sábado, fevereiro 21, 2009

Alfabeto dos peixes. (C) Caranha

Ôps!

Menino indiano se casa com cadela para evitar ataques de tigres

Por Jatindra Dash (Clique aqui e leia o original)
BHUBANESWAR, Índia (Reuters) - Foi realizado no leste da Índia o casamento de um menino pequeno com a cadela de seus vizinhos. De acordo com testemunhas e autoridades, na quarta-feira, os moradores do vilarejo acham que isso impedirá que o menino seja morto por animais selvagens.


Cerca de 150 tribais realizaram o ritual recentemente num povoado no distrito de Jajpur, no Estado de Orissa, depois de um dente ter nascido na gengiva superior do menino, que tem menos de 2 anos de idade.

"Realizamos o casamento porque isso vai superar qualquer maldição que possa cair sobre a criança e sobre nós", teria dito o pai do menino, Sanarumala Munda, segundo um jornal local.

O noivo, Sagula, foi carregado por sua família em procissão até o templo do povoado, onde um sacerdote oficiou o casamento entre Sagula e sua "noiva", Jyoti, cantando hinos em sânscrito, segundo uma testemunha.


Em seguida, os moradores do vilarejo festejaram o casamento com quitutes e bebidas alcoólicas.

A cadela pertence aos vizinhos do noivo e, depois da cerimônia, foi libertada para andar livremente pela área. Não houve pagamento de dote, disse a testemunha, e o menino ainda poderá se casar com uma noiva humana no futuro, sem precisar entrar com pedido de divórcio.

As leis indianas não reconhecem os casamentos entre pessoas e animais, mas o ritual sobrevive em áreas rurais e tribais da Índia, onde milhões de pessoas ainda são analfabetas.


Nota do Editor - Faz sentido. Meu cachorro é casado com uma cadela e nunca foi atacado por tigres. Agora entendo o porquê. (Sidney Borges)

Socks

Socks, o famoso gato da família Clinton morreu aos 20 anos. O felino foi adotado pelos Clinton para a filha Chelsea quando Bill era governador de Arkansas. Na Casa Branca a partir de 1993, Socks se converteu em um dos personagens mais fotografados do governo do 42º presidente dos Estados Unidos. Quando Bill Clinton terminou o segundo mandato o gato passou a viver com sua ex-secretária, Currie, em Hollywood. (Do El País)

Circo da Notícia

Quando o governo acerta

Por Carlos Brickmann (Clique aqui e leia o original)
É uma regra não-escrita, mas real: deve-se evitar ao máximo falar bem de governos, nos meios de comunicação. Há outra regra não-escrita, tão real quanto a primeira: notícia só é notícia quando ocorre na capital. Fora da capital, só se for mesmo uma notícia muito, muito ruim, tragédia pra ninguém botar defeito.

Talvez isso explique porque uma excelente notícia, por todos os pontos de vista, foi minimizada pela grande imprensa: porque mostra que uma boa administração, de uma cidade que não é capital (embora tenha o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do país), pode resolver problemas que, na maior parte do Brasil, ainda são crônicos.

A cidade é São Caetano do Sul, na Grande São Paulo; seu prefeito, José Auricchio, do PTB, se reelegeu com quase 80% dos votos válidos, em grande parte por ter colocado a saúde pública para funcionar. A notícia: o sistema de saúde do município oferece cirurgia de redução do estômago para pessoas com obesidade mórbida, tudo de graça (em serviços particulares, só o médico cobra mais de R$ 10 mil, a que se acrescem auxiliar, anestesista, remédios e hospital).
A cirurgia de estômago gratuita não é para todos: apenas para quem corre risco de vida pelo excesso de peso. Quem quiser operar-se por questões estéticas não será atendido. O tratamento não se limita à operação: o paciente é acompanhado por uma equipe multidisciplinar, com médico, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, até que adquira novos hábitos de vida. E não é preciso pedir, nem esperar: a porta de entrada do sistema, a UBS, Unidade Básica de Saúde, pode indicar a operação mesmo a pessoas que não saibam que a oportunidade existe, desde que seja o caso de cirurgia.

E a grande imprensa? Parece mais preocupada em saber quem vai para qual partido. Deve haver boas notícias desse tipo pelo país afora que a gente não fica sabendo, porque os meios de comunicação não se preocupam com elas. Quem se importa com a vida e a morte dos consumidores de notícias?


E eu com isso?

O caro colega fica se preocupando com coisas bobas – por exemplo, como é que um sujeito que só fala espanhol fica preso sete meses numa cadeia de São Paulo, dizendo que é mineiro, e os carcereiros acreditam – enquanto há fatos muito mais palpitantes acontecendo no mundo. Um bom exemplo:

** "Rua ganha nome de `Bulevar Consolo´após moradores encontrarem vibradores"
É o "Dildo Boulevard", em Darwin, na Austrália. E não é apelido, não: parece que a mudança de nome é oficial.

** "Luciano Huck, Angélica e filhos flagrados em Angra"
Que estariam fazendo para motivar o flagrante?

** "Taís Araújo passeia com os pais em shopping"

** "Reynaldo Gianecchini e Marcos Mion curtem balada juntos"
E não é nada do que você está pensando, caro colega. Já pensou que tremenda notícia, se isso que está em sua cabeça maliciosa fosse verdade?

** "Beyoncé vai a evento beneficente sem fazer as unhas"

** "Tailândia promove primeira corrida internacional de camas"

América



Zum zum zum, zum zum zum, tá faltando um...

Sidney Borges

George Washington, Thomas Jefferson, Abraham Lincoln e Theodore Roosevelt são ex-presidentes dos Estados Unidos. Suas faces estão perpetuadas em pedra no Monte Rushmore. A obra monumental é conhecida como monumento ao orgulho americano. Em 1999 Houve uma proposta no congresso para mais uma cabeça.

“The four famous faces of Mount Rushmore could be joined by a fifth under a plan to add former president Ronald Reagan to the giant sculpture.
Supporters say the man who dominated American and global politics in the eighties deserves to take his place alongside the presidents who shaped the United States.”


Em tradução livre: Uma quinta face poderá se juntar às quatro famosas do Monte Rushmore. Existem planos para que o presidente Ronald Reagan faça parte da escultura gigante.
Os defensores da idéia dizem que o homem que dominou a política americana e mundial nos anos oitenta merece um lugar ao lado dos presidentes que moldaram os Estados Unidos.

Aconteceram tentativas semelhantes envolvendo Kennedy e Elvis Presley.

Um site americano pergunta:

Que nova cabeça você desejaria ver no Monte Rushmore?

Obama!

Bush. (com um poleiro para pombos em cima.)

Bush. (mas como assim "esculpida"?)

Sarah Palin (mas com busto)

Bill Clinton (mas com aquela risadinha de comedor de estagiárias)

Other. (outro)

Votei na opção other (outro), mas coloquei o nome do meu candidato:
Lula, depois dele o planeta jamais será o mesmo.

Ciência & Controvérsia

Existe relação entre raça e inteligência?

A revista Nature propôs há alguns dias um debate sobre se os cientistas deveriam estudar as relações entre raça e QI (quociente de inteligência)

por Marcos Guterman (Clique aqui e leia o original)
No primeiro artigo, o neurocientista Steven Rose, da Open University (Reino Unido), argumentou que não há validade em tal pesquisa e disse que ela seria perigosa. “Numa sociedade em que racismo e sexismo estivessem ausentes, a questão sobre se brancos ou homens são mais ou menos inteligentes do que negros ou mulheres não seria somente insignificante – ela nem sequer seria formulada. O problema não é que o conhecimento das diferenças de inteligência entre tais grupos seja perigoso, mas sim que não há resultado válido a ser extraído de tal pesquisa. É apenas ideologia mascarada de ciência.”

Em resposta, Stephen Ceci e Wendy M. Williams, do Departamento de Desenvolvimento Humano da Cornell University (EUA), escreveram que a pesquisa sobre a relação entre raça e inteligência não é apenas moralmente defensável, como também importante.

“Há um crescente consenso acerca da igualdade racial e de gênero em determinantes genéticos de inteligência; a maioria dos pesquisadores, entre os quais nos incluímos, concordamos que os genes não explicam as diferenças entre grupos. Mas algumas questões permanecem não resolvidas. Censurar debates que favorecem explicações genéticas para as diferenças de inteligência não é a resposta a tais mistérios. (...) Quando cientistas são silenciados por colegas, administradores, editores e financiadores que acham que fazer certas perguntas é algo inapropriado, o processo começa a se parecer mais com religião do que com ciência.”

Opinião

Sombras de 1929

"A vantagem de uma memória ruim é que pode desfrutar as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez"
Nietzsche

Aloizio Mercadante
A frase de Nietzsche pode ser invertida: a desvantagem de uma memória ruim é que se pode passar pelos mesmos maus acontecimentos como se fosse a primeira vez. Pois bem, 80 anos depois da crise de 1929, é o que parece estar acontecendo com alguns países e autoridades econômicas. As lições daquela grande crise, a única que pode ser comparada à crise atual, parecem ter sido tragicamente esquecidas.

E são lições duríssimas, que não podiam ter sido esquecidas. Nos EUA, epicentro da débâcle de 1929, a reação à crise foi titubeante e equivocada. O presidente Herbert Hoover nunca entendeu a natureza real da crise, que considerava expressão das flutuações normais do ciclo de negócios. Sua política de compras de excedentes agrícolas fracassou e seus programas de obras pública foram extremamente modestos. Também se recusou a desenvolver programas de ajuda direta aos desempregados e aos pobres, pois considerava que isso os corromperia. Resultado: em apenas quatro anos a produção industrial dos EUA despencou 30%, quase 11 mil bancos faliram e o desemprego atingiu 25% da população ativa.

Na realidade, a reação apropriada à crise só veio em 1934, com Franklin D. Roosevelt, quando a economia dos EUA já estava exangue. Mesmo com as novas e corretas medidas anticíclicas adotadas por Roosevelt, como o aumento dos investimentos públicos, a criação de frentes de trabalho, os programas de grandes obras públicas de infraestrutura, além do saneamento do sistema financeiro, a economia norte-americana só recuperou sua dinâmica pré-1929 em 1941. Pagou-se um preço altíssimo pela timidez e pelos erros iniciais.

Outro erro crasso foi ter-se apelado para o nacionalismo protecionista, falsa saída de forte apelo popular para a crise. A Lei Smoot-Hawley, adotada em 1930, que quadruplicou as tarifas norte-americanas, teve papel decisivo no agravamento do quadro recessivo. As retaliações em cadeia a que deu origem levaram a uma contração de quase 70% nos fluxos de comércio mundial durante seu período de vigência (1930-1933), com as consequências conhecidas sobre a evolução das economias norte-americana e mundial. A falta de coordenação internacional para se combater com consistência uma crise que era sistêmica e mundial fez com que os esforços nacionais fossem difusos e pouco efetivos.

Mas talvez o erro mais nefasto tenha sido não ter prestado atenção aos desdobramentos sociais e políticos da depressão. O aumento exponencial do desemprego e a precarização das condições de vida de grande parte da população atingiram nos anos 30 feições de verdadeira catástrofe social. Isso serviu como caldo de cultura para o fortalecimento de movimentos de caráter nacionalista, xenófobo, totalitário e belicista, como o fascismo na Itália e o nazismo na Alemanha. Embora as raízes desses movimentos remontem ao período pré-crise, os efeitos da depressão favoreceram sua consolidação. A 2ª Guerra foi, em parte, um desdobramento da crise não combatida a tempo e de forma coordenada. O mundo desagregou-se, econômica, social e politicamente.

Infelizmente, a crise atual parece querer mimetizar 1929 em suas consequências. A generalização da recessão, abrangendo, em maior ou menor grau, todas as economias desenvolvidas e as principais economias emergentes, vem provocando forte aumento do desemprego. Uma onda de instabilidade social começa a alastrar-se na Europa e já provocou a queda de dois governos (Islândia e Bélgica) e uma escalada de protestos na França, Grécia e Inglaterra. Paralelamente, começam a aparecer em diversos países sinais de ressurgimento do nacionalismo econômico, mais evidentes nos EUA e na França, e manifestações explícitas de xenofobia, principalmente na Itália e na Inglaterra.
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Manchetes do dia

Sábado, 21 / 02 / 2009

Folha de São Paulo
"Crise derruba investimento estrangeiros na produção"

Envio de lucros também recua e reduz déficit nas contas externas

Depois de um recorde em 2008, o fluxos de investimento estrangeiro direto para o Brasil caiu no inicio do ano. De acordo com dados do Banco Centra, janeiro o ingresso de capital externo foi de US$ 1,930 bilhões. Em fevereiro, a entrada de investimentos deverá chegar a US$ 1,8 bilhão, nas contas dp BC. A soma dos dois primeiros meses de 2009 fica abaixo dos US$4,8 bilhões de janeiro de 2008. O fluxo menor é acompanhado de queda no déficit externo, já que o volume de dinheiro enviado ao exterior também caiu. Em janeiro, as mais baixas desde 2005. O Impacto negativo que a queda nos investimentos estrangeiro tem nas contas externas é reduzido com o volume menor de remessas. Em janeiro, esse tipo de operação movimentou US$698 milhões -a média mensal do ano passado foi de US$ 2,8 bilhões.

O Globo
"Janeiro cruel na economia"

Emprego, arrecadação, superávit e contas externas: tudo piorou no mês

O número de desempregados no país cresceu 20,6% em janeiro fazendo a taxa de desocupação subir de 6,8% em dezembro para 8,2% no mês passado, classificado pelo IBGE como um “janeiro cruel”. Só nas seis regiões metropolitanas, há 1,8 milhão de pessoas sem trabalho. A situação é pior em São Paulo. Mas janeiro teve mais. A desaceleração da economia fez com que a arrecadação de impostos federais caísse 7,2%. O déficit maior da Previdência também foi decisivo para derrubar o resultado das contas públicas - o superávit primário despencou 72% em janeiro. Além disso, o investimento estrangeiro direto no Brasil desabou de US$ 4,8 bilhões em janeiro de 2008 para US$ 1,930 bilhão.


O Estado de São Paulo
"Desemprego aumenta e chega a 8,9% em janeiro"

Número de desocupados sobe 20,6% em um mês, diz IBGE

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País subiu de 6,8% em dezembro para 8,9% em janeiro. O número de desempregados cresceu 20,6% de um mês para o outro, a maior variação desde que o IBGE começou a pesquisa, em 2002. “Nem na recessão de 2003 houve um aumento dessa magnitude”, disse o gerente do levantamento, Cimar Azeredo. Segundo ele, a alta “assustadora” reflete o “cenário econômico conturbado”. A taxa de janeiro foi pressionada não só pela demissão dos temporários, contratados pelo comércio no final do ano passado, como também de empregados efetivos em vários setores. Das sete atividades medidas pelo IBGE, seis tiveram demissões. Para analistas, a gravidade da crise internacional deve manter o desemprego numa trajetória ascendente pelo menos até abril.

Jornal do Brasil
"A maior festa popular do planeta"
O Rio está sob o reinado de Momo. A folia toma as ruas, com os blocos, e o Sambódromo, que faz 25 anos. O JB desfila pelo carnaval em suas diversas editorias. Desde Ideias & Livros até Vida, Saúde & Ciência, passando por artigos da Sociedade Aberta, no Caderno B, e pela revista Domingo. A apoteose é o suplemento com informações essenciais para brincar na Marquês de Sapucaí.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Alfabeto dos peixes. (B) Bagre do mar

Sai ela, entra ele...

Senador italiano diz que carta de Battisti é 'ridícula'

Redação Terra
O líder da coalizão Povo da Liberdade (PDL) no Senado italiano, Maurizio Gasparri, criticou nesta sexta-feira a carta do ex-ativista Cesare Battisti, na qual o italiano pede perdão aos cidadãos do seu país pelos atos que cometeu durante a luta armada. "Onde estava sua fé cristã enquanto matava inocentes? Ao invés de escrever cartas ridículas, comece a cumprir sua pena na prisão do nosso país", afirmou o líder. A informação é da Agência Ansa.


No texto, lido ontem pelo senador brasileiro José Nery (Psol-PA) no Plenário, Battisti pede que os italianos os perdoem e que a Itália mostre seu "lado cristão", pois "o perdão é um ato de nobreza".

"Queremos perguntar a Battisti de que coisa a Itália deveria perdoá-lo. Pelos homicídios brutais que ele cometeu? Se for por isso, então significa que ele admite. E, se admite, está disposto a vir para a Itália pedir publicamente desculpa pelas atrocidades que cometeu?", indagou Gasparri.

O documento de oito páginas, escrito à mão pelo italiano que está preso desde 2007 no Brasil, foi levado a Plenário na última quinta-feira pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que pediu a Nery que o lesse.
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Nota do Editor - Há, de fato, uma evidente contradição na carta de Battisti. O ex-ativista político sempre negou ter cometido os crimes que lhe são atribuídos. Agora quer perdão. Perdão do quê? Sem cadáver não há crime e sem crime não há o que perdoar. Como diria o senador Suplicy, "the answer my friend is blowing in the wind..." (Sidney Borges)

Entendendo o mundo

O fim do ciclo

Sidney Borges
Para que serve um relógio? Obviamente para marcar as horas e nos manter dentro dos compromissos da atribulada vida moderna. Há, no entanto, relógios que marcam as horas e servem de identificador social. Os da marca Rolex, por exemplo, usar um é exibir diploma de "bem de vida".

Antes da tecnologia digital as máquinas Rolex tinham uma particularidade, o movimento uniforme do ponteiro dos segundos.

Velocidade constante, sem saltos, funcionamento mecânico baseado em dezenas de minúsculas engrenagens montadas sobre mancais de rubis.

Em certa época, nos anos da década de 1980 havia uma indústria de roubo de Rolex em São Paulo, cuja sede se situava na esquina das avenidas Faria Lima e Rebouças. Os ladrões eram sempre os mesmos, de vez em quando iam em cana. O advogado os esperava na delegacia, logo estavam "trabalhando" novamente.

O produto da rapina era desovado em Pinheiros, no escritório de um famoso receptador. Os relógios eram exportados para a Argentina e para outros estados do Brasil, até serem roubados por lá e reexportados para cá.

O comércio interessava a gregos e troianos. Caso o receptador fosse preso e não houvesse para quem vender a mercadoria os ladrões não roubariam. Simples não é mesmo?

O sistema bancário da Suiça tem semelhanças com o comprador de Rolex da Teodoro Sampaio.

A inviolabilidade das contas numeradas dá respaldo à ilegalidade. É o abrigo que incentiva o caixa 2 do mundo. Os limpinhos suiços não se interessam pela origem do dinheiro, apenas o guardam com desvelo e carinho.

Pode ser proveniente de corrupção, tráfico de drogas, roubo, venda de órgãos humanos, prostituição de criancinhas, tanto faz.

Suíços são pragmáticos, honestos, trabalhadores e tem parte da prosperidade nacional baseada no líquido que verte de uma torneira que nunca fecha completamente.

Dela pingam gotas fétidas de sangue humano em decomposição.

Connoisseur


Adão Iturrusgarai (Clique aqui e veja o original)

Madoff

Otimismo é isso

por Marcos Guterman (Clique aqui e leia o original)
O californiano Ian Thiermann, de 90 anos, perdeu todas as suas economias por causa das fraudes cometidas por Bernard Madoff. Como resultado, teve de voltar a trabalhar, após 30 anos de aposentadoria. Ele é funcionário de um supermercado, ganhando US$ 10 por hora, como mostra reportagem da CBS.

O dono do supermercado disse que Thiermann é o funcionário ideal: nunca reclama. Afinal, ele viu sua família perder tudo na Grande Depressão dos anos 30 e sabe que as coisas sempre podem melhorar. “Você precisa ser otimista; do contrário, a vida fica curta demais.”

Coisa de louco 4

Cheiro de circo no ar

Guilherme Fiuza (Clique aqui e leia o original)
Paula Oliveira foi indiciada pelo Ministério Público da Suíça e está proibida de deixar o país. O governo brasileiro já tinha dito a ela que fosse embora de lá, ou então se virasse sozinha. Vem coisa pesada por aí.


Se Paula tiver mesmo forjado a história do ataque nazista, o circo suíço já está pronto para a execração. É tudo que os conservadores locais querem: uma prova viva de que imigrante do terceiro mundo é estorvo.

Se direitos humanos significam alguma coisa para o governo brasileiro, é agora que ele tem que estar mais do que nunca ao lado de Paula.

A Procuradoria suíça afirma que a brasileira desmentiu sua própria história no dia 13. Anunciou isto quase uma semana depois, supostamente porque a imprensa vazou. Aparentemente, as autoridades suíças estão na dúvida se querem conduzir uma investigação sigilosa ou marketeira.
A questão da informação oficial na Suíça, é bom repetir, não é flor que se cheire. O principal banco do país acaba de fazer um acordo com os Estados Unidos para dedurar clientes americanos que esconderam 200 milhões de dólares do fisco em contas secretas. Primeiro a regra foi acobertar, depois a regra foi entregar – tudo devidamente abençoado pelas autoridades suíças, muito sensíveis às razões do dólar.


Se o Brasil se distrair, nesse processo contra Paula Oliveira vai aparecer de tudo. É capaz até de ela confessar que é membro da al-Qaeda.

Se a advogada brasileira, que tem vida limpa, teve um surto psicótico, aí mesmo é que seu país deve protegê-la. A não ser que só os virtuosos tenham direito a um julgamento justo, como se pregava no Terceiro Reich.

Nota do Editor - Não concordo com o tom alarmista do texto. É óbvio que os conservadores suíços usarão o "surto" em benefício próprio. Bola sobrando no alto da rede deve ser cortada, dizia Borboleto, craque de vôlei dos anos 50. O que o governo pode fazer além de manifestar solidariedade? Enviar um comando libertador? É possível que a moça se diga membro da Al-Qaeda sim. Tudo é possível neste mudo comandado por Madoffs e asseclas. (Sidney Borges)

Espaço do leitor

Alguém já leu "O Capital" de Marx?

Abilio Campos Peixe
Está escrito isso aí embaixo mesmo?

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".

*Karl Marx, Das Kapital, 1867* (qualquer semelhança não é mera coincidência. Não foi em 1867 mas em 2009 !!! Previsão com quase 150 anos de antecipação ! Notável !

Coluna da Sexta-feira

Remédio indicado

Celso de Almeida Jr.
Não sou um crítico literário.


Não tenho, também, a pretensão de avaliar os conceitos defendidos nos textos que encontro nas mídias eletrônicas ubatubenses.

A idéia, hoje, é outra.

Quero, prezado leitor, dar apenas uma amostra de como enxergo nosso cotidiano, valendo-me de alguns pensadores da cidade.

Em Maurício Moromizato não vejo economia de palavras. Noto aquele encantador entusiasmo de militante político, do tipo que eu tanto gostaria de encontrar em nossa juventude. Maurício está aí, guerreiro. Dá o seu recado com aquela disposição que precisaríamos ver em nossos políticos, defendendo o ponto chave a fomentar: o verdadeiro governo participativo.

Em Rui Grilo vejo o educador ligado às causas populares. Posso compreendê-lo bem. Convivo com diretores de indústrias da região do Vale do Paraíba. Conheço, também, presidentes de empresas de outras regiões do país. O grito de Rui Grilo é fundamentado. Ele sabe que o trabalhador que não se organiza, que não se estrutura pela defesa de seus direitos, que não cria forças suficientes para enfrentar reações inaceitáveis de seus empregadores, poderá comprometer a sobrevivência de sua família.

Rui quer, também, que a linguagem das massas seja compreendida por nossos formadores de opinião, sem preconceitos.

Julinho Mendes é aquela personalidade que toda cidade gostaria de ter. Homem ligado as nossas raízes culturais, de sensibilidade extremada, de coragem admirável, de autenticidade exemplar, mantém vivo, com seus textos e suas ações, o pensamento caiçara; seus hábitos; sua beleza. É cidadão que merece ser consultado sobre todos os eventos culturais e turísticos que a cidade promove, dado o seu conhecimento e, principalmente, a sua disposição para fazer acontecer.

Corsino Aliste Mezquita mereceria um capítulo especial. Fui seu aluno no ensino médio. Este inesquecível professor de sangue espanhol ensinou-me a respeitar, a obedecer, a cumprir o determinado no texto mais importante de nossa cidadania: A Constituição da República Federativa do Brasil. Ele, com sua contundente oratória, despertou em centenas de jovens a disposição para o questionamento. Sua fúria espanhola, muitas vezes, contrasta com nosso silêncio covarde. Daí amargar perseguições de toda ordem. O professor Corsino erra? Ora, erramos nós, todos, alunos e professores, nesta estrada da vida. Mas o currículo e a moral desse homem determinado nunca serão manchados por processos jurídicos eminentemente políticos.

Ao citar estes quatro cidadãos, cujos pensamentos traduzem os anseios de milhares de ubatubenses, busco sensibilizar o nosso prefeito, Eduardo César, para medir o impacto que avaliações equivocadas podem produzir em sua imagem. Os desabafos de Eduardo, na rádio, atacando de forma agressiva muitas vozes oposicionistas, precisam cessar. Eu, que votei por sua reeleição e vejo muitas qualidades em seu governo, sinto-me profundamente atingido quando homens como os que eu citei são atacados.

A energia jovem de Eduardo precisa fazer as pazes com a maturidade exigida para o cargo que ocupa. Tenho muita esperança de que esse segundo mandato transforme-se num período propício para o surgimento de novas lideranças, para o debate franco, com respeito recíproco. Para tanto, o funcionário público número 1, tão admirado por sua simpatia e disposição, precisa avançar e assumir de vez o seu papel nessa importante fase da história de Ubatuba.

Paz e democracia formam uma dupla imbatível para a construção de nosso futuro. Praticá-las exige que, em muitas situações, utilize-se um remédio eficiente: um sincero pedido de desculpas a quem merece todo o respeito.

Ubatuba em foco

Pensando o presente e para o futuro

Corsino Aliste Mezquita
A política de recursos humanos da Prefeitura de Ubatuba, já de longa data, vem se mostrando desastrosa e inconseqüente. Nunca antes nas proporções da atual administração municipal.

As conseqüências nefastas aparecem na falta de qualidade dos serviços prestados à população e para o futuro do Instituto de Previdência Municipal de Ubatuba – IPMU -.

Atualmente (dezembro de 2008) a Prefeitura possui 1.371 (um mil e trezentos e setenta e um) funcionários efetivos e contribuintes do IPMU. Os aposentados e pensionistas dependentes dos cofres da Prefeitura e do IPMU, somam 374 (trezentos e setenta e quatro).
Dividindo 1.371 : 374 = 3,95. Para cada aposentado ou pensionista temos, apenas, 3,95 (ou menos de quatro) trabalhadores contribuintes da ativa.
Nenhum sistema previdenciário se sustenta se não tiver, para cada aposentado ou pensionista, mais de cinco contribuintes na ativa.

Em Ubatuba temos dois tipos de aposentados e pensionistas. Aqueles que aposentaram antes de março de 1993, data da criação do Fundo que, posteriormente (2002), viraria IPMU e os aposentados a partir dessa data. Os primeiros, incluídos no IPMU a partir de: 01-01-08, são remunerados diretamente pela Prefeitura. Já os segundos são de responsabilidade exclusiva do IPMU e, em número de 273 (duzentos e setenta e três). Repetindo a operação anterior só com os diretamente dependentes do IPMU teremos o resultado seguinte: 1.371 : 273 = 5,02. Limite mínimo necessário. O futuro do IPMU já, neste momento, está em perigo.

A realidade exposta acima é séria e exige, mudanças rápidas, na política de recursos humanos, dos poderes públicos municipais. (Prefeitura e Câmara). É necessário chamar, os já classificados em concurso para ocupar os cargos atualmente ocupados por comissionados, eventuais fixos, contratados por tempo determinado, terceirizados etc. etc.. e abrir concursos para todos os cargos de provimento efetivo constantes da legislação municipal. Só assim, a Prefeitura, terá um corpo funcional bem estruturado, permanente, independente, livre de pressões de prefeitos, vereadores, partidos políticos, etc, etc. E, o que é mais importante, com segurança funcional e futura aposentadoria garantida.

Aqueles que tivemos a oportunidade de nos aposentar, após trabalharmos bastante e fazermos carreira, sabemos o quanto isso é prazeroso. Desejamos, a mesma sorte, a todos que já estão construindo ou venham a contribuir para o progresso e o desenvolvimento de Ubatuba. O administrador inteligente trata bem de seus funcionários, os atualiza em serviço e lhes dá oportunidades de fazerem carreira e progredir profissional, humana e socialmente.


VIVA UBATUBA! Ótimo carnaval!.

Opinião

Alguns lembretes na hora do tufão

Washington Novaes
Com a crise financeira global, parece haver ficado para as calendas, aqui, o projeto de reforma tributária que tramita pelo Congresso. É pena. Adia-se mais uma vez a discussão sobre a famigerada "guerra fiscal", que vai levando para a cucuia as finanças de boa parte dos Estados brasileiros, que insistem na tese de que a concessão de incentivos fiscais é decisiva para a atração de empresas para seus territórios (supostamente em troca da geração de empregos), quando, na verdade, esse argumento, hoje, tem pouco peso, já que todos os Estados oferecem as mesmas vantagens e o que decide mesmo são fatores locacionais, custo de transportes, por aí.


Mas há um ângulo que precisa ser visto com muito mais cuidado. Porque a suposta contrapartida por parte de empresas beneficiadas pela isenção de impostos estaduais e municipais - a criação de empregos - se está esvaindo em muitos lugares, com as demissões de empregados provocadas pela crise. Um exemplo, entre muitos: na concessão de incentivos ao polo farmacêutico de Goiás as isenções chegaram a ser, há alguns anos, em certas empresas, de até R$ 1 milhão por emprego que supostamente seria gerado (no Banco do Povo, mantido pelo governo goiano, um empréstimo - e não doação - de R$ 600 gera um posto de trabalho); agora, o polo farmacêutico já demitiu 1.700 empregados. Sob a alegação de que o custo dos insumos importados subiu muito e não há como competir com fármacos importados da Índia e China.

Outro exemplo poderia ser o do Polo Industrial de Manaus, onde (Agência Estado, 14/1) ocorreram 34% mais demissões em 2008 que em 2007. Se a esse número se juntar o de empregados sem registro formalizado, o número superaria 10 mil, segundo a notícia, em 400 empresas que receberam incentivos e faturaram no ano passado 20% mais que em 2007. No País todo, as empresas incentivadas receberam até aqui benefícios no valor de centenas de bilhões de reais.

Enquanto isso, há quem não goste - como o secretário federal de Assuntos Estratégicos - da ampliação do Bolsa-Família para mais 1,3 milhão de pessoas, com a passagem de seu teto para R$ 137 mensais (ainda abaixo da linha da pobreza, que seria de uns R$ 150 mensais) e a um custo anual de R$ 550 milhões (totalizando na bolsa R$ 11,5 bilhões anuais, ante mais de R$ 150 bilhões em juros pagos pelo governo federal no mesmo período). Segundo o secretário, os muito pobres têm a "cultura da pobreza"; quem deveria ser incentivado são os "batalhadores", que ampliariam o mercado de consumo. Talvez ele devesse ouvir o IBGE, para quem 40% da queda na desigualdade de renda a partir de 2001 se deve aos programas do tipo do Bolsa-Família e aos que o antecederam e inspiraram. Poderia também tentar conhecer a estratégia das maiores multinacionais, que começaram pelo Sudeste Asiático - e agora implantam aqui (Estado, 21/1) - seus programas de aproximação com os mercados de baixa renda, avançando inclusive com o serviço de vendas porta a porta.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 20 / 02 / 2009

Folha de São Paulo
"Embraer corta 20% dos funcionários"

Empresa atribui demissões á crise global; Brasil perde 102 mil vagas em janeiro, pior resultado em dez anos

A Embraer anunciou a demissão de 4.200 empregados no Brasil, nos EUA, na França em Cingapura, cerca de 20% de seus 21,4 mil funcionários nesses países. A maioria dos cortes aconteceu no Brasil, sede da companhia –que não informou, no entanto, quantos foram os brasileiros demitidos. Em comunicados, a empresa, que é a quarta maior fabricante mundial de aviões, afirmou que as demissões são decorrência da “crise sem precedentes que afeta a economia global, em particular o transporte aéreo”. A maioria das receitas da Embraer vem de exportações, principalmente para EUA e Europa, os mercados mais afetados pela crise financeira global. Temo-se que o corte cause efeito em cascata e que fornecedores e parceiros da empresa também comecem a demitir. Segundo o Ministério do Trabalho, o país perdeu 101.748 vagas com carteira assinada em janeiro, no pior resultado do mês em dez anos. Desde novembro, foram cortados 797,5 mil postos de trabalho no mercado formal brasileiro.

O Globo
"Embraer alega crise sem precedentes e demite 20%"

País teve o pior janeiro em dez anos: 101 mil vagas foram fechadas

No mais drástico enxugamento de pessoal de uma empresa brasileira desde o agravamento da crise internacional, em setembro de 2008, a Embraer, uma das maiores fabricantes de jatos comerciais do mundo, começou ontem a demitir mais de 4.200 funcionários, o que representa 20% de sua força de trabalho. As demissões devem atingir também as unidades na França, em Cingapura e nos EUA.


A noticia irritou o presidente Lula, que pretende chamar para uma conversa o presidente da empresa, Frederico Curado. Lula foi avisado previamente dos cortes, mas o governo não teve tempo para buscar uma alternativa. A Previ, fundo de pensão do Banco do Brasil, e a BNDESPar têm participação no capital da Embraer. Recentemente, Lula tinha demonstrado desaprovação às 1.300 demissões na Vale, o que considerou "um absurdo".

Ontem, a Vale anunciou lucro de US$ 13,2 bilhões em 2008 - alta de 11,78% sobre 2007. No quarto trimestre, no entanto, o resultado despencou 72%, em dólar. Em janeiro, o país perdeu 101.748 vagas com carteira assinada, o pior resultado para o mês em dez anos.


O Estado de São Paulo
"Falta dinheiro no FAT para ampliar seguro-desemprego"

Fundo que governo planejava usar em programas anticrise terá rombo já em 2010

O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) não tem condições de custear a ampliação do pagamento do seguro-desemprego de 5 para 10 parcelas, como cogita o governo. Para bancar a ampliação, o FAT precisaria receber recursos do Tesouro ou reduzir empréstimos para o setor produtivo. Nota técnica da Coordenação-Geral de Recursos do FAT informa que o programa terá em 20lO, pela primeira vez, déficit operacional de R$ 497,2 milhões, revela o repórter Ribamar Oliveira.

O documento prevê que o rombo atingirá R$ 4,3 bilhões em 2012. Mantido com dinheiro das contribuições do PIS e do Pasep, o FAT custeia o seguro-desemprego e o abono anual para quem ganha até dois salários mínimos. Financia também cursos de qualificação profissional e faz empréstimos para projetos que ampliem a oferta de emprego. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirma que o FAT tem recursos para bancar a ampliação do seguro-desemprego ao menos neste ano.

Jornal do Brasil
"Violência atravessa o samba"

Chega a 57 o número de turistas vítimas de assalto, em dois dias

Depois do assalto a 13 turistas, quarta-feira em Copacabana, ontem foi a vez de 34 estrangeiros serem vítimas de um arrastão num albergue na Lapa. Além das perdas materiais, as vítimas foram amarradas e viram os bandidos ameaçarem explodir uma granada. Mais 10 turistas foram assaltados em São Conrado, num total de 57 em dois dias. A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, em carta ao governador Sérgio Cabral, cobrou providências.

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quinta-feira, fevereiro 19, 2009

Extremos

Direita e esquerda

Sidney Borges
Skinheads atacam e mutilam advogada brasileira na Suíça. Saiu em todos os jornais, blogs, sites e o escambau. A notícia da suposta ação xenófoba e racista, taxada de coisa de direitistas sem compaixão, tirou da pauta a expulsão do esquerdista Battisti. Será que acabaram os quinze minutos de fama? Battisti vai ou fica?

Crise

Embraer anuncia demissão de mais de 4.000 funcionários

da Folha Online
A fabricante brasileira de aeronaves Embraer informou nesta quinta-feira que, em consequência da crise financeira internacional, vai demitir mais de 4.000 funcionários e revisou para baixo as previsões de produção e investimentos para 2009.


"Como decorrência da crise sem precedentes que afeta a economia global, em particular o setor de transporte aéreo, tornou-se inevitável efetivar uma revisão de sua base de custos e de seu efetivo de pessoal, adequando-os à nova realidade de demanda por aeronaves comerciais e executivas", afirmou a empresa, terceira maior exportadora do país, por meio de comunicado.

As demissões vão atingir cerca de 20% do efetivo de 21.362 empregados da empresa e se concentram na mão-de-obra operacional, administrativa e lideranças, incluindo a "eliminação de um nível hierárquico de sua estrutura gerencial". A empresa informou que a "expressiva mão-de-obra de engenharia mantém-se nos programas de desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, que prosseguem inalterados".
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Nota do Editor - A corda sempre rompe no ponto mais fraco. Durante anos a empresa anunciou lucros retumbantes. O sucesso era de dar inveja a gregos e troianos. No entanto, durante a chuva de leite e mel os salários não foram aumentados proporcionalmente. Ao primeiro sinal de turbulência, tome demissões. Bola preta para a Embraer. Meu próximo jato será Boeing. Ou Airbus, como o "aerolula" de Luiz Inácio. (Sidney Borges)

Pato e o pato.


Fonte: este site russo de fotografia. Aliás, o site-mãe é este.

Coisas do amor...

De flecha na mão

Nurit Bensusan (Clique aqui e leia o original)
Cenas de um futuro próximo:


1. Levou um fora da pessoa bem amada? Nada de semanas ou meses de depressão, simplesmente uma pílula que garante que você deixe de amá-la.


2. Você vislumbra a nora ideal, mas seu filho não dá bola para a mina? Acabaram seus problemas, um pozinho diluído no café dele e amor assegurado!

3. Você ama um vagabundo, sem-vergonha e pilantra? Tome um comprimidinho e poderá dizer adeus ao malandro, sem remorso, nem dor...

4. Apesar de gostar muito de uma mulher, o parceiro decide abandoná-la dado que seus exames mostram que ela é muito propensa à infidelidade...

O amor sempre pareceu inexplicável, mas bem vindo ao admirável (?) mundo novo! Agora, pesquisadores estão tentando isolar e identificar os componentes neurais e genéticos dessa emoção e, aparentemente, estão próximos de reduzir certos estados mentais associados ao amor a uma cadeia de eventos bioquímicos. Em um artigo publicado na revista Nature, aventa-se a possibilidade futura de drogas que aumentem ou diminuam o amor (http://www.nature.com/nature/journal/v457/n7226/full/457148a.html).

Mas, não é só isso - como se fora pouco. Outro artigo recente traz um estudo que mostra que mulheres com maiores níveis de estradiol, um hormônio do ovário, têm mais chances de trair seus parceiros. Absolutamente incrível: até que ponto seremos isso, um conjunto de hormônios e cadeias de reações bioquímicas?

Talvez Leminski tenha sido um visionário quando disse, em um dos seus poemas: "o amor, esse sufoco,/agora há pouco era muito,/ agora, apenas um sopro". Desconfio seriamente, entretanto, que ele não se referia a componentes neurais e genéticos, nem ao futuro comprimido anti ou pró-amor. Aliás, dou uma sugestão para o nome das drogas: cupidex e descupidex.

Que é interessante é, mas que o mundo vai ficar mais sem graça... ah, isso vai...

Cinema e realidade. Uma longa distância


Culpado ou inocente? Nos EUA, é difícil saber

Marcos Guterman (Clique aqui e leia o original)
O seriado CSI mostra o eficientíssimo trabalho da polícia científica americana – o astro Gil Grissom é o líder de uma equipe de investigadores que resolve crimes misteriosos usando intuição, inteligência e alta tecnologia. A realidade, porém, não é bem essa.

A Academia Nacional de Ciências dos EUA, que serve de conselheira do governo e do Congresso do país, estudou durante dois anos a performance da polícia científica. O resultado, cuja íntegra pode ser lida aqui, é alarmante: segundo os pesquisadores, boa parte das conclusões da ciência forense em investigações criminais não tem consistência e desrespeita padrões mínimos. O relatório pede urgentes investimentos para melhorar laboratórios e treinar os investigadores.

Para se ter uma idéia do problema, mais de 50% dos 232 condenados posteriormente inocentados após teste de DNA haviam sido acusados com base em interpretação equivocada de impressões digitais, mordidas, pegadas e marcas de sangue.

Harry Edwards, vice-presidente do comitê que elaborou o relatório, resumiu a questão: “Evidências forenses confiáveis aumentam a capacidade das autoridades judiciais de identificar aqueles que cometeram crimes e de evitar que pessoas inocentes sejam condenadas por crimes que não cometeram”.
Foto: Divulgação/CBS

Alfabeto dos peixes. (A) Atum

Coisa de louco 3

Errei

por Paulo Moreira Leite (Clique aqui e leia o original)
Seria fácil dizer “a imprensa” errou. Eu também poderia dizer que o Lula errou e que o Celso Amorim também errou. Também poderia rastrear a internet e apontar quem errou “primeiro.”


Mas o fato é que errei e não me sinto bem quando isso acontece.


Acreditei inteiramente na versão da advogada Paula Oliveira, de que ela foi agredida por três neo-nazistas em Zurique e abortou duas filhas gêmeas.

Não acho que é errado acreditar numa denúncia tão grave. Acreditar é uma forma de demonstrar solidariedade com a dor humana.

Mas eu poderia ter sido mais desconfiado. Poderia ter ponderado melhor.

Errei.

Nota do Editor - Quando li a notícia e vi as fotos fiquei furioso. Publiquei um trecho da indignação do Noblat, ele que é próximo da família da "vítima", e falei da estupidez humana, que tem como expoentes o racismo e a xenofobia. Mas tive o cuidado de ficar no plano filosófico. Haveria tempo para broncas. Não houve, no outro dia começava a se evidenciar o desequilíbrio da moça. Errar é humano. (Sidney Borges)

Utilidade pública


Cachorra perdida

Encontra-se desaparecida a cachorra da foto. É um animal sem raça definida, preta e branca, de porte médio. É dócil e atende por Lina. O desaparecimento aconteceu na quinta-feira passada, dia 12, nas proximidades do banco Santander, antigo Banespa, no centro de Ubatuba

Contato


Adriana Fernandes / Jundiaí
(11) 9908 3549 – (11) 4586 3614

Colômbia

Uma explosão partiu ao meio um avião da Polícia Nacional na cidade de Medellín, Colômbia, ferindo oito policiais. O acidente ocorreu no Aeroporto Olaya Herrera, quando 27 oficiais embarcavam na aeronave. As causas do acidente estão sendo investigadas, mas não está descartada a hipótese de que uma granada detonou acidentalmente. (Foto: Luis Benavidez/AP Photo) (Do G1)

Nota do Editor - O avião é um Douglas. DC-3 na versão civil e C-47 na militar. Os motores radiais foram substituídos por turbinas, dando novo alento à célula. O DC-3/C-47 é uma das criações marcantes da indústria do século XX. Nasceu em 1936. Há quem diga ter sido o primeiro avião econômico e confiável, a ponto de tornar o transporte aéreo popular. É uma pena ver uma máquina dessas destruída. (Sidney Borges)

Brasil

Golpe

Sidney Borges
O telefone tocou, atendi:
- Pai, eles me pegaram pai, estão me batendo, vou morrer pai, eu não quero morrer! A voz denota desespero, lembra as novelas da rádio São Paulo.

Antes de continuar, abro parênteses. Eu sabia da existência do golpe, estava preparado para ser importunado a qualquer momento. Do interior de presídios uma cidade é escolhida e atacada via celular. Pelo andar da carruagem, a coisa funciona. Em tempo, não tenho filhos.

Respondo:
- Fique calmo, se eles te deixaram ligar é porque querem alguma coisa. Diga ao chefe que eu quero negociar

O chefe:
- Estamos com o garoto, se você não fizer o que eu mandar vamos te enviar uma orelha, depois outra orelha e depois a mão direita.

Eu, fingindo angústia:
- Não machuquem o menino, faço qualquer coisa, mas eu preciso falar o com meu filho. Depois dou o que vocês quiserem.

"Meu filho" com voz chorosa:
- Eles não param de bater pai.

A pergunta:
- Fique calmo. Para ter certeza que você é o meu filho vou te fazer uma pergunta. Qual é o nome do cachorro da tia Julieta?

Do outro lado da linha silêncio, ao fundo vozes sugerindo discussão.

"Meu Filho novamente:
- Estou nervoso pai, não me lembro, é um cachorrinho branco, não me lembro do nome, mas estou vendo o cachorrinho.

Eu, encerrando o papo:
- Fica pra outra garoto, não existe tia Julieta e eu não tenho filho, mas você é talentoso, quando sair da gaiola experimente a carreira artística. Muito calor no xilindró?

Enquanto eu ria dava para ouvir uma torrente de palavrões. Por educação não publicarei.

O fato me veio à cabeça por terem tentado novamente, desta vez o golpe tem a ver com algum programa televisivo que fala em milhão.

Educação

Aprendizagem é baixa no país

Em 1.117 cidades, menos de 10% dos alunos da 4ª série aprenderam português

Demétrio Weber
A maioria dos alunos brasileiros está longe de saber os conteúdos previstos para a série em que estuda. Em 1.117 municípios, menos de 10% dos estudantes da 4ª série (5º ano) do ensino fundamental atingiram a aprendizagem que especialistas consideram adequada em língua portuguesa. Na 8ª série (9º ano), foram 2.015 cidades na mesma situação, segundo levantamento realizado pelo movimento Todos pela Educação.


O estudo considera as notas obtidas por alunos de escolas públicas urbanas em todo o país, em 2007, na Prova Brasil. O teste é aplicado pelo Ministério da Educação (MEC). Em matemática, o número de municípios onde menos de 10% dos estudantes dominam os conteúdos apropriados é ainda maior: 1.518 na 4ª série e 2.944 na 8ª.

O Todos pela Educação é uma ONG que reúne empresários, gestores e entidades educacionais, como Fundação Bradesco, Itaú, Gerdau, Odebretch e Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed). O ministro da Educação, Fernando Haddad, e os ex-ministros Cristovam Buarque e Paulo Renato Souza estão entre seus sócios-fundadores.

Em dezembro, o Todos pela Educação divulgou as estatísticas nacionais e por estados. Na média, apenas 27,9% dos alunos da 4ª série atingiram a pontuação adequada em língua portuguesa (leitura); na 8ª série, 20,5%. Nos dois casos, o país não atingiu as metas traçadas pela comissão técnica do movimento. (O Globo)

Evolução


Coisa de louco 2

Deu na Folha de S. Paulo
Caso Paula - Revista que cita farsa é ligada a partido

Do Blog do Noblat (Clique aqui e leia na fonte)
A revista semanal suíça "Die Weltwoche", que noticiou a versão de que a brasileira Paula Oliveira confessou ter mentido à polícia suíça, tem claros laços ideológicos com o partido ultranacionalista SVP (Partido do Povo Suíço), cuja sigla foi escrita com um objeto cortante na pele da brasileira.


Considerada há uma década a publicação preferida da elite intelectualizada de esquerda da Suíça, nos últimos anos ela começou a se inclinar para a direita, e hoje sua linha editorial é alinhada com a ideologia do SVP. A guinada se consolidou com a compra da revista, em 2006, pelo empresário conservador suíço Roger Köppel.

Até hoje persistem os rumores, não comprovados, de que o semanário é financiado pelo magnata Christoph Blocher, um dos homens mais ricos do país e que está entre os principais dirigentes do SVP.

Na guerra de mídia em que se transformou o caso Paula Oliveira, com ataques constantes na Suíça ao comportamento do governo e da imprensa brasileiros no episódio, a reportagem do "Die Weltwoche" assume um tom de que desvendou a farsa montada pela brasileira. Mas em nenhum momento cita a fonte de suas informações.

Para muitos suíços, o primeiro indício de que Paula estava mentindo foi a associação entre o SVP e neonazistas, que lhes parece exagerada. Mas não faltam imigrantes para dar exemplos de xenofobia na Suíça, alguns violentos.

"Fui agredido por homens de cabeça raspada, só por ser estrangeiro", contou o mecânico brasileiro Warley Alves Pinto, 19, que mora em Dübendorf, perto de Paula. "Me falaram que aqui não é meu país e começaram a me bater."

* Do jornal O Estado de S. Paulo:

O brasileiro Warlei Alves alerta que já foi alvo de um ataque de neonazistas na região onde Paula vive, três anos atrás. "Recebi socos e me ofenderam por ser estrangeiro", afirmou o brasileiro, de 19 anos. Ele conta que não apresentou denúncia, mas seus amigos confirmam a história. "Esses ataques ocorrem mesmo e, quando ouvi a história, pensei que era mais uma delas", afirmou.

Ontem, um carro com dois skinheads rodeou a casa de Paula, para a surpresa dos que estavam no local.

Coluna da Quinta-feira

Jarbas e o PMDB

Marcelo Pimentel

A mídia alardeou como grande notícia. A repercussão foi geral. Agora fica a pergunta: qual foi a novidade que o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) apresentou?

Notícia requentada e sem qualquer ingrediente novo. Até parece falta de notícia na seção política.

O que não ficou claro são as motivações que levaram o senador a fazer tamanho achincalhe ao seu partido. Não ficou claro, ou não há interesse em discutir as reais intenções do senador. Eu tenho um palpite: José Serra, líder nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência precisa de um vice que venha do nordeste, hoje a região que mais apóia o presidente Lula. Dá pra entender?

O que irrita na política são as intenções não reveladas. De arauto da moralidade pública, Jarbas pode ter ensaiado uma grande jogada política se credenciando a iniciar um namoro com a oposição. Ganhou repercussão, marcou território e sinalizou para os tucanos. Só falta agora uma expulsão do PMDB em grande estilo. Só que as raposas do PMDB, que já estão acostumadas com a execração pública deram de ombros e ninguém passou recibo.

São lances que a política nacional patrocina e a mídia dá holofotes. E só.
E para finalizar, estive conversando com um assessor de um deputado de nossa região, e ele todo animado dizia:

- Nosso deputado vai ser suplente da mesa diretora, e isso é ótimo, ele vai ter mais um gabinete e vai poder nomear mais assessores.

Triste país.

Opinião

Sob a lei de Delúbio

Editorial do Estadão
Cobrada para abrir de uma vez por todas a caixa-preta dos gastos dos deputados que a Câmara devolve até o limite de R$ 15 mil mensais - a chamada verba indenizatória, já de si uma extravagância -, a direção da Casa resolveu aplicar a lei. A lei de Delúbio, bem entendido. Em abril de 2004, quando um desavisado companheiro propôs, em nome da transparência, que o PT publicasse periodicamente na internet a contabilidade de suas campanhas, com as doações recebidas e as despesas efetuadas, o então tesoureiro da legenda, Delúbio Soares, fulminou a ideia com um argumento irrespondível: "Transparência assim já é burrice." Entre outros motivos, alegou, porque a prestação de contas "poderia causar mal-estar aos doadores".

Para todos os efeitos práticos, terá sido exatamente esse o espírito da decisão da Mesa da Câmara de tornar públicos - de uma maneira, digamos, inteligente - os dispêndios reembolsáveis dos 513 deputados com rubricas supostamente indispensáveis ao exercício do mandato (aluguel e manutenção de escritórios de apoio nos seus Estados, deslocamentos, consultorias e "divulgação da atividade parlamentar"). Desde a sua adoção, em maio de 2001, calcula-se que o ressarcimento custou ao contribuinte pouco mais de meio bilhão de reais. E até agora a única informação exposta na internet a respeito só diz quanto cada parlamentar gastou no que, poupando-se dos detalhes o público pagante.

Detalhes escabrosos, em alguns casos. Em 2006, por exemplo, apareceram indícios de que mais de 100 deputados podiam ter apresentado notas frias de despesas com combustíveis. Ninguém foi punido e a caixa-preta continuou aferrolhada. Só na semana passada, quando se soube que o deputado-castelão Edmar Moreira, próspero empresário do setor de segurança, desembolsou com esse item no ano passado R$ 140 mil, os líderes de bancada acionaram a Mesa recém-eleita para tornar mais acessível a contabilidade da verba indenizatória. Deu no seguinte: em 45 dias (por que não de imediato?), a Câmara colocará na internet os dados das notas fiscais (número, valor e nome da empresa emitente) trazidas pelos deputados para fins de reembolso.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 19 / 02 / 2009

Folha de São Paulo
"Carga dos impostos aumenta e bate recorde"

Total pago por contribuinte atingiu 36,54% das riquezas do pais em 2008

A carga tributária bateu novo recorde em 2008, segundo estudo do IBPT (instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). O total pago pelos contribuintes correspondeu a 36,54% do PIB (soma das riquezas do Pais). O resultado está um ponto percentual acima do de 2007: 0,52 ponto para tributos federais, 035 para estaduais e 0,13, municipais. O estudo usou como referências a arrecadação de R$ 1,056 trilhões. A carga tem crescido ano a ano desde 2004. O ultimo recuo em relação ao PIB ocorreu em 2003. “Isso quer dizer que o governo avança cada vez mais na riqueza nacional, sem que isso revele efetivamente um aumento substancial da qualidade do serviço público”, afirma o advogado Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT. A Receita Federal não se manifestou sobre o recorde. De acordo com sua assessoria, a arrecadação será tratada em entrevista hoje.

O Globo
"Hidrelétrica privada terá 69% de recursos públicos"

BNDES financiará Jirau com o maior empréstimo de sua história: R$ 7,2 bi

A hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Rondônia, vai receber R$ 7.2 bilhões do BNDES, o maior investimento individual da história do banco. Controlada majoritariamente por capitais privados - grupo Suez e construtora Camargo Corrêa -, Jirau será financiada com 69% de dinheiro público. Junto com a usina, Santo Antônio, também no Rio Madeira, ela constitui uma das maiores obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar do controle privado, Jirau tem participação de duas estatais do grupo Eletrobras - Chesf e Eletrosul - no capital. Com financiamento garantido do BNDES, os responsáveis pela obra de Jirau se comprometem a antecipar o início das operações: em um ano, ligando as turbinas em 2012. "Esse projeto é muito importante para o aumento da oferta de energia e para o desenvolvimento do país", disse Wagner Bittencourt, diretor do BNDES.

O Estado de São Paulo
"Pacote imobiliário de Obama ajudará 9 milhões de famílias"

Refinanciamento para reduzir parcelas de hipotecas custará US$ 75 bilhões

O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou um plano de US$ 75 bilhões para ajudar até 9 milhões de mutuários a não perder suas casas por não conseguirem pagar o financiamento. O programa dará incentivos de US$ 1 mil para cada hipoteca sob risco de inadimplência que for renegociada por bancos, e mais US$l mil por ano, durante três anos, para hipotecas que estiverem em dia, informa a correspondente Patricia Campos Melo. O plano prevê também cerca de US$ 200 bilhões do Tesouro e do Fed para compra de títulos lastreados em hipotecas e ações das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, mantendo assim os juros baixos. "Esse plano não vai salvar todos os lares, mas vai dar a milhões de famílias fadadas à ruína uma chance de se recuperar", disse Obama. Para analistas, o pacote é ambicioso.

Jornal do Brasil
"Rio resiste à crise"

Estado deixa pessimismo de lado, e boa parte dos empresários faz planos de investimentos

Na contramão do pessimismo que atinge o mundo, o empresariado fluminense mostra força para resistir à crise. Prova disso é que boa parte tem planos de não demitir ou até de contratar funcionários. O secretário de Desenvolvimento Econômico do Rio, Julio Bueno, aponta a estrutura estadual como um dos motivos para otimismo, lembrando que a indústria de transformação, uma das que mais sofrem com a crise, só representa 10% do Produto Interno Bruto local, enquanto o setor de serviços, um dos mais importantes do estado, não foi afetado.

quarta-feira, fevereiro 18, 2009

Coisa de louco

Imprensa suíça diz que Paula Oliveira confessou farsa

Por Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo
Telejornal da noite na emissora Tele Zurich informou nesta quarta-feira, 18, que a advogada brasileira Paula Oliveira já teria confessado à polícia que inventou o caso da agressão por neonazistas. A informação foi dada também pela revista Weltwoche. Citando fontes da polícia, os dois veículos informam que a advogada teria confessado inclusive ser autora dos ferimentos na própria pele.

Paula teria informado que comprou o estilete numa loja chamada Ikea. Os motivos pelos quais a brasileira teria inventado o ataque não foram revelados pela mídia suíça. Nesta quarta-feira, o Ministério Público de Zurique abriu uma investigação criminal contra Paula Oliveira, por suspeita de falso testemunho à polícia. Ela alega ter perdido bebês após ter sido agredida por neonazistas na semana passada.

O Itamaraty disse ao estadao.com.br não ter recebido nenhuma informação de que Paula teria inventado o ataque, mas ressaltou que manterá o apoio consular a brasileira ainda que a versão da imprensa suíça seja confirmada. Mais cedo, o chanceler Celso Amorim reafirmou que, se necessário, o País dará assistência jurídica à advogada.

Segundo o Ministério Público suíço, a investigação aberta nesta quarta-feira ocorre por Paula ter alegado estar grávida, quando exames provaram o contrário. A Justiça vai intimar Paula para que preste depoimento e após ouví-la deverá liberá-la para que retorne ao Brasil. De acordo com a Procuradoria-Geral de Zurique, um advogado já foi indicado para defender Paula e ela aceitou a oferta.

Os promotores querem manter Paula na Suíça, para garantir a presença dela durante a investigação criminal. O passaporte dela e seus documentos legais estão bloqueados. "Esta medida garante que a mulher permaneça na Suíça o tempo que sua presença for necessária para o inquérito e todas as providências da investigação tiverem sido tomadas", afirma o comunicado.

Na terça, a advogada recebeu alta do hospital e voltou para casa. Ela deixou o hospital pela porta dos fundos. Paula afirmou ter sido atacada no último dia 9, nas proximidades de uma estação de trem de Zurique por três skinheads, um deles com um símbolo nazista tatuado atrás da cabeça.

Segundo essa versão, os agressores usaram um objeto cortante para marcar as siglas do Partido do Povo da Suíça (SVP), de direita, integrante da coalizão governista. Além disso, imagens revelaram vários outros cortes em Paula.

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro levantou inicialmente a possibilidade de que a brasileira foi vítima de um ataque xenofóbico. Porém a polícia suíça, após uma série de testes, afirmou que ela não estava com três meses de gravidez, como alegou inicialmente.

O chefe do setor de medicina forense da Universidade de Zurique, Walter Baer, qualificou o incidente como um "caso clássico" de automutilação. Todos os ferimentos estavam ao alcance da mão de Paula e nenhum era profundo ou em áreas particularmente sensíveis, apontou Baer.

Tudo a ver...

Descascando a Bala

Paulinho da Viola
Parece um detalhe minúsculo diante da grandiosidade do fato histórico que acabamos de presenciar, mas eu começo meu texto falando em quem? Nele, no Presidente Lula. Para ressaltar o que acho ser o vale profundo que separa nossos países.

Lula descasca uma bala, Obama a desembrulha. Lula joga o papel no chão e acha isso perfeitamente natural; insiste que no mundo todo isso nem seria notado. Obama, caso aceitasse comer uma bala durante solenidade oficial, poria o papel no bolso até poder jogá-lo numa lixeira. É um detalhe? É, mas daqueles fundamentais, como o sorriso da Mona Lisa: em toda a tela de da Vinci, quanta beleza, quanto talento, quantos simbolismos. Mas o que mais chama atenção? O pequeno detalhe do sorriso.


Obama foi eleito presidente dos EUA e não do mundo. Seu interesse primeiro é seu país e o povo americano. Problemas internos, muito sérios, não lhe vão faltar. Mas, pela primeira vez na história daquele país, foi eleito um homem mestiço, filho de um queniano e de uma jovem do Kansas, que passou parte da infância entre o Havaí e a Indonésia, teve oportunidade deconviver com crianças e jovens de outras nacionalidades, de conhecer outras religiões e filosofias, e que por mérito e esforço próprios cursou boas universidades na Costa Leste. Isso o diferencia de todos os outros presidentes americanos.

Sobretudo o diferencia de George W. Bush, rapaz muito rico, mas que até ser presidente da República nunca tinha ido além do México. E assim mesmo porque era muito perto de sua casa, talvez até considerasse aquele país a continuação de seu quintal.

A eleição foi uma festa, uma linda festa que congregou, e aí está sua maior beleza, a grande maioria dos americanos e não somente os brancos, anglo-saxões e protestantes. Os EUA celebraram aquilo que já deveria ter sido celebrado desde o fim da Guerra Civil, desde que imigrantes começaram a desembarcar de navios abarrotados de gente no porto de Nova York.

Finalmente ouviram a voz da Estátua da Liberdade e responderam aos agourentos que achavam aquela grande nação à beira do desaparecimento. Como disse o presidente-eleito na noite de sua vitória: "Foi a resposta dada pelos jovens e velhos, ricos e pobres, democratas e republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, índios, homos, heteros, inválidos e não inválidos - somos e sempre seremos, os Estados Unidos da América".

Barack Obama viu mais longe que os outros; não podemos desmerecer a luta e o sacrifício pessoal de Lincoln, de Martin Luther King, de Rosa Parks, dos meninos de Little Rock. Mas Obama viu que o que uniria o país era a forçade seu "melting pot" em potencial, e não o ódio, não a vingança, não opunho cerrado, mas o abraço.

Pode ser que ele não consiga realizar o sonho das multidões que vibravam e choravam na noite de 4 para 5 de novembro. Seja como for, ele abriu a porta, derrubou barreiras, rasgou a picada, deu os primeiros passos. Torcida não lhe vai faltar.

Enquanto isso, no Brasil, o Chefe da Nação não diz duas palavras sem atiçar o fogo, sem jogar brancos contra negros, pobres contra ricos, instruídos contra iletrados, nordestinos contra sulistas, partidos contra partidos, povo contra a Imprensa, todos contra todos. Não fala, grita, berra.

Esfalfado, ouve os uivos da platéia, acha que está sendo adorado, e parte para outro palanque.

Criou um Ministério da Integração Racial que é tudo que nós menos precisamos. Seu titular teve a idéia de criar a Delegacia do Negro! Se um negro é assaltado, ele vai procurar a delegacia dele, não uma delegacia qualquer.. Breve, delegacias para japoneses, coreanos, chineses... e o nome disso é Integração Racial.

"Espero que Obama (...) não vá gastar um ano sem resolver imediatamente a crise. Agora a crise pode ser debitada ao atual governo, mas um ano depois de ele tomar posse é dele também", disse Lula. Quer dizer, o Obama não pode apelar para a herança maldita do Bush! E ainda: "Acho que ele é suficientemente inteligente para tomar as medidas para evitar que a crise continue".

Pode deixar, Lula, Obama é brilhante. Peça ao Amorim para ler consigo o site que ele inaugurou logo no dia 5, Change.gov. Vá direto à política externa. É de chorar de emoção. Depois, leia todo o site e aprenda como sefaz política respeitando o povo, o eleitor, o cidadão. O dado concreto, Lula, é que Change. gov é extraordinário!

As coisas estão no mundo, só que eu preciso aprender! (Enviado por Renato Nunes)

Nota do Editor - Para acessar o site Change.gov, clique aqui. (Sidney Borges)
 
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