mais velho que “a descoberta do Brasil”. Em reunião no Alvorada anteontem, os presidente da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney, queixaram-se a Lula das críticas feitas ao Congresso e afirmaram que a insatisfação nas duas Casas ameaçava explodir na forma de CPIs, relata o Painel.

O Globo
"Deputados cortam 64% dos seus gastos após denúncias"

Despesa média com verba indenizatória cai de R$ 14 mil para R$ 5 mil

Depois do escândalo da farra de passagens aéreas e dos gastos exagerados, os deputados, pressionados pela opinião pública, começaram a diminuir o valor dos reembolsos que exigem da Câmara. Um levantamento feito pelo Globo indica uma redução de 64% no uso das verbas indenizatórias em abril, na comparação com o mesmo mês de 2008. No total, os deputados pediram R$ 2,5 milhões em reembolsos no mês passado, relativos a gastos em seus estados com combustível, aluguel e consultorias. Em abril do ano passado, os reembolsos foram de R$ 6,9 milhões. Depois que as contas passaram a ser divulgadas na internet, a média de gasto por parlamentar caiu de R$ 14,3 mil para R$ 5,2 mil.

O Estado de S. Paulo
"Mais dez setores lutam por redução especial de impostos"

Associações pedem benefício igual ao dado para veículos, geladeiras e fogões

Os pacotes de redução de impostos para estimular as vendas de veículos e eletrodomésticos despertaram o interesse de associações empresariais e sindicalistas. Pelo menos 10 associações de setores industriais, como máquinas e equipamentos, frigoríficos, calçados, têxtil e eletroeletrônicos, responsáveis por cerca de 4 milhões de empregos, passaram as últimas semanas em peregrinação pela Esplanada dos Ministérios para tentar obter favores. A lista das reivindicações inclui, além da redução do IPI, a desoneração do PIS, da Cofins e dos impostos que incidem sobre a folha de pagamento. Ontem, durante as comemorações do Dia do Trabalho, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi, Miguel Torres, informou que pediu ao governo a extensão dos benefícios do IPI da linha branca para freezers. O ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, reconhece que seu ministério se transformou num balcão de negócios. “O que negociamos é o emprego”, afirma ele. “Tenho orgulho de dizer isso.”.

Jornal do Brasil
"Petrobras extrai o primeiro barril de óleo do pré-sal"

Empresas terão de esperar para explorar, diz governo

O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, entregou ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva um barril contendo o primeiro óleo extraído da camada pré-sal, num ato simbólico que marcou a primeira exploração em águas ultraprofundas no campo de Tupi, na bacia de Santos. Lula não foi à plataforma para a extração por motivo de segurança, mas participou de uma cerimônia na Marina da Glória, no Rio. O ministro Edison Lobão voltou a defender a criação de uma estatal para cuidar do pré-sal e disse que a iniciativa privada terá de provar capacidade financeira para explorar a camada. Em todo o país, manifestações celebraram o Dia do Trabalhador. No Rio, houve festa, ofertas de emprego e vaias ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Na Europa, protestos violentos contra a crise e o desemprego marcaram o feriado.

sexta-feira, maio 01, 2009

Olhe bem!


Anuncie neste Blog e centenas de leitores saberão que seu produto é melhor do que a droga do concorrente. Guerra é guerra. Seja impiedoso. Um simples banner pode fazer a diferença, você fica rico e ajuda o editor a pagar as prestações das Casas Bahia. Custa menos do que uma pizza... (12) 9779 5372. Falar com "Seu Borges". Lembre-se, blog é chique, até o Lula tem um...

Direito

Indiciamento pela CPI

Janice Ascari (original aqui)
A CPI é, por natureza constitucional, um procedimento eminentemente político-administrativo. É constituída para apuração de um fato certo e determinado e suas conclusões não têm nenhum poder de vincular, processar, julgar ou mesmo responsabilizar quem quer que seja. Concluídos os trabalhos, a CPI deve apenas encaminhar suas conclusões para que outras instituições tomem as medidas que entenderem cabíveis.

Desta forma, o indiciamento feito (ou o não feito) pelas Comissões Parlamentares de Inquérito não significa absolutamente nada e não tem efeito jurídico nenhum em termos penais. O relatório final de uma CPI, com ou sem indiciamentos, servirá tão somente como peça de informação ao Ministério Público, o único órgão a quem a Constituição Federal outorga, expressamente, a titularidade da ação penal e o controle externo da atividade policial.

Só o Ministério Público tem a prerrogativa constitucional de analisar os elementos pela CPI e denunciar, ou não, as pessoas que entender penalmente responsáveis pelos crimes que vislumbrar cometidos. Apenas o Ministério Público tem o poder de avaliar se e qual crime foi cometido (tipificação), quem o cometeu e em quais circunstâncias. As conclusões da CPI não vinculam a atividade do Ministério Público.

A convicção do Ministério Público, seja ela qual for - pelo arquivamento ou pela denúncia, pela responsabilização criminal de A, mas não de B - será submetida ao Poder Judiciário, que irá aceitá-la ou não.

1) Se o pedido de arquivamento for rejeitado, o processo será enviado ao Procurador-Geral da República (nos casos da Justiça Federal) ou ao Procurador-Geral de Justiça (nos casos da Justiça Estadual). Se o(a) chefe do MP concordar com a manifestação de arquivamento, o juiz será obrigado a acatar. Se discordar, designará outro membro do MP para oferecer denúncia ou complementar a investigação.

2) Se o MP oferecer a denúncia e o juiz aceitar, inicia-se a ação penal, que é o processo propriamente dito. Se a denúncia for rejeitada, cabe recurso do MP ao Tribunal, que decidirá se a ação penal deve começar ou não.

Cada louco com a sua mania


Réplica de navio Viking construída com 15 milhões de palitos de sorvete

Navio Viking feito com palitos de sorvete viaja da Inglaterra à Holanda

Barco tem 15 metros de comprimento e consumiu 15 milhões de palitos. Americano Robert McDonald contou com ajuda do filho e de mais de 5 mil crianças.

Da Reuters
Não tente ensinar a Robert McDonald com quantos paus se faz uma canoa - ele pode ter uma resposta melhor que a sua. O dublê norte americano construiu um navio Viking usando 15 milhões de palitos de sorvete usados, e colocou a embarcação à prova nesta terça (8), ao iniciar uma viagem da Inglaterra à Holanda. (Foto: Robin van Lonkhuijsen/Reuters)

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Nota do Editor - Resta esperar o submarino de palitos de dentes e o porta-aviões de pauzinhos de sushi. (Sidney Borges)

Ubatuba em foco

"Desgaste com a Câmara é o que mais me preocupa", diz Eduardo Cesar

Saulo Gil no Imprensa Livre (original aqui)
O prefeito Eduardo Cesar convocou uma entrevista coletiva ontem, para falar sobre o reajuste de 2009 aos servidores municipais e o consequente desgaste que o tema causou entre os poderes, Executivo e Legislativo de Ubatuba.

O prefeito apresentou diversos dados dos últimos anos e ressaltou que, atualmente, a condição financeira do município só permite um reajuste de no máximo 5% ao funcionalismo. Eduardo lembrou dos diversos benefícios conquistados pelos trabalhadores durante sua primeira administração e voltou a considerar uma manifestação política, a insistência dos vereadores por um aumento de 8%.

O prefeito admitiu que o desgaste com a Câmara esteja tirando seu sono. “Olha, a Câmara é o que mais me preocupa. Acredito que a Casa é formada por seres humanos e acho que eles podem ter uma maior compreensão com relação à prefeitura. Se alguns vereadores tiverem maior preocupação com o município e esquecerem a sucessão até 2012, vou dormir muito melhor”, relata o Eduardo Cesar.
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Nota do Editor - Entrevista coletiva? Quando? Onde? O Ubatuba Víbora não foi convidado. O presidente Lula sabe do potencial da Internet e dos Blogs, até criou o seu próprio. Lula chegou lá. Lula é inteligente, usa a mídia a seu favor. A propósito, na entrevista o Prefeito disse acreditar que a Câmara é formada por seres humanos. É verdade. Também é verdade que os vereadores não vão esquecer a sucessão de 2012. Exatamente por serem humanos. Eduardo Cesar pode ir tirando o cavalinho da chuva, pensamento de desejo não muda a realidade. (Sidney Borges)

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Coluna da Sexta-feira

Alerta vermelho

Celso de Almeida Jr.
A Câmara de Ubatuba conta com vereadores experientes.


Mesmo os novatos, carregam anos de militância política.

São, portanto, credenciados para o jogo.

Sabem onde estão pisando. Têm sensibilidade.

As reações captadas, aqui e ali, destes representantes da sociedade ubatubense revelam uma nova relação com o poder executivo.

Isso, já era previsto.

Quem participou da última campanha política e - de alguma forma - contribuiu para o time do atual prefeito, sabe do que eu estou falando.

Há falha na condução da política governamental. Falta diálogo.

Isso, constatado por diversos segmentos de nossa sociedade, atingiu também os vereadores.

Estes, por sua vez, sabem que a solução não é difícil.

É preciso nomear novos interlocutores.

Em política, é saudável arejar os relacionamentos, que naturalmente se desgastam no cotidiano.

Eduardo tem muitos méritos e já tratei disso nesta coluna.

Está faltando, porém, reação rápida para atender a enorme demanda a que toda administração pública está sujeita.

Tenho observado um novo trabalho voltado para integrar o secretariado, focando energia no desenvolvimento sustentável. Excelente iniciativa.

Entretanto, já é hora de solucionar essa blindagem exagerada, que não permite ao prefeito uma real leitura da situação.

Talvez, nesse instante, em que finalmente se aprimora o relacionamento no primeiro escalão da prefeitura, consiga-se criar uma postura articulada que atenda os anseios da sociedade.

Para conduzir tal empreitada, Eduardo deverá constituir uma força tarefa com competência e credibilidade suficientes para dar conta do desafio.

Caso contrário, a base aliada se fragilizará, dificultando os projetos do prefeito.


É bom abrir o olho. É imprescindível ser veloz.

Já se percebe o embrião de uma força oposicionista mais consistente, provando que, em todos os níveis, o Velho Guerreiro estava certo: quem não se comunica...

Opinião

A lógica financeira e as pandemias

Washington Novaes
Pois é. Está aí o mundo diante do risco de pandemia, a partir do surto de gripe suína no México, mas já com manifestações nos Estados Unidos e na Europa - e, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), sem vacinas eficazes para imunizar seres humanos contra esse vírus capaz de passar de pessoa para pessoa. Remete de volta a 1998, quando, em artigo publicado neste espaço, sob o título As novas armadilhas (24/4/98), relembrava-se que a primeira pandemia da era moderna, a gripe espanhola, em 1918, atingira um quarto da população mundial de então, que era de 1,8 bilhão de pessoas, e matara 21 milhões. A segunda pandemia, a "gripe asiática" de 1957, atingira 17% da população de quase 3 bilhões e matara 1 milhão - embora já existissem vacinas. A terceira, a "gripe de Hong Kong", pouco depois, chegara a 8% da população e provocara a morte de 700 mil pessoas. Mas com a diferença de que a gripe espanhola, levada por soldados na 1ª Guerra Mundial, em trens, precisara de quatro meses para se espalhar pelo mundo; hoje, com centenas de milhões de pessoas cruzando as fronteiras de seus países a cada ano, os vírus, transportados por navios e aviões, podem espalhar o problema pelo planeta em quatro dias.


Há mais de uma década o cientista George J. Armelagos, da Emory University, da Geórgia (EUA), já advertia que nessa "terceira transição epidemiológica" a situação é muito mais complicada. Na primeira, há 10 mil anos, quando o ser humano deixou a vida nômade - em que só enfrentava parasitas e fungos - pelo pastoreio e pela agricultura, viu-se às voltas com o tifo, a esquistossomose, a tuberculose, o antraz, a doença do sono. Depois, nas cidades, vieram a peste bubônica, a raiva, o sarampo e a varíola, em parte por causa do contato com ratos e outros animais. As vacinas e os antibióticos, já na segunda metade do século 20, caracterizam a segunda transição. E a nova transição veio com a ebola, a hepatite e outras doenças "favorecidas pela urbanização, pela remoção de florestas, pelo aquecimento global". A malária, a dengue e outras enfermidades causadas por insetos privados de seu hábitat fazem parte do problema. A proliferação de vírus e bactérias, trocas genéticas, o surgimento de espécies mais resistentes, outra parte, que inclui agentes transportados em alimentos e frutas no comércio internacional.

Talvez já se pudesse estar em situação menos grave. Como se registrou neste espaço no artigo A quem pertence o conhecimento ? (1º/8/2008), as indústrias produtoras de medicamentos têm-se "recusado a aceitar a proposta da Organização Mundial de Saúde de receber, do único país que o conseguiu isolar, o vírus que transmite a gripe aviária de ser humano para ser humano - em troca do direito de aquele país fabricar a vacina (que ainda não existe) sem pagar royalties. Enquanto isso, o mundo corre o risco de uma pandemia".

Inermes diante desse quadro, vamos vendo - para só ficar nos tempos mais recentes - o vírus Ebola chegar às Filipinas e dizimar as criações de porcos (dezembro de 2008). A OMS declarar que "a gripe aviária está longe de encerrada", ainda que os focos tenham diminuído em 2008. Mas ainda causou a morte de 31 pessoas. Ao todo, já havia 250 vítimas, das quais 115 na Indonésia.

Neste ano, o Nepal teve de abater 23 mil frangos e patos. O Vietnã alertou sobre "uma possível epidemia de gripe aviária". O Egito registrou sua 56ª morte. O Japão abateu 260 mil codornas por causa de um segundo foco. As esperanças ficaram depositadas numa descoberta anunciada por cientistas japoneses, de uma vacina contra mutações da gripe aviária resistente ao medicamento Tamiflu, testada em ratos, mas que ainda levará anos para se tornar utilizável por humanos. Também nos Estados Unidos cientistas anunciaram ter produzido anticorpos para várias linhagens da gripe aviária - mas os testes clínico só serão realizados em 2011 ou 2012. Ou seja, ainda estamos desprotegidos.

No último dia 26, este jornal publicou artigo de seu correspondente na França, Gilles Lapouge, ressaltando que "pássaros, peixes, mamíferos, insetos e flores vindos do outro lado do mundo" estão "cobrindo as paisagens da Europa, semeando a discórdia, a desordem, a morte". Segundo o Delivering Alien Invasive Species Inventories for Europe, nada menos que 10.992 espécies invadiram a Europa desde 2002. Entre elas, o ratão-do-banhado, que transmite leptospirose. E o lagostim da Louisiana, o mexilhão-zebra, a truta de arroio, o bernache (pato selvagem), o biguá. E os prejuízos já são de dezenas de bilhões de euros. Além deles, outras aves transportam nos intestinos ou na plumagem pólen e sementes, que se vão disseminar. Assim como seres estranhos aos novos hábitats. Vermes. Fungos.

Lapouge conclui dizendo, apropriadamente, que "antigamente as migrações de plantas ou animais eram lentas. O planeta tinha tempo de integrá-los, assimilando as espécies boas ou eliminando as nocivas. Hoje, o ritmo dessas transferências se tornou tão rápido que o globo não consegue mais acompanhá-las".
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 01 / 05 / 2009

Folha de S. Paulo
"Supremo revoga Lei de Imprensa"

Por 7 votos a 4, ministros anulam regras criadas no regime militar; decisão abre vácuo sobre direito de resposta

Por 7 votos a 4, o Supremo Tribunal Federal revogou toda a Lei de Imprensa, conjunto de regras criado no regime militar (1964-85) que previa atos como censura e apreensão de publicações.

A decisão, porém, abre um vácuo em relação ao direito de resposta, concedido a quem se sentir injustamente atingido pelo noticiário, cujas regras detalhadas estavam contidas na lei. A Constituição o assegura, mas não detalha como ele se dará, decisão que caberá a cada juiz que analise os casos até que o Congresso aprove nova lei regulamentando o tema.

O Globo
"Estados pedem socorro mas elevam gastos com pessoal"

Rio é o estado que menos elevou despesas com funcionalismo

Apesar de terem pedido, e conseguido, ajuda do governo federal para enfrentar a queda da arrecadação, os principais estados e grandes capitais aumentaram seus gastos, especialmente com pagamento de pessoal, no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. Apenas o Estado do Rio, a capital fluminense, Salvador e Recife reduziram despesas, embora também tenham dado aumentos salariais. Levantamento mostra que todos pagaram mais ao funcionalismo no período, mas nenhum alcançou o governo federal, que elevou essa cota em 22,6%, no primeiro bimestre. Na Câmara, ontem de madrugada, o PMDB se aliou ao DEM para ampliar alívio financeiro para municípios.

O Estado de S. Paulo
"Brasil deve pagar antecipado por energia para ajudar Lugo"

Abalado por escândalo, paraguaio pode ceder no contencioso sobre Itaipu

O governo vai oferecer ao presidente paraguaio Fernando Lugo no dia 7 um pacote de medidas relativas à Hidrelétrica de Itaipu, informam Christiane Samarco e Denise Chrispim Marin. O principal ponto em estudo é a antecipação da compra de energia excedente da usina. Em troca, o Paraguai abriria mão da demanda de mudar o Tratado de Itaipu e cobrar mais pela energia. O Planalto acredita que o reforço imediato de caixa pode amenizar a crise que ameaça o governo paraguaio, causada pelos processos de paternidade movidos contra Lugo, ex-bispo da Igreja. Há um mês, antes de o escândalo vir a público, Lugo recusara a oferta de criação de um fundo para investir em infraestrutura no país. O Paraguai insistia em derrubar a cláusula do tratado que o obriga a repassar ao Brasil a energia que não utiliza.

Jornal do Brasil
"Números do emprego apontam recuperação"
Comemorado em plena crise financeira internacional, este 1º de Maio oferece números que dão algum alívio ao trabalhador brasileiro: a recuperação do emprego. Em março, o país teve, no balanço entre contratações e demissões, a criação de mais de 34 mil postos de trabalho. Pelo segundo mês consecutivo, os maiores estados, como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, exibiriam números positivos. “A virada já começou”, comemora o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Pesquisa da FGV mostra que os empresários estão mais otimistas: o Índice de Confiança da Indústria cresceu pelo quarto mês consecutivo.

quinta-feira, abril 30, 2009

Esportivas

Futebol tem momentos de magia

Sidney Borges
Cleiton Xavier deu uma paulada da intermediária colocando a bola na gaveta. O Palmeiras se classificou. Golaço, um dos chutes mais perfeitos que já vi.
Me fez lembrar de Fefeu, que jogou no Flamengo e no São Paulo. Era uma tarde de sábado, no Pacaembu, tarde agradável, de inverno mas ensolarada. Santos e São Paulo disputavam uma partida do torneio Rio-São Paulo. Aconteceu uma falta perto do circulo do meio de campo a favor do tricolor. Fefeu ajeitou, fazendo menção que bateria direto. Gilmar dos Santos Neves, goleirão do Santos mandou a defesa abrir. Dessa distância não precisa barreira. Fefeu tomou distância e bateu. Tiro perfeito, a bola não descreveu a tradicional parábola, foi diretamente ao encontro das redes em trajetória retilínea e ascencional. Gilmar nem viu por onde passou, fez golpe de vista e quando percebeu que a casa ia cair tentou um vôo inútil. Eu estava lá, sou testemunha ocular. Valeu o ingresso.

Tecnologia

Entenda como funciona a internet rápida via rede elétrica

Anatel regulamentou alternativa, que pode ser oferecida ainda em 2009. Principal vantagem é levar acesso rápido a regiões sem esta tecnologia

Juliana Carpanez Do G1, em São Paulo
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
regulamentou recentemente a internet banda larga via rede elétrica, que já está sendo testada em cidades brasileiras. A principal vantagem dessa tecnologia, que fornecerá acesso à web pela tomada, é o fato de ela aproveitar uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis.
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Nota do Editor - Vou comprar um prosecco nacional e comemorar. Há luz no fim do túnel. Depois de aturar a Telefônica e seu famigerado "Speed pisca pisca", a simples menção de outra tecnologia já é um alento. Tomara que funcione, de promessas vãs estou satisfeito. (Sidney Borges)

Arqueologia

Chiquinho Scarpa está melhor, diz funcionária

Folha Online (original aqui)
O estado de saúde do playboy Chiquinho Scarpa, 57, "está melhor", segundo uma funcionária da "residência Scarpa".

Segundo ela, ele está se recuperando, mas que não poderia dar mais informações sobre Scarpa.
Scarpa está
internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

De acordo com boletim médico divulgado na tarde desta quarta-feira (29), ele se recupera de uma "cirurgia para limpeza da cavidade abdominal" na UTI (unidade de terapia intensiva) do hospital.

No último dia 15, ele se submeteu a uma cirurgia de redução do estômago. Ele teve alta no dia seguinte à intervenção, mas voltou a ser internado na segunda-feira (27) depois de apresentar "quadro de peritonite".

Nota do Editor - Olhe bem a foto, trata-se de um dos últimos espécimes de uma espécie em extinção. "Playboys". Assim como o pássaro Dodô desapareceu eles estão sumindo. Tiveram seu apogeu no século passado, alguns ainda resistem embora tenham cheiro de mofo e carreguem no sangue o vírus do anacronismo. Imagino o cartão de visitas: Chiquinho Scarpa em tipo rococó. Embaixo, de forma discreta, a qualificação: Playboy. Mamma Mia! (Sidney Borges)

Ubatuba em foco

D'après Garcia Márquez:
"Crônica de um veto anunciado"

Sidney Borges
O reajuste do funcionalismo municipal segue o caminho óbvio.

Como os leitores estão carecas de saber - menos o Góis - a "Turma dos Sete" deu 3% além dos 5% do Executivo. Ontem o Executivo vetou e devolveu o projeto à Câmara. "Cinco por cento e fim de papo. É pegar ou largar".

Na próxima terça-feira o índice será votado novamente. A "Turma dos Sete" vai insistir nos 3%. Bem, isso vai depender das conversas da semana.

Em Coaquira nada se estranha. Se você notar algo diferente nos céus, por exemplo, um urubu voando em marcha a ré, não se assuste. That's Coaquira, diria Shakespeare. "Everything is possible".

Caso os vereadores insistam na generosidade restará ao Executivo recorrer à Justiça, o que certamente será feito. Como as decisões judiciais demoram e costumam surpreender, não imagino o desfecho. Só tenho certeza de uma coisa: a toda ação corresponde uma reação, de mesma intensidade, mesma direção e sentido oposto. Vale para a Física, vale para a vida.

O aumento é mero pretexto para que um grupo de vereadores expresse descontentamento em relação ao Executivo. Não tivesse havido enfrentamento os funcionários ficariam com os 5% e só lhes restaria também recorrer à Justiça. Ubatuba é assim, quando a coisa é difícil empurra-se para a Justiça. Os salários do Judiciário são bons, mas o trabalho é estafante. Ufa!

Existe Lei Municipal cujo teor é claro: "o reajuste do funcionalismo não pode ser inferior à inflação do período".

Leis, o que são Leis? Se não forem de nosso agrado podemos mudá-las.

Alguém vai roer a corda. Quem será? Façam suas apostas...

Opinião

A municipalização do ensino

Editorial do Estadão
Incentivado por leis federais que vêm sendo editadas há treze anos, o chamado processo de "municipalização do ensino" até hoje não apresentou os resultados esperados para a qualidade da educação infantil e básica.

A iniciativa, prevista pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB), de 1996, foi justificada com base na premissa de que, quanto mais as prefeituras assumissem a responsabilidade pelas oito séries do ensino fundamental, perfazendo funções até então executadas pelas Secretarias estaduais de Educação, maior seria o aproveitamento dos estudantes, uma vez que as autoridades municipais saberiam adaptar os currículos às características sociais e econômicas específicas de suas respectivas regiões e solucionar mais rapidamente eventuais problemas pedagógicos.

Uma pesquisa feita pela FGV revela que isso não aconteceu, pois a maioria das prefeituras assumiu as novas tarefas sem se preparar, tecnicamente, para gerir o sistema escolar com maior autonomia funcional. Os municípios, principalmente os de pequeno e de médio portes, receberam vultosos recursos adicionais dos governos estaduais e da União para administrar a rede pública de ensino fundamental, mas não desenvolveram projetos pedagógicos na medida de suas necessidades, não aparelharam as escolas sob sua responsabilidade e não qualificaram os corpos administrativo, técnico e docente.

O número de alunos da rede estadual de educação fundamental caiu de 16,7 milhões, em 1991, para 11,3 milhões, em 2009. No mesmo período, o número de alunos da rede municipal desse nível de ensino passou de 8,7 milhões para 17,6 milhões. O Sudeste e o Nordeste são as regiões que têm a maior porcentagem de estabelecimentos transferidos dos Estados para os municípios - 41% e 28%, respectivamente.

Depois de comparar resultados de alunos da 4ª série do ensino fundamental de 4.934 escolas públicas em todo o País, nas disciplinas de matemática e português, a pesquisa da FGV concluiu que o desempenho dos estudantes das escolas municipalizadas, em 1997, 1999, 2001 e 2003, foi praticamente o mesmo dos estudantes da rede estadual. Uma das principais fontes de informação do estudo da FGV foi a Prova Brasil. Criada em 2005, desde então ela é aplicada em todas as escolas públicas para os alunos da 4ª à 8ª séries do ensino fundamental. Até 2005, a única avaliação existente, o Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb), era feita por amostragem.

Os pesquisadores cruzaram os dados das duas avaliações, definiram uma base de comparação para análise dos dados do Saeb anteriores à Prova Brasil, "descontaram" a influência de fatores como idade dos alunos, cor, gênero e escolaridade dos pais e constataram que, em matéria de aproveitamento escolar, quase nada mudou nos colégios estaduais que foram municipalizados.

"A municipalização não surtiu efeito", diz André Portela, professor da Escola de Economia da FGV e coordenador da pesquisa. "Muito se dizia que o desempenho das escolas deveria melhorar à medida que elas ficassem mais perto do centro de tomada de decisões, mas esse processo se deu de forma descuidada", afirma o presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), César Callegari. Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria Pilar Lacerda, como cerca de 80% dos municípios brasileiros têm menos de 20 mil habitantes, eles não dispõem de "massa crítica" para assumir as responsabilidades previstas pela LDB. Nas pequenas cidades, inclusive no Estado de São Paulo, lembra ela, a secretária municipal de Educação costuma ser a diretora da única escola existente.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 30 / 04 / 2009

Folha de São Paulo
"OMS alerta para 'pandemia iminente'"

EUA confirmam a primeira morte por gripe suína fora do México; no Brasil, existem 2 casos suspeitos

Ante a rápida propagação mundial da gripe suína e a constatação da continua transmissão do vírus entre humanos, a Organização Mundial de Saúde elevou seu alerta para o nível 5.

É a primeira vez que a OMS aciona esse nível, que indica iminência de pandemia (epidemia mundial). O órgão diz ser alta a probabilidade de o alerta ir ao nível 6 (declaração de pandemia).

O Globo
"Alerta mundial cresce e OMS diz que pandemia é iminente"

Com 90 casos confirmados em 10 estados, EUA têm 1ª morte por gripe suína

A Organização Mundial de Saúde elevou o nível de alerta da gripe suína para 5, numa escala que vai até 6, e advertiu que a pandemia é iminente. A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, apelou aos países que se preparem para o pior: "Todos devem imediatamente ativar seus planos para uma pandemia”. A Alemanha, com quatro casos, e a Áustria, com um, juntaram-se à lista de nove países onde a doença já se manifestou. Com 90 casos confirmados em 10 estados, os EUA registraram a primeira morte um menino mexicano de 1 ano e 11 meses, no Texas. Nova York já é o maior foco da epidemia, depois do México. O presidente Barack Obama pediu que as escolas que registrarem casos fiquem fechadas.

O Estado de São Paulo
"OMS eleva ainda mais alerta para gripe suína"

Limitar viagens é inútil, diz entidade; para o governo, Brasil está 'preparado'

A OMS declarou que uma pandemia de gripe suína é "inevitável e iminente" e elevou o nível de alerta internacional para 5, numa escala que vai até 6. Isso significa que os governos terão de intensificar medidas contra a doença. A esta altura, a entidade considera inútil restringir viagens. Os EUA confirmaram sua primeira morte, a de um menino de 2 anos. A OMS registrou 148 casos em nove países e pediu que, nesses lugares, sejam evitados abraços e beijos. No Brasil, dois pacientes foram considerados' oficialmente casos suspeitos. Segundo o Ministério da Saúde. "o País está preparado".

Jornal do Brasil
"Juro brasileiro cai de 1º para 3º do mundo"

BC reduz 1 ponto da Selic, e taxa continua uma das mais altas do planeta

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central seguiu o roteiro previsto pelo mercado e reduziu a Selic em 1 ponto percentual - de 11,25% para 10,25% ao ano. Em termos nominais, é o menor nível da série histórica, iniciada em 1996, da taxa básica de juros no país. Com o corte, o país deixa de ser o campeão mundia1 dos juros altos, mas continua com uma das maiores taxas do planeta: índice real (descontada a inflação) de 5,8%, atrás da China (6,6%) e da Hungria (6,4%). Nas grandes economias mundiais, a crise já derrubou os juros para patamares próximos de zero. A decisão do Copom desagradou a a empresários e sindicalistas, que esperavam o mesmo ritmo de queda das duas últimas reuniões, quando os diretores do BC promoveram corte de 1,5 ponto percentual.

quarta-feira, abril 29, 2009

Ubatuba

Salários em questão

Funcionários terão 5%, Prefeito vetou os 3% dos vereadores

Sidney Borges
O prefeito de Ubatuba, Eduardo Cesar, concedeu reajuste de 5% aos servidores públicos, previstos no Projeto de Lei nº 04/09. Nesta quarta-feira, 29, o texto do Projeto voltou à Prefeitura e teve a emenda que propunha reajuste de 8% vetada. De acordo com Eduardo o percentual de 3% concedido pelos vereadores não estaria de acordo com as condições financeiras da municipalidade. Após o veto o Projeto de Lei foi devolvido à Câmara Municipal para ser votado novamente.

Saúde da mulher

Lei obriga SUS a oferecer mamografia anual para mulheres acima dos 40

Cíntia Andrade
São Paulo, 29 de abril de 2009 – Desta vez a promessa foi dívida. Entra em vigor hoje (29/04) a lei 11.664 do deputado Enio Bacci (PDT), que obriga o SUS a oferecer mamografia anual a todas as mulheres acima dos 40 anos.

A RP Valéria Baraccat, que luta pela causa desde que recebeu o diagnóstico de câncer de mama, há cinco anos, comemora essa conquista: "O Brasil é carente com relação ao tratamento do câncer de mama como um todo. Porém, o primeiro de muitos passos já foi dado", vibrou.

A medida parece vir em boa hora, pois uma pesquisa realizada pela Pfizer e divulgada ontem (28/04) revelou a desinformação da mulher com relação ao câncer de mama. Muitas delas apontaram o estresse como um dos principais fatores de risco da doença, ao invés de relacionar fatos como menopausa tardia, histórico de câncer na família ou reposição hormonal. Além disso, apenas 29% das pacientes sadias entrevistadas seguem a orientação do médico realizando a mamografia, principal forma de diagnóstico precoce da doença, e 33% fazem ultrassom do seio quando solicitadas.

"Muitas mulheres não tem o costume de se submeter a mamografia, mas foram os exames periódicos que me salvaram a vida. Conscientizar a população virou um objetivo de vida", constatou a RP.

Nosso Instituto - O Instituto Arte de Viver Bem foi criado para melhorar a qualidade de vida de crianças, jovens, idosos e mulheres portadoras de Câncer de Mama. A partir de uma séries de pesquisas, a idealizadora da iniciativa social, Valéria Baraccat, que está nos últimos meses de tratamento, incentiva portadoras da doença a encontrar na prática de atividades físicas/esporte uma esperança para o fim da depressão e a aceleração da reabilitação física e psíquica. No site www.artedeviverbem.com.br você já encontra dicas para melhorar seu dia a dia, bem como artigos sobre os direitos reservados às mulheres mastectomizadas.
Cíntia Andrade
11 5052-2323

11 9692-0126
cintiaandrade.jornal@gmail.com

Alerta

Tire suas dúvidas sobre a gripe suína

Do Blog do Noblat (original aqui)
A gripe suína é uma doença respiratória de porcos causada por um vírus influenza tipo A que causa regularmente crises de gripe em porcos. Ocasionalmente, o vírus vence a barreira entre espécies e afeta humanos. O vírus da gripe suína clássico foi isolado pela primeira vez num porco em 1930. Saiba o que conhecemos desta doença.

Leia mais em Tire suas dúvidas sobre a gripe suína

A Organização Mundial de Saúde acabou de elevar para 5 o nível de risco que o mundo corre de uma pandemia iminente de gripe suína. Os níveis vão de 1 a 6. Estávamos, esta manhã, no nível 4.
Foi o ministro José Gomes Temporão que deu a notícia em meio a uma entrevista coletiva.
O Brasil tem 36 pacientes em investigação, sendo que dois são tratados como suspeitos de terem contraído o vírus - um em Minas Gerais e outro em São Paulo.

Saúde

Problema é quando é com a gente

Sidney Borges
Ontem assisti à sessão da Câmara, gostei da vinheta de abertura, calma, tranqüila. Depois prestei atenção ao discurso do vereador Gerson (Biguá) de Oliveira, que colocou em pauta um problema de todos.

Em certas emergências a Santa Casa fica devendo. O vereador Dr. Ricardo Cortes, presidente da Câmara, confirmou as deficiências.

Ficou claro que o problema foi abordado circunstancialmente, alguém próximo ao vereador sofreu um acidente e o atendimento não foi satisfatório.

Caso a vítima fosse um cidadão anônimo poderia ter morrido e ninguém ficaria sabendo. Anônimos são importantes na hora do voto, depois retornam à sua insignificância, continuam anônimos.

Quando o problema é próximo, ou seja, uma emergência médica atinge um parente ou um amigo, alguém que importa para nós, então a dimensão das carências se torna real.

Um dia algum poderoso vai precisar de atendimento de emergência. É da Lei das Probabilidades, se existe a chance de um evento ocorrer, ocorrerá, a única variável indefinida é o tempo. Pode ser amanhã ou demorar anos.

A Saúde não deve, em princípio, ser tratada políticamente. Funcionando a contento impulsiona carreiras políticas, caso contrário pode afundar pretensões e frustrar planos.

Antes de ser ministro da Saúde o governador José Serra perdeu a eleição para prefeito de São Paulo. Depois de uma bem sucedida carreira no ministério tornou-se prefeito e governador do Estado. Hoje é o favorito para a sucessão de Lula.

Em uma cidade com quase cem mil habitantes é fundamental a existência de um hospital capaz de atender a qualquer tipo de emergência. A qualquer hora.

Editorial

Enganando peixes

Sidney Borges
Jornais estampam manchetes indignadas. O ensino privado é melhor do que o ensino público. Waal! O Enem deu a pista. Quem diria? Será que a farsa nunca é percebida enquanto se configura? Parece que não pois quando o resultado aparece todos ficam perplexos? Ou será que fingem?

O processo de deterioração da rede pública lembra artifícios que humanos e não humanos usam para enganar peixes. Algumas tartarugas têm um apêncice em forma de verme apetitoso. Os bobos aquáticos salivam e viram comida.

Os governos (FHC ou Lula, tanto faz) apoiados pela mídia "yes sir" divulgam grandes avanços educacionais. Os bobos terrestres (o povo) acreditam.

E a desigualdade permanece eterna, como querem os donos do poder. Observem os leitores que políticos que tanto defendem o ensino público colocam os filhos em escolas privadas. "Faça o que eu digo, não faça o que eu faço".

A Educação jamais vai funcionar com salas de aulas contendo 50 alunos.

A Educação jamais vai funcionar enquanto as escolas não dispuserem de bibliotecas organizadas, com bibliotecários trabalhando em tempo integral.

A Educação jamais vai funcionar enquanto a jornada dos professores não for dividida em atividades em sala de aula e atividades pedagógicas dentro da escola. Com salário digno e jornada de oito horas. Professores foram escravos na Roma antiga, não são mais, mas são tratados como tal.

Comprar equipamentos eletrônicos caríssimos, livros dispendiosos e desnecessariamente luxuosos para que fiquem encaixotados até à obsolescência, em salas trancadas, não é solução. Mas é a prática.

Os governos (FHC ou Lula, tanto faz) tratam a Educação como certos pais relapsos tratam os filhos. Dão tudo e não cobram nada, isto é, compram tênis de marca, caríssimos, roupas também caras, pagam academias da moda, escolas de inglês, de música, de tênis e não dão a mínima atenção. Falta tempo.

Quando descobrem a pedra de crack na mochila ficam se perguntando:

- Onde foi que errei?

O Brasil precisa corrigir os rumos da política educacional e tratar o tema com seriedade. Sempre é tempo.

O caso da doença de Dilma

"Transparência forçada"

Na noite da última quinta-feira, a TV Globo obteve de fontes seguras a notícia de que a ministra Dilma Rousseff sofria de câncer linfático.

Tentou confirmar diretamente a notícia com a própria Dilma no dia seguinte. Como não conseguiu, despachou um repórter que se plantou na antesala do gabinete da ministra no Palácio do Planalto.

O repórter levou um chá de cadeira de quatro horas. Quando terminou a edição daquele dia do Jornal Nacional, a ministra foi embora sem receber o repórter.

O ministro Franklin Martins, da Comunicação Social, ainda tentou negar a notícia.

Procuradas novamente nessa mesma noite pela TV Globo, as fontes originais da notícia recuaram. Disseram que já não tinham mais certeza sobre o que haviam contado antes.

Àquela altura, Dilma ainda resistia à idéia de conceder uma entrevista coletiva confirmando a doença. Imaginava que poderia se tratar sem que ninguém soubesse - a não ser Lula e algumas poucas pessoas em torno dela.

Afinal, já se submetera à primeira sessão de quimioterapia e ninguém ficara sabendo.
O que a levou a conceder a entrevista no sábado foi a notícia publicada pela Folha de S. Paulo. Na sexta-feira à noite, Dilma teve a certeza de que a notícia sairia.


No primeiro momento, ela achou que os médicos poderiam emitir um comunicado a respeito, dispensando-a assim de conceder a entrevista.

Os próprios médicos ajudaram a convencê-la do contrário. (Do Blog do Noblat)

Opinião

A sucessão em tempo de espera

Editorial do Estadão
O imponderável - a enfermidade de que foi acometida a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff - acaba de expor de forma dramática os malefícios da decisão do presidente Lula de precipitar com uma antecedência absurda a campanha para a sua sucessão. Pouco mais de um ano depois de iniciar o seu segundo mandato, quando a etapa seguinte do ciclo político era ainda a das eleições municipais, ele já cuidava, com um empenho que jamais demonstraria na gestão do governo nacional, de promover a ministra Dilma como a sua candidata em 2010.

Apesar do desconforto dos seus companheiros petistas, solenemente ignorados na imposição de um nome sem lastro partidário nem bagagem eleitoral, da reticência de uma base aliada às voltas com as suas próprias ambições e da perplexidade de muitos com a sua obsessão em cercar desde logo o campo sucessório da situação, Lula foi em frente.

Servindo-se de uma pirotecnia - o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - pôs o aparato federal a girar ao redor da ministra. E, principalmente, acionou os recursos de poder do Executivo para propagar a sua imagem como símbolo de operosidade e competência. Valeu-se até da nova conjuntura recessiva para associar a figura da "mãe do PAC" às políticas para a superação da crise econômica com investimentos sociais, no caso do programa habitacional "Minha casa, minha vida".

Ainda agora, na primeira aparição de Dilma depois da entrevista em que revelou o seu quadro clínico, reafirmou que ela é a sua candidata e procurou sugerir um paralelo entre o desafio pessoal que a confronta e o alcance da sua missão no governo. "No fundo, o que estamos construindo é um patrimônio da nação e ela tem a responsabilidade de ser a grande gerente disso", discursou ele num comício do PAC em Manaus. "Nós não podemos deixar parar e eu tenho a convicção de que ela não vai parar um minuto."

Contraditoriamente, afirmou que "a prioridade zero" da ministra é cuidar da sua saúde, embora, em um dos seis eventos de que participaram na segunda-feira, a aconselhasse a "enfiar a cabeça nesse PAC 24 horas por dia". Ao que ela comentou com um sorriso e uma ponta de ironia: "Ah, as 18 horas de hoje não são suficientes?"

Diante da adversidade, por sinal, o seu comportamento em público tem sido irrepreensível. Com leveza, lembrou aos jornalistas que a assediavam em Manaus que aquele não era o seu primeiro dia de trabalho - e, à pergunta inevitável, respondeu que "nem amarrada" falaria dos seus planos para 2010. As reações ostensivas dos políticos à notícia do seu problema também foram, em geral, dignas, quando não solidárias. O presumível candidato tucano ao Planalto, José Serra, por exemplo, considerou "desrespeitoso" misturar a saúde da ministra com a sucessão presidencial. "Não é apropriado e é até de mau gosto", ressaltou.

De todo modo, é inegável que a perplexidade se instalou nos meios políticos e que, não obstante Lula reafirmar a sua preferência por Dilma, a sucessão entrou numa fase de incerteza. O deputado Michel Temer, presidente licenciado do PMDB, talvez tenha sido mais franco do que a ocasião recomendava quando observou, ainda no sábado, que é preciso "esperar para ver o resultado do tratamento". Mas ele externou o estado de espírito que passou a prevalecer não só entre os seus pares de todo o espectro partidário, como também das forças sociais interessadas na configuração do primeiro pleito presidencial no País sem a candidatura Lula desde 1989. Esse desassossego representa um fardo psicológico adicional para a ministra - do que ela estaria poupada a esta altura se o seu patrono não tivesse privilegiado as suas conveniências egoístas a ponto de levantar prematuramente uma onda eleitoral, doravante à mercê dos azares da condição humana.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 29 / 04 / 2009

Folha de São Paulo
"Enem expõe desigualdade entre públicas e privadas"

Entre as 20 instituições mais bem colocadas no exame, 15 são particulares

Dados divulgados pelo governo com base no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) mostram amplo predomínio das escolas particulares no ranking do exame.

O mau desempenho das escolas públicas refere-se sobretudo às "convencionais". Considerando esse corte, a melhor unidade da rede oficial tem só a 1.935ª nota mais alta entre 19,1 mil.

Com mais investimentos oficiais, algumas escolas públicas profissionalizantes, ligadas a universidades ou que fazem seleção para ingresso conseguem ficar entre as melhores do Enem.

Entre as 20 instituições mais bem colocadas no exame, 15 são privadas. A melhor é uma particular do Rio, o Colégio de São Bento, com média 33% acima da melhor pública, do interior gaúcho.

"Esse resultado se repete ano a ano", diz Reynaldo Fernandes, presidente do instituto do MEC responsável pelo exame. "Nenhuma prova mede só a qualidade da escola. Mede a do aluno, a formação dos pais e o contexto socioeconômico", diz.

Colégios voltados para filhos de pais de alta renda e escolaridade têm vantagem, avalia Antônio Gois.

O Globo
"Enem mostra a falência das escolas públicas nos estados"

Rio aparece com o maior número de escolas entre as cem melhores do país'

O fracasso das redes públicas estaduais emerge dos resultados do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): das mil escolas com piores notas no último exame, 965 são estaduais. Já entre as mil melhores, 36 são estaduais - apenas 3,6%, embora os colégios estaduais concentrem 85% dos estudantes de nível médio. O MEC quer usar o Enem, num novo modelo, como substituto do vestibular. O setor privado domina a lista do Enem, com 905 entre os mil estabelecimentos com notas mais altas. Foram avaliadas 20 mil escolas. Entre os cem melhores colégios do Brasil, 29 são do Rio de Janeiro, inclusive o primeiro da lista, o bicampeão Colégio de São Bento; 23 são de Minas Gerais e 20 de São Paulo. Doze estados não têm escolas entre as cem primeiras do ranking.

O Estado de São Paulo
"Câmara limita viagens, mas prepara aumento de salário"

Compensação ao corte de passagens visa a conter rebelião do baixo clero

A Mesa Diretora da Câmara baixou um ato administrativo que do tornou mais rígidas as regras sobre o uso de passagens aéreas pelos deputados. Ao mesmo tempo, para evitar uma rebelião no baixo clero, iniciou um processo de reforma administrativa que abre caminho para que os parlamentares tenham aumento de salário, equiparando-o ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal (R$ 24,5 mil). Diante do desgaste político, a ideia é implementar neste ano apenas a redução dos gastos, deixando o aumento dos vencimentos para depois. Com as novas medidas, só deputados e assessores autorizados poderão usar as passagens, o valor das cotas cairá 20% e os parlamentares terão de prestar contas pela internet. Além disso, a nova regra proíbe oacúmulo de créditos para o ano seguinte. No Senado, houve redução da cota de passagens, mas o uso de bilhetes por terceiros continua liberado.

Jornal do Brasil
"Operação de guerra em 51 hospitais contra a gripe"

Governo dispõe de 90 milhões de doses de remédio para combater o vírus da influenza suína

O Ministério da Saúde informou que 51 hospitais funcionarão como referência no atendimento contra a gripe suína. Três deles, no Rio: o Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz; o Instituto Estadual de Infectologia São Sebastião; e o Hospital Universitário Pedro Ernesto, da UREJ. Foi descartada a possibilidade de contaminação dos seis passageiros atendidos ao desembarcarem ontem no Galeão. Especialistas ouvidos pelo JB avaliam como satisfatórias as medidas adotadas até agora pelo governo. A gripe suína já matou 152 pessoas no México e contaminou pelo menos 100 pacientes nos cinco continentes. Vinte pessoas são monitoradas no Brasil por apresentarem algum sintoma, sendo duas no Rio de Janeiro. Mas em nenhum dos casos houve confirmação do vírus.

terça-feira, abril 28, 2009

Briga de amor

Santa Casa de Ubatuba registra Boletim de Ocorrência contra vereador

A diretora administrativa da Santa Casa de Ubatuba, Mara Franhani, registrou nesta terça-feira, 28, dois Boletins de Ocorrência (B.O.) contra o vereador Gerson de Oliveira na Delegacia de Polícia de Ubatuba. Um dos B.Os foi registrado em nome da própria administradora, que alega ter sofrido desacato por parte do referido vereador. O outro B.O. é em nome da Santa Casa, devido a diversas ofensas proferidas pelo edil com relação à instituição.

De acordo com Mara Franhani, o vereador chegou na Santa Casa mostrando indignação com relação ao atendimento prestado a certo munícipe, que havia sofrido um acidente de carro. Mara explica que o rapaz recebeu o devido atendimento, “assim como qualquer outra pessoa que estivesse na mesma situação”. Porém, segundo a administradora da Santa Casa, o vereador deturpou os fatos e acusou a ela e a instituição de omissão de socorro. “Nós fizemos o que tínhamos que fazer. O rapaz foi atendido por um neurologista, a pedido da família e já foi transferido. Mas o vereador insistiu em afirmar que estávamos agindo com negligência. Então registramos estes B.Os, pois o vereador causou grande alarde no hospital, prejudicando o atendimento prestado no local”, explica Mara Franhani. (PMU)

Nota do Editor - O recente desentendimento entre o vereador Gerson Biguá e o prefeito Eduardo Cesar, até ontem irmãos de sangue e de fé, me fez lembrar de uma canção. Em homenagem a eles coloco a letra, esperando breve reconciliação e que tudo termine em pizza. Aí vai:

Fim de Caso
Dolores Duran


Eu desconfio que o nosso caso está na hora de acabar
Há um adeus em cada gesto, em cada olhar
O que não temos é coragem de falar
Nós já tivemos a nossa fase de carinho apaixonado
De fazer versos, de viver sempre abraçados
Naquela base do só vou se você for
Mas de repente, fomos ficando cada dia mais sozinhos
Embora juntos cada qual tem seu caminho
E já não temos nem coragem de brigar
Tenho pensado, e Deus permita que eu esteja errada
Mas eu estou, ah eu estou desconfiada
Que o nosso caso está na hora de acabar
(Sidney Borges)

Ponte da Ressaca


A obra permanece inacabada. Por que parou? Parou por quê?

Jornalismo

Correção de rumo

Contemos a história como ela de fato se passou

A Folha de S. Paulo soube no meio da semana passada que a ministra Dilma Rousseff tinha um grave problema de saúde. Então procurou os médicos que cuidam dela - eles negaram. Procurou a própria ministra, que não quis falar. Da sexta-feira para o sábado, o jornal decidiu publicar a notícia. Havia reunido mais informações convincentes a respeito.

Foi por causa da notícia da Folha publicada no sábado que nesse mesmo dia a ministra concedeu entrevista admitindo que fora extraído um linfoma escondido debaixo de sua axila esquerda. Se ele tivesse optado pelo silêncio, a notícia da Folha poderia provocar uma onda de especulações muito mais desgastantes para ela. (Do Blog do Noblat)

Luar sobre a Ressaca

Coluna da Terça-feira

Infecção hospitalar na Santa Casa de Ubatuba

Maurício Moromizato
Na semana que passou tivemos polêmica envolvendo a questão da Infecção Hospitalar, com reportagem publicada na imprensa regional divulgando que a Santa Casa de Ubatuba era um dos hospitais do estado de São Paulo que apresentou problemas relativos ao tema, em levantamento feito pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e pelo Ministério Público Estadual.


Como sempre, a imprensa local não divulgou nada, como se o problema não existisse. Graças à “imprensa eletrônica” o assunto chegou à população local.

O fato é que há um problema detectado por dois órgãos técnicos, tirando qualquer caráter eleitoral e/ou partidário da denúncia.

As dúvidas levantadas publicamente são muito pertinentes quanto a quem é o presidente da CCIH e quem fala oficialmente pela CCIH (Comissão de Controle de Infecção Hospitalar).

A resposta dada pela Santa Casa tanto na reportagem publicada quanto nas discussões que se seguiram na imprensa eletrônica não esclareceram as dúvidas levantadas e pior, adotaram uma linha de resposta baseada nas ameaças e na tergiversação.

O jornal que publicou a reportagem não avançou nas investigações, tratando a questão como uma ocorrência pontual, ficando apenas na notícia quando poderia ter avançado com o assunto para descobrir o real motivo dos problemas, ouvido e divulgado opinião do secretário de Saúde, do Prefeito e do Conselho Municipal de Saúde, entre outros, buscado informações com funcionários e médicos, entre outras possibilidades para avançar num assunto que nos diz respeito cotidianamente.

Ainda há pouco recebi pedido de ajuda para o aluguel de uma ambulância UTI para transportar paciente daqui para o hospital das clínicas de São Paulo e são frequentes os relatos de pacientes que se tratam com médicos daqui, mas que vão fazer parto ou cirurgia em Caraguá ou Taubaté por não confiarem na Santa Casa. Desde que está sob intervenção da Prefeitura Municipal, a Santa Casa passou a ser uma entidade pública e a falta de informações torna a situação muito preocupante para todos nós, cidadãos.

Nessa questão do problema relativo à infecção hospitalar, é preciso que rapidamente sejam tornadas públicas a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar, com os nomes que a compõem e as funções de cada um (1), que a secretaria de Saúde e a direção da Santa Casa tornem públicos os problemas que foram detectados (2), e que juntamente com o conselho municipal de saúde (COMUS) seja feito e divulgado um plano para sanar o problema detectado.

De modo mais amplo, olhando a Santa Casa como nossa única opção local de assistência hospitalar, é fundamental que seja reconduzido imediatamente o Conselho Gestor, que sofreu intervenção injustificadamente, tem o Sr. Elias Guerra como presidente legítimo e com competência pessoal para o cargo. Tal medida possibilita o controle da entidade por parte da população e dos usuários, que são os maiores interessados no funcionamento adequado da Santa Casa.

O Conselho Gestor é a instância que promove a transparência na administração da Santa Casa e precisa ser reabilitado.

Junto a isso, a secretaria de saúde tem que publicamente informar a situação da entidade, técnica e financeira, além de colocar qual o plano que tem para o final da intervenção.
Sem essas duas medidas, que podem aparentar serem desimportantes, não haverá “acreditação” na Santa Casa.


Resumindo, precisamos e temos o direito de saber o que acontece relativamente à infecção hospitalar. A Secretaria Municipal de Saúde tem que deixar de se esconder e se manifestar publicamente de maneira documental e com responsabilidade. Junto com isso, reconduzir o Conselho Gestor, para que o Controle Social volte a ter vez na entidade e possibilite não só informações, mas também a construção das soluções que a Santa Casa precisa.

Energia

Cnen rebate acusações do TCU sobre inspeções nucleares

Fonte Nuclear (
Aben)
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) rebateu as acusações contidas no relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) de que não teria controle sobre as instalações radioativas do país. De acordo com o relatório divulgado pelo TCU, 54% destas instalações funcionariam de forma irregular, sem fiscalização adequada. O presidente da Cnen, Odair Dias Gonçalves, garante que a entidade fiscaliza com cuidado essas instalações e que não existe qualquer risco para o meio ambiente ou a população.

O presidente da Cnen afirma que a entidade entrou com recurso junto ao tribunal para que afirmações contidas no relatório sejam retificadas. Ele lembra que a comissão passou, em 2006, por auditoria da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), com resultados amplamente satisfatórios. Na ocasião, a AIEA fez apenas pequenas sugestões, que foram incorporadas pela comissão.

Gonçalves diz que houve erro de análise, por parte do TCU, dos dados apresentados pela Cnen. “Muitas das instalações que constam no nosso cadastro são de baixo risco. Utilizam fontes de baixa atividade ou equipamentos que sequer contêm fontes radioativas. Por exemplo, há no cadastro aeroportos que usam aparelhos de raios-x, que não apresentam qualquer risco. Essas instalações não são vistoriadas, porque não há necessidade, e muitas são dispensadas de licença. Existem ainda instalações que estão fora de operação, mas que não pagaram uma taxa de descomissionamento para serem retiradas do cadastro”, explica.

De acordo com a Cnen, das 2.401 instalações do cadastro, 1.113 são inativas ou isentas. “O número do TCU está correto, mas a análise de dizer que não controlamos as instalações radioativas do país está equivocada. Não controlamos o que não é necessário controlar. A Cnen detém o controle total das instalações que efetivamente estão operando”, frisa Gonçalves.

Ele explica que as instalações médicas e industriais são vistoriadas em intervalos de um a cinco anos, dependendo do risco apresentado pelas fontes existentes nestes locais. “As instalações que têm licenças próximas de vencer são prioritárias. As de maior risco também. Existem cerca de 300 instalações de alto risco. Essas são vistoriadas quase que anualmente. As de menor risco têm vistorias mais espaçadas. Além disso, atendemos a pedidos de instituições, como a Vigilância Sanitária, para fazer fiscalizações”, comenta.

Gonçalves afirma ainda que a lista das instalações licenciadas pode ser encontrada no site da Cnen. Quanto à recomendação do TCU para que a entidade coloque uma lista das instalações com problemas e a irregularidade de cada uma na internet, a comissão está fazendo uma análise jurídica para avaliar a possibilidade de adoção da medida.

O presidente da Cnen também rebate a alegação de que existe um déficit de pessoal que prejudicaria as inspeções. Gonçalves afirma que há uma preocupação com a alta média de idade dos profissionais da comissão, que é de 52 anos, mas que não se trata de um déficit. “Precisamos de uma política de reposição para os profissionais que vão se aposentar nos próximos dez anos, fato que pode gerar um problema a médio prazo. Isso foi discutido no conselho de ministros que faz a supervisão do Programa Nuclear Brasileiro (PNB). Entre as medidas que estão previstas está a reposição de pessoal. Para 2009 e 2010, pedimos a abertura de 710 vagas para a Cnen, cerca de 250 só para fiscalização e segurança”, ressalta.

Projeto de lei criará agência nuclear

Em relação ao acúmulo de funções da Cnen, que realiza atividades de pesquisa e desenvolvimento, além de regular, fiscalizar e licenciar instalações nucleares, Gonçalves não vê isso como problema. Em sua opinião, a segurança e a isenção do controle acontecem na prática. Mesmo assim, ele afirma que mudanças já estão previstas. “No PNB está prevista a criação de uma agência regulatória nacional para o setor nuclear. Estamos terminando um projeto de lei que contempla, inclusive, as sanções a serem aplicadas. As leis atuais não prevêem sanções intermediárias. Só podemos cancelar uma licença. Uma vez cancelada, o processo de licenciamento tem que ser iniciado do zero. Não podemos multar ou suspender parcialmente uma instalação. Queremos mudar isso”, destaca o dirigente.

Ele informa que, até o mês que vem, o projeto de lei será entregue ao ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, para avaliação. Uma vez aprovado, o texto será enviado à Casa Civil para, então, ser apresentado ao Congresso.

Gonçalves afirma que muitas das questões abordadas pelo TCU já vinham sendo resolvidas pela Cnen. “Uma série de mudanças nós mesmos mostramos ao TCU que precisavam ser implementadas e já vínhamos trabalhando para implementá-las. Lamentamos que isso tenha sido abordado dessa forma. Já entramos com um recurso no tribunal pedindo uma retificação. Entendemos a preocupação deles, mas achamos que a divulgação do parecer foi um pouco precipitada”, conclui.

 
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