sábado, novembro 29, 2008

Pássaros

Sábado

Por falar em drogas

Sidney Borges
Naquela tarde pescando lulas decidi que nunca mais mataria. Fiquei comovido pelo apego à existência daqueles animais curiosos e vorazes e imaginei uma troca de escalas. Elas grandes, eu pequeno. A situação seria da maior complexidade, equação de difícil solução. Há um diminuto intervalo de tempo entre abertura e fechamento do bico de papagaio, que dizem cortar como gilete. A imagem me remeteu à Guerra da Argélia e às batatas cravejadas de lâminas de barbear. Lançadas produziam estrago terrível, que podia ser observado pela ausência de narizes, orelhas ou cicatrizes horrendas. Simone de Beauvoir cita em suas memórias que Sartre passou um ano tendo visões de lagostas e caranguejos gigantes que o assombravam. Fruto de uma viagem de mescalina. Parece certo que drogas libertam coisas que carregamos em algum lugar do cérebro e que não sabemos da existência. O Universo me é estranho, quase surrealista. Quanto mais o estudo, menos sei dele. Paulo Francis implicava com Sartre a quem chamava de “menino Jesus”. Suponho que tinha a ver com o tamanho do documento. Simone de Beauvoir jamais demonstrou se importar, ou se havia algo que a incomodasse, calou. Talvez para ela a cabeça que suporta o chapéu prevalecesse, o que é raro, muito raro. Uma vez levei uma pedrada. Eu estava assistindo a um jogo de futebol sentado na grama ao lado do campo. Tinha oito anos. Um menino mais novo se divertia lançando tijolos para o alto. Ele os tirava de uma pilha em uma construção próxima. Um deles me acertou. Fiquei amuado, fui-me embora confuso. Ao entrar em casa fiz um longo discurso sobre Santo Agostinho e a incompatibilidade entre o rigor científico e o pensamento do homem comum. Juntou gente, a vizinhança queria ver o fenômeno. A família, obviamente ficou assustada, chamaram um táxi e me levaram ao médico. Eu não me lembro de nada, minha avó que era espírita me contou. Anos depois, eu com mais de vinte anos, minha mãe disse que tinha notado que os danos tinham sido de pequena monta quando pedi um kibamba. Ela estava desconfiada que eu retornaria ao que o vulgo chama de normalidade. Tenho dúvidas se aconteceu. Disse-me ela que o momento decisivo foi quando mandei a platéia de vizinhos à puta que pariu. A tijolada libertou demônios de minha memória. Pobre Sartre.

TRIO ESPERANÇA - CASACO MARROM

Trio Esperança

Frases

O amor é grande e cabe nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar.

Carlos Drummond de Andrade

Justiça

Justiça determina afastamento de prefeito no RS

SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado
SÃO PAULO - A Justiça Federal de Canoas, no Rio Grande do Sul, determinou ontem o afastamento do prefeito, do vice-prefeito e do secretário de Educação do Município de Sapucaia do Sul, acusados de improbidade administrativa, em suposta fraude na compra de merenda escolar pela prefeitura. Além do prefeito, Marcelo Machado, e do vice, são réus na ação outros 19 servidores e ex-servidores municipais, as empresas SP Alimentação, Gourmaitre Cozinha Industrial, Verdurama Comércio de Alimentos e seus representantes.

Em sua decisão, o magistrado Guilherme Pinto Machado afirma que "chama a atenção o fato de o prefeito municipal ter sido mais de uma vez advertido pelo MPF quanto às irregularidades, sempre alcançando uma forma de contratar a empresa SP e depois a Verdurama". Foi decretada a indisponibilidade de imóveis e veículos em nome do chefe do Poder Executivo e de sua esposa.

Acontece em Ubatuba



ÚLTIMAS APRESENTAÇÕES NESTE FINAL DE SEMANA!

A verdade dos fatos na História do Brasil.
UMA SÁTIRA DO INÍCIO DA COLONIZAÇÃO, TEMPERADA À BANANA E BACALHAU.
VENHA MORRER DE RIR COM ESSA PATACOADA!
Sábado, às 20h30 e domingo, às 19h.
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Esperamos você lá!

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Política

O desespero de FH

Guilherme Fiuza
O ex-presidente Fernando Henrique passou do tom, ao mandar Lula “parar de falar bobagem”. Perdeu o rebolado.
Para piorar, nota-se no seu discurso aos prefeitos eleitos do PSDB uma certa excitação com a crise econômica. Como se ela pudesse salvá-lo da surra de popularidade que vem levando do atual presidente.
A história pregou uma peça em FH. Condenou-o a uma espécie de tortura moral – ter que ver o adversário reinando no castelo construído por ele.
No discurso aos tucanos, animado pela crise, o ex-presidente solta mais uma vez seu grito para que não se acredite em tudo que Lula diz. É quase um ato de desespero.
Fernando Henrique, Pedro Malan e equipe tiraram a economia brasileira da adolescência. Fizeram uma revolução institucional, hoje reconhecida por qualquer pesquisador isento. Tiraram do Brasil o figurino de terceiro-mundista chorão. Puseram o país na era da responsabilidade.
Politicamente, o herdeiro dessa transformação foi Lula. Um líder importante para o Brasil, por despertar a identificação dos brasileiros. Uma encarnação orgânica da idéia democrática de representação.
Lula jogou fora as teses do seu partido, tomou posse das transformações do seu antecessor e encastelou-se no seu próprio símbolo. Desse lugar seguro, inexpugnável, disse ao povo que recebeu uma herança maldita do neoliberalismo e que consertou-a com sua sensibilidade social. O sofisma mais perfeito da história brasileira.
Fernando Henrique tornou-se um prisioneiro político da retórica. Caiu na masmorra do imaginário nacional, de onde seus gritos são inaudíveis.
A crise internacional parece reacender nele a esperança de que sua voz reapareça com a queda das paredes do castelo. Castelo que ele mesmo construiu. Uma esperança mórbida.

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Opinião

A Petrobrás deve respostas

Editorial do Estadão
A diretoria da Petrobrás, a maior empresa do Brasil e a mais importante das companhias controladas pelo governo, deve à opinião pública uma explicação clara e detalhada sobre suas dificuldades de caixa e sobre os motivos que a levaram a tomar um empréstimo de R$ 2,02 bilhões da Caixa Econômica Federal. O empréstimo é pequeno, em comparação com o lucro líquido contabilizado no terceiro trimestre, R$ 10,85 bilhões, e com o ganho acumulado até setembro, R$ 26,56 bilhões. Mas também esse contraste justifica a surpresa demonstrada não só por políticos da oposição, mas também por analistas do mercado financeiro e do setor de energia. Por que uma empresa com resultados tão bons, com reputação de competência tecnológica e planos tão ambiciosos de crescimento precisa recorrer, de um momento para outro, a uma instituição especializada em crédito imobiliário e em financiamentos de obras de interesse social, como projetos de saneamento e de transporte?


O espanto foi justificado, também, pelo fato de a Petrobrás ser uma empresa com ações cotadas no exterior e com acesso fácil, pelo menos até agora, ao mercado financeiro internacional. Em condições normais, não precisaria, portanto, concorrer com empresas nacionais - e, mais que isso, com empresas muito menores - na busca de empréstimos concedidos no mercado interno, especialmente de recursos destinados ao capital de giro, hoje muito escasso e muito caro para a maior parte das companhias.

Antes de recorrer à Caixa, no entanto, a Petrobrás já havia atingido, com um financiamento de R$ 751 milhões, seu limite de crédito no Banco do Brasil (BB). Esse fato não havia chamado a atenção. Só ganhou publicidade mais tarde, quando o empréstimo de R$ 2,02 bilhões já estava acertado.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) interveio duas vezes para facilitar a movimentação da Petrobrás no mercado financeiro interno. Na primeira, em 30 de outubro, autorizou a estatal a obter créditos ou garantias no valor de até R$ 8 bilhões. Na segunda, excluiu a empresa dos limites impostos ao setor financeiro público para empréstimos a empresas estatais.

Tanto da Petrobrás quanto do governo partiram explicações consideradas pouco satisfatórias por analistas do mercado. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, a empresa teve de recolher grande volume de impostos e teve dificuldades momentâneas de capital de giro. Por isso precisou buscar financiamento. Foi, resumidamente, a explicação oferecida também pela estatal.
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Tentativa de intimidação

O comportamento autoritário é especialmente aberrante quando adotado por quem sempre se apresentou como inimigo do autoritarismo. O advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, que fez carreira defendendo presos políticos e amealhou polpudos honorários com as milionárias indenizações obtidas para as "vítimas do regime militar", permitiu-se assumir uma atitude flagrantemente contrária à liberdade de expressão - que a Constituição consagra por ser o mais eficiente antídoto que uma democracia pode usar contra a tentação totalitária.


Greenhalgh pleiteia na Justiça o recolhimento de documentos que teriam sido obtidos por repórter do Estado sobre a guerrilha do Araguaia. Pediu a intimação do repórter Leonencio Nossa, da Sucursal de Brasília - sob pena de busca e apreensão em sua casa -, para que forneça documentos repassados por militares que participaram dos combates entre as Forças Armadas e militantes do PC do B no Pará, nos anos 1970. O pedido se relaciona a processo movido pelo advogado em 1982, solicitando esclarecimentos sobre aquela guerrilha. Já mereceu parecer contrário do procurador Rômulo Conrado, com base no argumento de que o jornalista "não é parte integrante da lide, razão pela qual não pode figurar no pólo passivo do processo".

Razões técnico-jurídicas à parte - já que é notória demais para precisar ser comentada a intenção do advogado de confrontar o princípio constitucional do sigilo da fonte, essencial para o livre exercício da atividade jornalística (art.5, XIV) -, cabe examinar os aspectos ético-políticos da questão. Não foram só os setores do Ministério Público que trabalham parar abrir os arquivos oficiais sobre as mortes no Araguaia que estranharam a atitude do advogado e ex-deputado federal pelo PT. Entidades ligadas aos jornalistas e à defesa da liberdade de expressão - como a Associação Brasileira de Imprensa, a Federação Nacional dos Jornalistas, o Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal - reagiram com um misto de indignação e incredulidade ao pedido de busca e apreensão na residência do jornalista.

Greenhalgh, aliás, já havia sido recriminado por representantes do PT e assessores do presidente Lula, em 2006, por repassar para jornalistas documentos produzidos por militares que colocavam em questão a conduta do deputado e ex-guerrilheiro José Genoino - com quem disputava votos. Greenhalgh desmentiu tal versão, com a mesma ênfase com que repudiara versões sobre seu envolvimento com a Lubeca, que levara a ex-prefeita Luiza Erundina a demiti-lo de seu secretariado. E, ontem, o Estado publicou carta de uma leitora que afirma que, se há quem queira saber o que ocorreu no Araguaia, também há quem queira a elucidação do assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel, em cujo processo Greenhalgh foi atuante, no sentido de manter uma inconvincente versão do caso.
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Manchetes do dia

Sábado, 29 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Ação terrorista mata 160 na Índia"
Dois depois do início dos ataques a Mumbai, capital financeira da Índia, forças de segurança invadiram um centro judaico e encontraram os corpos de seis reféns. Um militar e dois terroristas morreram na ação. O saldo de civis mortos nos atentados, que atingiram dez lugares freqüentados por ocidentais, chegou a 160, sendo ao menos 22 estrangeiros. Nove terroristas foram mortos, e um, detido. Os feridos passam de 300. A Índia anunciou também ter tomado o controle do luxuoso hotel Oberoi, onde foram achados 24 corpos de civis; 143 reféns foram libertados. Pelo menos um terrorista continuava entrincheirado no hotel Taj Mahal.
De acordo com a Guarda de Segurança Nacional, os reféns no centro judaico haviam sido mortos muito antes da invasão elas forças indianas. Entre os mortos estão um rabino americano-israelense e sua mulher. Segundo as autoridades, os criminosos chegaram a Mumbai pelo mar, vindos do Paquistão. Nova Déli suspeita que os Mujahedin de Deccan, que reivindicam os ataques, sejam nome de fachada de outros grupos. O governo indiano exigiu “medidas imediatas” dos paquistaneses. O Paquistão nega envolvimento e diz também ser vítima do terrorismo: “A nação inteira condena os ataques”, afirmou o premiê Yousurf Gilani.


O Globo
"CEF não ouviu auditores no socorro jumbo à Petrobras"
Contrariando a praxe, a direção da Caixa Econômica Federal (CEF)não consultou seus auditores para liberar os R$ 2 bilhões para a Petrobras em fins de outubro. "Este é o maior empréstimo individual dado pela Caixa até hoje. Foi uma operação singular, inclusive pela forma de divulgação", disse Antonio Augusto de Miranda e Souza, presidente da associação de auditores da instituição. O valor do crédito dado à Petrobras é maior do que o R$ 1,66 bilhão liberado pela Caixa para saneamento e infra-estrutura em todo o terceiro trimestre e praticamente um terço do total destinado à habitação entre julho e setembro deste ano. O senador A1oizio Mercadante (PT-SP) rebateu as críticas do PSDB à operação e lembrou que a Petrobras representa 12% das receitas da União.


O Estado de São Paulo
"Desmatamento avança 12 mil km² na Amazônia"
Dados oficiais divulgados ontem mostram que, em um ano, foram desmatados na Amazô­nia 11.968km², área equivalente a oito vezes o tamanho da cidade de São Paulo. A estimativa é do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e se refere ao período entre agosto de 2007 e julho de 2008. Na comparação com a temporada 2006-2007, o ritmo de devastação cresceu 3,8% - variação dentro da margem de erro, de 5%. Foi o primeiro aumento da taxa de desmatamento em quatro anos. Mesmo assim, os números ficaram abaixo da expectativa dos especialistas. "Havia uma tendência forte de aumento que foi freada", disse o diretor do Inpe, Gilberto Câmara. A devastação perdeu força em Rondônia, mas se intensificou no nordeste de Mato Grosso, leste do Pará e nas bordas amazônicas do Tocantins e Maranhão.

Números:
3,4% foi quanto cresceu o desmate na Amazônia.
77% foi a alta em Roraima e no Maranhão.


Jornal do Brasil
"Chuvas deixam 800 desabrigados no Rio"
As fortes chuvas que caíram nos últimos dias no interior do Rio de Janeiro provocaram muitos estragos. Já são mais de 800 os desabrigados e cinco municípios em situação de emergência. Em Rio Bonito, a cidade mais prejudicada, cerca de 900 casas estão sob ameaça, com riscos de novos alagamentos. Há previsão de mais chuva neste fim de semana. O perigo decorrente dos temporais continua em Santa Catarina, onde novos deslizamentos interromperam o socorro a comunidades atingidas pelas enchentes. O estado contabiliza 100 mortos.

sexta-feira, novembro 28, 2008

Final feliz

Após 14 dias, barco com pescadores que sumiu em Ubatuba é encontrado em Santa Catarina

VNews
SÃO PAULO - Uma ótima notícia para a família de quatro pescadores de Ubatuba, litoral norte de São Paulo, que estavam desaparecidos há 14 dias. O barco pesqueiro "Chico Romão", que estava à deriva, foi encontrado na manhã desta sexta-feira na cidade de Imbituba, em Santa Catarina, a mais de mil quilômetros de onde tinha sumido. A embarcação estava à deriva e foi localizada por um rebocador. Segundo o proprietário do barco, os quatro pescadores estão bem e devem chegar a Ubatuba em uma semana.
Foi uma verdadeira saga. O barco saiu do píer do Saco da Ribeira, em Ubatuba, no dia 13 de novembro. Na embarcação, estavam quatro pescadores profissionais: Vanderlei Evaristo Gonçalves, Paulo Maia, Delias Nascimento Conceição e um, identificado apenas como Haroldo.

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Tricolor

Nostradamus e o São Paulo

Por Paulo de Freitas Dias Filho
De autor não identificado: Nostradamus previu o hexacampeonato do São Paulo.
Será que o cara vai acertar mais uma? Nostradamus previu o hexa do SPFC há mais de 500 anos. O famoso profeta da Renascença fez diversas previsões enigmáticas para o futuro e muitas delas se concretizaram. Mas uma delas é realmente impressionante e você pode encontrá-la no site das Profecias de Nostradamus (está em inglês):


''Quando a ave humilhada que veio das proximidades das águas poluídas se mostrar feliz com a volta, a grande nave de cimento tremerá mais uma vez e a trombeta soará pela sexta vez".

A interpretação é óbvia:


"Ave humilhada que veio das águas poluídas": Galinha preta com sede ao lado do Tietê.
"Feliz com a volta": Saiu da 2ª Divisão.
"Grande nave de cimento tremerá mais uma vez": Morumbi lotado treme a cidade inteira.

"A trombeta soará pela 6ª vez": É o hexa tricolor! (Blog do Nassif)

Nota do Editor - Três vivas a Nostradamus. Hip, hip, hurra! Hip, hip, hurra! Hip, hip, hurra! (Sidney Borges)

Polêmica



Tais Morais: Zé Dirceu era agente duplo?

Diário de um ex-agente sustenta que Dirceu teria delatado companheiros de luta armada. A acusação é infame, diz o ex-ministro


José Dirceu, o poderoso ex-ministro da Casa Civil de Lula, teria sido um agente duplo durante a ditadura militar? A questão acaba de ser colocada em pauta pelo livro “Sem vestígios: revelações de um agente secreto da ditadura militar”, da jornalista Tais Morais, publicado pela Geração Editorial. A autora já havia publicado, pela mesma editora, em 2005, “Operação Araguaia”, em co-autoria com o também jornalista Eumano Silva.
Em reportagem publicada hoje no Valor Econômico, Maria Inês Nassif revela detalhes sobre a origem da obra recém-lançada, produzida a partir do diário de um ex-agente do Centro de Informações do Exército, identificado como “Carioca”. Os originais do diário foram entregues à autora do livro após a morte do ex-agente, conforme instruções deixadas por ele próprio.
“Sem vestígios..” narra execuções bárbaras, como a de David Capistrano da Costa, dirigente do Partido Comunista Brasileiro, em um aparelho da repressão em Petrópolis (RJ). Expõe a afirmação de que Dirceu teria sido um agente duplo, responsável pelo desmantelamento do Molipo - Movimento de Libertação Popular (afirma também que dos 28 integrantes desse grupo, que fizeram curso de guerrilha em Cuba, apenas Dirceu e Ana Corbisier sobreviveram).
Diz o livro: “Segundo as notas de Carioca, depoimentos de alguns militares e as memórias do coronel Lício [Augusto Maciel] – naqueles idos, major – Daniel [codinome de José Dirceu] teria sido o agente duplo e, antes de morrer, Jeová [de Assis Gomes, militante do grupo armado] informara esse nome como o de quem havia traído o Molipo”. Ouvido pelo Valor, Dirceu diz que a afirmação contra ele é uma “infâmia” do coronel Lício, que teria “se especializado em difamar tanto a memória dos mortos como os que sobreviveram. (Conversa Afiada)


Nota do Editor - Será que importa saber da vida de José Dirceu? Ele conseguiu chegar lá, nadou, nadou, para ser mais exato pegou carona em canoas que passavam, ele não é de muito nadar, mas sabe tirar proveita da situação. Como eu ia dizendo, nadou, nadou e morreu afogado em uma poça de praia, sendo que o nadou, nadou agora teve sentido figurado. Se os cineastas têm direito a planos longos, eu posso escrever parágrafos longos, mas acabo sempre escrevendo curtos. Ao atingir o cume da montanha Dirceu teve um ataque de apoplexia estrelística e ato contínuo assestou a mira do canhão no artelho do pé direito. Deve existir algum osso com esse nome, caso contrário tirem artelho e coloquem dedão. Hemingway disse para usar palavras simples, para que artelho se dedão todo mundo sabe o que é e tem quatro, dois nas mãos e dois nos pés. Não coloquei dedinho pra ninguém pensar que implico com o Lula, que só tem três, dois nos pés e um na mão. Se um dia liderar uma revolução nomeio Dirceu meu chefe do departamento de demolição. Ele é craque em demolir governos, faz das tripas coração para escrachar o que há de errado e duvidoso, ainda que nada possa ser provado ou seja real. Dirceu só tem uma possibilidade de se tornar o dono da caneta. Usurpando a caneta, pelo voto o meu guru disse, depois de ler o mapa astral dele, que não vai ser possível. Dirceu pode começar a tramar outro exílio em Cuba. Desta vez, com a compra de um Mig usado ele talvez comece a revolução. Acho que não, tenho um presentimento que Dirceu vai se tornar comerciante. De tecidos. Presidente nunca mais, só se for de escola de samba. No início deste comentário perguntei se vale à pena saber da vida de José Dirceu? Acho que sim, ele é uma celebridade, um ídolo pop. Quem sabe até desista dos tecidos, monte uma banda de rock e saia em turnê pela Àfrica. (Sidney Borges)

Coluna da Sexta-feira

Esperneio necessário

Celso de Almeida Jr.

Preciso esclarecer ao leitor desavisado. Participo, na medida do possível, de movimentos políticos da cidade. Não tenho vocação para ser candidato, mas sempre tomo partido. Não sou do tipo que prefere o muro.
Nessa eleição, apoiei o atual prefeito. Participei da primeira etapa de sua campanha. Considero-me, portanto, integrante de sua base eleitoral.
Pronto!
Eis as explicações necessárias para aqueles que não me conhecem.
Ter apoiado o prefeito, é claro, não significa concordar com todas as ações da prefeitura.
Tenho insistido, e muito, para que o município estimule a profissionalização de seu quadro de funcionários e que observe as vozes oposicionistas.
Escrevo com a segurança de quem conhece boa parte da classe política da cidade. Temos muitos cidadãos sérios e bem intencionados que não integram a base aliada de Eduardo César. Estes merecem todo o respeito por discordar, por apontar sugestões inovadoras e, também, por criticar.
A crítica é salutar e abre os olhos.
A crítica representa o exercício da democracia e, na maioria das vezes, traz a tona questões que circulam por terrenos movediços.
Um recente exemplo foi a dúvida em relação a segurança da urna eletrônica, tendo em vista diversas reclamações de eleitores que constataram falhas no instante da confirmação do voto. Considerei saudável o questionamento oposicionista. Afinal, por que devemos confiar cegamente num sistema que ainda não permite uma conferência mais transparente? É ou não é prudente lembrar que vivemos no Brasil, um país das mais absurdas mazelas políticas, financeiras, sociais? Assim, por que temos que acreditar que a urna eletrônica não dá margem a algum tipo de falcatrua?
Pois é...
As últimas notícias revelam que, em diversas partes do país, há fortes indícios de manipulação de resultados, mostrando que o sistema tem fragilidade, conforme apontam laudos técnicos de peritos respeitados.
Por essas e por outras, concluímos que a crítica local não representou absurdo algum. Mais do que o direito ao esperneio, os vencidos querem apenas uma confirmação segura de que perderam e por quanto perderam.
Estão lutando por um direito. Merecem aplausos pela garra.
Quanto aos vencedores, políticos e eleitores, é razoável que apóiem questionamentos dessa natureza, exigindo uma análise técnica rigorosa das urnas eletrônicas utilizadas em nossa cidade.
Confirmada a idoneidade do processo, todos ganham.
Em não se confirmando, ganharíamos também, pela coragem de enfrentar o problema, identificar os responsáveis, corrigir erros e aperfeiçoar o processo eleitoral.

Opinião

A visão da sociedade e o futuro amazônico

Washington Novaes *
Por onde se caminhará na Amazônia para evitar que o bioma chegue ao desmatamento em 50% de sua área e perca a capacidade de se regenerar, como advertiu o cientista Gilvan Sampaio, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e Herton Escobar relatou neste jornal (21/11)? Vários fóruns em Manaus discutiram esse tema nas últimas semanas. E um sumário das discussões permitiria enfatizar muitos pontos:O Brasil não tem estratégia para a Amazônia.


Não há recursos para implantar o cadastro fundiário (só 4% das terras são registradas), monitorar o território, fiscalizá-lo e impedir o desmatamento ilegal: o Ministério do Meio Ambiente só tem cerca de 0,5% do Orçamento federal.

Não há "transversalidade" na política federal, cada Ministério cuida de seus interesses específicos - enquanto isso, já há ali mais de 70 milhões de cabeças de gado e cerca de 20% do bioma foi desmatado para a expansão agropecuária e extração ilegal de madeira (mais de 150 mil km2 só de 2000 para cá).

"Reserva legal" em cada propriedade é apenas ficção.

Os gastos federais no bioma não passam de 4,05% do total, enquanto a população amazônica supera 12% da população brasileira.

A região continua a ser receptora de mão-de-obra desempregada em outras partes.

Continuam sem resposta as objeções de cientistas à lei que permite concessão de terras públicas para "manejo" por empresas (países que entraram por esse caminho perderam suas florestas).

Seria possível destacar muito mais pontos, mas não é necessário, o tema tem sido muito tratado. Talvez seja interessante salientar algumas discussões por outros ângulos, que ocorreram durante o recente Simpósio de Cultura e Natureza na Amazônia, parte do Festival Literário Internacional da Floresta, na parte que tratou especificamente de "desenvolvimento e natureza na Amazônia".

Era inevitável que se falasse ali do tema da "ameaça de internacionalização da Amazônia". Vários conferencistas lembraram, entretanto, que de certa forma essa "internacionalização" já ocorre, uma vez que grande parte das mais importantes atividades econômicas no Estado está voltada para interesses externos - a exportação de madeira, soja e carne para países que não querem arcar com os custos socioambientais dessas atividades (que são pesados); a exportação de ferro-gusa e alumínio, que têm altíssimo custo ambiental e energético (em grande parte subsidiado e transferido para a conta de toda a sociedade brasileira); a Zona Franca para empresas de outros países; o comércio de minérios - para só citar alguns. Pode ser interessante, entretanto, colocar o foco sobre a questão da falta de uma "identidade amazônica" (decisiva durante séculos para a conservação da floresta), que dificulta a formulação de uma estratégia competente e necessária. Vale a pena começar, aí, por uma intervenção do sociólogo e poeta João de Jesus Paes Loureiro, autor de vários livros sobre a realidade cultural amazônica, para quem "o imaginário popular é uma visão de progresso social", com sua "crença em vidas possíveis".
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Washington Novaes é jornalista
wlrnovaes@uol.com.br

Manchetes do dia

Sexta-feira, 28 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Índia ataca terroristas e solta reféns"
Após mais de 24 horas de conflito com os extremistas que atacaram anteontem diversos pontos de Mumbai, o Exército indiano invadiu o hotel Taj Mahal e libertou reféns. Ao menos 125 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas. Ontem os militares tomaram vários prédios dominados pelos radicais. Três criminosos foram presos no Taj Mahal, um escapou ferido e outros foram mortos. No hotel Oberoi, o confronto prosseguia, com mais de cem pessoas retidas no local. Havia reféns ainda num centro judaico.
Os terroristas detidos pela polícia faziam parte de um grupo de origem paquistanesa que em 2001 atacou o Parlamento indiano. As autoridades indianas acreditam que os “Mujahedin de Deccan”, que reivindicam os ataques, sejam fachada de outros grupos. “Vamos deixar bem claro para nossos vizinhos que o uso do território deles para lançar ataques contra nós não será tolerado”, afirmou o premiê indiano Manmohah Singh em acusação pouco velada ao vizinho Paquistão, cujo governo negou envolvimento.


O Globo
"Socorro da Caixa à Petrobras põe as duas estatais em xeque"
O empréstimo de R$ 2 bilhões da Caixa Econômica à Petrobras, em 31 de outubro, põe em xeque as duas empresas. Diante da dificuldade de tomar dinheiro no mercado por causa da crise financeira internacional, a companhia recorreu à CEF para honrar pagamento de impostos. Mas o crédito foge aos padrões da Caixa, tradicionalmente voltada para habitação e saneamento. Num só dia, ela liberou para a Petrobras praticamente o mesmo valor emprestado a empresas privadas entre julho e setembro.
Ontem, o Senado aprovou requerimento para que os presidentes de Petrobras, CEF, Banco do Brasil e Banco Central prestem esclarecimentos. Eles querem saber se a maior compa­nhia do pais está em dificuldades financeiras. A partir da operação com a Petrobras, a Caixa diz que estudará pedidos de empréstimo para companhias dos setores automotivo e de alimentos, Ontem, as ações da Petrobras caíram 2,77%.


O Estado de São Paulo
"Governo negocia mudança nas regras da aposentadoria"
O governo admite, pela primeira vez, negociar o fim do fator previdenciário - que reduz o valor da aposentadoria quanto mais jovem for o segurado - em troca da exigência de idade mínima nas aposentadorias. O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou que o Planalto quer adotar um limite de idade compatível com a expectativa de vida do brasileiro, que vem crescendo.
Outra proposta visa a substituir projetos que reajustam as aposentadorias do INSS por um programa de recuperação de benefícios de valor mais baixo. O governo teme o efeito dos projetos, todos do senador Paulo Paim (PT-RS), sobre o caixa da Previdência. Após acerto em jantar com o presidente Lula, representantes das centrais sindicais vão discutir o assunto com o ministro José Pimentel (Previdência) no dia 4 .


Jornal do Brasil
"Toque de recolher e Força Nacional contra saques"
Em Itajaí, uma das cidades mais atingidas pelas enchentes em Santa Catarina, a Polícia Militar anunciou toque de recolher e vai controlar a circulação de pessoas ao anoitecer. Cerca de 150 homens da Força Nacional estão prontos para ir ao estado. As medidas visam a garantir segurança e evitar saques na região, onde já houve 99 mortes. A Caixa anunciou liberação de R$ 1,5 bilhão para financiar a reconstrução de casas e comércio.

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quinta-feira, novembro 27, 2008

Brasil

Igreja critica Lula e diz que petista entregará país em situação precária a sucessor

MAURÍCIO SIMIONATO da Agência Folha, em Indaiatuba
Documento da Igreja Católica intitulado "Análise da Conjuntura", divulgado ontem durante congresso internacional em Indaiatuba (SP), critica a ação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva frente à crise econômica e diz que "Lula entregará ao seu sucessor ou sucessora um país em situação tão precária quanto a que recebeu".
Ao tratar do tema "A política econômica do Brasil frente à crise", a análise aponta que "o presidente continua dando força ao agronegócio e à mineração, sem atentar para os danos ambientais", e que isso gerará "a crise ecológica" no país.
"Tudo se passa como se o aumento da produção para a exportação fosse uma solução e não um paliativo que adia a crise econômica, mas antecipa a crise ecológica, que é muito mais grave e que prejudicará mais os mais pobres do que os ricos", diz um trecho do texto.
O documento tem dez páginas e é assinado por padres e teólogos que são assessores da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
A "Análise de Conjuntura" foi feita a pedido da CNBB para orientar os bispos sobre temas atuais. Apesar disso, há uma aviso no início do texto que diz que "este não é um documento oficial da CNBB".
A análise foi divulgada durante congresso internacional "Cultura da vida e cultura da morte", promovido pela CNBB e pela Pontifícia Academia Pro Vita, um centro de estudos do Vaticano. O evento começou anteontem e termina amanhã. Entre os temas discutidos por especialistas estão aborto, eutanásia e bioética.

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Santa Catarina


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Chuvas e deslizamentos

Sidney Borges
A tragédia de Santa Catarina está explicada no gráfico acima, publicado hoje no Estadão. A situação geográfica dos locais atingidos pela precipitação tem alguma semelhança com as cidades do litoral norte de São Paulo e do litoral sul do Rio de Janeiro. O aquecimento global começa a cobrar a fatura. Com juros altos.

Um dia a casa cai...

Supremo abre ação penal por corrupção contra ministro do STJ

Paulo Medina é suspeito de participação em esquema de venda de decisões judiciais para máfia dos caça-níqueis

Mariângela Gallucci
Pela primeira vez, um magistrado do Superior Tribunal de Justiça (STJ) vai sentar no banco dos réus. Decisão tomada ontem pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que aceitou denúncia do Ministério Público Federal, tornou o ministro afastado Paulo Medina réu em ação criminal aberta para apurar o suposto envolvimento dele num esquema de venda de decisões judiciais a empresários do ramo de jogos de azar - a chamada máfia dos caça-níqueis. O esquema foi revelado em 2007 pela Operação Furacão.

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Jornal da Band: Urna Eletrônica

Urnas eletrônicas fraudadas no Maranhão? O TSE vai apenas fingir que investiga

Esta reportagem foi ao ar no Jornal da Band na noite de 24 de novembro


Pedro Doria
As histórias de fraude envolvendo a urna eletrônica costumam vir assim, de acordo com o TSE: gente ignorante, não soube votar. Ou, então, candidatos que reclamam por terem perdido a eleição. Os laudos técnicos apontam irregularidades gritantes mas, no fim, os processos se perdem, são esquecidos, quem sabe?
Escrevo a respeito das falhas de segurança nas urnas eletrônicas brasileiras faz uns bons seis anos. A primeira reportagem, publicada em NO., veio por conta do relatório de uma auditoria técnica que um político, hoje ministro de Estado, me passou. Tratava das irregularidades na eleição para governador do Distrito Federal de 2002. Entre os técnicos que assinavam o relatório reconhecendo as ‘falhas’ estavam alguns dos pais da urna eletrônica. (É uma história que, sempre que posso, repito. Os detalhes estão em uma
coluna de alguns anos atrás, no Estadão.)
Quem entende de tecnologia sempre se assusta com a mitologia imposta pelo TSE a respeito da infalibilidade das urnas.
Silvio Meira, por exemplo. Ou Pedro Rezende.
No Brasil, sempre houve fraude eleitoral. O que as urnas eletrônicas produziram não foi o fim das fraudes. Foi o fim da investigação das fraudes.
O responsável do TSE deixa claro de partida: no caso da pequena Caxias, no Maranhão, o tribunal sequer cogita a possibilidade de fraude.

A única possibilidade com a qual trabalha é erro dos eleitores.
Claro. São analfabetos.
E a urna, inviolável.

Justiça implacável

Prefeito cassado

Rui Grilo
Januária passou a contar a partir de hoje com seu sétimo prefeito desde 2004. Sílvio Joaquim de Aguiar (PMDB) foi notificado pela manhã de seu afastamento das funções, por decisão liminar concedida pelo juiz Cássio Azevedo Fontenelle, da 1ª Vara Cível da Comarca de Januária. O vereador Antônio Carneiro da Cunha (PSB) também foi notificado para suceder ao prefeito afastado. Os bancos onde a Prefeitura de Januária tem contas também foram comunicados. O processo de afastamento do prefeito teve início a partir de uma denúncia formulada ao Ministério Público pela Asajan – Associação dos Amigos de Januária, organização não governamental de combate à corrupção, através de seu vice-presidente, o advogado Rodrigo Lagoeiro Rocha.

No início deste ano, a entidade descobriu que a Prefeitura de Januária estava comprando combustíveis junto ao Posto Central, sem licitação. As investigações concluíram que o esquema funcionou até abril, mês em que a Sônia Stadter Pimenta, proprietária do Posto Central, foi presa em flagrante tentando burlar processo licitatório mediante combinação de preços com outros donos de postos de gasolina. Paralelamente à ação civil pública proposta pelo MP contra o prefeito e o Posto Central, a Asajan denunciou o caso à Câmara de Vereadores, pedindo a abertura de processo de cassação contra Sílvio Joaquim de Aguiar. No curso do processo de impeachment, os vereadores Mário Silvério Viana (PV), o Nego Viana, e João Gomes Teixeira (PSC), presidente e vice-presidente da Comissão Processante, pediram o arquivamento da denúncia. Os dois são acusados de receberem propina de Aguiar para enterrar a denúncia. O parecer pelo arquivamento foi rejeitado em plenário e os trabalhos prosseguiram. Confiante no arquivamento, o prefeito não apresentou defesa nem constituiu advogado.

Durante o andamento dos trabalhos da comissão, gravações ambientais autorizadas pela Justiça revelaram que o prefeito teria instalado um sistema de câmeras em sua residência, através do qual teria filmado o pagamento de propina a vários vereadores. Em seguida, teria passado a chantagear os vereadores com os vídeos em que eles apareceriam recebendo propina. Semana passada, com autorização judicial, Oficiais de Justiça e policiais militares invadiram as casas e os gabinetes do prefeito e de seu braço direito, o advogado Vandeth Mendes Júnior, conseguindo apreender vários DVDs, inclusive os que contêm os vídeos de vereadores recebendo propina.

Na decisão de hoje, de 12 laudas, que afastou o prefeito, o juiz relata que “a permanência do prefeito no cargo prejudicará sobremaneira a instrução processual, não se sabendo o limite a que chegará no afã de suprimir provas e coagir testemunhas”. Para o Ministério Público, o raciocínio é lógico. O MP diz que se o prefeito foi capaz de achacar membros do Poder Legislativo, também pode fazê-lo em relação às testemunhas da ação civil público, inclusive fazendo desaparecer provas. “Tenho que a questão chegou a limites inimagináveis de corrupção, ameaça e extorsão, impondo-se o afastamento do prefeito”, diz o juiz na decisão. Fontenelle registrou ainda que as denúncias do vereador Tonheira de que havia colegas sendo comprados, achacados e ameaçados “são de uma riqueza de detalhes espantosa e foram comprovadas pelas imagens de vídeo”. Algumas imagens revelam, de acordo com o juiz, “um vereador mostrando as contas que tem a pagar, negociatas de toda espécie, vereador pegando maço de dinheiro que o superintendente Vandeth coloca em cima da mesa e vereador colocando dinheiro que lhe foi ofertado no bolso”.

A decisão destaca que “a presença do prefeito no cargo inibirá a apuração de sua responsabilidade, valendo salientar que, além de já ter ameaçado e substituído os membros da Comissão de Licitação que não se curvaram aos seus desejos de prosseguir com a licitação aparentemente fraudulenta, passou a extorquir, corromper e ameaçar vereadores”.

Esta matéria foi relatada por Lizete Verillo em sua apresentação aqui em Ubatuba. Januária foi uma das cidades que foram auxiliadas pela AMARRIBO – AMIGOS ASSOCIADOS DE RIBEIRÃO BONITO.
Rui Grilo
ragrilo@terra.com.br

Ubatuba em foco

Longa vida para nós: “otários”

Corsino Aliste Mezquita

Quase todas as semanas somos brindados, pelo Executivo e Legislativo, com leis criando impostos, taxas, vantagens aos maus pagadores e regalos que oneram, punem, extorquem e desrespeitam o bom cidadão, que cumpre a lei e paga em dia seus impostos e taxas. Aquele que diuturnamente é honrado com comendas de “OTÁRIO”, devidamente assinadas, pelo Chefe do Executivo, assessoria jurídica e os nobres e serviçais vereadores.

Interminável o rol de leis e fatos que confirmam o parágrafo anterior. Para não cansar faremos referência, apenas, a que está em pauta neste momento.

A Lei, n° 2898, de 28 de dezembro de 2006, criou a “TAXA DE BOMBEIROS”. Como já previmos em “REGALO DE FIM DE ANO” (03-01-07) foi declarada inconstitucional pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Conhecida essa sentença, o Poder Executivo Municipal, encaminhou, à Câmara Municipal, projeto de lei revogando-a. Alô contribuintes, requeiram a devolução das taxas indevidamente pagas. Revogada a lei, por ser inconstitucional, Executivo e Legislativo reconhecem que o contribuinte foi extorquido obrigando-o a pagar uma taxa reconhecidamente ilegal e tem direito, liquido e certo, a recebe-la de volta. Eles não podem mais alegar que cabe recurso. Lei revogada por ser ilegal não existe e nunca teve força de lei. Existe ampla jurisprudência declarando as “Taxas de Bombeiros”, criadas pelos municípios, inconstitucionais e abuso de poder das autoridades e câmaras municipais.

A nova comenda ou diploma de otários que, para todos nós, está sendo preparada já está no forno. Foi amassada com muito carinho para premiar os contribuintes do Município de Ubatuba. Existe na Câmara Municipal projeto de lei criando, novamente, a “TAXA DE BOMBEIROS” usando chicanas que não se sustentam.

Seremos todos otários mesmo?

Será desrespeito aos mais elementares princípios de cidadania promovido pelos ocupantes do poder?

Não foi declarada inconstitucional?

Constituição e cidadãos, não merecem respeito?

Não é bi-tributação? Também proibida pela Constituição Federal.

Por favor, senhores Vereadores, respeitem a Constituição e a todos nós cidadãos contribuintes. Não tropecem duas vezes na mesma pedra. Não desejem: “LONGA VIDA PARA TODOS NÓS: “OTÁRIOS”.
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem opressores.

Opinião

Muitos bilhões e pouco efeito

Editorial do Estadão
Se a recuperação das economias dos Estados Unidos e da Europa dependesse apenas de pacotes multibilionários, ou trilionários, nesta altura, todos poderiam ficar tranqüilos. Na terça-feira, o governo americano anunciou novas linhas de ajuda ao setor financeiro, no total de US$ 800 bilhões, em mais um esforço para descongelar o crédito. Ontem, a Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, propôs aos governos do bloco um plano de 200 bilhões (US$ 259 bilhões) para estimular o consumo e a atividade produtiva. A proposta inclui cortes de impostos e aumento de gastos públicos. A negociação com alguns governos poderá ser complicada, mas o plano, segundo o presidente da Comissão, o português José Manuel Durão Barroso, incorpora idéias já estudadas pelas autoridades de alguns países.


As intervenções no mercado financeiro vêm-se multiplicando há meses, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Os valores envolvidos cresceram desde outubro e as ações tornaram-se mais audaciosas - e até surpreendentes, como no caso da capitalização de bancos com dinheiro público. Mas todo o esforço foi insuficiente, até agora, para impedir a forte retração dos negócios nos maiores mercados e neutralizar o risco de uma recessão global.

Nos Estados Unidos e na Europa, as ações das autoridades serviram, por enquanto, para impedir uma quebradeira no mercado financeiro. As intervenções poderiam ter sido mais eficientes em alguns casos. Muitos criticam as autoridades americanas por terem deixado quebrar o banco de investimentos Lehman Brothers e mobilizado bilhões de dólares, depois, para salvar outras instituições. Mas, apesar disso, foi possível, nos dois lados do Atlântico, evitar algumas grandes falências e prevenir um devastador efeito dominó.

Mas nenhuma ação foi suficiente para restabelecer a confiança dos agentes financeiros, descongelar o crédito e repor em funcionamento o sistema de empréstimos para o consumo e para os investimentos. As novas medidas anunciadas pelo Tesouro e pelo Fed são voltadas especificamente para esse objetivo. Não se pode saber, por enquanto, se darão certo. Até agora, como disse o professor Simon Johnson, ex-economista-chefe do FMI, citado na Folha de S.Paulo, "o governo parece não saber o que está fazendo... e o que está fazendo não está dando resultado".

Enquanto os governos do mundo rico lançam bilhões no mercado, o quadro geral se agrava. Três das maiores economias da Europa - Reino Unido, Alemanha e Itália - já estão tecnicamente em recessão e várias outras estão muito próximas do crescimento zero.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 27 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Terror mata 86 e faz reféns na Índia"
Ataques coordenados mataram pelo menos 86 pessoas e feriram mais de 250 em Mumbai (ex-Bombaim), centro financeiro da Índia, gerando pânico na cidade. Terroristas abriram fogo em sete locais, incluindo uma estação de trem e um hospital, e fizeram hóspedes de reféns em dois hotéis. Outros dois locais foram atacados com explosivos. Até a noite (madrugada de hoje na Índia), nem todos os terroristas, que usavam fuzis automáticos e granadas, haviam sido dominados, segundo a polícia. Nove deles foram presos, e dois mortos.
Um grupo desconhecido, o Mujahedin de Deccan, enviou e-mails a órgãos de comunicação reivindicando os ataques em série, que coincidem com as eleições regionais na Caxemira indiana, região de maioria muçulmana que abriga separatistas. Nos últimos anos, a Índia sofreu diversos atentados por parte de radicais islâmicos, os “mujahedin”, e extremistas hindus. Em 2006 explosões mataram 209 pessoas em Mumbai.


O Globo
"Lula sobrevoa SC e libera R$ 2 bi"
Cinco dias depois do começo das chuvas que já mataram quase cem pessoas em Santa Catarina, o presidente fez uma visita de três horas ao estado e sobrevoou áreas alagadas. Disse que esta é a pior tragédia de seu governo. O presidente anunciou a liberação de quase R$ 2 bi para socorrer estados atingidos pela chuva e vítimas da seca no Nordeste. Santa Catarina receberá R$ 1 bilhão. Em Blumenau e Itajaí, o cenário é de destruição, com lixo e lama nas ruas. Hospitais perderam medicamentos e vacinas. Só o fechamento do porto de Itajaí causa prejuízos de US$ 33 milhões por dia.


O Estado de São Paulo
"Obama cria comitê para enfrentar a crise"
O presidente eleito dos EUA, Barack Obama, anunciou a criação de um Comitê de Recuperação Econômica, que será chefiado por Paul Volcker, de 81 anos. Ex-presidente do Fed (banco central americano), ele ajudou a combater a crise inflacionária dos anos 80 e é bastante respeitado no país, relata Patrícia Campos Mello. "Volcker é um dos maiores formuladores de política econômica do mundo", elogiou Obama,em sua terceira entrevista coletiva consecutiva para falar da crise - para analistas, ele está tentando mostrar ao mercado que não há vácuo de poder. O comitê, cujos demais integrantes serão indicados posteriormente, dará mensalmente opiniões ao presidente. Na Europa, a UE anunciou pacote de € 200 bilhões para incentivar a economia do bloco. E a China reduziu a taxa de juros em 1,08 ponto porcentual, para 5,58% ao ano, o maior recuo em 11 anos.


Jornal do Brasil

"97 mortos, 78 mil desalojados e socorro de R$ 2 bilhões"
Depois de sobrevoar as regiões atingidas pelas chuvas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a liberação de cerca de R$ 2 bilhões para ajudar as vítimas das enchentes no Sul do país. O dinheiro servirá também para reconstruir a infra-estrutura dos estados afetados. O caso de Santa Catarina é o mais grave: já são 97 mortos e 78 mil desalojados. Centenas de indústrias estão prejudicadas.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Perigo ao lado

Três morrem em chacina em Caraguatatuba (litoral de SP)

da Agência Folha
Três pessoas foram mortas e uma ficou gravemente ferida em uma chacina em Caraguatatuba (173 km de São Paulo). O crime ocorreu por volta das 20h30 da terça-feira (25) na rua Inacio Ferreira, na região da Praia das Palmeiras.
Três homens e uma mulher conversavam na rua quando um homem em uma bicicleta disparou vários tiros contra o grupo e fugiu. Morreram Ricardo Jesus de Sousa, Renato Luiz Ávila Castilho e Maria Vicente Ribas. A quarta vítima, Ivaldo Queiroz Ribeiro, ficou gravemente ferido e foi levado para pronto-socorro da cidade.
Ninguém foi preso.
O caso foi registrado no Distrito Policial de Caraguatatuba.

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Os jornalistas estão enterrando o Jornalismo!

Geneton Moraes Neto
Começa a chover. Não me ocorre outra idéia para me proteger do aguaceiro: paro na banca para comprar um jornal. Em época de "crise econômica", eis um belo investimento, com retorno imediato: além de me brindar com notícias interessantes, o jornal, quando dobrado e erguido sobre a cabeça, cumpre garbosamente a função de guarda-chuva.
O jornal é de São Paulo.

Poderia - perfeitamente - ser do Rio de Janeiro ou de qualquer outro estado brasileiro.
Eu disse "notícias interessantes" ? Em nome da verdade, retiro o que disse.
Pelo seguinte: não sou nenhum fanático por informação, não passo quatorze horas por dia conectado, não sou desses jornalistas que, à falta do que fazer na vida, acham que não existe nada sob o sol além do jornalismo. Em suma: considero-me apenas um consumidor mediano de notícias. Ainda assim, eu já sabia de noventa e cinco por cento do que aquele jornal tentava me dizer na primeira página.
O que o jornal me dizia, nos títulos ? Que o São Paulo "abre cinco pontos sobre o Grêmio". Que novidade! Qualquer criança de dois anos que tivesse passado diante de um aparelho de TV na véspera já sabia. Nem preciso falar da Internet. "Chuvas em Santa Catarina matam 20". Que novidade! "Obama divulga nomes de cargos-chave". Que novidade! "EUA podem injetar até US$ 100 bi no Citigroup". Que novidade!
Não é exagero: eu já tinha recebido todas essas informações na véspera.
Tive a tentação de voltar à banca, para pedir meus dois reais e cinquenta de volta. Mas, não: resolvi dar um crédito de confiança ao jornal. Quem sabe, como guarda-chuva ele teria uma atuação melhor. Teve.

De tudo o que estava nos títulos da primeira página do jornal, só uma informação era "novidade" para mim: "Brasil será o único país do mundo que não eliminou hanseníase". Conclusão: o jornal estava me oferecendo pouco, muito pouco, pouquíssimo.
Tenho certeza absoluta de que milhares de leitores, quando abrem os jornais de manhã, são invadidos pela mesmíssimo sentimento: em nome de São Gutemberg, para quem estes jornalistas acham que estão escrevendo ? Em que planeta os editores de primeira página vivem? Por acaso eles pensam que os leitores são marcianos recém-desembarcados no planeta ? Ninguém avisou a esses jornalistas que a TV e os milhões de sites de notícias já divulgaram, desde a véspera, as mesmíssimas informações que eles agora repetem feito papagaios no nobilíssimo espaço da primeira página?
Os autores dessas obras-primas (primeiras páginas que não trazem uma única novidade para o leitor médio!) são, com certeza, jornalistas que temem pelo futuro do jornal impresso.

É triste dizer, mas eles estão cobertos de razão: feitos desse jeito, os jornais impressos estão, sim, caminhando celeremente para o mausoléu. Não resistirão.
Os coveiros da imprensa estão trabalhando freneticamente: são aqueles profissionais que aplicam cem por cento de suas energias para conceber produtos burocráticos, óbvios, chatos, soporíferos e repetitivos.
Em suma: os jornalistas estão matando o jornalismo.
Quem já passou quinze segundos numa redação é perfeitamente capaz de identificar os coveiros do jornalismo: são burocratas entediados e pretensiosos que vivem erguendo barreiras para impedir que histórias interessantes cheguem ao conhecimento do público. Ou então queimam neurônios tentando descobrir qual é a maneira menos atraente, mais fria e mais burocrática de transmitir ao público algo que, na essência, pode ser espetacular e surpreendente: a Grande Marcha dos Fatos.
Qualquer criança desdentada sabe que não existe nada tão fácil na profissão quanto "derrubar" uma matéria. Há sempre um idiota de plantão para dizer : "ah, não, o jornal X já deu uma nota sobre esse assunto"; "ah, não, o jornal Y publicou há trinta anos algo parecido" e assim por diante. O resultado desse exercício de trucidamento jornalístico é o que se vê: uma imprensa chata, chata, chata, chata. É raríssimo aparecer um salvador de pátria que pergunte: por que jogar notícias no lixo, oh paspalhos? Por que é que vocês não procuram uma maneira interessante e original de contar - e oferecer ao publico - uma história? Haverá sempre uma saída!
A regra vale para jornal impresso, revista, rádio, TV, internet, o escambau.
Mas, não. Contam-se nos dedos da mão de um mutilado de guerra os jornalistas que devotam o melhor de suas energias para fazer um jornalismo vívido e interessante. Já os burocratas e assassinos, numerosíssimos, continuam golpeando o Jornalismo aos poucos. Vão matá-lo, cedo ou tarde, é claro.
Não há organismo que resista à repetição dos botes dos abutres ( um dia, quando estiver prostrado à beira de um pedaço de mar verde da porção nordeste do Brasil, farei - de memória - uma lista dos crimes que já vi serem cometidos, impunemente, nas redações. Se tiver paciência para juntar sujeito e predicado, prometo que farei um post. Almas ingênuas podem acreditar que absurdos não acontecem com frequência nos zoológicos jornalísticos. Mas, em verdade, vos digo: acontecem, diariamente. O pior, o trágico, o cômico, o indefensável é que os assassinos do Jornalismo são gratificados com férias, décimo-terceiro, plano de saúde, aposentadoria, seguro de vida e vale-alimentação. Detalhe: lá no fundo, devem achar que ganham pouco....Quá-quá-quá).
Um detalhe inacreditável: em qualquer roda de conversa numa redação, em qualquer congresso ( zzzzzzzzzzz) de Jornalismo, é possível ouvir que há saídas simplíssimas. Bastaria tomar - por exemplo - providências estritamente "técnicas": em vez de repetir papagaiamente(*) nos títulos aquilo que a TV e a internet já cansaram de divulgar, por que é que os jornais não destacam na primeira página a informação inédita, o ângulo pouco explorado, o detalhe capaz de prender a atenção do coitado do leitor na banca ? Pode parecer o óbvio dos óbvios, mas nenhum jornal faz. Qualquer lesma semi-alfabetizada sabe, mas nenhum jornal faz. Se fizessem este esforço, os jornais poderiam, quem sabe, atiçar a curiosidade do leitor indefeso que entra numa banca em busca de uma leitura atraente. Coitado. Não encontrará. É mais fácil encontrar um neurônio em atividade no cérebro de Gretchen.
Fiz um teste que poderia ser aplicado a qualquer estagiário de jornalismo: tentar achar, no exemplar que tenho em mãos, informações que rendam títulos menos burocráticos e mais atraentes do que os que o jornal trouxe na primeira página. Em quinze segundos, pude constatar que havia, sim, no texto das matérias, informações mais interessantes do que as que foram destacadas nos títulos óbvios. Um exemplo, entre tantos: a chamada do futebol na primeira página dizia "São Paulo abre 5 pontos sobre o Grêmio". Por que não algo como "TREINADOR PROÍBE COMEMORAÇÃO ANTECIPADA NO SÃO PAULO" ou "JOGADORES DO SÃO PAULO PROBIDOS DE IR A PROGRAMAS DE TV"? A matéria sobre as enchentes dizia que, depois do maior temporal dos últimos dez anos, Santa Catarina enfrentava racionamento de água potável - um duplo castigo. E assim por diante. Daria para fazer dez chamadas diferentes. Mas... o jornal repete na manchete o que a TV já tinha dito.
Quanto ao futebol: com toda certeza, as informações que ficaram escondidas no texto eram mais atraentes do que a mera contagem de pontos que o jornal estampou no título da primeira página! Afinal, cem por cento dos torcedores do São Paulo já sabiam, desde a véspera, que o time disparara na liderança. Não é exagero dizer: cem por cento sabiam. Mas, a não ser os fanáticos por resenhas esportivas, poucos sabiam que o treinador tinha proibido os jogadores de participarem de programas de TV, para evitar comemorações antecipadas. Por que, então, esconder o detalhe mais interessante? É o que os editores fazem: tratam de sepultar a informação mais atraente em algum parágrafo remoto, lá dentro do jornal. Depois, querem que o leitor saia da banca satisfeito por ter pago para ler o que já sabia...
Estão loucos.
Resumo da ópera: os assassinos do Jornalismo, comprovadamente, são os jornalistas. É uma gentalha pretensiosa porque acha que pode decidir, impunemente, o que é que o leitor deve saber. Coitados. O que os abutres fazem, na maior parte do tempo, em todas as redações, sem exceção, é simplesmente tornar chata e burocrática uma profissão que, em tese, tinha tudo para ser vibrante e atraente.
Mas nem tudo há de se perder. Os jornais podem, perfeitamente, ser usados como guarda-chuva. Fiz o teste. O resultado foi bom: cheguei tecnicamente enxuto ao destino.
(*)Papagaiamente: neologismo que acabo de criar, iluminado por uma inspiração animalesca.

(www.geneton.com.br)

Acontece em Ubatuba

Greenpeace participa de debate sobre a criação de áreas marinhas protegidas em Ubatuba nesta sexta-feira (28/11)

Evento será realizado em parceria com a Sala Verde, Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Associação de Pescadores Enseada e Coletivo Ambientalista de Ubatuba

Divulgação

São Paulo, 17 de novembro de 2008 – Entidades ambientalistas se reúnem nesta sexta-feira (28/11) em Ubatuba para discutir a criação de áreas protegidas como ferramenta para a conservação dos mares e recuperação do bioma marinho.
Um dos assuntos mais polêmicos em debate será a grande resistência das comunidades costeiras à recente iniciativa do governo do Estado de criar três grandes áreas protegidas no litoral norte de São Paulo.

“A proposta desse evento é discutir com as lideranças locais mecanismos de participação e mobilização popular porque a atuação das comunidades e sociedade civil é fundamental para a efetivação das áreas marinhas protegidas”, afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace no Brasil. Para Peter Santos Németh, da Associação de Pescadores Enseada, as áreas marinhas protegidas são fundamentais para a sobrevivência das comunidades tradicionais costeiras. “As comunidades dependem da preservação dos oceanos para tirar seu sustento, e essas pessoas, por sua vez, têm um papel importante na conservação dos mares”, diz.

Além dos representes do Greenpeace e da Associação de Pescadores, participam do evento Lucila Pinsard Vianna, gestora do departamento de Áreas de Proteção Ambietal (APA) do litoral norte e Henrique Luiz Almeida, integrante do Coletivo Ambientalista do Litoral Norte (CEAU).
Estudo - O debate também marca o lançamento da campanha do Greenpeace ”Proteção dos Oceanos. Entre Nessa Onda”, em Ubatuba. Na ocasião serão apresentados o relatório À deriva – Um panorama dos mares brasileiros e o vídeo O Mar é Nosso?.

Os materiais trazem uma análise das condições do bioma marinho no Brasil e incentivam a criação de áreas marinhas protegidas como principal ferramenta para a recuperação da biodiversidade.

Mais informações com a assessoria de imprensa do Greenpeace


Vânia Alves (11) 3035 1192 / 8245 2268
Danielle Bambace (11) 3035 1167 / 8245 2267Ou na Sala Verde Ubatuba com Beto Francine / Virgilio (12) 3833 32

Coluna da Quarta-feira

Entendendo o Orçamento

Cinthia Sampaio Cristo

Olá a todos! Estamos em período de votação/aprovação dos orçamentos municipais para o próximo ano e por isso achei importante escrever um pouco sobre o tema.

O orçamento municipal é onde estão definidos os recursos financeiros necessários à execução das políticas sociais públicas. Sem orçamento bem feito, municipalização, participação, descentralização e autonomia são apenas intenções.
O orçamento transforma em recursos financeiros os objetivos e prioridades da administração pública: do poder público e das comunidades organizadas.
A participação dos cidadãos na vida do município precisa estar refletida no orçamento municipal. Num quadro de recursos financeiros escassos, os diferentes grupos sociais competem para que suas demandas e necessidades específicas sejam priorizadas - o orçamento municipal (sua elaboração e sua execução) reflete o resultado dessa competição.

1 - O que é orçamento?

R – É onde se define quanto e como a União, o Estado e o Município vão gastar de recursos públicos, no ano seguinte.

2 - Para que serve?
R – Para que o setor público determine que serviços e obras vai realizar. Deve traduzir em ações concretas as promessas que foram feitas pelos candidatos a prefeito, governador e presidente, eleitos pelo povo.

3 - Quem faz orçamento?
R – O Poder Executivo de cada ente da Federação. No caso do município, a Prefeitura.

4 - O que deve ter num orçamento?
R – Um orçamento feito de acordo com a lei deve ter o diagnóstico da realidade; que serviços e obras públicas serão entregues a população em seus bairros de acordo com o diagnóstico feito; quanto custará a prestação desses serviços ou a realização da obra; de onde sairá o dinheiro que vai ser gasto; e qual será o órgão responsável.

5 - Há diferença entre orçamento público e orçamento não-público?
R – Sim. O orçamento público precisa ser aprovado pela sociedade. A sociedade faz isso, mesmo sem saber, através dos vereadores, deputados e senadores que ela elegeu para representá-la, e que agem em seu nome.

6 – Quais são as fontes de recurso do orçamento?
R – O dinheiro dos tributos, cobrados dos cidadãos; e antecipações de receitas futuras, através de empréstimos internos e os empréstimos externos.

7 – Qual é o papel do cidadão no orçamento?
R – Em primeiro lugar, certificar-se de que as suas prioridades estão sendo levadas em conta pela Prefeitura. Em segundo lugar, verificar se o que foi proposto e aprovado está sendo executado. Em terceiro, se a Prefeitura está prestando contas do que foi feito no final do ano, para que o resultado possa ser avaliado. E exigir que tudo isso seja feito em linguagem que ele possa entender.

8 – Como o cidadão pode participar do orçamento?
R – Por meio de audiências públicas que são obrigatórias por lei. Mas, atenção: se a audiência for apenas para informar o que vai ser feito, não vale!

9 – E como seria uma audiência correta?
R – Seria para fazer o levantamento das necessidades e problemas dos cidadãos, em seus bairros e por ordem de prioridades. Só depois desse levantamento é que a Prefeitura poderia elaborar o orçamento.

10 – Quem pode participar dessas audiências?
R – Todos os cidadãos. Mas, principalmente, os representantes de bairros e comunidades, urbanas e rurais.

11 – Quer dizer que o orçamento deve levar em conta também a zona rural?
R – Sim. Apesar de hoje essas áreas serem ignoradas no orçamento, elas devem ser atendidas tanto quanto ou mais que a região urbana. Muito do êxodo rural que o país sofre é decorrência desse abandono.

12 - E como a sociedade pode controlar a execução do orçamento aprovado?
R – Através das audiências quadrimestrais, obrigatórias pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Lembrando que o principal canal de acesso ao orçamento é a Câmara Municipal, por meio dos vereadores que, em tese, representam as diversas regiões da cidade. Cada bairro deve estreitar o relacionamento com o seu representante para facilitar a participação e o controle orçamentário.

13 – O que acontece quando o cidadão não participa nem acompanha o orçamento público?
R – As necessidades e problemas dele não são levados em conta na hora de definir como o dinheiro público será gasto. Dessa forma, o dinheiro fica livre para ser gasto com todo e qualquer tipo de interesse corporativo, partidário, pessoal.

14 – Quais são os erros mais comuns na hora de elaborar o orçamento?
R - Confundir resultados com obras. Achar que o valor gasto em custeio, que é o principal, não tem que ter vinculação a metas. E desconsiderar as necessidades e problemas como ponto de partida das decisões sobre como gastar o dinheiro público.

15 – O que acontece quando o dinheiro público não é bem gasto?
R – O dinheiro acaba e as necessidades da população não são atendidas. Além da insatisfação social, como a desculpa é sempre a "falta de recursos", isso leva ao aumento dos impostos e da dívida pública, interna e externa. No final, paga-se cada vez mais e não se tem o serviço nem a obra de infraestrutura necessários. Ficamos presos num círculo vicioso.

16 – Como mudar isso?
R – Com o cidadão se dispondo a ser mais ativo, buscando entender quais são os seus direitos no processo orçamentário e como exercê-los na prática.
Não tenho conseguido descer (o que muito me entristece) e os “virtuais” tem sido importante fonte de informações sobre os acontecimentos. Curiosidade: eu não entendi direito ou o editor deste blog espantou a chuva??
Até breve Ubatuba!

Poema de um jovem poeta português, José Luís Peixoto, que li pela primeira vez esta semana...

como não tenho lugar no silêncio onde moram as gaivotas,
despeço-me no oceano e deixo que o céu me conheça.
talvez a serenidade possa ser as minhas mãos e serem uma
brisa sobre a terra e sobre a pele nua de uma mulher.
esse dia, esperança de amanhã, poderá chegar e estarei dormindo.
hoje, sou um pouco de alguma coisa, sou a água salgada
que permanece nas ondas que tudo rejeitam e expulsam
na praia. As gaivotas sobrevoam o meu corpo vivo. Os meus
cabelos submersos convidam o silêncio da manhã, raios de sol atravessam
o mar tornados água luminosa. aqui, estou vivo e sou alguém
muito longe.

Opinião

Palavrório anticíclico

Editorial do Estadão
A nova idéia do governo federal para combater a crise é uma campanha com o slogan "o mundo aprendeu a respeitar o Brasil e o Brasil confia nos brasileiros". Anúncios em rádios, TVs, jornais e internet estimularão o consumidor a gastar para manter a economia em funcionamento - e ainda mostrarão, como um brinde especial ao distinto público, os grandes acertos da política econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esta, pelo menos, foi a explicação apresentada logo depois da reunião ministerial na Granja do Torto, na segunda-feira. Nenhuma outra medida concreta foi anunciada. O presidente da República juntou numa sala 36 de seus 37 ministros, durante horas, para discutir a maior crise internacional desde os anos 30 e suas implicações para o Brasil e esse foi o resultado mais vistoso.

Coube ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, e a seu colega da Comunicação Social, Franklin Martins, contar à imprensa como foi a reunião e resumir as conclusões do encontro. Mantega mencionou, apenas como hipótese, novos cortes de tributos. Lembrou, como exemplo, a redução, anunciada na última semana, do IOF cobrado nas vendas de motocicletas. Em relação a novos estímulos nada foi anunciado pelo ministro.

O governo, segundo ele, fará de tudo para a economia brasileira crescer 4% em 2009. Haverá, admitiu, uma desaceleração do crescimento, mas o governo trabalha para não deixá-la instalar-se no País. A solução, de acordo com Mantega, será investir. "O presidente Lula quer manter o Brasil como um canteiro de obras."

Pelas estimativas oficiais, o setor público poderá investir R$ 101,5 bilhões em 2009: R$ 21 bilhões destinados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 40 bilhões desembolsados pelas estatais, R$ 14,5 bilhões do Fundo Soberano e R$ 26 bilhões de restos a pagar (verbas orçamentárias empenhadas, mas não desembolsadas neste exercício).

O Brasil, disse o ministro, já tem um programa anticíclico: "O PAC é um programa anticíclico por antecipação, pois, ao lançá-lo, a idéia do governo foi fortalecer o crescimento da economia brasileira." É uma declaração instrutiva. Primeiro, porque se refere à invenção de um programa anticíclico formulado muito antes do surgimento da crise. Segundo, porque mostra ao cidadão menos informado a semelhança entre "aceleração do crescimento" e "fortalecimento do crescimento".

Na mesma linha esclarecedora, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, mencionou, ontem de manhã, a ordem do presidente aos ministros para aplicarem toda a verba prevista para a realização do PAC. A orientação, segundo ela, é "acelerar ainda mais o PAC". Mas para que a recomendação, se a verba já está no orçamento? E que significa "acelerar ainda mais", no caso de um programa notoriamente emperrado?
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 26 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"SC vive calamidade com enchente"
Com ao menos 84 mortos e 54 mil pessoas obrigadas a deixar suas casas devido às enchentes, Santa Catarina entrou em estado de calamidade. Sem água, luz e comida, moradores de Blumenau e Itajai realizaram saques. Pelo menos cinco supermercados de Itajaí, cidade em pior situação quanto ao desabastecimento de água., foram saqueados. A PM de Blumenau registrou oito casos de pequenos furtos de alimentos no comércio A principal meta da Defesa Civil ontem era garantir a distribuição de água potável nas áreas atingidas. Em Blumenau, carros-pipas começaram a chegar a abrigos para a população retirar uma cota de cinco litros por pessoa. Em Ilhota, Gerda Kari, 53, perdeu mãe, pai, marido, filho e filha, grávida, além do carro e de quatro vacas, relata Vinicius Queiros Galvão. Só restou o filho de 22 anos, ´´minha familia foi levada pela chuva``, contou. O número de mortos na tragédia ``deve aumentar muito´´, segundo avaliação do coordenador do SAT (Serviço Aerotático) no Estado, delegado Jonas Santana, que trabalha no resgate de moradores isolados. Das 14 cidades catarinenses que registraram mortes devido ás chuvas, apenas Itajaí assinou convênio com a União no governo Lula para ações relativas à prevenção de desastres e ao controle de enchentes.


O Globo
"EUA dão mais US$ 800 bi para estimular consumo"
O Federal Reserve, o banco central americano, anunciou ontem um megapacote de US$ 800 bilhões com o objetivo de estimular o consumo. O anúncio foi feito no mesmo dia em que o governo divulgou uma retração de 0,5% na economia americana no terceiro trimestre. Foi a maior queda desde 2001. No segundo trimestre, tinha havido crescimento de 2,8%. O programa, no entanto, só deverá estar totalmente implementado em fevereiro de 2009. Do total, US$ 600 bilhões serão usados para compra de dívidas emitidas ou garantidas pelas empresas hipotecárias. Outros US$ 200 bilhões vão garantir dívidas de consumidores junto ao sistema financeiro. Com a confiança restituída, a expectativa é de que os bancos voltem a emprestar.


O Estado de São Paulo
"EUA: mais US$ 800 bi para reativar crédito"
O governo americano anunciou mais um pacote para estimular a economia. Serão usados US$ 800 bilhões para reativar o crédito aos consumidores e às pequenas empresas, com preocupação especial de dar fôlego ao mercado imobiliário. "É muito importante que o crédito esteja disponível porque a economia está desacelerando de forma dramática", disse o secretário do Tesouro, Henry Paulson. A primeira parte do programa prevê o uso de US$ 100 bilhões para a compra de dívidas das agências imobiliárias Fannie Mae e Freddie Mac. Mais US$ 500 bilhões serão aplicados na aquisição de títulos financeiros baseados em hipotecas imobiliárias. O objetivo é fortalecer as duas agências para que elas reduzam os juros cobrados dos compradores de imóveis.
Além disso, reservados US$ 200 bilhões para empréstimos a detentores de papéis financeiros baseados em financiamentos de automóveis, crédito estudantil e dívidas de cartão de crédito.


Jornal do Brasil
"US$ 800 bi"
O novo pacote anunciado pelo Banco Central americano e pelo Departamento do Tesouro já contou com a participação da equipe do presidente eleito Barack Obama. Serão US$ 800 bilhões destinados ao mercado imobiliário, origem da crise: US$ 600 bilhões para comprar dívida relacionada a hipotecas e ativos imobiliários e US$ 200 bilhões para dívidas de consumidores. O governo brasileiro também tenta aumentar o crédito: o BC liberou R$ 6 bilhões ao BNDES.

terça-feira, novembro 25, 2008


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Reflexões

Educação

Sidney Borges
Tenho lido muito sobre educação. É um tema fascinante no qual muitos se aventuram a opinar. Depois de trabalhar por mais de trinta anos na atividade em salas de aulas e hoje atuar como autor de roteiros para vídeos educacionais, sinto-me na obrigação de palpitar. Eu disse palpitar, não pretendo ser o dono da verdade nem ter razão. Estudei a vida inteira por conta do Estado. Nasci em berço de prata, ou seja, minha família tinha o básico para viver decentemente. Mas sou originário de uma região de baixa classe média. Meus colegas de escola eram filhos de trabalhadores. Um deles há pouco esteve na iminência de comprar a Varig. É rico, poderoso. O pai dele dirigia ônibus. Muitas vezes fomos à Praça Clóvis no ônibus dirigido por ele. Os outros colegas eram igualmente filhos de famílias modestas. Alguns hoje são médicos, outros engenheiros, há advogados, donos de restaurantes e até professores. A escola primária era gratuita e havia vagas para todos. Os menos favorecidos tinham material e lanche por conta da casa. Quem não era pobre pagava. A escola era dura, não era fácil passar de ano, muitos ficavam pelo caminho. O ginásio estadual também era aberto a todos. Desde que passassem no exame de admissão. E havia uma coisa aterrorizante chamada jubilamento. Ou seja, quem levasse duas bombas seguidas era convidado a se retirar. Foi em uma escola assim que acabei o colegial e entrei na USP. Não sei se o ensino era bom ou ruim, sei que aprendi a escrever, a ler e a fazer cálculos aritméticos no primário. Hoje falam tanto em ensino revolucionário, em métodos libertários e coisas do gênero que sou levado a acreditar que funcionem bem. Se é bom deve ser aplicado, o Brasil precisa de gente capaz. Só não concordo quando dizem que a escola do meu tempo servia às elites. Até aceito que seja usado o termo elite, mas em outro contexto. Aquela escola formava elites. Ou a mobilidade social do filho de um motorista de ônibus, que se tonou milionário graças ao trabalho, não é emblemática? Quando meus colegas daquele tempo ouvem disparates desse tipo dão risadas. Eles sabem o quanto ralamos para hoje sermos tachados de elite. Ou zelite como querem alguns.
 
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