sábado, outubro 18, 2008

Mundo

Papa nega visita a Israel devido a crítica de Pio 12, diz padre

da Efe, em Roma
O papa Bento 16 não visitará Israel enquanto não for suprimida frase sob a foto de Pio 12 no Museu do Holocausto que questiona a conduta do ex-líder da Igreja Católica ante o extermínio de judeus na Europa. A informação foi dada neste sábado pelo padre jesuíta Peter Gumpel, que defende a beatificação de Pio 12.
A imprensa italiana publicou as declarações de Gumpel sobre o desejo de Bento 16 de visitar Israel e sua recusa por causa do comentário sobre Pio 12 (1876-1958), que foi papa entre março de 1939 e outubro de 1958.
"Até que a epígrafe seja eliminada, Bento 16 não pode visitar Israel, pois seria um escândalo para os católicos", declarou Gumpel.
Na epígrafe está escrito que quando os relatórios sobre o Holocausto chegaram ao Vaticano, Pio 12 não reagiu com protestos escritos ou verbais e que em 1942 ele não condenou o extermínio ao lados dos Aliados. Conforme a inscrição, o papa também não teria feito nenhuma intervenção no episódio da deportação de judeus de Roma para Auschwitz.
Após as declarações de Gumpel, o porta-voz do Vaticano, o também jesuíta Federico Lombardi, afirmou que a epígrafe sobre Pio 12 é algo "relevante", mas "não é um fato determinante" na decisão de uma possível viagem do papa a Israel. Lombardi acrescentou que a viagem a Israel é, como já se sabe, um "desejo" do papa, mas que ainda não se concretizou.

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Dono das palavras

Editor de blog não responde por comentário ofensivo

por Vinicius Furuie
Com a suspensão, pelo Supremo Tribunal Federal, de diversos artigos da Lei de Imprensa em fevereiro desse ano, só é possível processar criminalmente por injúria, calúnia ou difamação o autor de um comentário ofensivo, e não o responsável pelo blog. Assim concluiu o juiz Carlos Francisco Gross, da 9ª Vara Criminal de Porto Alegre, ao recusar queixa-crime apresentada pelo colunista político Políbio Adolfo Braga, que se sentiu ofendido com textos publicados no blog
Nova Corja.
O primeiro texto que motivou a discórdia, assinado pelo jornalista Rodrigo Álvares, insinua que Políbio Braga trocou favores com autarquias ligadas ao governo estadual e à prefeitura de Porto Alegre. Segundo a nota, Políbio Braga fazia elogios à administração estadual e municipal e, em troca, recebia verba publicitária de órgãos públicos para publicar anúncios em seu site.
“O que leva anunciantes como prefeitura de Porto Alegre, Banrisul, Assembléia Legislativa, BRDE [Banco Regional de Desenvolvimento], Cremers [Conselho Regional de Medicina] ou Simers [Sindicato Médico] a comprar mídia em sites sem expressão, tais quais os de Políbio Braga.... Certamente não é a repercussão ou os preços camaradas”, diz o texto publicado pelo blog em 25 de junho passado.
O colunista ingressou com duas ações contra Walter Valdevino, administrador do blog, cuja identidade foi informada pelo servidor do site. Alegou não ter conseguido localizar o verdadeiro autor — Rodrigo Álvares, o qual classificou como fugitivo. A ação civil cautelar por danos morais foi extinta em julho e o processo cível ainda está em tramitação.
Já a ação penal foi arquivada no dia 6 de outubro. O juiz Carlos Francisco Gross recusou a queixa-crime por inépcia. Na sentença, ela cita a Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 130-7-DF) julgada pelo Supremo em 27 de fevereiro. Nela, o Plenário suspendeu a validade dos artigos 3, 4, 5, 6, 20, 21, 22, 23, 51 e 52 da Lei de Imprensa (Lei 5.250/67).
Para o juiz, a decisão do STF remeteu os casos de calúnia, difamação e injúria para a esfera penal. Sendo assim, o autor deveria ter, entre outras exigências, definido quais artigos do Código Penal o acusado teria infringido. Afirma o juiz: “Da mesma forma, ao imputar ao querelado calúnia, difamação e injúria novamente cria confusão a respeito de qual figura típica seria aplicável. Ao tudo pedir, deixa ao arbítrio do juízo determinar a conduta penal, o que não se admite em processo de cunho criminal, particularmente daquele veiculado através de ação penal privada”.
O autor apresentou queixa contra Valdevino alegando ser ele o titular do cartão de crédito usado para pagar a anuidade de manutenção do site. De acordo com o Código Penal, apenas o autor da calúnia poderia ser acionado na Justiça. O juiz condenou o autor a pagar as custas do processo no valor de R$ 500.
Clique
aqui para ler a decisão. (Revista Consultor Jurídico)

Crônica

Lembranças

Sidney Borges
A chuva voltou trazida pela ventania, despenteou árvores e assustou o Brasil. Aos leitores novos aviso que Brasil é o meu cachorro, cujo nome é uma homenagem a este belo país, cheio de campos verdejantes, andorinhas e tatus. Surfo na onda temporal, no limiar dos acontecimentos, o passado é estático, imutável, referência. E quanto ao futuro, fico com a canção: “amanhã ninguém sabe, traga-me uma morena, antes que o amor acabe...”. Na noite passada sonhei com o Natal de 1971. A data ficou gravada em minha cabeça por causa da música da televisão:

“Hoje a festa é sua,
Hoje a festa é nossa,
É de quem quiser,
É de quem vier.”

Eu não tive vontade de festejar o Natal de 1971, mas caminhando pelas ruas e ouvindo o povo cantar acabei entrando na onda. Juntei os cacos d’alma, contabilizei enganos e desenganos, tomei umas e outras e fui dormir. Têm dias que a gente se sente assim, como alguém que partiu ou morreu. O Natal de 1971 está na minha memória. Estático e imutável.

“Hoje é o novo dia
De um novo tempo
Que começou...”

Retrato em branco e preto


Foto: Jim Shaughnessy / Oficina de trens em Toronto, Ontario, 1957

História


Cópia fotográfica de etiquetas de farmácia provavelmente de 1833: primeiras experiências

Caminhos paralelos

Há 175 anos Hercule Florence se tornava, no interior de São Paulo, um dos muitos inventores da fotografia

Neldson Marcolin
A descoberta da fotografia é um daqueles momentos tecnológicos em que o olhar de múltiplos pesquisadores ou inventores converge para o mesmo ponto de interesse e os leva a conseguir resultados em períodos próximos uns dos outros. A procura por uma técnica eficaz de impressão utilizando a luz do sol ocorreu simultaneamente na Alemanha, França e Inglaterra durante as três primeiras décadas do século XIX. Os franceses Joseph Niepce e Louis Daguerre conseguiram bons resultados, divulgação e ficaram com as glórias do invento por muitos anos. Ao mesmo tempo, o também europeu Hercule Florence realizou experiências bem-sucedidas com a camera obscura e com a fixação de imagens em papel no Brasil, a partir de 1833.
A diferença é que ele vivia isolado no interior de São Paulo, longe dos holofotes e das novidades trazidas pela literatura especializada publicadas além-mar. “A fotografia estava pronta para ser descoberta desde o final do século XVIII porque já havia conhecimento suficiente da camera obscura e sobre os processos químicos”, diz o historiador e pesquisador da fotografia Boris Kossoy, da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Em 1972 Kossoy começou a resgatar a história das descobertas de Florence e foi quem levou à comprovação científica, 140 anos depois, das principais experiências precursoras empreendidas pelo francês na então vila de São Carlos, atual Campinas.
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Ubatuba em foco

Este texto é uma resposta ao post intitulado "Viola no saco" publicado logo abaixo. Para melhor compreensão sugiro a leitura da primeira matéria antes. (Sidney Borges)

Viola no saco 2

Fernando Pedreira

É meu amigo Jija, vocês dos postos de gasolina tem a vantagem de não terem os informais e as barraquinhas protegidas por leis inconstitucionais da nossa Cidade. Ainda.
Por falar dos navios, seu amigo dono de pousada deve estar muito satisfeito.
Aliás, no que será que gastam tanto dinheiro, uma vez que tudo faz parte do pacote, desde o cafezinho até a ceia. Mas não se preocupe, vamos tentar ver se os navios vão encher o tanque aí no seu posto.
Meu caro, não estamos incluído nos destinos de turismo ecológico dos veículos especializados.
No projeto "Trilhas de São Paulo", nossa participação em vista de nosso potencial é desprezível.
Um esforço hercúleo do Rizzo para a observação de pássaros que se não tomarmos cuidado vai pro lixo assim como estão indo nossas praias cheias de merda de cachorro.
E vão querer falar de Centro de Convenções, com tanto recurso aí disponível e não explorado? Tenha dó.
Teria sido a última temporada desta gestão e nada, absolutamente nada vimos aqui, sequer lixeira nas praias, sinalização? Nem pensar, apesar dos um milhão de reais a ela destinados, acho que foi outra verba que perdemos, a não ser que... É melhor nem pensar.
Organização? Ônibus de turismo podem ficar a vontade mais quatro anos. Estacionar em áreas ocupadas de preservação permanente e despejar todo tipo de lixo que quanto mais melhor, ou seja, acho que agora pagaremos o transbordo por tonelada, mas não duvide de passarem a cobrança por arroba.
Patati Patata Patati Patata.
Fernando Pedreira

TV Víbora: " Onde é a saída?"

I Wanna To Go Back To Bahia - Paulo Diniz

Ao contemplar as perspectivas sombrias do horizonte ubatubense, esta música começa a fazer sentido. I don't want to stay here...

São Paulo

Datafolha mostra vantagem de Kassab sobre Marta; petista diz que dá tempo de reverter

da Folha Online
Pesquisa
Datafolha, divulgada hoje no "SPTV", mostra o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, 16 pontos à frente da adversária Marta Suplicy (PT) na disputa pela Prefeitura de São Paulo. De acordo com a pesquisa, Kassab tem 53% das intenções de voto contra 37% de Marta. A pesquisa completa poder ser encontrada na edição da Folha deste sábado.
Na comparação com a
pesquisa anterior, Kassab oscilou um ponto para baixo --ele tinha 54%. Marta se manteve estável com o mesmo percentual de intenção de voto verificado na pesquisa realizada nos dias 7 e 8 deste mês.
Considerando apenas os votos válidos --excluindo votos nulos, em branco e os eleitores indecisos--, Kassab tem 59% contra 41% de Marta. Esses percentuais são idênticos aos registrados no levantamento anterior.

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Depois da eleição pode...

Propaganda eleitoral na internet

TSE autoriza sites de jornais e revistas a publicarem opinião sobre eleição, mas mantèm ditadura para emissoras e suas páginas eletrônicas

Por Felipe Seligman, na Folha:

O TSE decidiu mudar, por 5 votos a 2, a resolução que trata de propaganda eleitoral e condutas de agentes públicos, liberando a manifestação partidária de órgãos de comunicação impressa inclusive na internet.
A Corte alterou um parágrafo do artigo 20 da resolução 22.718. O texto afirmava que "não caracterizará propaganda eleitoral a divulgação de opinião favorável a candidato, a partido político ou a coligação pela imprensa escrita, desde que não seja matéria paga, mas os abusos e os excessos, assim como as demais formas de uso indevido do meio de comunicação, serão apurados e punidos".
Os ministros incluíram, após a referência à imprensa escrita, a citação: "inclusive nos respectivos sítios na internet".
O TSE também mudou o parágrafo 5º do artigo 21, que trata da programação de rádio e TV. Diferentemente de jornais e revistas, essas empresas não podem fazer propaganda ou emitir opinião sobre candidato, pois são concessões públicas.
Agora, o texto diz que as restrições "aplicam-se às paginas na internet mantidas pelas empresas de rádio e TV e às demais redes destinadas a prestação de serviços de valor adicionado". O antigo texto desse parágrafo dava a entender que as empresas de comunicação que têm página na internet, inclusive as da imprensa escrita, estavam sujeitas às mesmas vedações de rádio e TV. Assinante lê mais aqui

Reflexões

Caetés é aqui, não lá.

Diogo Mainardi
Os Estados Unidos se transformaram numa Caetés. Olhe o mandacaru em Columbus, Ohio. Olhe o retirante em St. Louis, Missouri. Olhe o menino morto de fome no estacionamento do Wal-Mart em Pueblo, Colorado. Nas últimas semanas, os americanos passaram a protagonizar um romance sertanejo. Eles choramingam melodramaticamente o tempo todo, reclamando da própria miséria: nas ruas, na imprensa, nos debates eleitorais.
Como acontece em Caetés, está muito complicado pagar em dia a hipoteca da segunda ou da terceira casa. Como acontece em Caetés, está muito complicado encher o tanque do segundo ou do terceiro carro. Cada vez que o Dow Jones cai 700 pontos, aumenta o desejo dos americanos de encontrar um coronelzinho que cuide deles direito.
É o que Barack Obama oferece ao Fabiano e à Sinhá Vitória dos Estados Unidos: um carro-pipa para distribuir caridosamente planos de saúde, usinas eólicas e bolsas de estudo em Harvard.
Alguns dias atrás, o presidente iraniano, Mahmoud Ahma-dinejad, anunciou o fim do capitalismo. É um retorno a Bucareste, 1965. Num lugar em que falta carne, em que falta sabonete, em que falta gasolina, o tirano ainda promete triunfar sobre o império americano. Além dos iranianos, dos venezuelanos, dos indianos, dos coreanos e dos brasileiros, os próprios americanos compraram a idéia de que os Estados Unidos caminham rapidamente para a ruína. Um editorialista do Washington Post reconheceu os sinais da derrocada do modelo americano. E uma editorialista do New York Times publicou um artigo todinho em latim, estabelecendo um paralelo com o fim do império romano. Para ela, George W. Bush só pode ser um Nero dos novos tempos. Sarah Palin, uma Pompéia. Barack Obama, um Adriano.
Nicolas Sarkozy também participou do cerco aos Estados Unidos. Ele é Alarico I. Depois de se reunir com os líderes de outros países europeus, ele sugeriu reformar o sistema financeiro global, com a finalidade de criar o "novo capitalismo". O que diferencia o novo capitalismo do velho capitalismo? O novo capitalismo é – como dizer? – menos capitalista. Segundo Nicolas Sarkozy, o sistema financeiro, em vez de pensar somente em acumular dinheiro, tem de passar a favorecer o bem-estar coletivo. Nessa nova ordem mundial, os americanos, depauperados e subalternos, precisam aprender a gerir a economia com Guido Mantega. Em 4 de novembro, os Estados Unidos escolhem o presidente. Uma parte dessa histeria pré-fabricada, eleitoreira, se dissipará. Os americanos devem retomar rapidamente o comando. Quem sabe decidam até bombardear as usinas nucleares iranianas. Chega de mandacarus em Ohio. Chega de retirantes em Missouri. Chega de meninos mortos de fome em Colorado. Caetés é aqui. Caetés é nossa. Ninguém pode tomá-la de nós. (Trem Azul)

Política

Reunir é um direito do cidadão

Rui Alves Grilo
“Ninguém está se reunindo contra o prefeito, nem contra ninguém. Estamos reunidos porque é um direito que temos e que qualquer cidadão tem”. Assim, a Meg, assessora do Clodovil, sintetizou a sua visão sobre a reunião realizada na Câmara, no dia de ontem, 17/10/08 com o objetivo de organizar um fórum com o mesmo espírito daquele proposto pelo Clodovil.
Aos vereadores que não foram eleitos ele sugeriu a formação de uma comissão de fiscalização, porque no próximo mandato não haverá oposição pois todos os vereadores eleitos fazem parte da base de apoio do prefeito. Essa proposta do deputado foi ampliada com a presença e a participação de militantes de vários partidos e de várias instituições da sociedade. O objetivo do fórum, que ainda não tem um nome, é a unidade em torno de propostas políticas comuns, respeitando-se as diferenças, dentro de um padrão de civilidade e de diálogo.
A palavra política foi empregada no seu sentido mais nobre, como a arte do diálogo entre aqueles que vivem na polis (cidade) e que, para conviver precisam estabelecer regras de convivência e juntos lutarem pelos direitos e contra a opressão. O Fórum foi coordenado e aberto pelo Sr. Gerson Florindo. O primeiro a usar a palavra foi o Sr. Mauricio Moromizato que enfatizou a diferença entre esse fórum e os demais, devido ao seu caráter político de acompanhamento das ações e investigações da justiça porque há muitos indícios que as eleições não transcorreram dentro da normalidade principalmente no que se refere ao funcionamento das urnas.
Também é político como um espaço de formulação de políticas amplas de gestão do município e de disputa de concepções de governo. Usando a palavra, apontei a necessidade de organização desse fórum. Para exemplificar, citei várias situações já vividas, em que há alguns pontos de convergência com a situação atual em Ubatuba, e que a população teve que se organizar para defender seus interesses e colocar limites às arbitrariedades de governantes e de grupos.
Ao assumir o governo do município de São Paulo, o Sr. Jânio Quadros, com o objetivo de queimá-los, mandou recolher a coleção Retratos do Brasil que havia sido enviada às escolas e também os subsídios curriculares elaborados pela Secretaria de Educação durante o governo de Mário Covas. Para isso, ameaçou com punições todos aqueles que não cumprissem suas determinações. Apesar das ameaças, muitas escolas não devolveram esses materiais e se mobilizaram para denunciar essas arbitrariedades. Com o intuito de dividir o funcionalismo, beneficiou uma associação e se negava a receber e a atender o sindicato, o que culminou numa das maiores greves do funcionalismo municipal. Durante o governo da Erundina, São Paulo vivia uma grande crise de emprego, com o aumento do trabalho informal. Para gerar empregos, uma das ações foi estabelecer uma parceria com empresas para reformar o Autódromo de Interlagos e trazer de volta a Fórmula 1 para São Paulo. Usando de brechas e interpretações jurídicas, seus adversários, aliados ao Tribunal de Contas do Município, tentaram cassar seu mandato e só não conseguiram porque houve uma ampla mobilização política, com o apoio do renomado escritório de auditoria Trevisan.
O tráfico estava transformando o Jardim Ângela e os seus arredores no lugar mais perigoso do mundo. Somente com a mobilização de todas as correntes sócio-políticas e religiosas é que se conseguiu a redução da violência. Portanto, só há uma saída: respeitar as diferenças sócio-políticas e religiosas e unir-se em torno de objetivos comuns, que deve ser o objetivo desse fórum.
A Sra. Sonia Bonfim, relatou o descaso e a falta de discussão de políticas públicas para a criança e o adolescente, porque durante todo o tempo em que esteve à frente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, nunca conseguiu ser recebida pelo Sr. Prefeito com esse objetivo. E o mesmo acontece com sua sucessora. O Sr. Miguel Angel e outros presentes abordaram a necessidade de uma democracia participativa direta e não representativa porque há uma crise de representatividade devido à inoperância da Câmara para exercer a obrigação constitucional de fiscalizar os atos do executivo.
Surgiram propostas de organização da população para ultrapassar o nível da denúncia e atuar de forma propositiva por espaços geográficos, por temas, com a utilização de todos os recursos possíveis, tanto eletrônicos (internet) como presenciais. Ficou claro para todos a necessidade urgente de organização e mobilização.
Rui Alves Grilo
ragrilo@terra.com.br

Próxima reunião:
CÃMARA MUNICIPAL
Quarta-feira, dia 22/10/08 às 19 horas.

Viola no saco

Caro amigo Julinho

Josias Sabóia JIJA
Primeiro, quero dar-lhe os parabéns pelas suas escritas, como sempre muito bem colocadas. Agradeço por citar nosso posto de gasolina, onde você toma um café. Vou ter que lhe contar umas coisas, mas você não vai poder contar para ninguém. Como sei que você é uma pessoa séria, vai guardar este segredo.
Outro dia, fomos a um banco fazer um desconto de cheques para comprar combustível e operar o posto. Mandamos para o banco mais de 50 cheques de vários clientes de diversos valores. Para nossa supressa, nenhum foi descontado, pois, segundo o banco, todos tinham restrições.
Moral da história: ficamos com os cheques e sem combustível, pois os cheques não poderiam ser passados ao fornecedor.
Diante deste fato, fomos obrigados a passar uma ordem nova nos postos: não aceitamos mais cheques. Sem contar que neste ano batemos todos os recordes de recebimento de cheques sem fundos, de todos os bancos da praça.
Julinho, e as pessoas dão cheque e não conseguem pagar não é porque são nó cegas não! É porque não têm nem latinha pra catar na cidade; assim não têm como ganhar um extra.
Como eu, muitos são os comerciantes passando diversas necessidades. E olha que se eu recebesse os cheques sem fundos que tenho na minha gaveta, daria para quitar a grande maioria de minhas dívidas! Fora, meu amigo Julinho, as notinhas que muitas vezes fazemos para receber depois, e este depois não chega, e quando às vezes vamos cobrar, alguns ficam bravos por estarem sendo cobrados.
Converso com diversos comerciantes e muitos deles também têm o mesmo problema. Porém, não adianta falarmos isto para nossos fornecedores, pois para eles nada disto importa; o que importa é que deixamos de pagar em dia e não existe justificativa. Passamos então, a ser maus pagadores.
Infelizmente, meu amigo, assim é a vida. Nossas despesas com tudo não param de crescer: aluguel, água, luz, telefone, impostos, dissídio de categoria, assaltos, cheques sem fundos e assim por diante. Ninguém quer saber! Não importa como, mas temos que tentar sobreviver mais um ano e não podemos repassar estas despesas na mesma ordem para os preços ao consumidor. Assim, já faz anos que vamos ficando cada vez mais massacrados.
Amigo Julinho, você já ouviu alguma vez os governos estadual ou federal ou bancos perdoarem dívidas de comerciantes? Mas já viu perdoar de usineiros, agricultores, bancos e outras mais. Porém, os pequenos comerciantes, que são os maiores geradores de empregos deste país, sempre são massacrados e nunca têm suas dívidas perdoadas. Por sinal são, sim, executados pelo Estado, pelo município e pelo governo federal.
Em 2007, tivemos um grande presente, que foi a epidemia de dengue e assim todos os feriados do ano foram para o ‘vinagre’, pois ninguém queria saber de Ubatuba. Para quem não se lembra, isto aconteceu no feriado da Semana Santa do ano passado! Depois disto, foi só tristeza! A temporada 2007/2008 foi muito curta e mal deu para que uns conseguissem pôr a casa em dia. Normalmente, o comerciante começa a pedir empréstimos no mês de agosto ou setembro. Entretanto, neste ano a coisa foi diferente, pois em pleno mês de março muitos já estavam tentando levantar empréstimos, mesmo sabendo que 2008 seria ainda pior, pois não teríamos feriados. Mas como a esperança é a última que morre, assim vamos em frente, contamos com a temporada de 2008/2009.
Aí, meu amigo Julinho, a coisa também está pegando! Um amigo meu dono de uma pousada andou recebendo umas consultas para o reveillon e para o carnaval. Passou preço, conversou com o cliente e a coisa estava rolando bem, até que o cliente quis saber a programação da temporada nossa, isto é, o que iria acontecer no reveillon e no carnaval. Nosso amigo se engasgou no telefone, tentou dar uma desculpa, pois não sabia o que responder. O cliente se adiantou e falou: “Pelo visto, vocês ainda não têm a programação pronta. Tudo bem. Eu cotei a cidade de Caraguá também. Segundo o dono da pousada com quem falei, lá eles já têm tudo programado com muitos eventos e shows para esta temporada, que começa no dia 24 de dezembro e acaba no dia 24 de fevereiro. Ele ainda me falou que estão com uma previsão de um milhão e oitocentos mil turistas para esta temporada de verão e que se eu realmente quisesse ir para Caraguá que fizesse a reserva logo. Mas como eu gosto mais de Ubatuba resolvi ver o que ia ter aí. Agradeço a sua atenção, mas vou retornar a ligação para Caraguá e fazer minha reserva lá”.
O meu amigo ainda tentou reverter dizendo que, com certeza, teremos queima de fogos neste ano, nossos blocos de carnaval na avenida e que já está acertado que teremos dois navios já confirmados que estarão na cidade nesta temporada.
O cliente respondeu: “Agradeço a sua atenção, mas tenho dois filhos adolescentes que querem se divertir, querem curtir não importa em que cidade. Particularmente, prefiro Ubatuba e meus filhos também em matéria de praia, mas eles querem se divertir na noite também e eu também adoro sentar em um quiosque e poder ouvir uma música ao vivo. Mas fica para o próximo ano. Quem sabe até lá vocês já tiveram tempo de fazer uma programação para a temporada e para os turistas que os visitam. Abraços e obrigado!”
Assim, Julinho, mais um cliente foi para a cidade vizinha, que só neste ano inaugurou inúmeras novas lojas e nesta semana estará inaugurando a Lojas Americanas.
Julinho, meu texto ficou grande, mas será que deu para passar uma idéia do que estamos vivendo? Não ficamos sem combustível porque queremos; ficamos, sim, por falta de dinheiro muitas vezes para poder comprar. Julinho, com certeza, nossos comerciantes de Ubatuba podem ser chamados de heróis, pois aqueles que estão sem dívidas pode ter certeza que estão se privando de muitas coisas.
Já nós não temos mais do que nos privar.
Só nos resta, meu amigo, rezar e muito para que esta crise financeira não atinja a nossa temporada, que todos estão rezando para que chegue o mais rápido possível.

Abraços,

Josias Sabóia JIJA
P. S.: tudo que lhe contei é segredo, não conte pra ninguém.

Análise

A Dúvida do Prefeito Eduardo Cesar

Engº Guaracy Fontes Monteiro Filho
O prefeito Eduardo Cesar ganhou o pleito Municipal com uma soma considerável de votos sobre o segundo colocado. Deveria estar esperançoso, mas tenho a impressão que não está. Ninguém pode duvidar de sua capacidade política, de sua forte articulação diante das diversidades e da força de sua equipe.
Porém, creio que tudo isso não bastou. Pela falta de diálogo com as forças de oposição, chegando às vezes a beira da onipotência, acirrou as forças contrárias e aproximou os opostos.
O Político profissional Eduardo Cesar é sem dúvida um vencedor e com certeza, nutre uma justa ambição de galgar vôos mais altos, alimentada ainda mais, pela vitória do Deputado Antonio Carlos em Caraguatatuba. Porém, se quer ter sucesso nesta ambição, deverá aprimorar o seu senso auditivo, ter humildade para aprender e amenizar a ambição pessoal dos que o cercam.
Um bom político , antes de mais nada, deve ser um agregador; ouvi varias vezes do saudoso Deputado Ulisses Guimarães, com quem tive a honra de conviver no Diretório Nacional do MDB, a seguinte frase ;"AOS AMIGOS NÃO DOU NADA, POIS JÁ SÃO MEUS AMIGOS, QUANTOS AOS INIMIGOS...". A frase era repetida em tom de brincadeira, porém, tinha um fundo de verdade.
Um bom político semeia vitória, discute e a planeja. A oposição fez a sua parte, foi mais eficiente após do que durante a campanha, o resultado veremos em 2010.
Engº Guaracy Fontes Monteiro Filho

Opinião

A universidade e as novas tecnologias

João Grandino Rodas
Nunca antes o conceito de universidade, surgido na Europa no século 12, enfrentou tamanho desafio. Estão em xeque seus pressupostos básicos: localização, temporalidade e limitação de vagas. De per si, as invenções da imprensa, do rádio e da televisão não tiveram o condão de mudar, fundamentalmente, o conceito em tela. O uso integrado de variadas mídias, possibilitado pelo uso conjunto de tecnologias de comunicação e informação, contudo, vem permitindo uma revolução na educação, em razão de romper com as fronteiras de tempo e de espaço.


O impacto da utilização do referido conjunto de tecnologias pode ser sentido na sociedade, nos métodos de ensino, no aluno, no professor e na universidade. Para a sociedade o benefício é dúplice: os cursos semipresenciais e não-presenciais propiciam aumento considerável do número de pessoas com acesso à educação - um mesmo curso pode ser seguido tanto em escala nacional quanto global. Opera-se a democratização da educação ao permitir que pessoas sem possibilidades de freqüentar regularmente cursos presenciais possam ser incorporadas à escola. Além disso, facilita-se a educação continuada.

No que tange aos métodos, o professor deixa de ser o ponto central, tornando-se partícipe de equipe multidisciplinar (pedagogo, designer, roteirista, programador e apresentador), cujo objetivo é a eficácia do processo ensino-aprendizagem. Por outro lado, cada espécie de curso requer o desenvolvimento de metodologias adequadas. Curso que utilize a televisão deve ser interativo, a ponto de possibilitar a comunicação reversa do aluno. Já os que utilizam a internet necessitam de ferramentas de interatividade para a comunicação síncrona ou assíncrona entre professor e aluno.

O aluno torna-se o foco do processo de aprendizagem. Passa ele a ter maior autonomia para identificar suas necessidades e procurar as informações, com o intuito de refletir sobre elas, discuti-las e adaptá-las às suas necessidades. Daí ser imperioso, desde o ensino fundamental, cultivar no aluno maior espírito crítico e perspicácia. Relativamente às informações, elas passam a estar disponíveis em qualquer lugar e a qualquer hora, e não unicamente no momento em que o professor as apresenta. O aluno poderá obtê-las quando a elas se puder dedicar.
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João Grandino Rodas, diretor da Faculdade de Direito da USP, presidente do Tribunal Permanente de Resolução do Mercosul, ex-professor da Faculdade de Educação da USP (Didática, História da Educação e Educação Internacional), é membro do Conselho Diretor da Fulbright Commission

Manchetes do dia

Sábado, 18 / 10 / 2008

Folha de São Paulo
"Kassab mantém vantagem sobre Marta"
Pesquisa Datafolha concluída ontem, a nove dias do segundo turno das eleições municipais, mostra que o prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição em São Paulo, mantém sua vantagem ante Marta Suplicy (PT) sua adversária. Se a eleição fosse hoje, 53% dos paulistanos votariam em Kassab e 37% votariam em Marta. O prefeito oscilou negativamente um ponto em relação ao levantamento anterior, feito em 7 e 8 de outubro; a ex-prefeita ficou com o mesmo potencial. A margem de erro da pesquisa, a primeira depois da volta do horário eleitoral é de dois pontos percentuais. Kassab tem o apoio da maior parte dos eleitores que declaram ter votado, no primeiro turno, em Geraldo Alckmin (PSDB), Paulo Maluf (PP) e Soninha (PPS). No Rio, o Datafolha aponta empate técnico entre Fernando Gabeira (PV) e Eduardo Paes ((PMDB). Em elo Horizonte, Leonardo Quintão (PMDB) está dez pontos à frente de Márcio Lacerda (PSB).


O Globo
"SP: resgate termina com refém em coma"
Depois de cem horas de negociações fracassadas, terminou de forma trágica o sequestro de de Santo André (SP): a estudante Eloá Pimentel, de 15 anos, foi baleada na cabeça por seu ex-namorado Lindemberg Fernando Alves, de 22 anos, que a mantinha refém desde segunda-feira. Eloá, em estado muito grave, estava sendo operada ontem à noite para a retirada de uma bala do cérebro. Em entrevista, médicos informaram que a adolescente perdeu massa encefálica e que, numa escala de 1 a 10, o risco de morte é 9. O rapaz também acertou um tiro na amiga de Eloá, Nayara Vieira, mas ela não corre risco de morte. Há divergências em torno do desfecho do caso. O coronel Eduardo Oliveira, da PM, disse que os soldados só invadiram o apartamento depois de ouvir os disparos. Mas jornalistas de plantão em frente ao prédio disseram só ter ouvido tiros após a explosão que derrubou a porta do apartamento. A família de Eloá deixou o local em estado de choque. O pai de Nayara protestou contra a decisão da PM de autorizar a volta dela ao apartamento um dia depois de ter sido libertada. Especialistas apontaram pelo menos três falhas na operação comandada pela Polícia Militar: demora nas negociações, a entrada de Nayara e o acesso irrestrito de Lindemberg ao telefone, o que permitiu falar com amigos e jornalistas. Ele namorou Eloá por três anos.


O Estado de São Paulo
"Governo vai garantir mercado de imóveis"
O governo está preparando medidas para socorrer construtoras que fizeram lançamentos imobiliários e que, em razão da crise internacional, ficaram sem dinheiro e sem crédito para finalizar os empreendimentos. A Caixa Econômica Federal, líder do setor, poderá dar garantias aos financiamentos concedidos por outros bancos. Além disso, vai lançar uma linha de crédito para construtoras. A intenção é evitar que, após a forte expansão dos últimos anos, haja uma crise de confiança no setor - que estima ser necessário um socorro de até R$ 4 bilhões. Dados do Creci-SP mostram que a venda de imóveis usados no estado de São Paulo caiu 8,55% em agosto sobre julho; na Capital, a queda foi de 19,18%. Mesmo com o agravamento da turbulência, a Caixa vai manter a meta de desembolsar R$ 23,4 bilhões em crédito de habitação neste ano.


Jornal do Brasil
"Polícia erra e seqüestro acaba em tragédia em São Paulo"
Um dos mais longos seqüestros no país terminou mostrando que a polícia não aprendeu as lições do caso do ônibus 174 no Rio, há oito anos. A PM de São Paulo invadiu a casa onde Eloá Pimentel e a amiga Nayara Silva, ambas de 15 anos, eram, há mais de 100 horas, mantidas reféns de Lindemberg Fernandes Alves, ex-namorado de uma delas. Na troca de tiros, as moças foram baleadas. Ferida na cabeça, Eloá saiu em estado grave - a morte chegou a ser anunciada pelo governo, mas foi desmentida. Os agentes disseram ter atacado ao ouvir tiros e serão investigados: Nayara tinha sido devolvida ao seqüestrador, depois de ser libertada, como parte da negociação.

sexta-feira, outubro 17, 2008

Conjuntura

A solução da crise está longe

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros, na Folha:

A crise financeira continua a piorar. Em junho do ano passado -início cronológico dos distúrbios que vivemos hoje- a crise parecia localizada no segmento dos empréstimos hipotecários a pessoas de baixa renda nos Estados Unidos. Nada que realmente pudesse ameaçar o sistema bancário norte-americano e, muito menos, se transformar em uma crise financeira mundial. Mas, sabemos hoje, a questão do chamado "subprime" era apenas a ponta de um monstruoso iceberg gerado ao longo dos anos de bonança que o mundo vivia então.
Esse iceberg foi revelando lentamente toda a sua dimensão. Na medida em que ele crescia, o mercado foi voltando no tempo e buscando na história exemplos que pudessem servir como guia para seu enfrentamento. Mas esse exercício analítico simples, quase simplório, mostrou-se insuficiente para estabelecer um padrão de correção dos preços dos ativos financeiros. A realidade era sempre pior do que os mercados imaginavam, principalmente depois que o crescimento econômico mundial começou a enfraquecer na virada do semestre.
A partir daí o iceberg começou a parecer cada vez mais com o que provocou a catástrofe de 1929 e a recessão dos anos seguintes. Apesar das ações pontuais do Federal Reserve (o BC dos Estados Unidos) e do governo norte-americano, a crise atingiu segmentos do mercado considerados como os mais seguros e funcionais. Percebeu-se, então, que não se tratava mais de uma crise de confiança em algumas instituições ou ativos financeiros de maior risco, mas de uma crise sistêmica e de dimensão mundial. O mês de setembro passado pode ser identificado como o momento em que essa mudança de percepção chegou aos mercados e aos governos. Basta olhar para o comportamento dos mais variados mercados para chegar a essa conclusão.
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Tiro no pé

Marqueteiro admite erro de avaliação, mas defende peça

Por Renata Lo Prete, na Folha:

Na berlinda desde domingo, quando foi ao ar o já célebre comercial com perguntas de natureza pessoal sobre Gilberto Kassab ("É casado? Tem filhos?"), João Santana, responsável pela propaganda de Marta Suplicy, "lamenta profundamente" "não ter previsto a onda que se formou". Esse é, porém, o único erro que reconhece. A peça, em seu entender, "não transgride os limites da ética e da elegância".
Na entrevista abaixo, a primeira em que trata do caso, Santana negou, como Marta já fizera, que as questões contivessem insinuação de homossexualidade. E repetiu a candidata do PT ao dizer que ela não viu a peça antes da exibição.
Marqueteiro da reeleição de Lula, Santana, 55, administra a ampla desvantagem de Marta a nove dias da votação final.

FOLHA - Até mesmo petistas e eleitores de Marta consideraram a peça "jogo sujo", "insinuação maldosa", "invasão de privacidade" etc. A campanha admite que errou?
JOÃO SANTANA - O único erro foi não ter previsto a reação que o comercial provocaria em determinados setores. Uma reação causada, na maioria dos casos, por interpretações equivocadas. Tão logo verificamos isso, retiramos o comercial do ar.

FOLHA - A campanha alega que as duas perguntas não guardam relação com o assunto homossexualidade. Não lhe parece difícil fazer com que pessoas com algum discernimento acreditem nisso?
SANTANA - São duas perguntas que todo mundo é obrigado a responder em várias situações na vida. Havia outras perguntas de natureza familiar ("É de família rica? Pobre?") que tiveram de ser cortadas por ajuste de tempo. Sei que é difícil acreditar, mas o fato de as duas perguntas terem ficado no final não foi intencional.

FOLHA - Havia, então, uma definição estratégica de expor a vida privada do adversário?
SANTANA - Não havia e não há.A definição estratégica era tocar no desconforto de eleitores kassabistas por não conhecerem a biografia do candidato. Toda vez que isso era estimulado nos grupos, esse desconforto se traduzia numa dúvida forte. Foi então que criamos uma série de comerciais para provocar reflexão. Não havia intenção de entrar no terreno que acabou gerando toda a polêmica. Tampouco surgiu essa reação nas pesquisas qualitativas.(...)

FOLHA - Acha relevante saber se o candidato é casado e se tem filhos?
SANTANA - Acho. O eleitor gosta e tem o direito de saber tudo sobre o candidato. Quer saber até para que time ele torce.Além disso, o que nos interessava ali não era uma ou outra pergunta específica, e sim despertar no eleitor, por meio de uma série de questões, a dúvida sobre tudo o que ele desconhece a respeito de Kassab.
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O faraó de Moçambique

“No tempo dos faraós e dos imperadores”

Maria Helena Rubinato
Há os que pedem para o Lula se calar. Pois eu, não. Imaginem perder essa maravilha: Lula, reunido com o presidente de Moçambique, indignado ao saber que a ajuda de R$10 milhões de dólares que prometera cinco anos atrás ao país africano ainda não chegara lá, reagiu à explicação de seu chanceler, de que a culpa era da burocracia. E saiu-se com esta, dirigindo-se ao chefe do estado moçambicano:
“No tempo em que você tinha os faraós e os imperadores, isso não acontecia”. Todos os brasileiros da imensa equipe do presidente sorriram e olharam para os moçambicanos com ar de quem diz “ele não é uma simpatia?”. Dificilmente um amigo que promete essa pequena fortuna não vai ser encarado como simpático, mesmo que Moçambique tenha que reescrever sua história e colocar lá uns faraós. Com certeza estão até agora se perguntando onde foi que o Lula pescou um faraó em Moçambique... (Do Blog do Noblat)

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Nota do Editor - Esse povo não sabe nada de História e fica duvidando da sapiência de Nosso Guia. Se Lula falou de um faraó em Moçambique deve ter havido muitos faraós em Moçambique. Lula é infalível, disse ele outro dia que a crise mundial é uma marolinha. Os jornais mentem, exageram, falam em recessão. Você acredita neles, arautos da direita, porta-vozes das zelites? Bobagem. Não há crise e Moçambique teve muitos faraós. E ponto final. (Sidney Borges)

Madonna



Esquisita

Thomaz Magalhães
Chegam aos jornais e internet fatos que levaram ao divórcio de Madonna. Cega pela juventude e saúde, ela controla rigidamente os alimentos na casa, só permite os ditos saudáveis, entre eles os preparados pela moda macrobiótica, de alimentos basicamente crus e fermentados que acreditam proprorcionar “paz espititual”. O marido Guy Richie diz que precisava sair de casa para comer uma torta ou qualquer outra coisa normal, informa reportagem do jornal The Telegraph.
A cantora também se recusava a abrir janelas da casa para a luz do sol entrar. E cobria seu corpo com cremes caríssimos, para se proteger dele, mesmo dentro de casa. Creme de 500 libras o pote. Também era esquisita, contam amigos próximos, a proibição de ligar a TV, para não contaminar a família, não corromper-lhe a integridade.
Os problemas de relacionamento se agravaram quando Madonna se voltou para a cabala, doutrina judaica que ela segue com fervor. Gui Richie acha a cabala esquisita, dizem amigos. Depois que ela começou a freqüentar esses centros, criou um sentimento de que era a salvadora do mundo e perdeu o senso de humor. Em todo caso, as agruras do marido terminaram bem, pois está na casa dos 150 milhões de dólares o que vem negociando na partilha. (Do Trem Azul)

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Energia

Capacidade nuclear mundial quadriplica até 2050

Gloria Alvarez
A capacidade de geração nuclear pode quadriplicar até 2050, segundo relatório divulgado recentemente pela Organisation for Economic Cooperation and Development da Nuclear Energy Agency (NEA). De acordo com as previsões mais otimistas, a participação nuclear na produção de energia global passará dos atuais 16% para 22% nos próximos quarenta anos. No horizonte de 2020, países como Estados Unidos, França, Japão, Rússia, China e Coréia deverão ter a maior capacidade nuclear instalada. Segundo a agência, os recursos de urânio já prospectados são suficientes para acompanhar a expansão da energia nuclear, sem reprocessamento, pelo menos até 2050. No entanto, para realizar tal expansão, o suporte político e público são fundamentais, alertou a agência.
Gloria Alvarez
Assessora Técnica do Diretor-Presidente da Eletronuclear
Coordenadora da Assessoria de Imprensa
Contatos: 21 2588.7606 / Cel. 9642.9910
E-mail: galvarez@eletronuclear.gov.br

Ciência

Cientistas mexicanos usam tequila para produzir diamantes

da Efe, no México
Pesquisadores da Unam (Universidad Nacional Autónoma de México) conseguiram produzir diamantes a partir de acetona, etanol, metanol e tequila, segundo informou nesta quinta-feira o doutor em física Luis Miguel Apátiga, líder do projeto.
"Um dia passei em uma loja perto do campus da universidade e comprei uma garrafa de tequila", disse o líder do projeto. Segundo ele, a "curiosidade científica" o levou a produzir diamantes microscópicos a partir da tequila. A história da descoberta remete a 1995, quando esses cientistas investigavam uma maneira de obter diamantes a partir de gases de hidrocarbonetos comuns como o metano, acetileno e o butano.
No final do século passado, conseguiram passar esses gases por uma fonte de energia, romper as moléculas do gás em fragmentos menores e obter átomos de carvão, que foram depositados em um substrato sobre o qual formaram estruturas de diamantes em escala nanométrica.

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Nota do Editor - Já enviei a matéria ao Ditinho. Se no México deu certo com tequila, em Ubatuba será tiro-e-queda com cachaça. Que navios que nada, o futuro de Ubatuba está nos diamantes. (Sidney Borges)

Sobra hipocrisia

O que importa?

Diogo Mainardi
Importa saber se Gilberto Kassab é homossexual? Importa saber se Marta Suplicy é adúltera? Para mim, de jeito nenhum. Mas compreendo que alguns eleitores possam se importar. Ninguém deve proteger os eleitores de sua própria obtusidade. E ninguém deve proteger os políticos de seu próprio comportamento. (Trem Azul)

Pensata

Somos todos uns... ”Zés-manés”

Fernando Pedreira

Considero-me o maior deles, não temos direitos a absolutamente nada, e vêm com estas de Código de defesa do consumidor, decretos para sermos atendidos em um minuto etc. E reclamamos pra quem? Pro Bispo?
Há 20 anos que vejo a Sabesp fazendo prolongamentos e novas ligações, só aqui no meu bairro, mais de 1800, sem exagero. E o que foi que fizeram para a captação e tratamento? Nada. O Cidadão paga a taxa de água um ano e quando vem para cá não tem água, ou se tem como no meu caso, a cada chuva ela chega preta, sujando todo o sistema e filtros, provocando despesas e jogando milhares de litros fora. Compramos água mineral para poder trabalhar e pagar solenemente.
Na mesma época, ou seja, na temporada, qualquer ventinho e os curto-circuitos se espalham pelas fiações desencapadas, sustentadas ainda por postes de madeira, deixando-nos sem energia em dias que representam até 10% do faturamento do ano. Deixe de pagar a conta pra ver.
Investe-se praticamente tudo que se tem na tentativa de obter um comércio lucrativo e assim que deixamos o local bem freqüentado somos rodeados de concorrentes informais, quiosques e barracas protegidas por lei que na minha concepção são as verdadeiras compras de voto.
Falando em voto e agora? Vão ou não periciar as urnas? E quem fez, se fez, já não desfez, sem deixar vestígios? Lá na terra de Tio San, da Microsoft do Bill Gates, não usam urnas eletrônicas. Nem mesmo o Paraguai usa.
Pagamos verdadeira fortuna de impostos para andarmos em ruas em péssimo estado de conservação, enquanto assistimos a prefeitura pavimentando as ruas das moradias em áreas de preservação ambiental permanente com o nosso dinheiro. Lugares que deveriam ser desocupados, pois literalmente no leito do rio, acabam provocando enchentes em nossas ruas e casas. O quê? Ministério Público? Pára de brincar.
Mas a Telefônica extrapolou, enviei uma carta com cópia para a Anatel e para estes conceituados jornais virtuais que de nada adiantou a não ser um retorno de um e-mail de um Zé Mané igualzinho a mim, que disse ter resolvido sua situação no Procon.
Para lá me dirigi, e para minha surpresa, no dia seguinte recebemos a ligação da Telefônica dizendo que já estavam providenciando a retirada da linha, bem como do Speed. Tive que implorar para que não o fizessem, voltei ao Procon que reclamou novamente, uma vez que não haviam solicitado o desligamento conforme informaram.
Pedi então à Telefônica a cópia do contrato de compromisso de compra e venda dos serviços, ou seja, a cópia da gravação que provaria que me venderam um monte de coisas e não entregaram nada, apenas cobraram e eu paguei. Fui informado que a tal gravação é sigilosa que só é fornecida com ação judicial. Mandei um e-mail ao meu advogado que nem respondeu.
Prevendo o futuro, havia cancelado um cartão de crédito por problemas com a financeira, resolvi comprar outro, acabo de receber uma correspondência dizendo “anexo o contrato patati patata”, não veio contrato nenhum, alguém duvida que vou receber a fatura sem receber o cartão?
Compramos uma câmara da G.Shot, não cometam essa loucura.
Sou ou não sou o maior dos Zés Manés? E vocês?
Fernando Pedreira

Novidade

As colunas do Ubatuba Víbora

Sidney Borges
Imagino que as reflexões contidas no novo espaço farão parte, um dia, do fórum filosófico da cidade. Também espero que possam indicar caminhos e fomentar a discussão de idéias. A abertura, postada logo abaixo, coube ao meu amigo Celso Almeida Jr., uma espécie de Bernini local, capaz de transitar pelos variados matizes da pintura política (Almeida Jr.!) e pelas letras, com igual elegância. Na segunda-feira será a vez de Renato Nunes, na terça, Maurício Moromizato. Para o espaço das quartas-feiras teremos a presença feminina de Cinthia Sampaio Cristo. Sérgio Caribé completará o time na companhia deste escriba quase inédito. Acessem e reflitam, sem esquecer que se o Ubatuba Víbora não deu, ninguém sabe o que aconteceu.

Coluna da Sexta-feira

Pós poeira

Celso de Almeida Jr.
Integro um pequeno grupo de articuladores que colaborou na campanha de Eduardo César.
Eu, em especial, contribuí modestamente. Reuniões do Conselho Político contaram comigo, na fase inicial.
Foi bom. Convivi com gente experiente, generosa; vi boa vontade.
Muitos projetos sugeridos também encontraram eco e hoje, com a reeleição do prefeito, creio que mais conquistas virão.
Há, entretanto, divergências que muito me incomodam. E, como participante da base aliada, sinto-me totalmente à vontade para criticar, sem rodeios.
Se, por um lado, admiro a habilidade da equipe do prefeito, que mostrou competência para construir uma força eleitoral expressiva, tanto para o executivo, quanto para o legislativo, não comungo com a forma como o governo se relaciona com a oposição e com os formadores de opinião nitidamente críticos.
O caso Clodovil foi lamentável. A presença de funcionários comissionados da prefeitura, na Câmara, dirigindo ofensas ao deputado, dificulta a construção da imagem de uma cidade moderna, de mente arejada, aberta para os mais diversos pensamentos.
Aliás, a própria característica geográfica de Ubatuba, com um mar amplo e maravilhoso à nossa frente, deveria inspirar os homens públicos para esta visão de liberdade.
Fico com o pensamento de Carlos Lacerda: “A liberdade não é um bem que se adquire ou se aluga e, portanto, se pode alienar ou dispensar. É um atributo do homem, uma qualidade inseparável de sua natureza.”
Nessa linha, no assentar da poeira do pós-pleito, nutro a mais intensa expectativa de que o comando político da prefeitura reveja as suas ações, procurando ouvir as vozes divergentes, respeitando outras correntes políticas que constituem a sociedade ubatubense e, principalmente, que parta para a efetiva profissionalização do serviço público.
Eduardo César e sua equipe direta de colaboradores têm toda a condição de projetar vôos maiores no cenário político regional, o que será bom para Ubatuba.
Mas, para tanto, é preciso aprender a ouvir. De verdade.

Missa

Adeus ao Sr. Mário Cembranelli

Mário Cembranelli Filho
Convidamos os amigos para a celebração da missa por intenção da alma do Sr. Mário Cembranelli, proprietário da Casa Marim, que faleceu no último domingo.
A missa será celebrada nesta sexta-feira, dia 17/10/08, às 19h30, na Igreja Matriz Exaltação da Santa Cruz.
(Do Guaruçá)

Conversa com Ubatuba

Olá meus queridos!

Clodovil Hernandes
Após tantos acontecimentos, sempre procuro refletir, avaliando e reavaliando tudo que ocorreu. Penso que é desta forma que crescemos e envelhecemos menos ignorantes. Ou será mais lúcido?
Assim, pensei em escrever alguma mensagem para vocês, mas, e a propósito disso, recordei então do que havia lido no livro de Rudyard Kipling. Kipling foi um escritor inglês, nascido em Bombaim, na Índia britânica em 1865. Morreu em 1936, e foi Prêmio Nobel de Literatura em 1907. Kipling, também foi um estranho na sua terra. Interessante notar como, o passado sempre nos ensina. Leiam este poema IF (Se), ele escreveu em inglês, a tradução foi feita por Guilherme de Almeida. Vamos ao poema, volto a falar com vocês no final.

Se
Se és capaz de manter a tua calma quando
Todo o mundo ao teu redor já a perdeu e te culpa;
De crer em ti quando estão todos duvidando,
E para esses, no entanto achar uma desculpa;
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
Ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
E não parecer bom demais, nem pretensioso;

Se és capaz de pensar --sem que a isso só te atires,
De sonhar --sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se encontrando a desgraça e o triunfo conseguirem
Tratar da mesma forma a esses dois impostores;
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas
Em armadilhas as verdades que disseste,
E as coisas, por que deste a vida, estraçalhadas,
E refazê-las com o bem pouco que te reste;

Se és capaz de arriscar numa única parada
Tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
Resignado, tornar ao ponto de partida;
De forçar coração, nervos, músculos, tudo
A dar seja o que for que neles ainda existe,
E a persistir assim quando, exaustos, contudo
Resta à vontade em ti que ainda ordena: "Persiste!”;

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes
E, entre reis, não perder a naturalidade,
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
Se a todos podes ser de alguma utilidade,
E se és capaz de dar, segundo por segundo,
Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
E o que mais --tu serás um homem, ó meu filho!


Tudo correu à solta, aqui em Ubatuba, eu, continuo o mesmo, com a mesma palavra.
Vista a carapuça quem lhe couber!
Fiquem em paz!
Ubatuba 16 de outubro de 2008
Clodovil Hernandes

Opinião

As perdas não são apenas financeiras

Washington Novaes
Nas últimas semanas, o noticiário fartou-se de anunciar perdas na casa dos trilhões de dólares com a crise financeira global, num mercado que se estimou em mais de US$ 500 trilhões. Nesse megacontexto, passou quase despercebido um estudo da Organização Mundial para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) e do Banco Mundial que situa em US$ 2 trilhões (equivalentes ao produto bruto anual da Itália ou mais de 1,5 PIB anual brasileiro) os prejuízos provocados pela sobrepesca e pelas aqüiculturas no planeta, decorrentes do esgotamento dos estoques pesqueiros e prejuízos para o meio ambiente e os recursos naturais.


A notícia provavelmente continuará debaixo do tapete por aqui, onde os altos escalões não costumam dar satisfações à sociedade quando algum estudo põe em xeque os postulados vigentes de desenvolvimento econômico acelerado e a qualquer preço. Não será diferente no caso da pesca, em que se planeja dobrar a atual produção até 2015 e se estão licitando 5,5 milhões de hectares para projetos de aqüiculturas em terra e no mar, embora os cientistas venham reiteradamente alertando que 80% das espécies economicamente exploradas no País "estão ameaçadas pela sobrepesca" (O Globo, 8/10), que é grave a situação na área da pesca da sardinha e que as aqüiculturas no mundo se estão inviabilizando rapidamente, porque consomem mais insumos do que produzem pescado, além de provocarem graves danos para o meio ambiente.

No âmbito específico das aqüiculturas, uma reunião do Comitê de Pesca da FAO, no início deste mês, no Chile, diagnosticou que elas estão "numa encruzilhada" - não só não conseguem atender à parcela crescente que lhes cabe na demanda mundial de pescado (era de 6% na década de 1970, já está em 51,6% dos 110,4 milhões de toneladas/ano atuais, ou 57,07 milhões de toneladas), como geram numerosos problemas ambientais e afastam cada vez mais do mercado os pequenos produtores. A pesca tradicional nos oceanos, diz o estudo, chegou a um limite, com 50% dos estoques pesqueiros esgotados e 25% explorados além da capacidade de reposição. Para atender à demanda projetada para 2030 - acréscimo de 28,8 milhões de toneladas/ano, decorrentes principalmente do aumento da população mundial para mais de 8 bilhões de pessoas e do crescimento do consumo per capita (hoje em 16,7 quilos/ano por pessoa) -, as aqüiculturas teriam de se expandir muito. Mas o seu crescimento está declinando: foi de 11,8% na década 1985-1995, caiu para 7,1% na década seguinte e para 6,1% em 2004. Ainda assim, as aqüiculturas têm uma competição crescente com a avicultura e a pecuária pelo uso de farinha e óleo de pescado, usados na alimentação de peixes. Isso faz parte do quadro de insustentabilidade, em que para produzir um quilo de pescado pode ser necessário o consumo de pelo menos o dobro de insumos alimentares - sem falar nos danos para a biodiversidade aquática, na perda de mangues, no despejo de matéria orgânica, no uso excessivo de antibióticos.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 17 / 10 / 2008

Folha de São Paulo
"Policiais civis e PM se enfrentam"
Policiais civis em greve e PMs se envolveram num conflito que deixou ao menos 25 feridos perto do Palácio dos Bandeirantes , sede do governo paulista no Morumbi (zona oeste de SP). Um coronel da PM está ente os feridos. O primeiro confronto das polícias no estado começou durante manifestação dos policiais civis, que, parados há um mês, pedem 15% de reajuste. Por volta das 16h, centenas de policiais civis, que exigiam ser recebidos pelo governo, seguiram em direção ao palácio e tentaram romper a barreira composta por policiais militares. Alguns dos policiais civis protestavam empunhando armas e forçavam a passagem. Em reação, os PMs lançaram gás lacrimogêneo e atiraram nos manifestantes com balas de borracha. Citando o PT e o PDT, que controlam a CUT e a Força Sindical, o governador José Serra (PSDB) acusou os manifestantes de ter interesses político-eleitorais e condenou o uso de armas no ato. O PT acusou Serra de partidarizar a situação, e as centrais culparam o governador pelo conflito. O comando de greve orientou os manifestantes a deixarem a região somente às 20h10.


O Globo
"Panfletos contra Gabeira levam a nomes do PMDB"
Dois envolvidos na apreensão de panfletos contra Fernando Gabeira (PV) têm ligação com o PMDB de Eduardo Paes. André Santos, um dos detidos, trabalhou na campanha de Paes. Jorge Pereira, da associação de moradores que teria encomendado os panfletos, é delegado do PMDB. Além disso, o motorista que transportava o material disse ser voluntário da campanha de Paes. Gabeira afirmou que aguardará a investigação. Paes disse que também é vítima de panfletos. Em São Paulo, Marta Suplicy (PT), desgastada pelo ataque pessoal ao adversário Gilberto Kassab, afirmou: "Política é uma coisa muito suja."


O Estado de São Paulo
"Governo tenta forçar retomada do crédito"
O Conselho Monetário Nacional deu ontem ao Banco Central poderes para determinar que os dólares vendidos a bancos em leilões oficiais sejam necessariamente direcionados para empréstimos a empresas exportadoras. A venda de dólares das reservas internacionais até agora foi insuficiente para aliviar a falta de crédito dos exportadores, pois os bancos estão preferindo reter esse dinheiro, diante do quadro de incertezas. "Nosso principal problema é a falta de liquidez", disse o ministro Guido Mantega. Foram anunciadas ainda medidas adicionais para tentar fazer o dinheiro circular no mercado. Cresceu a lista de títulos cuja compra dá aos bancos desconto no depósito compulsório que eles são obrigados a fazer no BC. Em outra frente, a CEF fechou acordo de R$ 4,7 bilhões para a compra de carteiras de crédito de quatro instituições financeiras.


Jornal do Brasil
"Polícia contra polícia"
O choque entre policiais civis em greve e a PM de São Paulo no Morumbi, perto do Palácio Bandeirantes, sede do governo do Estado, terminou com 23 feridos. Vários manifestantes estavam armados e a confusão começou quando a passeata tentou chegar ao palácio para pressionar pela volta das negociações. O governador José Serra afirmou que o tumulto segue interesses político-partidários do PT para influenciar o segundo turno das eleições, dia 26. Segundo Serra, as centrais sindicais que respaldam a greve apóiam a candidata de Marta Suplicy.

quinta-feira, outubro 16, 2008

Baseados de outrora me deixaram odara...

Em debate, Paes e Gabeira admitem ter fumado maconha no passado

ANDRÉ ZAHAR colaboração para a Folha Online, no Rio
Os candidatos a prefeito do Rio de Janeiro Fernando Gabeira (PV) e
Eduardo Paes (PMDB) disseram nesta quinta-feira, durante debate promovido pela Folha, terem feito uso de maconha no passado. Os dois, porém, afirmaram que não experimentam mais a droga.
"Já experimentei maconha. Fumei, traguei e não gostei. Nunca mais usei", afirmou Paes, que se disse contra a descriminalização da droga. "Acho que maconha é um mal pra a sociedade. A droga está na raiz do problema desta cidade. A briga do traficante é pelo ponto de venda", assinalou.
Gabeira, que escreveu livros sobre a experiência com maconha, disse que não fuma mais por não considerar "razoável" exercer mandato no Legislativo e, ao mesmo tempo, "ter uma posição de desrespeitar a lei".
"Eu posso ter efeitos semelhantes ao relaxamento da droga através da meditação", disse. "Tem uma droga que eu uso muito hoje, que é H2O", brincou.

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Nota do Editor - O simpático autor do texto se atrapalhou. No passado eles experimentaram, depois, segundo o que está escrito acima, não experimentaram mais. No caso seria mais correto dizer não fumaram mais. Parece a história da tia do Ênio, meu amigo, que foi passar uns dias na casa dele quando enviuvou. Os dias foram passando até ela juntar-se ao amado. Trinta e sete anos depois. Não tem nada a ver, mas guarda remota semelhança. (Sidney Borges)

Taubaté


A escolha será difícil, uma é mais bonita do que a outra.

Será neste sábado o concurso de Miss Comerciária 2008 de Taubaté

Será realizado neste sábado, às 20:00h, na Mansão Fabelle, o Concurso Miss Comerciária 2008 de Taubaté, com a presença de dez candidatas. A promoção do evento é do Sindicato dos Empregados no Comércio de Taubaté, em parceria com a Federação dos Empregados no Comércio do Estado de São Paulo.
Foram recebidas mais de vinte inscrições, tendo sido realizada uma pré-seleção, da qual foram escolhidas as dez candidatas que estarão participando do concurso: Angélica Miranda da Silva Barros – Casas Bahia de Pindamonhangaba, Débora Aparecida Correa – Marina Calçados (da Rua Anízio Ortiz Monteiro), Elaine Aparecida Magalhães Pinto – Mega Mix/Star Cell, Fernanda Luíza de Souza – Oscar Calçados, Juliana Cristina Ribeiro Lazarini – Lojas Marisa (centro), Jussemara Gouvêa Rodrigues - Ricca’s Moda, Laila Cristina Graciano – Gard Cell, Pedriane Campos Coelho Bonafé – Mirella Calçados de São Luiz do Paraitinga, Suellen Elizabeth Lemes dos Santos – Lojas Marisa do Taubaté Shopping, Ulrika Annegret Bögel – Casas Pernambucanas do Taubaté Shopping.
A Miss Comerciária 2008, eleita neste sábado, receberá um prêmio em dinheiro de R$ 3.000,00, um anel de ouro, um kit de cosméticos, uma estadia com direito a acompanhante na Colônia de Férias da Fecomerciários da Praia Grande, além de representar nossa cidade no Concurso Miss Comerciária Paulista, que acontecerá no dia 5 de dezembro. A 1ª Primeira Princesa receberá R$ 2.000,00, um kit de cosméticos, estadia com acompanhante na Colônia de Férias. E a 2ª Princesa receberá R$ 1.000,00, um kit de cosméticos, estadia com acompanhante na Colônia de Férias.
A decoração do Concurso Miss Comerciária 2008 é temática e muito especial, baseada no centenário da imigração japonesa. O público que comparecer terá ainda a oportunidade de assistir a um show de taiko (música de tambor) e de dança japonesa, com a colaboração da Associação Cultural Nipobrasileira de Taubaté.
sectaubate@sectaubate.org.br

Nota do Editor - Eis aí um programão para sábado. Concurso de miss. Em Taubaté, pertinho. Adoro concursos de miss, desde o tempo em que no Brasil só se falava do Getúlio, da Marta Rocha e de um tal de Lacerda. Quem gostava dessas pessoas era o meu pai. Quando estava com os amigos só falavam disso e chingavam o Chateaubriand. Da Marta Rocha ele só falava se a minha mãe não estivesse por perto. Além de concursos de miss também gosto de pastel de quermesse. Certos hábitos da infância acabam perdurando. (Sidney Borges)

Nostradamus?


Amarildo, no Blog do Noblat

Fim de papo...

Colarinho faz parte do chope, decide Justiça em Santa Catarina

Chope sem colarinho não é chope, afirma a magistrada na decisão; empresa recorreu de multa do Inmetro

Solange Spigliatti, do estadao.com.br
SÃO PAULO - O colarinho do chope deve ser considerado parte integrante do produto, de acordo com decisão tomada pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, publicada na última semana no Diário Eletrônico da Justiça Federal da Região Sul. Segundo o TRF, a decisão foi tomada depois que um restaurante de Blumenau, em Santa Catarina, entrou na Justiça para recorrer de uma multa.

A empresa foi multada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), pois a bebida servida pelo estabelecimento incluía a espuma no volume total do produto. Segundo o fiscal do instituto, apenas o líquido poderia ser cobrado, desconsiderando a quantidade de espuma conhecida como "colarinho branco". A empresa recorreu contra a sentença de 1º grau, que manteve a multa em vigor.
No julgamento no TRF-4, a 3ª Turma decidiu, por unanimidade, dar provimento à apelação do restaurante. Para a desembargadora federal Maria Lúcia Luz Leiria, relatora do processo no tribunal, "há um desvio na interpretação efetuada pelo fiscal do Inmetro". Conforme a magistrada, o chope sem colarinho não é chope. Ela considerou ainda que "o colarinho integra a própria bebida" e é o produto na forma de espuma, em função do processo de pressão a que é submetido.

Nota do Editor - Eis uma polêmica digna das páginas do Ubatuba Víbora. O colarinho faz parte do chope? Antes de comentar os leitores devem fazer um exame de consciência. Imaginem um chope trincando de gelado, o copo suando, mas sem colarinho, sem a espuma branca e densa que dá aquela sensação indescritível ao tangenciar as amídalas. Não parece chope, não é verdade? Fica com jeitão de ovomaltine. E para acompanhar o chope, o que os leitores sugerem? Fritas? Barbatanas de tubarão? Boa, barbatanas e colarinhos formam belos pares. Parabéns à Magistrada, mostrou atitude. (Sidney Borges em "Folguedos Bestiais")

TV Víbora: Brasil

Ernesto Nazareth-Brejeiro

Ponto de vista

Caixa dois contra a crise

Guilherme Fiuza
Não dá para entender a aflição mundial com a crise financeira. O Brasil consagrou um modelo de financiamento eficaz e seguro, que resolveria as falências num minuto.
O empresário Marcos Valério está preso – e a prisão acaba de ser prorrogada – por ter, supostamente, falsificado inquéritos contra fiscais da Receita. Mas se dependesse do valerioduto, sua obra-prima, ele estaria livre como um pássaro.
Para quem não se lembra, o ex-dono da DNA propaganda forjou empréstimos milionários ao PT (como avalista), enquanto ganhava na outra ponta em contratos suspeitos com estatais – comandadas por prepostos petistas.
O caminho obscuro desse dinheiro do contribuinte até os cofres do grupo político de Lula foi fartamente apontado. E essa contabilidade fantasma, que serviu para pagar publicitário por fora, para pagar políticos na boca do caixa com um simples ok de Valério – enfim, essa festa, não deixou nenhum dos seus participantes de ressaca.
Está todo mundo solto, tocando a vida. O próprio Valério teve que armar outra para merecer a atenção da Polícia Federal.
Ou seja: um esquema financeiro totalmente bem-sucedido. Não dá para entender por que Lula não exporta mais essa ao companheiro Bush.

Leia mais

Agradecimento

PTB – Respeito por Ubatuba.

Diretório Municipal do PTB de Ubatuba
O PTB municipal de Ubatuba agradece a todos aqueles que votaram em candidatos do partido e da coligação “Ubatuba de Cara Nova” na eleição de 05 de outubro de 2008.
Conseguimos mostrar que estamos progredindo, estamos crescendo dentro do município e este é o início, pois é na base que está o respaldo de toda estrutura sólida.
O nosso grupo é unido e assim pretende continuar, temos um objetivo que é a melhoria de vida para a nossa população e não vamos descansar enquanto não atingir este objetivo.
Queremos parabenizar a todos que conosco participam deste avanço do partido, somos componentes de um partido sólido e fiel a nossos princípios de progresso organizado, trabalho, expectativa de renda, moradias, melhores condições de saúde e educação.
Precisamos continuar unidos e agregando ao conjunto pessoas que têm também esses objetivos. Foi uma eleição com muito trabalho, poucos recursos, todavia, com muita disposição e satisfatória às pretensões do grupo.
Se olharmos para trás e nos pautarmos naquilo que era o PTB dentro do município e agora o que somos, vamos ver que gradativamente e paulatinamente estamos prosperando, e muito, isso é o que importa.O PTB já está se reunindo e traçando metas para colaborar naquilo que a população precisar, não somos um partido utilizado apenas em época de eleição, temos um compromisso com o cotidiano da população e isto é de extrema seriedade.
Nada mais nos cabe senão agradecer a você eleitor que depositou em nossos candidatos a sua confiança. Pode ter certeza que a nossa união em breve será recompensada nas urnas, com isso a cidade também receberá de nós petebistas todo o carinho e atenção que merece e temos disposição para dar.
Parabéns aos nossos candidatos a vereadores que juntos obtiveram 1956 votos para o PTB, são eles:
Dr. Ivair Pinto de Moura,
Professor Juba,
Luciana PM,
Edílson Ceará,
Manoel Marques,
Wilson do Taquaral,
Estela Maris,
Paraíba do Sertão,
Dr. Paschoal e Jorge Lee.
Parabéns também ao TATO que junto do muito honrado candidato a prefeito Dr. Maurício Moromizato, tornaram-se ambos donos de mais de 10.000 votos de confiança.
Parabéns aos demais candidatos que compuseram conosco a coligação “Ubatuba de Cara Nova”, são eles os bravos guerreiros do PT de Ubatuba, agradecemos ainda, sem exceção, aos demais colaboradores da nossa campanha.
Ao Deputado Estadual Campos Machado e ao Deputado Federal Clodovil Hernandez, João Toledo e ao não menos brilhante Dr. Guaracy Fontes Monteiro Filho, nossos sinceros agradecimentos, firmando ainda que estamos prontos para com eles colaborar.2012 está aí e com esse grupo capacitado que temos só nos resta esperar pela vitória que certamente virá, não vamos nos dispersar.

Abraço cordial a todos.
Diretório Municipal do PTB de Ubatuba

Ubatuba em foco

Eleição 2008

Josias Sabóia JIJA

Tenho acompanhado de perto o que tem ocorrido em nossa cidade nos últimos dias, com referência aos resultados da eleição, o que as pessoas têm escrito na internet e em jornais e ouvido comentários pelas ruas de nossa cidade. Muita coisa não é novidade como alguns apontam, mas não estamos aqui para julgar ninguém, ou muito menos dizer se houve ou não fraude nas eleições, mas já ouvimos de tudo, inclusive pessoas alegando que a foto deste ou daquele candidato não apareceu nas urnas.

Relatos de erros

Ouvimos dois relatos que nos chamou a atenção: um candidato a vereador que alega que na urna em que ele votou não existiu nenhum voto para ele e outro candidato que alega que na urna que seus pais e irmãos votaram ele não teve o número de votos correspondente aos seus familiares.

Carros e mesários

Quanto aos carros usados pela Justiça Eleitoral, em todas as eleições, o juiz solicita os da prefeitura. Na eleição passada tivemos ainda um fato onde o juiz eleitoral se recusou a usar o Passat importado, que era o carro do prefeito na época à disposição da Justiça Eleitoral, alegando que o carro já tinha causado muita confusão na cidade.
Quanto aos mesários serem funcionários, comissionados ou públicos, não vejo muita diferença das eleições passadas, quando já houve mesários nas mesma condições.


Diferença de eleição

No quesito voto temos várias diferenças, as quais tentaremos mostrar para nossos amigos, e inimigos também, e tentar esclarecer muitos fatos.


Eleição 2004:
Resultados para prefeito, que foram seis candidatos: colégio eleitoral da época 49.786 votos, válidos 39.768, deixaram de votar 10.018.
Número de votos por candidato:
Eduardo César: 12.109;
Paulo Ramos: 11.465;
Pedro Tuzino: 10.243;
Rogério Frediani: 3.433;
Elizabete: 1.349 e Fabrício: 1.169.
Eduardo foi eleito com 30,45% dos votos válidos ou 24,32% do eleitorado.

Eleição 2008:
Resultados para prefeito, onde tivemos quatro candidatos, considerando os votos de Paulo Ramos como válidos. Eleitorado: 55.967, comparecimento 46.117, deixaram de votar 9.850, brancos 1.191, nulos 2.035.
Número de votos por candidato:
Eduardo: 19.182, Paulo: 11.008;
Maurício 10.173 e Pedro 2.528.
Assim, Eduardo foi eleito com 44,72 % dos votos válidos ou 34,27% do eleitorado.

Fazendo uma análise dos números acima, podemos afirmar que o Prefeito Eduardo Cesar aumentou seu eleitorado, em média,14% dos votos válidos e em 10% do eleitorado total do município.
Mas de forma alguma, a não ser querendo enganar o eleitorado, o prefeito tem a maioria de aprovação de seu governo ou os números oficiais da eleição chegaram próximos ao que ele divulgava em suas pesquisas, quando chegou a informar até 59,86% da intenção de votos. Se desconsiderarmos os votos obtidos por Paulo Ramos, achamos o índice que o prefeito supostamente tinha nas pesquisas.
Em uma pesquisa estimulada, de maio de 2008, a qual não poderia ser divulgada, pois não era registrada, Eduardo aparecia com 33,70%, Paulo Ramos com 31,30%, Mauricio com 2,20%, Caribé com 16,00%, brancos e nulos 6%, indecisos 10,8%. Se analisarmos friamente os números, veremos que o prefeito cresceu em média 10% entre maio e outubro, mas o grande crescimento foi do candidato Maurício e Paulo caiu um pouco. Com a retirada do nome de Caribé para prefeito, o PSDB foi o partido que mais perdeu, pois tinha 16% dos votos e terminou a eleição com outro candidato com média de 5% do eleitorado.


Satisfação de 2004

Diferenças das eleições em 2004: quando acabou a eleição, existiu um clima como não víamos há muitos anos: satisfação geral de mais de 90% da população. Quem não queria Paulo estava satisfeito, pois deu Eduardo; quem não queria Pedro estava satisfeito, pois deu Eduardo; os candidatos Rogério, Elizabete e Fabrício e seus eleitores também ficaram satisfeitos, pois teríamos um novo prefeito. Para quem não se lembra, na segunda-feira após a eleição, apareceu um sol maravilhoso e o único comentário da cidade era como Eduardo tinha ganho a eleição, pois uns falavam que foi na boca de urna, que tinha contratado um monte de gente; outros já diziam que a culpa era do Paulo que ficou com um monte de camisetas guardadas e não usou na eleição, pois com a carreata de dias antes já estaria com a eleição no papo; já outros comentavam que a culpa era do Pedro que estava eleito como prefeito, mas em seus comícios falou muito e acabou perdendo votos. O que é realidade ou invenção, só eles poderiam afirmar. Mas uma coisa era consenso: todos estavam satisfeitos com o resultado da eleição e a cidade viveu clima de festa e de esperança.

Dúvidas de 2008

Já em 2008 as coisas não foram da mesma forma: o sol não abriu na segunda-feira, o clima era pesado, pessoas com denúncias e mais denúncias que fotos de candidatos não apareceram nas urnas, candidatos a vereador e a prefeito insatisfeitos com os votos, povo se manifestando contra o resultado das eleições e na cabeça de todos ainda estava viva a imagem da eleição passada, onde camisetas e bonés brancos com o número 22 mostravam o resultado da eleição. Porém, mais vivos ainda estavam os números 12 e 13 espalhados por todos os cantos da cidade, que nas urnas as pessoas comentavam que o 12 iria ganhar, outros já afirmavam que seria o 13, poucos que falavam pelas ruas no dia da eleição acreditavam no 25; assim, foi se criando uma grande ilusão.
Com a imagem da eleição de 2004, todos já afirmavam que quem ganhasse não seria com uma margem de mais de 2.000 votos entre o primeiro e o terceiro colocado. Decepção após a abertura das urnas: a diferença do primeiro para o segundo colocado passou de 8.000 mil votos. Ninguém se conformava com o resultado, mas ninguém fez pesquisa de boca de urna, nem conversou com aqueles eleitores que entram quietos e saem calados, não sabendo o que passou na cabeça principalmente dos evangélicos que não são de muita conversa. Assim, gostando ou não, o prefeito é Eduardo Cesar que mudou a história política de Ubatuba como sendo o primeiro prefeito reeleito e o primeiro a eleger 90% dos vereadores. Na política dos últimos 20 anos, com certeza, ele está fazendo história.


Rever conceitos

Cabe também ao prefeito e toda a sua equipe fazer uma revisão da administração, pois entendo que ele não tem 35% de aprovação da população em seu governo. Passou há muito tempo a hora de mexer no secretariado, ver onde está acertando e onde está errado, pois bons prefeitos são eleitos com mais de 50% dos votos e ótimos, com mais de 75% dos votos. No caso, nosso prefeito está tendo uma segunda chance e terá mais quatro anos para mostrar que todos que não votaram nele estavam enganados. Portanto, 2009 terá que ser o ano das mudanças.
Muitas são as ofensas rolam pela internet, muitos estão escrevendo várias besteiras. Em uma eleição, não existem perdedores nem ganhadores, pois não é como uma briga onde o mais forte pode levar a melhor. Quem ganha ou perde com a eleição é o povo! Ele, sim, pode ficar melhor ou pior. Dizer que um candidato, por menor que seja o número de votos que teve, que é um derrotado ou um perdedor considero como ofensa, pois todos os candidatos foram muito mais corajosos que a grande maioria que hoje escreve ou critica, foram os que colocaram a cara à tapa. Como sempre acontece muitas vezes de forma injusta, pois um tem uma bicicleta para correr atrás de um voto, porém o outro tem apoio do prefeito, de muitos comissionados e ainda recebe uma investida maior por parte do prefeito e de empresários. Todos os candidatos a vereador, a prefeito ou vice merecem sim, os parabéns de toda a população, não importando se foram ou não eleitos. O importante é que eles tentaram, colocaram a cara à tapa e fizeram parte da democracia que estamos tentando construir neste país. As coisas ainda serão, por muitos e muitos anos, injustas, mas dou os parabéns a qualquer pessoa que tem a coragem para concorrer a qualquer cargo, pois mostra que tem fibra, e não importa se não foi desta vez. O importante é continuar a tentar, é continuar a acreditar e continuar a defender as idéias e os ideais: isto é que importa.


Ídolos

Já imaginaram se um atleta se sentisse derrotado ou perdedor ao ser o último colocado em uma prova? Nunca teríamos campeões, pois qual o atleta que não chegou em segundo ou outra colocação em sua vida? Já imaginaram se ele tivesse desistido?
Um dos maiores ídolos deste país foi Airton Senna! E quantas vezes tive vontade de quebrar a TV, pois ele quebrou o carro, bateu, chegou lá atrás. Mesmo assim, nunca vai deixar de ser um dos maiores ídolos deste país. Se ele tivesse desistido, poderia até estar vivo, mas nunca seria um ídolo ou teria escrito seu nome na história mundial como escreveu.


Falta de democracia

São tantas a besteiras que tenho lido! E uma delas é que os manifestantes insatisfeitos com o resultado da eleição estragaram o gramado da Praça 13 de Maio, na quinta-feira.
Neste caso, o absurdo cabe ao judiciário, pois pela primeira vez na história de todas as eleições que participei, os candidatos não puderam acompanhar a apuração, ninguém podia entrar no cartório eleitoral a não ser os previamente cadastrados pela justiça eleitoral. Em matéria de país que se diz democrata, não foi o que vimos aqui! O que isto tem a ver com o gramado da Praça 13 de Maio? Tudo, pois na noite de domingo milhares de pessoas atolavam na lama em frente ao cartório eleitoral, no gramado, querendo saber o que estava acontecendo, como estavam os votos dos candidatos a prefeito e vereadores. Se alguém tem culpa do gramado estragado é a justiça eleitoral, que nunca deveria ter feito a apuração naquele local pequeno e inapropriado, sem dar o direito dos candidatos a prefeito e vereadores de acompanhar os trabalhos da Justiça Eleitoral. Isto não foi nem um pouco democrático. Não sabemos os motivos que levaram o juiz eleitoral a usar o local, mas que é inapropriado e antidemocrata, é!
Com todo respeito às pessoas que escrevem e chamam de derrotados ou perdedores os candidatos que tiveram coragem de colocar a cara à tapa em uma eleição, nenhum de nós - pois me incluo no meio deles - é perdedor ou derrotado. Somos, sim, vitoriosos, pois tentamos mudar a história desta cidade e deste país. E você? O que já fez, quantas vezes saiu da toca, quantas vezes deu a cara para bater? Sempre ganhou todas na vida, ou só coloca a cara a tapa depois que sabe quem já é o vencedor e quer fazer média? Como vi e ouvi na eleição passada, assim que começou a sair os resultados da eleição, muitas pessoas que estavam em outras candidaturas, ou atrás da moita, começaram a chegar ao comitê ou ligavam. Teve caso de pessoas ligarem depois do resultado, é claro, querendo saber o quanto a campanha tinha de dívida, pois estavam dispostas a pagá-la. Assim são muitas pessoas, que depois se dizem cristãs.
Não, com certeza, você não ganhou todas na sua vida.
Quero aproveitar e agradecer os 176 votos que tive nesta eleição! Continuo podendo olhar para os meus filhos e afirmar que não comprei nenhum voto.
Quero também dar os parabéns a todos os candidatos a todos os cargos, não importando a votação que tiveram. Tenham consciência que somos heróis!
Os parabéns ao prefeito, ao vice-prefeito e aos dez vereadores que irão conduzir os destinos de nossa cidade pelos quatro próximos anos! Que Deus ilumine o caminho deles e da nossa cidade.
Josias Sabóia JIJA
 
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