sábado, setembro 27, 2008

Ubatuba

Improbidade pode afastar Eduardo Cesar do cargo

O Guaruçá
Segundo o advogado Vicente Malta Pagliuso, o vereador e candidato a vereador Jairo Felipe Félix dos Santos (PSB), com o testemunho e fotografias de moradores do Camburi, transportados da região norte até os portões da Prefeitura Municipal de Ubatuba em ônibus destinado a uso exclusivo da Secretaria Municipal de Educação, para reunião política, apresentou ontem, 26, representação contra o prefeito e candidato a reeleição Eduardo de Souza Cesar.
A representação requer que a cassação do registro de candidato e a sanção de inelegibilidade para as eleições a se realizarem nos próximos 3 (três) anos, sejam atribuídas a Eduardo de Souza Cesar, pela interferência do poder econômico e abuso ímprobo do cargo de prefeito. Aplicação de medidas eficazes no sentido de inviabilizar a utilização de dinheiro, bens, serviços e servidores públicos, para fins eleitoreiros, em favor do prefeito, também é requerida da Justiça.


Clique aqui para fazer o download da representação. O arquivo está no formato Adobe PDF e tem 116 KB de tamanho.

TV Víbora: Ramalhete de Boleros

Bienvenido Granda - En la Orilla del Mar

Novembro, 09 / 2007



Recordar é viver

Sidney Borges
De repente me veio à cabeça a música: "o tempo passa, o tempo voa, e a poupança Bamerindus continua uma booooooaaaaaa. Pois é, no dia dessa foto o único candidato certo era o atual prefeito. O tempo passa e as coisas mudam. Ou será que as coisas permanecem estáticas e nós é que mudamos? Responda e ganhe um bilhete de ida e volta a Caraguá, um santinho de Antônio Carlos e um vale pastel. E caldo de cana. Coragem!

Só louco...

Dinossauros...

"Quadro de Avisos" do Pinel (RJ)
Milhares, em diversos idiomas e dialetos. Notícias de poluição dos mares, dos rios, dos mananciais, das geleiras, do ar. Desmatamentos e queimadas. Transgênicos. Exploração de espécimes aqui, ali e acolá... Aquecimento. Desaparecimento da camada de ozônio. Raios UV. Nossa!!! São tantas as agressões ambientais que viver neste planeta esta ficando realmente insuportável! O pior, é que a coisa tá feia e tem muita gente que não acredita. Na verdade, estamos cometendo os mesmos erros dos dinossauros. Deu no que deu. Desapareceram! Do jeito que eram ferozes, uau... Ainda bem!

Paul Newman



Butch Cassidy se foi!

Sidney Borges
O ator Paul Newman morreu ontem aos 83 anos. Morreu de câncer, mas se não fosse câncer seria outra coisa qualquer. Morrer é humano e sempre que morre alguém famoso nos lembramos da fila. Estamos nela. De susto, bala, ou vício, um dia será a nossa vez, mas antes que a minha chegue vou rever muitos filmes de Paul Newman. Que grande ator! Por coincidência assisti ontem, pela enésima vez, "Ausência de Malícia", de Sydney Pollack, estrelado por Newman e Sally Field. Gosto dos filmes de Pollack, onde a trilha sonora sempre têm papel preponderante. Em Ausência de Malícia a música é de Dave Grusin. Pollack também assinou o excelente "Destinos Cruzados", com Harrison Ford e Kristin Scott Thomas.

Vida



A propósito da desistência

Sidney Borges
A foto acima acabou de chegar com o título interrogativo: Desistir? Sem ser adepto de auto-ajuda, fiquei pensativo ao contemplar a situação. Para usar uma expressão popular: que barra pesada! No entanto, a simples exibição da dificuldade não me permite julgar. Lembro-me de um colega, professor de Química, dono de grande senso de humor e sensibilidade. Nós dávamos aulas no mesmo dia em um cursinho de Osasco. Para provocá-lo eu perguntava:
- Você é feliz?
A impertinência recorrente era estrategicamente feita quando nos preparávamos para a última aula, às 10h da noite, nós que estávamos no palco desde 7h da manhã. A resposta era lúcida e direta, como era o meu amigo Mattos:
- Tenho lampejos Borginho. Era assim que ele me chamava.
Ao contemplar a foto fico imaginando que apesar de toda a aparente adversidade devem existir momentos felizes na vida desse homem. Lampejos que justificam a continuidade. Assim respondo à pergunta:
- Desistir? Jamais, apesar dos pesares vamos em frente...

Eleições 2008



Da arte dos comícios

Sidney Borges
Ontem dei uma passada pelos comícios que aconteceram em Ubatuba. Com a proibição dos shows a freqüência se tornou seleta, só vai quem está interessado em ouvir os candidatos. É importante saber das propostas. O voto consciente evita aborrecimentos. Pense nisso, vá aos comícios, analise, compare, dispa-se de preconceitos. E depois vote certo. Seus filhos vão lhe agradecer.

Palavras

Palavra do dia: NERVOSISMO (ner.vo.sis.mo)

Durante a semana, a indefinição quanto à aprovação pelo congresso norte-americano de um pacote de medidas que ajudariam a combater a crise financeira gerou um grande nervosismo no mercado.
A palavra “nervosismo” formou-se a partir de “nervoso”, que tem sua origem do latim ‘nervosus, a, um”. O termo designa um estado de grande ansiedade, excitação, expectativa por algo que supostamente está para acontecer.


Definição do dicionário “Aulete Digital”.

NERVOSISMO (ner.vo.sis.mo)
Substantivo masculino.
1 Emotividade descontrolada; descontrole temporário ou permanente dos nervos: Sentia um nervosismo que quase o levava à loucura.
2 Estado de excitação nervosa, de ansiedade, que se nota nos indivíduos ansiosos.
[Formação: nervoso + -ismo. Sin. ger.: nervosia.]
[Formação: Do latim 'nervosus,a,um'. Idéia de "nervoso": neur(o) -, nevr(o) -, - neuria e neuro.]

Ubatuba em foco

A Educação que gostaríamos de ter

Corsino Aliste Mezquita

Fala-se e discute-se educação em todos os níveis de governo. No “verbo” e nas “promessas futuras” é prioridade. Dizemos no “verbo” e nas “promessas futuras”. O “verbo” não se traduz em realidade. As “promessas futuras” nunca são cumpridas.
Contrariando “verbo” e “promessas futuras”, a educação, é desviada de suas finalidades primordiais, profissionais pouco ou nada respeitados e valorizados, programas novidadeiros e inconsistentes são criados para iludir incautos. Já a estrutura fundamental, abrangente e encaminhada a resolver os problemas básicos é esquecida.
Não é essa a educação que gostaríamos de ter. O município exige dos poderes públicos criarem estruturas e condições para atender todas as crianças e jovens, de seis meses a dezesseis anos, em escolas de qualidade que os encaminhem para a vida profissional.
Estamos longe desse desiderato, em Ubatuba. Mesmo assim, bem administrados os recursos da educação, poderá ser conseguido em curto prazo.
Implantado o alicerce do atendimento universal, as circunstâncias sociais exigem investimentos sólidos na alimentação escolar de qualidade nutricional, quantidade satisfatória e acessibilidade econômica para o município. Sem mentiras e ou propagandas enganosas. Sem terceirizações. Os recursos devem que circular aqui. Não podem subir a serra.
Simultaneamente deve-se partir para a formação profissional naqueles campos para os quais o município parece estar mais necessitado. Formação profissional bem estruturada e de bom nível. Tanto em se tratando de cursos de curta duração como daqueles com maiores exigências de formação acadêmica e especialização profissional.
Temos que nos convencer que a educação não se desenvolverá com promessas futuras, inconsistentes e descoladas da realidade. Promessas de: FATEC, SENAI, SENAC ou RESTAURANTE ESCOLA. Essas instituições serão bem vindas. Mas... a educação só progredirá e poderá dar um salto de qualidade e quantidade o dia que essas prestigiadas escolas estejam instaladas em prédios adequados, com professores competentes contratados e alunos matriculados e, para eles alunos, sendo ministrados os cursos profissionais. Promessas de futuro nada resolvem. Delas, Ubatuba, está cansada. Queremos realidades e a UNITAU funcionando a pleno vapor.
Forças ocultas

Posse da Diretoria do Sindicato eleita em 03 – 07 – 08

Corsino Aliste Mezquita
Como amplamente divulgado na imprensa virtual, no Boletim Sindical e nos próprios convites, a POSSE DA NOVA DIRETORIA DO SINDICATO, aconteceria na EE. CAP. DEOLINDO DE OLIVEIRA SANTOS, aos 27-09-08, a partir das 19:00 h, conforme solicitação devidamente protocolada, aos 14-07-08, na citada escola. A confirmação da autorização foi transmitida, via telefone, por funcionário credenciado. Qual não foi nossa surpresa quando, os 25-09-08, nos comunicaram que não poderia ser realizado o evento naquela escola. Solicitadas explicações da Sra. Diretora, em audiência gentilmente concedida a três diretores do Sindicato, nada satisfatório foi argumentado. Ficou evidenciado que forças ocultas estavam pressionando a dirigente para aquela mudança radical. Até entendemos e desculpamos sua atitude. Nada surpreendeu os diretores do Sindicato considerando o ambiente político que vive a cidade, os avisos anteriormente recebidos de funcionários da própria Prefeitura conhecedores de intenções maldosas e atitudes canhestras próprias de aloprados e sem caráter. A eles (aloprados e sem caráter) comunicamos que, o Sindicato e sua Diretoria querem paz e harmonia e tudo farão para que os servidores municipais e os filiados sejam respeitados e valorizados. Ubatuba só progredirá quando as perseguições e a mesquinharia sejam desterradas de seu ambiente político.
Na impossibilidade de realizar a POSSE, no local previamente marcado, foi transferida para o AREIAS, na PRAIA VERMELHA DO NORTE, no mesmo dia, 27-09-08, a partir da 19:00 h.
Frente à EE. Cap. Deolindo, o SINDICATO, disporá de orientação e recursos para que, os que não tenham sido previamente avisados, sejam encaminhados para o AREIAS.
Certamente, a mudança de local engrandecerá a festa e os sindicalizados e convidados terão mais conforto e melhor atendimento.
Viva Ubatuba! O Sindicato agirá com grandeza.

Opinião

O que vem antes do pré-sal

Editorial do Estadão
As águas rasas da Bacia de Santos podem ter mais gás que a Bolívia, mas o governo e a Petrobrás parecem ter esquecido essa riqueza, mais acessível e mais fácil de explorar que o petróleo do pré-sal. "É uma coisa que preocupa: vamos gastar fortunas, num esforço fantástico no pré-sal, quando temos em águas rasas e semi-rasas importantes reservas de gás", disse o presidente da Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo (ABGP), Márcio Mello, em debate promovido pelo Estado, na quinta-feira, sobre "O Futuro do Pré-Sal". A recente descoberta abre uma oportunidade extraordinária, observou o geólogo, "mas não podemos esquecer o pós-sal".
É um erro grave, segundo ele, reduzir a atividade exploratória numa área com potencial para mais do que dobrar a reserva conhecida de petróleo e gás, hoje estimada em 14 bilhões de barris. Com sua participação, Márcio Mello ampliou o debate sobre a política brasileira de hidrocarbonetos. Essa discussão está concentrada no modelo de exploração de um petróleo ainda inacessível, a mais de 6 mil metros de profundidade e a mais de 200 quilômetros da costa, e na partilha do dinheiro que será gerado por essa atividade.
A intervenção do presidente da ABGP chamou a atenção para uma questão da maior importância, mas atualmente negligenciada: quais devem ser as prioridades na exploração das reservas de petróleo e gás? Economicamente, começar pela exploração dos recursos mais acessíveis parece o mais sensato, e por mais de uma razão. O retorno do capital investido será mais rápido, em termos empresariais, e isso tornará mais fácil custear a exploração do pré-sal. Além do mais, o abastecimento de gás ficará mais seguro, com menor dependência do produto boliviano. O governo e a Petrobrás podem ter argumentos para justificar a escolha do pré-sal como prioridade, mas não há como desconhecer, simplesmente, as ponderações do geólogo Márcio Mello.
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Manchetes do dia

Sábado, 27 / 09 / 2008

Folha de São Paulo
"Kassab abre vantagem sobre Alckmin"
Gilberto Kassab (DEM) abriu quatro pontos percentuais sobre Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida pela Prefeitura de São Paulo, mostra nova pesquisa Datafolha. O prefeito oscilou dois pontos percentuais para cima e foi a 24% enquanto o tucano variou dois para baixo e chegou a 20%. Como os dois estão empatados no limite da margem de erro (dois pontos para cima ou para baixo), a probabilidade de Kassab estar à frente é bem maior. Marta Suplicy (PT) se manteve em primeiro lugar, com os mesmos 37% das duas pesquisas anteriores. Nas três simulações de segundo turno realizadas ocorreu empate técnico entre esses três candidatos. No Rio, Eduardo Paes (PMDB) lidera a disputa com 29%. Fernando Gabeira (PV) subiu quatro pontos, para 15% e empata tecnicamente com Marcelo Crivella (PRB) 18%, e Jandira Fegalli (PcdoB), 13%.


O Globo
"Empresas brasileiras têm perdas recordes na bolsa"
O anúncio de que grandes exportadoras - Sadia e Aracruz - tiveram perdas no mercado de câmbio derrubou a bolsa brasileira. As ações da Sadia se desvalorizaram 35,48% depois que a companhia admitiu prejuízo de R$ 760 milhões. A Aracruz, em queda de 16,81% contratará uma consultoria para calcular perdas. A Bovespa caiu 2,02%, a segunda pior baixa no mundo. O BC vendeu dólares, mas não impediu a alta de 1,59%, a R$ 1,851. Estudo revela que, em 2007, cem de 275 companhias abertas brasileiras operavam com derivativos, informa Flávia Oliveira. O Congresso americano e o presidente Bush esperam fechar o pacote de ajuda até segunda-feira.


O Estado de São Paulo
"Kassab abre 5 pontos sobre Alckmin"
A dez dias do primeiro turno, Gilberto Kassab (DEM) abriu 5 pontos percentuais de vantagem sobre Geraldo Alckmim (PSDB) na disputa pela vaga no segundo turno da eleição paulistana. O prefeito tem agora 25% das intenções de voto, contra 20% do tucano, mostra pesquisa do Ipobe para o Estado. Kassab e Alckmin estão tecnicamente empatados, porque a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, mas apenas a trajetória do prefeito é ascendente - o ex-governador vem caindo desde julho quando tinha 31%. Além disso, Kassab voltou a subir em todas as faixas do eleitorado. Marta Suplicy (PT), por sua vez, liderou a corrida com os 35% da pesquisa anterior. Na projeção para o segundo turno, Marta e Kassab surgem empatados - ela com 45%, e ele com 44%. Na pesquisa anterior, a petista estava 6 pontos à frente. Se a disputa for entre Alckmin e a ex-prefeita, a simulação mostra empate de 45% a 45%. A rejeição ficou inalterada. Marta aparece com 32%, Kassab, com 24% e Alckmin, com 13%. No Rio, Eduardo Paes (PMDB) passou de 27% para 29% e Marcelo Crivella (PRB) oscilou de 23% para 24%, mantendo-se o empate técnico.


Jornal do Brasil
"Caem os casos de bala perdida no Rio"
Os casos de ferimento ou morte por balas perdidas - o maior temor dos cariocas (57% dos entrevistados), segundo pesquisa recente feita pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) - estão em queda no Estado. De acordo com os registros, oito pessoas morreram nessas circunstâncias e outras 127 ficaram feridas de janeiro a junho. O número é alto - quase um por dia - mas é 21,1% menor na comparação com o mesmo período do ano passado, quando 171 pessoas foram atingidas - 135 na capital - 12 delas morreram. O Rio foi a região que mais registrou vítimas: cinco. Mas em 2007 foram registrados 12 casos.

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sexta-feira, setembro 26, 2008

Eleições 2008

Quércia chama Alckmin de "traidor frio e mesquinho"

Nota distribuída pelo ex-governador de São Paulo Orestes Quércia

Ricardo Noblat
"Em resposta ao Sr. Alckmin que denominou nossa chapa [a de Gilberto Kassab] de Quércia/Pitta, pretendo dizer que: conheço pouco o ex-prefeito Pitta, mas o suficiente para compreender que ele tem sido ao longo da vida mais vítima do que algoz. Por outro lado, conheço bem o sr. Alckmin para ter a certeza de sua personalidade duvidosa.
"Ele usou a força do governo de São Paulo para se impor como candidato a presidente, atropelando o candidato natural e amplamente favorito José Serra. Agora, tendo um alternativa natural de candidatura a governador em 2010, apoiado por todos, novamente o Sr Alckmin resolve se impor como candidato a prefeito para tentar destruir uma aliança elaborada com competência e sabedoria pelo PSDB e os Democratas, para eleger José Serra presidente em 2010. Para tanto, no dia a dia da sua campanha elabora uma maquinação mesquinha e traiçoeira entre as lideranças nacionais do PSDB, pretendendo posar de vítima, para dividir o partido e novamente atingir José Serra.
"Eu, que tenho uma história política de luta pela redemocratização do país, que no governo de São Paulo construí um sistema de desenvolvimento e progresso do Estado, hoje, prefiro ver meu nome vinculado ao Pitta do que a um traidor frio e mesquinho como o Sr. Alckmin." (Do Blog do Noblat)

Sociais



Apontando estrelas no Lázaro

Sidney Borges
A simpaticíssima cidadã da foto me ensinou a contar estrelas sem risco de verrugas, pois como todos sabem, é apontando estrelas que nos enverrugamos. Apesar das previsões otimistas, havia no céu mais de 27 estrelas, um avião e um objeto voador não identificado, choveu na hora do comício. Fazer o quê? Quem sai na chuva acaba molhado. Disseram que o OVNI era o Super-Homem. Não acreditei, dizem tantas coisas...

Ubatuba, digo Brasil...



Brasil pensativo

Sidney Borges
Meu fiel e querido cão não está nada satisfeito com o andar da carruagem. Ontem ele me confidenciou seus temores em relação à Bolsa. Brasil, digo Borginho, é assim que nós o tratamos no recôntido do lar, é sensivel às oscilações da economia. Dou razão a ele, a vida está mais perigosa do que poderia supor Guimarães Rosa.

Mundo

Anatomia da crise

Sidney Borges
Imagine que você construiu vinte casas e as colocou à venda. Os compradores das últimas duas unidades não têm condições de comprovar renda, mas são honestos e trabalhadores. Você efetua o negócio na base da confiança. Como garantia estão as próprias casas. Caso o compromisso não seja honrado você as retoma e vende a outros. Com o lucro você compra um terreno maior e constrói cem casas. Vende 20 na base da confiança. A coisa toma vulto e você continua construíndo e vendendo. O aparente bom negócio começa a se tornar problema quando a maioria dos compradores se torna inadimplente e as casas encalham, sem interessados em ficar com elas. Foi isso que aconteceu no mercado imobiliário americano. Os imóveis perderam valor, os financidores não recuperaram o investimento e a bola de neve cresceu. A sensação é que a economia americana está se transformando em uma espécie de corrente da felicidade. Enquanto há movimento a coisa anda, se parar o bicho pega. Mata e come. Como o Carcará. Economia é uma atividade simples, apesar dos economistas complicarem. Se você ganha dez e gasta oito tudo vai bem. Se porventura seu consumo aumentar e você gastar doze, vai ficar devendo. Os Estados Unidos estão ganhando dez e gastando vinte e cinco. Um dia a casa vai cair, se é que já não caiu.

Átomos

Medicina nuclear melhora qualidade de vida de hemofílicos

Fonte Nuclear

Um tratamento de medicina nuclear está melhorando a qualidade de vida de pacientes hemofílicos. A deficiência do fator de coagulação característica da hemofilia provoca sangramentos, sendo que cerca de 80% das hemorragias ocorrem nas articulações, causando a artrite hemofílica, que, caso não receba tratamento adequado, pode provocar até a perda completa da capacidade motora da articulação. Médicos vêm usando radiofármacos marcados com os radioisótopos ítrio-90 e samário-153 como forma de evitar a cirurgia em pacientes que não respondem bem ao tratamento clínico.
O tratamento, chamado de radiossinoviortese ou sinovectomia radioativa, consiste na infiltração intra-articular com o material radioativo. O procedimento é seguro, pouco invasivo e tem se mostrado eficaz no controle dos sangramentos, o que alivia a dor nas articulações e melhora os movimentos e, conseqüentemente, a qualidade de vida dos pacientes.
O procedimento inicial é o tratamento clínico, com medicação. Caso não surta efeito, a alternativa, normalmente, é a cirurgia, que, além de invasiva, tem uma recuperação demorada e dolorosa para o paciente. As injeções de material radioativo pretendem paralisar a hemorragia nas articulações, que causam inflamação. A evolução dessa inflamação causa mais hemorragia, o que piora o processo inflamatório, criando um círculo vicioso.
A artrite hemofílica pode ser verificada já em crianças, que podem sofrer limitações na prática de esportes, para brincar e em qualquer atividade que exija grande movimentação do corpo. “É uma patologia muito séria. Tratamos crianças que já não podiam mais caminhar em função de limitações dos movimentos e que tiveram resultados excelentes”, ressalta Paulo Assi, diretor do Instituto de Medicina Nuclear de Cuiabá e autor do primeiro estudo de radiossinoviortese em hemofilia no Brasil, junto com a hematologista Sylvia Thomas, presidente da Sociedade Brasileira de Hemofilia.
Entretanto, ele acrescenta que nenhum tratamento é capaz de restaurar o que já foi comprometido. Por isso, é fundamental que o diagnóstico da condição seja feito precocemente para que o tratamento adequado seja começado o mais rápido possível. “Casos avançados têm menor possibilidade de ser resolvidos”, afirma o médico.
Os radiofármacos feitos à base de ítrio-90 e samário-153 são produzidos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), em São Paulo, e distribuídos para todo o Brasil. O instituto produz o samário-153 há mais de dez anos. Hoje, o ítrio-90 é importado pelo Ipen, mas já existem estudos avançados para montar no país o gerador de estrôncio-90, de onde ele é obtido. “A medida diminuiria custos e aumentaria a oferta do ítrio-90. Também teríamos maior flexibilidade na sua distribuição. Além da radiossinoviortese, ele tem uma importante aplicação no tratamento de pacientes com linfoma não-Hodgkin. É papel do Ipen proporcionar o acesso a radiofármacos importantes para a medicina nuclear”, afirma o diretor de Radiofarmácia do Ipen, Jair Mengatti.
Entre abril de 2003 e junho de 2008, o Instituto de Medicina Nuclear de Cuiabá, através de convênio com o Hemocentro do Mato Grosso e o Ipen, realizou quase 400 infiltrações em pacientes com artrite hemofílica, com resultados animadores. “Se não fosse pelo trabalho do Ipen, não teríamos a capacidade de fazer esses atendimentos. Passamos a poder programá-los e a atender a um número maior de pacientes. E temos a perspectiva de ampliar o atendimento de forma generalizada”, comenta Assi.
O Instituto de Medicina Nuclear de Cuiabá busca agora estender o uso da radiossinoviortese para o tratamento de outras artrites, como a reumatóide, que aflige quase dois milhões de pessoas no Brasil, e a osteoartrose. “A radiossinoviortese pode ser usada em casos que envolvam qualquer tipo de artrite em que o tratamento clínico não dê resultados”, explica o médico.

Ibama e Cnen autorizam preparação do canteiro de obras de Angra 3

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) enviou carta à Eletronuclear na última segunda-feira (22) autorizando a empresa a preparar o canteiro de obras de Angra 3. A operadora das usinas de Angra dos Reis foi autorizada a instalar e realizar a drenagem do canteiro, instalar a estação de tratamento de água e de efluentes, além de realizar a finalização do revestimento de dois trechos do canal principal de drenagem e a interligação do sistema de distribuição de energia. A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) autorizou as obras de concretagem do local onde serão construídos os prédios não-nucleares do empreendimento. O início das obras de Angra 3 está programado para abril de 2009.

Brasil, o mesmo de sempre

Wálter Maierovitch: "Máfia não assalta mais banco"

Claudio Leal
O ex-secretário nacional anti-drogas Wálter Fanganiello Maierovitch se tornou uma referência nos estudos sobre a criminalidade transnacional, no Brasil. Desembargador aposentado e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, Maierovitch se dedica à compreensão das inúmeras faces, e intrincados labirintos, de organizações mafiosas.
Procurado por estudantes, magistrados, promotores e delegados, para esclarecer dúvidas em torno de temas que vão desde a espionagem à guerra às drogas - e o que pode estar por trás dela -, ele resolveu reunir em livro seus principais textos, em grande parte publicados na revista Carta Capital (onde tem uma coluna há oito anos), na Folha de S. Paulo, no Correio Braziliense e nesta Terra Magazine.
A seleção de artigos virá em forma de uma trilogia: "Na linha de frente pela cidadania". O primeiro livro aborda a criminalidade transnacional e será lançado na próxima segunda-feira, 29 de setembro, às 19 horas, na sede da Casa Dona Veridiana (Av. Higienópolis, 18, São Paulo). Já estão prontos os volumes que darão seqüência à série. Em seguida, estudos sobre o fenômeno das drogas e o terrorismo.
Em entrevista a Terra Magazine, Wálter Maierovitch avalia a transformação da criminalidade em redes complexas. Recorre a exemplos vários - da Itália ao Brasil.
-... Essa criminalidade de matriz mafiosa não assalta mais banco. Ela põe o dinheiro no banco e se serve de toda a rede de telemática.
Para Maierovitch, o caso Daniel Dantas oferece enredo para compreender o jogo do controle de poder, principalmente com os desdobramentos da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
- Nisso você tem lutas dentro do Estado, pode até ter divisões. Mas tem a meta de controle de poder.
Leia a entrevista:

Andanças



Picinguaba e Itaguá. Bonito né?

Fotografando sem medo de errar

Sidney Borges
Ubatuba é o melhor lugar que conheço para massagear egos de fotógrafos amadores. Para onde a câmera é apontada o resultado sai bom e provoca elogios. Bom, nem sempre. Se a obra tem assinatura divina tudo bem, mas quando o homem põe a mão... Tsk, tsk.

Crise

"O dólar acabou", avalia Carlos Lessa

Claudio Leal
Ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o economista Carlos Lessa nada na contra-corrente do comissariado federal: identifica riscos imediatos para a economia brasileira, com o agravamento da crise nos Estados Unidos.
Congressistas democratas e republicanos se reuniram ontem com o presidente dos EUA, George W. Bush, para discutir o pacote anticrise. Participaram do encontro os candidatos à Casa Branca, Barack Obama e John McCain. A proposta do Tesouro americano prevê US$ 700 bilhões para a compra de títulos de risco. O acordo final ainda não foi fechado.


Para Lessa, "o dólar acabou" e seria preciso que um novo "Bretton Woods" estabelecesse novos parâmetros para a economia mundial. Em entrevista a Terra Magazine, expõe:

- Só tem um jeito. A Rússia já propôs, e a França também: reunir as potências do mundo e definir um novo acordo de Bretton Woods. O dólar acabou. Mas o problema é o seguinte: os Estados Unidos não vão deixar que o dólar acabe... O que os americanos vão tentar fazer é distribuir essa conta pelo mundo inteiro.

O economista demonstra segurança ao defender que "a crise está entrando no Brasil", apesar da tranqüilidade alardeada pela equipe do presidente Lula. O modelo de crescimento nacional, em sua opinião, está fundado em bolhas de crédito - e direciona a atenção aos créditos fáceis na venda de automotores. Faz outro diagnóstico: (Do Terra Magazine)
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FH falou

FH: ‘Agora é hora de pensar em vencer o PT’

Líder tucano reclama de divergências entre Alckmin e Kassab: ‘Em política, se você não vê mais longe, você perde’

De Aguinaldo Novo:
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou ontem a troca de acusações entre setores do PSDB e do DEM, tradicionais aliados políticos, na disputa pela prefeitura de São Paulo. Segundo o líder tucano, os dois partidos deveriam deixar de lado as divergências para combater o inimigo comum: o PT.
— Agora é hora de pensar em vencer o PT — afirmou Fernando Henrique, para quem a divisão pode levar à derrota nas eleições: — Em política, se você não vê mais longe, se não vê a estratégia, se fica só na coisa imediata, você perde.
O recado do ex-presidente, em tom de puxão de orelhas, foi feito depois que o tucano Geraldo Alckmin, em queda nas pesquisas de intenção de voto, passou a aumentar o tom dos ataques contra o prefeito Gilberto Kassab (DEM), que tenta a reeleição. (Do Blog do Noblat)


Nota do Editor - Qualquer semelhença com o que está acontecendo em Ubatuba é mera coincidência. O PSDB precisa ser passado a limpo, diria Bóris Casoy. Esfregado com escova de aço e lavado com creolina para matar as parasitas que o infectam. (Sidney Borges)

Opinião

As previsões inúteis e o roteiro possível

Washington Novaes
Não é preciso repetir todos os números. Quem tenha lido o caderno Pnad Especial, que este jornal publicou (19/9), e visto os números terríveis - 14,1 milhões de analfabetos no País, 4,8 milhões de crianças que trabalham, 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, 8,1 milhões de desempregados -, assim como o índice de desigualdade social (pior que o da Índia) e o da concentração de renda (patamar semelhante ao de El Salvador, Panamá, Zimbábue, Zâmbia, Suazilândia), certamente estará perdendo noites de sono, imaginando caminhos mais alentadores para o futuro. Mas pensando também em como buscar alternativas sustentáveis num mundo mergulhado em crise financeira, social (925 milhões de pessoas passando fome, segundo a ONU, quase metade da humanidade abaixo do linha de pobreza) e ambiental (consumo além da capacidade de reposição do planeta, mudanças climáticas).

Pode haver caminhos interessantes para o País. Como, por exemplo, os indicados pelo professor Ignacy Sachs, da Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais da França, uma das pessoas que mais têm estudado as nações ditas em desenvolvimento. No livro Inclusão Social pelo Trabalho (Garamond/Sebrae/Pnud, 2003) ele já apontava para o Brasil a possibilidade de estratégias prioritárias em favor dos pequenos produtores (8,6 milhões) e empreendedores informais (4,3 milhões). E lembrava que 3,6 milhões de pequenas e microempresas já absorviam 44% da mão-de-obra com registro no País e respondiam por quase 20% do produto interno bruto (PIB). No País todo, havia 8,6 milhões de pessoas que trabalhavam nas cidades por conta própria, 4,3 milhões em empresas informais, 4,53 milhões de agricultores familiares trabalhando por conta própria, 4,76 milhões não remunerados e 4,54 milhões de "operários agrícolas". As soluções teriam de passar por essas sendas, onde estão os "arquitetos potenciais do futuro".
Em síntese, já propunha o professor Sachs um "crescimento puxado pelo emprego", e não apenas crescimento de números absolutos do PIB a qualquer custo. E esse caminho pressupunha consolidação e expansão da agricultura familiar (que continua a expulsar mão-de-obra), promoção das pequenas e microempresas, ampliação das oportunidades de trabalho autônomo no meio urbano. Os setores prioritários para geração de trabalho e renda deveriam ser os de obras públicas e de infra-estrutura, serviços sociais, educacionais e sanitários, construção habitacional e gestão de recursos naturais. Preconizava o autor, com ênfase, a transformação do meio rural, porque esse espaço não é só agricultura e esta não é apenas plantio de grãos - deve incluir industrialização de matérias-primas, associação com várias áreas (como a de produção de biocombustíveis, entre outras), turismo rural, assistência a idosos e deficientes (que teriam no espaço rural mais qualidade de vida e segurança, além de gerarem trabalho). Muitos caminhos que, na sua quase totalidade, não estão sendo trilhados hoje.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 26 / 09 / 2008

Folha de São Paulo
"Republicanos travam pacote nos EUA"
Poucas horas após lideranças dos dois partidos majoritários do Congresso norte-americano anunciarem acordo sobre o pacote para o mercado financeiro, políticos republicanos desmentiram compromisso. A reação inesperada de parte de seu próprio partido esvaziou reunião bipartidária que o presidente Bush realizou na Casa Branca com os candidatos John McCain e Barack Obama. Republicanos conservadores críticos do pacote frustraram o início da contagem regressiva para a sua aprovação, no domingo. A proposta atendia às exigências do governo e incluía as dos democratas, como limitação ao pagamento e compensação de executivos das instituições auxiliadas pelo governo. Pelo novo esboço, os US$ 700 bilhões pedidos pelo Tesouro para adquirir títulos podres serão divididos em três partes. Animadas, as Bolsas fecharam em alta. O índice Dow Jones subiu 1,82%. A Bovespa esteve entre as Bolsas que mais se valorizaram no mundo, com 3,98%. O dólar, fechou em baixa de 1,94%, a R$1,822.


O Globo
"Disputa eleitoral nos EUA dificulta socorro a bancos"
Quando o acordo entre democratas e republicanos parecia fechado para aprovação do programa de socorro de US$ 700 bilhões para o sistema financeiro americano, tudo voltou à estaca zero. Até então, as principais bolsas do Ocidente haviam subido, embaladas pelas boas notícias. O impasse surgiu durante a reunião convocada pelo presidente George W. Bush com os líderes do Congresso e os candidatos à Presidência Barack Obama e John McCain, na Casa Branca. Às vésperas da eleição, a pressão dos republicanos acabou azedando as conversas, que iriam tratar apenas dos detalhes do acordo. Hoje, haverá nova tentativa.


O Estado de São Paulo
"Partido de Bush resiste ao pacote"
O Congresso dos EUA chegou perto de acordo para aprovar o pacote de US$ 700 bilhões de George W. Bush para sanear o sistema financeiro do país, mas a maior resistência a ela vinha justamente do partido do presidente, o Republicano. Em reunião entre Bush, os congressistas e os candidatos presidenciais - o democrata Barack Obama e o republicano Jonh McCain -, ficou determinado que a liberação dos recursos se dará em etapas dependentes da aprovação do Congresso, além de outros limites. A perspectiva de acerto fez as bolsas subirem - a Bovespa fechou em alta de 3,98%. Mais tarde, porém, um bloco de republicanos negou que houvesse acordo. Contrários ao uso de dinheiro público no pacote, eles ofereceram uma alternativa, que inclui flexibilização de regras para que fundos possam comprar partes de bancos. "Estava tudo certo, mas algo mudou no meio do caminho. A Casa Branca terá de discutir isso com os republicanos", disse Obama. O governo afirmou que trabalhará ao longo do final de semana para fechar o pacote.


Jornal do Brasil
"Congresso esfria a crise dos EUA"
As bolsas de valores dos Estados Unidos, Europa e Brasil registraram alta ontem, diante da perspectiva de aprovação, pelo Congresso americano, do pacote de US$ 700 milhões para a contenção da crise no mercado financeiro do país. Falta o acordo final, mas os parlamentares querem que o total seja liberado parceladamente. A última prestação poderá ser vetada, caso o Congresso não esteja satisfeito com a aplicação do programa. Na China, uma corrida de clientes ao Banco Central de Hong Kong também exigiu uma operação de socorro, enquanto a Irlanda é o primeiro país da zona do euro a entrar em recessão. Os negócios na Bovespa cresceram 3,98%.

quinta-feira, setembro 25, 2008

Televisão


Faço, mas digo que não faço...


Modelo posa para fotos em frente à Bolsa de Valores de Nova Iorque em dia de turbulência em Wall Street

Giannotti: Crise deve estimular reformas no FMI

Diego Salmen
É "muito estranho" Lula declarar o fim do neoliberalismo sendo que "já há seis anos ele pratica a mesma política neoliberal" dos governos anteriores. Quem analisa é o filósofo José Arthur Giannotti, professor titular emérito da Universidade de São Paulo. Giannotti, que é amigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, pondera:
- Ninguém passa de uma política à outra sem um enorme período de transição. É evidente que hoje o que a esquerda pedia (uma maior regulamentação dos mercados) aparece como uma demanda global. (TERRA MAGAZINE)

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Angra 3



Ibama e CNEN autorizam atividades iniciais no canteiro de obras de Angra 3

Gloria Alvarez
O Ibama encaminhou carta à Eletronuclear, na última segunda-feira, autorizando a empresa a instalar e a realizar a drenagem do canteiro de obras da Usina Angra 3. As instalações da estação do tratamento de água e do tratamento de efluentes, assim como a finalização do revestimento de dois trechos do canal principal de drenagem e a interligação do sistema de distribuição de energia no canteiro, também foram autorizadas.
No documento, o Instituto destaca que a Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN liberou a concretagem para a região onde serão instalados os prédios não nucleares do empreendimento.
Gloria Alvarez
Coordenadora de Imprensa da Eletronuclear

Uma mulher notável

Advocacia de luto

Morre primeira professora da Faculdade de Direito da USP

Consultor Jurídico
Morreu na noite de terça-feira (23/9) a advogada Esther de Figueiredo Ferraz, aos 93 anos, no Hospital do Coração. O velório acontece nesta quarta-feira (24/9), a partir das 9h, na Assembléia Legislativa. O enterro será às 16 horas no Cemitério do Araçá.
Esther de Figueiredo Ferraz foi uma mulher notável e se tornou uma pioneira em quase tudo que fez. Iniciou o curso de Direito, na escola do Largo São Francisco, em 1940, numa época em que apenas 34% das mulehres brasileiras eram alfabetizadas. Formada, teve a honra de ser a primeira mulher admitida como professora na mesma faculdade.
Já no governo do general João Figueiredo, em 1982, tornou-se a primeira mulher a ocupar um ministério no Brasil. Foi ministra da Educação e em sua administração foi aprovada a lei que vincula uma parcela do orçamento a gastos com educação.
Ela teve ainda a primazia de ter sido a primeira mulher a ocupar a reitoria de uma universidade na América Latina. Foi reitora da Universidade Mackenzie em São Paulo. Quando se comentava seus pioneirismos, era modesta. "Alguém tinha de ser a primeira", dizia.

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Cigarro

Astros de Hollywood recebiam fortunas para promover fumo

Lista descoberta por pesquisadores inclui John Wayne e Bette Davis.

BBC Brasil
- Clark Gable, Cary Grant, Spencer Tracy, Joan Crawford, John Wayne, Bette Davis e Betty Grable receberam dinheiro para promover o tabagismo, de acordo com pesquisadores da Universidade de Nova York.

As fabricantes de cigarro pagavam altas somas para que astros e estrelas dos "Anos de Ouro" de Hollywood promovessem seus produtos. Documentos liberados pela indústria depois de processos judiciais de grupos de combate ao tabagismo revelam a extensão da relação entre estas empresas e os estúdios de produção cinematográfica.
Uma empresa pagou mais de US$ 3 milhões (em valores de hoje) em um ano para as estrelas.
Em artigo na revista Tobacco Control, pesquisadores disseram que filmes "clássicos" das décadas de 30, 40 e 50 ainda ajudam a promover o fumo hoje. Praticamente todos os grandes nomes da época estavam envolvidos no merchandising de cigarros, de acordo com os pesquisadores da Universidade de Nova York. Eles tiveram acesso a contratos de merchandising assinados na época para ajudá-los no cálculo do montante de dinheiro envolvido.

'O cigarro dos atores'

Há acordos que datam do começo da era do cinema falado. O astro de O Cantor de Jazz (Jazz Singer), Al Jolson, assinou testemunhos dizendo que Lucky Strike era "o cigarro dos atores".
Um dos documentos-chave descobertos pelos pesquisadores foi uma lista de pagamentos por um único ano no final da década de 30, detalhando o quanto as estrelas eram pagas pela American Tobacco, fabricante da marca Lucky Strike. Carole Lombard, Barbara Stanwyck e Myrna Loy receberam US$ 10 mil (equivalente a quase US$ 150 mil hoje), para promover a marca. O mesmo ocorreu com Clark Gable, Gary Cooper e Robert Taylor.
No total, foram pagos aos atores o equivalente, hoje, a US$ 3,2 milhões. Em alguns casos, os fabricantes de cigarro pagaram os estúdios para criar programas de rádio que incluíam a promoção feita por suas estrelas.
A American Tobacco pagou à Warner Brothers o equivalente a US$ 13,7 milhões por Your Hollywood Parade, em 1937, e patrocinou The Jack Benny Show de meados da década de 40 a meados da década de 50. Entre os depoimentos cuidadosamente preparados incluídos em The Jack Benny Show está o de Lauren Bacall.
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Nota do Editor - A propaganda de cigarro tinha endereço certo. Conquistava corações e mentes. Para as vítimas do bombardeio subliminar era quase impossível escapar. Eu próprio me deixei seduzir e durante vinte anos fui fumante. Um dia a ficha caiu. Fumar é sinônimo de mau gosto. Faz mal à saúde e ao bolso. (Sidney Borges)

Opinião

O aperto de crédito chegou

Editorial do Estadão
O arrocho financeiro chegou ao Brasil, comprovando que o País, embora mais preparado para choques, não se tornou imune à crise internacional. Já estão mais caros até os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o mais importante financiador de projetos de investimento. A captação ficou mais difícil, mas a procura de recursos continua elevada. Esta é a boa notícia: grande número de empresas mantém a disposição de investir para modernizar o equipamento e aumentar a capacidade produtiva. Para atender ao maior número possível, a solução é cobrar mais pelo crédito. Parte dos financiamentos tem sido negociada a um custo superior à Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), fixada em 6,25% ao ano desde julho do ano passado.
Empresas brasileiras começaram a sofrer os efeitos do aperto financeiro internacional há alguns meses. Com o agravamento da crise nos Estados Unidos e noutros países do mundo rico, o acesso ao crédito externo ficou mais difícil. Durante anos, os bancos estrangeiros emprestaram dinheiro fartamente a bons e a maus tomadores, em todo o mundo, e deixaram-se envolver na bolha hipotecária. Meses depois do estouro, quando a extensão do desastre ficou mais clara, inverteram a tendência e o crédito global encolheu. Poderá encolher ainda mais durante a fase de recuperação e de reorganização das instituições financeiras nos principais mercados.
O BNDES deverá cumprir neste ano o desembolso previsto de R$ 85 bilhões, segundo seu presidente, Luciano Coutinho. O banco, acrescentou, já tem recursos para trabalhar "com tranqüilidade" durante o primeiro semestre de 2009. O presidente do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto, disse não haver nem luz vermelha nem luz amarela para o financiamento, mas admitiu que as linhas de financiamento externo estão mais escassas e mais caras. Se nenhuma luz se acendeu, pode ser por falta de eletricidade.
O otimismo não muda os fatos. As condições do mercado internacional mudaram e ninguém sabe quanto tempo a crise vai durar. A retórica não anula, também, as novas condições de operação adotadas pelo BNDES. Reportagem publicada no Estado de ontem cita o caso de uma empresa que recebeu proposta de financiamento de 70% de seu projeto, sendo 40% pela TJLP e 30% pelo IPCA, mais juros de 3,5%, além do spread relativo ao risco.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 25 / 09 / 2008

Folha de São Paulo
"BC libera dinheiro para compensar crise no exterior"
O Banco Central reduziu o recolhimento compulsório que os bancos têm de fazer ao órgão, o que resultará na injeção de R$ 13,2 bilhões no mercado financeiro. A medida beneficia 23 bancos de pequeno e médio porte. O objetivo é amenizar os efeitos da crise financeira mundial sobre as instituições bancárias no país. Com a decisão, aumenta a quantidade de recursos disponíveis para operações como concessão de empréstimos. Neste ano, com a alta dos juros e a forte expansão do crédito, grandes bancos passaram a pagar juros maiores na captação de recursos. Como conseqüência, quase todo o dinheiro disponível no mercado passou a migrar para esses grandes bancos, deixando os menores em dificuldade. A situação piorou com o agravamento da crise internacional. À espera da aprovação do pacote de ajuda financeira do governo Bush, os mercados tiveram um dia morno. O Dow Jones caiu 0,27%, e a Bovespa subiu 0,50%. Já o dólar se valorizou 1,47%, encerrando a R$ 1,858.


O Globo
"BC deixa mais dinheiro com bancos para não faltar crédito"
Menos de uma semana após anunciar que faria leilões para evitar a disparada do dólar, o Banco Central baixou ontem outra medida anticrise, reduzindo depósitos compulsórios. O objetivo é aumentar a quantidade de dinheiro em circulação e permitir que os bancos tenham recursos para emprestar. Com isso, R$ 13,2 bilhões devem ser jogados no sistema bancário a curto prazo. Para capitalizar o BNDES, o governo devolverá R$ 5 bilhões em dividendos já recolhidos aos cofres públicos. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, aceitou limitar bônus de executivos para aprovar o pacote de ajuda. Os US$ 700 bi de socorro podem ser parcelados.


O Estado de São Paulo
"BC põe R$ 13 bi no mercado e reduz pressão sobre bancos"
O Banco Central decidiu ontem dar um alívio de R$ 13,2 bilhões para o sistema financeiro brasileiro enfrentar a crise internacional. A partir de segunda-feira, os bancos terão de recolher menos dinheiro na forma de depósito compulsório ao BC, o que alivia o caixa de instituições em dificuldades para captar recursos. A medida beneficia principalmente bancos de pequeno e médio porte, que corriam o risco de perder espaço no mercado. O presidente do Banco do Brasil, Antônio Lima Neto, garantiu que, apesar da crise, o BB conseguirá manter as linhas de financiamento do comércio exterior. Nos EUA, o governo Bush cedeu à pressão e admitiu estabelecer regra que reduza a remuneração dos executivos de bancos beneficiados pelo pacote de socorro anunciado na semana passada. O objetivo do recuo é facilitar a aprovação do projeto no Congresso.


Jornal do Brasil
"Vitória da Democracia"
Candidatos, (e)leitores e representantes de entidades do Rio deram uma aula exemplar. Reunidos no JB, protagonizaram o único debate do primeiro turno das eleições em um meio de comunicação com os 20 principais postulantes à prefeitura. Durante quatro horas, discutiram pelo menos 15 temas relacionados aos destinos da cidade e suas soluções. A frieza da disputa sem confronto foi substituída pelo calor dos embates, acompanhados pelo JB Online. O melhor você lê no caderno especial. Um verdadeiro guia para o voto consciente.

quarta-feira, setembro 24, 2008


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Cidade

Trabalho ético, sério e honesto

Caro Sidney Borges:
Em primeiro lugar, gostaria de me solidarizar com você e deixar clara minha admiração pelo seu trabalho. Sei o que sente, ao ter seu nome questionado apenas porque, como profissional, aceitou uma proposta de trabalho e atua na campanha eleitoral de um candidato a prefeito. Infelizmente, em Ubatuba, é comum, pelas paixões, as pessoas deixarem o bom senso de lado e desconsiderarem a atuação dos bons profissionais, apenas para denegrir-lhes a imagem, por razões meramente políticas. Fique tranqüilo, as colocações maldosas vêm daqueles que não sabem o que é ser profissional, não conhecem o passado das pessoas e por isso se sentem no direito de agredir, atacar e questionar. Não se deixe abater por isso, continue realizando seu trabalho, sempre na confiança de que está fazendo o melhor que pode, como profissional.Ser um bom profissional é atuar de forma correta, digna e ética. E quanto a isso, ninguém poderá questioná-lo, pois sua postura, antes, durante e, tenho certeza, depois da campanha, sempre foi, é e será ética, porque isso não é algo que se aprende apenas nos bancos universitários, se aprende ao longo da vida, vem da educação que se recebe em casa, vem do caráter de cada um. E ao longo desses anos, você já demonstrou o quão correto é na condução de seu trabalho.Atuo em Taubaté há quatro anos, mas você, assim como muitos, sabe que eu fui criado em Ubatuba e foi nesta cidade que iniciei minha curta e humilde carreira e que minha saída foi apenas pela falta de oportunidade de crescimento na área que escolhi: o jornalismo. Até minha saída, tínhamos apenas duas rádios e dois jornais e a internet ainda não era um espaço tão propício à prática jornalística. Logo, meu caminho foi partir, sem que isso tenha significado o rompimento dos laços coma cidade que tanto amo. Neste período aqui no Vale do Paraíba, tenho trabalhado com afinco e posso dizer, tranquilamente, que sempre admirei seu trabalho, sua forma de escrita e seu comportamento profissional. Logo, me solidarizo porque entendo ser uma grande injustiça qualquer colocação contra sua pessoa. O trabalho que você tem desenvolvido tem sido profissional, apenas isso. O problema é que em Ubatuba, são poucos os profissionais corretos em nossa área, talvez por isso os questionamentos. Como podem estar acostumadas com muitos picaretas, já que hoje, com o avanço da TI, qualquer um se intitula jornalista, publicitário ou marqueteiro, muitas pessoas talvez tenham dificuldade em aceitar e compreender o trabalho dos bons profissionais. É uma pena que seja assim. Mas calma, seu passado fala por si e você não precisa mais provar nada a ninguém. Afinal, seu blog é, há algum tempo, uma demonstração clara de que ainda é possível se praticar o jornalismo ético e compromissado com a sociedade.


Ednelson Prado
Jornalista

Crise


Do Blog do Noblat

Ubatuba

Solidariedade

Caro Sidney Borges:
Quero manifestar a minha solidariedade a você nesta reta final da campanha. Apesar de apoiarmos candidatos diferentes e discordarmos com freqüência, nossos pensamentos para conquistar maior qualidade gerencial para Ubatuba são semelhantes. Investir na gestão dos serviços públicos é tarefa obrigatória para quem vencer as eleições. Simultaneamente, adotar uma conduta mais arejada e respeitosa com os veículos de comunicação e os formadores de opinião é tarefa que precisa ser colocada em prática. Tenho uma postura discordante sobre as ações que o comando político de meu candidato teve para este segmento durante este mandato, mas, tenho a expectativa de que ele mude a postura numa reeleição. O fortalecimento da democracia é tarefa de todos. Uma imprensa forte, livre e respeitada, garantirá o conteúdo necessário para uma reflexão mais segura do eleitor. Ouvidos mais abertos para as vozes oposicionistas e, inclusive , da própria base aliada, garantirá avanços. A diferença de opiniões sempre foi saudável e, quando praticada com civilidade, mostra o grau de maturidade política de um município. Continue firme, como sempre.


Um abraço

Celso de Almeida Junior
Colégio Dominique

Imprensa

Chegou o jornal O Momento!

Ano 1 – Número 1 - De 19 a 26 de setembro de 2008 – Distribuição dirigida – Circulação Ubatuba

Do Ubaweb
O primeiro número do jornal podia ser encontrado sábado, 20, nas bancas do Centro.
Divulgar o elogiável e as críticas que mereçam é, segundo os idealizadores d’O Momento, o complemento indispensável às notícias de interesse dos munícipes de Ubatuba.
Luiz Antônio Moura, Viviane Cavalcante, João Toledo, Ricardo Alvarenga, Luana Camargo e Michel Kapasi compõem a linha de frente do semanário que estréia com uma entrevista do deputado federal Clodovil Hernandes (PR) a qual, sem sombra de dúvidas, dará o que falar.
...e tem mais! É só você procurar por um exemplar.

Ubatuba em foco

Política e políticos

Sidney Borges
No dia do debate da Band Vale conversei alguns minutos com o prefeito Eduardo Cesar. Nossas conversas são sempre cordiais. Eu nunca pedi nada a ele, isto é, pedi sim, pedi que o piso da minha rua fosse nivelado. Fui atendido. Também pedi ao Maurinho que providenciasse lixeiras para a pracinha da Ressaca. Ah! Quase ia me esquecendo, na última vez em que encontrei o Prefeito comentei sobre as defensas do caminho do portinho. Costumo caminhar por ali e notei que aquele recanto tão bonito está precisando de cuidados. Na nossa breve conversa de Taubaté Eduardo me perguntou a razão de eu estar trabalhando para o Pedro Tuzino. Eu respondi a verdade. Sou tucano, nunca escondi de ninguém as minhas preferências políticas. Um dia vou olhar os acontecimentos atuais de uma perspectiva histórica. Tenho certeza que a participação do PSDB na eleição de 2008 não envergonhará ninguém. Vamos lutar até o último momento, com força e garra, sempre visando a vitória. Depois do pleito será hora de rever o que levou o partido à divisão. O PSDB não pode ser uma frente de interesses individuais. Deverá ser reestruturado para exercer a sua verdadeira vocação. O PSDB é um grande partido, governou o Brasil por oito anos e lançou as bases do sucesso econômico atual. E é inegável que José Serra está fazendo um ótimo governo em São Paulo. Em 2010 vamos voltar ao comando da nação e para tanto precisamos de quadros mais ideológicos e menos fisiológicos. Trabalhar com o Pedro me surpreendeu, eu nunca imaginei alguém com tanta disposição e garra. Tenho plena certeza que se ele for eleito Ubatuba estará em boas mãos. Sobre o meu relacionamento com os outros candidatos, nada há o que esconder. Todos sabem na cidade que durante algumas semanas acompanhei Paulo Ramos em suas andanças em busca de votos. Em nossas caminhadas tirei fotos e conversei com muita gente. Paulo é um político de grande carisma, andar com ele é uma forma de entender o Brasil. Eu sempre procuro entender este país tão desigual e tão interessante. Não sei se vou conseguir, mas como dizem os espanhóis, importante não é chegar, importante é caminhar. Com o PT a relação que mantenho é próxima, eu diria até que é mais próxima do que com o PSDB de Ubatuba. Converso muito com o Gerson Florindo, com o Agnaldo, e nos últimos tempos, antes da coligação com o PTB ser oficializada, conversei bastante com o Maurício. Temos muitos pontos de convergência. O PTB do meu amigo Tato dispensa comentários, desde sempre trocamos figurinhas sobre política. Também sou amigo do Dr. Ricardo Cortes, do Charles Medeiros, do Jija, do Allan, do Luiz Moura, do Renato Nunes, do Carlos Rizzo e de tantos outros que porventura eu não tenha citado. Sempre olho os meus amigos nos olhos. Nada tenho a esconder.

Editorial

Linguas de trapo

Sidney Borges
Já dizia minha avó para não dar conversa a quem não merece, não é confiável. Estão falando coisas sem fundamento a meu respeito na cidade. Eu escolhi trabalhar para um candidato. Estou exercendo o meu direito democrático de fazê-lo. Outros optaram de forma diferente, é a vida. "O que seria do verde se todos gostassem do vermelho"? Eu respeito a diversidade, mantenho bom relacionamento com os adversários. Eles têm o meu apreço. Que ganhe o melhor, o mais competente. É o meu lema. O problema da maledicência está nos lacaios a serviço. São mais realistas do que o Rei, embora os falastrões de plantão tenham telhado de finíssimo cristal. De qualquer forma fica a advertência: "passarinho que come pedra...".

Opinião

Um novo Bretton Woods

Editorial do Estadão
O mundo precisa de novos mecanismos de controle financeiro e prevenção de crises, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao discursar ontem, na abertura da 63ª Assembléia Geral das Nações Unidas. Somente soluções globais podem dar conta de uma crise global, acrescentou, e convém tomá-las "em espaços multilaterais legítimos e confiáveis, sem imposições". Da ONU, segundo ele, deveria partir a convocação para "uma resposta vigorosa às ameaças" presentes. Os "organismos econômicos supranacionais carecem de autoridade e de instrumentos práticos para coibir a anarquia especulativa" e é preciso "reconstruí-los em bases inteiramente novas", argumentou o presidente.
Descontada a retórica, há bons argumentos a favor da proposta. No sistema financeiro globalizado, as transações têm repercussão instantânea em todo o mundo e superam de longe o valor da produção de grandes economias. O cardápio de operações é cada vez mais amplo e sofisticado, com modalidades complexas e quase ininteligíveis para o público não especializado. Os sistemas de regulação e supervisão, no entanto, são nacionais, variam de um país para outro e, no conjunto, são altamente ineficientes, como ficou provado em várias crises desde os anos 90. O desastre iniciado com o estouro da bolha imobiliária, há pouco mais de um ano, foi mais grave que os anteriores, mas as condições necessárias à sua ocorrência já estavam presentes, havia muito tempo, no mercado quase sem lei. Houve sinais de alerta, como noutras crises, mas nenhum dos envolvidos na farra do crédito fácil era obrigado a levá-los em conta.
O presidente Lula está provavelmente enganado quanto a um ponto. No discurso, ele defendeu uma reforma ambiciosa para a solução da atual crise. Ora, a crise quase certamente estará superada antes de qualquer acordo sobre um novo mecanismo de supervisão financeira e prevenção de acidentes. Mas o sistema financeiro continuará vulnerável a novos abalos, talvez até mais fortes, mesmo com algum aperfeiçoamento da regulação atual. Este é o ponto importante. A cooperação internacional já tem servido para atenuar os problemas imediatos, mas não basta, ainda, para constituir uma rede global de segurança financeira.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 24 / 09 / 2008

Folha de São Paulo
"Sem pacote, EUA prevêem série de falências"
Em audiência tensa, o presidente do Federal Reserve e o secretário do Tesouro pediram aprovação rápida no Congresso dos EUA do pacote de US$ 700 bilhões proposto pelo governo. O secretário Henry Paulson disse que a medidas visa “impedir uma série de falências de instituições financeiras e o congelamento dos mercados de crédito”. Para o presidente do Fed, Bem Bernanke, o risco é de recessão. “A economia não será capaz de se recuperar”, ameaçou. Pela primeira vez, Paulson e Bernanke falaram que pretendem pagar valores superiores aos do mercado por papéis das empresas que passam dificuldade. A Bovespa fechou em queda de 3,78%. O dólar subiu e encerrou vendido a R$1,831. O dia também foi de perdas em Wall Street, onde o índice Dow Jones caiu 1,47% e na Europa. O banco de investimento Goldman Sachs vai receber US$ 5 bilhões do investidor Warren Buffett.


O Globo
"Congresso dos EUA exige punições e ameaça pacote"
Na presença do secretário do Tesouro, Henry Paulson, e do presidente do Fed, Ben Bernanke, senadores democratas e republicanos deixaram claro que, para aprovar o socorro bilionário a Wall Street, o projeto terá de incluir a punição dos responsáveis pela crise e a criação de mecanismos antiespeculação. As bolsas caíram, novamente, em todo o mundo. Na 63º Assembléia da ONU, Lula chamou de decepcionante o fato de Bush não ter posto a crise no centro do seu discurso. Nicolas Sarkozy também defendeu punição.


O Estado de São Paulo
"Congresso resiste e tenta mudar pacote de Bush"
O Congresso dos EUA resiste a aprovar sem alterações o pacote de resgate do setor financeiro apresentado na semana passada pela Casa Branca. Parlamentares contam que estão sendo pressionados por eleitores para modificar o projeto, orçado em US$ 700 bilhões. Boa parte dos senadores se refere ao pacote como uma proposta de ajuda a banqueiros, sem socorro aos mutuários afetados pela crise de crédito. O presidente do banco central americano (Fed), Ben Bernanke, participou ontem de audiência no Senado e afirmou que os EUA dependem da aprovação do texto para evitar a recessão. “Os mercados financeiros, já frágeis, vão parar”, disse. “O desemprego vai aumentar, mais pessoas vão perder suas casas, o PIB vai contrair e a economia não vai se recuperar.” As incertezas sobre o destino do pacote derrubaram ontem as bolsas de valores. A de Nova York caiu 1,47% e a Bovespa recuou 3,78%.


Jornal do Brasil
"O grande confronto"
Os eleitores cariocas acompanharão hoje um dos capítulos políticos mais importantes do Rio. Os 10 principais postulantes à prefeitura falam sobre suas propostas no primeiro debate destas eleições - e talvez o único do primeiro turno - promovido por um órgão de comunicação. A partir de 10h na sede do JB, com transmissão em tempo real pelo site JB Online, os candidatos protagonizarão uma discussão livre com representantes de entidades civis da sociedade organizada, como Ordem dos Advogados do Brasil e Associação Brasileira de Imprensa.

terça-feira, setembro 23, 2008

Objeto do desejo...


Nieuport 17 C.1

Artigo

Haja ciência

Atenéia Feijó
Começava a anoitecer e eu buscara Júlia na escola. Havia chovido. Vínhamos as duas andando pela calçada, quando uma nuvem se deslocou e a lua apareceu. "Vovó, olha lá a lua". Olhei. "Vovó, quando eu era pequenininha pensava que a lua era feita de queijo." Sorri. "E agora, você pensa que ela é feita de quê?" Seus olhinhos brilharam. "De meteoros e pedras lunáticas!" Júlia tem 6 anos, adora desenhos animados de ficção científica, curte os personagens do Sítio do Picapau Amarelo e lê os quadrinhos da Mônica. Sem dispensar as histórias clássicas da literatura infantil. Teatro... Ah, também gosta de ser sabida em coisas do tipo "a gasolina dos carros é feita com laminha de dinossauro".
Ela é curiosa como a maioria das crianças de sua idade. Que às vezes nos faz perguntas embaraçosas. Aí, quando não se tem a resposta e não há um recurso de pesquisa por perto, a única saída é confessar com toda a dignidade: "não sei". Em seguida, propor descobrir junto com a criança o que ela quer saber. Ou, conforme for, ensinar-lhe que existem coisas ainda inexplicáveis. Mas sem jamais desestimular sua curiosidade que aflora intensamente nessa fase da vida. Na qual, a capacidade de aprendizado é fantástica. Nada a ver com simples memorização ou a popular decoreba. Estou sintetizando o que cientistas e educadores costumam observar.
Na verdade, crianças inteligentes e curiosas, de qualquer lugar do mundo e condição sócio-econômica, precisam ser cuidadas e estimuladas para escapar do círculo vicioso da ignorância que se alimenta da ignorância. Sim. E tem mais, nem só carinho e estímulo são suficientes se não lhes forem dadas também ferramentas essenciais para pensar.
Esse assunto me entusiasmou porque estive, semana passada, na Fundação Oswaldo Cruz, onde se realizava o evento Ciência e Arte 2008. Muitos projetos apresentados em palestras, cartazes e conversas. Gostei particularmente de um; o da Creche Fiocruz: "Ciência e arte na educação infantil - trabalhando a dengue com crianças da pré-escola". Crianças de 4 a 5 anos haviam construído um mosquito com sucata e examinado o aedes aegypti de verdade num microscópio, entre outras várias atividades. Uma "brincadeira científica" levando em conta o meio ambiente (com seus sistemas sociais, políticos e econômicos) da criançada carioca.
Sem brincadeira, desconfio que o método da ciência por experimentação e avaliação dos resultados tem mais aplicações do que se imagina. Bolsa família, por exemplo, não é um experimento? E a mudança na taxa de juros? E a distribuição de preservativos? E as campanhas eleitorais? Ignorar resultados de experimentos por discordâncias ideológicas é bobagem. Problemas sutis e complexos exigem soluções sutis e complexas. Haja ciência.
(Do Blog do Noblat)

Atenéia Feijó é jornalista e mora no Rio, onde trabalhou no Jornal do Brasil, nas revistas Manchete, Geográfica Universal, Fatos e Fotos, Cláudia e Marie Claire. Embrenhou-se muitas vezes pelos confins deste Brasil, numa época em que não existia telefone celular. Volta e meia sumia na Amazônia de onde voltava com grandes reportagens. É carioca, escritora e avó de Júlia.

Pesquisas. He, he, he...


O Feio

Ubatuba

Reflexões sobre o passado

Corsino Aliste Mezquita
Durante quarenta e quatro meses convidamos os cidadãos a refletirem sobre assuntos administrativos municipais que considerávamos descaminhados, problemáticos e prejudiciais aos interesses do município de Ubatuba. O fizemos sem interesse particular. Só para defender a ética e o bom senso. As perseguições, calúnias e difamações que sofremos todos conhecem. Para entender a lisura e os princípios éticos que animavam nossas intenções recomendamos a leitura, novamente, de artigos publicados sobre a problemática, polêmica e nociva, para o município de Ubatuba, “terceirização da merenda”. Foram artigos publicados em 2005 e 2006. Todos, antes de acontecer o desastre e já o prevendo. Peço especial favor para as revistas virtuais que os publicaram fazerem um LINK ou publica-los de novo. Lembranças históricas podem ser úteis para programar o futuro.
Os artigos são os a seguir relacionados:
“TERCEIRIZAÇÃO DA MERENDA” E “QUADRAS E QUADROS” (março de 2005).
“INFORMAÇÕES REVELADORAS” (17 de janeiro de 2006).
“AUDIÊNCIA PÚBLICA?. NÃO! MONÓLOÇA PROMOCIONAL? SIM!” (fevereiro de 2006).
“VERDADES IGNORADAS” (março de 2007).
Tivessem sido atendidos os reclamos que, como cidadão, fizemos, não teríamos assistido à destruição da sólida estrutura que a SEÇÃO DE MERENDA possuía, complicação do funcionamento das escolas e aos repasses para a VERDURAMA de, aproximadamente, R$ 15.000.000,00 (quinze milhões de reais). São as informações que circulam a boca pequena. Caso os números e os fatos estejam errados poderia, a Prefeitura, publicar os números exatos dos repasses feitos, mês a mês, desde março de 2006, para a VERDURAMA. Afinal de contas temos direito de saber o que acontece com o dinheiro público.
VIVA UBATUBA! Sem dengue e sem caluniadores.

Conjuntura

Dias de crise

Sidney Borges
A crise está feia dizem os jornais. Perguntei a opinião do jardineiro. Pelo franzir do cenho deu para perceber que o mar não está para peixe.

- Muita chuva - ele respondeu. Depois vem o Sol, o tempo esquenta e a gente não dá conta de cortar a grama que cresce feito notícia ruim. Fora os carrapatos. Está cheio deles, ontem mesmo peguei dois. É a crise, eu sei que é, deu até no Jornal Nacional.
Horas depois entrevistei o dono da padaria que repetiu a ladainha mudando certos acordes:
- Vendo fiado, o gajo não me paga e tenho que pagar o fornecedor. A farinha está cara, o fermento subiu ontem. Desse jeito não dá.
Na praça um economista petista discursava aos jovens. Depois de uma breve introdução sobre mais valia a conjuntura em profundidade:
- Desde 1929 o destino do capitalismo está traçado. A burguesia tenta socorrer, mas de nada vai adiantar. As crises são freqüentes e cada dia que passa estão mais próximas. O tempo das elites decadentes está contado, mas resta uma esperança. Com Lula e o petróleo do pré-sal haverá justiça social. O Brasil vai se transformar em um nirvana socialista.
Fiquei pensativo olhando ele partir com sorriso de beato. Saiu cantarolando:
- Lula lá, Lula lá, a riqueza vai chegar...
Impressionante! Economistas petistas têm certezas. São raros os humanos assim.
Por falar em petistas, gosto do Suplicy. Sou a favor do plano de renda mínima, mas não gosto quando ele canta. Sou contra cantores desafinados...

Palavras

Palavra do dia: HOMENAGEM (ho.me.na.gem)

Antes do início da partida válida pelo Campeonato Brasileiro no último domingo contra a equipe do Vasco, o goleiro Marcos, do Palmeiras e ex-defensor da seleção brasileira, recebeu uma homenagem por completar 400 jogos pela equipe paulistana.
A palavra “homenagem” tem sua origem no termo do idioma provençal, ‘homenatge’, e da palavra latina ‘hominaticu’. “Homenagem” designa um ato de apreço, tributo, a determinada pessoa, organização, governo etc ., por seus grandes feitos.


Definição do dicionário “Aulete Digital”:

HOMENAGEM (ho.me.na.gem)
Substantivo feminino.
1 Ato ou demonstração de respeito, apreço ou admiração por alguém; PREITO; TRIBUTO: homenagem aos atletas olímpicos.
2 Demonstração de deferência ou de cortesia.
3 Hist. Juramento de subordinação e fidelidade que os vassalos faziam aos senhores feudais.
[Plural: -gens.]
[Formação: Do provençal ‘homenatge’ e do latim ‘hominaticu’.]

Ubatuba em foco

Manifesto pelo transporte público de Ubatuba

Aumentando a qualidade de vida da comunidade e buscando mitigar o Aquecimento Global


CEAU

As entidades ambientalistas e sócio-ambientalistas abaixo assinadas estão fazendo este manifesto para sensibilizar a população, o atual prefeito e os candidatos que postulam este cargo nas próximas eleições além dos gestores públicos em geral. Este manifesto pretende alertar e sugerir uma nova forma de lidar com o transporte público de Ubatuba para estimular as pessoas a deixarem seus carros em casa e valorizarem a utilização de ônibus e bicicletas como forma de combate ao Aquecimento Global.
Após a divulgação do relatório do IPCC (sigla em inglês de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), ficou evidente que é a ação humana que esta provocando estas mudanças no clima. Tem-se que mudar hábitos rapidamente para que as futuras gerações possam desfrutar de um mundo parecido com o que se conhece hoje, inclusive corre-se o risco de comprometer a vida no planeta.
Um dos comportamentos humanos responsável pelo aquecimento global é o consumo de combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel, gás natural veicular e de cozinha - o GLP). O grande volume de consumo é das empresas, porém o consumo com o transporte individual é muito significativo e a opção em utilizar transporte público poderá contribuir para a diminuição de emissão de gases, este é um hábito que se deve e pode mudar.
Hoje, encontra-se um transporte público no município com problemas no planejamento dos horários nas rotas e interligação entre linhas. Por exemplo: em vários momentos do dia, o cidadão fica por vezes mais de 40 minutos aguardando um veículo e depois passam três, quatro ônibus seguidos. Algumas rotas se sobrepõem e algumas linhas andam uma atrás da outra. O cidadão não consegue ir do sul ao oeste ou ao Norte sem ter que pegar dois ônibus e pagar duas passagens, ou vice-versa. Para que a maioria da população possa utilizar o transporte coletivo com qualidade e para estimular o uso de bicicletas como meio de transporte com mais segurança, deve-se levar em consideração algumas propostas e sugestões:


• A instalação de ciclovias amplas e seguras ligando o centro aos bairros mais próximos;

• Criação e destinação de algumas linhas de ônibus para que trafeguem somente na rodovia e liguem o Centro ao Sul, Centro ao Norte, Centro ao Oeste. A ligação do Sul ao Norte e ao Oeste com freqüência de ônibus de 10 em 10 minutos nos horários de pico (6h às 8h, 17h às 19h e 22h às 23h30) e de 15 em 15 minutos no restante do dia e mais dois horários na madrugada;

• Interligações da pista até os sertões com bilhete de integração (como o bilhete único em São Paulo) para os cidadãos pagarem somente uma passagem, as catracas eletrônicas nos ônibus já estão implantadas;

• Bolsões de estacionamento de bicicletas nos bairros, próximo à rodovia, facilitando o deslocamento do sertão até a pista para pegar um ônibus que passaria rapidamente e possibilitando guardar as bicicletas com segurança, dariam autonomia para o cidadão ir e vir com facilidade utilizando um transporte ecologicamente mais correto e saudável;

• As variações de horários e os horários de ônibus ou vans, que iriam da pista para os bairros onde o sertão é mais longe, com linhas integradas por bilhete único, se daria de acordo com pesquisas feitas pela empresa concessionária e sempre readequadas ao aumento certo da demanda pelo transporte público;

• Aumento gradativo da frota dos ônibus e vans, modificada para veículos movidos a combustível renovável (bio-combustíveis);

• Criação de Taxa Ambiental (a despeito de Ilhabela) para entrada de veículos e motos na cidade, gerando recursos que subsidiem o transporte público barateando as tarifas podendo chegar ao transporte público gratuito como forma de desestimular o uso de veículos particulares e auxiliar no combate ao Aquecimento Global;

• Desenvolver estudos e pesquisas para a implantação do transporte náutico ligando sul-centronorte do município;

• Arborização das vias públicas.

Estas são apenas algumas das várias alternativas que podem ser implementadas.
Entende-se que medidas fortes de comprometimento do poder público com os tratados internacionais de redução de emissão de gases do efeito estufa e que tenham ao mesmo tempo um apelo popular e social, favorecendo em um primeiro momento os mais desprovidos e depois atendendo a toda a população que ficará estimulada a utilizar o transporte público ao invés do particular, será de grande sucesso e poderá pleitear recursos internacionais para aprimorar aimplementação delas.


Clique aqui e dê sua opinião!

Associação Cunhambebe da Ilha Anchieta
Associação de Defesa do Povo Caiçara
Associação Sócio-ambientalista Somos Ubatuba
Centro de Estudos para a Conservação Marinha
Fundação Pró TAMAR
Instituto Argonauta para Conservação Marinha e Costeira
Instituto Bicho Preguiça
Instituto Costa Brasilis
Instituto Gondwana
Instituto de Permacultura e Ecovilas da Mata Atlântica
Movimento em Defesa de Ubatuba
CEAU - Coletivo de Entidades Ambientalistas de Ubatuba

ceau.ubatuba@gmail.com
 
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