sábado, outubro 25, 2008

TV Víbora: Recordar é Viver

O colunista do Ubatuba Víbora, Renato Nunes, em filme de eras priscas, imita Domenico Modugno em "Nel blu di pinto di blu". Na época ninguém acreditou que não fosse Domênico Modugno.

Comentários

2 Comments:

Anônimo said...
O que o iubv (Instituto Ubatuba Víbora de Pesquisas) tem a dizer sobre as Eleições Americanas? Cada pesquisa dá um numero, de +2 a +12 pro Obama.


8:59 PM
Sidney Borges said...
Meu caro Anônimo. A César o que é de César. Veja que me refiro ao César Romano, digo Imperador César de Roma, desculpe-me o Sr. César Romano que é dono de uma quitanda na Rua Clélia, na Lapa, e detesta ser importunado. Mas falei do Imperador porque alguém poderia pensar que estou me referindo ao Prefeito, que também é Cesar, mas sem acento. O que eu quero dizer é que você acaba de fundar o Instituto Ubatuba Víbora de Pesquisas, um excelente negócio desde que este escriba- editor-contínuo consiga um milhão e meio de dólares para dar o start. Parabéns, seu nome ficará na História. Sobre as "Eleições Americanas", nada digo, quase nada sei. No "palpitex" penso que vai dar "Obama". Digo isso sem nenhum sentimento, não sou contra nem a favor de nenhum dos candidatos, não os conheço, não sei nada de suas histórias. Só li releases, mas neles qualquer um vira o que quiser. Se o dinheiro for suficiente vira Deus. E acaba fazendo milagres. Tenho dito.

Tá explicado!

Na hora do voto, eleitor pensa no bolso, diz especialista

Fenômeno é mais presente nos extratos sociais mais humildes da população; eleitor de classe alta considera lazer e trânsito

InfoMoney
24 outubro 2008
SÃO PAULO - Na opinião do consultor político e professor da USP (Universidade de São Paulo), Gaudêncio Torquato, nas eleições municipais, na hora do voto, o eleitor brasileiro opta pelos candidatos que trazem mais propostas que o beneficiem diretamente.
"O eleitor brasileiro vota realmente no candidato que tem melhores propostas para seu bolso e estômago. Nas eleições municipais, ele observa quem poderá atingir seus interesses básicos, imediatos, o que poderá melhorar no seu dia-a-dia. Aqui, ele não está preocupado com a conjuntura nacional", diz.
Torquato afirma que o fenômeno é mais presente nos extratos sociais mais humildes da população, que dependem mais dos serviços públicos. Segundo ele, campanhas que foquem em transporte público mais barato e rápido ou em um sistema de saúde mais eficiente, por exemplo, atraem mais este eleitor.
Já o eleitor das classes com maior poder aquisitivo é atraído por propostas relacionadas a trânsito, lazer e estrutura urbana. "Este eleitor quer uma cidade mais rápida, com mais parques e mais bonita", explica.

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Corinthians

É o fim do calvário: o Timão está de volta!

Corinthians vence o Ceará, vê o Paraná bater o Barueri e comemora o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro depois de campanha soberana

Leandro Canônico e Luiz Ademar
Logo depois do capítulo mais triste da história do
Corinthians, um bando de loucos avisou: “Eu nunca vou te abandonar”. Promessa cumprida, eles pediram um pouco mais: “Não pára, não pára, não pára”. Diante de tanta demonstração de amor, só restou ao elenco do Timão responder com um retorno mais do que tranqüilo à elite nacional. E agora, o corintiano pode dizer a todos: “Eu voltei...agora pra ficar”.
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TV Víbora: Muito balanço

Ideologia

Capitalistas de esquerda

Como não dá para mudar tudo isso que está aí, resta aos esquerdistas brasileiros seguir o mesmo caminho dos europeus: revolucionar-se a si próprios

Mario Sabino
O que é ser de esquerda? O que já foi uma indagação política hoje é muito mais uma questão existencial para os brasileiros que se incluem nessa categoria. Com o desmoronamento da União Soviética, em 1991, tornou-se comum – na verdade, quase um lugar-comum – dizer que os conceitos de direita e esquerda haviam sido aposentados. Afinal de contas, o embate entre capitalismo e socialismo, que assombrava o mundo desde o início do século XX, chegara a seu termo, com a vitória definitiva do primeiro e a conseqüente morte do segundo ("o fim da história", na expressão consagrada pelo professor americano Francis Fukuyama). Uma década e meia depois do colapso soviético, o socialismo continua no escaninho de projetos inviáveis da humanidade, mas o espírito de esquerda permanece vivo – e, por oposição, também o de direita, ao menos para os esquerdistas. Para tentar responder à pergunta sobre o que isso significa, é preciso retroceder à noção original, marxista, segundo a qual alguém de esquerda deveria necessariamente ser:


• adepto da idéia de que o motor da história é a luta de classes;
• pela destruição do capitalismo e conseqüente extinção da propriedade privada;
• pela implantação do socialismo e estatização da propriedade e dos meios produtivos;
• contra a democracia representativa ou "burguesa";
• pela ditadura do proletariado com o estabelecimento de um partido único.


Esse figurino esgarçado veste alguns poucos e venerandos zumbis, desta e de outras latitudes, que ainda enxergam nele o Velo de Ouro. Mas o que conta são as personalidades e grandes partidos autodeclarados de esquerda dos países democráticos – e, em tal universo, ninguém mais leva a sério os preceitos marxistas. O primeiro movimento nesse sentido partiu da Itália, onde o Partido Comunista se afastou da nave-mãe soviética na década de 70, formulou nos anos 80 a hipótese de que, entre o capitalismo e o socialismo à la russa, poderia haver uma "terceira via", trocou de nome duas vezes na década de 90 e atualmente é uma agremiação que aceita a economia de mercado, apesar dos vagos e nostálgicos acenos retóricos ao socialismo (seu slogan, "Um outro mundo é possível", convenhamos, soa a algo como "Elvis está vivo"). A metamorfose dos vermelhos italianos permitiu que o partido mantivesse a sua força, sem que ocorresse uma grande transferência de eleitores para outros grupos também à esquerda no espectro político – problema enfrentado por comunistas espanhóis e franceses, que demoraram demais em renunciar ao filossovietismo e, por essa razão principalmente, perderam muitos seguidores. "Dos comunistas europeus, os italianos foram os que fizeram a renovação mais precoce e profunda e, assim, foram os únicos que conseguiram se manter no jogo", diz o sociólogo Caetano Araújo, da Universidade de Brasília, estudioso dos partidos comunistas.
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Crise

10 questões para entender o tremor na economia

GUSTAVO PATU
da Folha de S.Paulo

1 - Como um momento de euforia econômica se transforma em pânico financeiro?

Crises especulativas como a atual --documentadas desde o século 17, com dimensões variadas-- são sempre gestadas em momentos de juros baixos e crédito farto, mais comuns em fases de prosperidade. E a economia mundial vivia o melhor momento desde a década de 70.

O acesso mais fácil ao dinheiro reduz a noção geral de risco. Tanto profissionais do mercado quanto cidadãos comuns se tornam mais propensos a investimentos ousados, em busca de lucros mais altos e rápidos.

Nesse cenário, surgem as 'bolhas': um tipo de investimento -sejam ações, moedas, imóveis, empréstimos ou, em tempos mais remotos, canais, ferrovias e até tulipas- se torna uma mania e se valoriza muito além das reais possibilidades de retorno. Cria-se um círculo vicioso: quanto mais gente entra no mercado, mais ele se valoriza; quanto mais se valoriza, mais gente entra.

No caso atual, a bolha foi criada no mercado imobiliário americano, antes de se disseminar por outros mercados e países. Casas e apartamentos com preços em alta serviam de garantia para financiamentos imobiliários que ajudavam a elevar os preços. A espiral culminou em financiamentos de altíssimo risco para clientes sem capacidade de pagamento.

Os participantes do mercado sabem que a festa não vai durar para sempre. Paradoxalmente, isso estimula a corrida à especulação: os investidores querem aproveitar a oportunidade antes do estouro da bolha.

Como se sabe que a situação é insustentável, o primeiro sinal --quebra de banco, disparada de uma moeda, moratória-- causa pânico geral, e todos querem fugir ao mesmo tempo e multiplicam as perdas. Decisões individuais racionais, portanto, podem levar a comportamentos coletivos irracionais.

2 - Se as autoridades culpam os especuladores, por que a especulação não é coibida?

Os especuladores, tratados no coletivo e no anonimato, são bodes expiatórios convenientes quando as crises explodem. Evoca-se a antipatia dedicada aos gananciosos que desejam enriquecer sem produzir, deixando em segundo plano os questionamentos à política econômica ou à atuação dos órgãos reguladores.

Propostas para restringir a especulação são antigas e periodicamente lembradas. A mais famosa, do economista americano James Tobin, é a de criar um imposto sobre todas as transações financeiras, uma espécie de CPMF global, para tornar mais lentos e mais caros os movimentos do mercado. Nas palavras de seu idealizador, jogar 'um pouco de areia' nas engrenagens do sistema.

Passadas as crises, no entanto, as ameaças e limites impostos aos especuladores são esquecidos ou contornados. Em parte porque o setor financeiro é influente no mundo das idéias e da política, mas, principalmente, porque a especulação é um dos motores da economia de mercado.

Os especuladores --aqueles unicamente interessados em comprar e vender com lucro- viabilizam e expandem os mercados de ações, de moedas e de títulos. Se não fosse a especulação, só compraria ações, por exemplo, uma meia dúzia de fato interessada em se tornar sócia de uma empresa.

A riqueza financeira se distancia cada vez mais dos valores que enxergamos diariamente. Em 1980, o volume de dinheiro aplicado no mercado financeiro era 20% superior à riqueza produzida no mundo. Em 2006, mais de 200%.

O Produto Interno Bruto global, no período, quase quintuplicou, de US$ 10 trilhões para US$ 48 trilhões. Mais espantoso foi o salto do volume de dinheiro aplicado nos bancos, em títulos e ações, que foi de US$ 12 trilhões para US$ 167 trilhões. Mais dinheiro no mercado significa mais possibilidades de investimento e crescimento -e mais riscos também.

3 - Por que os bancos quebram? Por que são socorridos?

Uma pessoa ou uma empresa quebrada é a que não consegue pagar suas dívidas. Um banco quebrado é o que emprestou dinheiro a quem não conseguiu pagar as dívidas, como mutuários do subprime americano.

O papel do sistema financeiro é intermediar o encontro entre os que desejam poupar e os que desejam investir. Sua tarefa é selecionar pessoas e empresas mais aptas a progredir e a conseguir pagar com juros o dinheiro recebido. Os menos aptos pagam juros maiores para compensar o risco.

Nos financiamentos imobiliários tradicionais, o banco empresta recursos da poupança. Para os mutuários sem emprego, sem documentos e sem garantias dos EUA, a operação foi muito mais sofisticada.

Os empréstimos serviram de base para títulos que proporcionavam a seus compradores os superjuros cobrados nos financiamentos imobiliários. De pequeno valor unitário e livremente negociáveis, títulos permitem que os credores se tornem múltiplos e anônimos.

Os títulos, por sua vez, serviram de base para derivativos, ou seja, contratos em que as partes perdem ou ganham a partir da variação de um ativo financeiro, muito semelhante a uma aposta num cassino.

A sofisticação não removeu o obstáculo mais prosaico e previsível: os pobres-coitados que habitam a economia real não puderam mais pagar as dívidas.

Administradores de poupança pública, os bancos podem provocar perdas generalizadas ao quebrar. E, quanto maior o erro, maior a chance de socorro por governos que querem evitar ou atenuar uma onda de falências e desemprego.

4 - De onde os bancos centrais tiram dinheiro para injetar nos bancos?

Os bancos centrais, mesmo os que estão formalmente subordinados a governos, como o brasileiro, têm poder de decisão para movimentar diariamente enormes quantias, necessárias para a execução da política monetária, ou seja, de controle do volume de dinheiro e crédito na economia.

Dos seus superpoderes, o mais usual e importante são as operações de mercado aberto, em que se negociam títulos com bancos. Quando querem elevar a oferta de moeda e reduzir juros, os bancos centrais compram títulos --como fizeram na semana passada os seis principais BCs do mundo.

Quando se deseja um aperto monetário, como o BC brasileiro vem fazendo para conter a inflação, vendem-se títulos, e há menos dinheiro na praça. Os juros dessas operações servem de base para as demais operações da economia e, por isso, são chamados de "taxa básica".

Para regular a oferta de crédito, os bancos centrais recolhem parte dos depósitos em contas correntes e aplicações financeiras. Nos últimos dias, o BC brasileiro liberou mais de R$ 100 bilhões desse recolhimento compulsório para tentar conter queda do volume de empréstimos e financiamentos.

Por fim, os bancos centrais têm o papel de atender, a seu critério, bancos que não conseguem obter no mercado recursos para operações diárias. Por maiores que sejam, esses empréstimos à base de emissão de moeda só resolvem problemas momentâneos de liquidez.

Se o banco tem problemas patrimoniais, ou seja, se o dinheiro dos devedores for insuficiente para saldar compromissos, seus donos têm de entrar com mais capital. Se não têm dinheiro, a solução do momento é achar um sócio --o governo, ou, mais exatamente, dinheiro dos contribuintes.

5 - Se as ações não estão diretamente envolvidas na crise, por que as Bolsas desabam?

Quem compra ações se torna sócio de uma empresa e, portanto, espera lucros com a expectativa de crescimento futuro da economia. Se as expectativas para os próximos meses e anos se tornam sombrias, os investidores se desfazem das ações, e o movimento de venda em massa derruba os preços.

Ainda que a maior parte dos participantes do mercado não queira relações duradouras com as empresas, mas apenas comprar e vender com vantagem suas participações, a valorização das ações depende das perspectivas para a empresa em particular e para o mercado em geral.

Ações de empresas diretamente envolvidas na crise, como as de bancos que se aventuraram no crédito arriscado ou nos derivativos a ele atrelados, tendem a cair mais, mas as demais tampouco estão a salvo.

Os mercados financeiros são interligados em todo o mundo. Um investidor que teve prejuízo com derivativos no Japão, por exemplo, pode ser obrigado a vender ações no Brasil para cobrir as perdas.

Ações são o que se chama de investimento de renda variável. Diferentemente de quem aplica na poupança ou em um CDB, os compradores de ações não sabem quanto nem quando vão ganhar. Sabem apenas que pretendem ganhar mais do que oferecem as opções conservadoras de renda fixa.

Não por acaso, há uma sucessão frenética de compras e vendas nas Bolsas, o que faz o índice geral das ações alternar altas e baixas em questão de minutos. O mercado brasileiro, com grande presença de capital estrangeiro e concentrado nas ações de poucas empresas grandes, como a Petrobras e a Vale do Rio Doce, tende a ser ainda mais volátil --ou seja, apresentar percentuais mais elevados de alta ou de baixa- do que a média das Bolsas de Valores do mundo.

Emoções à parte, quando se observa o comportamento do mercado em períodos mais longos, medidos em décadas, a tendência geral é sempre de alta -porque, afinal, também assim funciona, aos trancos e barrancos, o capitalismo.

6 - Por que o governo não consegue controlar a cotação do dólar?

O câmbio é o preço mais importante da economia, mais ainda em países, como o Brasil, cujas moedas não são aceitas como pagamento de importações ou pagamento de dívidas com o exterior.

O preço do dólar afeta o comércio, a inflação, as contas do governo, o crescimento econômico e a popularidade dos governantes.

Ainda assim, o governo passou os últimos anos tentando, sem sucesso, segurar a valorização do real -e as últimas semanas tentando, também inutilmente, deter a disparada do dólar. Devido a essa incapacidade, proclama-se oficialmente, desde 1999, que o câmbio é livre no Brasil.

Não é difícil entender: o mercado de câmbio é o maior dos mercados financeiros, com movimento diário de US$ 3 trilhões a US$ 4 trilhões que podem ir de um extremo a outro do planeta em alguns segundos.

Mesmo as nada desprezíveis reservas de US$ 200 bilhões acumuladas pelo Banco Central poderiam virar farelo se o governo tentasse, como no passado, administrar sua taxa de câmbio em um cenário de livre fluxo de capitais.

Para manter o câmbio, o governo precisa atender aos movimentos de compra e venda do mercado: se falta dólar, precisa vender suas reservas para ampliar a oferta e evitar uma disparada das cotações; se sobra, compra o excesso para manter o preço estável.

Nos últimos meses de câmbio administrado, o país precisava paralisar sua economia com juros de 40% ao ano na tentativa de atrair os dólares necessários.

Mas esse não é um caso de incompetência nacional. Os Estados Unidos e o Japão adotaram o câmbio flutuante na década de 70, e a Europa, nos 90.

Onde houve liberdade, o fluxo de capitais derrubou o sistema de cotações que havia sido acertado entre os países na conferência de Bretton Woods, em 1944 -a última iniciativa de controle das finanças globais, sempre lembrada em tempos de crise e esquecida logo depois.


7 - O que acontece em uma recessão?

Uma recessão começa quando investidores acreditam que a hora não é boa para investir e consumidores crêem que a hora não é boa para consumir. E, na tentativa de protegerem sua riqueza, todos empobrecem.

O desalento não é um mero estado de espírito. Empresas e famílias afetadas pela crise perderam efetivamente condições de investir e consumir, como os donos de ações e imóveis que perderam valor. Não se trata de um caso em que uns perdem e outros ganham, num jogo de soma zero: essa riqueza simplesmente desapareceu.

Quando não se confia no futuro, o medo toma o lugar da ganância. Evita-se emprestar dinheiro e procura-se poupar para dias difíceis. Mas, com a retração de investimento e consumo, empresas vendem menos; com a queda nos lucros, há mais demissões; com menos renda, as famílias cortam o consumo, e o ciclo recomeça.

Tecnicamente, os economistas consideram que há uma recessão quando o PIB (Produto Interno Bruto) cai por dois ou três trimestres consecutivos. Quando se imagina uma queda profunda e prolongada do PIB, fala-se, mais dramaticamente, em depressão --mas, após a década de 30, nenhum período da história econômica mundial chegou a merecer o termo.

Recessões mundiais são raras: na história recente, não há casos de anos em que o PIB global tenha terminado menor do que começou. Em 1982, em meio à crise da onda de calotes do Terceiro Mundo, a economia mundial cresceu 0,9%, e desde então não houve resultado pior. No Brasil, a pior recessão ocorreu em 1990, quando o Plano Collor confiscou depósitos bancários e o PIB caiu 4,4%.

8 - Por que o Brasil tende a crescer menos?

Depois de dois anos seguidos de expansão econômica na casa dos 5%, o governo já decretava que fazia parte do passado a comparação entre o crescimento brasileiro e um vôo de galinha. Agora, a galinha está prestes a pousar mais uma vez.

Não há, até o momento, previsões de recessão, mas é consensual que os percentuais de crescimento serão mais modestos em 2009. Andar mais devagar não é tão ruim quanto andar para trás, mas os efeitos econômicos e políticos são da mesma natureza.

O Brasil já sofre com a retração mundial do crédito. Boa parte do dinheiro emprestado aqui dentro é obtida lá fora. Com recessão nos Estados Unidos e na Europa, encolhe o mercado para as exportações brasileiras, que também cairão de preço. Multinacionais tendem a cancelar ou adiar planos de expansão no país.

Outra ameaça é a recente disparada do dólar, que não se sabe onde ou quando vai parar. Se o dólar se mantiver alto, importações ficarão mais caras e a inflação tenderá a subir. Nesse caso, o Banco Central, na contramão do resto do mundo, poderá optar por subir ainda mais os juros e conter o consumo, o investimento, o crescimento e os preços.

9 - Por que as empresas brasileiras que nada têm a ver com as origens da crise tiveram prejuízos milionários?

Empresas entram no mercado de derivativos para se protegerem de perdas, enquanto os especuladores assumem os riscos para ganhar. Sadia, Aracruz e Votorantim --entre muitas outras, teme-se-- acabaram participando de uma tentativa de fazer as duas coisas.

Embora o nome cause estranheza, derivativos fazem parte do cotidiano de quem faz, por exemplo, o seguro de um automóvel. O dono do carro não quer sair mais rico do negócio; quer simplesmente uma operação que, se for preciso, renderá dinheiro suficiente para cobrir possíveis prejuízos de sua atividade de motorista. É o que se chama de hedge.

Na outra ponta da operação, está um especulador apostando que o carro não será batido nem roubado, a seguradora. Se a aposta estiver correta, ela ficará com o prêmio pago pelo dono do carro.

Os demais derivativos podem ser mais complexos, mas seguem os mesmos princípios. Empresas exportadoras, com receita em dólar, buscam se proteger de uma desvalorização vendendo a moeda americana no mercado futuro por uma cotação considerada razoável. Se o dólar mudar de patamar, a perda em receita será compensada pelo derivativo.

Como o dólar caía sem parar, os bancos passaram a oferecer às empresas operações que prometiam ganhos superiores ao necessário para cobrir riscos de perdas. O que era hedge virou especulação. E dava lucro, até a crise provocar uma alta inesperada do dólar -que, se não for revertida, poderá revelar mais empresas no jogo e perdas maiores.

10 - Quais são as opções do governo brasileiro para lidar com os efeitos da crise?

A primeira reação do governo tem sido tentar evitar ou atenuar a secura de crédito, cuja expansão foi um dos motores da economia brasileira nos últimos anos, embora retórica oficial prefira dar mérito ao PAC.

Mas, como aconteceu em todas as crises recentes, o país pode ser obrigado a escolher entre crescimento e inflação --sacrificar o primeiro para evitar a segunda ou, na alternativa menos conservadora, tentar acelerar um correndo o risco de impulsionar a outra.

No primeiro caso, a receita é conhecida: os juros são mantidos ou até elevados, e o mesmo é feito com a meta de superávit primário (a parcela da arrecadação tributária destinada ao abatimento da dívida pública). As medidas reduzem o consumo público e privado, esfriam a economia e ajudam a impedir que a alta do dólar se transforme em aumento da inflação.

Esse era o cenário traçado antes do agravamento da crise, quando as atenções do governo se voltavam para a rápida piora da balança comercial, efeito colateral do consumo em alta. O projeto de Orçamento de 2009 já contempla a possibilidade de aumentar superávit primário.

Mas a perspectiva de contração econômica acima do esperado levou setores menos ortodoxos da equipe econômica a falar, até aqui no anonimato, em medidas pró-crescimento, de mais gastos públicos, menos impostos e menos juros. É o que os economistas chamam de política anticíclica: quando a economia vai bem, o governo faz mais economia; quando vai mal, gasta-se. No caso brasileiro, já não há mais tempo para a primeira parte do plano.

TV Vibora: Balanço

Mambo No 5 Lou Bega

Zoom


Ao entardecer
Sidney Borges
Preparei a cãmera para fotografar um magnífico gavião. Até acertar o tripé, o enquadramento, a abertura e outras milongas mais o bicho deu de banda. Instantes depois pousou o amarelinho. A foto foi feita com zoom de 10x. A luz estava fraca, mas foi suficiente para registrar a passagem deste belo espécime emplumado pela vizinhança.

Analise

Começou a autópsia

Guilherme Fiuza
A se confirmar a estiagem de dinheiro no mundo nos próximos dois anos, começa agora a autópsia da Era Lula.
Aninhado em seu berço esplêndido, o operário terá que descer do paraíso e dar uma chegadinha na Terra para ver um pouco da vida real. E preparar-se para ver seus mitos em liquidação nas Casas Bahia.
Um deles é Dilma Rousseff. A mãe do PAC e de outras abstrações, a super-gerente da Carochinha, a ministra-candidata que ia acabar com a pobreza em 15 anos com o dinheiro do pré-sal – toda essa literatura pode começar a ser catalogada no museu do folclore.
O mito do Lula desenvolvimentista também logo dará entrada no IML. Por trás do presidente generoso, quase um clone de JK, que dá dinheiro de graça aos pobres (mesmo os que têm carro na garagem), que cria repartições infinitas e distribui empregos aos companheiros, surgirá enfim a conta (salgada) da festa.
A pedagogia da crise fará a autópsia do Lula sobre-humano. Com os bolsos apertados, a população começará a sentir a ressaca de ter absolvido um estado-maior quase 100% acusado de operações obscuras.
A cândida inocência do líder, que nunca soube de nada do que aprontavam os seus Dirceus, Delúbios, Silvinhos, Gushikens, Berzoinis, Waldomiros, Valdebrans, Gedimars, Bargas, Lorenzettis e companhia, ficará sub judice.
O sufoco econômico fará bem a Lula. Ele será despido de seu figurino de santidade, e entenderá o seu real valor – o de ter mantido o receituário da estabilidade econômica e surfado na estabilidade política.
Talvez até dedique seus últimos dois anos no Planalto a governar. Os hobbies e passatempos – espionar Daniel Dantas, retocar a maquete da super Dilma, trocar bilhetinhos ideológicos com as Farc, insuflar Tarso Genro contra a imprensa burguesa etc – ficarão como doces lembranças de um tempo feliz. É chegada a hora de trabalhar.
Adeus, Lula de pelúcia.


Para ler no blog do jornalista Guilherme Fiuza e fazer comentários, clique aqui.

Pois é...

Planeta dos macacos

Diogo Mainardi
A gente sempre acaba caindo obtusamente no mesmo engano. A gente sempre repete o ciclo da borracha. Primeiro: ganhamos uma montanha de dinheiro vendendo algo como uma seiva gosmenta. Segundo: somos inundados de moeda estrangeira. Terceiro: erguemos um Teatro de Ópera bem no meio do mato, onde podemos usar nossas cartolas. Quarto: lá fora, o valor da seiva gosmenta despenca. Quinto: a moeda estrangeira some de uma hora para a outra, e o que resta da belle époque matuta, no melhor dos casos, é uma epidemia de malária.
A quebra da economia global tem sido tratada como um fato incomum, anormal, imprevisto. Mas o que ocorreu foi o contrário: incomum, anormal e imprevisto é o período que está terminando agora. Nos últimos anos, todas as regras do mercado foram achincalhadas. E ninguém pagou por isso. Como ocorreu com Dorothy na Terra de Oz, homens de lata e macacos alados passaram a ocupar nosso cotidiano empresarial e financeiro. A quebra da economia global é apenas um retorno de Dorothy à sua fazenda no Kansas. É um retorno à realidade, trilhando a estrada de tijolos amarelos. A Argentina é um macaco alado. Depois de aplicar um calote em seus credores internacionais, conseguiu crescer ininterruptamente por todos estes anos. Na Terra de Oz da economia globalizada, a Argentina, ao invés de ser punida, foi recompensada. Isso é incomum, isso é anormal, isso é imprevisto. Alguns dias atrás, sem crédito, sem saber como pagar as contas, a Dorothy de La Plata, Cristina Kirchner, simplesmente decidiu confiscar o capital dos fundos de aposentadoria privados. Acabou a Argentina imaginária do milagre peronista. A Argentina real é a do confisco, do abuso, do golpe.
O sistema hipotecário americano? Um macaco alado. O mercado imobiliário espanhol? Um macaco alado. A tese do descolamento dos emergentes? Um macaco alado. O real sobrevalorizado? Um macaco alado. O petróleo? Um macaco alado. Quando o barril de petróleo chegou aos 100 dólares, todos os analistas declararam que a economia mundial desabaria. O barril de petróleo continuou a subir, e ninguém deu a menor pelota. Agora se sabe qual é a realidade do petróleo – o produto está sobrando. Vladimir Putin? Hugo Chávez? Pré-sal de Lula? Macacos alados.
Em dezembro, a China vai comemorar os trinta anos de abertura da sua economia. Algum tempo terá de passar antes que a gente possa avaliar direitinho o que mudou no período. Foi um acontecimento único, que só pode ser comparado ao fim do escravismo ou ao emprego da máquina a vapor. A China foi o redemoinho que nos arrastou até a Terra de Oz do comércio internacional. De volta à realidade mais tacanha, da fazenda do Kansas, temos de tirar a cartola e nos preparar para a epidemia de malária. (Trem Azul)

Acontece em Ubatuba

Pra ver a banda tocar...

Sidney Borges
Vá hoje às 20h00 ao Auditório da UNITAU – campus Ubatuba e assista à performance da Banda Sinfônica Lira Padre Anchieta. A apresentação faz parte da programação do Projeto Cultural: “Música, Teatro e Dança na Universidade”.

Palavras

Palavra do Dia: PLEITO

Com a utilização do sistema eletrônico de votação, poucas horas após o fim do pleito os tribunais eleitorais já fazem a divulgação dos resultados, apontando os candidatos vencedores. A palavra “pleito” tem origem latina, de ‘placitum’, e é sinônimo de “eleição”, pois designa a escolha de um candidato para ocupar determinado cargo por meio de uma votação.

Definição do dicionário “Aulete Digital:

”Pleito (plei.to) Substantivo masculino
1 Escolha de candidato para ocupar cargos públicos, postos ou desempenhar determinadas funções por meio de votação; ELEIÇÃO
2 Confrontação de opiniões e argumentos; DEBATE
3 Jur. Demanda, questão judicial; LITÍGIO
[Formação: Do latim ‘placitum’]

Opinião

O turno da baixaria

Editorial do Estadão
Perguntas que não querem calar são aquelas que, por sua pertinência, clamam por uma resposta. As perguntas que a propaganda da candidata Marta Suplicy levou ao ar contra o seu adversário Gilberto Kassab - "É casado? Tem filhos?" - também não querem calar, mas por motivos que se diriam diametralmente opostos: a indignação que provocaram até mesmo no PT e a duvidosa distinção que acabaram adquirindo de representar o episódio singular mais notório desta temporada eleitoral, como exemplo acabado do baixo nível em que se degradou o segundo turno da disputa pelos governos de algumas das principais capitais brasileiras.

No curso de uma campanha eleitoral, nem sempre é fácil traçar as fronteiras entre a contundência das acusações plausíveis (embora não necessariamente verdadeiras) que os candidatos se fazem uns aos outros e as tentativas de desmoralização pessoal a que recorrem para desacreditar os oponentes - desacreditando com isso, pela enésima vez, a própria atividade política aos olhos da opinião pública. Mas é como disse certa vez o juiz Potter Stewart, da Suprema Corte dos Estados Unidos, sobre a obscenidade: "Eu não sei defini-la, mas sei o que é quando a vejo." E muito do que se tem visto ultimamente não deixa dúvidas sobre as ações politicamente obscenas a que se entregam com desenvoltura, quando não com naturalidade, diversos candidatos de diferentes partidos.

A justificativa para a apelação é a mesma em todos os casos: o eleitor tem o direito de conhecer "a verdade" sobre quem lhe pede o voto. Foi o que a ex-prefeita Marta alegou e tornou a alegar para justificar, afinal em vão, as torpes insinuações de sua propaganda sobre o estado civil de Kassab. E essa suposta verdade, mandam os manuais do vale-tudo, deve abranger não apenas uma seleta da trajetória de cada qual, as passagens de seu currículo de que, em retrospecto, ele não teria motivos para se orgulhar, os pontos vulneráveis de seu desempenho na esfera pública. Mas também aquelas suas idéias, crenças, atitudes e condutas que dizem respeito à vida privada do candidato - e, sobretudo, são manifestamente irrelevantes para o que dele se possa esperar no exercício de um mandato executivo.
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Manchetes do dia

Sábado, 25 / 10 / 2008

Folha de São Paulo
"BNDES ajudará empresas que perderam com dólar"
O BNDES anunciou que pretende ajudar empresas exportadoras em dificuldades após registrarem perdas com operações cambiais. Segundo o presidente do banco, Luciano Coutinho, a ajuda será discutida caso a caso. A decisão contraria o discurso oficial de que não haveria socorro direto a empresas. O presidente Lula tinha dito que as companhias especulam contra o real e que praticaram as operações por conta própria, por ganância. O ministro Guido Mantega (Fazenda) havia descartado a possibilidade de ajuda. Grandes empresas já anunciaram perdas substanciais com o câmbio. Coutinho disse estar em negociação com algumas companhias: “São empresas robustas. Elas têm meios de equacionar isso com o sistema bancário privado e terão se necessário, o suporte do BNDES para que nenhum problema de liquidez inviabilize empresas de grande qualidade potencial. Acompanhando os principais mercados, a Bovespa fechou ontem forte baixa, de 6,91%. A intensificação das intervenções do Banco Central no mercado de câmbio foi insuficiente para deter a alta do dólar, que subiu 0,95% para R$ 2,327. Na semana, a moeda americana se valorizou 9,76%.


O Globo
"Dinheiro do Tesouro vai socorrer as construtoras"
Temendo os efeitos da escassez de crédito sobre o mercado imobiliário, o governo deverá repassar recursos do Tesouro Nacional às construtoras. A medida constará do pacote que está sendo anunciado nos próximos dias. O dinheiro, para capital de giro, seria repassado via BNDES e Caixa Econômica Federal com juros de mercado e prazo de três anos. A linha de crédito, inicialmente de R$ 3 bilhões pode ser ampliada. Com o boom do financiamento imobiliário, as construtoras abriram capital na bolsa, levantaram recursos, compraram terrenos e, antes de começar a construir, já venderam milhares de unidades. Agora, encontram dificuldades de crédito.


O Estado de São Paulo
"Indicadores da recessão global agravam queda dos mercados"
A divulgação de dados negativos sobre a economia européia e a decisão de grandes empresas de cortar produção provocaram um dia de pânico nos mercados financeiros. O que mais assustou os investidores foi o anúncio de que o PIB do Reino Unido recuou 0,5% no terceiro trimestre - a economia britânica não sofria redução desde 1992. Também abalou os mercados a informação de que a montadora francesa Peugeot-Citroën resolveu fechar fábricas temporariamente para reduzir a produção em 30%. Nas bolsas de valores, esses e outros sinais foram interpretados como confirmação de que a crise antes restrita a atividades financeiras atingiu a economia real. A de Nova York caiu 3,59%. A de Londres, 5%. A de Tóquio, 9,6%. A Bovespa fechou em baixa de 6,91%. No Brasil, o Unibanco antecipou a divulgação de seu balanço para apresentar lucros e conter rumores de que está em situação difícil.


Jornal do Brasil
"Sobrou para o próximo prefeito"
Decreto assinado pelo prefeito Cesar Maia, publicado no Diário Oficial, acrescenta novo ingrediente à polêmica em torno da Cidade da Música - que já custou mais R$ 500 milhões aos cofres do município. Depois de tentar atrair interessados na primeira licitação, o prefeito deixa para o sucessor a tarefa de gerir o complexo: será a Riocentro S/A, empresa da prefeitura que está autorizada ainda a licitar os serviços internos e a "seleção especial" para a inauguração do espaço. O custo estimado de manutenção da Cidade da Música é de R$ 15 milhões anuais.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Preto e Branco


Foto: Jim Shaughnessy. Descarrilhamento do trem de passageiros da Rutland Railroad's Mount Royal, Arlington, Vermont, 1949

Nash

Sidney Borges
O carro em primeiro plano é um Nash. Eu gostava desses carros, mas os adultos diziam que eram muito dispendiosos. Quando tive idade para ter carro já não eram tão comuns, embora ainda fosse possível vê-los circulando. Vovó dizia que eram caros como as amantes argentinas. Nunca entendi direito o que isso significava, tio Borizon, portenho como o Boca Juniors, enchia o cálice de Gin e desconversava. (Sidney Borges)

Comida

Estaríamos melhor com banha de porco que com margarina, diz autor

CLAUDIO ANGELO editor de Ciência da Folha de S.Paulo
Os mais novos conselhos sobre dieta acabam de vir dos EUA: primeiro, coma comida. Depois, não coma nada que sua avó não reconheceria como comida. Se isso parece óbvio para você, diz o jornalista americano Michael Pollan, vá ao supermercado --e tente imaginar uma dona-de-casa de meados do século 20 tentando decifrar dezenas de rótulos com ingredientes impronunciáveis de "substâncias semelhantes à comida" nas gôndolas.
Em seu novo livro, "Em Defesa da Comida" (editora Intrínseca), ele lança um ataque impiedoso à indústria e aos cientistas da alimentação, que, ajudados por um governo americano complacente e por jornalistas confusos, transformaram a dieta ocidental em uma máquina de adoecer.

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Nota do Editor - Concordo com o ponto de vista do autor. Sou natureba, bicho grilo. Só como comida natural. Feijoada, por exemplo. Quer coisa mais natural que porco? Natural até demais, vá a um chiqueiro e você sentirá o verdadeiro aroma da natureza. Antes uma caipirinha feita de pinga. De cana, nada de vodka ou rum. Limão e açucar. Tudo natural. Durante o repasto uma cervejinha. Malte lúpulo e cevada, mais natural só o penteado do Silvio Santos. Depois doce de abóbora com coco, café, um licorzinho de jaboticaba (também pode ser de jabuticaba) e para finalizar um charuto de puro fumo baiano. Uma soneca que ninguém é de ferro e ao entardecer a namorada fazendo cafuné na rede. De preferência sem silicone, natural, mas nesse caso pode ser aberta uma exceção. Para toda regra deve haver. (Sidney Borges)

Cruzes!

Japonesa é presa por "assassinar" ex-marido virtual

da Associated Press, em Tóquio
Uma japonesa de 43 anos foi presa nesta semana sob acusação de "assassinar" o ex-marido virtual, de 33 anos, no jogo on-line Maple Story. Em um momento de raiva, após o rompimento da relação, a mulher teria entrado no programa para excluir o perfil do companheiro, segundo um oficial da polícia de Sapporo.
No Maple Story, internautas usam avatares para interagir com outras pessoas, participar de atividades sociais e lutar contra monstros e outros obstáculos.
Reprodução
No Maple Story, internautas usam avatares para participar de atividades sociais
"Eu estava divorciada de repente, sem um aviso prévio. Isso me fez ficar com muita raiva", disse ela, no depoimento.
O policial também explicou que, apesar do crime virtual, a mulher não tinha qualquer plano de vingança no mundo real --não se sabe se os dois se conheciam pessoalmente.

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Nota do Editor - Namorados, noivos e maridos virtuais, eis uma forma de viver perigosamente. (Sidney Borges)

Do jardim de casa


Clique sobre a flor e aprecie a geometria hexagonal ampliada

Orquidea

Sidney Borges
Notei a presença dela ontem à tarde. Apesar da luz não estar propícia tirei a foto hoje, usando tripé e zoom. Com a assistência do fiel Brasil, que depois de acompanhar atentamente, cheirou a flor, abanou o rabo e foi se deitar. Valeu à pena, quanta harmonia geométrica, quantos detalhes multicolores! A vida é surpreendente, plena de beleza. É uma questão de saber olhar. Experimente...

Eleições 2008

"O Disco de Ouro" de Gabeira

Se não levar a eleição para prefeito do Rio de Janeiro, certamente Gabeira ganhará o "Disco de Ouro". Campanha alguma no país apresentou programação musical de melhor qualidade.
Seguem as 13 músicas cedidas por seus autores ou representantes para uso no programa de Gabeira. A 14a. é o jingle de campanha "O Rio de Gabeira".
(Do Blog do Noblat)

1. Como uma onda - Lulu Santos

2.
Rio 40 graus - Fernanda Abreu

3.
Tudo Vale a pena - Pedro Luis

4.
Vem chegando o verão - Marina Lima

5.
Alagados - Paralamas

6.
Eu quero ir pra rua - Paula Toller

7.
Oito anos - Paula Toller

8.
Cariocas - Adriana Calcanhoto

9.
Saúde - Rita Lee

10.
Cidade Maravilhosa - Caetano Veloso

11.
Amanhã - Caetano Veloso

12.
Delírio dos Mortais - Djavan

13.
Samba do Avião - Tom Jobim

14.
O Rio de Gabeira

Termômetro da "Marolinha"

Bovespa amarga queda de 7,34% e dólar atinge R$ 2,36; BC vende moeda

da Folha Online
As ações brasileiras desabam na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) com pouco mais de meia hora de negociações nesta sexta-feira. Em um novo dia de pânico mundial, os investidores reagem à perspectiva de recessão nas economias centrais. A principal notícia do dia, até o momento, é de que o Reino Unido registrou
a primeira queda do PIB (Produto Interno Bruto) em 16 anos. Maus resultados de empresas também fizeram as Bolsas de Valores desabarem na Ásia, onde a Bolsa japonesa desabou quase 10%.
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Ração mágica



Crianças

Sidney Borges
Ontem contei para a Valentina dos passarinhos que comem a ração do Brasil. Ele já não liga, nem corre atrás. Só late para andorinhas. São passarinhos grandes, amarelos, gordos. Em Ubatuba ninguém precisa pôr passarinho em gaiola. Eles aparecem de todos os lados, surgem como ratos em baús velhos.
Geração espontânea.
Outro dia dois voadores estavam discutindo na amoreira e tenho certeza de ter ouvido um latir para o outro. Acho que é de comer ração! Valentina tirou os olhos dos carrinhos e fez uma observação:
- Pára com isso tio. Passarinho não late e rato não nasce em baú velho. Geração espontânea é uma teoria ultrapassada. Você já ouviu falar em Darwin tio? Brasil deu um largo bocejo e olhou pra mim.
Tive a sensação de que ele estava sorrindo.
Bobagem, cachorros não são tão críticos... Será que não?

Tem dias que me sinto...

Foto: El País

Frases

"Cada minuto que passa é um milagre que não se repete"

Nota do Editor - Antes que alguém pasme com tanta sabedoria e profundidade cito a fonte: "Rádio Relógio Federal". (De um trecho do livro de Nelson Motta, Noites Tropicais) (Sidney Borges)

Coluna da Sexta-feira

Além mar

Celso de Almeida Jr.
Visitei um amigo recém chegado de uma viagem ao velho mundo.

A Alemanha mereceu destaque, já que suas raízes estão lá.
Curioso é seu interesse pelos detalhes. Além de ícones europeus, diversas fotos mostram praças, luminárias, jardins, calçadas, pavimentação, lixeiras, bancos, placas indicativas, enfim, aparelhos públicos, geralmente simples, bonitos e práticos, bem ao agrado deste construtor nato.
Planejamento também é conceito que pratica. Definição do roteiro, confirmação dos hotéis, locação de veículo, dúvidas mais comuns, tudo foi feito usando a internet e suas ferramentas maravilhosas. O GPS também foi imprescindível no uso do automóvel que, por 23 dias, rodou bastante: Holanda, Dinamarca, Suíça, Noruega, Alemanha, Suécia e França, ficando por aí, já que tinha visitado outras nações em ocasiões anteriores como o Egito, Grécia, Espanha, Itália, Portugal, Israel, Turquia, além de países das Américas. Sem falar no Brasil e seu litoral, em viagem com os filhos e esposa.
Observador, conversou dessa vez com marinheiros responsáveis por lanchas milionárias, nas marinas da costa azul francesa.
Inconformado, compartilhou comigo achar um absurdo ver a nossa gente desempregada, quando poderia atuar no setor náutico, caso aparelhássemos a costa, tão exuberante quanto as que margeiam o Mediterrâneo. Nesse aspecto, seu conceito de preservação ambiental conflita com os conservacionistas radicais.
Outro fator ressaltado é a diferença do nosso receptivo. Convicto, afirma que - apesar de necessitarmos investir muito em capacitação - a boa vontade, o atendimento ubatubense, são características que nos credenciam para agradar e conquistar o turista internacional. Crê que estamos prontos para bem receber, dado o natural acolhimento e calor humano de nossa gente, bem diferente do que sentiu por lá.
Seu entusiasmo, agora, o estimula a mostrar o que viu aos administradores da cidade.
Quer compartilhar!
Aliás, esta é a qualidade que mais me atrai nessa amizade de alguns anos.
A aguçada vontade de dividir suas boas experiências revela que pode e deve contribuir para o avanço de Ubatuba. Quem o conhece sabe de sua atuação permanente junto a Confederação Nacional de Turismo e a Federação de Hotéis e Restaurantes do Estado de São Paulo; seu empenho pela inclusão de Ubatuba na rota dos cruzeiros; sua luta pelo Centro de Convenções, entre outros ideais.
Sua paixão pela cidade faz eu brindar as boas vindas ao Luiz Bischof, agradecendo ao amigo as belas e interessantes imagens das terras distantes.

Circo


Convenção réune 500 palhaços na capital mexicana

Terra
Palhaços de diferentes países da América estiveram reunidos por quatro dias na Cidade do México para a XIII Convenção Internacional de Palhaços, que termina nesta quinta-feira. O evento reuniu 500 pessoas, de acordo com o jornal ABC.
Segundo os organizadores, o objetivo do encontro anual é trocar conhecimentos entre os que se dedicam à atividade milenar de fazer graça, cuja origem remete à antiga Grécia.
Nota do Editor - Na próxima convenção quero ser enviado como representante de Ubatuba. Antes vou fazer um curso intensivo pela internet. Esta cidade é triste, muito triste. Precisa de um palhaço para chamar de seu, mesmo que este palhaço seja eu. (Sidney Borges)

Região

Agenda 21 Litoral Norte SP

Integrar e mobilizar para alcançar o Desenvolvimento sustentável em nossa região

Convite
Processo de escolha de representantes dos setores da sociedade para composição do Fórum da Agenda 21 de Ubatuba

Patrícia Maciel de Souza Pereira
A coordenação da Agenda 21 de Ubatuba CONVIDA os representantes legais dos setores* da sociedade, para comparecerem às reuniões plenárias que serão realizadas nos dias e locais abaixo relacionados, por distrito (região) com o objetivo de proceder à indicação entre seus pares, para a escolha de representante dos setores (titulares e suplentes) para compor o FÓRUM DA AGENDA 21 DE UBATUBA conforme determina a lei 2996 de 23 de outubro de 2007

AGENDA DE REUNIÕES PARA ELEIÇÃO DOS REPRESENTANTES NO FÓRUM DA AGENDA 21 DE UBATUBA

Distrito - Sede/Centro - 30/10 - 19:00hs - E.E. Capitão Deolindo de Oliveira Santos

Distrito - Norte - 04/11 - 19:00hs - E.M. José Belarmino Sobrinho

Distrito - Sul - 06/11 - 19:00hs - Regional Sul

Distrito - Oeste - 07/11 - 19:00hs - E.M. Governador Mário Covas

Distrito - Centro/Sul - 10/11 - 19:00hs - E.M. Profª Semíramis Prado de Oliveira

Pauta das Reuniões:

Agenda 21

Lei 2996/07

Plano Regional de Desenvolvimento Sustentável

Função do Fórum da Agenda 21 de Ubatubaem cada distrito serão eleitos 3 delegados titulares e 3 suplentes

*O 2º setor denominado "iniciativa privada" é constituída por empresários, profissionais liberais e suas respectivas entidades de classe (associações e sindicatos) que manifestem interesse formal de representação no Fórum da Agenda 21 de Ubatuba;

O 3º setor denominado "sociedade civil organizada" é constituída pelos movimentos sociais representativos do Município, como grupos formalmente constituídos, que participam ativa e claramente do processo de construção da identidade local, interagindo entre si e com outros grupos locais que manifestem interesse formal de representação no Fórum da Agenda 21 de Ubatuba. Entre estes estão: representantes de bairro, de gênero, orientação sexual, estudantes, professores, jovens, idosos, religiosos, desportistas, intelectuais, entre outros, além das organizações não governamentais sem fins lucrativos;

O 4º setor denominado "sociedade civil não organizada" é composta pelos representantes das regiões comunitárias (Distritos) do Município de Ubatuba, agrupadas idealmente por bacias hidrográficas, que compartilham afinidades, além das questões geográficas, o perfil sócio-econômico, interesses, problemas e história, cujas lideranças serão identificadas por cidadãos atuantes nos bairros, escolas, associações de bairro, microbacias, pastoral da criança, igrejas, profissionais da saúde familiar, entre outros e que manifestem interesse formal de representação no Fórum da Agenda 21 de Ubatuba;

Atenciosamente,
Patrícia Maciel de Souza Pereira
Coordenadora da Agenda 21 de Ubatuba
Informações:
Rua Gastão Madeira nº 120 Centro
3833-3010 9139-56.41

Ubatuba

Sabedoria Popular

Corsino Aliste Mezquita
Nos caminhos da vida encontrei um velho político, sábio nato e que, por decisão de vida, adotou fugir das lides políticas e “seguir a descansada senda por onde transitaram os poucos sábios que no mundo existiram”, como já escreveu o poeta salmantino, Fray Luis de Leon. Disse-me: “Tenho optado pelo humilde estado do homem que se retira das malvadezas do mundo político e, em pobre mesa e casa, no campo delicioso, a sós a vida passo, nem invejado nem invejoso”. “É uma beleza viver a natureza, as aves, as chuvas, o vento, o quebrar das ondas, os melodiosos gorjeios do amanhecer e a serenidade e equilíbrio do ambiente”.
De pronto, com rosto de anacoreta capadócio, verbalizou o que parecia estar meditando.
“Estou preocupado com os destinos de Ubatuba. O homem ganhou a eleição e não ganhou o povo. O povo não está com ele e parece ter perdido a alegria. Vai ter que mudar o modo de administrar e de se dirigir ao povo se quer governar em paz. Cada vez que fala agride todo mundo. Isso não é bom para um governante”.
Fez uma pausa e mudou de tonalidade: “Sei que para você e para mim pouco ou nada vai mudar mas....coitados dos funcionários e pobre Ubatuba”.
Após o breve diálogo seguiu seu caminho e suas meditações e eu, pensativo, tenho observado, na imprensa e nas conversas com cidadãos, coincidências com a avaliação daquele que se retirou do mundo da política, do tráfico de influência, do poderio econômico, das mazelas administrativas ....... mas que, a distância, desde seu retiro, gostaria observar uma UBATUBA alegre e satisfeita onde todos cantassem:
Viver quero contente;
Gozar quero: destas matas, deste mar, deste CÉU;
Livre de ódios, brigas, fraudes, assaltos e receios.
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem caluniadores.

Opinião

A crise do dinheiro no mundo da mandioca

Washington Novaes
Por menos que o mercado financeiro o deseje, a cada dia a crise nos mercados mundiais traz à luz mais discussões sobre o descompasso entre o terreno das finanças, a realidade concreta e os limites do planeta; entre os valores em jogo nesse mercado (fala-se em mais de US$ 500 trilhões) e o valor da produção efetiva (o produto bruto mundial é calculado em cerca de US$ 60 trilhões por ano); entre os formatos de calcular esse produto e as realidades que eles ignoram; entre as possibilidades reais em termos de recursos e serviços naturais e o consumo insustentável, já além desses limites concretos.


Algumas manifestações nas últimas semanas puseram ainda mais em evidência o tema. A começar pela prestigiada revista britânica New Scientist, que dedicou sua capa a uma discussão entre cientistas e estudiosos do "desenvolvimento sustentável". Ela conclui pela afirmação de que "a ciência nos diz que se for para levarmos a sério a tentativa de salvar o planeta temos de remodelar nossa economia", já que esta, hoje, busca o "crescimento infinito", enquanto os recursos naturais são finitos. Uma das opiniões citadas é do respeitado economista Hernan Daly, da Universidade de Maryland e ex-Banco Mundial, segundo quem "a Terra já não está conseguindo sustentar a economia existente, muito menos uma que continue crescendo (...); o mundo caminha para desastres ecológico e econômico (por falta de recursos naturais); é preciso mudar".

Na mesma direção vai entrevista do professor Paul Singer, da USP e da Secretaria da Economia Solidária do Ministério do Trabalho, a uma publicação da Unisinos, sobre o consumo além da capacidade de reposição planetária (um dos exemplos por ele citados é o da produção de carnes). Ele lembra que em O Mito do Desenvolvimento Econômico (1974) o economista Celso Furtado já comentava a impossibilidade de o mundo todo chegar ao padrão de consumo dos EUA - por falta de recursos e serviços naturais. Também o professor Ricardo Abramovay, da Faculdade de Economia da USP, observa (Valor Econômico, 9/10) que "a maneira de medir a riqueza está ultrapassada", sem levar em conta vários fatores e ignorando a urgência de "descarbonizar a matriz energética global", hoje dependente, em 80%, de combustíveis fósseis, e que tem graves conseqüências na área do clima.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 24 / 10 / 2008

Folha de São Paulo
"BC reserva US$ 50 bi para tentar conter alta do dólar"
Na tentativa de conter a desvalorização do real, o Banco central anunciou que está disposto a injetar até R$50 bilhões no mercado por meio de contratos de “swap cambial”, papéis que equivalem a uma venda futura de dólares e ajudam a reduzir a pressão sobre a cotação da moeda dos EUA. O comunicado sobre o assunto foi divulgado quando a cotação subia e se aproximava de R$ 2,55; no final do dia, ela ficou em R$ 2,305 com baixa de 3,15%. Além disso, o BC vendeu dólares no mercado à vista duas vezes. A moeda norte-americana já se valorizou 21% no mês e quase 30% neste ano. Dados do Banco Central também mostram que, com o agravamento da crise em outubro, investidores externos tiraram US$ 5,2 bilhões do mercado financeiro brasileiro. As maiores perdas diz o BC, ocorreram na Bovespa, de onde saíram US$ 4,4 bilhões. A Bolsa fechou em queda de 3,57% ontem,. Os números do governo apontam, ainda, alta no déficit em transações correntes, que foi de US$ 2,27 bilhões em setembro. A deterioração se deve à redução no saldo da balança comercial e ao aumento na remessa de lucros para o exterior.


O Globo
"BC vai usar mais de US$ 50 bi para enfrentar alta do dólar"
O Banco Central anunciou ontem que terá mais US$ 50 bilhões para evitar a disparada do dólar. O anúncio surpreendeu o mercado, e a cotação, que estava em R$ 2,524, recuou imediatamente. No fim do dia, ficou em R$ 2,305, com a queda 3,15%. No governo, teme-se que o país já tenha se tornado alvo de um ataque especulativo. Para enfrentar isso, o presidente Lula decidiu reforçar a artilharia do BC, que ontem fez intervenções de US$ 3 bilhões. A Bovespa caiu 3,57%. As maiores quedas foram no setor financeiro, um dia após o governo anunciar que poderia comprar parte do capital de vários bancos.


O Estado de São Paulo
"Congresso quer limitar MP que permite estatização de bancos"
Parlamentares envolvidos na discussão da Medida Provisória 443 querem definir limites à autorização dada ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal para comprar outras empresas. Uma proposta é excluir bancos públicos da lista de companhias que podem ser adquiridas pelo BB e pela CEF. "Não podemos admitir que a Nossa Caixa ou o Banco de Brasília sejam comprados por outro banco público sem licitação", disse o senador Francisco Dornelles (PP-RJ). Outra idéia é estabelecer um prazo que bancos estatizados sejam revendidos à iniciativa privada. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o BB poderá comprar financeiras para garantir o crédito no mercado de veículos: "A indústria automobilística tem uma cadeia extraordinária, e não queremos que deixe de ser um dos carros-chefes da economia brasileira."


Jornal do Brasil
"Confronto da cordialidade"
A tensão de uma das eleições mais disputadas da história não fez com que Eduardo Paes (PMDB) e Fernando Gabeira (PV) abrissem mão da cordialidade no debate promovido pelo JB, com a transmissão pelo JB Online. O tom propositivo revelou convergência. Às 12h31, ao terminar o evento, 62% dos internautas declararam que Paes se saíra melhor e 38% apontaram Gabeira. Às 20h, o candidato do PV tinha 62%, e o peemedebista 38%.

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quinta-feira, outubro 23, 2008

Pensata

Sobe e desce

Sidney Borges
A oscilação da bolsa não é previsível, não obedece ao rigor da matemática, não é científica. Sobe e desce quando menos se espera. Se observarmos os últimos anos, veremos que a bolsa subiu, subiu, subiu e todo mundo pensou que ia continuar subindo para sempre. Engano! É preciso escutar a voz do povo. Tudo o que sobe desce, embora não seja verdade absoluta o aforismo. Depende da velocidade de lançamento. Pode descer, pode entrar em órbita e pode escapar pelos confins do universo, que eu não imagino onde seja. Posto isto, voltemos à bolsa de 1971. Foi parecido com o que está acontecendo agora, o milagreiro era o Delfim, a grana caia pelas paredes. Um amigo vendeu o Mustang e aplicou na bolsa esperando comprar a tão sonhada Mercedes. Pegou o "mercado" no apogeu, comprou caro esperando que subisse. Aí entrou a gravidade em ação e o que tinha subido começou a descer, descer, descer, e não parou mais. Sobrou grana para um Fuscão. Fuscão preto. Feito de aço. Os governos estão estudando a criação do viagra financeiro. Se não impedir a queda pelo menos vai dar para cumprir a missão sem desapontamento geral. Isto é, sem quebradeira de bancos, desemprego e governos desacreditados. Que venha o viagra. Eia.

Pintura



Regatta at Cowes, de Raoul Dufy

Raoul Dufy, Regatta at Cowes, (1934), Washington D.C. National Gallery of Art.
No quadro "Regatta at Cowes" de 1934, um conjunto de barcos à vela disputa uma regata. As linhas expressionistas típicas do estilo de Dufy sugerem o movimento ondulante dos barcos na água. As velas amarelo vivo ao centro contrastam com o azul do mar e do céu e dão à obra uma sensação de joie de vivre. Num período em que muitos artistas abordavam temas dominados pela angústia, Dufy trabalhava sobre paisagens marítimas e terrestres decorativas.
A Coloração viva e a aplicação expressionista da tintarevelam o fauvismo de Dufy, que participou na primeira exibição do grupo, em 1905, e que trabalhou em conjunto com Derain. Dufy foi profundamente influenciado pela utilização que Matisse fazia das áreas planas de cores puras, rigorosamente sobrepostas. Raoul Dufy nasceu em Le Havre, França, em 1877 e morreu em Forcalquier em 1953.
(Do Blog do Noblat com a colaboração de Catharina Mafra)
(
Fonte Século Prodigioso)

Coluna da Quinta-feira

Avant-première!

Sérgio Caribé
Antes de mais nada eu gostaria de agradecer do fundo do meu coração a cada um dos mil e sessenta eleitores que depositaram o seu voto de confiança na minha pessoa. Infelizmente, pela segunda vez eu não entrei na câmara por causa da famosa legenda. E também agradecer o convite informal e carinhoso do Sidney Borges para participar às quintas feiras deste meio de comunicação tão visitado, tão transparente e prestador de serviços á população de Ubatuba e também dos internautas que de alguma forma em algum lugar do mundo estão ligados á nossa amada Ubatuba.
Parabéns! Mas é assim que funciona, se não fossem os meus 1060 votos o PSDB não colocaria nenhum vereador na câmara. Enfim, o tempo voa e as eleições passaram, e agora é o melhor dos tempos, hora de trabalhar, hora de enxergar e corrigir erros e continuar focado na meta, a nossa Ubatuba.
Em grande estilo, turismo de qualidade, geração de renda e empregos, um serviço público de saúde digno do nosso cidadão. Aproveito para fazer um convite à "I Palestra sobre Mercado Financeiro", que acontecerá no dia 27 de novembro de 2008 – quinta-feira, das 19h ás 22h, no Hotel São Charbel.
São 100 vagas, e os interessados deverão confirmar presença com Elenice através do telefone (12)3842 3410.
Também aproveito para convocar você, eleitor a participar do projeto “Adote uma árvore”!Vamos deixar Ubatuba mais verde e mais linda!
Contem comigo. Mais uma vez agradeço a você Sidney, meus 1060 eleitores e a todos vocês que me apoiaram como candidato a prefeito e que depois da convenção não puderam me apoiar como vereador por serem pessoas de palavra, pois já tinham fechado com algum candidato a vereador.
Forte beijo!
Caribé

TV Víbora: Tim Maia

Você
E que tudo saia, como o som de Tim Maia...

Promessas...


Espalhar a riqueza
Diogo Mainardi
O tema da campanha eleitoral americana, na última semana, foi "espalhar a riqueza". Barack Obama, ao ser interrogado por um encanador de Ohio, prometeu isso mesmo: seu governo irá "espalhar a riqueza", aumentando os impostos dos mais ricos e enviando dinheiro pelo correio aos mais pobres. John McCain partiu para o ataque.
Ele repetiu sem parar - em debates, em comícios, em entrevistas -, que a meta da política fiscal de Barack Obama era redistribuir renda. Disse que Barack Obama pretendia transformar os Estados Unidos em algo parecido com um país europeu. Pior: com uma França. Sarah Palin, cumprindo seu papel guerrilheiro, botocudo, foi ainda mais longe: ela associou os projetos de Barack Obama ao socialismo.
Num lugar como o Brasil, em que redistribuir renda é um paradigma que ninguém ousa questionar, o argumento da campanha de John McCain pode parecer uma insanidade. Mas ele colocou direitinho o que diferencia os Estados Unidos do resto do mundo: em vez de espalhar a riqueza, os americanos acreditam apenas em espalhar oportunidades. Dessa maneira, quem for mais competente, quem for mais trabalhador, até mesmo quem for mais sortudo, naturalmente será recompensado. Os americanos - ou, pelo menos, uma parcela deles - estigmatizam a idéia de que o governo deve confiscar a riqueza de quem a produz para distribuí-la aos demais. Por um motivo bastante simples: para eles, um empreendedor que sabe ganhar dinheiro sempre saberá investi-lo melhor do que um burocrata estatal, produzindo mais riqueza e gerando mais empregos. Daqui a dez ou vinte anos, quando formos avaliar o que aconteceu agora, vamos ridicularizar a mesquinhez das análises que atribuíram a crise financeira às hipotecas podres, ou aos juros reduzidos de Alan Greenspan, ou à permissividade regulatória de George W. Bush.
O fato é que, nos últimos anos, a economia mundial passou por uma das maiores reviravoltas de todos os tempos, com a entrada da China e da Índia no mercado de consumo e de trabalho. O resultado é esse aí: precisamos de uma pausa para reajustar valores, moedas e perspectivas de cada país. Os primeiros a sair do buraco? Pode apostar: os Estados Unidos. Desde que eles continuem a rejeitar o conceito de espalhar a riqueza. Desde que ninguém pense em transformar Ohio na Alsácia ou na Bretanha. Barack Obama está para ser eleito. Em primeiro lugar, por causa da crise. Em segundo lugar, porque sua campanha é infinitamente mais rica do que a de John McCain. Ainda bem que a gente pode confiar em seu desarmante oportunismo. Sua primeira medida - cruzem os dedos -, será abandonar espertamente todas as promessas eleitorais. Inclusive a que fez ao encanador de Ohio: "espalhar a riqueza". (Trem Azul)

Termômetro da "Marolinha"

Dólar segue mau humor dos mercados e chega a R$ 2,50

Mercados financeiros vivem novo dia de perdas. Na quarta-feira, moeda subiu 6,67% e fechou cotada a R$ 2,38

Do G1, em São Paulo
O dólar volta a operar em forte alta nesta quinta-feira (23), repercutindo o dia de perdas nas bolsas de valores mundiais, influenciadas pelos temores cada vez maiores de que o mundo esteja entrando em recessão. Por volta das 10h10, a cotação da moeda norte-americana subia 5,33%, vendida a R$ 2,52.

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Luto


Morre ubatubense bi-campeão mundial de jiu-jitsu

Leo Rocha
Nesta quarta feira, 22, faleceu aos 19 anos o atleta da Equipe Mestre Wilson de jiu-jitsu Jean Fileto. Atleta exímio, com sua pouca idade trouxe inúmeros títulos para Ubatuba, dentre os quais se destacam dois de campeão mundial.
Exemplo de jovem batalhador inaugurara recentemente sua própria academia, e lecionava com responsabilidade esta arte marcial à qual dedicou sua vida, sempre tendo como princípio a autodefesa e não o ataque.
Como amigo não há quem possa dizer algo contra sua pessoa, pois sempre foi uma pessoa de caráter, leal e companheiro. Prova disto foi vista em seu velório, onde centenas de jovens lotaram o “Tubão” para prestar suas últimas homenagens.
Sem dúvida uma perda sem tamanho para Ubatuba... Nossa lenda do jiu-jitsu agora descansa em paz. Vá com Deus amigo!...
Leo Rocha

Amigo

Ubatuba em foco

Pescadores fazem mutirão de limpeza no mar de Ubatuba

Cansados de voltar com as redes cheias de lixo, eles resolveram agir. Trabalho melhora o meio ambiente e também os resultados da pesca.

Do G1, com informações do VNews
Pescadores de Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, tiveram um fim de semana diferente. Cansados de voltar com a rede cheia de lixo, os pescadores organizaram um mutirão de limpeza no mar. No domingo (20), eles saíram com os barcos e trouxeram para a terra todo o lixo que pescaram. O trabalho faz parte de um alerta de conscientização para que todas as vezes que os pescadores recolherem esse material do mar, possam levar para a terra e não devolver para a água.
Além de melhorar o meio ambiente, a iniciativa pode trazer bons resultados para a pesca. Além dos peixes, as redes dos pescadores têm sido invadidas por lixo. “Vem lixo, fralda, latinha. O que se imaginar de lixo, tem no mar”, conta o pescador Ronaldo Mendonça. Depois que chegam em terra, apenas 75% do que os pescadores pescam vão para as peixarias da cidade. O restante é jogado fora. “Vamos limpar esse lixo, para quando o pescador lançar a rede, ele não pegar mais esse lixo. A própria pesca melhora a qualidade do mar. Sem lixo o peixe não se enrosca em porcaria no fundo do mar, enfim eu acredito que isso é muito positivo para o meio ambiente, na área marítima”, explica Roberto Negraes, coordenador do mutirão.

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