sábado, outubro 11, 2008

Pensata

Crise: o que vem aí

Fernando Canzian
WASHINGTON - Um dos mais experientes repórteres de uma grande agência de notícias em Washington saiu de um "pueblito" latino-americano miserável há décadas e fez a vida na América.
Encontrei-o no fim-de-semana com cara de enterro na sala de imprensa do FMI (Fundo Monetário Internacional). Seu fundo de aposentadoria derreteu. O dinheiro reservado para a universidade do filho também.
Como a maioria dos norte-americanos, a poupança da família estava na Bolsa. Só no último ano, a queda dos mercados subtraiu US$ 2 trilhões (quase dois PIBs brasileiros) dos fundos de aposentadoria. Tirou também muitos outros trilhões de quem simplesmente coloca sua poupança nesse tipo de aplicação.
Ao contrário da imagem que as Bolsas têm no Brasil, elas são "o" instrumento de poupança nos EUA. Todos põem dinheiro ali, não apenas os especuladores.
A situação de muitos norte-americanos hoje é a seguinte:
1) Estão significativamente mais pobres com a redução da poupança aplicada nos mercados. Um dos índices da Bolsa de Nova York, o Dow Jones, já caiu mais de 40% em um ano;
2) A divida de seus financiamentos imobiliários ("mortgage") superou o valor de suas casas, que ainda tende a cair mais. Há mais de 10 milhões de famílias nessa situação;
3) Nunca as famílias estiveram tão endividadas. Seus débitos eqüivalem a 140% do PIB nacional. Coisa de US$ 19,6 trilhões. Essa explosão de endividamento ocorreu a partir da recessão de 2000, quando incentivos à concessão de créditos tiraram o país da crise;
4) Os bancos que financiam essas dívidas imobiliárias e que gerem os investimentos das famílias também estão muito endividados e em enormes dificuldades. Alguns já quebraram. O problema deles é que muitos emprestaram mais de US$ 10 para cada US$ 1 que tinham em patrimônio real. Como? Assim como as famílias, se endividaram em níveis recordes.
Resumo: nunca as famílias e os bancos norte-americanos estiveram tão endividados. Pergunta: você emprestaria dinheiro a eles?
Isso leva à questão seguinte: quais as conseqüências da atual crise?
Se a situação das Bolsas é um desastre, é porque os investidores simplesmente esperam lucros igualmente desastrosos nas empresas. A razão dessa péssima expectativa está na lógica do encadeamento dos pontos acima.
Mais de dois terços do PIB norte-americano são gerados pelo consumo das famílias. E ele é movido a crédito. Se os bancos e as famílias estão endividados até as tampas, não haverá crédito disponível na praça (como já acontece). O próximo passo é o colapso do consumo. As vendas nos EUA já estão caindo e será a primeira vez em mais de 17 anos que o país passará por isso.
E, infelizmente, o problema não pára aí. Apenas começa.
Se as empresas venderem e lucrarem menos, vão cortar a produção e o emprego. Se mais norte-americanos já endividados ficarem desempregados, haverá um reforço negativo das condições já muito ruins expostas acima.
(Parêntesis: na Califórnia, onde a tal crise "subprime" começou antes, o nível de desemprego já bateu em 7,7%, bem acima dos 6,1% da média nacional. Isso antes das últimas turbulências).
O Tesouro dos EUA e o Fed (o banco central) sabem exatamente o rumo e proporções que a coisa está tomando. Daí o pânico e a promessa de trilhões para socorrer o mercado. Alguns mais pessimistas já falam no risco de uma "Grande Depressão". O próprio FMI diz que o mundo financeiro está "à beira de um abismo".
O problema (e ele não é pequeno) é que, para salvar a pátria, só restou aos EUA reforçar ainda mais a já pesada cadeia de endividamento norte-americana. Agora, será o próprio governo a se endividar barbaramente para tentar salvar seus também endividados bancos e consumidores.
Todos os bilhões e trilhões de dólares anunciados pelos EUA para socorrer os mercados nos últimos dias têm uma origem: o governo emite títulos do Tesouro e os vende no mercado em troca de uma remuneração _o juro. É assim que ele levanta as verdinhas.
O efeito colateral é que isso expande rapidamente a dívida pública e o déficit fiscal federal. A expectativa, antes mesmo do agravamento da crise, era de que esse déficit mais do que dobre dentro de dois ou três anos.
Os EUA ainda são o país mais rico do mundo e os mercados emergentes têm cerca de US$ 9 trilhões em reservas, 2/3 denominadas em dólares. Portanto, há dinheiro na praça para financiar o governo norte-americano nessa crise.
Mas cabe uma última pergunta: com consumidores, bancos e agora o governo tão endividados, você emprestaria dinheiro para os EUA? Qual a taxa de retorno (juro) que você cobraria para correr o risco? Se os EUA forem obrigado a subir o juro, o ciclo negativo de recessão só se agrava.
Uma indicação de que os EUA estão desesperados por dinheiro e financiamento foi que neste sábado (11.out), pela primeira vez em quase oito anos de governo, o presidente George W. Bush saiu da Casa Branca e veio para a sede do FMI, onde acontece sua reunião anual.
O motivo não poderia ser mais inusitado: pela primeira vez em sua vida, Bush foi à reunião do G20, grupo de países emergentes do qual o Brasil faz parte. Vários dos outros membros são os donos das reservas de US$ 9 trilhões que poderão, ou não, comprar títulos norte-americanos.
A crise é ainda bem mais grave do que parece.
(Da Folha Online)

Urnas eletrônicas





Jony Correia, "certamente votos foram desviados" Fotos: Lineu Filho

Candidatos a vereador que não foram eleitos fazem manifestação no centro de Curitiba

Eles alegam que houve fraude nas eleições. Cerca de 150 pessoas participaram do movimento

Publicado por Jadson André

Um grupo de candidatos a vereador que não foram eleitos protestaram na manhã deste sábado (11), no centro de Curitiba, contra uma possível fraude nas eleições municipais deste ano. A concentração aconteceu as 10h00 na Praça Santos Andrade, em frente ao prédio histórico da Universidade Federal do Paraná. Cerca de 150 pessoas participaram da manifestação, carregando faixas, com nariz de palhaço e apitos caminharam até a Boca Maldita.

Os candidatos não eleitos acusam o TRE de fraudar as eleições, transferindo votos de um numero de candidatos para outros, que foram eleitos. Segundo Carlos Roberto Alves, que nas urnas atendia pelo nome de Kunta Kintê, pelo PMN, antes do apagão dos telões do TRE durante a apuração, ele tinha 3.467 votos, quando as telas voltaram a funcionar, já mostravam o resultado final com a lista de nomes dos candidatos eleitos. Neste momento conta Alves, ele contabilizava apenas 750 votos. “Nós temos diversas provas, a eleição foi fraudada teve candidato comemorando a vitória com menos de 3% das urnas apuradas”, disse Alves que é um dos organizadores da manifestação.

Alguns ex-candidatos que estava presentes na manifestação apresentaram uma denúncia em comum, a de que muitos de seus eleitores, no momento da votação recebiam na tela da urna a opção de voto apenas para prefeito e que muitas vezes, mesmo digitando o número do candidato na opção de voto a vereador, quando ela aparecia, o candidato não estava registrado e em algumas vezes nem mesmo a foto constava na tela da urna. “Muitos eleitores que tentaram votar em mim disseram que a urna já mostrava a opção de voto para prefeito, sem nem mesmo aparecer à opção a vereador, nem a minha foto aparecia, segundo eles me disseram”, conta a ex-candidata pelo PRB, Rosa Lúcia Melo, a “Rosinha”.

O ex-candidato pelo PMDB, Jony Correia, apresentou, assim como quase todos os ex-candidatos presentes na manifestação, uma lista com o número de votos feitos em cada urna. Ele alega que em seções onde seus eleitores votaram, na relação final de votos, estas urnas não apresentava nenhum voto a seu favor. “Pessoas que votaram em seus candidatos, não tinham seu voto contabilizado na urna, estes votos certamente foram desviados”, afirma Correia.

Correia disse que o grupo de ex-candidatos lesados por esta possível fraude vai mover uma ação judicial para apurar e julgar o caso. “Nós estamos juntando provas, fatos e testemunhas para mover esta ação”, disse Correia.
(Jornale Curitiba)

Política

Matutando

Fernando Pedreira
Estava Eu a matutar: "Como alguns candidatos conseguiram números tão expressivo de votos?"
Lendo o Editorial do Sidney Borges acho que entendi, Dinheiro, e digo mais, Muito Dinheiro,
Foi isso Sidney?

Resposta do Editor - Se eu disser que apenas dinheiro faz alguém ganhar uma eleição estarei fugindo à verdade. Há muitos outros fatores a serem considerados, mas o dinheiro é, sem dúvida, dos mais importante. Mesmo assim há que haver competência política. No caso de Ubatuba o vencedor articulou bem e gastou muito dinheiro. Funcionou. É uma boa lição aos aventureiros. Sem um bom planejamento de campanha, com a devida captação de recursos, só em casos excepcionais se consegue êxito. Casos excepcionais são raros por serem excepcionais. Me fiz entender? (Sidney Borges)

Editorial

Cuidando do rescaldo

Sidney Borges
A polêmica em torno de uma possível fraude nas urnas parece que só vai ter fim quando acontecer a perícia. A partir daí, serenados os ânimos, será hora de candidatos e partidos repensarem os caminhos trilhados. Fazer autocrítica não é fácil, somos avessos a isso, é humano, mas em certos casos é preciso refletir sobre as ações recentes para não errar de novo. Começo fazendo a minha própria, pois como é sabido trabalhei em prol do candidato que se posicionou em último lugar. Trabalhei pelo candidato sem tirar os olhos do partido. Nos últimos três anos estive ligado a outro candidato, derrotado na convenção. Tal derrota, inesperada para uns e certa para mim, se deu por diversos fatores, mas pesou muito a falta de habilidade política. Os meus avisos de iminente perigo foram freqüentes. E solenemente ignorados na mesma freqüência. Rei posto, rei morto. O PSDB é grande, é forte, tem um projeto de governo que me agrada, que eu endosso e saiu desta eleição fortalecido. Derrotado, mas fortalecido, pois lutou com dignidade. Está na hora de recomeçar, repensar o partido, buscar a adesão de quadros menos fisiológicos, mais modernos e mais politizados. O PSDB de Ubatuba renascerá desta derrota com força total e certamente vai lutar, daqui a quatro anos, por uma Ubatuba mais rica e mais justa, como é desejo de todos. Da "crise" ética do partido restou uma lição aos que não entendem que política requer união. Na campanha éramos apenas três, Hélio Camargo, este modesto escriba e Filadelfo, grande figura que trabalhou com afinco e dedicação. Merece o meu respeito pela lealdade e pelo bom caráter. Também estiveram presentes a candidata a vice, Ana Barone e os candidatos à vereança, Marcio Mascarenhas, Tenente Franco, Sérgio Amaral e Ditinho. Nos bastidores nos deram cobertura os competentes Michel Kapasi e Marcelo Mungioli. E não posso me esquecer do Allan e da turma do rádio. Na fase dos comícios aconteceram mais adesões. Os demais candidatos preferiram nos ignorar, agiram como se o partido não estivesse disputando a prefeitura. Nunca compareceram à sede da campanha, não colocaram adesivos nos carros, alguns tiveram a ousadia de colocar adesivos de adversários e chegaram ao desplante de cortar santinhos ao meio para evitar a conexão com Pedro Tuzino. Resultado: a coligação tinha tudo para fazer três vereadores. Fez um. Eu tenho em minha consciência a sensação do dever cumprido. Até o dia do debate meu engenho e minha arte, modestos mas sinceros, tiveram alguma serventia. Depois, sem recursos, nada pude fazer. Estratégia não é magia. Volto a afirmar aos que mordidos pela mosca azul se sentiram maiores do que de fato são: eleições e golpes de estado só dão certo se houver dinheiro. E digo mais, muito dinheiro. Parabéns aos vencedores, eu sinceramente acredito na lisura do pleito. Ganhou quem trabalhou melhor. Mas não será por isso que abandonarei a posição independente. Vamos em frente, Ubatuba precisa de gente trabalhando...

Vamo que vamo...

Marina Silva ignora PT e declara apoio à candidatura de Fernando Gabeira, no Rio

Da Folha Online
A senadora Marina Silva (PT-AC) declarou apoio hoje à candidatura de Fernando Gabeira (PV), que disputa o segundo turno da eleição do Rio. No primeiro turno, Marina apoiou Alessandro Molon (PT), que no primeiro turno recebeu 4,97% dos votos válidos.
O apoio de Marina contraria recomendação do seu partido, que no segundo turno se aliou a Eduardo Paes (PMDB), afilhado político do governador Sérgio Cabral (PMDB), que tem boa relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula até gravou declaração de apoio a Paes no segundo turno --o que não fez por Molon no primeiro.
"Minha trajetória de vida tem relação com Gabeira, na defesa do ambiente. Tenho certeza que se Chico Mendes estivesse vivo, ele também apoiaria Gabeira", afirmou Marina.
A senadora disse que seu apoio não será "tímido". "Não é um apoio envergonhado. Se precisar gravar apoio para ele, gravarei. Se tiver que assinar manifesto de apoio, assinarei."
Marina nega que seu apoio contrarie o PT. "O PT Nacional não tem nenhuma resolução de apoio a Paes, só uma recomendação. E recomendação não é resolução. O PT local [Rio de Janeiro] tem seus motivos para apoiar Paes, mas minha história é com Gabeira."

Nota do Editor - O Ubatuba Víbora também apoia Gabeira e tem grande apreço pelos povos humildes da floresta e seus brilhantes defensores, Sibá Machado e Marina Silva. Em novembro vai dar Kassab em São Paulo e Gabeira no Rio. Em 2010 será a vez de Serra. Life goes on... (Sidney Borges)

Promessas, desculpas...


(Do Blog do Noblat)

Meu herói...

Rumo ao esquecimento

Diogo Mainardi
Walter Salles Jr. foi entrevistado pelo programa Hardtalk, da BBC News. Ele elogiou Lula sem parar. A última estrela do cinema a manifestar tanto entusiasmo pelo líder de sua pátria deve ter sido Lyubov Orlova, nos tempos de Stalin. Ou Oscarito, nos tempos de Getúlio Vargas.
A BBC News informa que, em Hardtalk, o entrevistado é confrontado com "perguntas duras". A pergunta mais dura que o apresentador de Hardtalk fez a Walter Salles Jr. foi por que os protagonistas de seus filmes permaneceram pobres se, com Lula no poder, o Brasil finalmente se transformou num país de classe média. Walter Salles Jr. respondeu que toda essa riqueza ainda precisaria de um tempinho para se espalhar. Em seguida, o apresentador do programa perguntou por que Central do Brasil tinha um tom bem mais otimista do que seu último filme, Linha de Passe, apesar de os brasileiros, com Lula no poder, estarem nadando em dinheiro. Walter Salles Jr. refletiu por um instante e respondeu candidamente que, quando realizou Central do Brasil, o país estava tomado pelo clima de euforia do fim da ditadura militar. Só para lembrar: Central do Brasil é de 1998. O AI-5 foi abolido em 1978. Assim como chegou atrasado para comemorar o fim da ditadura militar, Walter Salles Jr. chegou atrasado também para comemorar o lulismo. No último domingo, Lula deu o primeiro passo rumo ao esquecimento. Sua derrota eleitoral nas principais cidades do país ridicularizou a idéia de que, com sua espantosa popularidade, ele conseguiria eleger facilmente um sucessor, por pior que fosse o candidato, até mesmo Dilma Rousseff. Agora o blefe acabou. Só Fernando Rodrigues continua a acreditar no poder plebiscitário de Lula. Depois do segundo turno, daqui a duas semanas, seus aliados devem migrar malandramente para o outro lado, sobretudo se Gilberto Kassab confirmar a vitória paulistana, garantindo de uma vez por todas a candidatura presidencial de José Serra. Desde domingo, até a espantosa popularidade de Lula tornou-se menos espantosa. Com alguns minutos de propaganda por dia, dezenas de prefeitos espalhados pelo país conseguiram igualá-lo. Lula faz propaganda ininterrupta há seis anos. Ao contrário do que acontece com ele, ninguém enalteceu o carisma desses prefeitos. E ninguém louvou sua sabedoria política. De agora em diante, Lula tende a perder sua corte, ficando cada vez mais sozinho, mais isolado. Se o assunto é cinema, já dá para imaginá-lo aposentado, na escadaria de sua casa, vestido com roupa de gala, fantasiando um retorno aos seus dias de glória, como Gloria Swanson em Sunset Boulevard. E Walter Salles Jr.? Ele estará atrasado. (Do Trem Azul)

Brasil

O Meu Bolinho

Maria Helena Rubinato
Proust mergulhou no mais fundo de sua memória ao mordiscar uma madalena, na hora do chá. O rio caudaloso de fatos que tomou conta do autor, as reminiscências involuntárias que despertaram nele momentos e fatos de sua infância, tudo por conta do sabor desse bolinho mergulhado no chá, são uma magnífica descrição de um mistério que nos tantaliza até hoje: o que pode nos trazer de volta, nítido, vivo, o tempo que consideramos perdido nas dobras do passado?
Custei a descobrir o que despertou em mim, ontem, a tarde inteira, cenas de um filme italiano da década de 70, suas imagens sombrias, Mastroianni de padre, Gian Maria Volonté absolutamente hermético, um convento em lugar desconhecido, uma ambiência claustrofóbica, a menção aos exercícios espirituais de Loyola, tudo assim embaralhado, eu querendo me abstrair e a lembrança do filme ali, firme e forte.
De repente, recordo a foto de Eduardo Paes dentro de um carro, com o vidro fechado, a janela respingada de chuva, a luz batendo forte nas gotas d’ água, ficando em mim a impressão que o jovem candidato estava dentro de um refrigerador.
E como com a madalena de Proust, deu-se o milagre. Lembrei. A atmosfera daquele filme de 1976 é muito parecida com a atmosfera dos dias que correm. Tudo sombrio, estranho, misterioso, inexplicável. No filme, os políticos se reúnem numa espécie de convento subterrâneo para três dias de Exercícios Espirituais, conduzidos por um padre inaciano. São todos da Democracia Cristã, todos cidadãos acima de qualquer suspeita.
Serão? Vejam o filme. Chama-se “Todo Modo” no original, e “Juízo Final” é seu título em português. O filme é de 1976. Mais não conto.
Mas digo o que deslanchou em mim uma enxurrada de cenas desse filme extraordinariamente bom:
a) recado do delegado Protógenes para o presidente da República, transmitido por um advogado amigo do presidente, que não ocupa qualquer função pública;
b) reunião, em SP, numa tardinha de quinta-feira, dia útil, dos titulares dos seguintes ministérios: Casa Civil, Justiça, Trabalho, Direitos Humanos, Esporte, Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Turismo, Igualdade Racial, enriquecida pela presença do governador de Pernambuco, cuja pauta era a salvação da candidatura de Marta Suplicy;
c) telefonema interurbano de um senador para seu gabinete no Senado Federal, atendido por um funcionário de outro gabinete, o da Segurança Institucional da Presidência da República!;
d) evento da campanha de Marta Suplicy, amanhã, que contaria com a presença do presidente Lula, cancelado porque o presidente embarca para viagem internacional, mas esqueceram de avisar ao porta-voz do presidente que continua a dizer que ele só embarca no domingo;
e) o carro, cuja janela me pareceu um container congelado, trazia Eduardo Paes da Base Aérea de Santa Cruz, onde o distinto candidato se encontrara com o presidente da República a fim de lhe pedir desculpas, compungido, pelo que disse dele e de seu filho biólogo, durante a CPI do Mensalão. Pedido de desculpas também registrado em carta dirigida à Senhora Marisa Letícia Lula da Silva, mãe do atacado, que foi entregue à primeira dama em mãos, por seu marido, o primeiro mandatário da Nação;
f) a tsunami e a marola.
Diante do noticiário esquisitíssimo do qual dei um breve resumo acima, a única notícia objetiva e consistente foi o apoio de Oscar Niemeyer à candidatura de Fernando Gabeira. Niemeyer é, acima de tudo, um carioca com mais de 100 anos, que viveu criando coisas belas e sonhando formas fantásticas, para tornar as cidades mais humanas e agradáveis. Um homem assim, nesse estágio em que está a cidade onde nasceu, ia votar em quem?
Vamos lá, amigos, essa foi a melhor notícia do dia de ontem! A única clara, objetiva, consistente, sem subterfúgios, que não veio de um subterrâneo cinza e estranho como o de “Todo Modo”. (Do Blog do Noblat)

Ubatuba em foco

Cadê o meu voto?

Antenor Ricardo Benetti
É muito interessante. A urna eletrônica funciona bem para reeleger o Sr. Lula, mais não para reeleger Eduardo César. O mais interessante é que vendo e revendo as imagens dos manifestos vemos as mesmas figurinhas carimbadas de sempre e outras que confesso nunca vi em Ubatuba. A verdade é que os adversários tropeçaram neles mesmos, basta ver que Clodovil, que é do partido do Paulo Ramos apoiou o Moromizato ( estranho )... Era de se esperar esta balburdia, já que confesso o clima da campanha me assustou dado o nível de agressões e ameaças que sofremos. A manifestação de opositores não podia ser contestada pois recebíamos ameaças descaradas para que nos calássemos, nossos comentários, pautados em fatos reais, não foram publicados pois eram contra os opositores de Eduardo César. Na eleição passada não houve protesto e é lógico, o PT estava no mesmo barco, e com o seu "descarte" ficava patente que iria a forra, porém, o que ocorreu foi que deram com os burros água. É no mínimo ultrajante quando ouvimos " o povo quer nova eleição "e nós que votamos não somos também povo?? nossos votos ( e não foram poucos" não valem a mesma coisa ??
Hoje ouvi alguém dizer que a soma dos votos dos outros candidatos mostra que "o povo" não queria a reeleição de Eduardo César aí fiz uma ponderação. Os votos de Eduardo César mais os votos de Paulo Ramos e de Pedro Tusino mostram que o povo não queria o Moromizato; os votos de Paulo Ramos, mais os de Eduardo César, mais os de Moromizato, mostram que o povo não queria o Pedro Tusino e eu poderia continuar divagando neste raciocínio e não chegaria a nada. Com tantos fiscais de todos os partidos nas seções eleitorais se tivesse havido algum problema de fato teriam deixado aquela urna continuar ? Claro que não. É que não houve problema nenhum. Diante disso, conclamo os mais de 19 mil eleitores para que nos manifestemos, seja por escrito, seja numa passeata, legítima e não com um pequeno número de cabos eleitorais e candidatos derrotados fazendo quebra- quebra e ameaças. Nossos votos também valem e eu pelo menos não dei procuração para que ninguém pela nova eleição em meu nome. Alias um vereador derrotados pedia aos brados a reeleição (vide vídeo da manifestação em frente ao Cartório Eleitoral ) e esta já houve, deu 25 - Eduardo César.
Antenor Ricardo Benetti – Funcionário público Municipal (Ubatuba) há mais de 20 anos e aluno do curso de Gestão Pública e um apaixonado por Ubatuba.

Justiça Eleitoral

Sem nomes e sem detalhes

O Cartório Eleitoral de Ubatuba tem uma certa história negativa de geração de dúvidas, nos últimos anos.

Corsino Aliste Mezquita

CAPÍTULO I
Em certo momento, lá pelos idos de 1995-1996, através de rasura houve mudança de partido fora do prazo legal. Certo escriba registrou na imprensa o fato de ser óbvio ululante, a rasura ter acontecido com a colaboração de funcionário ou funcionários do Cartório
Eleitoral. Não foram citados nomes. Mesmo assim para tentar intimidar “Oficiais do Cartório Eleitoral” em ato corporativo que contou com o apoio de Promotor(a) Público(a) e de advogados processaram o escriba por calúnia.
O denunciado desistiu do processo, em audiência judicial, e se submeteu aos rigores da lei, mesmo tendo em mãos Laudo Técnico da Polícia Federal indicando os autores(as). Na audiência o corporativismo e outras irregularidades foram denunciados.
Frente ao absurdo do processo e as razões que assistiam ao réu a MM Juíza não impôs nenhum tipo de penalidade. Nem uma cesta básica.
Como conseqüência, da rasura, funcionários foram processados, punidos e demitidos de seus cargos. O suposto mutante de partido, eleito Prefeito, governou com uma “Espada de Démocles” sobre sua cabeça e, em certo momento, foi afastado por quatro meses e meio. O município de Ubatuba sofreu grandes perdas. É história. Sem nomes e sem detalhes.

CAPÍTULO II
O Cartório Eleitoral nomeou dezenas de mesários e presidentes de mesa menores de dezoito anos. Os menores não queriam assumir a responsabilidade e reclamaram aos dirigentes do Cartório Eleitoral que fizeram ouvidos moucos. Procuraram um cidadão para auxilia-los. O cidadão encaminhou carta com carimbo “CONFIDENCIAL” ao MM Juiz Eleitoral e a protocolou no Gabinete do Juiz. O cidadão, autor da “CARTA CONFIDENCIAL” foi convocado com todo aparato para depor ante o Juiz Eleitoral. Ação típica de quem pretende intimidar. A audiência foi curta, contundente e documentada. Sindicância foi aberta. Presidentes e mesários menores de idade foram todos dispensados. A chefia do Cartório Eleitoral também. Os candidatos foram alertados. A eleição aconteceu sem problemas. É história. Sem nomes e sem detalhes.

CAPÍTULO III
Na eleição do dia 05-10-08 a imprensa está registrando e grande número de eleitores reclamando de irregularidades:
Urnas apresentaram problemas e não foram tomadas providências;
Funcionários comissionados do Prefeito trabalharam como mesários;
O transporte das urnas foi realizado por funcionários da Prefeitura, etc. etc.....É história. Sem nomes e sem detalhes.
Se alguém se der ao trabalho de, pesquisar os nomes e os detalhes, vai ter grandes surpresas e encontrar tremendas coincidências. A história se repete com nomes e detalhes. Quais serão as conseqüências de providências não tomadas em tempo?. O tempo dirá!
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem caluniadores.

Opinião

São Paulo se conduz

Mauro Chaves
Por ser um cadinho étnico-cultural que mistura todos os povos do mundo a brasileiros de todas as regiões do País, a cidade de São Paulo é influenciada por todos, mas preserva sua sólida autonomia, não se deixando levar por ninguém. Ninguém melhor do que os que vivem aqui para saber dos problemas de quem vive aqui. Foi considerando esse caráter, forjado na têmpera dos que daqui partiram para estender os limites do território nacional, que Guilherme de Almeida se inspirou ao inscrever no brasão desta cidade o lema "non ducor, duco". E a História tem comprovado que, efetivamente, São Paulo não é conduzida, mas conduz - e, sobretudo, se conduz. Com todo o respeito a Brasília, Garanhuns ou Caetés.


Foi se conduzindo, sem tutelas externas, que São Paulo se tornou a terceira cidade do mundo, com um PIB de R$ 144 bilhões. Foi sem ouvir palpites de fora que São Paulo alfabetizou 95,4% de sua população, construiu 205 hospitais, 120 teatros e casas de shows, 80 museus, 39 centros culturais, 12.500 restaurantes, 5 mil pizzarias, 72 shopping centers, 15 mil bares e 410 hotéis. São Paulo não precisou de opiniões de terceiros para realizar, anualmente, seus 90 mil eventos e feiras, nem para fazer funcionar suas 146 faculdades e 26 universidades, nem para agüentar suas mil academias de ginástica, suas 1.500 agências bancárias e até seus 5 mil pet shops. Por que, então, São Paulo precisaria ser "conduzida" (de fora) para escolher seus governantes?

É por São Paulo não ser conduzida que parece descabido - se não ridículo - o receio de o Planalto "mandar para cá dinheiro para ambulâncias que fica guardado no banco". Pois São Paulo não é de "se mandar dinheiro para cá" - como oferenda. São Paulo é que "manda dinheiro para lá" - para o resto do Brasil - com o volume de tributos federais gerados por sua produção. Mas se verbas repassadas são aplicadas antes de chegar o momento de serem gastas, isso se chama responsabilidade fiscal, que é o simples hábito de só se gastar quando já se tem com que pagar.
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Manchetes do dia

Sábado, 11 / 10 / 2008

Folha de São Paulo
"Bolsas perdem 6 'Brasis' na semana"
As Bolsas de todo o mundo perderam US$ 6,2 trilhões, o equivalente a seis Brasis, só nesta semana. A Bolsa de Nova York teve a pior perda semanal da história, superior à da semana do 11 de Setembro: 18,5%. Ontem o recuo ficou em 1,49% após os mercados caírem todos em seqüência. Tóquio recuou 9,62%, para o menor nível em 20 anos. Na Europa, Londres caiu 8,85%, perdendo um quinto do valor desde segunda. Madri recuou 9,14%, maior queda de sua história. A Bovespa teve a pior semana desde a crise asiática, em outubro de 1997. Ontem quando caía mais de 10% suspendeu o pregão pela terceira vez na semana. Ao final, o recuo ficou em 4%. O G7 anunciou providências conjuntas contra a crise global, informa Fernando Canzian, de Washington. A principal é a compra direta por governos de participações em bancos privados. “Cada país adotará as medidas como considerar adequado às circunstâncias”, disse Henry Paulson, secretário do Tesouro dos EUA. Segundo ele,as medidas serão imediatas.


O Globo
"Bolsa de Nova York tem a pior semana em 112 anos"
Foram cinco dias de prender a respiração. De segunda-feira até ontem, Wall Street viu US$ 2,178 trilhões, em valores de mercado, desaparecerem das companhias negociadas. O mais importante índice da Bolsa de Nova York, o Dow Jones, fechou a semana com o pior resultado em 112 anos de existência. Só ontem, chegou a cair 8,1% e encerrou em baixa de 1,49%. No Brasil, a Bovespa acionou o circuit breaker, com a queda de 10,19%, mas fechou em baixa de 3,97%. A Rússia anunciou um pacote de US$ 86 bilhões e a Alemanha disse que pode estatizar parte dos bancos. No fim do dia, líderes dos países mais ricos do mundo, o G-7, defenderam uma ação "urgente e excepcional" contra a crise. O Tesouro dos EUA, pela primeira vez desde a Grande Depressão, anunciou que pode estatizar bancos à beira da falência.


O Estado de São Paulo
"G7 promete tudo para salvar os bancos"
Após uma semana de perdas históricas nas bolsas de todo o mundo, o G7(grupo dos sete países mais ricos do mundo) anunciou em Washington ações para conter a crise. Elas incluem o uso de dinheiro público para recapitalizar bancos, relata o enviado especial Rolf Kuntz. Os ministros se comprometeram a proteger os contribuintes, tentar evitar danos a outros países e reformar o sistema financeiro. As medidas coincidem com sugestões feitas pela cúpula do FMI. O governo dos EUA confirmou que vai comprar ações de bancos privados para ajudar sua recuperação, fato inédito desde a Grande Depressão. Ontem, a Bovespa fechou em baixa de 3,97%, mas chegou a paralisar o pregão por meia hora em razão de uma queda superior a 10%. A perda na semana chegou a 20%, semelhante à de Nova York(18%), que ontem registrou recuo de 1,49%.


Jornal do Brasil
"EUA compram ações de bancos em crise"
Encerrada a pior semana da história de Wall Street, o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, informou que o governo americano vai nacionalizar os prejuízos decorrentes da crise: comprará ações de instituições financeiras. A declaração foi feita depois que o G7 (grupo dos países mais ricos do mundo) anunciar um "plano de ação" para restaurar a confiança dos mercados - abalados ontem por um dia de perdas nas bolsas de todo mundo.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Juras de amor...

Um fato em foco:

Prefeitura faz boletins de ocorrências por danos provocados por manifestantes

A Prefeitura de Ubatuba registrou nesta sexta-feira, 10, dois boletins de ocorrência por preservação de direito e danos ao patrimônio público. De acordo com a Secretaria de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, os boletins foram necessários porque os manifestantes ligados aos candidatos derrotados nas eleições municipais, Maurício Moromizato, do PT e Paulo Ramos, do PDT, provocaram danos e intimidaram funcionários durante as manifestações que realizaram na tarde da quinta-feira. Um dos boletins é sobre os danos que os manifestantes causaram na Praça 13 de Maio, local escolhido pelos candidatos derrotados para protestar contra a Justiça Eleitoral. Segundo os advogados da Prefeitura, os baderneiros quebraram bancos e danificaram o gramado da praça. O outro boletim diz respeito ao ataque que o ônibus da prefeitura sofreu ao se deparar com os manifestantes que se dirigiam ao Paço Municipal. Segundo o motorista do ônibus, os manifestantes deram chutes na lataria, balançaram o coletivo de um lado para o outro e ainda com o suporte das bandeiras bateram na lataria e nas janelas do ônibus, inclusive atirando uma pedra no parabrisa. Ainda de acordo com os advogados, a Prefeitura fará representações junto à Promotoria Pública, denunciando os manifestantes no artigo 262 do Código Penal, que trata de crime de atentado contra a segurança de meio de transporte. (PMU)

Manifestação






Fotos: Érica de Jesus Oliveira

2º dia de protestos

Sidney Borges e Érica de Jesus Oliveira (Colaboradora)
Após mais um dia de manifestações contra supostas irregularidades no processo eleitoral, ficou acordado que será feita uma perícia nas urnas, na próxima segunda feira. O exame dos artefatos eletrônicos terá a presença de candidatos, representantes de partidos e cidadãos interessados.

Ubatuba

Solidariedade

Engº Guaracy Fontes Monteiro Filho
Caro Sidney, não poderia me calar diante do triste fato acontecido na Câmara Municipal de Ubatuba, quando da TENTATIVA DE PRONUNCIAMENTO do Deputado Clodovil Hernandes.
Lutei por muitos anos no velho MDB, para que qualquer cidadão deste país, pudesse se manifestar de maneira livre e soberana e não posso neste momento me calar diante de tal triste episódio.
O Deputado Clodovil, figura pública de imensa representatividade, no alto dos seus mais de 500 mil votos, deve ser respeitado não só como uma grande liderança que é, mas como qualquer outro ser humano. O ato que presenciamos, só nos denegride e mostra o quanto a população de Ubatuba é carente e ainda dependente da máquina municipal.
Não sou pessoalmente a favor destes protestos, se realmente houve problemas, os partidos de oposição deveriam ter a competência necessária de apontá-los durante o pleito, impugnando urnas e solicitando a imediata peritagem.
Como articulador político que sou, esta eleição para mim acabou, já estou me preparando para 2010, porém, não poderia deixar de me manifestar sobre este lamentável episódio, que não faz a nossa querida Ubatuba avançar, pois ainda não sabemos aproveitar a força de um deputado federal que ama esta terra e poderia contribuir muito com seu progresso.
Engº Guaracy Fontes Monteiro Filho

PTB-SP

Região

Despoluição já!

Olá pessoal, Finalmente, as eleições se passaram. É hora de relembrar a "crise" do nosso litoral, como pontua a Folha de S.Paulo, na matéria abaixo, publicada hoje. Nosso silêncio nos últimos meses foi para evitar insinuações de que a nossa causa era eleitoreira. Agora podemos voltar a exigir a despoluição das nossas praias já!

Abraços,

Regina

São Paulo, sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Folha de S.Paulo/Cotidiano

Litoral vive crise de falta de saneamento

Índices de coleta e tratamento de esgoto do litoral norte não passam de 30%; esgoto chega aos rios e córregos e polui a praia

Migração gerou a formação de favelas que persistem principalmente entre Santos e Ubatuba; prefeituras tentam conter invasões

DA REPORTAGEM LOCAL
Às vésperas do início da exploração da camada de petróleo no pré-sal -que deve injetar bilhões de reais em investimento nos próximos anos-, o litoral paulista enfrenta os maiores problemas socioambientais do Estado, com favelas e sem saneamento básico adequado, que fica mais evidente quando a poluição leva à proibição de banhos em praias.
O problema de saneamento é crônico e mais grave no litoral norte, região de maior crescimento populacional do Estado, segundo a Sabesp. Ali, os índices de coleta e tratamento de esgoto não passam de 30%. O esgoto chega aos rios e córregos e polui a água nas praias.
No final dos anos 90, o governo de São Paulo, ainda na gestão Mario Covas (PSDB), lançou um programa que prometia melhorar esses índices, mas que teve pouco efeito prático.
No mês passado, o governo voltou a se comprometer. Segundo a gestão José Serra (PSDB), serão aplicados R$ 240 milhões no litoral norte, o que subirá os índices de esgotamento na região para 85%.
Em maio, o programa foi iniciado na Baixada Santista, atingindo valores totais de R$ 1,47 bilhão em verbas. Entre as novas obras, a Sabesp pretende construir o emissário submarino de Ilhabela, onde o sistema é o mais precário.
Além da falta de investimentos, há a ocupação desenfreada, que levou à derrubada da mata atlântica, ao aterramento de mangues e à construção de favelas, que, sem saneamento, aumentam ainda mais a poluição nessas áreas.
Atraída pela demanda da construção civil, na década de 1970, a migração gerou a formação de núcleos de favela que, quase quatro décadas depois, persistem principalmente entre Santos e Ubatuba.
Somente no núcleo México 70, bairro de São Vicente que mescla casas e favelas, há 14 mil famílias, segundo a Secretaria de Estado da Habitação. Em Cubatão, há um programa à espera de recursos para urbanizar a Vila dos Pescadores, onde vivem 12 mil habitantes.

Moradia precária

Em São Sebastião -só Maresias tem cerca de 4.000 pessoas morando no morro- e Ubatuba, as prefeituras tiveram que "congelar" as áreas de invasão para conter o fluxo. Em Caraguatatuba, segundo o Censo 2000, um quinto das casas estava sem infra-estrutura urbana adequada.
O governo começou a combater o problema pela região das Cotas, em Cubatão. Segundo Maria Tereza Silveira, assessora direta do secretário da Habitação, serão remanejadas das Cotas 5.000 das 7.500 famílias, em nove núcleos, ao custo de R$ 600 milhões, incluindo a reurbanização de bairros.
No restante do litoral, técnicos do Estado, ao lado das prefeituras, avaliam quantas famílias podem ser mantidas e quais devem ser deslocadas.

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Radiação

Encontro no Rio discutirá efeitos das radiações não-ionizantes

Fonte Nuclear

Especialistas brasileiros e estrangeiros estarão reunidos no Rio de Janeiro para discutir os efeitos biológicos das radiações não-ionizantes. Entre os dias 14 e 17 de outubro, será realizada na cidade a 6ª edição do Workshop Internacional sobre Radiações Não-Ionizantes, evento realizado a cada quatro anos pela Comissão Internacional de Proteção contra Radiações Não-Ionizantes (ICNIRP). O encontro discutirá aspectos de proteção e limites de exposição à radiação, além de questões relacionadas a radiações transmitidas por antenas e equipamentos de telefonia celular, estações transmissoras de rádio e televisão e linhas de transmissão e distribuição de energia elétrica, entre outros assuntos.
Os riscos potenciais da exposição a campos eletromagnéticos provenientes de instalações como linhas de transmissão e estações rádio-base de telefonia celular móvel representam hoje um desafio para formuladores de políticas públicas e tomadores de decisão, pois ainda é preciso determinar qual o seu impacto na saúde humana. O tema é relevante não apenas pelo largo uso de fontes emissoras de campos eletromagnéticos, mas também pelo impacto causado na sociedade pela especulação sobre os possíveis efeitos adversos que elas podem ter na saúde.
O evento é também uma oportunidade para a elaboração de uma agenda nacional de pesquisa e de estudos, pois tramita no Senado o projeto de lei da Câmara (PLC) no. 031/2008, que versa sobre vários aspectos relacionados à exposição a campos eletromagnéticos. O PLC – que será um dos temas debatidos no encontro – já foi aprovado na Câmara e estabelece que os limites da ICNIRP, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), sejam adotados no Brasil.
Esta é a primeira vez que o workshop ocorre na América Latina. A 6ª edição está sendo co-organizada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e co-patrocinada pela OMS, com o apoio dos ministérios de Minas e Energia, Saúde, Meio Ambiente, das Comunicações, da Agencia Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Comissão Nacional de Bioeletromagnetismo.
O público-alvo do evento inclui pesquisadores, profissionais do setor elétrico, de telecomunicações, da indústria de equipamentos, de ciências médicas, epidemiológicas e biológicas, físicos e engenheiros. O workshop será realizado no Planetário (Rua Vice-Governador Rubens Berardo, 100), na Gávea. Mais informações podem ser obtidas no site da ICNIRP (
http://www.icnirp.org/NIR2008/NIR2008.htm).

Tá dado o recado...


Clara Meadmore: virgindade é segredo de longevidade. (Foto: AFP)

Aos 105 anos, virgem mais velha do mundo diz que sexo envelhece

Secretária aposentada diz que nunca teve 'tempo' de pensar em sexo. Além de virgem, ela diz nunca ter tido um aparelho de televisão.

Do G1, em São Paulo
Aos 105 anos, a secretária aposentada Clara Meadmore se orgulha de ainda ter cabelo e de não precisar de dentadura.
Nascida em Glasgow, na Escócia, no início do século XX, ela acredita que o segredo da vida longa é nunca ter feito sexo. "Sexo envelhece", acredita."Tive várias amizades platônicas, mas nunca senti a vontade de ir mais longe, ou mesmo de casar", afirma Clara, que já viveu no Canadá e na Nova Zelândia, e há 40 anos mora na Cornualha, região sudoeste da Inglaterra.

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Luiz Inácio falou...

Apesar de crise, brasileiro pode comprar tudo o que sonha no Natal, diz Lula

YGOR SALLES da Folha Online com Agência Brasil
O brasileiro poderá comprar tudo com o que sonha no Natal e torcer para o Ano Novo ser melhor, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista a portais no Palácio do Planalto. "Precisamos nos preparar para a gente comprar tudo o que a gente sonha comprar no Natal. E torcer para o Ano Novo ser infinitamente melhor."
Segundo Lula, os efeitos da crise financeira originada nos EUA serão menores no Brasil. "Estou convencido de que o país sofrerá menos do que qualquer outro com a crise econômica surgida nos Estados Unidos." Para o presidente, essa não é uma crise dos pobres. "O calo é no pé dos ricos", disse.
Mais tarde, em evento em São Paulo, Lula afirmou ser "preciso a intervenção política e a busca de soluções [para crise] pelos BCs [bancos centrais] de todo o mundo". "É chegada a hora da politica procurar medidas regulatórias contra a anarquia [nos mercados financeiros]", afirmou.

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Eleições 2008

Manifestação hoje e ontem - novas eleições

Mauricio Moromizato
Hoje haverá panelaço na praça 13 de Maio, às 17h., para protestar contra os problemas ocorridos com as urnas eletrônicas, que podem apresentar problemas, sim, e podem por consequência, determinar alterações nos resultados eleitorais.
Para quem quiser ver imagens dos protestos de ontem, acessar
www.litoralvirtual.com.br e clicar em últimas notícias. Em seguida, clicar em Ubatuba e aparecerá o vídeo.
O protesto foi um banho de democracia, pacífico, dando voz à população que está reprimida e insatisfeita.
Meu argumento é que houve problema com as urnas, tais como falta de foto dos candidatos, fotos trocadas de candidatos, fotos de outros candidatos (foto do Lula, por exemplo), e diferença no total de votos. Não é acusação e sim constatação de problemas e crença de que pessoas dizem a verdade. a justiça eleitoral tem que dar resposta que vá além da questão jurídica e de prazos.
Peço que todos reflitam:
2000 - Pedro Tuzino perde por 3.000 votos para Paulo Ramos e não há relato de problemas com as urnas;
2002 - Lula vence Serra - não há relato de problemas com as urnas;
2004 - uma das eleições com resultados mais apertados, com Eduardo vencendo Paulo Ramos e Pedro Tuzino por pequena margem de votos - não há registro de reclamações a respeito de problemas com as urnas;
2006 - Lula vence Alckmin - não há relato ou queixa de problemas com as urnas eletrônicas;
2008 - Eduardo vence com mais de 8.000 votos de diferença para Paulo Ramos e Maurício Moromizato - há mais de uma centena de reclamações por escrito, sobre os problemas acima relatados.
Pergunta: Há ou não há algo novo, diferente e estranho com os relatos obtidos acerca dos problemas nas urnas?
Quem deve responder é a justiça eleitoral, de maneira clara, objetiva e convincente e não se escondendo em prazos vencidos, em suposta infalibilidade das urnas (que são máquinas, e portanto envelhecem, quebram e apresentam defeitos) e em suposta falha por parte de eleitores e partidos políticos quanto à notificação dos defeitos ter que ser feita durante o processo eleitoral e não após.
Por isso, precisamos protestar mesmo. Há relatos de falhas em Caçapava, Pindamonhangaba, Piquete, Arujá, e várias outras cidades. Consultem o site
www.votecerto.com.br para certificarem-se.
Vamos continuar fazendo avançar a democracia e a participação popular em Ubatuba.


Abraços,
Mauricio Moromizato

Pensata

As cores da crise

Fernando Canzian

"Um crescimento bancado por um sistema furado, em que um único dólar em créditos a receber nos bancos lastreava até outros US$ 13 em empréstimos. O sistema girava no vazio, que agora suga grandes bancos, mutuários e consumidores para a falência."

Leia na íntegra

TV Víbora: "Em cima do fato"

Prefeito Eduardo Cesar contesta manifestação popular na TV Vanguarda

Clodovil


Foto: Érica de Jesus Oliveira

Carta aberta ao povo de Ubatuba

Clodovil Hernandes
Povo de Ubatuba, na noite de terça-feira dia 07/10, estive na Câmara Municipal de Ubatuba. Fui para agradecer à cidade minha expressiva votação (até este dia eu nunca havia pisado lá) fazer também algumas colocações e sugestões, que creia ser de interesse de todos. No caminho para lá, proximamente ao edifício da Câmara, fui notando grupos de pessoas a pé que também para estavam indo. Quando efetivamente cheguei ao entorno do prédio da Câmara foi que tive a noção exata da multidão que se aglomerara do lado de fora. Eram varias centenas de pessoas. Homens e mulheres de todas as idades, jovens e crianças. Tive que percorrer um trajeto de aproximadamente 50 metros a pé até a entrada do prédio abrindo caminho por entre a multidão. Dentro do prédio havia gente por todos os lados. Não cabia mais ninguém. O plenário da câmara tinha sido tomado pelo povo literalmente. Com alguma dificuldade consegui chegar à tribuna. Fui cumprimentado e cumprimentei o presidente e os demais membros componentes da mesa. Sentei e esperei que o alvoroço se acalmasse, para então ler o meu pronunciamento no tempo que a presidência me havia concedido gentilmente.
Pois bem não consegui falar o que pretendia e que considero ser importante para o povo da minha querida cidade de Ubatuba. Para quem não estava lá e possa ter uma idéia do que se passou, vou lhes dizer. Durante o trajeto de 50 metros até a entrada, fui por alguns moradores, aplaudido, por outros xingado de, seu isso seu aquilo. Jamais baixaria o nível! Não respondi. Mantive-me firme, ereto seguindo em frente. Dentro do prédio, sofri piores constrangimentos verbais, e com um pouco mais de dificuldade consegui chegar à tribuna. Do lado de fora do prédio colocaram um carro de som (do tipo que foi usado transitando pela cidade na época de campanha), com som no último volume e com caixas de som parte viradas para o plenário da câmara onde ficavam passando trechos de declarações que eu tinha feito há vários meses montadas e distorcidas para darem outra conotação a minha palavra. A impressão que passava era que ainda a cidade estava em campanha eleitoral. Voltemos ao plenário. No plenário por vezes tentei fazer uso da palavra, mas sem sucesso. Nem bem iniciava minha fala e grupos organizados entoavam apupos, berros e outras coisas mais impublicáveis. A coisa foi ficando cada vez pior, até que foi solicitado reforço policial, para dar ordem na casa. Fui de forma desorganizada, ofensiva e tumultuada inquirido por diversas pessoas do público presente, enquanto eu falava. A todos tentei responder de forma tranqüila, eu estava tranqüilo, era visível que não estavam interessados na minha fala, mas, sim, em algo que parecia terem sido orientado para fazer. Que pena! Com passar do tempo e vendo que não teria a mínima condição de falar o que eu pretendia, apenas fiz um pedido aos vereadores que não foram reeleitos. Pedi que eles formassem uma Comissão Popular de Fiscalização de verbas públicas, pedi também que eles façam isso sem remuneração, que apenas façam para Ubatuba conseguir ser melhor. Finalmente, agradeci ao presidente pela oportunidade concedida, e me retirei do local, saindo pelo mesmo trajeto que havia entrado, a pé e pela porta da frente, acompanhado por policiais, mas, sem nenhum temor, por que pelo caminho pessoas aplaudiam minha atitude e minha fala, palavras, acenos de incentivo, carinho por minha atitude.
Quando cheguei a casa repensando tudo que havia ocorrido fiquei profundamente preocupado ao ver a manipulação que este povo anda sofrendo. Aqueles xingos ofensas e palavras de baixo calão ditas para me amedrontrar, nada causaram em mim, apenas um enorme sentimento de lástima, lastima sim, por ver pessoas que para sobreviver aqui, dispõe-se a isso, sujeitam-se a essa situação. Sei e conheço bem o sentimento do povo daqui. Sei que este povo é bom. Em outras situações ando pela cidade e sou calorosamente recebido por todos. Quanta demonstração tem recebido ultimamente pelas ruas. Pergunto. Porque em dias normais nunca fui ofendido? Quantas oportunidades eu dei para que isso tivesse acontecido, uma vez que nunca andei com um segurança se quer quando vou às compras, a um restaurante ou mesmo quando atravesso o calçadão, lugar de maior concentração de pessoas na cidade, caminho sem ofensas, como um cidadão normal. Afinal eu vivo nesta terra abençoada pelo Universo, mas, tão castigada por seus administradores.
Povo de Ubatuba quero que saibam que eu jamais julgarei vocês por aquelas pessoas que estavam lá na Câmara me ofendendo. Eu sei que algumas pessoas de bem foram para me ver, as que gritavam e rechaçavam estas não foram por livre espontânea vontade, foram sim, de alguma forma “convencidas” a irem e praticar o que praticaram, pensando que eu pudesse me ofender ou me intimidar. Muitas pessoas que estavam lá tinham cargos e endereços certos, foram cumprir a ordem de alguém, isto está comprovado em vídeos realizados na data.
Ledo engano, meus amigos, como disse lá na bancado, tenho 72 anos, o que mais posso esperar desta vida senão morrer em paz e com dignidade, tentando fazer o bem para está cidade, se me deixarem, e respeitando a confiança que meus eleitores depositaram em mim.
Saí da Câmara ao contrário do que pretendiam, muito mais fortalecidos, querendo trazer condições melhores para todos vocês, e eu trarei.
Falo do meu passado com respeito por que posso. Como Clodovil, digam o que disser eu sei quem sou e, todo o Brasil sabe.
Como Deputado Federal representando quase 500 mil votos, deveria ser respeitado. Respeito conquista-se dia a dia. Mesmo alguém com um passado não tão limpo, mesmo alguém que precisa amealhar pessoas para poder manter-se, mesmo assim, será difícil chegar aos quase 500 mil votos (que recebi gratuitamente, sem campanha alguma), e será difícil também chegar a ser um Clodovil conhecido e respeitado por todo país.
Pago dois preços neste momento da minha vida, um por ser quem sou uma celebridade famosa em todo Brasil, isso causa inveja sempre aos pequenos, outro por ter sido eleito deputado, isso causa mais inveja.
Não tenho a pretensão de ser querido por todos, pois nem Jesus Cristo o foi, quanto mais eu pobre mortal. Mas sei que a grande maioria do povo daqui tem respeito por mim, mesmo discordando às vezes dos meus pontos de vista.
Foi o que aconteceu terça-feira à noite na Câmara Municipal de Ubatuba, vocês sabem, eu não preciso esconder absolutamente nada de vocês!
Muito obrigado a todos que ligaram, enviaram e-mails, telegramas, após a noite de 07/10 em apoio se solidarizando.

Vocês meus amigos, fiquem em paz! E eles (se conseguirem), também...
Ubatuba, 09 de outubro 2008.
Clodovil Hernandes

Em tempo de crise

10/10/2008 - 10h37
Bolsa cai mais de 10% e interrompe operação; dólar dispara


Da Redação Em São Paulo
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) interrompeu o pregão desta desta sexta-feira por desabou mais de 10%. Às 10h35, o Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) atingiu 10,19% de baixa, aos 33.303,08 pontos, e, por isso, foi ativado o mecanismo de "circuit breaker", que é a interrupção automática dos negócios.É o terceiro dia em menos de duas semanas que o sistema é acionado. Num dos dias, a Bolsa parou duas vezes.Em direção oposta, o dólar comercial opera em forte alta . Por volta das 11h, a moeda americana disparava 3,27%, cotada a R$ 2,275 na venda (veja quadro com a
cotação do dólar). Mais cedo, a alta do dólar havia encostado em 5%. (UOL)

Imprensa


Reprodução

Como pegar um prefeito ladrão
Publicado no jornal Expressão Caiçara, de 25 a 31 de agosto de 2008

A corrupção nas suas mais diversas formas é um dos grandes males que afetam o poder público, principalmente o municipal, e, conseqüentemente, é uma das causas decisivas da pobreza do país e da cidades.

Vejamos algumas situações que apontam para um prefeito corrupto:

- Prefeitos subornam a maioria dos vereadores.

- Os eleitos empregam parentes e amigos.

- Grande parte do orçamento do município é orientado em prol do restrito grupo que assume o poder municipal.

- A estratégia usual de desvio de recursos se dá na forma de notas fictícias ou frias.

- O prefeito é acusado de favorecer uma determinada empresa.

- O prefeito ou pessoas da sua família aparece com carros novos.

- A prefeitura faz muitas despesas com valores próximos a R$ 149 mil; esse é o valor que pode ser feito sem licitação.

- Quando o cardápio da merenda exibe produtos esquisitos, você está diante de um sinal de licitação viciada. Ex: molho de tomate com ervilha.

- Prefeito ladrão não gosta de mostrar contas.

Você conhece algum prefeito com essas características?

Nota do Editor - Arriégua! Eu não conheço. Se alguém souber de algum prefeito que faça coisas abomináveis como as citadas acima, denuncie. O Ubatuba Víbora publica. Tenho dito, por falar em dito, vai aqui um abraço ao Ditinho, bravo aliado de Lula na causa alcooleira. (Sidney Borges)

Deu na Folha de São Paulo

Plano "socialista" britânico pode salvar o capitalismo

De Clóvis Rossi:
Como nos velhos tempos em que os anticomunistas viscerais enxergavam comunistas até debaixo da cama, Simon Heffer, o ultraliberal colunista do jornal britânico "The Daily Telegraph", disparou ontem todos os sinais de alarme depois do pacote do primeiro-ministro Gordon Brown de socorro e semi-estatização dos bancos:
"Todos somos socialistas agora", começou, em artigo de página inteira. E fechou: "A intervenção, ou melhor, interferência, do Estado em assuntos financeiros e econômicos só pode levar à esclerose, à supressão da livre empresa, ao aumento dos impostos, à inanição em investimentos, à falta de inovação, ao atraso tecnológico e ao aumento do poder do trabalho organizado".
Antigas paranóias à parte, Heffer tem alguma razão quando diz que "todos somos socialistas agora". Dois professores norte-americanos -Laurence Kotlikoff, da Boston University, e Perry Mehrling, da Columbia, em artigo para o "Washington Post"- até ironizam: "Tio Sam se tornou nosso novo banco. Ele também se tornou nossa nova companhia de seguros com a compra, na prática, da maior seguradora do mundo, a AIG".
Pior, pelo menos para os que, como Heffer, vêem na ação dos governos na presente crise a ante-sala do comunismo e, por extensão, do fim do mundo: há um coro de aplausos, da direita à esquerda, em especial ao pacote de Brown, que, na manchete de ontem do "Guardian", "arrisca 500 bilhões de libras [R$ 1,866 trilhão) do dinheiro público no pacote de resgate dos bancos".
Até o "The Wall Street Journal", uma das mais potentes vozes pró-livre mercado, diz, em editorial: "A mexida de Londres vai ao coração do problema, que é a falta de capital no sistema financeiro -o combustível para o pânico global".

Assinante do jornal leia mais em: Plano "socialista" britânico pode salvar o capitalismo

Socialismo diz não ao Big Mac...

Chávez manda fechar lojas do McDonald's por dois dias

da Folha de S.Paulo, em Caracas
O governo venezuelano, do presidente Hugo Chávez, fechou ontem temporariamente todas as 115 lojas do McDonald's do país. Ao menos na capital venezuelana, a medida atingiu ainda as redes Wendy's e TGI Friday's, igualmente franquias norte-americanas. De acordo com a fiscalização tributária, os estabelecimentos não funcionarão durante 48 horas por apresentarem "inconsistências nos livros de compra e venda".
A punição não ficou só nisso. Além de só reabrirem amanhã às 14h, cada loja do McDonald's terá de pagar uma multa de 1.150 bolívares fortes (R$1.169 no câmbio oficial), segundo nota do governo. Ontem à noite, a reportagem verificou que, na americanizada região da praça Altamira, as lojas do McDonald's, da Wendy's e do TGI Friday's estavam de portas fechadas. O governo, no entanto, não mencionou essas duas últimas franquias em nota à imprensa.

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Centenário


Jacques Tati

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Jacques Tati, nascido Jaques Tatischeff, (
Le Pecq, 9 de outubro de 1907Paris, [[5 [1],[2] de novembro]] de 1982) foi um ator e diretor francês.

Biografia

Filho de pai russo e de mãe francesa, seu verdadeiro nome era Jacques Tatischeff. Alto, com 1m87, ele se projetou inicialmente no campo esportivo e se tornou um dos principais jogadores de rugby da França. Era um hábil mímico e durante dois anos tentou, sem sucesso, fazer carreira no music-hall. A oportunidade surgiu em um espetáculo de gala no Hotel Ritz e a partir daí ele se tornou um comediante de boulevard. Em 1932 começou sua carreira como ator e roteirista, realizando uma série de curta-metragens e de 1945 a 1946 fez dois filmes do consagrado diretor Claude Autant-Lara.
Sua carreira de
cineasta começou em 1947 com "Jour de Fête" que lhe rendeu o prêmio de melhor roteiro no Festival de Veneza, na Itália e o Grande Prêmio do Cinema Francês em 1950.
"
Le vacances de Mr. Hulot" (br: '"As Férias de Mr. Hulot"),lançado em 1953, levou mais de um ano para ser completado já que Tati sempre brigava com os produtores. Ele ganhou muito dinheiro com seus primeiros filmes, mas ficou seis anos sem filmar. Quando retornou com "Playtime", uma grande superprodução com 150 minutos de duração e que lhe rendeu um prejuízo de 800 milhões de francos, ele viu seu império desmoronar.
Em
1970 ele tentou se recuperar do fracasso de "Playtime" com outro filme, "Trafic", mas apesar do relativo sucesso da fita ele anunciou a sua falência em 1974 e promoveu um leilão dos negativos das suas obras.
Tati morreu vítima de uma embolia pulmonar semanas após completar 75 anos.


Nota do Editor - Tati completaria 101 anos no dia 9. É um dos meus ídolos, jamais esquecerei a magia de seus filmes e poucas músicas produzem em mim o estado d'alma que pode ser traduzido por felicidade, como a do filme "Mon Oncle". Vejam o vídeo abaixo. Tati foi um poeta das imagens, gosto de poetas. (Sidney Borges)

TV Víbora: Cinema

Mon Oncle (Jacques Tati, 1958)

Eleições 2008

Olá Sidney...

Evandro Mesquita
Esses baderneiros chegam ser engraçados, colocaram nariz de palhaço, mais nem precisam todos já tem cara de palhaço e jeito de palhaço.
Em Ubatuba tudo é diferente mesmo, o que se diz amigo do Lula, aliado com aquele que tem o jeito do Maluf!!!!
Para esse chororô, chora Paulo Ramos, chora Maurício...

Eleições 2008 - Resultados

ELEIÇÃO EM UBATUBA – NÚMEROS FINAIS

Marcos Leopoldo Guerra

TOTAL DE ELEITORES EM UBATUBA 55.967

VOTOS EM FUNÇÃO DO TOTAL DE ELEITORES

EDUARDO CESAR 19.182 34,27%

INSATISFEITOS (*) 13.076 23,36%

PAULO RAMOS 11.008 19,67%

MAURÍCIO MOROMIZATO 10.173 18,18%

TUZINO 2.528 4,52%

(*) votos nulos, em branco e abstenções

Eduardo Cesar parece ainda não ter aprendido e continua tentando ludibriar os cidadãos de Ubatuba. Falar em maioria absoluta é no mínimo ignorância sobre a realidade. Não admitir a existência de quem optou por mostrar sua insatisfação através de votos nulos, em branco e pela abstenção é uma demonstração de total despreparo para a vida política.

As pessoas que se recusaram a participar do processo de escolha continuam sendo cidadãos. Não querer participar do processo de escolha não significa não querer participar da vida política do município. Políticos sérios deveriam estar extremamente preocupados com o elevado número de pessoas que se recusam a votar em quem quer que seja. Saber os anseios desta camada bastante representativa da sociedade talvez seja o segredo para ganhar qualquer eleição.

Nessa mesma linha de raciocínio encontra-se o TSE. Após as eleições o TSE se mostrou bastante preocupado com a média de 14% de abstenção. Salientou ainda que esse número deveria ser encarado como um sinal vermelho para os partidos políticos.

Sendo assim considero que Eduardo continuará a ocupar a cadeira de prefeito por mais 4 anos em função do apoio da minoria. Não significa que os insatisfeitos ficarão calados e agüentarão seus desmandos.

- Verba do SUS não pode ser desviada;
- Diretor Técnico da Sta Casa tem de estar cadastrado no CRM;
- Diretora Administrativa da Sta Casa não pode praticar assédio moral;
- Secretário da Saúde tem de ser da área de saúde (conforme constituição Estadual);
- Procurador Municipal não assina despacho, apenas fornece parecer;
- Envolvidos com renúncia de receita tem que ser punidos;
- Comissão da Planta de valores Genéricos tem que ter coerência em seus despachos;
- Obras públicas tem que ter licitação e quando há dispensa da mesma a população tem que ser minuciosamente esclarecida sobre o tema;
- Perseguir pessoas que discordam da administração atual é ato de improbidade administrativa;
- Presidente do COMUS que se utiliza do cargo para ter atendimento preferencial é ato de improbidade administrativa;
- Encobrir e não punir é conivência, formação de quadrilha e ato de improbidade administrativa.

Se administrar um município com as regras acima apresentadas ou se a existência de uma ampla maioria que rejeita a administração atual é fator impeditivo para um gestor administrar o município, isso significa que o mesmo não tem capacidade para fazê-lo.


Marcos Leopoldo Guerra
ac.tributaria@uol.com.br

Eleições 2008 - Protestos







Resultados das urnas contestados

Emilio Campi

Manifestação ocorrida em Ubatuba, na tarde de 09/10, em frente ao cartório eleitoral, onde a população protestava por supostas irregularidades nas urnas eletrônicas. Confira vídeo clicando aqui.
Emilio Campi
Litoral Virtual

Opinião

A hora de refazer todas as contas

Washington Novaes
Nos mesmos dias em que o mundo acompanhava, perplexo, o farto noticiário sobre as tentativas de conseguir no Congresso norte-americano a aprovação de um plano de US$ 700 bilhões para conter a crise financeira que já se espalhava por todos os continentes, a comunicação praticamente não deu nenhuma importância à notícia, divulgada pela ONG canadense Global Foot Print Network, de que no dia 23 de setembro a humanidade ultrapassara, este ano, o consumo de todos os recursos que o planeta pode produzir ao longo de 365 dias. A partir daí, ocorre um consumo de recursos e serviços naturais além do que a biosfera terrestre pode repor - um sobreconsumo que agravará a crise, pois aumentará a desertificação e a chamada crise da água, produzirá maior perda de florestas tropicais, gerará a emissão de mais poluentes que contribuirão para mudanças climáticas, etc.


Esse consumo excessivo, que começou a ser avaliado pela ONG em 1986, uma década mais tarde já superava em 15% a capacidade de reposição; em 2007, estava em torno de 25% e ocorreu a partir de 6 de outubro; este ano, a partir de 23 de setembro. É um sistema de avaliação semelhante ao utilizado no Relatório do Planeta Vivo, do WWF. Este, em 2006, já dizia que esse impacto - a "pegada ecológica da humanidade" - mais do que triplicara desde 1961 e já superava a capacidade de reposição em 25%.

Certamente é uma crise mais grave ainda que a financeira, mas que continua a ser minimizada, quando não ignorada. Segue-se tratando da atual crise financeira apenas em termos de quanto afetará ou não o produto bruto mundial e o produto bruto de cada país, inclusive do Brasil, sem preocupação com o quadro de realidade concreta que nos cerca. Como se a crise se pudesse resolver apenas em termos de crescimento econômico. E vale a pena relembrar, nesse ponto, o pensamento, já mencionado neste espaço, do biólogo Edward Wilson, apontado como o cientista que mais entende de biodiversidade. Tenta-se, diz ele, acreditar que a solução para os dramas do mundo estará no crescimento econômico puro e simples. Então, pode-se partir da hipótese de que a economia mundial vá crescer 3,5% ao ano - um crescimento modesto, já que se almeja 5% ou 6%, até 10% ao ano, como na China. Se ela crescer 3,5% ao ano, partindo do atual produto global, superior a US$ 50 trilhões anuais, chegaria a 2050 perto de US$ 160 trilhões. Mas não chegará, porque não há recursos e serviços naturais capazes de suportar o aumento de consumo decorrente desse crescimento. Será preciso, adverte Wilson, encontrarmos formatos de viver e consumir compatíveis com as possibilidades físicas do planeta - até porque não há outro disponível (embora nosso ministro de Assuntos Estratégicos já ande acenando com essa possibilidade).
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