sábado, novembro 15, 2008

Palavras

Palavra do Dia: RAIVA

O Ministério da Saúde informou na última quinta-feira, 13 de outubro, que pela primeira vez na história o Brasil obteve a cura de um paciente infectado com o vírus da raiva. A palavra “raiva” tem sua origem no latim vulgar, “rabia” e no texto acima ela designa uma doença que acomete o sistema nervoso central de alguns mamíferos, é causada por vírus e é transmitida ao homem pela mordida de um animal infectado. Além disso, o termo designa também um acesso violento de ira, fúria.

Definição do “iDicionário Aulete”:

RAIVA (rai.va) Substantivo feminino.
1 Acesso violento de ira; CÓLERA; FÚRIA: Reagiu com raiva à provocação.
2 Ressentimento, ódio, rancor: Tem raiva de todos os seus inimigos.
3 Grande aversão; HORROR; OJERIZA: Tinha raiva dos oportunistas.
4 Vet. Doença infecciosa virótica que acomete o sistema nervoso central dos mamíferos (esp. cachorro, gato, morcego), transmissível ao homem pela mordedura do animal infectado; HIDROFOBIA.
5 Lus. Cul. Biscoito feito de farinha com ovos, manteiga e açúcar.
6 Prurido nas gengivas das crianças, causado pela dentição.
7 Grande apetite; desejo irresistível.
[Formação: Do lat. vulg. rabia. Hom./Par.: raiva (sf.), raiva (fl. de raivar).]

Brasil

Uma novela desapaixonada

Guillherme Fiuza/Época
A Polícia Federal ia acabar com a raça de Daniel Dantas. Montou a novela Satiagraha, que a opinião pública – sempre esperançosa – recebeu como a redenção nacional contra a impunidade. Hoje é forte candidata ao hall dos micos de 2008.


A apuração dos fatos vai confirmando aquilo que só não viu quem não quis: o delegado montou seu circo e chamou em off os holofotes. Venham todos ver Daniel Dantas algemado. Hoje tem marmelada!

Esse espetáculo mambembe, coadjuvado por um juiz espetaculoso – que já caiu no ridículo ao querer dar ordens à corte suprema e levar um carão em público –, vai sendo recauchutado ao sabor do freguês, o bom e velho Palácio do Planalto.

Dali veio a ordem para a PF barbarizar o banqueiro. O objetivo principal foi alcançado: a fotografia do banqueiro indo em cana. A opção da investigação séria ficou em segundo plano, encoberta pela literatura ideológica do delegado e do juiz.

O resultado era óbvio: o suspeito está a salvo. E os mandantes palacianos do circo pegaram a vedete para bode expiatório. A culpa é do Protógenes, subitamente acusado de promiscuidade com a imprensa, com a Abin e com o capeta.

Um grande aperitivo para o copidesque do relatório Satiagraha, uma espécie de vale a pena ver de novo, tentativa de salvar a foto do banqueiro preso. Ela ficaria tão boa na TV em 2010…

Aí vem o ministro Tarso Genro, chefe da central conspiratória, defender o remake da novela.


Trata-se de um relatório “desapaixonado”, concluiu o ministro, informando que não o leu.

Compreende-se. Provavelmente teria lido se fosse apaixonante.

Não dá para antever o fim da novela Satiagraha. Mas a essa altura, ao que tudo indica, nem beijo gay dá jeito.
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Imprensa

Como acabei no New York Times

Diogo Mainardi
Sylvester Stallone fez uma ponta inglória em Bananas, de Woody Allen. Eu fiz uma ponta igualmente inglória em Deu no New York Times, de Larry Rohter. Na comédia de Woody Allen, Sylvester Stallone é um brutamontes que tenta roubar a bolsa de uma velha de muletas. No livro de reportagens de Larry Rohter, eu sou um colunista que especula desajuizadamente sobre o consumo alcoólico do atual presidente da República, cujo nome, a esta altura, em fim de mandato, já consegui até eliminar da memória. Como é mesmo? Lula! Pronto, lembrei: o nome dele é Lula!Eu ando incomodado com o New York Times. A cobertura que o jornal fez da campanha eleitoral americana furtou-se cuidadosamente a abordar assuntos que poderiam prejudicar a candidatura de Barack Obama. Larry Rohter foi o correspondente do New York Times no Brasil por oito anos. Ele sabe como é a nossa imprensa. Em Deu no New York Times, ele mostra como, ao contrário do que acontece na imprensa brasileira, a imprensa americana acredita que um governante tem de ser submetido a uma profunda devassa, tanto de sua vida pública quanto de sua vida pessoal, porque "o pessoal é político e o político é pessoal". No caso da cobertura da campanha de Barack Obama, o New York Times e o resto da imprensa americana adotaram um comportamento legitimamente brasileiro. O presidente do Brasil – como é mesmo o nome dele? – dispunha de um esbirro especializado em abafar as matérias comprometedoras de Larry Rohter: Bernardo Kucinski. Barack Obama parece ter um Bernardo Kucinski entranhado danosamente, como uma giárdia, em cada jornal e em cada emissora de TV dos Estados Unidos.
Larry Rohter conhece direitinho o Brasil. Em suas reportagens, ele revelou para os americanos tudo aquilo de que a gente sempre se envergonhou: a bandalheira do PT, o assassinato de Celso Daniel, o cinema novo, o forró, Milton Nascimento. Alguns meses depois de tratar do hábito de beber do presidente da República – Lula! –, motivo pelo qual ele correu o risco de ser chutado do país, perseguido pelo governo e por uma parte da imprensa nacional, Larry Rohter foi ainda mais longe e me chamou de gordo. Na realidade, ele chamou todos os brasileiros de gordos, mas eu o tomei como um insulto pessoal, com meus 6 quilos acima do peso. Em sua reportagem para o New York Times sobre o surto de obesidade detectado pelo IBGE, que contradizia o discurso oficial sobre a fome no Brasil, Larry Rohter denunciou nossa dieta cheia de amidos e outros carboidratos. Ele está certo. A gente come porcamente. A gente é gordo. A gente é mole.
Dois anos depois dessa reportagem, Larry Rohter voltou para os Estados Unidos. Deu no New York Times é o testemunho de sua passagem pelo Brasil, em que ele, eu, a giárdia e o presidente da República – ? – somos como Sylvester Stallone: figurantes de Bananas. (Trem Azul)

Eleições em pauta

Segundo turno nas eleições municipais

Pedido ao deputado Clodovil Hernandes

Venho através dos meios de comunicação da nossa cidade e a quem mais interessar em publicar, tornar publico a carta que encaminhei como cidadão Ubatubense ao nosso representante maior na esfera federal, Deputado Clodovil Hernandes, e a toda sua Equipe, solicitando um estudo para execução e aprovação de um projeto de Lei, pedindo segundo turno em todas as cidades do Brasil, acho que deixei claro no pedido que essa idéia nada tem a ver com as eleições deste ano, mais para as próximas eleições e, independentemente de qual cidade e de quem seja o eleito, que o mesmo o seja pela maioria absoluta dos votos válidos. Peço a todos que fortaleçam essa idéia de SEGUNDO TURNO e que discutam o assunto.

Anderson José Rodrigues - Tato
Presidente do PTB de Ubatuba

Caro amigo e Deputado Federal Clodovil Hernandes. Nestas eleições, tive o privilegio de poder conhecê-lo pessoalmente e mais, ter tido a boa experiência e agora entender como o poder bem usado e nas mãos certas ajudam pessoas. Eu estava em plena campanha, quando minha esposa sofreu um ANEURISMA CEREBRAL, digo em plena campanha, porque faltavam apenas cinco dias para as eleições, com essa fatalidade minha cabeça desvirtuou, minhas ações perderam a eficácia e meu tempo encolheu de sobremaneira, então nesse final de campanha pouco ou quase nada pude ajudar a coligação UBATUBA DE CARA NOVA, onde eu era, com muito orgulho, candidato a Vice-Prefeito junto de meu amigo Mauricio Moromizatto. Quero então de todo o meu coração agradecer ao senhor e a toda sua equipe pelo empenho e dedicação na ajuda para conseguir uma vaga de UTI para minha esposa, é certo que houve boa vontade e ajuda de todos os amigos e amigas de Ubatuba e dos amigos e companheiros do PTB de São Paulo, estes últimos eu farei questão de agradecê-los na primeira oportunidade que tiver. Mais o que me faz escrever essa carta, além da oportunidade de agradecer ao senhor e sua equipe, é novamente “PEDIR”, porém, desta vez pedir em nome da grande maioria do povo dessa cidade e acredito mais, em nome da maioria do povo brasileiro, portanto, segue adiante o meu pedido: Algumas semanas atrás eu escrevi uma matéria com o titulo “SEGUNDO TURNO JÁ”, levantando a necessidade e o direito de termos segundos turnos nas Eleições Municipais em todo o Brasil, independente do numero de eleitores. Coloquei-me também à disposição como Presidente do PTB de Ubatuba e como cidadão, para iniciar um abaixo-assinado e depois encaminhar aos Deputados junto à Assembléia Legislativa. Mas pensando melhor e sabendo da sua determinação em ajudar o seu povo de Ubatuba, a garra e determinação de como o senhor conduz os seus projetos de vida, gostaria de tomar a liberdade e PEDIR à sua pessoa que encampasse pra si essa idéia de SEGUNDO TURNO e trabalhasse para execução e aprovação desse projeto que com certeza mudaria, num futuro próximo, a realidade do nosso país.Agora me despeço de V.Sa., agradecendo novamente em nome do seu ato praticado em favor da VIDA da minha esposa e me colocando à sua disposição.Um forte abraço.
TATO
ptb14ubatuba@hotmail.com
www.ptbubatuba14.blogspot.com

ET. Encaminhei semelhante pedido ao Deputado Campos Machado, líder do PTB Estadual, para que o mesmo formalizasse a idéia aqui proposta.

Ilhabela

Justiça de Ilhabela suspende permissão de uso de praça

Medida concedida liminarmente foi solicitada pelo Ministério Público de Ilhabela por suposta fraude e direcionamento no processo licitatório

Canal Aberto / Dr. Danilo
Através de medida liminar, exarada na última quarta-feira,o juiz titular de Ilhabela, Dr. Sandro Cavalcanti Rollo, determinou a imediata suspensão da permissão de uso da Praça das Bandeiras que foi feita pela Prefeitura a favor da empresa O Ancoradouro Jornalismo e Eventos Ltda.
Sandro Cavalcanti entendeu que houve “indício veemente de fraude na suposta divulgação do regulamento em jornal que tem como diretora a mesma pessoa responsável pela empresa vencedora”.
Para o juiz, “há indícios que houve montagem do jornal”, datado de 2 a 4 de agosto último, que trouxe o edital divulgando o regulamento para participação no processo licitatório visando a permissão deu uso de espaço público, no caso a Praça das Bandeiras, por empresa particular.
Para o juiz, “malgrado o relatório do secretário de assuntos jurídicos [da Prefeitura], não houve publicidade e isonomia, no procedimento relatado”.
A decisão liminar, contra a qual cabe recurso junto ao Tribunal de Justiça, foi requerida em Ação Civil Pública por Ato de improbidade Administrativa impetrada, na semana passada, pela promotora de justiça Ana Brasil Rocha. A representante do Ministério Público, por sua vez, entrou no caso atendendo representação formulada, no mês passado, por três associações que representam comerciantes e hoteleiros de Ilhabela.
Segundo a prefeitura, a permissão de uso da Praça das Bandeiras foi concedida para montagem do “Espaço O Ancoradouro Ecoverão na Ilha da Aventura”, onde, entre outras atrações, consta a montagem da estrutura– sem custo para o município – do receptivo de navios de cruzeiros que começarão a fazer escala em Ilhabela, a partir do próximo dia 21, além de área de arvorismo, espaço infantil, apresentações musicais, entre outras atividades. Para bancar os custos, a empresa pretende locar o espaço de stands. Caso não seja interrompida a permissão de uso da praça, o juiz estipulou o pagamento de multa diária de R$ 10 mil, “exigida diretamente da pessoa física da autoridade pública [prefeito] e demais envolvidos e não do ente público [Prefeitura], bem como de cometimento de ato de improbidade e crime de desobediência”.
O prefeito Manoel Marcos de Jesus Ferreira (PTB) não foi localizado ontem pela reportagem do jornal canal ABERTO.
Ontem, a proprietária de O Ancoradouro, Heloiza de Lacerda Franco, negou ao jornal canal ABERTO que tenha ocorrido montagem na edição do jornal que trouxe o edital divulgando o regulamento da licitação para uso da praça. Ela frisou, ainda, que todas as acusações contra ela “têm a ver com uma disputa política que já dura seis anos, ou seja, desde quando deixei a presidência da Associação Comercial, depois de muitas realizações. Logo depois tentaram me expulsar da entidade, mas não conseguiram porque eu sai antes”.
Ela ainda não foi citada sobre a decisão judicial.
A estrutura do Espaço “O Ancoradouro Ecoverão” começou a ser montada no começo desta semana.

Fraude

Em sua exposição de motivos, a promotora Ana Brasil relata que a Prefeitura concedeu permissão de uso, a título gratuito, de uma área de 4,2 mil metros quadrados– que corresponde a toda a extensão da Praça das Bandeiras, no centro da cidade – para a empresa O Ancoradouro, no período compreendido entre o último dia 1º e o dia 15 de abril de 2009. Ela salienta que “o ajuste contratual enveredou por inequívoca fraude licitatória, com evidente e odioso dirigismo do certame”.
O procedimento, menciona a promotora, iniciou-se por sugestão da secretária municipal de Turismo e Fomento, Cleuza Maciel da Silva, em 25 de julho último, quando a mesma solicitou ao prefeito municipal autorização para firmar Termo de Permissão de Uso da Praça das Bandeiras, para a temporada de verão 2008-2009, acompanhada de memorial descritivo”.
A promotora salienta que é certo que houve parecer do secretário de Assuntos Jurídicos, Odair Barbosa dos Santos, e o regulamento para credenciamento de empresas– para permissão de uso do espaço público – tornou-se público, diz a promotora de justiça “para conhecimento de terceiros, a 25 de julho, estranhamente, na mesma data, e estabeleceu o dia 8 de agosto de2008, para conhecimento das empresas interessadas”.
O parecer de Odair Barbosa dos Santos é de 28 de julho de 2008, três dias após, com absoluta falta de publicidade, enfatiza a representante do MP, acentuando que “o dirigismo da licitação é tão evidente, tão descarado, que causa repugnância”.
Mas não é só. De acordo com ação movida pelo MP, o presidente da Câmara de Ilhabela, professor Joadir Luiz Capucho e a secretária de Cultura, professora Maria Sônia Ferreira Dias informaram o Ministério Público que o jornal Diário do Litoral, datado de 2 a 4 de agosto, circulou com oito páginas, sendo que o edital de licitação para permissão de uso da Praça das Bandeiras foi publicado na página 9, onde aparece ainda outro edital datado de 4 de dezembro de 2007. Segundo Ana Brasil Rocha,a mesma página 9 traz uma propaganda da empresa Círculo do Sol, “sendo certo que a referida empresa enviou informações à Associação Comercial e Empresarial de Ilhabela informando que jamais realizou qualquer publicidade em Ilhabela, e muito menos no jornal referido”. Há, ainda, nessa mesma página, anúncio de empregos da Prefeitura para nove meses passados. Para a promotora trata-se de “uma fraude mal feita, é verdade”. Ela assevera que Prefeitura e empresa concorreram dolosamente para as ilegalidades perpetradas, e questiona que, se “tivesse aparecido mais de uma empresa interessada, o que teria feito a administração para solucionar o impasse?”. Ana Brasil acrescenta, ainda, que o processo licitatório feriu o princípio constitucional da legalidade, foi feito um credenciamento de interessados na modalidade estranha à lei vigente, violou o princípio constitucional da publicidade, da impessoalidade e da moralidade,e deverá ser julgada em estrita conformidade com as exigências da lei, com a antecipação da tutela,determinando-se a suspensão da execução do contrato de permissão de uso, por não atender aos dispositivos da legislação vigente,aplicando-se as sanções previstas, entre elas a suspensão dos direitos políticos, multa civil e perda de função do prefeito e do secretário municipal.

Outro lado

Heloiza Franco afirmou ontem que não há irregularidade alguma no fato de o Diário do Litoral repetir alguma propaganda ou utilizar releases que chegam a redação através da internet. Ela concorda, porém, que houve um descuido na publicação no edital datado de dezembro de 2007.
Quanto ao erro na data do anúncio de empregos da prefeitura de Ilhabela, ela afirmou que, “somente este ano, aconteceram 53 erros semelhantes no jornal”.
Ela nega que o jornal tenha saído com apenas oito páginas. “Alguém chamado Sergio Gonçalves foi à biblioteca e solicitou autorização para tirar uma xerox do jornal, mas a responsável não sabe se a edição tinha oito ou 12 páginas, ela só sabe que o homem devolveu oito”. Em relação ao exemplar da Câmara, não considero que o presidente [Joadir Capucho] seja a melhor pessoa para dar informações sobre mim, porque desde a eleição ele virou meu inimigo”. Finalizou dizendo estar tranqüila e que conseguirá “desmontar com facilidade todas essas acusações, pois não houve irregularidade alguma. A única coisa que não posso controlar é que peçam informações parameus inimigos”. CA
Dr. Danilo
danilo.giamondo@itelefonica.com.br

Opinião

Escolas desarvoradas

Editorial do Estadão
Chamar de "revolta estudantil" o surto de violência predatória que transformou a Escola Estadual Amadeu Amaral, do Belém, em uma autêntica tapera é, no mínimo, uma impropriedade de linguagem, pelo simples fato de que não havia nada contra o que se revoltar. Em nenhum momento os estudantes externaram protesto sobre o que quer que fosse, como costuma suceder em revoltas estudantis. E, se houve palavra de ordem que conduzisse aquela turba de vândalos - calculada em 30 participantes e 12 líderes -, ela se resumia no imbecilizante grito: "Porrada, porrada, porrada!"

É sabido de todos e até surrado que as causas genéricas de ocorrências desse tipo passam pela desintegração das famílias, pela quebra dos valores morais da sociedade e pela decadência das relações e comportamentos no meio escolar, quando a figura do professor nem de longe inspira mais o respeito que se lhe atribuía em tempos não tão distantes. Esgarçou-se o tecido em que se confeccionava a autoridade magistral, o ponto de referência em que os alunos podiam se nortear no desafio de apreender, na escola, o indispensável para não serem derrotados na luta por uma vida digna. Em algum momento se deu a ruptura e o respeito cedeu lugar à descontrolada agressividade à menor tentativa de imposição de disciplina. Proliferam nas escolas públicas de segundo grau - talvez as mais atingidas pela decadência geral do ensino em nosso país - relatos de professores acuados, ameaçados, quando não agredidos de fato (e até assassinados) por seus alunos.

É longo o histórico de ameaças, ataques a professores e depredações que as escolas públicas de São Paulo vêm sofrendo nos últimos anos. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, do início do ano até setembro foram registradas 50 ocorrências de violência nas escolas. No ano passado foram 180 casos e em 2006, 217.

Os exemplos se multiplicam. Em outubro deste ano os carros de quatro professores sofreram vandalismo no estacionamento da Estadual Herbert Baldus, no Jardim São Bernardo. No dia seguinte a mãe de uma aluna bateu na professora da filha dentro da Rocca Dorvall, em Guaianases. Na mesma semana um rapaz de 15 anos deu um tiro para o alto na frente da Escola Tarcísio Lobo, na zona norte.

Funcionários da Escola Amadeu Amaral apontam a existência de um grupo denominado Primeiro Comando do Amadeu Amaral (PCAA), apontado como o responsável pelo tumulto de quarta-feira. E o delegado titular do 81º DP, André Pimentel, afirma que essa escola tem um histórico de brigas e depredações. Assim, a rivalidade entre duas meninas - uma de 15 anos, vinda há um mês do Brás, e outra de 18, mais antiga na escola - foi o estopim da baderna, como poderia ter sido qualquer outra coisa, a levar estudantes a arremessar pedras e carteiras contra os vidros das janelas da escola, a jogar telhas de amianto do prédio e a fazer outros estragos. Declarou um professor que desde o início do ano os alunos têm quebrado janelas e até tentaram botar fogo na escola, só não o conseguindo graças à intervenção da polícia.
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Manchetes do dia

Sábado, 15 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Zona do euro já está em recessão"
A zona do euro entrou oficialmente em recessão pela primeira vez desde a adoção da moeda, em 1999. O PIB médio dos 15 países da região caiu 0,2% no terceiro trimestre, resultado igual ao do período anterior. Tecnicamente, há recessão quando a economia recua por dois trimestres seguidos. O mau desempenho foi puxado pela recessão na Alemanha, maior economia européia.


O Globo
"Suspeito de grampo é da Abin"
O autor do grampo das conversas telefônicas entre o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), segundo investigações da comissão de sindicância do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), é o presidente da Associação dos Servidores da Abin (Asbin), Nery Kluwe. A revelação teria sido feita pelo general Jorge Félix, ministro-chefe do CGI, em reunião com servidores da agência na quinta-feira (13). Em nota, o órgão nega que Kluwe ou qualquer outra pessoa tenha sido apontada como autora dos grampos. Ouvido pela reportagem, o servidor, que possui alto prestígio político, negou ter feito a escuta telefônica.


O Estado de São Paulo
"G-20 estuda criar grupo para vigiar grandes bancos"
Para combater a crise mundial, líderes reunidos na cúpula do G-20 devem propor hoje maior coordenação entre os órgãos reguladores de cada país, uniformização de regras contábeis, supervisão de fundos hedge e de agências de classificação de risco, regras para remuneração de executivos e maior poder para o Fundo Monetário Internacional (FMI). "Mesmo sem a presença do presidente eleito Barack Obama, os líderes devem conseguir ao menos chegar aos pontos básicos de um plano de resgate da economia mundial", diz uma fonte que acompanha as negociações. Diplomatas e economistas passaram o dia costurando os últimos ajustes para o comunicado do G-20. Tudo indicava que haveria consenso em relação à criação de um colegiado para supervisionar os 30 maiores bancos transnacionais (incluindo o Itaú-Unibanco e o Bradesco), idéia lançada pelo primeiro-ministro britânico Gordon Brown.


Jornal do Brasil
"Economia européia cai e preocupa Brasil"
A confirmação de recessão na Zona do Euro é motivo de preocupação para Brasil, pois trata-se do segundo maior mercado exportador do país. Especialistas prevêem impactos mais fortes na economia nacional no início do próximo ano.

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Utilidade Pública

Átomos

Estrela do ambientalismo mundial, Patrick Moore dá palestra no Rio sobre energia nuclear

Um dos fundadores do Greenpeace defende a energia nuclear como fonte limpa

Fonte Nuclear

O canadense Patrick Moore, um dos fundadores do Greenpeace e uma das estrelas do movimento ambientalista internacional, estará no Brasil, no próximo dia 18, para falar sobre a energia nuclear e seu papel no combate ao aquecimento global e no desenvolvimento sustentável. Moore participa, no Rio de Janeiro, de um evento paralelo ao XII Congresso Brasileiro de Energia, a convite das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Eletrobrás Termonuclear (Eletronuclear), Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben) e Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan).
A palestra, com o nome "A energia nuclear e seus desafios", será realizada às 14h, no Centro de Convenções Sul América (Av. Paulo de Frontin com Av. Presidente Vargas, Cidade Nova). Após o evento, ele dará entrevista coletiva, no mesmo local.
Moore, que preside a Greenspirit Strategies, uma consultoria de política ambiental, afirma que a energia nuclear é uma fonte limpa e segura, capaz de produzir em grande escala sem contribuir para o efeito estufa. Para ele, é tempo de afastar o ambientalismo do confronto e avançar rumo ao consenso, sem os erros e distorções do debate atual sobre o tema. Ele defende que os problemas do meio ambiente sejam discutidos com base em dados científicos precisos e na criação de soluções sustentáveis.
Ex-presidente do Greenpeace no Canadá durante nove anos e diretor do Greenpeace Internacional durante sete anos, Moore ocupou vários cargos em projetos ambientais do governo da Colúmbia Britânica. Sua formação acadêmica inclui o bacharelado em Biologia Florestal pela Universidade da Colúmbia Britânica, o Ph.D. em Ecologia pela mesma instituição e o doutorado honorário em Ciências pela Universidade da Carolina do Norte.
O XII Congresso Brasileiro de Energia vai se realizar do dia 17 a 19 de novembro no Centro de Convenções Sul América, com o tema “Os Desafios do Setor Energético Brasileiro”.

Sem palavras...

Procuradoria pede quebra de sigilo bancário de presidente do TCE de São Paulo

da Folha Online
O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella, pediu nesta quinta-feira à 1ª Vara de Fazenda Pública a quebra do sigilo bancário do presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), Eduardo Bittencourt Carvalho.
Reportagem da Folha publicada em janeiro revelou que Bittencourt é investigado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos a pedido de autoridades brasileiras, que buscam informações sobre supostas contas ilegais atribuídas a ele naquele país.
Em depoimento, Ruy Imparato, que trabalhou durante anos com o conselheiro, afirmou que ele remeteu cerca de US$ 15 milhões para o Lloyds TSB Bank de Miami (EUA).
A polícia investiga ainda a sociedade mantida entre Bittencourt e empresa "offshore" Justinian Investment Holdings Limited, sediada num paraíso fiscal do Caribe. Os dois foram sócios em uma fazenda em Corumbá (MS), avaliada em R$ 1 milhão.
A assessoria do TCE informou à Folha Online que Bittencourt não vai se pronunciar sobre o assunto. A reportagem não conseguiu contato com os advogados do presidente do TCE.

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Fim do mundo...



Extraterestres em Ipuaçu: a polêmica

Circulos ainda são um mistério. Moradores afirmam ter visto luzes no céu

Midia Mais

Os dois círculos com cerca de 20 metros de diâmetro que apareceram em Ipuaçu mudaram a rotina do município que tem 6,5 mil habitantes. O fato ainda é um mistério e está ganhando espaço na mídia regional e nacional. A estimativa do radialista Ivo Dohl, que fez fotografias do local, é de que cerca de cinco mil pessoas já passaram pelo local.

Dohl afirmou que alguns moradores estão assustados, e há relatos de pessoas que teriam visto luzes entre a madrugada de sábado para domingo, quando apareceram as marcas. Eliane Cunico, que retornava de Xanxerê para Ipuaçu, por volta da 1h da madrugada de domingo, disse ter avistado uma luz no céu parecida com uma bola de fogo.

A atendende de caixa de um supermercado da cidade Ana Teixeira também alega ter visto um objeto no céu, avermelhado, que descia até próximo do solo, apagava as luzes, girava e depois subia. As luzes eram de tom verde. Ela viu o objeto pela primeira vez por volta das 21h de sábado e, novamente, por volta das 23h45.
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Editorial

Não é o que parece

Sidney Borges
Estou torcendo para o Dudu. Não fique o leitor imaginando que aderi ao oba oba dos que se beneficiam por bajular. A minha torcida é sincera, não demanda pagamentos ou favores. Desejo que o Prefeito faça um grande governo neste segundo mandato. Com isso Ubatuba vai ganhar e ele também vai ganhar. É assim que os bons negócios são feitos. Tem que ser bom para os dois, como naqueles casos em que há um uísquinho antes e um cigarrinho depois. Foi bom para você meu bem? Foi bom para mim também. Para dar continuidade à carreira política o Prefeito precisa ter destaque regional, ser visto como um lider capaz de trazer rios de leite e mel ao Litoral Norte e ao Vale do Paraíba. Sugiro um bom começo. Dudu poderia disponibilizar sinal de Internet gratuito para a região central e o Ipiranguinha. Gosto do Ipiranguinha, de ver o povo nas ruas, é um lugar alegre, sempre que posso dou uma passada por lá. Ubatuba plugada no mundo. Isso daria mídia regional e nacional, os ubatubenses teriam a vida facilitada e Dudu ficaria no imaginário das pessoas. Outra boa medida seria trazer um serviço de hemodiálise. A cidade precisa dar atenção aos doentes crônicos. Neste segundo mandato conto com a ambição de Dudu. Quero vê-lo deputado, mas antes disso quero ver Ubatuba cheia de projetos novos em andamento.

Coluna da Sexta-feira

Décadas

Celso de Almeida Jr.
Neste 15 de novembro, alcançamos os vinte anos da memorável eleição em que Nadim Kayat disputou a prefeitura de Ubatuba.
Um ano antes, em 1987, eu trancava a matrícula na faculdade de engenharia, em Itajubá, para mergulhar nessa campanha eleitoral que consolidou minha paixão pela política, já revelada no Colégio Deolindo.
Os amigos sabem o que enfrentei. Minha mãe, a educadora Prô Aninha, custou a aceitar esta decisão, para ela tão sem propósito. Abrir mão de uma escola federal, para uma professora, era inadmissível. Meu pai, homem criado em fazenda, sem medo do futuro, não viu mal algum.
Havia um tempero nessa história. O início de namoro com a Patrícia conciliou a minha vontade de participar da política da cidade com o desejo incontrolável de estar próximo da pessoa amada...
Com Nadim, eu ficava muitas horas conversando.
Ele presenciou momentos importantes da política paulista, no período anterior a 1964, quando os partidos funcionavam e preparavam seus jovens militantes para os grandes embates cívicos. Eu adorava as suas histórias envolvendo Rogê Ferreira, Lino de Mattos, Cantídio Sampaio, Orlando Zancaner, Brasil Bandecchi, Wladimir Pizza, entre tantos.
As palestras nos bairros ubatubenses, onde ele exaltava o exercício da cidadania, me entusiasmavam.
Em 1988, descobri na prática que campanha eleitoral exige muito capital. Íamos juntos ao Banco Econômico, onde a Cidinha, sempre atenciosa, já tinha separado os pacotes de dinheiro que o Nadim sacava de suas reservas. Eu tinha a tarefa de gastar, com parcimônia, claro.
Situações folclóricas eram comuns. Carolino, homenzarrão do Perequê-Mirim, arrastou-me numa volta olímpica, na final da Copa Nadim de Futebol. Eu, que de esportista não tenho nada, sem graça, cumpri o circuito concluído com um brinde de aguardente.
Ponha ardente nisso! Olhos lacrimejantes e orelhas ferventes revivem o trauma dessa experiência, toda a vez que alguém me oferece um destilado de cana. Felizmente, o limão e o açúcar ajudam-me a não causar desfeita a qualquer anfitrião desavisado.
Muitas lições ficaram daquela época. Muitas amizades nasceram ali.
Nadim ficou em terceiro lugar. O vencedor, Nélio, soube respeitar a nossa derrota, não tripudiando sobre os vencidos e seus eleitores.
A experiência político-administrativa do guerreiro de origem árabe foi oferecida ao eleitorado ubatubense, que buscou outra opção.
Mas, mesmo não ganhando, Nadim deu o seu recado.
Eis o ponto forte da democracia.
Toda eleição se transforma numa escola adorável, com professores e alunos para todos os gostos.
Aprender ou ensinar é só uma questão de sensibilidade e de compromisso com a cidade e sua gente.

Opinião

Em hora de crise, usar as vantagens

Washington Novaes
Poderia ser um dos pontos de partida para uma profunda revisão dos modelos econômico e energético do Brasil, neste momento de crise internacional aguda, a opinião do professor Daniel Esty, de Yale, estampada por este jornal no último dia 12. Segundo ele, o País precisa implantar um uso "cuidadoso da energia e dos recursos naturais" - o que envolveria as áreas de comércio exterior e geração de energias "limpas" e renováveis.


Tem toda a razão. O próprio presidente eleito dos Estados Unidos, em telefonema ao presidente Lula, incluiu as questões do crescimento econômico e das energias renováveis na agenda que propôs para um encontro (Estado, 12/11). As energias renováveis já são uma condicionante de suas estratégias para ajuda ao setor automobilístico de seu país, mergulhado na crise. E seria ilusório supor que esta tenha um desfecho breve. Segundo o presidente do Merrill Lynch, John Tain, disse ao Financial Times, "o mundo está diante de uma desaceleração econômica de proporções épicas, comparável à da Grande Depressão". Internamente, o presidente da Federação Brasileira de Bancos, Fábio Barbosa, adverte que o crédito continuará escasso nesse "novo patamar" que reduzirá o crescimento econômico no Brasil e no mundo.

Deveríamos começar pela área energética, dada a urgência imposta pelas questões do clima. Na semana passada, a Agência Internacional de Energia diagnosticou que na melhor das hipóteses o aumento da temperatura no planeta ao longo deste século ficará em pelo menos 3 graus Celsius, com a estabilização da concentração de poluentes na atmosfera em 550 partes por milhão - e não 450 ou 500, como se desejava. Mas previu também que, por isso mesmo, as tentativas de mudar o modelo energético levarão a que as energias eólica e solar ocupem o segundo lugar entre as fontes geradoras. Também há esperança de que a tecnologia de captura do carbono e sepultamento no fundo da terra ou do mar (já em experimentação e avaliação das conseqüências geológicas, hídricas e na biodiversidade marinha) possa reduzir as emissões de carbono. A Europa acaba de criar um fundo de 18 bilhões para projetos nessa área.

O Brasil terá de mudar sua postura nessa área. Como lembrou em São Paulo sir Nicholas Stern, consultor do governo britânico, já emitimos de 11 a 12 toneladas anuais por habitante (o que significaria mais de 2,3 bilhões de toneladas, mais que o dobro do acusado pelo inventário nacional de 1994); se excluídas as emissões por desmatamento e queimadas, seriam 4 toneladas por pessoa, mais que o índice da China, a maior emissora no mundo. Stern colocou - como já foi assinalado neste espaço - algumas condicionantes para que tenham viabilidade os projetos nacionais para o petróleo pré-sal: 1) A evolução dos preços do produto no mercado mundial; 2) a viabilidade da tecnologia de seqüestro e sepultamento; 3) a evolução de outras fontes energéticas; 4) a situação das reservas mundiais de petróleo.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 14 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Indústria fecha vagas e inadimplência cresce"
A crise financeira já começou a provocar demissões na indústria paulista e a elevar a inadimplência. O nível de emprego industrial recuou 0,41% em outubro, segundo a Fiesp. É a primeira retração do mês em cinco anos. Foram fechados 10 mil postos de trabalho em outubro, mês em que as indústrias costumam aumentar as contratações para atender às encomendas de Natal. Em Setembro, o emprego havia crescido 0,48%. Para a Fiesp, a redução de vagas no mês passado foi atípica e sinaliza uma confiança menor do empresariado. Já de acordo com a Serasa, a inadimplência da pessoa física cresceu em outubro 4,9% sobre o mês anterior. Segundo o Procon de São Paulo, os juros do cheque especial e dos empréstimos pessoais atingiram o maior patamar desde 2003. Para o órgão, os dados refletem a escassez de crédito.


O Globo
"Senado já ameaça devolver MP que perdoa filantrópicas"
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), advertiu ontem o governo de que vai trabalhar para impedir a tramitação da MP da Filantropia, pela qual o presidente Lula concedeu anistia a entidades sob investigação por irregularidades, se ela não for retirada ou modificada. "Esta MP está sendo muito questionada pelas mais diversas vozes, dos mais diversos segmentos da sociedade. Não há clareza sobre a renúncia fiscal", disse Garibaldi, endossando críticas de líderes da oposição. Diante da polêmica, o governo já age para amenizar o forte desgaste político e impedir que a MP seja rejeitada. A secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Social, Arlete Sampaio, disse que o governo aceita rever o texto da MP para não anistiar entidades suspeitas de irregularidades.


O Estado de São Paulo
"Perícia aponta falhas de TAM, piloto, pista e Anac em acidente"
O Instituto de Criminalística de São Paulo finalizou o laudo sobre o acidente com o Airbus A320 da TAM, que deixou 199 mortos em julho de 2007 em Congonhas, informam os repórteres Bruno Tavares e José Dacauaziliquá. Após 16 meses de investigação, os peritos concluíram que houve falhas da Anac, da Infraero, da TAM, dos pilotos e da fabricante do avião. O parecer será enviado a Polícia Civil, que apontará os responsáveis, remetendo o inquérito ao Ministério Público. Os citados devem ser acusados de atentado à segurança de transporte aéreo. Por causa das mortes, a pena é equiparada à do homicídio culposo (1 a 8 anos de detenção). A punição pode ser maior, porque houve mais uma vítima numa mesma ação.


Jornal do Brasil
"Dengue volta a matar"
Mãe de um menino de 4 anos, a balconista e estudante de Nova Iguaçu Daniela de Souza dos Santos, de 22 anos, morreu no Hospital Getúlio Vargas sob diagnóstico de dengue hemorrágica. A doença causou 181 mortes no Rio no começo do ano. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e o governador Sérgio Cabral anunciaram uma força-tarefa federal, estadual e municipal para prevenir nova epidemia.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Coluna da Quinta-feira

Natureza caprichosa

Sérgio Caribé

Ubatuba é um “colírio” ou “antidepressivo”, por conta de sua imensa beleza e seu efeito quase que terapêutico. Com sua costa recortada, cheia de montanhas forradas pela Mata Atlântica debruçadas sobre o mar e com inúmeras ilhas pontilhando as águas límpidas, Ubatuba pode e deve sentir-se orgulhosa por ter sido tão privilegiada pela natureza.
A experiência de navegar pela região é simplesmente indescritível. Seja com um veleiro, uma lancha , uma escuna ou mesmo um windsurf, não é preciso ir muito longe para saborear as lindas paisagens da região .
Mais de 80% de Ubatuba é área de proteção ambiental o que torna a cidade um dos locais onde a Mata Atlântica é mais preservada em todo país.
Mais ao norte do município existe o Núcleo Picinguaba que a única região em toda Mata Atlântica brasileira que atinge a orla e ainda está intacta como a cinco séculos atrás.
Sem o burburinho e o agito do verão fica mais fácil curtir algumas atrações de Ubatuba , entre elas destaco o Aquário de Ubatuba, um dos melhores do Brasil.

Outra boa idéia é uma visita a Ilha Anchieta onde pode-se visitar o antigo presídio e a sede do Projeto Tamar com sua simpáticas tartarugas. Uma atração imperdível é a Casa da Farinha , no Sertão da Praia da Fazenda, uma maravilhosa construção do século 19 totalmente preservada, inicialmente feita para a produção de álcool, açúcar e fubá.
Para aqueles que procuram sossego e a companhia de um bom livro a sugestão é dar uma passadinha na Livraria Nobel no Itaguá a maior e mais completa de todo litoral.
“Tenho o sonho de ver Ubatuba transformada em um exemplo de desenvolvimento sustentável, e um dos principais destinos turísticos brasileiros.

Ubatuba foi abençoada pela natureza, e tem que ser preservada, mas também acho que é um dever social usarmos este enorme patrimônio natural com equilíbrio e consciência ecológica para melhorarmos as condições do cidadão Ubatubense e do turista que freqüenta a nossa linda cidade”.
Beijos
Caribé

O xis da questão



Descoberta a causa

Sidney Borges
Finalmente foi descoberto o porquê da mudez do telefone e da falta de sinal do Speed. A causa foi falta. Isso mesmo, falta. De manutenção e de vergonha. No litoral e em certas regiões industriais a oxidação é um problema que requer atenção redobrada. Estruturas de concreto pedem maior recobrimento da ferragem. Condutores de eletricidade devem ser inspecionados com freqüência pois em caso de pane dinheiro é perdido. O que move o mundo é o dinheiro. Marx que o diga, sem o ervário do pai de Engels o "Manifesto Comunista" jamais teria vindo à luz e os operários desunidos continuariam a ser vencidos. Se um dia a Telefônica se tornar dona de uma empresa de aviação eu só viajarei de navio. Por falar em navio, o Lula tem o Aerolula, em breve chegarão os transatlãnticos do Dudu. Isso antes da subida da rampa do Planalto. Quem viver verá...

Socorro, sinais de fumaça ao longe...

Tragam os tambores

Sidney Borges
Telefone, para que serve o telefone? Para falar, fazer negócios, saber da morte de parentes, papear sobre as desgraças financeiras dos amigos, conhecer detalhes das traições de todo mundo e fofocar. E, obviamente, namorar. No meu caso o telefone tem servido de tobogã de lagartixas, ontem houve um tremendo alarido, tive de radicalizar, chamei o Brasil que colocou ordem na casa aos gritos. Digo, aos latidos. Se estivéssemos no verdadeiro capitalismo haveria competição e eu poderia ligar para a Telefônica e dizer com a maior satisfação do mundo:
- Não preciso mais de vocês. Desliguem tudo. Em seguida daria uma gargalhada estilo Bóris Karloff.
Não posso fazer isso, vivo em uma terra de cartórios. Quem é amigo do rei faz e desfaz e ainda ganha cama para folguedos com a mulher escolhida. Caros leitores acompanhem a minha cruzada, hoje é o segundo dia de silêncio, quantos mais serão?
Façam suas apostas e se alguém tiver um tambor sobrando, por favor, me empreste. Antes a telefonía era ruím porque era estatal, agora é ruìm porque é privada. Para mim, que acredito na competição, é ruim porque é monopólio. Tragam uma empresa inglêsa e os espanhóis tomarão a linha. Ou irão ao fundo, como foi a Invencível Armada. Escrevendo me vingo.

Espaço do Leitor

Artigo intitulado "absurdo"

Eliézer Azevedo Coelho
Caro Sidney! Apesar de não conhecê-lo pessoalmente, somos vizinhos na belíssima Ressaca. Acompanho as matérias publicadas em seu blog, pois, gosto de Ubatuba e, aqui de Guarulhos-SP, busco informações. Outro dia li um artigo intitulado "absurdo" e, ouso discordar da inconformada Cinthia Sampaio Cristo. Digo isto porque acredito que vivemos em um Estado Democrático de Direito, onde as Leis devem ser respeitadas por todos, isto significa TODOS, inclusive autoridades policiais e judiciárias. Na língua portuguesa, ABSURDO é empréstimo erudito do século XVI ao adjetivo latino "absurdus", aquilo desagradável ao ouvido, e, por extensão, incompeensível, derivado do adjetivo latino "surdus" (www.wikipedia.org"), na literatura, o absurdo é uma técnica que consiste em introduzir elementos sem coerência em um marco lógico.
Ora, em relação ao escrito da Srta. Cinthia, como podemos condenar alguém (Sr. Daniel Dantas), se as provas que o incriminam foram obtidas por meios não previsto em lei?
Portanto, as ditas provas são ilícitas, ou como queiram, ilegais! Usou-se agentes estranhos aos quadros da Polícia, escutas telefonicas foram feitas e estão sob suspeita de serem clandestinas, divulgaram-se imagens e escutas que deveriam ser objeto de sigilo, expuseram pessoas sem condenação à execração pública. Isto não me parece ser justo, pois, desatende os ditames legais. Certa feita, estudando Direito Comparado, observei que existe na Suprema Corte Americana a teoria do fruto da árvore envenenada, segundo a qual o vício da planta se transmite a todos os seus frutos, ou seja, quando a prova é obtida de forma ilícita, ela se torna nula e, contamina todo o processo dali advindo.
No Direito Brasileiro, poderiamos dizer que o caso da operação da Polícial. salvo outro entendimento, seria composto de provas ilicitas por derivação, que, por sua vez, seriam inadmissiveis no procedimento penal instaurado contra o Sr. Daniel Dantas.
Este é o problema, mesmo que se entenda ser o empresário culpado, as provas colhidas contra ele o foram de forma ilegal (segundo o que acompanhei pela imprensa, pois não conheço o Inquérito) e, estão sendo questonadas em Juízo. Sabe aquela história que primeiro invadem seu jardim e roubam uma rosa, depois...... é, este é o âmago da questão, servindo de pano de fundo as garantias constitucionais!
Um abraço,
Eliézer Azevedo Coelho


Nota do Editor - Caro Eliézer, apareça para um café. Não tenha medo do Brasil, como diz minha sobrinha Valentina, ele pula mas não morde. Continue lendo o Blog, pois é sabido que se o Ubatuba Víbora não deu, ninguém sabe o que aconteceu, se é que as coisas acontecem mesmo. Talvez tudo não passe de ilusão. (Sidney Borges)

Opinião

A cidade no alto da colina

Demétrio Magnoli
"Se ainda existe alguém que duvida que os EUA são um lugar onde tudo é possível, que ainda conjectura se os sonhos de nossos fundadores continuam vivos, que ainda questiona o poder de nossa democracia, esta noite é a resposta." No discurso da vitória, no Grant Park de Chicago, Barack Obama foi adiante e falou ao mundo: "E para todos aqueles que se perguntam se o farol dos EUA ainda brilha com a mesma intensidade, esta noite nós provamos uma vez mais que a verdadeira força de nossa nação não emana da capacidade de nossas armas ou do tamanho de nossa riqueza, mas do poder persistente de nossos ideais: democracia, liberdade, oportunidade e inflexível esperança." O novo presidente retomou um fio histórico muito antigo, conectando-se à tradição do excepcionalismo americano.


Dez anos depois da viagem fundadora dos peregrinos do Mayflower, de 1620, John Winthrop liderou um grupo de puritanos que estabeleceu uma colônia na Nova Inglaterra. A bordo do navio Arbella, pouco antes do desembarque, ele pronunciou um sermão que se tornaria célebre pela passagem: "Nós devemos ser como uma cidade brilhante no alto da colina." Os puritanos ingleses julgavam que sua pátria perecera moralmente por ter rompido o pacto com Deus e prometiam começar tudo de novo na América do Norte, oferecendo aos cristãos da Europa um exemplo de pureza. Não demorou para que a metáfora da cidade-farol fosse preenchida com significados ausentes do sermão original: democracia, liberdade, oportunidade.

Todas as nações são excepcionais, no sentido de que cada uma é o fruto de uma narrativa fundadora singular. Mas nenhuma outra proclama incessantemente essa condição. Três décadas depois da ancoragem do Arbella, com o coração devastado, começaram a chegar à "cidade brilhante" os radicais de Oliver Cromwell. Aqueles revolucionários cristãos e republicanos devotaram sua vida à idéia de acender o fogo da liberdade por toda a Europa, destruindo as opressoras monarquias católicas e cobrindo o mundo com a tenda da Commonwealth. Contudo os Atos de Navegação e a conciliação entre o Lorde Protetor e os poderes europeus encerraram a revolução. Os profetas remanescentes transferiram-se para o outro lado do oceano, onde juntaram os gravetos de uma nova fogueira. Cem anos mais tarde, utilizando a linguagem do Século das Luzes, os pais fundadores inscreveram a idéia da reforma do mundo na Declaração de Independência.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 13 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Caixa dá R$ 2 bi para financiar consumo”
Em mais uma ação do governo para tentar minimizar o efeito da crise global, a Caixa Econômica Federal lançou uma linha de R$ 2 bilhões destinada a pequenos e médios varejistas para financiamento de bens de consumo, como eletrônicos, eletrodomésticos e móveis. O financiamento, como foco no consumidor de baixa renda, tem limite de R$ 10 mil, com pagamento em até 24 meses. Segundo a Caixa, não haverá juros para varejista na operação, e a taxa cobrada dos clientes será decidida junto com o banco. Milton Kruger, superintendente da CEF, disse qua a linha de crédito começou a ser elaborada há mais de um ano, antes da crise , e que seu objetivo é liberar o capital de giro dos comerciantes. A Associação Comercial de São Paulo elogiou a medida . Para analistas, porém a cautela dos clientes será um entrave maior ao consumo qua a falta de crédito.


O Globo
"Senado sobe aposentadorias e rombo pode ser de R$ 9 bi”
O Senado aprovou projeto criando um índice de reajuste para aposentadorias e pensões que, se virar lei, causará um impacto anual de R$ 9 bilhões nos cofres da Previdência Social. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a proposta, que visaria a assegurar a recuperação do poder de compra das aposentadorias e pensões, segue agora para votação na Câmara. O governo, que não agiu para barrá-la no Senado, tentará fazê-lo na Câmara, onde tem maioria. Esse e outros dois projetos de Paim, se aprovados, causariam impacto anual de R$ 18 bi nos cofres públicos. A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), criticou o colega: "Daqui a pouco será preciso criar uma República só para os projetos do Paim." Tramitam hoje na Câmara 105 propostas sobre aposentadorias que, se aprovadas, comprometeriam 25% do PIB com o pagamento de benefícios previdenciários até 2050.


O Estado de São Paulo
"EUA mudam plano anticrise e bolsas voltam a despencar”
As bolsas de valores tiveram quedas expressivas em todo o mundo ontem, em razão de uma série de notícias negativas. Além dos sinais cada vez mais claros de recessão global, o Tesouro dos EUA decidiu mudar o foco do pacote de ajuda de USS 700 bilhões para o sistema financeiro. Em vez de comprar ativos podres de bancos, conforme havia sido originalmente anunciado, o governo dará prioridade à injeção de capital para estimular o crédito. O secretário do Tesouro, Henry Paulson, reconheceu que a melhor saída para a crise é atacar de frente a falta de capital. Outro elemento de tensão é a Rússia - um dos Brics, grupo de emergentes que inclui o Brasil -, que enfrenta graves problemas de câmbio e teve de elevar juros para frear a saída de capitais. No Brasil, o cenário piorou em razão de avaliações negativas sobre o balanço da Petrobrás. Embora tenha registrado lucro recorde no terceiro trimestre, a empresa apresentou também alta inédita de custos operacionais. E o preço do petróleo continua em queda: ontem, nos EUA, fechou em US$ 56,16. Nesse contexto, a Bovespa recuou 7,75% - no ano, acumula uma queda de 46,19%. Já a Bolsa de Nova York teve baixa de 4,73%.


Jornal do Brasil
"Pacote dos EUA muda e privilegia consumidor”
O secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, anunciou mudanças de foco no pacote anticrise de US$ 700 bilhões. O dinheiro vai também para empresas não bancárias, privilegiando o consumidor por meio de companhias de cartões de crédito e de financiamento automobilístico e estudantil. O objetivo inicial era comprar papéis podres das carteiras dos bancos. Da Itália, o presidente Lula afirmou que Barack Obama "não pode fracassar".

quarta-feira, novembro 12, 2008

Macacos me mordam

Pane na redação

Sidney Borges
Estamos com problemas técnicos. O telefone está mudo. E surdo, pelo menos assim parece, não adianta falar que ele não responde. Cheguei a imaginar que estivesse chateado com as milhares de rãs amarelas. Me fazem lembrar as pragas do Egito, de que ouvi falar en passant, não sou dado a acreditar em acontecimentos extraordinários, nunca vi nada que pudesse me tornar crédulo. A praga que assola a redação do Ubatuba Víbora tem origem na Europa. O que seria do mundo se a "Invencível Armada" fosse de fato invencivel? Pergunta sem sentido pois as coisas uma vez acontecidas não podem ser mudadas, com o que não concordo de todo. Eu mudaria o script da minha vida. Sempre capricho no novo roteiro. Quando o dia termina e encosto a cabeça no travesseiro volto e conserto as burradas. Foram muitas. Sou campeão em fazer errado. Gauche na vida. Nos projetos irrealizáveis do que já foi faço com que tudo saia como o som de Tim Maia. Na manhã seguinte percebo a inutilidade de tal propósito. O caminho traçado lá está. Risco de carvão sobre canson branco 35 x 50, campo onde muito desenhei nos tempos da velha FAU, que chamávamos de fauvelha. Tive momentos de fauvelhado. Consertaram alguma coisa na região da Ponte da Ressaca. Faltou luz. Quando os elétrons ensandecidos retomaram a marcha energética, triunfantes e altaneiros, mudou a cor do monitor. Ficou roxo, quem sabe uma manifestação de desagrado. E o telefone não pede mais bis, calou-se, inútil, como inútil é a paisagem do harém para o eunuco. Sem ser o chefe da polícia, pelo celular mandei avisar. E mandar lembranças pro Donga. Tenho até o número de protocolo. Da última vez que aconteceu a "Invencível Armada" demorou uma semana para atravessar o Atlântico. Paciência, é preciso ter paciência. Um dia vai piorar, o tempo só faz as coisas piorarem.

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Coluna da Quarta-feira

Absurdo!

Cinthia Sampaio Cristo
Vou utilizar o espaço neste blog para manifestar minha indignação, como cidadã, sobre os rumos da Operação Satiagraha. Eu realmente quero que tudo seja investigado, inclusive quem vazou as informações, mas sinceramente gostaria que o foco da investigação não fosse alterado descaradamente.


Caso o delegado Protógenes tenha alguma culpa na condução desta investigação, desde a captação das provas até o vazamento das informações (e não nos esqueçamos da jornalista Andrea Michel da Folha de São Paulo em 26 de abril de 2008) ele deverá ser investigado, julgado e condenado. Agora, contra o Daniel Dantas e seus comparsas (não consegui outro adjetivo!) já existem provas. Por que então não mantê-lo preso? Por que é mais importante discutir a “espetacularização” das ações, o uso de algemas (que sempre foram utilizadas para prender bandidos) ou o vazamento das informações? Parece um conto do absurdo!

Desculpem o desabafo!

Infelizmente não consegui ir à Ubatuba nos últimos finais de semana, mas como sempre acompanho os acontecimentos através dos “virtuais” (diariamente).
Fiquei surpresa com a coluna desta terça-feira sobre o Hip Hop da Paz, parece que foi um evento bastante interessante. Parabéns aos organizadores pela iniciativa! Aproveito o assunto para desejar sorte ao novo Secretário de Turismo, que ele consiga usar da ousadia e criatividade que teve à frente da Secretaria de Esportes para promover um turismo sustentável que não dependa exclusivamente da temporada e que agregue os valores culturais e as riquezas naturais do município.

Opinião

Prodigalidade em tempo de crise

Editorial do Estadão
Sempre se imaginou, aqui ou em qualquer democracia representativa - onde não prevaleça o sistema político da dominação das corporações de ofício -, que deveria existir uma certa paridade de remuneração entre funções assemelhadas do serviço público e da iniciativa privada. Embora as disparidades sempre tenham sido enormes sob o aspecto previdenciário - pois só o Estado paga as generosas aposentadorias integrais, para citar um só tópico -, nesses dois tipos de atividade sempre se considerou que os servidores públicos só ganhassem bem quando sua remuneração se aproximasse da auferida pelos empregados em empresas privadas, em funções correspondentes ou correlatas. O governo Lula, porém, tem revolucionado esse entendimento: nunca antes no Brasil os funcionários públicos federais ganharam tão mais do que seus colegas em funções semelhantes da iniciativa privada, jamais tiveram reajustes salariais tão mais elevados e jamais pesaram tanto no Orçamento federal.

Com os reajustes salariais concedidos aos servidores da União, os gastos com as folhas de pagamento vão crescer, no último trimestre deste ano - comparado ao mesmo período do ano passado -, nada menos que 27,8%. E, se não houver mais nenhum reajuste, a despesa de pessoal crescerá de R$ 116,3 bilhões, em 2007, para R$ 171,1 bilhões, em dezembro de 2011. Ao longo do corrente ano o governo editou três medidas provisórias (as MPs 431, 440 e 441) reajustando salários de servidores. Essa expansão - especialmente no segundo mandato presidencial - tem sido paralela aos sucessivos e recordistas aumentos da arrecadação federal. Mas agora, quando as perspectivas de crescimento da economia e da arrecadação estão longe de mostrar-se tão alvissareiras como no últimos anos - e quando o presidente já parece quase convencido de que a marolinha que se formou é o prenúncio de um tsunami -, se complica o nobre objetivo presidencial de não fazer corte nos investimentos sociais e de infra-estrutura, no bojo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para adequar o Orçamento federal às limitações impostas pela turbulência econômica mundial. É que não dando para reduzir uma folha de pagamento inflacionada nem a carga previdenciária, o governo só poderá cortar investimentos.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 12 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"SP libera R$ 4 bi para montadora”
O Governo de São Paulo lançou uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financeiras das montadoras de veículos de todo o país. È o mesmo valor disponibilizado na semana passada pelo governo federal para tentar minimizar o efeito da crise. Os empresários serão oferecidos pela Nossa Caixa, em operação com prazo de até 18 meses. A garantia serão as carteiras de empréstimos dos bancos da montadoras, e os juros vão ser definidos em cada negociação. O governador paulista, José Serra, disse que o objetivo é ''somar esforços'' com o Planalto. As vendas de veículos tiveram em outubro a primeira queda do ano, de 11%, o que fez as montadoras darem férias coletivas. Consumidores com receio de não arcar com as prestações têm procurado revendas para devolver carros. O governador Aécio Neves (MG) anunciou pacote de R$ 470 milhões em crédito para empresas e adiamento por até 15 dias do recolhimento de tributos.


O Globo
"Governo reabilita 2.274 filantrópicas suspeitas”
Uma medida provisória editada pelo presidente Lula concede uma espécie de anistia a pelo menos 2.274 entidades filantrópicas que estavam ameaçadas de perder o direito à isenção fiscal. A decisão renova automaticamente o certificado de filantropia dessas entidades, que fora suspenso ou cancelado pelo Conselho Nacional de Assistência Social por suspeita de irregularidades. Entre as beneficiadas estão organizações investigadas pela Polícia Federal na Operação Fariseu, que apurava fraudes na concessão de títulos de filantropia. Segundo o Ministério Público, a medida assegura isenção fiscal de R$ 2,1 bilhões. “A MP beneficia quem cometeu fraudes e quem não atende aos requisitos legais para ser entidade filantrópica”, afirmou o procurador Pedro Antônio Machado.


O Estado de São Paulo
"Serra e Aécio lançam pacotes de incentivo para empresas”
Os governadores José Serra e Aécio Neves, os dois principais nomes do PSDB na disputa pela sucessão do presidente Lula, lançaram ontem pacotes de ajuda ao setor produtivo para enfrentar os efeitos da crise internacional. Em São Paulo, Serra, ao lado do ministro Guido Mantega (Fazenda), anunciou linha de crédito de R$ 4 bilhões para os bancos de montadoras financiarem a compra de veículos. Em Minas, Aécio colocou à disposição R$ 470 milhões para empréstimo a empresas e ampliou o prazo para pagamento de impostos. "Estamos somando esforços com o governo federal para manter o nível de emprego" disse Serra. Semana passada, o Banco do Brasil abriu crédito de USS 4 bilhões para montadoras.


Jornal do Brasil
"13º salário vai injetar R$ 78 bi na economia”
O pagamento do 13º salário neste fim de ano vai engordar a economia com cerca de R$ 78 bilhões a mais em circulação, segundo o Dieese. São 4,4 milhões de novos trabalhadores recebendo o benefício, número quase 7% maior do que em 2007. O valor injetado representa 2,7% do PIB.

terça-feira, novembro 11, 2008

Aquele abraço!


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Coluna da Terça-feira

Hip-Hop e Capoeira: onde tem cultura impera a paz

Mauricio Moromizato

Aconteceu nesse final de semana o terceiro HIP HOP DA PAZ. Estive presente no debate inicial, ocorrido na câmara municipal e nos eventos ocorridos na pista de skate. O evento reuniu grupos e pessoas de Ubatuba e de outras regiões, num clima de harmonia, cooperação e muita consciência. A dificuldade na organização, só superada pela dedicação dos organizadores (Bob, Kinho e companhia pelo hip-hop e Eltinho pelo skate) e pela colaboração da Fundação Alavanca, com a Sônia Bomfim e do professor Rui Grilo, entre outros tantos, foi recompensada com um evento muito bom.
No debate na câmara municipal, vi e ouvi jovens discutindo o futuro do movimento, criticando e se comprometendo a estudar para melhorar o conteúdo das letras, nos duelos de Freestyle. Vi e ouvi depoimentos maduros e consistentes sobre a vida, sobre o movimento hip-hop e sobre o município. A preocupação de todos em lutar pela paz, a crítica social consistente e a vontade de ser protagonista da própria vida e na vida da cidade puderam ser percebidas em todos os momentos.
Um grupo de três mulheres convidadas fez intervenções preciosas sobre a participação das mulheres, o conteúdo das letras, o compromisso moral e a atitude do movimento. Uma quase menina de Ubatuba testemunhou que o hip-hop mudou sua vida, que já estava se desvirtuando. Nos eventos musicais e esportivos do HIP HOP DA PAZ, o que vi foi um ambiente saudável, de alegria por ter algo para fazer na cidade e de ocupação de espaço público pela população.
No domingo também, convidado pelo mestre José Portes, do grupo GUELÊ DE CAPOEIRA, fui ao ginásio do tubão e me deparei com um evento envolvendo várias cidades, e novamente, muitos jovens, concentrados, felizes, orgulhosos, valorizados. Pude conversar com o mestre Oró, de Embú das Artes. Lá há um projeto da Prefeitura envolvendo a capoeira, para inclusão social e cultural.
Relato aqui essas experiências porque me permitiram observações, reflexões e conclusões:


1 – Os eventos tiveram componentes esportivos, de atividade física, tais como o “duelo de B. Boys” (desafios de break, envolvendo meninos e meninas), campeonato de skate e de basket streetball, e a capoeira enquanto atividade que mistura luta e dança;

2 – Os eventos foram claramente culturais. O Hip-hop com a música e o conteúdo de suas letras e com os shows que aconteceram. A capoeira com toda a sua história, sua origem na resistência dos negros;

3 – O componente social foi muito forte. Social no sentido de convívio entre as pessoas, no sentido de que foram atividades também de lazer e entretenimento. Muito além disso, foram sociais porque são duas atividades (capoeira e hip-hop) muito associadas aos negros e à periferia, mas que ocorreram no centro da cidade, com participação multi-racial e ocupação democrática do espaço urbano;

4 – Havia participantes de vários bairros, de outras cidades, de várias classes sociais. Havia disputas nas rodas de capoeira, no basket de rua, no Freestyle, no duelo de B. Boys. Tudo envolvendo jovens e não havia e nem houve necessidade de qualquer tipo de policiamento ou segurança; a PAZ imperou...;

5 – Tudo muito barato de fazer, exigindo pouca estrutura física e muito pouco dinheiro;

6 – É necessário, é urgente e é possível, promover e estimular atividades parecidas, envolvendo esporte, cultura, lazer e inclusão em todo o município. Como exemplo, a capoeira e o hip-hop deveriam ter incentivo para promover esses eventos nos bairros, aos finais de semana, rotineiramente. Incentivo financeiro e em estrutura para levar aos bairros as atividades, valorizando seus habitantes.

Democratizar a cidade. Olhar diferenciado para os jovens, de todas as classes, de todos os bairros, de todas as origens. Compreender e valorizar as diferenças. O HIP HOP e a CAPOEIRA mostram a todos algumas “armas” sociais e como utilizá-las. Promover a PAZ é mais eficaz que combater a violência; estimular atividade física, valorizar a cultura, integrar a cidade é mais eficaz que combater o tráfico de drogas e outras formas de contravenção.
Parabéns a todos os participantes, simpatizantes e apoiadores do HIP-HOP e da CAPOEIRA. Vocês estão disputando efetivamente a cidade. Continuem em sua trajetória. Muita força a todos.
Mauricio Moromizato

Vida Silvestre



Solidariedade

Sidney Borges
A rã amarelo vivo, que está em cima, machucou-se jogando rugbi. Prontamente a colega se dispôs a levá-la ao hospital. A solidariedade animal é comovente. Contei para a minha sobrinha de 7 anos que me fitou espantada, sorriu e disse:
- Você é bobo tio, estão fazendo rãzinhas...

Cemitério argentino 2

Do Blog do Noblat

Palavras

Palavra do Dia: PORTABILIDADE

Desde a última segunda-feira, 10 de novembro, clientes de mais quatro estados poderão utilizar a portabilidade numérica em suas linhas de telefone móvel, isto é, poderão trocar de operadora sem alterar o número do celular que já possuíam.
A palavra “portabilidade” vem da junção dos radicais ‘portabil’ e ‘(i)dade’ e designa a qualidade ou condição daquilo que pode ser portado, carregado, levado de um lugar a outro, daquilo que é portátil.

Definição do “iDicionário Aulete”:

PORTABILIDADE (por.ta.bi.li.da.de)
Substantivo feminino.
1 Qualidade ou condição do que é portável, do que pode ser portado, carregado, levado de um lugar a outro
2 Inf. Qualidade de hardware, software ou de qualquer de seus elementos, que lhes permite serem utilizados em qualquer computador (às vezes mediante adaptações)
[Formação.: portável (sob o rad. portabil-) + -(i)dade, seg. o modelo erudito.]

Eleições

Segundo turno

Corsino Aliste Mezquita

O sistema político brasileiro necessita, urgentemente, de ajustes. Partidos políticos, não podem ser considerados como tais se nos atermos a seu grau de representação e à implantação em nível nacional. Para se constituir em partidos políticos, a lógica exige que: organizados em todos os estados, representação no congresso de um mínimo de 5% (cinco por cento) dos congressistas, ideologia própria e diferenciada e fidelidade à ideologia e às diretrizes programáticas do partido. Essas exigências mínimas alijar iam mais de vinte das organizações partidárias atuais e centenas de coronéis, caciques e donos de siglas. Os cidadãos teriam condições de conhecer o significado das siglas remanescentes. Como está não dá para entender quem é quem e porque um dia está num partido e na eleição a seguir está em outro.
Feita a faxina na sopa de letras, siglas e números outras providências seriam oportunas:
Voto voluntário. Liberdade para o cidadão votar ou não votar. Penalidades por não comparecer às urnas prestam-se a injustiças e castigam o cidadão que, eventualmente, está viajando no exterior ou morando temporariamente, o que está doente, o que está trabalhando fora da sede eleitoral etc.
Nas eleições majoritárias, com mais de dois candidatos e se nenhum deles conseguiu 50% + 1 dos votos depositados nas urnas, deve ocorrer segundo turno. Evitar-se-ia a eleição de prefeitos com 20%, 25%, 30% ou 40%. Isso significando não terem, de seu lado, a maior parte da comunidade que irão governar.
Nas eleições proporcionais, os mais votados serem empossado independentemente de quocientes eleitorais. Com poucos partidos não surgiriam os absurdos que atualmente ocorrem.
Nessa linha de pensamento, merece parabéns, o Sr. Presidente do PTB, Anderson José Rodrigues (Tato), pela campanha iniciada solicitando “segundo turno já para todos os municípios”. Campanha sintonizada com os princípios da Constituição Federal quando determina que todos são iguais perante a lei e exige tratamento isonômico para todos os municípios.
Essas providências deverão vir acompanhadas da emissão, pelas urnas, de recibo que garanta ao eleitor em quem votou e que, depositado em outra urna, permita esclarecer quaisquer dúvida ou desconfiança que surgir, como comentamos em “URNAS INSEGURAS”.
Os controles das eleições estão a exigir legislação rígida para evitar as influências nefastas do poderio econômico e as ameaças de máfias e crime organizado.
VIVA UBATUBA! Sem dengue, sem opressores e sem caluniadores.

Música

Quarteto em Cy - "Anos Dourados"

Anos Dourados - Quarteto em Cy. Ouça aqui.
O
Quarteto em Cy é formado pelas irmãs Cylene, Cynara, Cybele e Cyva, nascidas em Ibirataia (BA). No início dos anos 60, de passagem pelo Rio de Janeiro, Cyva, a irmã mais velha, conheceu o poeta Vinícius de Moraes. Ele incentivou as quatro irmãs a formar um conjunto vocal. Com o auxílio de Carlos Lyra, o grupo foi batizado como Quarteto em Cy, em referência às iniciais dos nomes das integrantes. (Do Blog do Noblat)

Opinião

De acusador a acusado

Editorial do Estadão
Do ponto de vista institucional, é um descalabro o rififi na Polícia Federal (PF), notoriamente dividida entre o "partido" do ex-diretor-geral Paulo Lacerda e o do atual, Luiz Fernando Corrêa. Mas, à falta de melhor, esse é o preço que infelizmente o País está fadado a pagar pelo desvendamento, com todos os seus pormenores, da seqüência de ilícitos que transformaram em caso de manual de procedimentos abusivos a Operação Satiagraha. Conduzida pelo messiânico delegado Protógenes Queiroz, o seu alvo central é o banqueiro Daniel Dantas, acusado de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Tão ou mais grave que o inquérito sobre o comportamento funcional do delegado Protógenes é o julgamento, em curso no Tribunal Regional Federal de São Paulo, do pedido de afastamento do juiz Fausto De Sanctis do processo em que Daniel Dantas é acusado de corrupção. A defesa do banqueiro questiona a imparcialidade do juiz - que já deixou claro que irá condená-lo - e sustenta que ele trabalhou em coordenação com o delegado Protógenes. No julgamento, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), do mérito dos mandados de prisão do banqueiro, libertado por liminar expedida pelo ministro Gilmar Mendes, não apenas se decidiu por 9 votos contra 1 que Daniel Dantas deveria permanecer solto, como o ministro Celso de Mello declarou que o juiz De Sanctis tentou construir um "feudo" em sua vara, e o ministro Cezar Peluso, pedindo providências contra o juiz, observou que "o Judiciário não foi criado para condenar, mas para julgar".

O espalhafato do delegado Protógenes e seu pouco-caso com as normas pelas quais o policial deve se conduzir levaram a cúpula da PF a afastá-lo das investigações. A gota d'água foi a revelação de que Protógenes, à revelia da chefia da PF, mas seguro do apoio do seu patrono Paulo Lacerda, então titular da Abin, arregimentou pelo menos 72 funcionários da agência para a Satiagraha. Lacerda negou ter tido conhecimento da mobilização. Dado o porte da operação, a PF considera isso impossível.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 11 / 11 / 2008

Folha de São Paulo
"Escassez de crédito deve continuar, dizem bancos"
O presidente da Federação Brasileira dos Bancos, Fábio Barbosa, disse em entrevista a Sheila d’Amorim que o dinheiro em circulação na economia não bastará para atender à demanda das empresas por crédito. Mesmo com o governo liberando R$ 100 bilhões em recursos captados pelos bancos que estavam parados no Banco Central, Barbosa acha que “sensação de paralisação” continuará, reduzindo o crescimento. Segundo o presidente da Febraban, a falta de crédito em dólar está pressionando a demanda: “Por definição mesmo, não tem [reais], e o que tem é limitado”. Ele nega que os bancos estejam “escondendo dinheiro”. Reunido no Brasil com outros presidentes de BC’s, Henrique Meirelles contestou as declarações dos ministros da Fazenda do G20 e disse que corte de juros contra a crise não é uma questão fechada.


O Globo
"Obama dá primeiro passo para fechar Guantánamo"
O presidente eleito Barack Obama já prepara a transferência de centenas de presos de Guantánamo, em Cuba, para os Estados Unidos, onde poderiam ser julgados pela Justiça comum ou enfrentar tribunais especiais para casos de terror. A medida abre caminho para a concretização de uma de suas promessas: o fechamento de Guantánamo, que ele já descreveu, jun­to com as prisões secre­tas da CIA, como “um capítulo triste na História americana”. O plano de Obama representa uma mudança radical em relação ao governo Bush, que se opõe firmemente a trazer réus aos EUA. Cinco ONGs, entre as quais a Anistia Internacional, pediram que os governos europeus ajudem Obama a fechar a prisão, que tem 255 detentos.


O Estado de São Paulo
"Para BC, aos poucos crédito é retomado"
O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou que está ocorrendo um “gradativo” retorno do crédito em razão das medidas do governo, como a liberação dos depósitos compulsórios e a venda de dólares. Segundo economistas de bancos, empresários já começam a retomar alguns projetos de investimento, porque avaliam que os efeitos da crise estejam passando. Para representantes de cerca de 40 bancos centrais do mundo reunidos em São Paulo, no entanto, a economia vai ter recuo “substancial” em 2009. Meirelles disse acreditar que "os emergentes continuarão a crescer, mas a taxas menores”. Outro consenso do encontro é que o mercado melhorou, mas ainda está longe do normal. Para Meirelles, a tomada de atitudes anticíclicas depende da situação de cada país.


Jornal do Brasil
"Inflação acelera e BC avisa que vai manter juros"
Três indicadores registram ritmo acelerado: o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e o Índice de Preços no Atacado (IPA). Apesar da tendência, o mercado aposta no cumprimento da meta do ano. E o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, avisa: não mexe na política monetária. Ou seja, os juros ficam onde estão.
 
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