sábado, maio 24, 2008

São Paulo

Marqueteiro de Alckmin será o publicitário Lucas Pacheco

Folha de São Paulo
"O acerto foi fechado anteontem, após o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) quase ter contratado o baiano Marcelo Simões. Também jornalista e consultor de marketing, Pacheco, 55, foi responsável pelas campanhas do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e do prefeito de Ribeirão Preto (SP), Welson Gasparini (PSDB). O publicitário André Torreta deverá atuar em parceria com Pacheco. Em 2002, quando foi eleito governador, e em 2006, na disputa pela Presidência, Alckmin teve na comunicação o jornalista Luiz Gonzalez."

Políticos



O vereador robô

Cláudio Humberto
Os vereadores Luís Carlos da Silva e Jaime Nogueira batiam boca, na Câmara Municipal de Mimoso do Sul (ES). Oposicionista, Silva acusava Nogueira, líder da bancada do governo, de ser apenas "um homem de recados" do prefeito. A discussão transcorria civilizadamente até quando Luís Carlos o chamou de "robô do prefeito". Jaime se queimou:
- Até este momento eu não me sentia ofendido, mas agora V. Exa. vai ter que provar quando é que eu roubei o prefeito!

Bromélias

Sobre tabus , crenças, preconceitos...

Miriam Tabarro
Tem razão o Sr. Sidney Borges quando tentar salvar algumas plantas de um preconceituoso massacre.
Faz uns 10/15 anos que bromélias, bromelinhas e orquídeas convivem nos troncos de minhas frondosas árvores.
Eu, zelosa observadora de meu jardim, teria percebido o menor desgaste se essas plantas as parasitassem. Mas elas simplesmente se “hospedam” nos troncos, sem no entanto sugar uma gota sequer de seiva.
Minha pequena contribuição empírica para a botânica...

Mundo

O Paquistão visto por um jornalista brasileiro

Pedro Doria Weblog
As escolas religiosas, que ensinam o Alcorão para crianças a partir de sete anos de idade, cumprem também um papel social no Paquistão. Como os colégios públicos não são suficientes para atender toda a população – são 160 milhões de habitantes, e a taxa de natalidade ainda é alta –, as madrassas, como as escolas religiosas são conhecidas, são responsáveis por tirar do analfabetismo boa parte da população.
Atualmente, cerca de 35% da população é considerada analfabeta ou semianalfabeta – só sabe escrever o próprio nome e ler frases curtas, de acordo com a Universidade de Peshawar. O investimento em educação também é baixo, conforme fontes ouvidas pelo G1: pouco mais de 2% do orçamento do governo paquistanês tem a educação fundamental, média e universitária como destino.
As escolas religiosas estão em todos os municípios, inclusive no interior do país. Nas madrassas, as crianças passam pelo menos uma hora por dia aprendendo o alcorão. Como a grande maioria das escolas fundamentais do país, elas têm aulas separadas para meninas e meninos.
Fernando Scheller, um dos editores do portal noticioso G1, está no Paquistão –
e bloga sua visita.

A ponderar...

A escolha do seu par

"Nos bailes, as mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam"

Stephen Kanitz
Há trinta anos, os adolescentes encontravam o sexo oposto em bailes de salão organizados por clubes, igrejas ou pais responsáveis preocupados com o sucesso reprodutivo de seus rebentos. Na dança de salão o homem tem uma série de obrigações, como cuidar da mulher, planejar o rumo, variar os passos, segurar com firmeza e orientar delicadamente o corpo de uma mulher. Homens levam três vezes mais tempo para aprender a dançar do que mulheres. Não que eles sejam menos inteligentes, mas porque têm muito mais funções a executar. Essa sobrecarga em cima do homem permite à mulher avaliar rapidamente a inteligência do seu par, a sua capacidade de planejamento, a sua reação em situações de stress. A mulher só precisa acompanhá-lo. Ela pode dedicar seu tempo exclusivamente à tarefa de avaliação do homem.
Uma mulher precisa de muito mais informações do que um homem para se apaixonar, e a dança permitia a ela avaliar o homem na delicadeza do trato, na firmeza da condução, no carinho do toque, no companheirismo e no significado que ele dava ao seu par. Ela podia analisar como o homem lidava com o fracasso, quando inadvertidamente dava uma pisada no seu pé. Podia ver como ele se desculpava, se é que se desculpava, ou se era do tipo que culpava os outros. Essa convenção social de antigamente permitia ao sexo feminino avaliar numa única noite vinte rapazes entre os 500 presentes num grande baile. As mulheres faziam um verdadeiro teste psicológico, físico e social de um futuro marido e obtinham o que poucos testes psicológicos revelam. Em poucos minutos conseguiam ter uma primeira noção de inteligência, criatividade, coordenação, tato, carinho, cooperação, paciência, perseverança e liderança de um futuro par. Infelizmente, perdemos esse costume porque se começou a considerar a dança de salão uma submissão da mulher ao poder do homem, porque era o homem quem convidava e conduzia a mulher. Criaram o disco dancing, em que homem e mulher dançam separados, o homem não mais conduz nem sequer toca no corpo da mulher. O som é tão elevado que nem dá para conversar, os usuais 130 decibéis nem permitem algum tipo de interação entre os sexos. Por isso, os jovens criaram o costume de "ficar", o que permite a uma garota conhecer, pelo menos, um homem por noite sem compromisso, em vez de conhecer vinte rapazes numa noite, também sem compromissos maiores. Pior: hoje o primeiro contato de fato de um rapaz com o corpo de uma mulher é no ato sexual, e no início é um desastre. Acabam fazendo sexo mecanicamente em vez de romanticamente como a extensão natural de um tango ou bolero. Grandes dançarinos são grandes amantes, e não é por coincidência que mulheres adoram homens que realmente sabem dançar e se apaixonam facilmente por eles. Masculinizamos as mulheres no disco dancing em vez de tornar os homens mais sensíveis, carinhosos e preocupados com o trato do corpo da mulher. Não é por acaso que aumentou a violência no mundo, especialmente a violência contra as mulheres. Não é à toa que perdemos o romantismo, o companheirismo e a cooperação entre os sexos. Hoje, uma garota ou um rapaz tem de escolher o seu par num grupo muito restrito de pretendentes, e com pouca informação de ambas as partes, ao contrário de antigamente. Eu não acredito que homens virem monstros e mulheres virem megeras depois de casados. As pessoas mudam muito pouco ao longo da vida, na realidade elas continuam a ser o que eram antes de se casar. Você é que não percebeu, ou não soube avaliar, porque perdemos os mecanismos de antigamente de seleção a partir de um grupo enorme de possíveis candidatos. Fico feliz ao notar a volta da dança de salão, dos cursos de forró, tango e bolero, em que novamente os dois sexos dançam juntos, colados e em harmonia. Entre o olhar interessado e o "ficar" descompromissado, eliminamos infelizmente uma importante etapa social que era dançar, costume de todos os povos desde o início dos tempos. Se você for mãe de um filho, ajude a reintroduzir a dança de salão nos clubes, nas festas e nas igrejas, para que homens aprendam a lidar com carinho com o corpo de uma mulher. Se você for mãe de uma filha, devolva a ela a oportunidade que seus pais lhe deram, em vez de deixar sua filha surda, casada com um brutamontes, confuso e insensível idiota.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard (
www.kanitz.com.br)
Dica de Ronaldo Dias

Televisão e conexos...

Não sofro de diogomainardice

Diogo Mainardi
O que eu sabia sobre Sabrina Sato: ela participa de um programa de TV. Agora sei também que ela tem uma pinta na testa. Mais ainda: sei que ela desistiu de tirar a pinta. Esse foi o fato que atraiu o maior número de leitores da Folha Online, alguns dias atrás. A nota era acompanhada por uma fotografia de Sabrina Sato sorridente, com sua pinta na testa. Pinta é um negócio nojento. Tire a pinta, Sabrina Sato.
A TV está sendo progressivamente esvaziada pela internet. Pela primeira vez, no Brasil e no resto do mundo, a TV perde público. Os espectadores desligam seus aparelhos e migram em massa para o computador, passando mais tempo na internet. E qual é o principal assunto na internet? A TV. No caso, a pinta na testa de Sabrina Sato. Ou, pouco antes, igualmente entre as notícias mais lidas da Folha Online, o choro de Deborah Secco num programa de auditório.
Além de ler sobre a TV, a platéia da internet faz comentários atarantados sobre a TV. Assim como faz comentários atarantados sobre todos os outros temas. A internet é como o teatro de José Celso, em que a platéia é chamada para o centro do palco e se torna protagonista do espetáculo. Amadoristicamente, cada um desempenha seu próprio papel, improvisando um comentariozinho desimportante aqui, outro ali. O mundo se transformou num gigantesco Teatro Oficina, onde se encena um espetáculo infinito de José Celso, do qual ninguém pode fugir. Trata-se de um pesadelo bem mais medonho do que qualquer distopia totalitária imaginada por George Orwell ou Aldous Huxley. Quero minha dose de "Soma"!
Umberto Eco criou a fantasia demagógica do "lector in fabula", em que o leitor é estimulado a participar do romance com suas idéias, transformando-se, ele mesmo, em autor. A internet é isso: um monte de maus leitores dotados de más idéias que cismam em interagir com maus autores. É o território dos opinionistas que opinam sobre a opinionice de outros opinionistas. É a água parada onde prolifera a diegomainardice hemorrágica.
Pode parecer um contra-senso, mas eu nunca sofri de diegomainardice. Só opino porque é meu trabalho. Se desse, eu desligaria imediatamente o computador e passaria o resto do dia estatelado na cama, na frente da TV, assistindo a um programa de culinária, um seriado americano, um torneio de golfe ou uma comédia antiga com Alberto Sordi. O que eu tenho a opinar sobre o programa de culinária ou o seriado americano? Alegremente, nada. A TV é minha droga da felicidade, meu sedativo, meu "Soma". Desde que eu fique distante de Sabrina Sato e de sua pinta na testa. Ela faz aflorar um monte de idéias em minha mente, todas elas rabiosas e incongruentes, transportando-me para o palco do Teatro Oficina, onde José Celso e sua platéia encenam eternamente a Guerra de Canudos. E agora? Como a gente sai daqui? (Trem Azul)

Ponto de vista

Base da qualidade

Cristovam Buarque
O conhecimento é um produto social e depende do número de pessoas que se instruem mutuamente por meio do intercâmbio de idéias, como em um fluxo constante de uns para os outros. Cada pessoa excluída de conhecimento pessoal reduz o potencial do conhecimento de seu país.
Ao lado de uma pessoa sem instrução, até mesmo uma pessoa com doutorado sofre um processo de "analfabetização", uma redução do seu potencial de conhecimento. Um povo sem educação universal de qualidade não permite o pleno desenvolvimento do conhecimento no seu país.
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Opinião

O nepotismo no serviço público

Editorial do Estadão
Depois de cinco anos de tramitação no Senado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) finalmente aprovou a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe a nomeação de parentes até terceiro grau para cargos em comissão e de confiança na administração pública, direta ou indireta. A proibição se aplica a todos os níveis de governo, aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, aos Ministérios Públicos e aos Tribunais de Contas. Além do texto votado no Senado, há três outros projetos que tentam impedir o nepotismo no serviço público e que há anos estão engavetados na Câmara.
A morosidade com que a PEC está tramitando é explicada pela resistência de muitos políticos a uma medida moralizadora que fecha as portas para a velha praga do empreguismo. Com 81 parlamentares, o Senado emprega 6,2 mil funcionários, dos quais 2,8 mil são nomeados por livre indicação. Com 513 deputados, a Câmara emprega 16,6 mil. Muitos deles, nomeados para ocupar cargos comissionados e os chamados "cargos de natureza especial", são parentes até terceiro grau de congressistas. Há alguns anos, quando órgãos de comunicação pediram a lista de servidores do Legislativo, a direção da Câmara não forneceu os dados e baixou uma portaria determinando que essa solicitação só poderia ser acolhida se fosse feita pelo procurador-geral da República.
Não é difícil entender a razão de tanto segredo e de tanta resistência à entrega desses dados. As poucas listas de servidores divulgadas revelam casos de nepotismo, desvio de função e funcionários fantasmas, envolvendo de simples assessores a integrantes da alta cúpula de partidos políticos. Uma das práticas mais comuns entre deputados e senadores é a indicação de parentes para integrar equipes de trabalho de colegas. É o chamado "nepotismo cruzado".
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Manchetes do dia

Sábado, 24 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Governo de SP descarta leilão da Nossa Caixa"
O governo de São Paulo está decidido a não levar a Nossa Caixa a leilão, apurou a Folha. A avaliação é que operação enfrentaria muitas resistências tanto dos funcionários estaduais como da Assembléia Legislativa e do próprio PSDB, o que inviabiliza o negócio na atual administração.
O governador José Serra (PSDB) evidenciou sua disposição de vender a Nossa Caixa ao Banco do Brasil, em vez de levá-la a leilão. Ele afirmou que o critério será o de obtenção "de máximo de recursos" e que "é natural pensar" que a proposta do BB "será sempre melhor para São Paulo".
Como instituição pública, o BB terá direito aos R$ 16 bilhões em depósitos judiciais na Nossa Caixa.
Para Serra, a proposta do BB "implicará trazer mais recursos do que, em princípio, propostas de banco privado". Na Assembléia, líderes do PT e do PSDB sinalizaram apoio à venda ao BB.
Descontentes com o rumo da negociação, os principais bancos privados do país (Itaú, Bradesco, Santander e Unibanco) defenderam um leilão da Nossa Caixa. A notícia da intenção do BB em adquirir o banco paulista fez as ações da Nossa Caixa subirem ontem 31,52%.


O Globo
"Bancos reagem ao acordo para venda da Nossa Caixa"
Os grandes bancos privados do país abriram uma ofensiva contra as negociações do Banco do Brasil para comprar a Nossa Caixa, do governo de São Paulo, e consolidar sua liderança no estado. Analistas de mercado criticaram o acordo político entre os governos Lula e José Serra que estaria por trás do negócio, estimado em R$ 9 bi. Bradesco, Itaú, Unibanco e Santander defendem que a venda da Nossa Caixa seja feita em leilão. "Seria mais legítimo", resumiu o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão. Márcio Schettini, vice do Unibanco, disse que a folha de salários do funcionalismo estadual de São Paulo é um dos ativos mais valiosos do banco. As ações da Nossa Caixa subiram 31,52%, a maior alta do dia na Bovespa. Os papéis do BB caíram 2,8%.


O Estado de São Paulo
"Serra defende venda da Nossa Caixa para Banco do Brasil"
O governador José Serra resiste à pressão dos principais bancos privados do País para que a Nossa Caixa, banco estatal paulista, seja vendida em leilão aberto. Ele afirmou que o Estado vai ganhar mais se fechar negócio com o Banco do Brasil. Isso porque o principal atrativo da Nossa Caixa são R$ 16 bilhões em depósitos judiciais, que pela lei só podem ficar em bancos públicos. "A proposta do BB será sempre melhor, pois implicará trazer mais recursos para São Paulo", disse Serra. "Se a Caixa fosse vendida para bancos privados, os depósitos judiciais não iriam para o banco que o comprasse". O dinheiro obtido com a venda, assegurou o governador, será investido em obras importantes para o Estado. Apesar da polêmica aberta pelos bancos privados, as negociações entre a Nossa Caixa e o Banco do Brasil avançam. Os presidentes das duas instituições acertaram ontem que na terça-feira será assinado um acordo de confidencialidade. Trata-se de um procedimento obrigatório em negócios desse tipo. O passo seguinte será a realização de uma auditoria na Nossa Caixa.


Jornal do Brasil
"Minc e Dilma Rousseff selam pacto ambiental"
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, conta ao JB como conquistou a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, no encontro que tiveram com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esta semana. Minc deixou claro que vai acelerar a emissão das licenças ambientais que vinham travando o Programa de Aceleração do Crescimento. "Seremos mais exigentes, porém mais rápidos", informa. Em troca, Dilma garantiu que destravará a criação de novos parques ecológicos, reclamados pela antecessora de Minc, Marina Silva. Isso facilita a montagem de um cinturão verde de proteção à floresta amazônica. "Aposto todas as minhas fichas no diálogo", resumiu.

sexta-feira, maio 23, 2008

Política

Democracia em construção

Sidney Borges
A democracia brasileira já deveria ter amadurecido, pelo menos tem idade suficiente para isso. No entanto, com a aproximação das eleições municipais o panorama visto da ponte é desolador. Em lugar de propostas o que há são lamentáveis tentativas de denegrir a imagem dos concorrentes. Em âmbito nacional isso fica evidente na postura de Lula, que não perde oportunidade de alfinetar seu antecessor. Embora empunhe a caneta há seis anos, não há um dia sequer que ele não se lembre de FHC, autor das bases de seu sucesso. No poder Lula faz a lição de casa direitinho, mas pelo que diz acredita ter inventado a roda. Em Ubatuba a coisa vai além, se um candidato oferece risco não basta falar mal dele, mata-se a candidatura. Dá-se um jeito de lançar em seu lugar um fantoche, alguém sem nenhuma possibilidade de vitória. Pode dar certo, mas também pode virar um pesadelo. Se a população perceber o engodo os autores da patranha podem cair em desgraça e aí perdem até para um poste. Seria mais produtivo aos que temem o novo usar do expediente de apresentar propostas capazes de seduzir a população. Isso dá trabalho. E demanda competência. Mas pode funcionar.

Frases

"Se alguém disser que sabe a verdade exata sobre algo, trata-se de uma pessoa inexata."

Bertrand Russell

Osso

Ele de novo!

Maluf é multado em tribunais de Suíça e Ilha de Jersey

Agência Estado
Genebra - O deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi obrigado a pagar US$ 20 mil à Justiça da Suíça e 320 mil libras esterlinas à Justiça da Ilha de Jersey por ter tentado, sem sucesso, bloquear o envio de seus extratos bancários ao Brasil. Em 2006 Maluf iniciou uma série de disputas legais nos dois paraísos fiscais para tentar impedir que os documentos fossem liberados para promotores estaduais e procuradores federais brasileiros.
Apesar de insistir que nunca teve contas na Suíça ou em Jersey, versão que mantém até hoje, Maluf foi condenado a pagar penas impostas pelos tribunais dessas duas praças financeiras. Só na Suíça, o Tribunal Federal confirmou que US$ 20 mil foram cobrados do ex-prefeito de São Paulo (1993-1996). Isso diante de três processos que iniciou, e perdeu, para tentar impedir a abertura de seu dossiê.
O Ministério Público paulista sustenta, em ação civil de improbidade, que Maluf movimentou US$ 446 milhões em instituições financeiras de Genebra. Em Jersey, para onde ele teria transferido parte desse dinheiro, a Corte Real confirmou que o ex-prefeito entrou com uma série de ações para impedir o envio dos documentos às autoridades brasileiras. Perdeu todas as demandas. No total, Maluf e suas empresas abriram nove casos contra o Ministério Público de Jersey entre 2006 e 2007.
Tracy Fitzgerald, representante da Corte, não divulgou o valor da conta de Maluf com o tribunal. “Mas de fato há o pagamento”, afirmou. No Brasil, fontes da Justiça apontam que o valor pago por Maluf alcança 320 mil libras (cerca de US$ 630 mil), a título de sucumbência - cobertura de despesas da outra parte nas ações.
A Justiça da ilha, em documento de 2007, concluiu que “há evidência de que um ou mais membros da família Maluf são culpados de fraude contra a Prefeitura (de São Paulo) e há suspeitas suficientes de que o dinheiro dessa fraude passou por contas na Suíça e, de lá, para contas em companhias em Jersey”. Tanto o Citibank como o Deutsche Bank, instituições que manteriam contas de Maluf, foram notificados dessa decisão e não tiveram outra saída senão abrir seus arquivos.

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Luto no Senado

Jefferson Peres

O líder do PDT no Senado, Jefferson Peres (PDT-AM), 76, morreu às 6h30 desta sexta-feira (horário local) em Manaus (AM).
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Ponto de vista

Gaia em perigo

Sidney Borges
Num dia ensolardo e primaveril da década de 1960 o cientista James Lovelock se perguntou: Por que a atmosfera terrestre é propícia à vida e a dos outros planetas do sistema solar como Marte e Vênus, não? A partir desse questionamento simples começou a aflorar uma das idéias mais originais da ciência moderna. Nosso ar “não é meramente um produto biológico”, James Lovelock escreveu. “É mais provável que seja uma construção biológica: uma extensão de um sistema vivo feito para manter um ambiente específico.”
O planeta Terra não é um aglomerado de rochas e água coberto por uma fina camada gasosa, mas um ser vivo capaz de gerar, manter e regular as suas próprias condições de meio-ambiente. Essa é a Hipótese de Gaia ou Teoria de Gaia, nome escolhido para homenagear a deusa grega Gaia.
A conclusão de Lovelock é surpreendente, é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência. Inicialmente a ciência tradicional torceu o nariz, mas a Teoria de Gaia foi de pronto adotada por ecologistas, místicos em geral e acabou transformando James Lovelock em uma estrela de primeira grandeza dos movimentos alternativos, o cientista foi elevado à condição de guru espiritual das gerações pós-hippies.


Aquecimento global

No início, ele também não considerou o aquecimento global como uma ameaça urgente ao planeta. “Gaia é uma vagabunda durona”, ele explica com freqüência, tomando emprestada uma frase cunhada por um colega. Mas, há alguns anos, preocupado com o derretimento acelerado do gelo no Ártico e com outras mudanças relacionadas ao clima, ele se convenceu de que o sistema de piloto automático de Gaia está seriamente desregulado, tirado dos trilhos pela poluição e pelo desmatamento. Lovelock acredita que o planeta vai recuperar seu equilíbrio sozinho, mesmo que demore milhões de anos. Mas o que realmente está em risco é a civilização.
A visão de Lovelock não é das mais esperançosas para o homem. Em entrevista recente ao jornalista Jeff Goodell, para a revista Rolling Stone, ele afirmou que até 2020 secas e inundações, acompanhados de furacões, maremotos e terremotos serão comuns no planeta. Até 2040 o Saara vai invadir a Europa e Berlim será tão quente quanto o Ceará. Miami, Rio de janeiro e Londres sofrerão inundações como conseqüências da elevação do nível do mar. A falta de alimentos provocará um verdadeiro êxodo para o norte elevando as tensões políticas. Com as dificuldades de sobrevivência e as migrações em massa, virão as epidemias. Até 2100 a população da Terra encolherá dos atuais 6,6 bilhões para cerca de 500 milhões, sendo que a maior parte dos sobreviventes habitará altas latitudes – Canadá, Islândia, Escandinávia, Bacia Ártica.
Nas proximidades do final do século o aquecimento global fará com que as temperaturas médias da América do Norte e Europa sofram um aumento de 8 graus Celsius - quase o dobro das previsões mais prováveis do relatório mais recente do Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática, a organização sancionada pela ONU que inclui os principais cientistas do mundo.
“Nosso futuro”, Lovelock escreveu, “é como o dos passageiros em um barquinho de passeio navegando tranqüilamente sobre as cataratas do Niagara, sem saber que os motores em breve sofrerão pane”. E trocar as lâmpadas de casa por aquelas que economizam energia não nos salvará. Para Lovelock, diminuir a poluição dos gases responsáveis pelo efeito estufa não vai fazer muita diferença a esta altura, e boa parte do que é considerado desenvolvimento sustentável não passa de um truque para tirar proveito do desastre. “Verde”, ele diz em tom de piada, “é a cor do mofo e da corrupção.
Lovelock sabe que prever o fim da civilização não é uma ciência exata. “Posso estar errado a respeito de tudo isso”, ele admite.
E provavelmente está, dizem cientistas que admitem a problemática do aquecimento global , mas afirmam que a ação do homem é responsável apenas por uma parte do fenômeno. A Terra já viveu outra fases de aquecimento, o fenômeno é cíclico e independe de ações humanas.
Por via das dúvidas, com culpa no cartório ou não, é conveniente à espécie humana colocar as barbas de molho. A vida moderna está consumindo o planeta e se não vai causar a destruição do homem, como afirma Lovelock, está caminhando para tornar a vida difícil e desconfortável. Quem enfrenta os congestionamentos das grandes cidades e lê nos jornais sobre falta de alimentos pode bem avaliar que alguma coisa está errada. O que fazer para mudar esse panorama nada animador? Ainda há tempo?
Desde que passou a advogar a causa da Energia Nuclear, James Lovelock ficou mal na fita de verdes e assemelhados. Ao afirmar que a fissão nuclear é a forma de se produzir energia menos prejudicial ao meio-ambiente entrou em rota de colisão com os ambientalistas, que têm urticária só de ouvir falar em átomos. Ao assumir esse posicionamento controverso James Lovelock foi considerado traidor da causa ambiental e perdeu a aura mística de salvador da pátria. Já não é mais guru. Tomara que esteja errado, no fim do século eu terei 152 anos e quero viver bem a velhice.

Opinião

Que pode mudar no meio ambiente?

Washington Novaes
É quase impossível acreditar que não figurasse nas possibilidades antevistas pelo presidente da República - ao nomear outro ministro para coordenar o Plano Amazônia Sustentável, sem o conhecimento e a concordância da ex-ministra Marina Silva - a possibilidade de esta se demitir do Meio Ambiente. Por que terá ele escolhido esse caminho? Com o propósito de forçar sua saída? É possível que assim tenha sido. Para evitar, por exemplo, atritos com vários governadores (Mato Grosso, Rondônia, Pará) e com a quase totalidade da corporação político-econômica da Amazônia, com ela em confronto, em ano eleitoral. Há quem acredite que entre as razões se incluiria o início do processo de licenciamento da hidrelétrica de Belo Monte, no Baixo Xingu, mais problemática que as do Rio Madeira (basta ver o primeiro conflito com índios que protestavam esta semana contra a usina, entre eles a índia Tuíra, que, no final da década de 80, quando se discutia o mesmo projeto, encostou um facão no pescoço de um diretor da Eletronorte). Há também quem suponha que se tratou de prevenir um confronto com áreas militares no caso da demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em que já se antevê possibilidade de algum recuo do governo federal. Há quem veja a oposição da ministra à usina de Angra 3 e a outras nucleares que o governo decidiu implantar.

E que acontecerá a partir da saída da ministra e da ascensão de Carlos Minc? Será complicado. O presidente já decidiu manter na coordenação-geral do Plano Amazônia Sustentável o ministro Mangabeira Unger, e não outra pessoa, como anunciara o novo ministro. Não haverá novos recursos para chegar ao "desmatamento zero" naquele bioma (foi negada a Minc a liberação de R$ 1 bilhão contingenciados de royalties de hidrelétricas e empresas de saneamento) - e isso quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais confirma o aumento em curso do desmatamento e quando o Ministério continua a contar com pouco mais de 0,5% do orçamento federal para todas as suas atividades, inclusive a de montar estruturas de regulação fundiária, monitoramento e fiscalização em milhões de quilômetros quadrados. Será difícil ainda obter apoio do Executivo no Congresso para impedir que ali se aprovem medidas como o projeto que, na prática, reduziria de 80% para 50% em cada propriedade a reserva legal em áreas de florestas. E ainda ter fôlego para a discussão sobre asfaltamento da BR-163, saneamento, "transversalidade" no governo. É muito.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 23 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Lula congela proposta de criar fundo soberano"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu suspender o lançamento do fundo soberano brasileiro por ainda ter dúvidas sobre o uso de recursos do superávit primário para formar seu caixa, informa Valdo Cruz.
Lula disse a ministros ter considerado o formato do fundo "supercomplicado e pouco harmônico" e ordenou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, segurasse o encaminhamento do projeto ao Congresso.
O presidente tem sido aconselhado por economistas de fora do governo a elevar o superávit primário (economia destinada a pagamento da dúvida pública) só para ajudar o Banco Central no combate à inflação.
Lula, porém, voltou a cogitar o uso de parte das reservas internacionais (cerca de US$ 15 bilhões dos quase US$ 200 bilhões) para o fundo soberano. O presidente do BC, Henrique Meirelles, é contra.


O Globo
"Alta de alimentos e petróleo desafia países mais pobres"
A disparada de preços de alimentos fará com que os países mais pobres gastem até quatro vezes mais do que no início desta década para importar comida, alerta relatório da FAO, a agência das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Só os gastos com compra de arroz vão subir 40% este ano. A escassez de alimentos fez com que o Parlamento Europeu recomendasse ontem a formação de estoques na região. (...)


O Estado de São Paulo
"Itaú contesta venda da Nossa Caixa ao BB"
O presidente do Banco Itaú, Roberto Setúbal, manifestou ontem interesse na compra da Nossa Caixa e contestou as negociações para a venda da instituição ao Banco do Brasil. Em declaração ao editor Ricardo Grinbaum, Setúbal propôs que seja promovida disputa entre todos os interessados: "Se o governo de São Paulo pretende vender a Nossa Caixa, a melhor forma seria um leilão". O Itaú é o segundo maior banco privado do País, e o terceiro no ranking geral. (...)


Jornal do Brasil

"Mortes nas estradas marcam o feriado"
Poucos dias depois de o Senado ter aprovado projeto liberando a venda de bebida alcoólica nas estradas - apontada pelas estatísticas oficiais como a maior causa de acidentes - o feriadão de Corpus Christi já começou marcado pela violência no trânsito em vários pontos do país. Desastres em rodovias de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul e do Estado do Rio deixaram pelo menos 17 mortes, entre eles um bebê. Nos últimos cinco fins de semana prolongados, 462 pessoas morreram só nas estradas federais, segundo a Polícia Rodoviária.

quinta-feira, maio 22, 2008

Vida silvestre



As bromélias são parasitas

Se alguém disser isso, não acredite, não é verdade

É puro preconceito, com pitadas de ignorância. As bromélias que se apoiam nos troncos ou galhos de árvores são chamadas "epífitas", pois não retiram nutrientes dos outros vegetais, apenas usam-nos como suporte. O mesmo preconceito perseguiu as orquídeas (outro exemplo de epífitas) por longo tempo até que se provou o contrário. Existem também as bromélias "rupestres" (que se fixam sobre pedras, como a Alcantarea imperialis e a Alcantarea edmundoi , entre outras) e as "terrestres" (que se fixam sobre o solo). Algumas espécies são capazes de viver penduradas em árvores e até nos fios da rede elétrica; outras são tão versáteis que podem sobreviver tanto no chão da floresta como na copa das árvores (como a Vriesia hieroglyphica).
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Brasil

Um ministro performático

Eugênio Bucci
Mais que um novo personagem, o que invadiu a Esplanada dos Ministérios esta semana foi um estilo desconcertante - e de alto impacto. Comecemos recapitulando os atos recentes.

Já na semana passada, no dia 14, quando seria confirmado como o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc estava em Paris. De lá deu uma entrevista ao Jornal da Globo. Para demonstrar como era ingrata a pasta que lhe confiavam, trouxe à baila o nome de Blairo Maggi, que, além de plantar soja e governar o Mato Grosso, apóia o governo Lula: “Você pega o governador do Mato Grosso, ele próprio o maior produtor de soja do mundo, com a polícia na mão dele, e se deixar ele planta soja até nos Andes, então não é mole.”
A declaração não chegou a ser um desastre ambiental, mas abalou o equilíbrio ecológico da coalizão governista. O mal-estar prosseguiu quando Maggi, em nota, assegurou não possuir nem terras nos Andes nem o posto de maior produtor do planeta. Desde então, as declarações de Carlos Minc não saem das manchetes.
Na segunda-feira, dia 19, ele desembarcou espetacularmente em Brasília: “Tremei, poluidores, tremei!” Quem tremeu foram as redações. A frase repercutiu em toda a imprensa e, ainda ontem, virou título de editorial no Estado. Na mesma segunda, ao se despedir dos repórteres, lançou outra palavra de ordem: “Saudações ecológicas e libertárias!” Performático, sem dúvida. Ele mesmo cuidou de avisar: “Vou ser performático na defesa do meio ambiente. Não vou virar vidraça e nem me enforcar na gravata.”
Mas o que será que significa isso, um ministro performático?
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Meio Ambiente


Parte do projeto da primeira cidade do mundo com zero emissão de gases causadores do efeito estufa.[Imagem: The Masdar Initiative]

Cidade com índice zero de emissão de carbono será construída no deserto

Inovação Tecnológica
Os Emirados Árabes Unidos, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, vão gastar US$22 bilhões para erguer a primeira cidade do mundo que terá um índice zero de emissão de gases causadores do efeito estufa.


Cidade ecologicamente correta

Além de ser totalmente "verde", a nova cidade de Masdar abrigará também um instituto de pesquisas voltado para o desenvolvimento de fontes alternativas de energia. Isso em um país que é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e que possui 10% de todas as reservas mundiais conhecidas.
Masdar será construída nos arredores da capital, Abu Dhabi, em uma área de sete quilômetros quadrados. A cidade ecologicamente correta terá uma capacidade para abrigar 50.000 habitantes, e será erguida a um custo de US$22 bilhões.


Eletricidade de fontes alternativas

A energia solar será responsável pelo abastecimento de 82% das necessidades de eletricidade de Masdar, por meio de painéis fotovoltaicos, concentradores solares e tubos de coleta de calor do sol - a chamada energia solar-termal.
Outros 17% da energia virão da queima do lixo orgânico, empregando uma tecnologia altamente eficiente que, segundo os projetistas, emite 10 vezes menos gases causadores do efeito estufa do que se o lixo fosse deixado para se decompor em um aterro sanitário.
O restante 1% da eletricidade será gerado por turbinas eólicas.


Carros serão banidos

Para minimizar o consumo de energia, as casas foram projetadas de forma a ter menor demanda por eletricidade, principalmente para os sistemas de ar-condicionado e iluminação. Isso foi conseguido projetando-se ruas mais estreitas no sentido sudoeste-noroeste, o que ampliará as áreas sombreadas. Adicionalmente, os prédios terão torres de resfriamento que utilizarão o vento natural.
Como seria de se esperar, os carros com motores a combustão estão simplesmente banidos em Masdar. Serão permitidos apenas miniveículos elétricos e que somente poderão ter suas baterias recarregadas a partir da energia solar. O transporte coletivo será feito em veículos leves sobre trilhos, também elétricos.

Odara

"A Amazônia não pode ser apenas uma fronteira geográfica porque a Amazônia é a fronteira da imaginação."

Mangabeira Unger

Nostradamus


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Perspicácia cósmica

Sidney Borges
As cidades vizinhas devem estar tremendo de inveja. No dia 21 a Prefeitura anunciou em seu site que uma determinada obra foi entregue no dia 23. Isso é eficiência. Ela bem que poderia publicar os resultados da loteria do sábado, 24, na quinta-feira, 22. Ficaríamos todos ricos. Que maravilha!

Ubatuba em foco



Qual cidade não é????

Clodovil Hernandes

Sempre utilizo a estrada Osvaldo Cruz para minhas idas e vindas do trabalho para a minha casa, mas casualmente resolvi voltar esta semana por Caraguatatuba e eis que !!!!.... Deparo frente ao portal da cidade vizinha que faz limite com Ubatuba um outdoor com os dizeres:

Ubatuba é do Senhor Jesus!

Na hora imediatamente pensei, qual cidade não será de Jesus?... Privilégio de apenas Ubatuba sê-lo? E o porque dessa declaração?
Não pude parar de pensar.
Cada pessoa tem o direito de seguir sua crença, seus ideais e esses quando sólidos e sinceros não precisam de outdoors.
Imaginem se amanhã o comando de Ubatuba estiver nas mãos de um umbandista, budista, ou de um espírita. Teremos uma tenda de umbanda na entrada da cidade ? Ou um templo budista? Ou quem sabe até um centro espírita, será?
Não existem culpados disso ou daquilo, existem sim responsáveis pela colocação da mesma lá, onde se encontra.
Excêntrico, essas pessoas apregoarem frases feitas que se tornam quase um chavão sem respeito, sentimento ou entendimento. Algumas correm de boca em boca, mas não tocam ao coração.
Sei que onde essas pessoas se reúnem existem comentários a respeito da minha preferência sexual, mas, nunca escondi dos meus fãs, amigos, da mídia, de meus eleitores ou não, enfim nunca escondi do Brasil como um todo minha opção. Sempre fui um trabalhador respeitável e jamais envergonhei a cidade onde moro, ao contrário, sempre a citei na mídia por onde passei. Críticas? Não me abalam, minhas qualidades como ser humano e o dom do talento que Deus me deu superam isso tudo.
Eu acredito no direito de escolha de cada um, eu acredito em limites de mandatos, de poderes, e acredito também que cada povo é livre para escolher sua crença. Eu acredito na livre e irrestrita liberdade de viver.
Acredito que deva haver uma separação entre igrejas, comando e poder, e a razão é a mesma por que utaram nossos antepassados. Não estou aqui para defender religiões do controle do comando, do poder, mas, para proteger uma cidade de cair nas malhas do fanatismo religioso.
O Deus que eu acredito é aquele que usa os meios que chegam às nossas mãos para salvar vidas, para fazer o bem ao próximo, para usar do poder que "estamos", em benefício de deixar um legado melhor. É o Deus da democracia que permite e abençoa cada dia mais quem fala com sinceridade, quem fala com o coração.
Jesus é o Filho de Deus, assim sempre minha mãe ensinou, Ele não precisa de propaganda, de dizeres, Ele não precisa da massacrante mensagem usual, por que Ele é amor e o lugar do amor Dele encontra-se onde as atitudes são tomadas em nossas vidas, em nossos corações.
Fiquem com Deus e em paz.
Porque Ele quer!
Clodovil Hernandes
Deputado Federal
Ubatuba, 21 de maio de 2008

Opinião

Energia e os desafios do novo titular do MMA

Claudio J. D. Sales
A saída da ministra Marina Silva da liderança do Ministério do Meio Ambiente (MMA) foi lamentada por muitos. À frente de sua pasta, a ministra elaborou planos para a proteção das florestas e dos recursos hídricos, definiu prazos para as etapas de licenciamento ambiental, investiu em treinamento dos servidores e deu transparência aos processos de licenciamento, disponibilizando-os na internet e permitindo seu acompanhamento por qualquer cidadão. São avanços que precisam ser mantidos e aprimorados.

Diante dessa herança positiva, aumenta a responsabilidade do novo ministro do Meio Ambiente perante os desafios que temos para desenvolver a economia do nosso país sem abrir mão do rigor na proteção do meio ambiente e do respeito ao ser humano.
No que tange ao setor elétrico e às necessidades de sua expansão, precisamos fugir da falsa polarização "energia versus meio ambiente". A produção de energia não pode ser vista como um problema, e sim como solução, social e ambiental. Temos, como dizia a ministra Marina, de buscar o "como fazer", evitando o "fazer a qualquer custo".
Os recursos naturais disponíveis devem ser usados (ou não) pela sociedade com sabedoria. Uma usina de geração de energia elétrica, se construída corretamente, embora provoque impactos no meio ambiente, melhora a qualidade de vida da população do entorno, promove educação ambiental, preserva áreas em parques, aumenta a geração de renda da região e viabiliza estudos arqueológicos e históricos que simplesmente não existiriam sem o financiamento provisionado nesses projetos.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 22 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Banco do Brasil negocia compra da Nossa Caixa"
O Banco do Brasil informou ter iniciado negociações para incorporar a Nossa Caixa, banco controlado pelo Estado de São Paulo.
Segundo o Banco Central, o BB era a maior instituição financeira no fim de 2007, com ativos de R$ 358 bilhões. A Nossa Caixa ocupava o 12º lugar (R$ 47 bilhões). O negócio faria o BB se distanciar no Itaú, vice-líder com R$ 289 bilhões.
O presidente do BB, Antônio Lima Neto, negou já ter conversado com o governador José Serra (PSDB). Segundo Serra, a negociação "vai depender do preço".
De acordo com Lima Neto, o BB quer se manter como "concorrente importante no mercado bancário", e para isso seria importante "reforçar a atuação" em SP.
O presidente da federação dos bancos, Fábio Barbosa, disse que os bancos privados não vêem problema no crescimento do BB, mas que isso deve ocorrer "dentro das regras do livre mercado".


O Globo
"Governo admite novo aumento do desmatamento na Amazônia"
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem que dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam um avanço significativo no desmatamento da Amazônia, especialmente em Mato Grosso. Os números oficiais de abril serão divulgados nos próximos dias. "Vai ser um dado ruim, de aumento. E, para variar, mais de 60% em que estado?Em Mato Grosso", disse o ministro, em resposta às críticas do governador Blairo Maggi à sua proposta de criação da Guarda Nacional Ambiental para proteger a floresta. Na contramão de Minc, o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, coordenador do Plano Amazônia Sustentável, defendeu mais indústrias de transformação de produtos florestais na Amazônia. Segundo ele, a região não pode ser vista "como um santuário intocável", sem o desenvolvimento de ações produtivas. Ele também criticou a força verde de Minc.


O Estado de São Paulo
"Banco do Brasil negocia com SP a compra da Nossa Caixa"
O Banco do Brasil surpreendeu o mercado financeiro ontem, ao anunciar que está em negociação como o governo de São Paulo para incorporar o banco estatal Nossa Caixa. Com o negócio, o BB quer fazer frente aos concorrentes privados, que têm crescido nos últimos anos com a compra de instituições menores. Se realizada, a aquisição poderá levar o BB a disputar a liderança do mercado paulista, onde ocupa, atualmente, a quarta posição - no ranking nacional, é o primeiro colocado. A iniciativa foi do BB, disse o presidente do banco, Antônio Lima Neto. Segundo fontes ligadas ao governador José Serra, a negociação começou há cerca de um mês e o grande atrativo para o BB são os R$ 12 bilhões que a Nossa Caixa possui em depósitos judiciais. Para que o negócio seja concretizado, é preciso autorização da Assembléia Legislativa. Atualmente, além da Nossa Caixa, o BB tenta comprar o Banco de Brasília.


Jornal do Brasil
"Rio vira imenso Big Brother"
Cerca de 300 câmeras de tevê - presas na burocracia desde os Jogos Pan-Americanos - vão somar-se às 200 já em funcionamento até 20 de julho, garantiu, ontem, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame. O equipamento ficará nos batalhões da PM e a vigilância eletrônica será reforçada pelos 76 aparelhos da CET-Rio, que filmam as vias públicas, e por milhares de circuitos internos presentes em supermercados, bancos e condomínios.

quarta-feira, maio 21, 2008

Esquisito é pouco!



Burro vai parar na prisão depois de morder e chutar mexicanos

Animal ficará detido até que seu dono pague despesas médicas das vítimas, autoridades de Chiapas também já prenderam touro e até cachorro

Da AP
Um burro foi detido no México sob acusação de agressão. O animal foi levado a uma cadeia onde geralmente ficam pessoas depois de ter mordido e chutado dois homens em um rancho perto de Chiapas, informou a polícia. O acidente aconteceu no domingo (18). O policial Sinar Gomez afirmou que o animal continuará atrás das grades até que seu dono concorde em devolver às vítimas do burro o valor gasto com cuidados médicos. “Por aqui, uma pessoa vai para a prisão quando comete um crime. Não importa quem ela seja”, afirmou.

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Nota do Editor - Agências internacionais informam que amanhã será detido para averiguações Asdrubal, o papagaio que trouxe o trombone. Segundo testemunhas a ave teria xingado a mãe do policial Sinar Gomez, conhecido como Sinarzinho, cujo nome se deve ao fato de seu falecido pai ter sido um páu d'água de marca maior que só bebia Cynar. Quando estava duro bebia qualquer coisa, até aqua-velva. (Sidney Borges)

Frases

"A resignação é um suicídio cotidiano."

Honoré de Balzac

Muito pelo contrário...



Contrário à energia nuclear, Minc diz que aceitará construção de Angra 3 porque é "governo"

LUISA BELCHIOR colaboração para a Folha Online, no Rio
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse nesta quarta-feira que não vai se opor à construção da usina nuclear de Angra 3, no sul do Estado do Rio, caso a licença ambiental seja aprovada pelo Ibama.
Minc, assim como a ex-ministra Marina Silva, é contrário à produção de energia nuclear e à reativação de Angra 3, mas disse hoje que que agora "sou do governo".

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Nos céus

Novo jato da Embraer vai custar US$ 18 milhões

Empresa divulgou ontem os nomes e os preços dos seus dois novos aviões executivos, que devem entrar em operação a partir de 2012

Cesar Bianconi em O Estado de São Paulo
Os novos jatos executivos em desenvolvimento pela Embraer, nas categorias denominadas midlight (médio leve) e midsize (médio), terão preço de lançamento de US$ 15,25 milhões e de US$ 18,4 milhões, respectivamente, ambos baseados nas condições econômicas de 2008, informou ontem a fabricante brasileira de aviões. As novas aeronaves, que tinham sido batizadas provisoriamente de Embraer MLJ e Embraer MSJ, foram nomeadas agora oficialmente Legacy 450 e Legacy 500. Com isso, os dois modelos se juntam ao Legacy 600, jato executivo já em operação e que marcou a entrada da Embraer no segmento de aviação executiva.
O anúncio dos preços de tabela e dos nomes definitivos dos jatos foi feito ontem durante cerimônia realizada na European Business Aircraft Conference and Exhibition (Ebace), que acontece até a amanhã em Genebra, Suíça.
A Embraer aprovou no final de março um novo programa direcionado à aviação executiva, com o desenvolvimento de dois novos jatos e investimento total no projeto da ordem de US$ 750 milhões, com apoio de parceiros industriais, instituições financeiras e pela própria geração de caixa da empresa.
O Legacy 500 deverá entrar em operação no segundo semestre de 2012, enquanto o Legacy 450 entrará em serviço no segundo semestre de 2013, de acordo com a Embraer. Os dois jatos terão capacidades entre 7 a 12 passageiros, além de 2 tripulantes. Com os dois aviões, a família de jatos executivos da Embraer passa a abarcar seis das oito categorias existentes. Ficam faltando as categorias large (grande) e ultra longe range (ultra longo alcance).


ENCOMENDAS

A Embraer também anunciou ontem que a americana Executive AirShare dobrou o número de encomendas para o jato Phenom 300. Com isso, a empresa americana passou a ter quatro pedidos firmes e outras quatro opções. Em setembro de 2007, a empresa havia anunciado duas ordens firmes para o Phenom 300, além de outras duas opções para o mesmo modelo.
A companhia tem ainda dez pedidos firmes e dez opções para o jato Phenom 100. A Executive AirShare receberá a primeira aeronave Phenom em 2010. A empresa foi fundada em 2001 e opera atualmente uma frota de 15 aeronaves.


NÚMEROS

US$ 15,2 milhõesserá o preço inicial do Legacy 450, jato da categoria midlight que deve entrar em operação no segundo semestre de 2013 e terá capacidade para transportar entre 7 e 13 passageiros. US$ 18,4 milhões será o preço de lançamento do Legacy 500, jato midsize que deve começar a voar no segundo semestre de 2012.

Ubatuba

PTB em compasso de espera

Sidney Borges
O presidente do PTB de Ubatuba, Anderson José Rodrigues - Tato, informou ao Blog ontem, por telefone, que o apoio ao PSDB está restrito unicamente ao candidato Sérgio Caribé em disputa do cargo de prefeito. Caso seja outro o candidato tucano ou o partido opte por lançar candidato a vice, o PTB buscará outras alianças.

Deu em O Globo

Polêmica nuclear aguarda Minc

Novo ministro é contra o licenciamento de Angra 3, que está sob análise do Ibama

De Tulio Brandão:
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, terá um obstáculo atômico para superar durante a sua gestão à frente da pasta. Está em curso o licenciamento da usina nuclear de Angra 3, empreendimento contra o qual a ex-ministra Marina Silva lutava abertamente. Minc também é contra a obra. Durante seus mandatos de deputado estadual e como secretário do Ambiente, também assumiu abertamente posição contrária à construção de uma terceira usina nuclear no Estado do Rio.
Durante uma entrevista realizada ontem na sede da Secretaria estadual do Ambiente do Rio, Minc revelou que, antes de ser chamado para ser ministro, chegou a falar com o superintendente do Ibama no Rio, Rogério Rocco, sobre o assunto:
— E pensar que eu cheguei para o Rocco e falei: "Poxa, Rogério, ainda bem que não sou eu que vou licenciar esse empreendimento..." (Do Blog do Noblat)

Opinião

''Tremei, poluidores, tremei''

Editorial do Estadão
Fossem outros os tempos e as pessoas, a passagem de Carlos Minc pelo governo federal teria terminado na ante-sala do presidente da República. Lá, um funcionário de terceiro escalão o teria informado de que o presidente Lula havia se equivocado ao convidá-lo para assumir o Ministério do Meio Ambiente e ficava o dito pelo não dito. Mas as coisas e as pessoas são como são e esse é o único aspecto sério do episódio da escolha do sucessor da ministra Marina Silva. O resto foi pura pantomima.

Sondado para ser o novo ministro, quando estava em Paris em missão oficial, na qualidade de secretário do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Minc a princípio relutou e, em seguida, anunciou publicamente que aceitaria a nomeação se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, aceitasse dez "condições" que ele impunha. Avisado de que o convidado para um Ministério não impõe condições ao presidente da República, mas dele recebe missões, trocou a palavra "condições" por "propostas", salientando que, com isso, deixava de ser "indelicado". Apesar do mau começo, o convite continuou de pé.
Já em Brasília, na primeira das sete entrevistas coletivas que concedeu em menos de sete horas e antes de conversar com o presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff, explicou que não impusera "condições de trabalho" - que, "na verdade, são muito mais do que as que foram colocadas" - por arrogância. "Arrogância seria imaginar que eu pudesse desempenhar uma missão, para a qual eu tenho dúvidas se estou à altura, sem ter condições de trabalho." E, apesar da confissão de que não se sente apto para exercer o Ministério, continuou convidado.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 21 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Lula elogia Serra, que elogia Kassab, que elogia Marta"
O presidente Lula trocou elogios com o prefeito de SP, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, e com o governador José Serra (PSDB), em cerimônia do PAC na favela de Heliópolis (zona sul). Para Serra, Estado, prefeitura e Planalto têm a mesma perspectiva.
Depois, Kassab elogiou a ministra Marta Suplicy (Turismo), ex-prefeita, provavelmente candidata do PT à prefeitura e presente no local, dizendo que a administração Serra- Kassab "soube dar continuidade a ações importantes da gestão anterior".


O Globo
"Mato Grosso se nega a ceder PMs para proteger Amazônia"
O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), avisou que não cederá policiais de seu estado para compor a Guarda Nacional ambiental, se ela for mesmo criada para proteger a Floresta Amazônica, como sugeriu o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Pela proposta, a Guarda seria formada por policiais militares recrutados em diversos estados, como a Força Nacional de Segurança. "Não conte com a nossa polícia. Não tenho soldados para proteger a floresta", disse Maggi. Mato Grosso é um dos estados com mais altos índices de desmatamento, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, Nomeado por Lula coordenador do Plano Amazônia Sustentável, o ministro Mangabeira Unge criticou outra proposta de Minc: o uso de militares das Forças Armadas na proteção da Amazônia.


O Estado de São Paulo
"Base de Lula pede nova CPMF apesar da alta na arrecadação"
Um acordo entre os líderes da base aliada, selado ontem, definiu que os governistas vão propor a criação de um tributo para substituir a CPMF e custear o aumento de gastos para a saúde previsto no projeto sobre a chamada Emenda 29. A intenção é recorrer a um projeto de lei complementar, que teria aprovação mais fácil. No fim do ano passado, o Senado rejeitou a prorrogação da CPMF proposta por emenda constitucional. Uma lei complementar exige maioria absoluta para a aprovação; a emenda constitucional, três quintos. A alíquota proposta para o novo tributo é de 0,1% sobre movimentação financeira (a da CPMF era de 0,38%). A contribuição seria permanente e destinada só para a saúde. DEM e PSDB informaram que não apoiarão a proposta. A arrecadação federal deve terminar o ano R$ 16,2 bilhões acima do projetado, informou ontem o governo ao Congresso. As novas projeções de receita foram antecipadas pelo Estado no domingo.


Jornal do Brasil
"Fantasma da CPMF ganha força"
Um almoço entre líderes dos partidos governistas levou à mesa o bolso do contribuinte: fechou-se acordo para apresentar projeto de recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Pelo acerto, o tributo terá alíquota de 0,1%, o que deve engordar os cofres públicos com mais de R$ 10 bilhões anuais. A meta é compensar a aprovação da emenda constitucional que aumenta o percentual de recursos da União destinados à saúde. A oposição reagiu. Acha que os recordes de arrecadação federal são suficientes para cobrir os repasses adicionais ao setor.

terça-feira, maio 20, 2008

USA

O prognóstico de Ted Kennedy

Pedro Doria
Kennedy é o sobrevivente do trio de irmãos que revolucionou a política norte-americana e um decano do Senado. Desconte-se as brigas políticas do jogo, ele é um homem benquisto e constantemente consultado entre seus colegas de plenário, não importa o partido. Conhece tudo, é a experiência em pessoa.
A AP tem
alguma informação a respeito das suas perspectivas, agora que está claro que ele tem um glioma, um tumor maligno do cérebro. Nos casos mais graves, não dá um ano de vida; noutros, pacientes têm mais cinco anos. A operação não é possível e os únicos tratamentos são quimio ou radioterapia.

Editorial

Ubatuba em tempo de definição

Sidney Borges
O diabo é sábio não é por que é o diabo. É porque é velho. A experiência nos dá sabedoria. O tempo de vida funciona como os simuladores da aviação. Você treina, treina, simula as dificuldades possíveis em um vôo e se por acaso um dia se deparar com a hora da verdade saberá o que fazer. Nos meus tempos de instrutor de vôo eu era considerado um chato. Lembro-me de uma vez em que um aluno ficou com vontade de brigar comigo, só não o fez porque eu pesava cem quilos e ele sessenta. Quando a fera se acalmou eu o fiz entender que a manobra que o deixou nervoso, uma perda radical, inesperada, em curva, nunca mais iria assustá-lo. Ele tinha aprendido como sair da dificuldade com um mínimo de perda de altura. Como essas situações acontecem por distração, no pouso, perto do chão, é importante recuperar a atitude de vôo sem bater. Importantíssimo, senão vira tragédia. Em Ubatuba existem alguns agentes políticos que se imaginam capazes de passar a perna em Eduardo Cesar. Podem ir tirando o cavalinho da chuva. Não estou discutindo o administrador, não é o tema deste texto, falo do político que é muitíssimo mais astuto do que os adversários imaginam. Eduardo tem um companheiro de chapa definido. A torcida do Corinthians sabe que é o Moralino. Isso pode mudar? Talvez no caso do Caribé topar ser vice. Mas é só esse nome do PSDB que Eduardo aceitaria. Não há outro. Ele jamais agregaria rejeição ao seu projeto de reeleição.

Marketing

Sobre as tão comentadas pesquisas

Erram os que pensam que é só seguir à risca o que as pesquisas apontam

Duda Mendonça
Pesquisas são números e dados coletados de forma fria, sem emoção, e servem para aumentar o nosso conhecimento sobre determinado assunto ou tema, nos ajudando a conhecer o perfil das pessoas com as quais pretendemos nos comunicar. É uma ajuda e tanto. Mas não podemos nos esquecer de que quando alguém responde a uma pesquisa, responde somente com a cabeça. Quando vota, vota também com o coração.
É exatamente por isso que numa eleição, de vez em quando, ocorrem modificações aparentemente inexplicáveis. De uma hora para outra. E nem sempre detectadas pelos institutos de pesquisa.
É que, com frequência, costumamos não prestar atenção a uma frase importante, muito repetida pelos pesquisadores: a pesquisa é um retrato do momento. A fotografia de um agora que pode se alterar ao surgimento de um fato novo. Ou seja, um fato gera uma emoção e uma emoção tem o poder de mudar rapidamente a opinião das pessoas.
Dessa forma, todo cuidado é pouco na hora de criar os temas, os slogans, a propaganda propriamente dita. No livro de Ogilvy há um pensamento que para mim é um dogma. Não me canso de repetir para minha turma e para meus clientes: comunicação não é o que você diz. É o que os outros entendem. É importante, é fundamental, estar sempre atento para isso: o que dizer e como dizer para que as pessoas entendam e sintam exatamente o que você quer que elas entendam e sintam.

Energia

Angra 2 faz parada programada para reabastecimento de combustível

Gloria Alvarez
A Usina Angra 2 saiu do Sistema Elétrico Nacional hoje, dia 20 de maio de 2008, à zero hora, para reabastecimento, manutenção e testes programados. A previsão de religamento da unidade é no dia 16 de junho.
No período serão realizadas cerca de 3.700 tarefas. Para isso, foram contratados 1.000 técnicos, a maioria moradores nos municípios vizinhos à Central Nuclear (Angra dos Reis, Paraty, Rio Claro, Rezende). Cerca de 100 técnicos e engenheiros estrangeiros também estão trabalhando nessa parada de Angra 2.
Gloria Alvarez
Assessora Técnica do Diretor-Presidente da Eletronuclear
Coordenadora da Assessoria de Imprensa
Contatos.: 21 2588.7606 / Cel. 9642.9910

Livros

Hemingway em Cuba

Norberto Fuentes
Havia projeções privadas de filmes no Finca Vigía. Entre os espectadores estavam os visitantes assíduos da casa: o médico Herrera Sotolongo e seu irmão Roberto, Sinsky, o padre Dom Andrés e alguns outros. Se esparramavam sobre as poltronas da sala e um projetor de 16 mm lançava suas imagens sobre a tela.
Hemingway alugava o material de diversas companhias distribuidoras. Quase sempre eram documentários sobre boxe. Tinha um que lhe interessava particularmente: mostrava a luta de Rocky Graziano e Tony Zalet, pelo campeonato mundial dos pesos médios, celebrada em Nova Iorque no dia 27 de setembro de 1946 (uma das três que disputaram nessa época, entre 1946 e 1949). “Muito boa luta” comentava Hemingway em espanhol.
Em certa ocasião conseguiram da embaixada norte-americana a série completa de Vitória no Mar, que narra as operações navais norte-americanas no Pacífico durante a Segunda Guerra Mundial. É uma excelente série de vinte capítulos, de uma hora de duração cada um, realizado com material filmado por cinegrafistas da Marinha norte-americana. Mas havia uma cena que chamava a atenção de Hemingway. Projetou-a uma e outra vez e ordenara que se parasse o projetor num determinado quadro: numa das ilhotas do Pacífico, os marines conquistaram a vitória. E a defesa japonesa é quase nula. Há um bunker, que já não oferece resistência. Os japoneses se vêem obrigados a sair de sua prisão de concreto. Lá fora, um sargento dos marines espera pelos japoneses com um lança-chamas na mão, e os “fuzila” um por um, queimando-os vivos. A cena foi filmada de trás do sargento. A cada tanto ele dá a volta e sorri para a câmera.
- Eu duvido que esta cena apareça em todas as cópias de Vitória no Mar – afirmava Hemingway.
- Rapazes – perguntou uma vez o padre Dom Andrés -, por que param sempre nesta bendita cena?
- Juramos matar esse cara onde quer que a gente o encontre – explicou o médico Herrera Sotolongo. Ernesto quer que a gente guarde o seu rosto na memória.

Frases

"Sexo sem amor é uma experiência vazia, mas como experiência vazia, é uma bela de uma experiência vazia."

Woody Allen

APA

Nota Oficial de Esclarecimento

Visando combater a pesca predatória e proteger o ecossistema marinho, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente está propondo a criação de 3 (três) Áreas de Proteção Ambiental no litoral paulista. Junto com as áreas de relevante interesse ecológico, será criado um Mosaico de Conservação Ambiental. Cada Área de Proteção Ambiental (APA) - Litoral Sul, Litoral Centro e Litoral Norte - , terá um Conselho Gestor, com a participação da comunidade local, onde será discutida e proposta a regulamentação das atividades marinhas, incluindo a pesca - profissional, artesanal e amadora, o mergulho, pesquisa, lazer, turismo, entre outras. Tudo será elaborado com a maior transparência, respeitando e preservando os direitos das comunidades tradicionais e dos pescadores artesanais. O objetivo final será gerar uma política de desenvolvimento sustentável no litoral paulista. Para essa tarefa convocamos todos os interessados, ambientalistas e moradores, empresários, trabalhadores e turistas. Preservar o ecossistema e combater a pesca predatória é a melhor receita na conservação dos recursos marinhos, incluindo o pescado, gerando empregos e renda para o futuro.

São Paulo, 12 de maio de 2008

Xico Graziano
Secretário Estadual do Meio Ambiente

Contos de fadas

Sete partidos se comprometem a recusar filiação a acusados de crimes

da Agência Brasil, em Brasília
Sete partidos se comprometeram nesta segunda-feira a orientar seus diretórios municipais a recusar filiação, nas convenções municipais deste ano, a candidatos acusados da prática de crimes graves ou de atos de improbidade administrativa ou ainda aos que tenham renunciado a mandatos políticos para evitar eventuais punições por atos contrários à Constituição.
O documento foi assinado na abertura do Senaje (Seminário Nacional de Juízes, Promotores e Advogados Eleitorais), atendendo a convite formulado pelo Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.
O documento foi assinado pelos representantes do PPS, PMN, PV, PTB, PHS, PCB e PRB, que também se comprometeram a orientar os seus congressistas a cumprir a lei que estabeleça hipóteses de inelegibilidade que considerem a vida pregressa dos candidatos.

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Nota do editor - Se a coisa for adiante, isto é, se chover canivetes abertos ou se as bananas desentortarem ou se os camelos do Saara iniciarem travessias de buracos de agulhas, eu vou acreditar. Quem legisla sobre a matéria tem o rabo preso, logo teremos marolas, ameaças, mas neca de ondas. Alguém se lembra da CPI do Banestado? No entanto, posso estar errado. E aí acontece a chance do Ditinho. (Sidney Borges)

Buchada de bode

Meio Ambiente

Lula nega a Minc liberação de R$ 1 bi

Presidente também veta uso de militares para cuidar de reservas ambientais e fala em Guarda Nacional para setor

João Domingos
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pediu, mas não conseguiu arrancar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a liberação de cerca de R$ 1 bilhão do setor ambiental que está contingenciado nem o uso do Exército nas reservas da Amazônia. Lula disse que pensará em como liberar o dinheiro progressivamente e, para o lugar das Forças Armadas, sugeriu a Minc que seja pensada a criação de uma Guarda Nacional Ambiental, semelhante à Força Nacional de Segurança, que já existe.

O dinheiro reivindicado por Minc é proveniente dos royalties do uso da água por hidrelétricas e empresas de saneamento, além do setor do petróleo. Normalmente, cerca de R$ 100 milhões são destinados ao ministério e os outros R$ 900 milhões ajudam a cumprir a meta de superávit primário do governo. "Não sei quando e quanto sairá. Mas o presidente disse que o dinheiro sairá", afirmou ele.
Da reunião em que Lula confirmou Minc no lugar de Marina Silva, participou também a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Ficou acertado que a posse será no dia 27 - Minc pediu ao presidente uma semana de prazo para mudar-se para Brasília. Ele propôs ainda a Lula um Plano Decenal de Saneamento, na tentativa de elevar dos atuais 35% para 75% as residências atendidas por saneamento básico. "O presidente e, principalmente, a ministra Dilma gostaram muito da idéia", disse Minc, logo depois da reunião no Planalto.
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Opinião

Ameaça de mais impostos

Editorial do Estadão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu lavar as mãos e deixar para o Congresso o custo político de recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) ou de encontrar outra fonte de financiamento para a saúde. A decisão foi oficializada nessa segunda-feira, em reunião com os ministros da Coordenação Política, no Palácio do Planalto. O Executivo não quer conduzir abertamente a discussão, mas não se oporá à iniciativa de parlamentares da base aliada. O governo não quer reviver o desgaste sofrido no fim do ano, quando foi derrubada no Senado a proposta de renovação da CPMF, disse o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. Mas o governo espera do Legislativo, acrescentou, uma indicação de como custear os gastos previstos na regulamentação da Emenda Constitucional nº 29, já aprovada no Senado e programada para votação no fim do mês, na Camara dos Deputados. Falta explicar por quê. Falta de recursos não pode ser o problema, pois o governo alardeia ter sobra de dinheiro para criar um fundo soberano.
Serão necessários cerca de R$ 8 bilhões por ano para financiar os custos adicionais das ações do setor de saúde, até 2011, segundo estimativas divulgadas em Brasília na semana passada. A Emenda nº 29, aprovada em 2000, estabeleceu a obrigação de um gasto mínimo com saúde e fixou normas aplicáveis até 2005. Essas normas continuam valendo até a adoção de um novo critério por lei complementar. O projeto em tramitação na Câmara obriga a União a aplicar no setor pelo menos 10% de sua receita bruta. A verba atual equivale a cerca de 7% e o orçamento de 2008 destina ao setor R$ 48,5 bilhões. Também está em exame, no governo, um aumento de tributação de cigarros e bebidas para financiar a política de saúde.
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Manchetes do dia

Terça-feira, 20 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Nova CPMF depende do Congresso, diz governo"
Por ordem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo jogou para o Congresso a responsabilidade de apontar fontes para financiar a área da saúde e, se houver acordo, criar um tributo nos moldes da extinta CPMF, o imposto do cheque. Caso contrário, vetará o aumento de verbas sem previsão de receita para o setor.
O assunto ocupou a maior parte da reunião de Lula com subordinados ontem.
Na semana passada, integrantes do governo discutiram a possibilidade de o Planalto propor a recriação da CPMF, mas com uma alíquota menor (0,08%, em vez de 0,38%). Lula, no entanto, não quis patrociná-la.
Segundo o ministro José Múcio (Relações Institucionais), o governo não pretende reviver a situação de dezembro, quando o imposto do cheque foi extinto após derrota no Senado.


O Globo
"Lula apóia Minc em corte de crédito a desmatadores"
Em seu primeiro encontro com o presidente Lula, no Palácio do Planalto, o novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ter recebido a garantia de que o governo não vai rever medidas contra o desmatamento na Amazônia, entre elas a resolução do Banco Central que, a partir de 1º de julho, proibirá a concessão de créditos agrícolas a produtores que não tenham licença ambiental. Mas o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, aliado de Lula, voltou a criticar a resolução. Ele disse ao ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que a medida "acabará com a atividade econômica de muitas cidades". Segundo Minc, Lula aprovou sua idéia de criar o Imposto de Renda Verde, com incentivos fiscais para estados que respeitam o meio ambiente.


O Estado de São Paulo
"Consórcio multinacional baixa preços e leva usina"
A construção da hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, foi arrematada ontem em leilão pelo consórcio Energia Sustentável do Brasil, que pediu a menor tarifa pela energia - R$ 71,40 por megawatt/hora (MWh), 21,6% menos que o teto estabelecido pelo governo. Liderado pelo grupo franco-belga Suez Energy, o consórcio é formado ainda por Camargo Corrêa, Eletrosul e Chesf. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse esperar agora que área ambiental do governo, que passará a ser comandada pelo novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acelere o processo de licenciamento da usina. É com a convicção de que pode obter energia barata que o Ministério de Minas e Energia prepara, para o primeiro semestre do ano que vem, leilão da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Ela terá capacidade de produzir 11 mil MWh, quase quatro vezes mais que Jirau.


Jornal do Brasil
"Minc: "A Amazônia é nossa""
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu aos ataques sobre a internacionalização da Amazônia. "É e será nossa", disse, ressaltando que cabe ao país protegê-la para a floresta "não virar carvão". Depois de conversar no Palácio do Planalto, Minc afirmou ter apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para montar uma guarda nacional ambiental. Lula descartou a presença de militares na defesa da floresta.
 
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