sábado, agosto 23, 2008

Convite


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Moon Over Bourbon Street

Eleições 2008

Caro Sr. Sidney, as entidades de Arquitetos do Estado de São Paulo, IAB Departamento São Paulo e SASP-Sindicato dos Arquitetos elaboraram um Manifesto dos Arquitetos diante das próximas eleições municipais, tendo elencado 10 pontos reivindicativos que resumem as preocupações da categoria. Solicito a publicação no Ubatuba Vibora.

Desde já agradecendo a sua atenção,

Daniel Amor
Presidente do SASP

Manifesto das entidades dos arquitetos e urbanistas frente às eleições de 2008

SASP – Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo
IAB – Instituto dos Arquitetos do Brasil – Departamento São Paulo


Arquitetos e Urbanistas e as Eleições de 2008


A participação dos arquitetos e urbanistas nas lutas pela redemocratização do País e nas conquistas pela reforma urbana é um fato. Nesta luta pode ser destacado o Movimento denominado “O Grito da Cidade” nos anos 80, quando os profissionais chamaram a atenção dos gestores públicos para o destino das cidades, para a necessidade da implantação de instrumentos para inibir a ocupação desigual das cidades.

Daí resultou a inclusão dos artigos de Política Urbana e Função Social da Propriedade na Constituição Federal de 1988 e em 2001, a aprovação do Estatuto da Cidade; em 2003 na criação do Ministério das Cidades e a realização da 1ª Conferência Nacional das Cidades e a criação do Sistema e Fundo Nacional de Habitação; em 2004 com a posse do primeiro Conselho Nacional das Cidades, no qual as entidades dos arquitetos e urbanistas têm representação e atuação ativa.

A estas lutas somam-se o anseio de estender a todos os cidadãos o direito à cidade, promovendo a universalização da assistência técnica, a terra urbanizada e à moradia digna, ao saneamento ambiental e à mobilidade com gestão democrática e de forma sustentável, é a pauta diária destes profissionais. Os arquitetos e urbanistas reivindicam qualidade de vida para todos nas cidades, o direito ao trabalho e à remuneração justa.

Os Municípios Paulistas e as eleições


Com o processo de democratização do país, ocorreu um crescente e generalizado processo de descentralização administrativa e municipalização das políticas públicas, impulsionado, sobretudo após a promulgação da Constituição Federal de 1988, levando à transformação e fortalecimento das instâncias municipais. Tal fato, combinado à descentralização fiscal e à redemocratização do país, destinou ao executivo e legislativo local papel fundamental no destino dos Municípios.

Os Municípios paulistas expressam e sofrem os efeitos do modelo de desenvolvimento perverso e desigual que foi adotado pelo país nas últimas décadas, exigindo do gestor público prioridade de investimentos nas áreas sociais. No resultado da leitura da maioria das cidades encontramos a segregação sócio-espacial, carência habitacional, ausência de saneamento ambiental, precariedade nos transportes públicos, falta de segurança e o comprometimento das áreas rurais. A falta de um planejamento territorial participativo nos leva aos chamados problemas urbanos e rurais.

O que esperar das eleições de 2008? O momento é de otimismo, marcado pelas expectativas relacionadas à ativação da economia e o aumento da capacidade de investimentos públicos, sejam eles municipais, estaduais e federais. As disputas em torno destes investimentos e do formato do seu controle social são aspectos importantes da conjuntura que enseja a consolidação da participação social tanto pelo legislativo como da sociedade organizada.

É neste quadro que se darão as eleições em 2008 para o executivo e legislativo municipais, o que torna fundamental o planejamento participativo no desenvolvimento das cidades e que reforça a participação de profissionais capacitados na elaboração e implementação das Políticas Sociais. As entidades representativas dos arquitetos e urbanistas no Estado de São Paulo manifestam o seu apoio aos candidatos ao executivo e legislativo municipal que se comprometam com os 10 pontos defendidos pelos arquitetos e urbanistas nas eleições de 2008.

1. Promover o desenvolvimento das cidades
Promover o desenvolvimento das cidades buscando a articulação das políticas setoriais como habitação, mobilidade e infra-estrutura nas ações e nos programas integrados, considerando a gestão participativa e a defesa do patrimônio histórico, arquitetônico, cultural e ambiental;


2. Planejamento Participativo – Plano Diretor/Regularização Fundiária
Garantir que o Planejamento abranja todos os segmentos da administração municipal e que o Plano Diretor seja um instrumento de debate do Território Municipal (rural e urbano) e de inclusão social, investindo na regularização da cidade informal e criando canais de participação de todos os segmentos da sociedade civil.


3. Direito à Arquitetura e Urbanismo para todos
Aprovar leis e implantar programas e ações concretas destinadas à promoção da Assistência Técnica à população de baixa renda, ampliando o acesso aos serviços dos profissionais da arquitetura e urbanismo, considerando inclusive o Estatuto da Cidade, que reconhece e estimula a universalização deste serviço para a implementação das políticas sociais.


4. Promover a democratização do planejamento e gestão da cidade
Garantir a participação da sociedade civil no planejamento e gestão das Políticas Públicas, criando instâncias de participação como Conselho Municipal da Cidade, Conselho Municipal de Habitação, Conselho de Meio Ambiente, com a participação das entidades representativas dos arquitetos e urbanistas. Garantir também instâncias como as Conferências Municipais da Cidade, Audiências Públicas e demais formas coletivas de participação.


5. Capacitação técnica dos Órgãos locais
Promover a capacitação técnica dos órgãos locais com a incorporação de profissionais nos quadros permanentes das Prefeituras e Câmaras Municipais, promoção de concursos e adoção de planos de carreira. Respeitar a legislação específica da profissão de arquiteto e urbanista na contratação de serviços, principalmente o Salário Mínimo Profissional.


6. Transparência nos processos públicos de contratação de projetos/obras
Respeito à legislação de licitação, promoção de audiências públicas e de consultas para a elaboração de projetos e obras de significado, interesse coletivo; realizar contratações através de licitações adequadas à realidade de cada projeto, evitando o notório saber e reconhecendo os profissionais da arquitetura nacional de todas as gerações de arquitetos.


7. Reconhecer a importância da precedência do projeto à Licitação da obra
Contratar o projeto em separado, antecipadamente e independentemente do porte da obra, de forma a garantir a qualidade e o custo adequado à obra em conformidade com o projeto.


8. Criar um banco de projetos para desenvolvimento das cidades
Pensar o município a médio e longo prazo, articuladamente com os planos, programas e projetos estabelecidos pelos municípios através de seus planos diretores e conselhos municipais da cidade.


9. Garantia de remuneração de “projetos para financiamentos”
Destinar recursos para remuneração da elaboração de projetos para conseguir financiamentos nacionais e internacionais, principalmente os destinados à população de baixa renda.


10. Democratização do concurso público de projeto
Garantir a participação das entidades dos arquitetos e urbanistas na organização dos concursos públicos visando a transparência e a democratização.

Angra 3

Eletrouclear faz preparativos finais para iniciar obras de Angra 3

A Eletronuclear está na reta final dos preparativos para iniciar as obras de Angra 3. De posse da licença prévia, o próximo passo da empresa será apresentar o plano básico ambiental para o Ibama e um planejamento de como cada exigência feita pelo instituto será atendida. A expectativa é que isso seja feito até o final de agosto, o que abriria caminho para a concessão da licença de instalação. A licença nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) também é esperada até o fim do mês.
Dessa forma, a Eletronuclear poderia começar em 1º de setembro os preparativos para as obras da usina. Eles incluem a regularização e a impermeabilização do terreno, além da implantação da infra-estrutura do canteiro de obras. O prazo estipulado para realizar estes serviços é de sete meses, o que permitiria o início da construção de Angra 3 em 2 de abril de 2009. A Cnen já deu a autorização para a primeira etapa dos trabalhos preparativos, que envolve a regularização da área dos prédios não-nucleares. Falta autorizar a mesma atividade para os prédios nucleares e a impermeabilização. A empresa ainda aguarda as autorizações do Ibama.
O assistente da Presidência da Eletronuclear, Leonam dos Santos Guimarães, diz que as condicionantes estipuladas pelo Ibama para a licença de instalação de Angra 3 serão atendidas. “Elas exigem muito trabalho e dedicação e são um desafio a ser vencido, mas o cronograma, que prevê a entrada em operação da usina para 2014, será cumprido”, garante.
Guimarães ressalta que a construção de um depósito de rejeitos radioativos de alta atividade também não será um empecilho. Segundo ele, a Cnen, em parceria com a Eletronuclear, apresentará uma proposta e iniciará a execução, com a aprovação do Ibama, de um projeto de depósito intermediário de longa duração para elementos combustíveis usados antes do início da operação da usina. Uma vez cumprida essa tarefa, e com a aprovação do instituto, será dado início ao processo de seleção do município onde ele será construído. A operação está prevista para ser iniciada em 2026. Quando ao depósito nacional de rejeitos de baixa e média atividade, seu processo de licenciamento ambiental deverá ser iniciado até 2014. A previsão é de que entre em operação em 2018.
A Cnen e a Eletronuclear elaboraram em conjunto o conceito do repositório de rejeitos de alta atividade, que vai garantir o isolamento dos resíduos por 500 anos. “Isso daria às gerações futuras o direito de ter acesso ao reprocessamento do combustível usado, aproveitando a enorme energia que ainda existe nele”, explica Guimarães.
Ele ressalta que, ao sair do reator, o combustível gasto ainda contém 40% de sua energia e, portanto, não pode ser considerado rejeito. O reprocessamento desse combustível é feito por países como Reino Unido, França e Japão. “Hoje, para o Brasil, reprocessar não vale à pena nem do ponto de vista econômico, nem de redução do volume de rejeitos. Mas isso pode mudar daqui a 50 ou 100 anos. Não podemos descartar esta possibilidade”, complementa.

Central nuclear de Angra terá depósito-piloto

Antes de executar o projeto final do repositório de rejeitos de alta atividade, Cnen e Eletronuclear construirão uma unidade-piloto para comprovar sua viabilidade técnica, o que será feito dentro da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis. Comprovada sua eficácia, será iniciada a construção do depósito intermediário de longa duração, que terá capacidade para armazenar os elementos combustíveis usados de todas as usinas do Programa Nuclear Brasileiro. Isso inclui Angra 1, 2 e 3, além de quatro a seis reatores previstos até 2030. Como o repositório será modular, ele poderá ser expandido de acordo com a demanda.
Outra questão a ser resolvida é a tarifa de Angra 3. A Eletrobrás coordenou estudo sobre a viabilidade econômica e financeira da usina que já está nas mãos do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. A composição tarifária dependerá de três variáveis. A primeira é a taxa interna de retorno do investimento, que poderá ser de 8% ou 10%. É preciso também decidir que incentivos fiscais serão aplicados ao empreendimento dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
A terceira decisão a ser tomada é sobre quanto dos custos já realizados com Angra 3 desde 1979 – cerca de R$ 1,6 bilhão no total – serão remunerados pela tarifa. São três possibilidades. Pode-se considerar 100% dos gastos, o que resultaria num preço mais alto da energia. Uma segunda alternativa seria não remunerar os investimentos já realizados pela taxa interna de retorno. A terceira, uma solução intermediária, consideraria apenas 39% do montante, o que corresponde aos valores efetivamente investidos em materiais e serviços, excluindo os custos de paralisação do empreendimento, ou seja, os custos financeiros, com seguro, manutenção da garantia técnica e preservação dos equipamentos. A tarifa de Angra 3 ficará entre R$ 120 e R$ 160 por megawatt-hora (MWh), dependendo da opção escolhida. Mas o mais provável é que seja fixada em torno de R$ 140 por MWh.

ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear
Mais informações: Fábio Aranha (jornalista responsável)

(21) 2536-1751/(21) 2536-1869
aben@aben.com.br - http://www.aben.com.br

Lá e cá.



Esperando Joe Biden

Pedro Doria Weblog
É um chute, e muita gente boa está chutando no mesmo alvo: Barack Obama anunciará que o senador Joe Biden será o vice-presidente de sua chapa.
Obama precisa de gente experiente. Biden é senador desde 1973. Precisa de gente com experiência em política externa. É a especialidade de Biden. Obama sai desajeitado quando bate em McCain. McCain bate com um sorriso. McCain é que está certo: política não é uma arte para os frágeis. Ao não responder os ataques que lhe dirigem, Obama parece fraco. Biden bate bem – e com um sorriso. Obama mantém a imagem de bom moço e resolve o problema sem parecer fraco. Biden foi a favor da guerra, também. Mas, como McCain, é um poço de idéias de como resolver o imbróglio. Biden tem cabelos brancos.
Governadores não trazem a experiência nacional e internacional. Jovens reforçam a imagem de inexperiência. Biden complementa Obama em seus pontos fracos.

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Opinião

Correção de origem

Editorial do Estadão
Se parecem descabidas as análises que atribuem vícios brasileiros a nossa formação histórica, faça-se uma exceção quanto ao nepotismo, pois ele é arraigado à nossa vida pública desde que o escrivão Pero Vaz de Caminha, depois de descrever as maravilhas de Pindorama, aproveitou a carta enviada ao rei para pedir emprego para um parente. Na terra das capitanias hereditárias e dos cartórios sempre foi natural a busca dos cargos públicos, por meio da "colocação" de parentes em serviços ou sinecuras dos Três Poderes. Eis por que a decisão que tomou o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade, de proibir a prática do nepotismo no Executivo, no Legislativo e no Judiciário, pode ser considerada uma histórica correção de origem.
A mais alta Corte de Justiça do País decidiu - decisão essa que por súmula vinculante se impõe a todas as instâncias judiciais - que é proibido contratar parentes de autoridades e funcionários para cargos de confiança em todo o serviço público, seja federal, estadual ou municipal. É que, para o Supremo, esse tipo de contratação desrespeita quatro princípios estabelecidos no artigo 37 da Constituição: o da legalidade, o da impessoalidade, o da moralidade e o da eficiência. E, em se tratando de prática contrária a princípios constitucionais, entendem os ministros do STF que sua proibição independe de lei específica. Deverão ser excluídos da proibição apenas os chamados cargos de governo, como os de ministros de Estado, secretários estaduais e secretários municipais.
A decisão do Supremo foi tomada em julgamento de um recurso em processo contra a nomeação do irmão do vice-prefeito de Água Nova (RN) para o cargo de motorista da prefeitura. Mas há todo um precedente nessa matéria que, por motivos óbvios - vale dizer, de interesses políticos -, tem suscitado controvérsias. Primeiro o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) resolveu proibir a prática do nepotismo no âmbito do Judiciário, por meio da Resolução 07/2005. A reação foi de muitas críticas e de mandados de segurança impetrados por desembargadores contra essa Resolução. Em favor desta a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) entrara com ação declaratória de constitucionalidade (ADC) no STF, defendendo a competência constitucional do CNJ para deliberar sobre a questão. O procurador-geral da República teve o mesmo entendimento, pelo que também entrou com ação declaratória no Supremo para acabar com o nepotismo nas promotorias e procuradorias.
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Manchetes do dia

Sábado, 23 / 08 / 2008

Folha de São Paulo
"Governo vê 'mercado de votos' no Congresso"
A proposta de reforma política encaminhada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos ministros Tarso Genro (Justiça) e José Múcio (Relações Internacionais) afirma que há um “mercado de votos” no congresso, informa Andréa Michael. De acordo com o texto, o apoio ao governo custa liberações de verbas e nomeações para cargos públicos, e, por conta das regras eleitorais, o Congresso atual anão reflete a vontade do eleitor. O documento afirma que as coalizões proporcionais induzem os eleitores a erro porque seus votos vão par a legenda e, em muitos casos, para outros candidatos. A existência de “coligações esporádicas e de ocasião para eleições proporcionais” é outra falha citada. As medidas sugeridas incluem lista fechada de candidaturas, financiamento público de campanha e veto a coligações em eleições proporcionais.


O Globo
"Governo estuda desapropriar áreas da Petrobras no Pré-Sal"
O governo federal estuda a desapropriação de campos de petróleo e gás já licitados que tiverem comunicação com as áreas do Pré-Sal que pertencem à União e ainda não foram leiloadas. Todos esses campos estão hoje com a Petrobras em associação com grandes empresas multinacionais. Se a proposta vencer dentro do governo, as empresas seriam indenizadas, informam Gerson Camarotti e Gustavo Paul. A hipótese contraria a reivindicação da Petrobras. A estatal, que pede um aporte de recursos de US$ 100 bilhões, pretendia ficar com os nove megacampos de petróleo já licitados – incluindo Tupi e Júpiter – e ainda com as áreas em torno (na chamada unitização). A desapropriação foi discutida na quinta-feira à noite durante reunião do conselho interministerial, no Palácio do Planalto, para formular as novas regras de exploração da camada Pré-Sal. As empresas seriam desapropriadas “a preços justos”, disse o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.


O Estado de São Paulo
"Mudança em contas públicas vai expor o peso dos juros"
O Ministério da Fazenda vai publicar na terça-feira uma portaria para mudar a contabilidade do setor público, informou ontem o ministro Guido Mantega em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo, serviço da Agência Estado. Será abandonado o conceito de resultado primário – que desconsidera o dinheiro gasto com o pagamento de juros. Passará a ser adotado apenas o chamado resultado nominal, o que tornará mais claro o peso dos juros nas contas públicas. “Tudo ficará mais visível”, disse Mantega, que diverge da política de juros adotada pelo Banco Central. “Um ponto porcentual de alta de juros custa ao País mais de R$ 7 bilhões ou R$ 8 bilhões por ano.” A nova metodologia também levará em conta valores não contabilizados atualmente, como a participação da União em 30% do patrimônio da Petrobras. O ministro alegou que a contabilidade atual foi adotada nos tempos da inflação alta, quando a situação fiscal do Brasil era ruim: “Como estamos sólidos hoje, temos de avançar para o praticado nos principais países do mundo.”


Jornal do Brasil
"Saúde também cobiça o pré-sal"
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, defendeu ontem mudanças na divisão dos royalties do petróleo. Mas pediu que parte dos recursos vindos da camada pré-sal reforce o orçamento de sua área. Em palestra na Federação das Indústrias do Rio, o ministro criticou a falta de investimentos na Saúde e se disse convicto de que será atendido. A Petrobras anunciou que o custo da exploração do pré-sal é “econômico”.

sexta-feira, agosto 22, 2008

Eleições 2008

O mundo gira e a Luzitana roda

Sidney Borges
Quero ser um mico de cavalinhos se essa campanha não está estranha. Ou melhor, esquisita. Talvez bizarra exprima melhor o que vai por aí. Ontem encontrei o Chicão, meu amigo gaucho de longa data. Com aquela voz tronitoante modulada nas verdes pastagens dos pampas ele me perguntou:
- O que tu tá achando chê? Os piá tão calados, cestrosos, ninguém sai a campear. Fora o caudilho tá todo mundo embretado.
Fiz que sim com a cabeça, quando o Chicão fica nervoso desembesta a falar no dialeto do Continente e não há quem entenda, Maragato ou Pica-pau.
Por via das dúvidas vou vestir a camisa com estampa de uva, tem dado sorte ultimamente. E depois bolear a perna para abrir cancha, com se diz em Uruguaiana.

Turismo

A convite da Embratur, operadores de turismo estrangeiros fazem expedição na Mata Atlântica

Objetivo é reforçar roteiros de São Paulo e do Rio como opções de turismo de aventura e ecoturismo

A Embratur organiza uma expedição formada por operadores de turismo estrangeiros para mostrar a região da Mata Atlântica brasileira como cenário para turismo de aventura e ecoturismo. De 25 de agosto a 3 de setembro, eles conhecerão roteiros de turismo de aventura em São Paulo e no Rio de Janeiro. Ao todo são 15 roteiros que envolverão 70 profissionais, entre operadores e jornalistas dos EUA e do Canadá. Trilhas no litoral norte paulista, passeios em veículos 4x4, visitas a quilombos e a cidades históricas, passeios de caiaque, jornadas de barco, mergulhos em belas praias, noites na Lapa e caminhadas na mata são algumas atrações. A partir do dia 26, eles seguirão para Ilhabela, Ubatuba, Paraty, Angra dos Reis, Ilha Grande e Rio de Janeiro. A expedição acontece às vésperas da ATWS-SA (Adventure Travel World Summit, edição South América), que acontece em São Paulo entre 3 e 7 de setembro. (Cidade Biz)

50 anos da Bossa Nova

Roberto Menescal e Oscar Castro-Neves - "Barquinho"

Barquinho (Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli) - Roberto Menescal e Oscar Castro-Neves; do cd: Quartet Bossa Nova At Carnegie Hall. Ouça aqui.
Compositor da primeira leva da bossa nova, Roberto Menescal estudou piano por imposição familiar durante a infância em Vitória (ES). Também aprendeu acordeon, gaita e, principalmente, violão - instrumento no qual se especializou. Radicou-se no Rio de Janeiro, onde fundou com Carlos Lyra uma academia de violão. Leia mais sobre Roberto Menescal. Oscar Castro-Neves é cantor, instrumentista, arranjador, compositor, produtor musical e diretor musical. Surgiu no início dos anos de 1960 e é considerado por muitos uma das figuras que ajudou a estabelecer o movimento da Bossa Nova no mercado internacional. Leia mais sobre Oscar Castro-Neves. E veja a letra da música no site "Letras". (Do Blog do Noblat)

Ubatuba em foco

Eleições do medo

Corsino Aliste Mezquita
Trinta e cinco anos, em Ubatuba, e sete eleições municipais vivenciadas, “nunca antes” observamos clima de medo e terror em que, a Ubatuba de nossos dias, está imersa. O medo está na boca e nas reações espontâneas de todos os cidadãos.
Medo a ser processado como já registramos em “COMISSÕES PROCESSANTES” e “ALUCINADOS E DESVAIRADOS”. Para esse medo existem razões, exemplos, processos, já em andamento, que o justificam. Os cidadãos cordatos não conseguem entender o uso abusivo do Poder Judiciário para assuntos irrelevantes como seria um debate promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública de Ubatuba. Debate, que em outras eleições, sempre promovido, nos moldes que proposto aos quatro candidatos e, em princípio, por todos aceito.
Sem nada ter a questionar sobre a decisão judicial e com total respeito à mesma, convidamos, os sindicalizados, a refletir sobre os medos que podem dominar os que solicitaram a intervenção do Poder Judiciário. Como já escrevemos anteriormente: “quem mais intimida é quem tem mais medo”.
O Sindicato, na eleição de 2004, apoiou programa partidário, do PL e PT, que entre outros itens exigia do Prefeito, caso eleito:
-Não terceirização da merenda escolar;
-Orçamento participativo;
-Administração partilhada com o Vice-Prefeito e os líderes dos partidos coligados;
-Transparência administrativa;
-Redução do número de comissionados;
-Plano de carreira para o funcionalismo municipal. Entre outras promessas.
Todo isso prometido, jurado, não cumprido. Partidos e Sindicato foram traídos. Todo o contrário realizado. Houve expulsão, ruptura e oposição. É normal que ninguém queira ser lembrado dessas traições que se encontram na memória do povo e registradas em: “INGRATDÃO”, de 25-01-07.
Medo a ser perseguido pelos ocupantes do poder, seus áulicos, bajuladores e auxiliares de campanha.
Medo a calúnias e difamações. Ambas veiculadas por imprensa marrom, alienígena e mal informada que, nos últimos três anos, envergonha Ubatuba, e revela o nível moral, ético e intelectual de financiadores e alimentadores.
Mesmo existindo motivações para todos esses medos, os eleitores devem pensar: “o voto é secreto e livre”. Ninguém é obrigado a informar em quem vai votar. Pode-se prometer o voto, da boca para fora e para não ser importunado e assediado e, na urna, usar o sagrado direito à liberdade.
VIVA UBATUBA. Sem dengue e sem caluniadores.

Área indígena

Raposa Serra do Sol à luz do Direito

Washington Novaes
Ao mesmo tempo que a demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol se vai transformando em delicada questão internacional - com a decisão do relator especial da ONU para direitos indígenas de visitar a região -, o Supremo Tribunal Federal (STF) decide na próxima semana se confirma a demarcação homologada pelo presidente da República em 2005 ou se dá razão aos plantadores de arroz que ocuparam porções ali, recusam-se a sair e são apoiados por grande parte da corporação política do Estado, em sua pretensão de que o STF mande fazer uma demarcação apenas em "ilhas" ao redor das aldeias e permita aos invasores permanecer onde estão.

O presidente da República já deu declarações confirmando a demarcação contínua que ele mesmo homologou em 2005. O STF já rejeitara cerca de 30 ações contra a demarcação. A Funai já depositara R$ 5 milhões para indenizar os invasores. A Procuradoria-Geral da República recomendara a retirada dessas pessoas. O governo federal até prometera pôr à disposição outras terras da União para receber os plantadores. Mas, surpreendentemente, o próprio STF mandou suspender a retirada e até ministros de Estado foram à área, embora não haja questões de fato a julgar, e sim questões jurídicas.
Neste momento surge, para clarear o panorama, a pedido do Conselho Indígena de Roraima, parecer do constitucionalista José Afonso da Silva, professor de duas universidades públicas, autor de vários tratados, ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura de São Paulo, ex-secretário de Segurança do Estado, assessor brilhante na Constituinte de 1988. E seu parecer é arrasador.
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Opinião

O circo do pré-sal

Editorial do Estadão
O presidente Lula nega que já tenha decidido criar uma nova estatal para administrar a exploração do petróleo do chamado pré-sal, a 7 mil metros de profundidade e a mais de 200 quilômetros da costa. Segundo ele, a questão continua em discussão no governo. É certo, de toda forma, que o setor terá um segundo marco regulatório. O atual, que data de 1997, ficará restrito às reservas que se poderiam chamar de convencionais e para os 11 blocos em águas ultraprofundas já licitados. Nele, a União, por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP), concede a exploração em troca de royalties e participações. O outro modelo previsto é o da partilha de produção, em que o lucro é dividido em partes desiguais entre o Estado e as empresas escolhidas. Lula não se cansa de afirmar que as riquezas do pré-sal servirão para financiar a educação e "acabar definitivamente com a pobreza".
Ou seja, o presidente cujo mandato termina em 2010 já sabe onde gastar os lucros que não sabe de quanto serão, de uma operação de extrema complexidade que ninguém sabe quando começará, nem o que custará, muito menos como será financiada - e se terá o sucesso desejado. Mas o circo do pré-sal já está armado. No dia 2 de setembro, ao que se divulgou, Lula se exibirá ao País com as mãos sujas do óleo do Campo de Jubarte. Pouco importa que se trate de uma extração experimental. O que lhe importa, para fazer de quem queira o seu sucessor, é aparecer e reaparecer como o responsável pela criação de uma riqueza de proporções fenomenais, que, nas suas palavras, "acabará definitivamente com a pobreza" no Brasil. Assombra a desenvoltura com que o presidente se põe a manipular uma questão desse calibre no mais estratégico dos setores - o da energia - em qualquer nação do mundo.
Além disso, e não bastasse a irresponsabilidade de dar como inexorável o advento de uma realidade redentora que durante anos permanecerá confinada à esfera das expectativas, o governo parece absolutamente seguro de que não ficará à míngua de parceiros privados, mesmo com o retrocesso embutido na mudança do marco regulatório. Sem mencionar que Lula poderá, finalmente, decidir pela criação de uma estatal nos moldes da norueguesa Petoro, como controladora dos contratos de exploração do pré-sal e instrumento de gestão da riqueza petrolífera. Na verdade, o Planalto não tem a mais remota idéia de quais serão os efeitos de uma coisa e outra sobre os potenciais investidores estrangeiros e as empresas que têm operado no Brasil, nos últimos anos, em parcerias com a Petrobrás, no bem-sucedido regime de concessões. Esse modelo foi o que tornou possível elevar de 5% para 11% a participação do setor no PIB nacional. A retração é cenário possível - se não provável.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 22 / 08 / 2008

Folha de São Paulo
"STF veta contratação de parentes até terceiro grau"
Ao aprovar sua 13º súmula vinculante, que veta contratação de parentes nos três Poderes, o Supremo Tribunal Federal definiu que a medida atingirá familiares até o terceiro grau. O tribunal vetou o nepotismo cruzado, em que um servidor contrata parentes de outro. Assim de acordo com a súmula do Supremo, os agentes públicos brasileiros não poderão contratar seus pais, avós, bisavós, filhos, netos, bisnetos, tios, sobrinhos, sogros, cunhados, genros e noras para trabalhar no Executivo, no Legislativo e no Judiciário. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou,, porém que “a realidade é tão multifacetada que é necessário analisar caso a caso”. Anteontem, o tribunal já decidira por unanimidade proibir o nepotismo nos três Poderes, mas faltava ainda editar o texto da súmula. Congressistas criticaram o STF, mas prometeram demitir os parentes. Ao menos 22 deputados e 9 senadores empregam familiares. “Vou ter de dispensar um parente meu que trabalha no gabinete”, afirmou o presidente do Congresso, Garibaldi Alves (PMDB-RN).


O Globo

"Rio tem 100 candidatos acusados de homicídio"
Após constatar que há 100 candidatos acusados ou já condenados por homicídio no Estado do Rio, o Tribunal Regional Eleitoral pediu a instalação de um detector de metais em sua entrada. “Infelizmente, essa é a nossa realidade”, diz o vice-presidente do TRE, Alberto Motta Moraes, que há 36 anos atua na área criminal. Há pouco mais de uma semana, um advogado denunciou a presença de pistoleiros no plenário do TRE. Em Brasília, o presidente do TRE, Roberto Wider, disse que o setor de inteligência da Polícia Federal apontou 20 áreas do Rio e da Baixada que receberão tropas federais para garantir a segurança da campanha. São comunidades onde a lisura das eleições está ameaçada por milícias ou pelo tráfico. Candidatos com ficha suja continuam a desfilar no horário eleitoral dos que disputam vaga de vereador.


O Estado de São Paulo
"Governo obriga Petrobras a cancelar venda de mina"
O Planalto mandou a Petrobras desfazer um negócio estimado em US$ 150 milhões, relatam de Brasília as repórteres Lu Aiko Otta e Fabíola Salvador. A estatal tinha vendido à empresa canadense Falcon parte de uma mina de silvinita do município de Nova Olinda do Norte (AM). O presidente Lula e a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ficaram contrariados com a venda. A silvinita serve para a obtenção de potássio, matéria-prima dos fertilizantes – insumo considerado estratégico pelo Planalto para o Brasil manter a liderança na produção agrícola mundial. Há cerca de duas semanas, Dilma determinou pessoalmente ao presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que desfizesse o negócio, mesmo que isso exigisse o pagamento de multa. Nos bastidores do governo, o episódio é apontado como exemplo de que os interesses da Petrobras nem sempre coincidem com os do Planalto.


Jornal do Brasil
"Congresso começa a demitir parentes"
A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) proibindo a prática de nepotismo nos três poderes, obrigou deputados e senadores a começarem a exonerar filhos, mulheres, irmãos, sobrinhos, cunhados e netos. Levantamento inicial do JB mostra pelo menos 30 casos de contratação de parentes no Congresso. O primeiro a anunciar publicamente a demissão de familiar foi o presidente do Senado, Garibaldi Alves. Ontem, o STF, aprovou texto final da súmula que impede a nomeação de cônjuges, companheiros ou parentes até o terceiro grau. Os ministros agora estudam como evitar a chamada nomeação cruzada.

quinta-feira, agosto 21, 2008


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Angra 3

Programa Nuclear Brasileiro é apresentado ao Presidente Lula

Gloria Alvarez
O Presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva, como Secretário-Executivo do Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro, criado pelo Decreto de 2 de julho de 2008 e formado por 11 Ministros de Estado, apresentou ao Presidente Lula, em reunião realizada no Palácio do Planalto dia 18 de agosto, os objetivos e metas propostos para a retomada do desenvolvimento do Programa, que abrange os setores de energia (usinas nucleares), defesa (propulsão naval de submarinos), produção de combustível nuclear (prospecção mineral, mineração, conversão e enriquecimento de urânio), aplicações nucleares (medicina, indústria, agricultura e P&D), juntamente com o gerenciamento de rejeitos radioativos e o licenciamento, controle e fiscalização da segurança e impacto ambiental das instalações nucleares.
No setor de energia, para atender ao Plano Decenal de Energia - PDE 2007/2016, a Usina Angra 3 (1.400 MW) deverá entrar em operação em 2014, concluindo assim a implantação da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis – RJ.
Já para atender ao Plano Nacional de Energia - PNE 2030 será preciso que o sistema elétrico brasileiro tenha mais 4.000 MW nucleares (ou seja, quatro usinas de 1000 MW), sendo 2.000 MW no Nordeste e 2.000 no Sudeste. A possibilidade de acréscimo de mais 2.000 MW nucleares (duas usinas de 1000 MW adicionais) também será considerada conforme a evolução futura da necessidade de expansão da oferta de eletricidade no Sistema Interligado Nacional.
Em setembro de 2008 será iniciada a preparação do canteiro de obras da Usina Angra 3, isto é, a execução de concretagem de regularização e impermeabilização do terreno para receber as fundações dos edifícios que a compõem. O início da concretagem da laje de fundação do edifício do reator, “marco zero” que caracteriza o efetivo início da construção, está previsto para o dia 02 de abril de 2009. Os investimentos para a conclusão de Angra 3 somam R$ 7,3 bilhões, sendo 70% deles feitos na indústria nacional de bens e serviços.
A seleção de local para implantação da Central Nuclear do Nordeste deverá ser iniciada já em outubro deste ano. Em 2010 será iniciada a seleção de local para a Central Nuclear do Sudeste. Note-se que “Central Nuclear” é a denominação de um conjunto de usinas nucleares para geração de energia elétrica. Os locais para essas duas centrais nucleares serão selecionados de forma a possibilitarem a implantação de até seis usinas em cada um. Uma Central completa, com seis usinas de 1.000 MW corresponde à capacidade de geração de ½ Itaipu. No horizonte de planejamento 2030, serão implantadas duas usinas na Central do Nordeste e duas na Central do Sudeste, conforme o cronograma:

2019: início da operação da primeira usina da Central Nuclear do Nordeste;
2021: início da operação da segunda usina da Central Nuclear do Nordeste;
2023: início da operação da primeira usina da Central Nuclear do Sudeste;
2025: início da operação da segunda usina da Central Nuclear do Sudeste.

O investimento (custos da engenharia, aquisição de componentes e construção) nessas novas centrais é estimado em torno de R$ 6 bilhões por cada usina de 1.000 MW.
Gloria Alvarez
Coordenadora de Imprensa da Eletronuclear
Contatos.: 21 2588.7606 / Cel. 9642.9910
E-mail: galvarez@eletronuclear.gov.br

Arriégua!

Mulher dá 30 machadadas em marido

Deu na Folha Online
Por não concordar em dar dinheiro para a compra de bebidas, Januário do Nascimento, 72, levou mais de 30 golpes de machado da mulher, Virgínia da Silva Santos, 27, na noite de terça-feira (19) em Xerém, distrito de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Nota do Editor - Sou contra isso. (Sidney Borges)

Deu em O Globo

Candidato dono de rádio é preso em Alagoas

Filho de ex-governador que tenta vaga de prefeito no interior, ele não veiculou horário eleitoral gratuito

De Odilon Rios:
O horário eleitoral gratuito no rádio e na TV provocou ontem a primeira prisão de um candidato em Alagoas. Gustavo Bulhões, filho do ex-governador Geraldo Bulhões (1990-94), está preso na Polícia Federal, acusado de impedir a transmissão da propaganda eleitoral na Rádio São Miguel FM, de sua propriedade, contrariando o artigo 323 do Código Eleitoral. Gustavo é candidato pelo PRB a prefeito em São Miguel dos Campos, a 30 quilômetros da capital alagoana, e, de acordo com a juíza da 18 Zona Eleitoral, Nirvana Coêlho de Mello, deixou de veicular os programas do horário eleitoral dos candidatos a vereador, na terça-feira.
— Ele deixou a programação normal da rádio e não deu satisfações. Foi a gota d’água. Era locutor oficial da rádio e fazia autopromoção da sua candidatura, o que é ilegal. Conversei com ele, mas ele não me ouviu. Foi afastado do comando da locução por determinação judicial , mas um locutor continuou a fazer propaganda dele. Também usa a rádio para atacar os adversários políticos. Ele acredita na impunidade — disse Nirvana.
A candidatura de Gustavo não chegou a ser impugnada porque nenhum dos outros quatro candidatos a prefeito entrou com uma ação na Justiça contra ele. O filho de Geraldo Bulhões responde a uma ação na Justiça por agressão a um policial. (Do Blog do Noblat)

Ilhabela

Estão abertas as inscrições para a 3ª Copa Bunge de Panificação e Confeitaria

Em 2007, uma padeira de Ilhabela foi finalista em etapa regional do concurso. Agora, em sua terceira edição, a Copa vai premiar as melhores receitas em padaria e confeitaria com um caminhão de prêmios

São Paulo, agosto de 2008. A Bunge Alimentos, em parceria com a Abip (Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria), lança este mês a 3ª Copa Bunge de Panificação e Confeitaria. Padeiros e confeiteiros de todo o Brasil já podem inscrever suas receitas especiais de pães e doces, que serão avaliadas segundo critérios como aparência, criatividade e sabor.
Nos anos anteriores, a Copa recebeu 2 mil inscrições na primeira edição e mais de 3.500 receitas na segunda, elegendo os melhores pães do Brasil. Em 2007, a padeira Marinéia dos Santos, de Ilhabela/SP, foi uma das finalistas da etapa regional. Agora, a 3ª Copa vai também avaliar e premiar as melhores receitas em confeitaria.

Saiba como participar da Copa

As inscrições para 3ª Copa Bunge de Panificação e Confeitaria podem ser realizadas até 1º de dezembro. Para participar, os interessados devem preencher a ficha de inscrição, disponível com os representantes de vendas da Bunge Alimentos ou realizar a inscrição via internet, acessando o site www.padariabunge.com.br, onde também é possível consultar o regulamento do concurso. Dúvidas também podem ser esclarecidas diretamente com a equipe de vendas da Bunge ou por meio do SABE (Serviço de Atendimento Bunge Especialistas), pelo telefone 0800 702 7105. (Divulgação)

Fut

Brasil

Parente sem emprego

STF fará súmula que proíbe nepotismo nos três poderes

Consultor Jurídico
O Supremo Tribunal Federal decidiu que irá editar Súmula Vinculante na sessão plenária de quinta-feira (21/8) que proibirá o nepotismo nas três esferas do Poder Público. Os cargos de ministro de Estado e de secretário estadual e municipal devem ficar fora da proibição. Também será definido qual é o grau de parentesco a ser considerado como nepotismo.
A extensão da proibição do nepotismo no Judiciário para o Executivo e o Legislativo foi decidida em julgamento de ação relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski, que examinou os casos de um secretário municipal de Saúde, Elias de Souza, e de um motorista em Água Nova (RN), Francisco de Souza, que eram parentes de um vereador e do vice-prefeito.
Em Recurso Extraordinário, o Ministério Público do Rio Grande do Norte contestou a decisão do Tribunal de Justiça potiguar, que entendeu que a proibição do nepotismo só valia para o Judiciário. O recurso foi julgado procedente.
“O nepotismo contraria o direito subjetivo dos cidadãos ao trato honesto dos bens que a todos pertencem. O argumento falacioso de que a Carta Magna [Constituição Federal] não vetou expressamente a ocupação de cargos de confiança por parentes não merece prosperar”, destacou Lewandowski.
Ao julgar o recurso, os ministros reafirmaram que o artigo 37 da Constituição Federal, que determina a observância dos princípios da moralidade e da impessoalidade na administração pública, são auto-aplicáveis. “Não é necessária lei formal para aplicação do princípio da moralidade”, disse o ministro Menezes Direito.

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Opinião

Uma lição para o governo

Editorial do Estadão
Enquanto o governo discute como recolher e como gastar a sonhada riqueza do pré-sal - ainda retida sob a forma de petróleo a mais de 6 mil metros de profundidade -, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, tenta mostrar como o Brasil poderá ocupar uma posição destacada na economia global do século 21. Para alcançar o crescimento sustentável, o País precisará, segundo ele, ampliar as fontes nacionais de poupança e de financiamento indispensáveis à realização de investimentos volumosos e crescentes.
A base para esse novo salto foi criada com uma sucessão de conquistas difíceis, como a estabilização dos preços, a adoção da responsabilidade fiscal e a eliminação da dívida externa líquida. O movimento dependerá de novas decisões corretas - nem sempre politicamente fáceis. O professor Luciano Coutinho, eleito economista do ano pela Ordem dos Economistas do Brasil, discutiu esses desafios em seu discurso de agradecimento, em São Paulo.
O Brasil, segundo o economista, oferece uma variedade importante de oportunidades de investimento - na infra-estrutura, na área energética, no setor mineral e no agronegócio, para ficar só em exemplos mais evidentes. Para uma inserção segura no mercado internacional, será preciso explorar não só essas possibilidades. O Brasil tem condições de ser um grande fornecedor de produtos baseados em recursos naturais, mas é necessário, na avaliação de Coutinho, evitar uma excessiva especialização nessas áreas. Daí a necessidade, em sua opinião, de uma estratégia de desenvolvimento industrial com ênfase na inovação e na promoção da competitividade.
Mas não basta definir objetivos e ligar o piloto automático. Resta o problema de como financiar a expansão do investimento. Um objetivo razoável, segundo o presidente do BNDES, é investir, a partir de 2010, algo próximo de 22% do Produto Interno Bruto (PIB), 4 pontos porcentuais acima do nível de hoje.
Para elevar a proporção entre o investimento e o PIB, no entanto, será preciso diminuir a participação dos outros componentes da demanda agregada: o consumo das famílias, o consumo do governo e as exportações líquidas.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 22 / 08 / 2008

Folha de São Paulo
"Decisão do STF proíbe nepotismo"
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, proibir a contratação de parentes nos três Poderes da união – com exceção para indicação de ministros de Estado e secretários estaduais, municipais edo DF. Ou seja, não há impedimento para que um presidente da República escolha parentes como titulares de ministérios. Com a decisão, o tribunal editou sua 13º súmula vinculante, cujo texto deverá ser definido hoje. A orientação vale também para nomeações anteriores ao julgamento. Assim que o texto for aprovado, o Ministério Público poderá protocolar no Supremo reclamações sobre casos de descumprimento da decisão. “Deixamos ainda mais claro, ainda mais explícito que o nepotismo é proibido em toda a administração pública brasileira”, disse o ministro Carlos Ayres Britto. A corte afirmou que a prática contraria a Constituição. O texto será inspirado em outros, como a resolução do Conselho Nacional de Justiça segundo o qual nepotismo é empregar “cônjuge em linha reta ou por afinidade, até terceiro grau”. Para chegar à decisão, o STF julgou uma ação que pedia a declaração de constitucionalidade da resolução do conselho e um recurso do Ministério Público sobre casos de nepotismo na cidade de Água Nova (RN).


O Globo
"STF proíbe a contratação de parentes nos 3 poderes"
O Supremo Tribunal Federal decidiu, por unanimidade, estender ao Executivo e ao Legislativo a proibição de contratação de parentes. No Judiciário, o veto já existe há três anos, devido a uma resolução do Conselho Nacional de Justiça, mas muitos funcionários vinham conseguindo liminares para continuar nos cargos, alegando que a proibição não estava expressa em lei. Os ministros do STF ressaltaram que os princípios constitucionais da moralidade, da impessoalidade e da eficiência administrativa falam mais alto. Hoje, a Corte votará o texto da súmula vinculante, obrigando todos os tribunais do país a seguir sua orientação. A proibição do nepotismo valerá para toda a administração pública, incluindo estados e municípios. Ela deve ser estendida até a parentes de terceiro grau.


O Estado de São Paulo
"STF veta nepotismo nos 3 poderes"
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por unanimidade, vetar a prática do nepotismo no Executivo, Legislativo e Judiciário. O tribunal vai agora editar uma súmula estabelecendo que é proibido contratar parentes de autoridades e funcionários para cargos de confiança em todo o serviço público federal, estadual e municipal. Pela interpretação do Supremo, esse tipo de contratação desrespeita quatro princípios constitucionais: legalidade, impessoalidade, moralidade e eficiência. Por avaliar que o nepotismo fere a própria Constituição, os ministros do STF concluíram que não é necessária a aprovação de uma lei específica para impedir a prática. “Não vale mais confundir tomar posso no cargo com tomar posso do cargo. Como se fosse um feudo, uma propriedade privada, um patrimônio particular”, disse o ministro do STF Carlos Ayres Britto. Deverão ser excluídos da proibição apenas os chamados cargos de governo, como os de ministro de Estado, secretário estadual e secretário municipal. A decisão do Supremo dói tomada durante julgamento de um recurso em processo contra a nomeação do irmão do vice-prefeito de Água Nova (RN) para o posto de motorista da prefeitura.


Jornal do Brasil
"Em defesa do petróleo do Rio"
Todos os candidatos a prefeito do Rio manifestaram-se contra a alteração nas regras de distribuição dos royalties do petróleo. Fernando Gabeira, Solange Amaral e Marcelo Crivella atribuíram a manobra a interesses de São Paulo. O governador Sérgio Cabral discute hoje com o colega do Espírito Santo, Paulo Hartung, uma estratégia comum de resistência. O presidente Lula disse que não se definiu sobre a criação da estatal do pré-sal.

quarta-feira, agosto 20, 2008

Tragédia



Avião pega fogo ao decolar em Madri; pelo menos 150 morrem

Aeronave teria 172 pessoas a bordo; repórter do 'Estado' afirma que incêndio no local é de grandes proporções

Agências internacionais
Um avião da Spanair, modelo MD-82, com 172 pessoas a bordo, sofreu um acidente no aeroporto de Barajas, em Madri, nesta quarta-feira, 20. A aeronave teria saído da pista enquanto decolava depois de um incêndio no motor esquerdo. O número de vítimas ainda é incerto. De acordo com o jornal espanhol El Pais, pelo menos 150 pessoas morreram. Já segundo a agência Reuters, os mortos podem chegar a 145 pessoas, enquanto a agência Efe fala em 146 vítimas. A Associated Press, por sua vez, cita um ministro do governo do espanhol, que diz que há 153 mortos. De acordo com o governo da Espanha, 20 pessoas ficaram feridas, a maioria em estado grave. Um dos sobreviventes morreu no hospital, baixando o número de vivos para 19. Este é o pior acidente aéreo ocorrido na Espanha em mais de duas décadas.
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Reflexões

Mau Humor ou Mal Humor ????????????????

Hoje acordei disposto a sair sorrindo. Abri o portão e me deparei com um monte de sacos de lixo, devidamente acomodados no meio da rua, aguardando o caminhão passar. Olhei para os dois lados e verifiquei que eram vários amontoados ao longo de minha rua. Pensei...nova metodologia de trabalho...planejamento...MBA...hum !!! Dobrei a esquina e senti o tranco, ou melhor, o solavanco...tinha acabado de ingressar e rapidamente sair de um das centenas de buracos de nossas vias públicas....respirei...refleti...conclui: sou piloto de testes da fábrica da Volks e estou numa pista de testes devidamente desenhada e planejada para verificar a durabilidade das suspensões automotivas, durabilidade dos pneus, etc....Olhei no retrovisor e me deparei com um sorriso levemente amarelo. Alias, amarelo era a cor do semaforo quando cheguei naquele cruzamento famoso de nossa cidade. Aguardei o sinal verde acender e, triunfantemente, engatei a primeira e pensei, agora eu vou.....e...quase fui. Tive que aguardar os imponentes e desafiadores pilotos, motoristas e ciclistas cruzarem em sinal vermelho à minha frente, empolgando a invisivel mas presente bandeira da civilidade. Deu tempo...aproveitei ainda aquele sinal verde. Ufa, foi por pouco...pensei...e mais uma vez olhei ao retrovisor e agora sim, me deparei com um sorriso já bem amarelo, já contrastando com o rosto meio vermelho, ou roxo, de raiva...será mesmo? Segui adiante rumo ao meu destino e embora o fazendo numa via de mão única, o contra-fluxo de bicletas, na ciclo-faixa ou fora dela e até mesmo na calçada, era intenso. Falei em bom tom com os meus botões: cadê a fiscalização e a orientação ao trânsito de nossa cidade? Oras. Também é querer muito. Deixa prá lá ! Cheguei ao meu destino e pude constatar, pela enésima vez, o exemplo de civilidade e cidadania dos meus colegas motoristas. Ao estacionarem seus veiculos, sequer imaginam que existe deficit de vagas. Ora, por que racionalizar o espaço ocupado pelo seu veiculo ? Onde cabem tranquilamente dois ou tres veiculos, o respeitado e digno cidadão estaciona seu carro bem no meio. Oras, temos vagas sobrando. Ingresso em meu trabalho e não passa 10 minutos e ouço aquela sirene diária da ambulância que, transportando pacientes em estado grave (ou não?), mais uma vez, em sua rotina, passa tão rápido que mal dá prá ver. Talvez numa velocidade de 70 ou 80 km por hora. Não sei se consegue "salvar" todos os pacientes mas, Deus queira que não, em breve irá matar alguém atropelado. Acesso a Internet e leio que, mesmo que com o "vareio" tomado da Argentina, o nosso Dunga se sente seguro como técnico da canarinha. É, engraçado esse nosso Brasil. O cidadão começa sua carreira profissional de técnico logo pela Seleção Nacional. Inversão de valores. Éticos, morais, profissionais.... Chega.....
Consultei o Dicionário Aurélio para verificar se MAU HUMOR se escreve com "U" ou com "L", tinha esquecido, mas não importa. A falta de civilidade, de respeito e de cidadania que atualmente impera na nossa sociedade, inibiu de vez minha boa intenção. Sorrir com gosto, só se alguém me contar aquela do português. (
modulocontabil.marino@uol.com.br)

Artes e Espetáculos

Línguas Discordantes em Ubatuba!

Patrícia Cabral
A "Officina Artaud", livre espaço de pesquisa teatral, o "N.U.V.E.M", núcleo de valorização à expressão musical, através da " OSC CELEBREIROS UBATUBA" apresentam a "Confraria da Criação" com o espetáculo de teatro de rua "Línguas Discordantes", dia 23 de agosto de 2008, as 20:00hs., na Praça Nóbrega, em frente ao prédio do antigo Forum, com a participação especial do grupo musical "Tupinambras".

Uma rua. Uma calçada. Um papelão. Mario, um morador de rua envolto em suas leituras e escritas. Alberto, um jornalista enfurecido por uma pauta derrubada. De um passo descuidado, o encontro. Do encontro, a troca de palavras: concordâncias e discordâncias, num diálogo que transformará a trajetória destes personagens.

Na rua, no bom sentido, desde dezembro de 2006 a "Confraria da Criação" leva ao público o espetáculo "Línguas Discordantes" de Wolff Rothstein, com Otávio Costa Filho e Wolff Rothstein.
O espetáculo já passou por ruas, praças e espaços abertos nas ciddades de "Embu das Artes", "Barueri", "Mogi das Cruzes", "São Paulo" e "Ubatuba", onde agora retorna. Em São Paulo, esteve no SESC-Pompéia, na Praça Marechal Cordeiro de Farias e na Praça Roosevelt.

A companhia, que não recebe nenhum tipo de incentivo público ou privado optou por uma montagem simples, sem muita cenografia e apenas dois atores, pois assim se locomovem com facilidade, além de cortar custos.

Ubatuba em foco

Câmara aprova projeto que reconhece a Agricultura Familiar

Assessoria Charles Medeiros
Aprovado por unanimidade na Sessão do último dia 19, o Projeto de Lei que declara a Agricultura familiar no município de Ubatuba como atividade de relevante interesse social. O projeto considera como agricultura familiar as atividades e diretrizes constantes na lei federal nº 11.326/06 que estabelece a Política Nacional de Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais. Segundo o autor do Projeto, Vereador Charles Medeiros, a iniciativa é reconhecer a agricultura familiar como segmento produtivo e representativo neste novo marco para as políticas públicas destinadas ao desenvolvimento rural, desde a fase de elaboração até a implementação, execução e gestão de recursos.
Para os órgãos técnicos ligados agricultura, pesca e desenvolvimento, existe a necessidade e preocupação em avaliar melhor as potencialidades de produção e distribuição de alimentos, principalmente em Ubatuba onde a agricultura e a pesca, que é uma atividade centenária, tiveram há três décadas grande parte das áreas produtivas inseridas no Parque Estadual da Serra do Mar. Para o vereador, o conhecimento acumulado pela Agricultura Familiar realizada no Bioma Mata Atlântica e as novas tecnologias apropriadas para este ambiente vem sendo disponibilizadas por meio de Instituições que atuam com base agroecológica, como a Apta e a Cati e em especial o Programa de Micro Bacias Hidrográficas.
“As ações restritivas à agricultura e pesca prejudicam de forma direta aqueles que dependem dos recursos naturais para sobreviver. Qualificar a Agricultura Familiar como atividade de relevante interesse social é reconhecer sua importância social e econômica histórica reforçando o apoio ao Desenvolvimento Local Sustentável para nosso município”, finaliza Charles Medeiros.

Charge


Clayton (O Povo, Ceará)

Da experiência...

Poema da noite

Coisas que a vida ensina depois dos 40

Artur da Távola
Amor não se implora, não se pede não se espera...

Amor se vive ou não.
Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.
Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade.
Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.
As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.
Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.
Água é um santo remédio.
Deus inventou o choro para o homem não explodir.
Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.
Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.
A criatividade caminha junto com a falta de grana.
Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.
Amigos de verdade nunca te abandonam.
O carinho é a melhor arma contra o ódio.
As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.
Há poesia em toda a criação divina.
Deus é o maior poeta de todos os tempos.
A música é a sobremesa da vida.
Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.
Filhos são presentes raros.
De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças a cerca de suas ações.
Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor
O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções,
destrói preconceitos,
cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente... (Do Blog do Noblat)

Artur da Távola, pseudônimo de Paulo Alberto Monteiro de Barros, (Rio de Janeiro, 3 de janeiro de 1936 — Rio de Janeiro, 9 de maio de 2008) foi um político, escritor, jornalista brasileiro e um dos fundadores do PSDB[1]. Atualmente era apresentador de um programa de música erudita na TV Senado.
Leia mais sobre Artur da Távola.

Opinião

O dia em que nosso Lula imitou o rei Salomão

José Nêumanne
O presidente da República pode não ser um homem letrado nem ilustrado, mas até seus adversários mais ferrenhos, que não toleram a hipótese do terceiro mandato nem em pesadelo, devem concordar que ele tem um bom senso invejável, além de um enorme talento para driblar obstáculos. Foi o que ele fez, aparentemente de maneira brilhante, na semana passada, ao encontrar uma solução salomônica para a proposta inoportuna e insensata feita por seu ministro da Justiça, Tarso Genro, e seu secretário de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, de reabrir unilateralmente a Lei da Anistia para punir apenas os torturadores.

Se cedesse à pressão dos comandantes militares e desautorizasse os dois auxiliares na cerimônia de apresentação dos novos oficiais-generais, terça-feira 12, no Palácio do Planalto, poderia passar a impressão de que carece de apoio da caserna para permanecer no legítimo posto em que está por decisão majoritária e soberana do povo brasileiro. Se, ao contrário, nada falasse, autorizaria uma insensata exumação de esqueletos da guerra suja, que não se sabe a quem poderia interessar, mas com certeza não interessa à sociedade nacional nem, por extensão, à paz em seu governo. O presidente calou na reunião com os oficiais, mas falou mais tarde em cerimônia no quartel-general de um dos maiores inimigos dos militares descontentes com a proposta de Paulo e Tarso: a União Nacional dos Estudantes (UNE). A escolha do lugar exalta os méritos do estrategista. A frase cunhada para encerrar o assunto comprova seu talento inato e invulgar de lidar com as palavras, ainda que muitas vezes atropele a gramática. Num arroubo digno de fazê-lo figurar entre os governantes que se celebrizaram pelo estilo conciliador quando detinham o bastão de mando, de dom Pedro II a Getúlio Vargas, de Bernardo Pereira de Vasconcelos a Tancredo Neves, Lula jogou o tema para escanteio num carrinho retórico, sem machucar ninguém: ele afirmou que era preciso "transformar os mortos em heróis, e não em vítimas".
A sentença funcionou como um calmante para os quartéis inquietos com a reabertura da discussão imprópria. Os comandantes e seu chefe, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, saíram comemorando o encerramento da discussão e a dupla Paulo e Tarso não se sentiu desautorizada nem repreendida. Mas a reencarnação do justiceiro rei hebreu Salomão no ex-dirigente sindical metalúrgico não passa de um truque impreciso do ponto de vista semântico, de lógica canhestra e falacioso no ângulo histórico, embora muito sagaz politicamente. Não há, ao contrário do que a sentença insinua, oposição entre a condição de vítima e o heroísmo. Há até muitas vezes uma relação estreita, embora não obrigatória: nem toda vítima é herói, mas muitas vezes o herói tem de ser vitimado antes, assim como o é o mártir.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 20 / 08 / 2008

Folha de São Paulo
"Lula vai criar empresa para explorar o pré-sal"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em reunião com presidentes e líderes de partidos aliados que criará uma nova estatal para cuidar apenas das reservas de petróleo da camada pré-sal ainda não leiloadas, informa Kennedy Alencar. Segundo participantes do encontro, Lula afirmou já ter concluído que é necessária uma empresa só para cuidar do assunto. Planeja utilizar as verbas da extração futura do petróleo do pré-sal para combater a miséria e aplicar na educação. Lula tentou desarmar resistências a um novo marco regulatório e obter apoio à criação da estatal. Ele quer usar o pré-sal para fortalecer e tentar eleger o sucessor em 2010,, embora a exploração em larga escala deva demorar alguns anos. De manhã, em reunião de ministros o principal ponto debatido fora como aplicar as verbas da exploração do pré-sal sem gerar inflação. O governo debate um modelo que preveja a manutenção no exterior de boa parte da verba.


O Globo
"Rio: só 7% dos moradores confiam plenamente na PM"
Um estudo feito pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do estado, revela que só 7% dos habitantes da Região Metropolitana do Rio confiam totalmente na Polícia Militar e 70,3% consideram ruim ou péssima a distribuição do policiamento ostensivo nos bairros. No caso da Polícia Civil, o índice dos que confiam totalmente cresce para 9,2%. O presidente do ISP, tenente-coronel Mário Sérgio Duarte, avaliou que as polícias terão de se esforçar para obter a confiança da população. O estudo, intitulado Desenvolvimento de Metodologia e Aplicação de Pesquisa de Vitimização na Região Metropolitana do Estado do Rio, constatou também que a bala perdida é o maior temor dos moradores do Grande Rio (57%), seguida de tiroteios (43,5%) e assaltos a residência (37,69%).


O Estado de São Paulo
"Taleban mata 10 soldados franceses"
Insurgentes do Taleban promoveram ontem dois ataques contra tropas estrangeiras no Afeganistão. Perto da capital Cabul, cerca de 100 rebeldes mataram 10 soldados franceses e feriram outros 21. Na fronteira com o Paquistão, um grupo de homens-bomba se lançou contra uma base americana, matando 12 civis e deixando 9 militares feridos. Atentados promovidos pelos insurgentes estão se tornando cada vez mais freqüentes no Afeganistão, onde 183 militares estrangeiros foram mortos neste ano. Afastado do poder em 2001, quando os EUA invadiram o país, o Taleban volta a dar demonstrações de força, com ataques mais complexos e organizados. Além de bombas em estradas e ataques suicidas, os rebeldes vêm usando artilharia variada e realizando ofensivas coordenadas em várias frentes. Antes restrito a áreas tribais, o Taleban tem se aproximado de Cabul – como demonstra o ataque aos franceses que faziam reconhecimento nas montanhas de Surobi, a 50 quilômetros de Cabul. O Afeganistão está se tornando, ainda um dos destinos preferidos de terroristas árabes.


Jornal do Brasil
"Governo decide criar nova estatal"
A decisão já está tomada no Palácio do Planalto: o governo deixará a Petrobras fora da gestão dos megacampos de petróleo e criará uma estatal para administrar as reservas do pré-sal. Deve ser enxuta, mas dotada de superpoderes. O presidente Lula quer manter no Brasil os recursos originados da exploração. Para tentar evitar a mudança do modelo, as multinacionais prometem não exportar o petróleo.

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terça-feira, agosto 19, 2008

Bichos



Tartaruga com paralisia ganha skate

Uma tartaruga com as patas paralisadas ganhou vida nova com um skate feito especialmente para ela

da BBC

Arava é moradora do Zoológico Bíblico de Jerusalém.
O animal não consegue mover as patas traseiras e não podia andar para frente somente com a utilização das patas dianteiras.
Os tratadores do zoológico construíram então uma espécie de skate de metal para ela.
Com as novas rodinhas, Arava agora pode se movimentar livremente e já encontrou até um parceiro.


Nota do Editor - Parceiro no mínimo curioso. Essa "mina" é diferente deve ter passado pela cabeça dele, se é que passa alguma coisa pela cabeça de uma tartaruga. (Sidney Borges)

Crônica

Porco Dio!

Marcelo Mirisola*
Toda noite, depois de lavar a louça do jantar e de terminada a novela da Globo, minha avó se trancava no quarto. E só saía de lá perto das onze e meia, para sacudir o velho Pascoal, meu avô, que roncava na frente da tevê. Ela rezava para os mortos, fazia novena para Nossa Senhora e era devota de santa Rita de Cássia. Também fazia promessas para santo Expedito em casos mais urgentes, e não descuidava de suas mandingas quando o Palestra jogava contra os corintianos maledetos. Eu era seu neto preferido, e o único a ter minha foto dependurada no hall de entrada, embaixo do altar de Santa Rita. Isso deixava os outros netos inconsoláveis de inveja, digamos que o meu privilégio (porque não era apenas preferência) era escancarado e ninguém tinha nada a ver com isso.
A “vecchia” me escolheu no berço, e sentenciou: esse é meu bambino. Na casa de Dona Anita, eu era um rei. E desde cedo – confesso – déspota esclarecido, sádico e sacana. Ora, eu tinha de aproveitar porque, quando voltava para casa da minha mãe, a história era bem outra. Nem vou falar dos rangos que a “vecchia” fazia. A simples lembrança de um ovo frito já é castigo demais para um cara feito eu, que – depois de todos esses anos – vive agonizando nos quilos da vida. Mas quando lembro da vecchia, lembro sobretudo das intermináveis novenas, das imagens do criado-mudo, dos santinhos espalhados pela casa, de São Benedito na cozinha, do crucifixo na porta de entrada, do altar de santa Rita, e das velas acesas no quartinho da empregada. Não consigo lembrar de mim, nem lembrar da vecchia de outra maneira.
Em 1996 ela ficou viúva. E o cabeçudo do meu avô – é claro – só podia ter morrido do jeito que morreu: câncer na próstata. Quatro anos depois, minha avó é que foi pro beleléu. E eu fiquei órfão das comidas da dona Anita e de suas preces, porque ela era a única pessoa que pedia por mim, e também fiquei órfão do Pascoalão, meu avô que, além de me ensinar a cortar salame bem fininho, às vezes me sugeria “um passeio”. Ele achava graça nesse negócio de camisinha, liberava uma “gaita” e sempre recomendava: “nunca pechinche com mulher da vida”. Saudades.
Lembrei disso porque, ontem de noite, o Pastor R.R. Soares proibia – via horário comprado na TV Bandeirantes – a adoração a qualquer um que não fosse Jesus Cristo. O sacana dizia que não existiam santos, e que as imagens dos santos eram coisa do diabo. Cazzo! E a Santa Rita da minha avó? E o Santo Expedito, e as mandingas para derrotar o Coringão? E as imprecações do velho, que xingava Deus, Nossa Senhora e o Capeta quando o Palestra perdia? É coisa do diabo defenestrar o diabo?
Isso tudo eu apago da minha memória? Como é que eu posso ser órfão da minha memória, e acreditar num Jesus xarope que ocupa o lugar do Bonanza na TV Bandeirantes?
Eu penso que as religiões – independente dos genocídios e fogueiras – ao longo do tempo e, apesar dos pesares, sempre substituí­ram com eficácia uma parte doce e irrelevante do cérebro e, em troca, até que devolviam algo compatível (um deus, virgens celestes, guerras, tanto faz) à credulidade e a singeleza de quem nelas procurava socorro e desafogo. A redenção, no entanto, ficava para depois. Existia o céu para quem acreditava no inferno. O etéreo era levado a sério. A vecchia deu várias voltas ao redor do mundo nas contas daquele terço, passou a vida inteira fazendo novenas, suplicando para Santa Rita, e jogando uruca nas costas do Biro-Biro. E eu era obrigado a colar os enfeites da árvore de natal com Super Bonder, e me vingava batendo punhetas para Maria Madalena, aquela putona. Era divertido e, de toda a cosmogonia da vecchia, apenas São Benedito era – para mim e para o velho Pascoal – o único irrefutável e sagrado. A prova inequívoca de que ele existe (ou existia) era a perninha de cabrito que a vecchia assava, impossível fazer aquilo sozinha. Eu vos digo, e testemunho: coisa de outro mundo.
No mundo do bispo Edir, porém, o velho Pascoal não existiria. Ele jamais teria oportunidade de cuspir caroços de azeitona no presépio. Qual a graça de acreditar no sobrenatural sem sacaneá-lo? Qual a graça de uma manjedoura sem as azeitonas, digo, sem o cagalhão dos boizinhos?
Esses bispos e pastores são desprovidos de senso de humor e humanidade. Se dependesse desses pastores-meganhas, Mário Monicelli jamais teria filmado “Amici Miei”. Não ia ter Capela Sistina. Nem peitinhos na Capela Sistina, por Deus!
O bispo Edir e seus congêneres comprometem a estética e a leveza das coisas. A novela “Os Mutantes” deve ter sido inspirada no próprio Macedo, dizem que ele têm pé de pato e garras de gavião no lugar dos dedos. Essa gente me dá medo.
Tudo bem que a Bíblia se presta a interpretações canhestras, mas as grosserias que os auto-intitulados bispos e pastores arrotam na frente das tevês eliminaram, sobretudo, os limites da beleza, além de histéricos e autoritários, são bregas e feios de doer. Como é que eu posso confiar num fulano que usa cinto e sapatos brancos?
A feiúra e a tristeza se refletem nos fiéis. De uns anos para cá, um verdadeiro exército de mulheres carrancudas de cabelos compridos-ensebados-grisalhos invadiu os pontos de ônibus e a paisagem urbana e... quiçá a paisagem rural. Quanto mais elas se escondem debaixo daquelas mortalhas cinzas (no inverno é pior), mais conseguem espalhar tristeza e desconsolo nos pontos de ônibus. Até o diabo que os neo-pentecostais exorcizam na tevê é privado de lascívia. Não é à toa que eles querem destruir os terreiros de candomblé. O motivo é evidente: ao contrário deles, o candomblé é vermelho, tesudo, bonito e humano.
Jesus Cristo sempre andou mal acompanhado. Decerto deve ter sua parcela de culpa. Senão vejamos: por que o filho de Deus, em vez das parábolas sinuosas e da aeróbica do Pe. Marcelo, não usa qualquer outra forma menos corrupta e mais verossímil para se comunicar? O latido, talvez. Malabares... sei lá.
Ô Vó, me ajuda! Interceda por mim junto a Nossa Senhora e a Santa Rita de Cássia, porque a coisa aqui nunca esteve tão feia, triste e difícil de encarar. Porco Dio, amém.
Marcelo Mirisola, 42, é paulistano, autor de Proibidão (Editora Demônio Negro), O herói devolvido, Bangalô, O azul do filho morto (os três pela Editora 34), Joana a contragosto (Record), entre outros.

Pensata

Pequenos monstros

João Pereira Coutinho na Folha Online
Confesso: tenho assistido aos Jogos Olímpicos. A culpa não é minha. A culpa é da diferença horária: quando vou para a cama, Pequim está acordado. Deitado no leito, com a tv ligada, acompanho os exercícios. E a insônia vem a seguir.
Insônia por que? Por causa dos atletas chineses. Nada tenho contra chineses. Mas é difícil resistir ao rosto dessa gente. Americanos, russos, europeus, brasileiros - tudo gente normal, com as alegrias e tristezas de gente normal. Mas os chineses são outra história: o rosto exibe uma tensão e uma infelicidade que não se encontram nos outros. E quando falham, isso não representa uma derrota para os atletas. Representa uma tragédia de contornos apocalípticos. Como explicar o fenômeno?
Infelizmente, com política. Os Jogos não são mero desporto para a China; são uma forma do regime mostrar superioridade perante o mundo (tradução: perante os EUA), vencendo mais medalhas e apresentando uma organização imaculada, onde o fogo de artifício é gerado por computador e crianças inestéticas são dubladas por rostos mais fotogênicos. Um atleta chinês, quando entra em cena, está em guerra diplomática. Perder é morrer.
Mas existe uma razão adicional e pessoal: há trinta anos que a China persiste na sua política do filho único como forma de limitar a explosão demográfica. E essa política tem um preço: quando os casais têm um único filho, a pressão e as expectativas de sucesso aumentam, esmagando os desgraçados. A China criou uma juventude admirável: pequenos monstros que jogam a existência, sua e dos progenitores, em cada prova desportiva ou académica.
A revista "Psychology Today" relembrou recentemente alguns números a respeito. Números que arrepiam. Anualmente, as universidades chinesas produzem 4 milhões de diplomados. Mas a China, apesar do boom económico, apenas consegue absorver menos de metade. O desemprego é o caminho para a maioria, isso numa cultura que nunca tolerou pacificamente o fracasso.
Moral da história? Para começar, o suicídio é a primeira causa de morte entre os chineses mais jovens (entre os 20-35 anos); e só entre os universitários, 25% têm recorrentes pensamentos suicidas (nos EUA, por exemplo, só 6%). Conta a revista que a China lidera os problemas psiquiátricos entre crianças e adolescentes, com 30 milhões a necessitar de acompanhamento psicológico, que aliás não existe: uma das heranças perversas da tirania de Mao foi percepcionar os problemas psicológicos como "anti-socialistas", enviando os "reacionários" problemáticos para campos de trabalho.
Sim, o Brasil pode lamentar as medalhas perdidas. Mas existe um prémio de consolação: os jovens brasileiros entram e saem da China com a cabeça intacta. A sanidade vale ouro.

Angra 3

Solução para lixo de Angra 3 domina reunião do governo

Agencia Estado
A questão do armazenamento dos resíduos nucleares de Angra 3 e de outras futuras usinas dominou a reunião realizada hoje, no Palácio do Planalto, entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e nove ministros para discutir o futuro da Política Energética Brasileira. Segundo fontes que acompanharam a reunião, o Comitê de Desenvolvimento da Política Nuclear Brasileira terá agora um prazo de 60 dias para encaminhar ao presidente uma proposta consolidada para a expansão do uso da energia nuclear no País e para a questão dos resíduos.

De acordo com as fontes, o destino do lixo nuclear é o principal gargalo que impede um avanço mais intenso da energia nuclear no Brasil. No licenciamento prévio da usina de Angra 3, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) exigiu que a estatal Eletronuclear apresente, antes de pôr a usina para funcionar, uma solução para o problema. A exigência criou polêmica com a área energética do governo. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, inclusive argumentou que hoje no mundo não existe uma solução definitiva para os rejeitos nucleares.
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, já chegou a anunciar que aceitaria uma solução intermediária, o armazenamento desse material em depósitos subterrâneos. O que a área ambiental não quer, em hipótese alguma, é que o lixo de Angra 3 e das próximas usinas seja armazenado em piscinas dentro das próprias usinas, como acontece hoje com Angra 1 e 2.

500 anos

Segundo as fontes que acompanharam a reunião interministerial, a Eletronuclear apresentou hoje na reunião no Palácio do Planalto uma solução diferente dessa das piscinas. Minc ouviu a apresentação e pediu mais detalhes sobre a alternativa. De acordo com fontes, a proposta garantiria, pelo menos, 500 anos de proteção máxima para o lixo nuclear.
Na avaliação do governo, é primordial encontrar uma tecnologia para o armazenamento dos rejeitos que agrade a área ambiental. Sem isso, planos já anunciados com os de construir mais quatro usinas nucleares, além de Angra 3, nas próximas décadas, seriam postergados. (A Tarde)
 
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