quinta-feira, dezembro 31, 2009

Hip, Hip, Hurrah!

2009 Acabou

Sidney Borges
Diziam que o mundo não chegaria a 2000. Chegou. Com bug do milênio e tudo. Agora dizem que vai acabar em 2012. Será? Apesar das previsões catastróficas eu não acredito, se acabar ficarei desapontado. Desejar um bom ano me faz lembrar da infância, quando eu pedia a "bença" e recebia o "deusteabençoe" de tios, avós e pais. Ou quando espirrava e vinha o coro: "deustecri". Criou. Não deu muito certo, mas a criatura funciona até hoje. Bom ano a todos, amigos, inimigos, simpatizantes e detratores, passageiros da mesma nave. Para onde vamos? Ninguém sabe.

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A conferir...

A propósito do futuro...

Sidney Borges
O jornal inglês "Financial Times" aderiu ao espírito "Mâe Dinah" e sapecou duas previsões. Brasil campeão é a primeira, a outra diz que Dilma será eleita em 2010. A probabilidade de acerto é de 50%, só há dois concorrentes. Sobre a taça do mundo ser nossa, com brasileiro não há quem possa, tem gato na tuba. O Brasil tem grande chance de levar, mas eu não arriscaria dizer que vai. Talvez os ingleses não saibam que futebol é uma caixinha de surpresas. Enfim, jornal velho é pra embrulhar peixe, todo mundo esquece. Na internet não, erros e acertos ficam arquivados ao alcance de um clique. Vamos conferir em 31 de dezembro de 2010.


'Financial Times' prevê Brasil campeão da Copa e Dilma eleita em 2010

Diário britânico reuniu previsões para o ano que vem entre seus jornalistas de cada área.

Da BBC
Um painel de jornalistas do diário britânico "Financial Times" escolhido para fazer previsões sobre 2010 vê o Brasil como favorito para vencer a Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, favorita nas eleições presidenciais brasileiras.


Diante da pergunta "Como será a vida após Lula?", o correspondente do diário no Brasil, Jonathan Wheatley, observa que, apesar do perfil parecido dos dois principais candidatos à Presidência, José Serra e Dilma Rousseff, de tecnocratas com pouco carisma, a escolha terá um grande impacto sobre o futuro do país.

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Brasil

Por trás da coincidência

Episódio da semana passada aparece em vários jornais no mesmo dia; a coincidência foi produzida antes disso

Janio de Freitas (original aqui)
UM EPISÓDIO que seria do início da semana passada aparece, de repente, em vários jornais no mesmo dia (ontem), em versões não exatamente iguais, mas, todas, de igual gravidade: uma crise entre as Forças Armadas, por seus comandos e seu original ministro, e o presidente Lula.

Certeza imediata: nem coincidência casual das iniciativas jornalísticas, nem ação combinada dos jornalistas. Coincidência produzida antes da etapa jornalística, sem dúvida. O que é até comum quando há fontes de informação explicitadas ou, se não, em notícias que ficam mais ou menos nos limites convencionais. Nunca em notícia de óbvia gravidade e risco de efeitos deletérios, a ponto de levar os jornais que a divulgaram à cautela de não lhes dar o destaque mancheteiro que seu teor poderia justificar.

O ministro Nelson Jobim fica muito bem na lealdade aos comandantes e ao conjunto das Forças Armadas, acompanhando-os na recusa a conviverem com o Plano Nacional de Direitos Humanos decretado pelo presidente da República no dia 21. Apesar de não ficar tão bem na lealdade ao presidente. Por justiça, Nelson Jobim até fica credenciado para um aval dos militares, por exemplo, na composição de uma chapa eleitoral, ou algo assim importante.

Mas o presidente não ficou e não está bem, nesse caso. A rigor, está mal, mesmo. No mínimo, porque contestado e posto sob pressão para alguma forma de recuo -cada versão é, para ele, pior do que a anterior. Nem é isso, porém, o que mais interessa.

Na(s) fonte(s) da coincidência fabricada e no teor de suas informações há um propósito de agitação política, seguindo a mais inconveniente das receitas conhecidas: com a inclusão das Forças Armadas. É bastante claro que, em discordância da área militar com partes do Plano de Direitos Humanos, como se esperava que houvesse, os pontos problemáticos podiam ser discutidos em normalidade com Lula e outros. Seja, porém, pelo que narra a coincidência fabricada, seja pela contestação incumbida ao ministro Tarso Genro, comprova-se que não houve a conduta normal, em termos funcionais, e exigida pelo regime democrático.

Tanto no teor do que foi passado a jornalistas, como na busca de difusão desse teor pelo uso simultâneo de vários jornais, sempre realçado o sentido de uma crise entre as Forças Armadas e Lula, o propósito de agitação se evidencia com uma indagação implícita: a que e a quem interessa, nestas alturas em que se encaminha um processo eleitoral sob o prestígio imenso de Lula; o Brasil desvia-se para entendimentos internacionais sem mais obediência às regras do Ocidente, e tantos interesses internos e externos se inquietam com as transições, também externas e internas, em curso ou possíveis?

Os desdobramentos imediatos talvez não respondam, é mesmo improvável que o façam. E, pior, Lula não é o tipo que avança em procurá-las. Mas que há resposta, há.

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Ubatuba

Chovem canivetes

Sidney Borges
Hoje é o último dia de 2009. Também é o último dia dos anos com dois zeros no meio. Aproveite e preencha um cheque com a data na forma X00X. Você jamais terá a oportunidade de repetir a dobradinha 00, que deu fama a James Bond. Se o cheque não tiver fundos, rasgue e se você não tiver talão desenhe um cheque com caneta BIC.

Em 3000 teremos novamente anos com par de zeros centrais, mas nenhum vivente de hoje estará presente para conferir. Posso ter queimado a língua. Melhor dizer que a maioria terá batido as botas, Oscar Niemeyer e Dona Canô são imprevisíveis.

Amanheceu chovendo muito, chuva da boa, sonho de beduíno do Saara, daqueles que rezam por chuva. Ventos estratosféricos arrastam os pedidos para o sul e chove. Podia chover menos aqui e um pouco lá. Falta planejamento pluviométrico. Devo calar. Zeus, o senhor do céu, o deus da chuva, o ceifeiro das nuvens pode se sentir ofendido e lançar um raio contra a minha pessoa.

Dentre as grandes revelações do ano de 2009 eu soube que vampiros precisam de sangue para ficar na Terra. Não mordem por intrínseca maldade embora alguns sejam detestáveis, é que sem cravar caninos em donzelas sobem por falta de massa gravitacional. E são destruídos pelos ráios cósmicos. Apesar do hábito nada recomendável, alguns são simpáticos e agradáveis, como a maioria dos políticos.

A chuva continua forte. Chove há pelo menos três horas. Sem parar. Bátegas caem do firmamento acinzentado. A queima de fogos corre risco. Vou jogar sal na rua, não há outra alternativa. Em certos momentos da vida é preciso radicalizar.

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China


A velocidade média do trem no percurso entre as cidades de Wuhan e Cantão é de 350 km/h

Fumante para trem mais rápido do mundo por quase 3 horas

EFE
Apenas uma semana depois de ser inaugurado com grande pompa na China, o trem mais rápido do mundo e seus cerca de mil passageiros ficaram bloqueados por quase três horas por causa de um fumante.


O jornal China Daily informou nesta quinta que a fumaça de um cigarro acionou o alarme contra incêndios na terça-feira a bordo do trem que une Cantão a Wuhan, um trajeto de 1.069 km que a nova maravilha da tecnologia chinesa realiza normalmente a uma velocidade recorde de 350 km/h.

O trem estava ainda na estação de Cantão quando o fumante resolveu acender seu cigarro num dos banheiros da composição, apesar da proibição de fumar. Resultado: o trem só pode partir da estação duas horas e 45 minutos mais tarde, depois de realizada toda uma série de controles de segurança.

O fumante, que causou todo o caos, não foi encontrado.
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Opinião

Brincando com fogo

Editorial do Estadão
Por pouco, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não termina o ano imerso numa grave crise militar - seria a primeira desde a redemocratização, há um quarto de século. O governo petista brincou com fogo ao permitir a edição do decreto que instituiu o Programa Nacional de Direitos Humanos. Esse plano, que reúne 25 diretrizes e mais de 500 propostas e ações nas mais variadas áreas, seria apenas uma coleção de intenções, se não tivesse sido enxertado com algumas medidas que podem solapar os instrumentos que serviram de base para a pacificação da sociedade brasileira, na transição do regime militar para o Estado Democrático de Direito.

A reação dos comandantes militares à tentativa - mais uma vez patrocinada pelo ministro de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi - de revogar a Lei da Anistia foi enérgica e recebeu inteiro apoio do ministro da Defesa, Nelson Jobim, que há tempos vem tentando conter as iniciativas revanchistas de Vannuchi e do ministro da Justiça, Tarso Genro.

As pessoas pouco afeitas aos fatos ligados à repressão política, durante os governos militares, e que somente tomem conhecimento das iniciativas daquela dupla de ministros certamente terão a impressão de que os quartéis, na atualidade, estão cheios de torturadores e as Forças Armadas são dirigidas por liberticidas. Nada mais falso.

Os militares que cometeram abusos, torturaram e mataram durante a repressão há muito deixaram o serviço ativo. Seus nomes e seus feitos são conhecidos, assim como os de suas vítimas. Alguns deles estão sendo processados e o Supremo Tribunal Federal deverá decidir qual o alcance e a abrangência da Lei da Anistia. Esses acontecimentos as lideranças militares veem com "naturalidade institucional", ou seja, não perturbam a rotina castrense.

Muito diferentes são as tentativas de revogar a Lei da Anistia, para punir todo e qualquer agente do Estado que participou da repressão - e isso não significa necessariamente ter abusado, torturado ou matado -, mas garantindo a imunidade dos que atentaram contra as leis e a ordem vigentes, mesmo tendo abusado, torturado e matado - pois a esquerda armada também fez isso.

Para os militares, é ponto de honra que a Lei da Anistia permaneça em vigor, nos termos em que foi aprovada em 1985. Entre outros motivos, porque assim se isola a instituição de uma fase histórica conflituosa, que exigiu que os militares deixassem de lado sua missão profissional tradicional e assumissem os encargos da luta contra a subversão. Isso não se fez sem prejuízos à coesão e à hierarquia das Forças Armadas.

Para a Nação, a manutenção da Lei da Anistia é mais que um ponto de honra. É a garantia de que os acontecimentos daquela época não serão usados como pretexto para que se promova uma nova e mais perniciosa divisão política e ideológica da família brasileira. Aqueles que viveram os acontecimentos de 1964 para cá sabem que a Lei da Anistia foi o marco que permitiu a reconciliação nacional e a redemocratização - esta completada três anos depois com a nova Constituição -, sem que houvesse os episódios de autoritarismo e violência que pipocaram durante os processos de abertura na Argentina, Chile, Uruguai e Peru.

Diante do pedido de demissão do ministro da Defesa e dos três comandantes militares, o presidente Lula recuou. Pediu ao ministro Nelson Jobim que garantisse aos comandantes das três Forças que o Palácio do Planalto não será porta-voz de medidas que levem à revogação da Lei da Anistia. Mas o mais absurdo é que o presidente da República argumentou que não tinha conhecimento do inteiro teor do Programa Nacional de Direitos Humanos - daí prometer rever a parte do decreto que causou descontentamento e adiar o envio ao Congresso do projeto de lei de criação da comissão encarregada de investigar os abusos cometidos durante a ditadura.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 31 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Bolsa de SP tem maior valorização do mundo"

Alta em 2009 foi de 82,7%; para analistas, ela não se repetirá em 2010

A Bolsa brasileira foi o melhor investimento financeiro de 2009, com valorização de 82,7%. É a maior alta desde os 97,3% de 2003, primeiro ano do governo Lula, durante o qual foram recuperadas as perdas com a turbulência eleitoral de 2002. Em dólar, a Bovespa foi também o mercado acionário mais rentável em todo o mundo, com valorização de 142,7%, ultrapassando países como China e Rússia. Para o investidor externo, responsável por dois terços dos negócios na Bovespa, ela rendeu, além do ganho em moeda local, a valorização do real ante o dólar (33,9%, também a maior do mundo). Analistas atribuem a alta a fatores como a saída mais rápida da recessão, mas não acreditam que em 2010 a Bolsa repita o bom desempenho. Na outra ponta do ranking de investimentos, o dólar recuou 25,3%.

O Estado de São Paulo
"Bovespa sobe 120,9% e lidera ranking global"

Já o dólar registra em 2009 desvalorização recorde de 25,35%

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acumulou os maiores ganhos entre as principais bolsas do mundo em 2009. Até terça-feira, o índice MSCI Brasil avançava 120,9%, ante 118,8% do MSCI Indonésia, segundo colocado no levantamento feito pelo Estado. Comparada com índices das bolsas de países como EUA e Japão, a diferença é imensa. Nos pregões americanos, a valorização era de 25,4% e nos japoneses, de 6,7%. Contribuiu de forma decisiva para a boa performance da Bovespa a valorização do real ante o dólar. Ontem, último pregão do ano no mercado brasileiro, o dólar fechou em R$ 1,743, com queda acumulada no ano de 25,35%. Foi a maior desvalorização nominal da história da moeda americana no mercado brasileiro, segundo a empresa de informações financeiras Economática.

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quarta-feira, dezembro 30, 2009

Cinema

Conversas com Woody Allen

Ricardo Besen (original aqui)
O problema central que Woody Allen vem enfrentando ao longo de toda sua carreira é que as pessoas acham que ele é a pessoa que está na tela, e tudo se confunde. Essa afirmação é de Eric Lax, jornalista que o vem entrevistando regularmente desde 1971, e que reuniu, em volume recém-lançado, trechos das melhores entrevistas realizadas com o cineasta até 2006. O livro propõe-se a responder à seguinte pergunta: se Allen não é aquele que está na tela, então quem ele é?

Os capítulos são organizados em torno de temas principais, que abordam múltiplas facetas relacionadas à criação e à produção cinematográfica. Allen detalha o processo de elaboração de seus filmes, seu uso da fotografia, suas influências, sua relação com Nova York. No campo pessoal, a experiência de ter um filho, sua relação com o pai, a infância no Brooklyn. Porém, aquelas questões polêmicas sobre suas relações pessoais que causaram tanto impacto há alguns anos, especialmente a de sua relação com a atriz Mia Farrow e sua filha adotiva, Soon-Yi, estão ausentes do livro.

Na verdade, o foco central do livro é o processo criativo de Allen, que começou como uma espécie de fábrica de piadas: o cineasta começou sua carreira escrevendo 50 delas por dia, para ganhar US$ 20, nos anos 1950.

Já em 1973, esta "indústria" passa a mostrar uma sofisticação maior: Allen, já com alguns filmes no curriculum, afirma que a piada é o gancho para as cenas de seus filmes: "uma história maluca dá mais vontade de rir; uma história real é menos engraçada", diz. Na verdade, ao longo de sua carreira, Allen pende entre essas duas tendências. O ideal, para ele, é usar a piada como veículo para apresentar o perfil psicológico do personagem, o que é bem mais difícil. Já em 1974, diz que não pretende mais fazer o que o público espera (a "comédia maluca"), mas aquilo que lhe agrada (o "filme sério"). Lax trata da transição de seus "filmes engraçados", como Bananas (1971), que é uma sequência de gags, passando por O Dorminhoco (1973), uma "história maluca", para Annie Hall (1977), uma "história real".

Em 2005, em outro estágio de sua trajetória, Allen diz que a escrita de uma comédia lhe flui facilmente, mas que se sente inseguro com o texto dramático. Ainda assim, considera-se um "comediante menor". Diz-se consciente de suas limitações como ator e surpreso em ver que as plateias gostem de vê-lo atuando. Prefere fazer filmes sérios, em que não atue. Considera O escorpião de Jade seu pior filme ― ele foi o ator principal ― e Ponto Final o seu melhor drama, no qual consegue expressar alguns pontos de sua filosofia pessoal, sobre a moral num universo sem Deus. Ele revela que havia pressões no inicio de sua carreira para que fizesse comédias. Para muitos críticos (e mesmo amigos), Annie Hall foi um terrível erro ― para Allen, foi após este filme que ele sentiu ser um diretor capaz. Com o sucesso financeiro de Ponto Final, diz que os possíveis investidores não saem mais correndo quando ele resolve fazer um filme sério.

A escrita é, para ele, um trabalho metódico; cria formas de "extraí-la". Para combater eventuais crises de ideias, guarda piadas numa sacola. Considera o chuveiro (chega a tomar banhos extras) e os elevadores (em prédios de mais de três andares) bons locais de trabalho. Funciona por instinto, mas quando tem que decidir entre duas ideias, há sempre uma agonia, trazida pelo sentimento de perda: a ideia não usada é sempre a melhor... Para Allen, o texto é fundamental para o sucesso de um filme. Mas admite que "é difícil escrever uma coisa entre uma hora e meia e duas horas de duração que seja interessante, original, convincente e comovente".

Outro tema recorrente nas entrevistas é o suposto caráter autobiográfico de seus filmes que, apesar da afirmativa de Lax, nem sempre está ausente. Allen desistiu de negar, por exemplo, que Memórias ou Desconstruindo Harry sejam sobre sua vida. Ainda assim, ele comenta: "as pessoas pensam que a pessoa ficcional que criei sou eu. Não sou. Acontece que ela anda como eu e se veste como eu...". E explica que as poucas experiências próprias usadas em seus filmes não expressam seus verdadeiros sentimentos, mas vão para onde a piada é mais forte. Todas as confusões, segundo o cineasta, decorrem do fato de que seus filmes são muito "autoexpressivos", e que isso é erroneamente tomado por autobiografia. Quase tudo é inventado, mas a "serviço dos meus sentimentos sobre a falta de sentido da vida".

O judaísmo jamais é um tema explícito, mas aspectos filosóficos importantes para Allen aparecem com destaque, como o universo sem Deus, a vida sem sentido. "Se você admite a terrível verdade da existência humana e escolhe ser um ser humano decente diante dela, em vez de mentir para si mesmo que vai haver alguma recompensa ou algum castigo celestial, isso me parece mais nobre". É interessante saber que entre as leituras de Allen, em 1988, estava uma edição de bolso do Concílio Vaticano II, de 1965, que, entre outras decisões, repudiou o conceito de culpa coletiva dos judeus pela morte de Cristo. Leitura surpreendente para um ateu declarado.

Allen se mostra sinceramente modesto, muitas vezes lacônico, quase sempre coerente. Em 1973, diz que gostaria de fazer filmes comercialmente aceitáveis: "não há razão para que sejam obras de arte". Em 2000, afirma que não se vê como um artista e que nunca fez um grande filme. Segundo ele, só há uma razão para não tê-lo feito: ele mesmo, pois "não tem visão em profundidade para fazer isso". É apenas um cineasta "viciado em trabalho". Isso não o impede de se esquecer e se desinteressar de seus filmes: "Quando escrevo um roteiro, para mim acabou. É uma pena precisar ir e fazer o filme". Por paradoxal que pareça, ele também se considera preguiçoso: "não quero trabalhar até altas horas. Quero voltar para casa (...), ver os meus filhos... Nessas circunstâncias, faço o melhor filme que posso. Às vezes tenho sorte, e o filme sai bom". Revela também que raramente fala com os atores, e não os ensaia, porque "enche". Além disso, como ator cômico, não gosta de fazer a cena até precisar fazê-la.

Em 2000, diz que parou de ler críticas, porque "é uma perda de tempo, não ajuda em nada. (...) Não conseguiria mudar meu estilo, mesmo que quisesse". Afirma não saber quem é seu público, nem como explicar sua longevidade artística. Ele admite que perdeu parte do público, que se sentiu incomodado pelo rumo tomado na carreira após Interiores e Memórias. Já em 2005, diz que entende a crítica aos artistas, em geral: "o artista está sempre na mira (...). Se você não é bem-sucedido ou não agrada, [o público] tem o direito de te execrar, e você não tem o direito de esperar ser nada além de um objeto de desprezo. Te pagam para acertar o gol, e não para acertar a bola neles".

Nota ainda uma mudança no interesse do público: "as gerações mais novas (..) não são letradas em cinema, não conhecem os grandes filmes. Não estou fazendo nenhum juízo de valor; apenas são diferentes da minha. O cinema de que eles gostam não me interessa". E arremata: "Faz anos que parei de conferir se o público gosta de meus filmes, não porque eu seja indiferente ou arrogante, mas porque aprendi tristemente que a aprovação dele não afeta a minha mortalidade. Nenhum sucesso consegue aliviar a minha melancolia genética (...). Os prêmios são feitos para juntar poeira; eles não mudam a sua vida, não afetam a sua saúde de forma positiva, nem a sua longevidade ou a sua felicidade emocional, não resolvem os verdadeiros problemas (...). Nós todos sofremos impotentemente com a condição humana, mesmo se temos sucesso".

O trabalho é uma de suas estratégias (a clarineta é outra) para controlar sua "depressão de baixa intensidade". Allen faz um filme por ano. A disciplina é sua arma para combater a "horrenda melancolia da realidade".

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na Revista 18, edição de outubro de 2009.

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Lixo

Em Ubatuba, coleta seletiva de lixo tem alteração de horário

Do VNews (original aqui)
Para atender moradores e turistas, a Prefeitura de Ubatuba implanta novos horários de coleta seletiva na cidade. A orientação é que os cidadãos acondicionem em sacos diferentes o lixo orgânico (restos de comida, papel higiênico e sujeira) e o material reciclável (plástico, vidro, papel, papelão e alumínio).

O lixo reciclável deve ser colocado apenas nos dias em que o caminhão passa nos respectivos bairros. As coletas são feitas sempre a partir das 7h da manhã. Segue abaixo lista de bairros e dias correspondentes:

Centro da cidade, Sumaré e Silop: segunda, quarta e sexta

Itaguá, Parque Vivamar e Barra da Lagoa: terça, quinta e sábado

Pereque-Açu e Praia do Matarazzo: terça e quinta

Estufa I, Estufa II e Sesmaria: terça e sábado

Taquaral, Sumidouro, Usina-Velha, Pedreira, Ressaca, Mato dentro, Parque dos Ministérios, Vale do Sol, Ipiranguinha, Morro das Moças, Cachoeira dos Macacos, Pé da Serra e Figueira: quarta-feira

Barra Seca, Praia Vermelha do Norte, Casanga, Ranário, Sertão do Thiagão, Condomínio do Itamambuca, Felix, Prumirim, Puruba, Ubatumirim, Estaleiro, Cambucá, Fazenda da Caixa, Vila Rolim, Vila da Índia, Sertão do Ubatumirim, Transbordo, Praia do Camburi, Almada e Picinguaba: quinta-feira

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Brasil

Potência de bananas

Hélio Schwartsman
...Se há um aspecto que ainda nos deixa mais perto das repúblicas de bananas do que da zona civilizada do planeta é o da administração da Justiça. Cuidado, não se devem aqui nutrir ilusões. Favorecimentos ilícitos ocorrem em toda parte. O que diferencia uma Suécia de uma Suazilândia é se a corrupção tem ou não caráter endêmico e se o sistema é ou não eficiente.

No Brasil, receio, o Judiciário não sobrevive a nenhum dos dois critérios. Ele ainda é muito afeito a interferências indevidas, seja pela corrupção simples, consubstanciada na compra de sentenças, seja por mecanismos mais sutis de tráfico de influência, como o prestígio social das partes e a rede de amizades de seus advogados. O velho brocardo segundo o qual no Brasil apenas pobres, pretos e prostitutas vão para a cadeia não dista muito da realidade...
Leia na íntegra (aqui)

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Internet

Previsões para 2010: o ano em que cobraremos por conteúdo

2010 será, finalmente, o ano em que cobraremos por conteúdo?


Webmanario (original aqui)
Para alguns magnatas de mídia, certamente. A cruzada pelo pagamento por consumo de notícias, como se notícia fosse, por exemplo, música, move os últimos anos da vida de Rupert Murdoch _que rompeu com o Google e, mediante um acordo com o Bing, não vai sumir totalmente das máquinas de busca.

Richard Pérez-Peña faz, no NYT, uma análise coerente da escalada de acontecimentos que levou à drástica decisão de setores do mainstream (como o próprio NYT) a dar um tiro no pé e passar a cobrar pelo que os internautas sempre tiveram (e terão) de graça.

A constatação de especialistas ouvidos na matéria do NYT casa com a percepção geral de que conteúdo muito específico, como o econômico, o único que as pessoas não querem compartilhar, ou de nicho são capazes de prosperar num ambiente de payperview. Sites noticiosos generalistas, porém, dificilmente poderão se manter se adotarem a proteção do paredão pago.

Minha única dúvida é saber quanto vai custar, para a grande mídia, cobrar por conteúdo jornalístico. Será bem caro e sugere, de antemão, que haverá passo atrás.

É pagar pra ver.

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Pensata

Rumos da política em Ubatuba

Tato
Li atentamente o texto do Sr. Fernando Pedreira, referente aos quiosques e não pude deixar de me manifestar, haja vista que participei ativamente do processo político nestas eleições, onde na ocasião o atual desgoverno foi eleito pela primeira vez.

O senhor Fernando, que deve ser Petista de coração, em quase tudo o que escreve tem razão, tirando apenas a questão de que, “havia esperança na eleição deste que hoje é o nosso desgoverno e que a dupla PL–PT teria tudo para dar certo."

Eu não tenho e não tinha bola de cristal, mais era mais do que certo que o vereador Eduardo Cezar, de três mandatos, que navegava apenas a favor da maré não poderia dar em outra coisa a não ser no que deu.

Lembro como se fosse hoje, uma conversa que tive com um amigo Petista, o qual preservarei o nome.

Ele me dizia que os Petistas de coração não queriam a coligação, mas que foram vencidos com a idéia de que o Eduardo era o menos ruim e com a grande possibilidade de chegar ao poder.

Eu o questionei dizendo que o PT estava em alta e que iria ajudar a eleger o Eduardo, mas que isso seria ruim para o partido. Eu dizia ainda que o Eduardo já havia mostrado nos seus três anos de mandato como vereador como pensava e que só não via o que poderia acontecer quem não queria ver; que acreditar em promessas de campanha de quem já havia vencido três eleições era acreditar em conversa pra boi dormir.

Hoje depois de fazer uma grande parceria com o PT nas últimas eleições, aprendi a conhecer melhor o que pensa grande parte deles, e na minha modesta opinião esses aprenderam a lição e tem consciência de que o poder é bom, mas tem que se ter critério para alcançá-lo.

2012 vêm ai e se não houver uma união da oposição, sem salto alto, o continuísmo pode prevalecer, até porque com a experiência que o Eduardo possui, ele vai jogar com vários nomes para enganar novamente nossos eleitores. Resta a nós, que vivemos política e não da política, sabermos formar uma legião de eleitores que aprendam nestes três anos que a análise da vida e do passado de cada pré-candidato é requisito fundamental para errarmos menos.

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Buena Vista Social Club



Amor de Loca Juventud
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Arriégua!

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Do G1
Após se esconder em batalhão da PM, assaltante é preso

Jogador do Flamengo é assaltado em São Gonçalo

Homem é morto e turista americano é baleado em suposto assalto

Suspeito de tentar assaltar turista é preso no Aterro do Flamengo

Restaurante é assaltado em Copacabana

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Paisagem da Ressaca



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Política

Projeto que revoga Lei de Anistia fez Jobim ameaçar se demitir

Ministro vê revanchismo na proposta de Vannuchi e fecha acordo com Lula antes de projeto ir ao Congresso

Christiane Samarco e Eugênia Lopes, de O Estado de S. Paulo
BRASÍLIA - A terceira versão do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que se propõe a criar uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar na véspera do Natal e levou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, a escrever uma carta de demissão e a procurar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, na Base Aérea de Brasília, para entregar o cargo.


Solidários a Jobim, os três comandantes das Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha) decidiram que também deixariam os cargos, se a saída de Jobim fosse consumada.

Na avaliação dos militares e do próprio ministro Jobim, o PNDH-3, proposto pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, e lançado no dia 21 passado, tem trechos "revanchistas e provocativos".

Ao final de três dias de tensão, o presidente da República e o ministro da Defesa fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas de lei a enviar ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas e, se for preciso, a base partidária governista será mobilizada para não aprovar textos de caráter revanchista.
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Opinião

Mais distante o déficit zero

Editorial do Estadão
Durou pouco o namoro do governo Lula com a ideia de contas públicas equilibradas, isto é, com receitas suficientes para cobrir o custeio da administração, os investimentos públicos e os compromissos financeiros do Tesouro. "Teremos de esperar um pouco mais", disse recentemente o ministro da Fazenda, Guido Mantega, renunciando à esperança de um país sem déficit ainda neste mandato. Esse "pouco mais" pode corresponder a uns cinco ou seis anos, segundo analistas do setor privado. A crise ainda não havia chegado aos cofres do governo, em novembro do ano passado, quando o secretário do Tesouro, Arno Augustin, formulou a profecia otimista: "Os resultados de 2008 mostram que o País está caminhando para o déficit nominal zero, e o resultado poderá ser atingido antes de 2010." Mas o cenário mudou amplamente, nos meses seguintes, e só uma parte da mudança é atribuível à recessão e a seus desdobramentos.

A crise iniciada no exterior e importada nos meses finais do ano passado afetou direta e indiretamente as contas públicas brasileiras. A receita de impostos e contribuições diminuiu, por causa da retração econômica e do aumento do desemprego. Além disso, o Tesouro Nacional foi obrigado a gastar mais com a assistência aos desempregados. Esses foram os impactos diretos. Para atenuar os efeitos da crise, o governo concedeu incentivos fiscais a setores selecionados. O corte de tributos ajudou a sustentar o consumo e certo nível de produção em alguns segmentos da indústria. Parte da renúncia fiscal ainda será mantida em 2010, pelo menos por alguns meses. A perda de receita causada pelos incentivos é o efeito indireto.

Mas o governo, embora perdendo receita, continuou expandindo seus gastos. Investiu mais que nos anos anteriores e essa mudança foi positiva. Mas elevou também as despesas de custeio, principalmente os salários e demais encargos da folha de pessoal. A folha pesa muito mais que os investimentos no conjunto das contas públicas. Neste ano, até o dia 17 de dezembro, foram desembolsados R$ 153 bilhões para salários e encargos e apenas R$ 11,6 bilhões para investimentos.

As contas do Tesouro registram de janeiro a novembro R$ 134,8 bilhões gastos com a folha, sem contar a contribuição patronal para a seguridade. Essa despesa foi 17,2% maior que a de um ano antes, em valores correntes. De 2007 para 2008, o aumento havia sido de 11,5%. Em outras palavras: a expansão do gasto com pessoal ganhou impulso em 2009, apesar da crise econômica e da consequente redução da receita.

Essa política é uma aberração. Na maior parte do mundo, os governos em condição de adotar políticas anticrise aumentaram os investimentos públicos e concederam estímulos fiscais ao consumo. Em alguns países, houve socorro a bancos e a indústrias em dificuldades. Não há nenhuma novidade nesse tipo de ação. Medidas fiscais anticíclicas foram acrescentadas ao repertório das políticas públicas há várias décadas. São medidas emergenciais, adotadas para estimular a atividade econômica em fases difíceis, quando o consumo e o investimento privados se retraem.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 30 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Índice do aluguel tem 1ª deflação da história"

Redução automática nos próximos reajustes deve provocar polêmica

O IGP-M, Índice Geral de Preços - Mercado, usado no reajuste da maioria dos contratos de aluguel, teve deflação inédita de 1,72% em 2009. Foi o primeiro recuo anual na série histórica do indicador, iniciada em 1989. A deflação do IGP-M deve gerar polêmica nos próximos reajustes. Para consultores, a redução nos preços dos aluguéis não faz parte da cultura do mercado imobiliário. Na avaliação da associação Pro Teste, deve prevalecer o contrato entre inquilino e proprietário. As partes precisam se certificar sobre a forma de correção do aluguel e se o índice é aplicado apenas quando está em território positivo. Em 2008, o IGP-M registrou alta de 9,81%, a maior desde os 12,41% de 2004. O índice foi criado na época da hiperinflação, quando o mercado precisava de indicador rápido para os contratos comerciais. A metodologia da Fundação Getulio Vargas é criticada por alguns economistas, pois capta a inflação no atacado, antes do consumidor final.

O Estado de São Paulo
"Projeto revoga Lei de Anistia e Jobim ameaça se demitir"

Lula recua após mobilização de militares, que consideram texto 'revanchista'

O Programa Nacional de Direitos Humanos, que prevê a criação de uma comissão especial para revogar a Lei de Anistia de 1979, provocou uma crise militar. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, procurou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 22, para entregar sua carta de demissão, informam as repórteres Christiane Samarco e Eugênia Lopes. Os três comandantes das Forças Armadas decidiram que também deixariam os cargos. Para os militares, o programa, lançado no dia 21 e proposto pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, tem trechos "revanchistas e provocativos". Eles reclamam do "ambiente de constantes provocações" criado pela secretaria. Ao final de três dias de tensão, Lula e Jobim fizeram um acordo político: não se reescreve o texto do programa, mas as propostas de lei a serem enviadas ao Congresso não afrontarão as Forças Armadas.

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terça-feira, dezembro 29, 2009

Espaço do leitor

Quiosques, “a verdade”

Fernando Pedreira

Certo, Sidney Borges quanto ao ditado chinês “três anos passa rápido” esperanças no próximo.

E de próximo em próximo estamos no Caos.

Não são exatamente os Quiosques, mas tudo dentro desta Cidade, não sei das outras.

Legislar, Normatizar, Organizar, Planejar entre outros princípios aqui é PALAVRÃO.

Esperanças maiores tivemos exatamente neste último que nos “des-governa”.


Tínhamos tudo para dar certo:

a) Politicamente éramos a dupla PLxPT enquanto o governo federal PTxPL.

b) Exigia-se o Plano Diretor.

c) Assinava-se o Convenio entre Associação Comercial e SEBRAE para a aplicação do PDTR – Plano de Desenvolvimento do Turismo Receptivo.

d) O discurso era que seriamos governados através dos Conselhos.

e) Criaram-se então os CONSELHOS MUNICIPAIS DE DESENVOLVIMENTO, TURISMO e outros.

f) O Litoral Norte era foco, tanto do Governo Federal quanto do Estadual, pois projetos de Ampliação do Porto de São Sebastião, Centro de Detenção Provisória, Duplicação da Rodovia dos Tamoios, Hospital Regional, Saneamento Básico em virtude dos investimentos citados e nada mais nada menos que o Pré Sal com a descoberta do Gás, que Evo Morales nos regulava.

Tudo fazia crer que era a nossa vez.

Fizemos parte dos Conselhos Municipais de Desenvolvimento dentro do núcleo gestor do Plano Diretor, e do de Turismo sendo Vice Presidente e Conselheiro Regional.

Foram quase dois anos para entender que, repito LEGISLAR, NORMATIZAR, ORGANIZAR, PLANEJAR eram verbos indeclináveis.

Até hoje não temos nem a LUOS, nem o PLANO MUNICIPAL DE TURISMO.

No Conselho de Desenvolvimento a esperança que fossem levados até nós Conselheiros, os principais problemas da Cidade, pois ali estavam reunidos todos os representantes de todos os seguimentos da Sociedade Civil, bem como os secretários de todas as pastas e o Presidente era o Sr. Prefeito Eduardo de Sousa Cezar.

Nunca participou de uma reunião sequer. Em seu lugar o então secretário de Arquitetura e Planejamento Urbano que fez questão de desmotivar todos que se reuniam na esperança de ajudar a Cidade, pois ficamos meses discutindo o “sexo dos anjos” para se elaborar o Regimento Interno e nada se trouxe para discutir efetivamente.

No do Turismo o mesmo se aplicou e abdicava-se de tudo para se elaborar o “PLANO MUNICIPAL DE TURISMO”.

Rejeitaram até o PDTR, em nome do Plano, já se passaram acho que cinco anos e agora o novo secretário vem pedir o apoio do empresariado para a elaboração do mesmo.

No Conselho Regional de Turismo, a primeira medida do Prefeito foi retirar a Cidade do Circuito Litoral Norte alegando falta de verba, enquanto que nas Jornadas do Turismo Paulista, elaborado pelo Governo Estadual, era tudo gratuito e nem assim participávamos.

Hoje parece voltamos ao Circuito Litoral Norte, uma vez que o Ministro do Turismo tem visitado nossa região e está monitorando a evolução de cada Cidade, o que nos faz crer que a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016 serão apenas para nossos vizinhos, ficaremos na “porta do Circo vendo o filho dos ricos comendo pipoca”.

É bom lembrar que a rejeição do PDTR, bem como, as insistentes solicitações de reunir todos envolvidos para se discutir os principais problemas da cidade, com a disposição da então Promotora Elaine Taborda de participar foi rechaçada pelo outro secretário de assuntos jurídicos, que o Sidney menciona, e ninguém da Sociedade Civil veio ao encontro para fortalecer a idéia.

A “LEI DE GERSON’, enquanto não há leis, organização, podemos fazer o que queremos, agora colhemos o que plantamos, e esse é só o começo da safra.

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Frases

"Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados. Pode escrever o caralho aí."

Ciro Gomes, PSB-CE
Ao saber que vazara do Ministério Público a informação desmentida por ele de que sua mãe viajara ao exterior com passagem paga pela Câmara.

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Ubatuba

Não alimento polêmicas. Ponto Final.

Luiz Marino Jacob
Vocês leitores, podem ter certeza que não é de minha índole e tampouco minha vontade, alimentar polêmicas e ficar medindo meu grau de cultura, inteligência, conhecimento, discernimento enfim, quaisquer outros atributos, com quem quer que seja.

Também constitui meu caráter e personalidade, nunca subir sobre meu próprio ego, para de um ponto mais alto, manifestar-me e dirigir-me aos que venha considerar “seres inferiores”.

Principalmente porque para mim não existem seres inferiores dentre os seres humanos.

Evidentemente, existe um grande percentual da população que se comporta de outras maneiras. E tem direito. No entanto, meu pai me ensinou e eu tive a humildade de aprender que, antes de mais nada em nossas vidas, em todas nossas ações e reações, temos sempre que respeitar o direito dos outros.

Assim agindo e em total respeito à opinião expressada pelo meu interlocutor, no texto “Seriam os quiosqueiros Congregados Marianos”, publicado há pouco em O GUARUÇÁ apenas me utilizo mais uma vez desse espaço na mídia eletrônica local, para esclarecer que :

1. Para o trabalhador se beneficiar do seguro desemprego ele não precisa necessariamente estar registrado nos últimos seis meses em uma única empresa;

2. É possível sim, solicitar e receber Nota Fiscal Paulista nos quiosques de Ubatuba;

3. O município de Ubatuba nada vai perder de arrecadação de ISS com a proibição judicial, uma vez que esse tributo, de competência do Município, não incide sobre a atividade comercial;

4. Os funcionários temporários dos quiosques, após a temporada, fazem exatamente igual aos funcionários temporários dos restaurantes, das lanchonetes, das lojas de artesanado, das lojas e boutiques, etc..,etc.... Talvez encontrem vagas de trabalho em empresas de consultoria;

5. Os funcionários temporários não têm a jornada máxima de apenas 90 dias como afirmado.

Dada minha indisposição para continuar alimentando uma discussão que nada acrescenta de positivo ao tema tratado, simbolicamente jogo aqui um balde de água gelada, bem ao pé da fogueira que alimenta vaidades.

Ocupo apenas esse espaço na mídia eletrônica local, para prestar esclarecimentos sobre fatos verdadeiros e reais, que conheço. Reitero e ratifico tudo o que escrevi no texto anterior.

Luiz Marino Jacob
Administrador de Empresas e Contabilista
e-mail : luizmjacob@uol.com.br

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Coluna do Mirisola

Feliz 2010 na frente da tevê

“Às vezes reclamo da minha vida de escritor, mas – pensando bem - existem profissões muito mais cruéis. Tem gente que trabalha em plataformas de petróleo no alto mar, outros trabalham nas novelas do Manoel Carlos”

Marcelo Mirisola*

Natal na frente da tevê. Todo ano é assim: não posso deixar de ir visitar minha mãe. Que mora na Serra da Canastra, onde nasce o Rio São Francisco. A viagem é longa e cansativa, sobretudo para um cara que vai de ônibus convencional. São 18 horas. Mas vale a pena pelos rangos, porque meu pai também está lá e porque todo ano tem sobrinho novo na parada.

Dessa vez conheci Helena, que adorou o malabarismo que improvisei com bergamotas e tomates. A novidade das novidades é que agora tem uma lan house na cidade – que funciona quando não chove. Fez um dia de sol e outros quatro de ressaca, dilúvio e barriga cheia. Na brecha do sol, peguei uns carrapatos no São Francisco, vi um pato mergulhão (coisa rara) e fotografei um casal de maritacas na casa do João de Barro. O mundo está mudado. De resto, vi muita televisão.

A festa é sua, a festa é nossa e é a festa da cooptação do rap – não bastasse a Nike – agora a Rede Globo também comprou a franquia das quebradas. Robertão ameaçou ficar doente, mas estava lá firme e forte fazendo dueto com os bregas sertanejos e a Ana Carolina, a mulher gerúndio. Também fui obrigado a ver a novela do Manoel Carlos. Suspeito que dessa vez o “Maneco” conseguiu escrever a história mais chata de sua carreira. Minha mãe garante que ele vai se aposentar – leu em alguma revista de fofoca.

Fiz uns cálculos e cheguei a conclusão de que a fofoca deve ter algum fundamento. Manoel Carlos tem quase oitenta anos e o José Mayer terá mais ou menos isso daqui a três anos, que é o tempo de revezamento dos autores das Oito na Globo. Daí que o Maneco resolveu encerrar com chave de ouro.

A protagonista da novela é uma linda garota mimada que sofreu um acidente e foi parar numa cama, tetraplégica, só mexe o pescoço e chora o tempo inteiro. Compreensível. Qualquer um que tivesse que trabalhar num lugar desses choraria baldes de lágrimas mexicanas. Às vezes reclamo da minha vida de escritor, mas – pensando bem - existem profissões muito mais cruéis. Tem gente que trabalha em plataformas de petróleo no alto mar, outros trabalham nas novelas do Manoel Carlos: deve ser difícil ter que falar aqueles diálogos e não poder nem mexer os ombros. Só chorando e muito.

Com a graça dos céus, não acompanhei os primeiros capítulos e a agonia da garota que – imagino - deve se prolongar até o final do dramalhão. Então perguntei pra dona Marietta: “Mãe, não tem coisa melhor pra ver na tevê?” Ela me mostrou um treco chamado “A fazenda”.

Ah, o natal. Nenhum livro para ler: eu sou uma besta mesmo. Na viagem devorei Pilatos do Cony, a meu ver o melhor dele junto com O Ventre e também acabei de ler A vida secreta do Senhor de Musashi, do Tanizaki, ou seja, cheguei pleno de taras e aberrações deliciosas num lugar onde a Internet não funciona quando chove. Sobrou “Viver a Vida” do Manoel Carlos.

Fazer o quê? Ora, pensar. E quando é natal, eu penso de barriga cheia e cachaça nos cornos. Tenho achaques, febre alta. Idéias fora do lugar, elucubrações diabólicas. Se eu não me seguro, começo a fazer rimas, latir pra lua, dessa vez desejei Matilde Mastrangi em 1982. Não tem jeito.

Na febre, além de la Mastrangi, resolvi que ia ajudar o Manoel Carlos a sacudir o marasmo de “Viver a vida”. Corri pra sala, e pedi para minha mãe me contar a história desde o começo. Não precisava, é claro. Mas eu faço questão de detalhes porque sou um profissional, e não ia me aventurar a escrever bobagem sem fundamento. Merda, aqui, só fundamentada. Pois bem. Peguei a calculadora, e percebi que até o final desse ano, a linda garota tetraplégica começará a “aceitar sua nova condição” de linda garota tetraplégica, e que, afinal de contas, o nome do dramalhão é “Viver a vida”. Se é assim, ela vai ter que necessariamente redescobrir o amor!

Lindo, né? No capítulo que acompanhei, Maneco já havia providenciado um passeio na orla do Leblon: linda garota tetraplégica já ensaiava um novo ponto de vista e falava para a mãe (que é a Liliam Cabral, coroa bonitona que ainda dá um bom caldo) que parecia ser a primeira vez que passava por aquele lugar. Esse Maneco hein? Uma vez me disseram que ele é o Balzac brasileiro. Ah, tá. Esse país é surpreendente.

Manoel Carlos é o nosso Balzac, Nando Reis é o nosso Cat Stevens, Mano Brown é o nosso Che Guevara, Xuxa é a Madre Teresa de Calcutá e o Lula o nosso Abraham Lincoln. Tudo bem. A gente tem que viver a vida, e a vida continua. Vamos em frente. O que eu tava falando mesmo?

Ah, lembrei. Eu ia ajudar o Maneco a sacudir um pouco o marasmo da novela. Minha sugestão é a seguinte (não sei se vai dar tempo...). No réveillon, enquanto os demais personagens comemoram a passagem do ano numa linda festa à beira da piscina da mansão colonial, a linda garota tetraplégica chora muito e observa os fogos da janela de seu quarto. Nisso, o ex-namorado se atraca com a Liliam Cabral num caramanchão ao lado da churrasqueira, porque a coroa – como eu disse – dá uma meia-sola beleza. Em seguida, o caboclo, muito do sacana, lembra da linda garota tetraplégica abandonada em si mesma, presa no destino implacável armado pelo Manuel Carlos. Dá um carreirão e sobe a escala em caracol da mansão como se fosse um Stallone nas escadas da Filadélfia. Isso tudo com muita leveza e delicadeza, ao som de uma música triste (se não fosse novela do Maneco eu sugeriria um bolerão na voz de Altemar Dutra); enfim, ao som de qualquer coisa delicada e triste cantada pela Nara Leão, o galã entra no quarto e se aproxima da linda garota tetraplégica.

Antes de prosseguir, quero deixar muito claro que quem inventou essa personagem “a linda garota tetraplégica” foi o Manoel Carlos. Eu só estou aqui dando uma ajudazinha.

Pois bem. O galã se aproxima. Esqueci de dizer que ele está todo de branco. Ela chora, ele não fala nada. Nara Leão mia ao fundo (podia ser a Fernanda Takai imitando a Nara Leão...). A câmera faz um plano médio da cintura do galã para baixo. Vemos a calça branca dele cair lentamente. A bundinha do garotão se insinua, meio que embaçada porque a cena vai saindo de foco aos poucos. A mulherada enlouquece do lado de cá da telinha. Em momento algum o galã dobra o corpo, apenas leva “a câmera” em direção à boca da linda garota tetraplégica, que para de chorar imediatamente e começa a viver a vida na novela do Manoel Carlos ,nosso Balzac do Leblon. Corta!

Engula isso, digo, Praia de Copacabana. Fogos, luzes. Réveillon no Rio de Janeiro. Feliz 2010 politicamente correto para todos vocês. Beijos no coração.

*Considerado uma das grandes relevações da literatura brasileira dos anos 1990, formou-se em Direito, mas jamais exerceu a profissão. É conhecido pelo estilo inovador e pela ousadia, e em muitos casos virulência, com que se insurge contra o status quo e as panelinhas do mundo literário. É autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô e O azul do filho morto (os três pela Editora 34) e Joana a contragosto (Record), entre outros.


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Editorial

De quiosques e apetite para governar

Sidney Borges
Certo dia do ano santo de 2005 recebi o telefonema de um conhecido empreendedor imobiliário. Fui convidado a ir à Praia Grande ver as obras dos quiosques. Pelos ferros de espera era possivel imaginar mais andares, exatamente o que fora feito do outro lado da estrada em edifícios de 6 pavimentos onde o gabarito permitia 4.

Eu não sou contra a construção na orla. Desde que haja infraestrutura que comporte adensamento o gabarito pode ser flexível. Sou contra que se façam leis para inglês ver. Depois, com jeitinho e a falta de empenho dos órgãos fiscalizadores acontece o caos.

Alguém ouviu falar em esgotos explodindo e contaminando praias?

Acompanhei de perto a polêmica dos quiosques. Até aquele momento, início de 2005, eu acreditava no governo eleito que hoje lamento ter ajudado a eleger.

Poucas semanas depois em um episódio de triste memória foi derrubada uma árvore com o uso de atestado duvidoso, com finalidade política. Entendi com quem estava lidando.

Nas reuniões no paço que decidiriam como seriam os novos quiosques havia um enorme equívoco. Na minha ilusão de estar participando de um fórum que queria solucionar um problema agudo não percebi as cartas marcadas. Os quiosqueiros tinham investido muito dinheiro em reformas, não admitiam perder. De outro lado havia forte pressão da sociedade contra construções nas praias. Deu-se o impasse.

Conversando com um dono de quiosque de quem sou amigo, eu soube que o secretário de assuntos jurídicos da prefeitura havia aconselhado os irredutíveis quiosqueiros a entrar na Justiça. Não demorou muito e acabei ouvindo da boca do próprio a sugestão. Dias depois o secretário foi-se embora e entrou o atual que nada teve a ver com as referidas negociações. Como as coisas demoram a acontecer na Justiça, tudo ficaria esquecido embaixo do tapete. Não sei se os quiosqueiros seguiram o conselho do secretário, sei que o MDU entrou com uma ação contra os quiosques e a coisa ainda se arrasta como cobra pelo chão.

É preciso que se diga que muitos dos permissionários tinham consciência da necessidade de parâmetros, de um deles ouvi que a tentativa de preservar os anéis iria acabar em perda de dedos.

No lúcido comentário de Celso de Almeida Jr. postado no texto do contabilista Luiz Marino Jacob, que versa sobre o tema, está o cerne dos problemas que afetam Ubatuba. Falta de compromisso, amadorismo, incapacidade de resolver problemas.

Acabo de voltar de uma turnê de trabalho no Nordeste. Em Fortaleza tem quiosques. Em Recife tem quiosques. Em Salvador tem quiosques. Em São Luiz tem quiosques. Ubatuba também pode ter quiosques com gente trabalhando ganhando dinheiro e pagando impostos.

Falta apenas organizar o jogo, estabelecer regras e fiscalizar. Vamos ter de usar do expediente oriental da paciência. Três anos passam depressa. Quem sabe o próximo tenha jeito pra coisa...

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Opinião

Os municípios e o ECA

Editorial do Estadão
Responsável pela administração de 190 unidades de atendimento e internação de adolescentes em situação de risco e em conflito com a lei, a Fundação Casa, vinculada ao governo estadual, vai repassar suas atividades às prefeituras, a partir da virada do ano. Ao todo, 10 mil jovens serão atingidos pela decisão do governo estadual de deixar de responder pelo atendimento direto, entregando essa tarefa aos municípios. A medida é prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que entrou em vigor em 1990 e foi especialmente concebido para substituir o caráter punitivo do antigo Código de Menores por programas socioeducativos implementados pelos Estados e municípios.

Em vez de aplicar sanções penais a jovens infratores, recolhendo-os às degradadas e superlotadas unidades de internação, como as da antiga Febem, o ECA prevê a "liberdade assistida", permitindo-lhes viver com os pais. Na filosofia do Estatuto, a convivência familiar, o envolvimento da comunidade e a oferta de serviços por parte do poder público são decisivos para recuperar jovens problemáticos, assegurando sua inclusão social. Quanto mais personalizado for o tratamento que receberem, mais condições terão de abandonar o crime.

Por isso, a municipalização do atendimento de jovens em situação de risco e conflito com a lei sempre foi apontada pelos defensores do ECA como condição necessária ? mas não suficiente - para a substituição do velho modelo da Febem. "Cada município, dentro dos parâmetros das políticas públicas estabelecidas, e de modo integrado com os demais atores, deve definir seu sistema de atendimento", diz Luís Fernando Barros Vidal, presidente da Associação Juízes para a Democracia. "Governos locais têm mais capacidade de identificar vulnerabilidades dentro de comunidades e realizar ações sociais paralelamente ao acompanhamento do infrator. Se um garoto precisa de um abrigo, as prefeituras podem providenciá-lo mais facilmente, pois isso é de sua competência", diz Adilson de Souza, assessor da Fundação Casa.

Além de contribuir para a redução dos índices de violência urbana e para a reinserção social de jovens problemáticos, essa estratégia propicia uma significativa economia de recursos para o poder público. Segundo dados do governo paulista, o gasto médio com cada jovem beneficiado pela "liberdade assistida" é de R$ 100 mensais, enquanto o custo de cada internado é de R$ 3 mil.

A municipalização é mais barata e mais eficiente. O que levou à implementação dessa política em São Paulo com um atraso de quase duas décadas foi a falta de infraestrutura da maioria das prefeituras. Para tentar resolver esse problema, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social vai destinar às prefeituras paulistas um total de R$ 16,6 milhões, em cotas que serão definidas conforme o porte do município e o modelo de gestão adotado. Algumas prefeituras terceirizaram as atividades socioeducativas, deixando-as a cargo de "instituições parceiras", como ONGs e entidades comunitárias, enquanto outras optaram por criar núcleos próprios de atendimento. Em muitos municípios, as ações sociais são realizadas por órgãos locais e estaduais. A intenção do governo paulista é levar os governos municipais a realizar esse trabalho sozinhos, com repasses federais e estaduais. Na capital, onde prevalece o sistema de parcerias, a Prefeitura já reconheceu que não terá condições de assumir o serviço de supervisão e atendimento direto em menos de dois anos.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 29 / 12 / 2009

Folha de São Paulo
"Empresas do país captam 3 vezes mais no exterior"

Taxa de juros cobrada de grandes companhias recua neste fim de ano

Empresas brasileiras de grande porte e o Tesouro tomaram emprestado neste ano quase três vezes mais dinheiro no exterior do que em 2008. Em 2009, até novembro, a captação chegou a US$ 25,3 bilhões. O valor é mais que o dobro de 2007. De acordo com analistas, poucos países tiveram tanta mudança em período tão curto. Na virada do ano passado, auge da crise, companhias brasileiras de primeira linha encontraram juros elevados, de 13% ao ano. De novembro para cá, essas empresas tiveram acesso a taxas de 6%, menores do que antes da crise. Para companhias menores, os juros são maiores e a demanda é menor, apontam analistas. Na Bolsa, o saldo de operações com capital externo é positivo em mais de R$ 20 bilhões no ano. O risco-país brasileiro - indicador calculado pelo banco americano JPMorgan - voltou a fica abaixo de 200 pontos, no patamar pré-crise. Em março, tinha passado de 450.

O Estado de São Paulo
"35 são presos no Suriname por ataque a brasileiros"

Apesar da tensão, governo surinamês afirma que situação está sob controle

A polícia do Suriname prendeu 35 pessoas acusadas de participar do ataque a brasileiros ocorrido na véspera de Natal, na cidade de Albina, a 150 quilômetros da capital Paramaribo. Os presos são acusados de incêndio criminoso, roubo e estupro de mulheres brasileiras. Ao menos 16 pessoas - entre elas quatro brasileiros - teriam ficado gravemente feridas no ataque. No dia 24, em represália pela morte de um mmorador de Albina, supostamente por um brasileiro, cerca de 300 surinameses atacaram mais de cem brasileiros. A polícia e as Forças Armadas surinamesas retiraram 130 pessoas que se esconderam na selva. Entre elas estão cerca de 80 brasileiros e 20 chineses, levados para Paramaribo. O governo surinamês disse ao Itamaraty que a situação está "plenamente sob controle".
'Todos estão apavorados'


... De Tabiki, Rita Cardoso, do Amapá, disse ao Estado que desde sábado os brasileiros do povoado não dormem e só andam em grupos, temendo um ataque. "Em Albina, eles estupraram mais de 20. Está todo mundo apavorado", afirmou.

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segunda-feira, dezembro 28, 2009

Ubatuba

Viaturas de bombeiros quebradas

Tato
A partir de hoje esta “proibido” ter ou sofrer acidentes em Ubatuba, pois as duas viaturas do corpo de bombeiros estão quebradas.

É triste dar essa informação principalmente nessa época do ano. Infelizmente essa é a nossa realidade, quem não acredita é só ir até o pátio da Prefeitura e constatar.

Tenho certeza que o prefeito tem conhecimento deste descaso, mas tenho dúvidas quanto ao conhecimento dos nobres vereadores, pois até o momento nenhum deles se manifestou quanto ao sério problema que tende a aumentar a cada dia.

Se o nosso partido tivesse um único representante, ele com certeza já estaria sabendo e tomando todas as medidas legais para sanar tal descaso com a vida humana.

Hoje conversando com um funcionário público “bombeiro”, ele me relatou que uma das viaturas já se encontra há mais de 20 dias parada no pátio e que a outra parou ontem à tarde, dia 27, com problemas diversos. É difícil entender que o prefeito reeleito, de Ubatuba, já indo pro segundo ano de seu segundo mandato não conheça o ditado popular “quem tem dois tem um e de quem tem um pode acabar com ...”

INFELIZMENTE NOSSA CIDADE ESTÁ AO DEUS DARÁ.

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Segurança

Assaltos no litoral norte de SP provocam quatro mortes no feriado de Natal

ANDRÉ MONTEIRO da Folha Online
O feriado prolongado de Natal foi violento no litoral norte de São Paulo. Pelo menos quatro pessoas foram mortas por causa de assaltos --três delas eram suspeitos, baleados em confrontos com policiais.


Na noite de sábado (26), em Ubatuba (SP), três assaltantes invadiram uma casa no bairro do Lázaro e renderam uma família de três pessoas. Na ação, o proprietário da casa, José Antonio Duarte Reis, 43, foi atingido pelos criminosos, que fugiram em um carro.

Segundo a Delegacia de Ubatuba, um carro da Polícia Militar próximo ao local interceptou o veículo e houve troca de tiros. Na perseguição, o carro dos suspeitos capotou e eles fugiram.

Reis foi levado à Santa Casa de Ubatuba, mas não resistiu. No mesmo hospital, um dos suspeitos do assalto procurou atendimento, com ferimentos provocados no capotamento. Um agente da Polícia Rodoviária Estadual percebeu que o capotamento era o mesmo da fuga e deteve o suspeito. Ele está preso no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caraguatatuba (SP).

Em Caraguatatuba, dois suspeitos foram mortos após assaltarem uma casa na noite deste domingo (27). Segundo a Delegacia de Caraguatatuba, uma das pessoas que estava no imóvel, no bairro Massaguaçu, conseguiu fugir e chamou a polícia.

Houve troca de tiros e dois dos suspeitos foram atingidos. Eles foram encaminhados ao hospital mas não resistiram. Segundo a polícia, os dois já tinham passagem por roubo. Um terceiro criminoso conseguiu fugir.
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Ubatuba em foco

Acredite se quiser: Inauguração da ponte da Ressaca

AALUSIR
O Sr. Secretário de Obras, João Paulo Rolim, afirmou, em documento público que a "Ponte da Ressaca" será inaugurada neste ano, ou seja, até o dia 31 de dezembro de 2009.

O documento chama-se "resposta à carta aberta" - e foi enviado pela Secretaria de Obras à AALUSIR - está editado no Blog da Ressaca.


http://sitioressaca.blogspot.com

Estamos ansiosos aguardando a festa de inauguração com a presença de autoridades municipais, imprensa, discursos, fotos, abraços...


Acredite se quiser!

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Croniqueta

Dos trios

Sidney Borges (publicado originalmente em fevereiro de 2005)
Corintianos velhos gostam de lembrar de Tuffy, Grané e Del Debbio e também de Jango, Brandão e Dino.


Trios amorosos sempre houve, a bíblia cita um em especial formado pelo patriarca Abraão, sua esposa Sara e a criada Agar.

Na literatura há que ser lembrado o trio vanguardista, Henry Miller, June Miller e Anais Nin ou então o beatnik Jack Kerouac e sua vida atribulada com Neal e Carolyn Cassady.

Trios musicais evocam Los Panchos, Irakitan e Marayá, e mais modernamente o Trio Esperança, aquele do "Filme Triste". Nos dias dos "tríduos momescos" ficou famoso o trio elétrico de Armandinho Dodô e Osmar, embora eu tenha passado horas "atrás do trio elétrico" de Caetano Veloso.

Lalá, Lelé e Lili são as sobrinhas da Margarida, namorada do Donald, que também tem sobrinhos, Huguinho, Zézinho e Luisinho. Walt Disney pretendia cruzar esse bando de patos e montar uma granja.

Os Três Patetas eram bufões, já os Três Mosqueteiros salvaram a Rainha. O Pai, o Filho e o Espírito Santo configuram um único Ser, embora o Espírito Santo também seja uma pomba o que me levou no catecismo a três bombas.

Joguei três moedas na fonte e tocou "Three coins in the fountain", o que me fez desconfiar ser a fonte uma Wurlitzer disfarçada.

"Três dias do Condor" foi dirigido por Sidney Pollack enquanto Sêmele, Zeus e Hera ainda não foi filmado, mas certamente terá a Grécia como cenário.

Há três vértices nos triângulos cuja soma dos ângulos internos vale cento e oitenta graus, embora Lobachevsky não concorde.

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Polêmica

“As demissões nos quiosques de Ubatuba “ – um outro ponto de vista.

Luiz Marino Jacob
Ao ler no jornal “O Guaruça” a matéria escrita pelo colunista Marcos Guerra, sob o título acima, senti-me na obrigação ética e profissional de esclarecer algumas afirmações lá postadas pelo respeitado colunista, que carecem de veracidade sobre a realidade dos fatos.

O colunista inicia suas afirmativas, dizendo que “mais uma vez nos deparamos com a lamúria de supostos comerciantes”....”pelo fato de fornecerem alguns empregos não precisam se vincular à legislação existente”....” se cada um (quiosque) contratar 5 empregados para a temporada, teremos 420 supostos empregos”.....”cabe esclarecer que esses empregados não possuem carteira assinada, não recolhem INSS e nem FGTS”.

Inicialmente devo esclarecer que não falo pela totalidade dos quiosques existentes no município. Sou empresário da área contábil e dentre minha carteira de clientes, tenho vários quiosques e falarei por estes, cuja conduta empresarial envolvendo os aspectos jurídicos, fiscais, tributários e trabalhistas eu tenho integral conhecimento. Não se tratam de “supostos comerciantes”. Todos eles possuem registro de empresa perante a Junta Comercial do Estado de São Paulo, com respeito à legislação vigente, principalmente o novo Código Civil Brasileiro. Possuem também inscrição no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas da Receita Federal do Brasil, inscrição no rol de contribuintes do ICMS junto à Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, e inscrição junto ao órgão competente da municipalidade. Recolhem, ao contrário do que se imagina, um montante significativo de impostos ( federais e estaduais ). Sem falar da taxa de alvará anual recolhida aos cofres municipais, cujo valor representa cerca de cinco vezes o valor do Alvará de um estabelecimento similar. Têm ainda, a alta taxa anual recolhida à favor do Serviço do Patrimônio da União, devida pela ocupação de área de Marinha. Contratam seus funcionários com observância da Legislação Trabalhista e Previdenciária. Recolhem INSS, FGTS, Contribuição Assistencial e Sindical, pagam Cestas Básicas, Vale Transporte, cumprem os Acordos Coletivos de Trabalho celebrados entre os órgãos representativos patronais e de empregados, atendem as normas da medicina do trabalho, enfim, têm um alto custo com todos esses encargos, obrigatórios para qualquer empresário que queira se estabelecer.

Ao contrario do afirmado, não geram apenas 05 empregos formais por estabelecimento, durante a temporada. Esse quantitativo representa basicamente a média de empregos gerados na baixa temporada. Durante a temporada, temos casos de se quadruplicar esse número. Isso mesmo, em alguns casos chegam a contratar cerca de 20 empregados, cumprindo todas as premissas legais. Todos eles com Carteira assinada, INSS recolhido, FGTS recolhido, direitos trabalhistas quitados na dispensa, direito à percepção do Seguro-Desemprego, e etc...

Ao contrário do que afirma o respeitado colunista em outros trechos de sua matéria, os “quiosqueiros” como são chamados, são empresários sérios, articulados, com visão de mercado, conscientes do risco que qualquer negócio empresarial oferece, que passam por momentos de dificuldades, durante vários períodos do ano, e que também dependem da equação “tempo bom + sol + calor” para sobreviver e cumprir seus compromissos, exatamente como funciona o restante da economia local. Sazonal e dependente do sol. A nossa matéria prima, cada vez mais depredada.

Com certeza, os quiosques não são responsáveis pelo fechamento de outros estabelecimentos relacionados à hospitalidade, conforme afirmado pelo colunista também. De repente, os quiosques são responsáveis por tudo de ruim que acontece em Ubatuba. Caso houvesse uma ação imparcial de quem de direito, objetivando agregar os valores positivos de cada segmento econômico, na intenção de se oferecer ao turista uma cidade verdadeiramente turística, certamente essa opinião mudaria.

Ao final de sua matéria, o respeitado colunista ainda afirma : “Para finalizar é bom esclarecer que, o público atraído pelos “quiosques” não são os turistas que Ubatuba precisa. Não precisamos de pessoas que vêm para Ubatuba para ver a filha, mãe, mulher, concubina ou seja lá o que for, dançar funk e músicas como “na boquinha da garrafa”, pessoas que transformam seus carros em trio elétrico, pessoas que após a ingestão de salgadinhos de origem e qualidade duvidosa utilizam, sem a menor cerimônia e constrangimento, nossas praias como latrina.”

À respeito dessa infeliz e desrespeitosa afirmativa em relação aos freqüentadores das praias de Ubatuba que se utilizam dos serviços oferecidos pelos quiosques, tenho como opinião:

1. Não são os quiosques que atraem turistas para Ubatuba ou para determinadas praias;

2. Os quiosques, na verdade, funcionam como um ponto de apoio ao turista, oferecendo bebidas, petiscos, sombra, enfim, um conforto que é oferecido em todas as praias do Brasil e quem sabe, pelo mundo afora;

3. Tenho amigos e conhecidos, alguns ocupantes de postos relevantes no Poder Judiciário, no Ministério Público, diretores de grandes empresas, que conhecem boa parte do mundo e que, quando vêm à Ubatuba, muitas vezes em minha companhia, freqüentam muitos quiosques e se sentem muito à vontade e satisfeitos com o serviço, a bebida e os petiscos que lhe são oferecidos. Não são pessoas que trazem suas parentes ( filhas, mães, mulheres, concubinas e etc... para dançar funk );

4. Quanto a transformar carros em trio elétrico, já os ví em alto e bom som, defronte à restaurantes, shoppings, em diversos locais da cidade. Seguramente não são atraídos pelos quiosques e tampouco contratados destes;

5. Os únicos banheiros existentes nas praias de Ubatuba, são exatamente os dos quiosques, portanto, são os únicos estabelecimentos que oferecem esse apoio ao freqüentador da praia.

O que ocorre lamentavelmente em nossa cidade, é que há muito, os permissionários de quiosques, juntamente com outros empresários de diversos segmentos economicos de nossa cidade, vêm sendo perseguidos por pseudo-moralistas, pseudo-ambientalistas, pseudo-juristas, pseudo-políticos, pseudo-empresários, estes sim, incapazes de olharem para os próprios umbigos, incapazes de contribuir com efetividade para a melhoria de nossa economia, de nossa condição de vida. São seguramente incapazes da ação e da decisão imparcial, são incapazes de dispender esforços na busca de soluções para os problemas locais ou seja, são incapazes de SOMAR. Especializaram-se na arte de dividir, de destruir.

Enfim, agindo assim, além do esforço ser menor, nunca serão objeto de avaliação por parte da critica.

Luiz Marino Jacob
Administrador de Empresas e Contabilista
e-mail :
luizmjacob@uol.com.br

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