sábado, maio 17, 2008


Timão

Ubatuba Víbora na Segunda Divisão apresenta:
Sofredores em desfile...

Sidney Borges
O Corinthians está arrasador. Ganhou duas seguidas, permanece invicto e já é considerado o provável campeão. Sobre subir, nem cogitamos discutir. O Timão vai levar na seqüência os títulos da 2ª, da 1ª, do Nacional, da Libertadores e da Copa Toyota. Depois cairá para a terceira, única forma de evitar o tédio... Timão, timão...

Casablanca

Gente fina

Família

Sidney Borges
Aos meus caríssimos leitores tenho a honra de apresentar o site do meu sobrinho Ricardo, arquiteto em início de carreira. Com apenas 27 anos ele começa a trilhar o caminho que consagrou Sir Norman Foster. O site ainda é provisório, está hospedado na página de um amigo, Ricardo está providenciando o endereço definitivo, mas pelo trailer dá para saber que o filme é bom.

http://www.tintadesign.com/ricardo/

Rádio

Casos e carros antigos

Sidney Borges
Jamais me esquecerei dos carros Esplanada e Regente da Chrysler. Nem da rádio Eldorado que levava ao ar o Concerto do Meio Dia. Aprendi a gostar de Haydn, Mozart e Bach no litoral, em Santos e na Ilhabela. A Eldorado e a Mundial do Rio eram as preferidas dos jovens, sintonizavam bem e tocavam o que havia de melhor em música. Em São Paulo a Excélsior e a Difusora também ocupavam o dial do meu Blaupunkt, moderníssimo, com pré-sintonia por botões. Dárcio Arruda era o locutor número um da Excélsior, tinha uma bela voz e inventou um slogan diferente, ousado: "Difusora é difu... quem não ouve a Difusora sifu..." Quem acabou sifu foi ele, a censura proibiu. Por causa dessas picuinhas eu não gostava da ditadura. A parte econômica não tinha muita diferença de hoje, mas a caretice dos milicos era de trincar. Será que o Dárcio vai pedir indenização? Agora um comercial: "Com notícias fornecidas pelos jornais "O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde" a rádio Eldorado informou sob o patrocínio do Esplanada e do Regente da Chrysler." Ficou faltando a música de fundo. Está em minha cabeça... Sorry, nobody is perfect.

Internacional

Neville Chamberlain, o Tratado de Munique, Mahmoud Ahmadinejad, o Irã e o Hamas

Pedro Doria
Em 1990, Mike Goodwin estabeleceu o princípio reductio ad Hitlerum na Internet: ‘conforme uma discussão na rede se estende, a probabilidade de uma comparação envolvendo nazistas ou Hitler se aproxima de 1′. É a Lei de Goodwin. Os ânimos se exaltam e alguém terminará chamando o outro de Hitler. Na política do belicismo, relembrar 1939 é também um argumento sempre levantado – e George W. Bush não foi o primeiro, tampouco será o último a fazê-lo.
O argumento segue assim, sucintamente: o inimigo é muito perigoso, buscar conversa é coisa para ingênuos, é repetir o que lord Chamberlain fez com Hitler. Um, por assim dizer, reductio ad Chamerlainum.
O argumento, como cabe aos argumentos simplistas, além de hiperbólico é falacioso. Neville Chamberlain, o premiê britânico anterior a Churchill que o Partido Conservador gostaria de esquecer, de fato é responsabilizado por não ter sido agressivo o suficiente durante os anos 30 perante a Alemanha Nazista. Mas seu pecado não foi conversar, tampouco o de fazer diplomacia.
Seu pecado foi, em 1938, assinar o Tratado de Munique.
Como Hitler já demonstrava desejos imperiais, Chamberlain concordou em permitir que a Alemanha anexasse metade da Tchecoslováquia em troca de ele se restringir a isto. Bem – entregar um país de bandeja não adiantou de nada.
O problema não foi diplomacia: foi entregar um país em troca de uma vaga promessa de paz.
A comparação entre o Irã e a Alemanha Nazista (ou o Hamas e o Partido Nazista) não é inadequada apenas por conta disto. É inadequada também porque a Alemanha era, provavelmente, a maior potência militar de seu tempo. A relação diplomática se dava com um inimigo que, se quisesse, tinha chances concretas de conquistar a Europa inteira. (Como, aliás, quase fez.) O Irã não chega sequer perto. E para o Hamas, coitado, até a conquista da Cisjordânia parece ambicioso demais.
Isto não quer dizer que Irã e Hamas não tenham algum potencial de destruição. Numa região em crise, como é o caso do Oriente Médio, só há dois caminhos. O da guerra ou o da diplomacia. Sentar à mesa não quer dizer que os EUA estejam dispostos a entregar uma parte do Iraque ao Irã, por exemplo. Sentar à mesa quer dizer apenas que se pretende evitar a continuidade da guerra ou o risco de outras guerras.
Como Yitzhac Rabin disse, e o Elias costuma repetir cá nos comentários do Weblog, negociação se faz é com inimigos, mesmo. Com os amigos, ela não é necessária.

Frases

"Na vida tudo é lembrança, exceto o momento presente que passa tão rapidamente que mal se percebe."

Tennessee Williams

Educação

Um retrato do ensino estadual

Do Estadão
A mais recente avaliação feita pela Secretaria Estadual de Educação voltou a registrar a má qualidade do ensino oferecido pela rede escolar pública. Trata-se do Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo (Idesp), um indicador que foi inspirado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado há três anos pelo Ministério da Educação. Os dois índices são utilizados pelas autoridades educacionais para avaliar de maneira precisa a melhoria das escolas e fixar metas de produtividade e de qualidade para cada uma delas.
O índice estadual, que estabelece metas para as próximas duas décadas, classifica os alunos em quatro níveis de preparo: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Uma das principais metas do Idesp é aumentar, nos próximos dois anos, a participação dos alunos no nível adequado de 29% para 41% nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, de 18% para 28% nas quatro séries restantes e de 12% para 16% no ensino médio. Os números da última avaliação revelaram que não será fácil atingir esse objetivo, principalmente na capital.
Segundo a pesquisa, metade das escolas estaduais paulistas tem indicadores abaixo das médias fixadas pelo Idesp para os dois ciclos do ensino fundamental (1ª a 4ª séries e 5ª a 8ª séries). No ensino médio, a situação é ainda mais alarmante: quase 60% das escolas ficaram abaixo da média desejada. Isso significa que grande parte dos alunos da rede pública estadual está no nível abaixo do básico, não sendo capaz de compreender textos ou fazer cálculos elementares em matemática. Entre os principais problemas detectados pela pesquisa estão a falta de professores de história, geografia, física, química e matemática, o desinteresse dos alunos dos cursos noturnos de se submeterem às avaliações e os currículos que não despertam interesse entre os adolescentes.
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Opinião

As provas contra Chávez

Editorial do Estadão
Nos últimos dias, o caudilho Hugo Chávez esteve mais belicoso do que nunca. Aproveitava qualquer pretexto para afirmar que os comprometedores documentos encontrados nos computadores do líder das Farc, Raúl Reyes - apreendidos pelos militares colombianos durante o ataque a um acampamento guerrilheiro no Equador -, não passavam de "mentiras e falsificações". E desafiava: "Mostrem provas, não documentos" - como se documentos não fossem provas. Seu destempero chegou a tal ponto que acusou de "fascista" e "amiga de Hitler" a chanceler alemã Angela Merkel, que havia criticado governos populistas e afirmado que Hugo Chávez não é a voz da América Latina. Não se pode considerar que tenha se excedido quando disse que o governo de Álvaro Uribe está tentando iniciar uma guerra contra a Venezuela, para que os Estados Unidos invadam seu país, porque isso já virou rotina em seus pronunciamentos.

Era compreensível o nervosismo de Hugo Chávez. Aproximava-se o dia 15, data em que a Interpol publicaria o relatório da perícia realizada por técnicos forenses nos computadores de Raúl Reyes - e Chávez tinha culpa no cartório.
O secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, anunciou o que se esperava. Confirmou que os computadores apreendidos pertenciam a Raúl Reyes e que as informações e arquivos neles contidos são autênticos. Não foram modificados, alterados ou eliminados e, assim, existem provas sólidas de que Hugo Chávez não apenas interferiu nos assuntos internos da Colômbia, como patrocinou, com apoio político, dinheiro e armas, um movimento que se sustenta com o narcotráfico e a extorsão e cujo objetivo é a derrubada de um governo democrático e legitimamente eleito pelas urnas.
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Manchetes do dia

Sábado, 17 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Governo quer criar uma nova CPMF"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode decidir nesta segunda a criação de um novo imposto e o aumento de outro, o do cigarro, a fim de financiar a saúde. A nova Contribuição para a Saúde seria cobrada sobre movimentações financeiras, tal como a CPMF, extinta em dezembro, e teria alíquota de 0,08% - a do imposto do cheque era 0,38%. No caso da saúde, o governo encampou proposta de deputados aliados. O objetivo é oferecer nova fonte de financiamento para o setor em troca de mudança no projeto que regulamentou a emenda constitucional 29. Esse projeto, que foi para a Câmara após ser aprovado no Senado, elevaria os recursos para a saúde de R$ 48,5 bilhões para R$ 58,4 bilhões neste ano. Lula quer evitar que sejam vinculadas ao setor fatias cada vez maiores do Orçamento, mas não gostaria de se defrontar com a necessidade de vetar a lei se a Câmara a ratificar. Um tributo com alíquota de 0,08% deve render ao governo R$ 8,7 bilhões.


O Globo
"Ex-secretário assume culpa por vazar dossiê e é indiciado"
Em depoimento na PF, José Aparecido Nunes, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, admitiu ontem ser o responsável pelo vazamento do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mas isentou de responsabilidade a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a secretária-executiva Erenice Guerra. Aparecido foi indiciado por quebra de sigilo funcional, crime com pena de até seis anos de prisão. O advogado do ex-secretário Luiz Maximiliano Telesca, não quis falar sobre os motivos que levaram Aparecido a repassar o dossiê ao assessor do senador tucano Álvaro Dias (PR). A CPI do Cartão Corporativo já recebeu cópia do depoimento e, para ver se Aparecido cai em contradição, poderá determinar uma acareação entre ele e André Fernandes, assessor de Dias.


O Estado de São Paulo
"PF indicia assessor de Dilma que vazou dossiê anti-FHC"
A Polícia Federal indiciou José Aparecido Nunes Pires, ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil, por violação de sigilo funcional. Responsabilizado pelo vazamento do dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Aparecido depôs ontem durante mais de três horas e chamou para si toda a culpa. Admitiu ter enviado para André Fernandes, assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), e-mail com dados sobre despesas de FHC. Aparecido não acusou nenhum superior hierárquico nem deu pistas sobre quem mandou preparar o dossiê. O depoimento contribuiu com a estratégia do Planalto para reduzir a pressão contra a ministra Dilma Rousseff, e a sua secretária-executiva, Erenice Guerra, apontada como autora da ordem para que fossem reunidas informações sobre despesas do governo tucano. Cópias dos depoimentos de Aparecido e Fernandes, também interrogado pela PF, foram entregues à CPI aberta no Senado pra investigar os gastos com cartões corporativos do governo. As cópias foram guardadas num cofre da CPI e serão lidas pelos senadores em sessão secreta marcada para terça-feira. Em seguida, Aparecido e Fernandes serão inquiridos pela CPI.


Jornal do Brasil
"O dia dos extremos"
O mercado acionário brasileiro movimentou ontem R$ 6,86 bilhões, levando a bolsa de valores ao recorde histórico de 72.766 pontos - o oitavo do ano. O Ibovespa, principal termômetro dos negócios com ações, acumula um ganho de 13,9% em 2008. O resultado positivo é atribuído à possibilidade de o Brasil conquistar novo grau de investimento, desta vez conferido pela agência Fitch Ratings. Reflexo do aquecimento na bolsa, o dólar foi para outro extremo, com a menor cotação em nove anos - R$ 1,64. A moeda americana já caiu 7,6% neste ano. O preço do barril de petróleo, em alta, marcou outro recorde: US$ 126.

sexta-feira, maio 16, 2008

Charge

Marketing

Capriche no seu programa de TV. Ele pode decidir sua eleição

Duda Mendonça
A televisão brasileira é uma das melhores do mundo. É inegável a qualidade da sua fotografia, da sua iluminação, das suas edições, sem falar na criatividade dos seus programas, das suas novelas e, principalmente, de muitos dos seus comerciais.
É neste contexto de qualidade técnica que os programas e comerciais políticos são exibidos. E já por aí vocé começa a entender um dos principais motivos da baixa audiência do horário eleitoral gratuito. O telespectador sai de uma novela ou de um Jornal Nacional produzidos com esmero e com execlente qualidade técnica e... bumba! – o corte é brutal. Sem mais nem menos entra um slide fixo, sem charme nenhum, ocupa a tela e lhe avisa, em tom quase fúnebre : “esse horário está reservado para a propaganda eleitoral gratuita”. Como se estivesse dizendo : se quiser desligar a TV, pode desligar, pra mim, tanto faz.
A partir deste momento começa um horário político chato. Na sua maior parte mal feito, mal produzido, com falas longas e monótonas. Quase sempre com um político metendo o pau em outro. Ou seja, uma coisa que não cativa nem seduz ninguém.
Um programa de televisão bem feito, ao contrário, tem a capacidade de prender, de tirar o sono.

Nota do Editor - A televisão pode eleger um candidato, mas é preciso mostrar convicção. Mentiras são fáceis de detectar e não costumam ser perdoadas. É difícil enganar o povo na frente das câmaras, o macartismo acabou nos Estados Unidos quando a CBS passou a transmitir as sessões do comitê que caçava bruxas. A luta pelas alianças em São Paulo é uma forma de conseguir exposição na TV. Kassab terá bastante tempo para mostrar seus programas de governo, a união do DEM com o PMDB foi providencial. Alckmin também não pode se queixar, o casamento com o PTB vai resultar em mais de quatro minutos diários. É muito tempo, se bem aproveitado poderá trazer resultados. Ubatuba ainda não terá campanha televisiva. Não houve interesse por parte dos candidatos. Seria possivel veicular programas políticos locais pela Globo, mas demandaria providências que não foram tomadas. Evidentemente o candidato que tem mais presença fotogênica e mais articulação leva vantagem na televisão. Eduardo Cesar é o mais televisivo dos pretendentes ao trono, sorte dos adversários não haver em Ubatuba uma emissora de televisão. (Sidney Borges)

Ubatuba, tuba, tuba, tan...

O dia em que Cunhambebe fugiu

Renato Nunes
5 de maio de 2008 às 14,30 horas, nesse dia e nessa hora Cunhambebe fugiu. Foi embora de Ubatuba. Largou tudo e deu no pé!
Nunca poderia imaginar que isso fosse acontecer. Eu ia andando pelo centro em direção ao calçadão quando vi o velho índio. Parecia que mais ninguém o estava vendo. Vinha todo torto, tropeçando nas pessoas, chutando as bicicletas jogadas na calçada, não sabia por onde andar. De repente deu de cara com um carrinho de lanche que ocupava toda a calçada e pulou para a rua. Foi o que bastou. Duas bicicletas vindo em sentidos opostos junto ao meio fio, uma com uma mulher e duas crianças e outra com um sujeito forte e mal encarado trombaram com ele sem dó. Pegaram o índio em cheio. As crianças quase caíram e a mulher teve um ataque histérico. Gritava muito. O homem mal encarado apenas xingou, mas disse em voz bem alta todos os palavrões que aprendera no inferno. Ninguém ligava, nem para o índio, nem para a cena. Conseguindo se safar, o cacique penetrou no calçadão, logo ali no começo em frente ao antigo Banespa. Deu uns dez passos e parou. Ficou estático e aterrorizado. Aqueles dois que haviam trombado com ele na rua parece que tinham se multiplicado. Era uma imensa multidão mal vestida, mal encarada e milhares de bicicletas por todo lado. Largadas pelo chão, amontoadas junto aos trambolhos que chamam jardineiras, amarradas nos postes, nas portas das lojas. E no meio disso tudo vendedores de bugigangas, de doces, ervas esparramadas sobre uma lona no meio de um dos poucos caminhos que sobraram.
Refeito do choque o índio se enfiou por aquela bagunça em direção ao mar que avistou ao longe através da praça da Igreja. Travou novamente quando chegou ao fim do calçadão. As coisas ficaram piores. Foi puxado para o meio de uma roda de gente por um sujeito que engolia vidros. O cara queria que ele o ajudasse a mostrar ao distinto público como engolir cacos de vidro era fácil até para um índio. Deu um safanão no desabusado, saiu do meio da roda e deu de cara com duas viaturas da polícia estacionadas bem no meio do calçadão, do lado do grupo que olhava o engolidor de vidros.
Alguém gritou: “péraí índio, fugindo do que?” Um policial sem saber do se tratava, mais que depressa segurou o fujão. Do meio da multidão se ouviu: “é isso aí seu guarda, prende esse índio, eles só aparecem por aqui pra vender palmito e tomar cachaça.” E um outro gritou: “e ficam vendendo mandioca também, num sabe que é proibido? Pra cortá palmito e plantá mandioca tem que cortá o mato e esses índio finge qui num sabe qui é proibido cortá o mato, prende ele seu guarda.”
Sem entender nada do que estava acontecendo o cacique falou que não queria vender nada, que só queria ir até o mar e pegar sua canoa. Aí sim é que a coisa pegou. Apareceu um sujeito com cara verde e disse que ele podia esquecer a canoa, canoa serve pra pescar e isso assusta os peixes e eles não voltam mais. E não é só canoa, disse ele, não pode também sair com barcão ou lancha, nada pode. E arrematou: “aqui em Ubatuba não pode cortar o mato, fazer casa nova, plantar mandioca, pescar. E passear de barco também não porque por aqui não pode ter lugar para desembarcar. Aqui só pode fazer cocô. Quanto mais, melhor. Quanto mais perto dos rios, dos riachos e das praias melhor, pode fazer o quanto quiser. Você, sua família, seus amigos, o pessoal que vem do Vale, todo mundo pode.”
Ouvindo isso o cacique Cunhambebe se enfureceu. Endureceu a fisionomia, empinou o corpo assumindo uma posição arrogante e extremamente agressiva e bradou: “vocês são loucos, estou há mais de quatrocentos anos cuidando da minha maldição pra me vingar de vocês e agora vejo que não preciso mais me lixar com isso. Vocês mesmos sabem se arrebentar sozinhos. De tanto fazer asneiras e inventar regra errada no lugar errado vocês não sabem mais viver com a natureza e isso vai acabar com ela. Sem ela não vivo nem morto, vocês que se lixem, tô fora. Fui!”
Sumiu, nem se despediu de mim que o encontrei no meio da História e com quem conversei tantas vezes. Daqui em diante arrumar esta cidade está por nossa conta, será que vamos conseguir?

Frases

"Você consegue muito mais com sua palavra amável e um revólver do que somente com uma palavra amável."

Al Capone

Pensta

Descascando o abacaxi

Hélio Schwartsman
"Mea culpa, mea maxima absolutissimaque culpa!" Achei que minha observação acerca da carga fiscal que deve incidir sobre drogas, feita na coluna da semana passada, passaria mais ou menos incólume em meio à argumentação, mas eis que um número bastante significativo de leitores escreveu-me para questionar a noção de que é possível, através de impostos, ressarcir o sistema público de saúde pelo aumento de custos decorrente de uma eventual legalização da maconha, cocaína, heroína etc. Tinha evitado detalhar essa proposta e meti acintosas e ostensivas aspas na expressão "fechar" a conta do SUS" porque a economia não está entre minhas pseudociências favoritas, mas, já que os leitores exigem, descasquemos o abacaxi.
As objeções podem ser divididas em duas famílias. Houve aqueles que concordaram com minha tese central de que não cabe ao Estado legislar sobre os venenos que cada um enfia conscientemente dentro de seu próprio corpo, mas temem que a elevação dos tributos necessária para financiar a saúde pública acabaria incentivando o contrabando. Trocando em miúdos, para pagar a conta do provável aumento de dependentes, os impostos teriam de subir tanto que o estímulo econômico ao mercado negro permaneceria. Ou seja, a legalização não bastaria para acabar com o narcotráfico, tornando-a contraproducente ou, na melhor das hipóteses, inútil.
Um outro grupo de missivistas foi mais longe e criticou a idéia de que não é função do poder público definir o que cada um pode ou não fazer consigo mesmo. Para eles, uma vez que o consumo de entorpecentes gera ônus que recaem sobre o conjunto da sociedade, o Estado está autorizado a banir certos comportamentos à primeira análise privados.

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Universo

O mundo do infinitamente pequeno

Sidney Borges
O átomo é cerca de 10.000 a 100.000 vezes maior que seu núcleo, o qual concentra a maior parte da massa atômica. Se a circunferência média de um átomo fosse semelhante à do Maracanã, o núcleo seria do tamanho de uma bola de tênis e os elétrons, quais borrachudos alucinados, zumbiriam celeremente em altíssima velocidade pelas bordas das arquibancadas. Entre o núcleo e os elétrons, um imenso vazio. Se o núcleo de um átomo tivesse as dimensões de um grão de areia, os elétrons, em média, estariam volteando ao seu redor a cem metros de distância e se esse mesmo átomo tivesse um centímetro de raio, isto é fosse uma bolinha igual àquelas dos rolamentos, seu núcleo pesaria 800 bilhões de quilogramas, igual a um arranha-céu. Como nós somos feitos de átomos, na verdade somos feitos de vazios e de matéria, muito mais de vazios, portanto não é nenhum demérito ser chamado de vazio. Agora imagine o que aconteceria se alguém comprimisse a Terra e eliminasse os vazios, colocando juntinhos núcleos e elétrons. O planeta encolheria para as dimensões de uma bola de alguns metros de diâmetro, mas conservaria o peso. É o que acontece com as estrelas de nêutrons, pequenas, mas massudas. Um cubo de um centímetro de aresta feito de material colhido de uma estrela de nêutrons pesa milhares de toneladas. No espaço há asteróides de ouro, quem sabe caia um por perto. Seria a salvação da lavoura. Desde que não caia sobre a cabeça de ninguém. Aí seria uma tragédia. Sou contra isso.

Brasil

O pacote contra o crime

Editorial do Estadão
O pacote de combate à violência que a Câmara dos Deputados acaba de aprovar representa um importante avanço na legislação penal e processual penal do País. O pacote, que aumenta o rigor da legislação penal e agiliza a tramitação das ações sem cercear o direito de defesa dos réus, engloba propostas do Executivo, projetos de autoria de deputados e sugestões encaminhadas por juízes criminais, promotores, juristas e ativistas de movimentos sociais.
No âmbito da legislação penal, o pacote tipifica o crime de seqüestro relâmpago com penas de reclusão que variam de 6 a 12 anos, se não houver violência, e de 16 a 24 anos, se houver lesão corporal. Ele também pune com prisão de três meses a um ano quem promover, facilitar ou intermediar a entrada de celulares em estabelecimentos prisionais. Acolhendo diretrizes do Tribunal Penal Internacional e sugestões da CPI da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, o pacote amplia o conceito de estupro, passando a incluir pessoas do sexo masculino como vítimas, e aumenta em um terço a pena para o crime de assédio sexual quando a vítima for menor de idade.
Uma das inovações mais importantes é o dispositivo que autoriza a Justiça a levar em conta como agravantes, nos casos de graves ameaças às vítimas, os delitos cometidos pelo réu antes de completar 18 anos. Em termos concretos, a medida relativiza o princípio da inimputabilidade aplicado aos menores de idade. Esta foi a maneira que a Câmara encontrou para contornar a oposição de movimentos sociais à proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. Até agora, os delitos cometidos por jovens e adolescentes eram eliminados dos registros do infrator após o cumprimento das medidas restritivas previstas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Com a aprovação do projeto, o infrator deixará de ser considerado primário, se cometer crime na idade adulta.
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Opinião

Espaço dos veículos afinal em questão

Washington Novaes
Começam a efetivar-se, já não sem tempo, algumas providências na cidade de São Paulo para tentar reduzir o dramático problema de congestionamentos no trânsito e perda de horas úteis pela população. E começam pelo que já existia há 60 anos e aos poucos foi sendo abandonado: restrições à circulação de caminhões de carga em certos horários e perímetros.

Queixam-se os proprietários de que haverá um encarecimento médio de 13% no custo das cargas. É possível que assim seja. Mas não há alternativas: ou pagam os usuários dos produtos transportados, ou paga toda a sociedade (inclusive as pessoas que não os consomem), ou nada se faz e a questão se agrava. Tem razão o prefeito quando diz (Estado, 7/5) que é ''um ônus necessário'' e que ''a cidade não suporta mais o trânsito'', já que, segundo as pesquisas, os cidadãos perdem em média 109 minutos por dia para se deslocar. E isso significa, em termos de horas de trabalho perdidas, entre R$ 27 bilhões e R$ 30 bilhões por ano, segundo cálculos dos professores Marcos Cintra e Adriano Murgel Branco. Não por acaso, as mesmas pesquisas dizem que 56% dos paulistanos são a favor de ampliar o rodízio de veículos.
As informações na área são sempre alarmantes. Segundo a Associação Nacional de Transporte Público, o sistema viário, somado ao espaço para estacionamentos e garagens, já ocupa mais de 50% da área da cidade - o veículo torna-se mais importante que o ser humano, prioritário (embora automóveis cheguem a consumir 90% da energia que usam para transportar seu próprio peso, não pessoas). Os congestionamentos agora começam dentro da garagem dos edifícios, dos shopping centers, dos conglomerados de escritórios. Ainda assim, quem tem automóvel não o abandona: sua velocidade média, de 27 quilômetros por hora de manhã e 22 à tarde (Estado, 6/3), é o dobro da velocidade dos ônibus (12 km/hora, de manhã ou à tarde). No metrô, chega-se ao sufoco de 8,6 passageiros por metro quadrado nos horários de pico, quando recebe 1 milhão de pessoas (3,4 milhões ao longo de todo o dia) - o dobro do que se considera aceitável, pior do que em Tóquio. Por essas e outras, as viagens costumam demorar 60% mais do que se previa, leva-se até 40 minutos para percorrer 13 quilômetros. Os ônibus transportam 4,9 milhões de pessoas por dia.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 16 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Ministro quer nova lei de licenciamento ambiental"
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, criticou a burocracia da legislação para licenciamento ambiental de obras. "É preciso uma nova lei que aumente o rigor dos grandes impactos e diminua a burocracia para procedimentos inócuos e inúteis", afirmou. Minc disse que não queria o cargo e que foi quase obrigado a aceitá-lo pelo governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), e pelo presidente Lula. Disse ter pedido condições iguais às da Secretaria do Ambiente do RJ - mais verbas e nenhuma interferência para formar a equipe.
O novo ministro declarou ainda que não pretende ceder a pressões políticas para aprovar licenças ambientais. A ex-ministra Marina Silva disse que uma das fontes de pressão que enfrentava vinha da Casa Civil, que, segundo ela, reduziu a criação de áreas de conservação.
O governador Blairo Maggi (PR-MT), um dos maiores sojicultores do mundo, afirmou não ter boa expectativa sobre Minc: "Não me conhece, não conhece o Estado, não conhece a região".


O Globo
"Novo ministro quer agilizar licenciamentos ambientais"
O novo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, quer uma nova lei para agilizar licenciamentos ambientais, aumentando as exigências e diminuindo a burocracia - que para ele é a mãe da corrupção. A agilidade no licenciamento marcou sua gestão como secretário do Ambiente do Rio: foram 2.068 licenças em 17 meses. Minc afirmou que só aceitou o cargo diante de garantias dadas pelo presidente Lula de financiamento para o ministério. Ele sugeriu o nome do ex-governador do Acre Jorge Viana para coordenar o Programa Amazônia Sustentável, mas Viana, que já recusara o ministério, não aceitou. Minc afirmou que não mudará as diretrizes deixadas por Marina Silva, que saiu em meio a uma crise. Ontem, a ex-ministra disse que os governadores de Mato Grosso, Blairo Maggi, e de Rondônia, Ivo Cassol, pressionavam o Planalto para rever o plano de combate ao desmatamento da Amazônia.


O Estado de São Paulo
"Minc quer menos burocracia no licenciamento ambiental"
Convidado para ser o novo ministro do Meio Ambiente, o deputado estadual Carlos Minc (PT-RJ) disse ontem que aceitou porque o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lhe prometeu "carta verde" para montar a equipe. Mas defendeu mudança na lei de licenciamento de obras, para ficar mais rigorosa e ao mesmo tempo menos burocrática e com menos "procedimentos absolutamente inócuos e inúteis". Minc anunciou que pretende manter parte da equipe de Marina Silva e convidar o ex-governador do Acre Jorge Viana para ser coordenador-executivo do Plano Amazônia Sustentável, cargo para o qual Lula nomeou o ministro Extraordinário de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger. Marina disse ontem que deixou o cargo por causa da forte oposição que os governadores, especialmente os de Mato Grosso e Rondônia, faziam a seus planos.


Jornal do Brasil
"Pobres pagam mais impostos que ricos"
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou ontem, em Brasília, que a população considerada extremamente mais pobre do país compromete 44,5% de sua renda com pagamento de impostos e contribuições. Os 10% mais ricos gastam 23% em tributos. A diferença superior a 21 pontos percentuais é atribuída à política tributária brasileira. O presidente do Ipea, Márcio Pochmann, considera que o sistema atual aprofunda a desigualdade social. Os mais pobres arcaram também com maior elevação no pagamento de impostos em comparação com os ricos.

quinta-feira, maio 15, 2008

Lá e aqui

PTB fecha com Alckmin na eleição paulista

O PTB paulista vai de Geraldo Alckmin do PSDB na eleição pela prefeitura de São Paulo este ano. O anúncio da coligação ficou a cargo do deputado estadual Campos Machado, presidente do PTB em São Paulo. O partido vai indicar o vice de Alckmin e desiste, portanto, de lançar candidato próprio como vinha cogitando.
- Somente um nome da estatura do ex-governador Geraldo Alckmin fez com que deixássemos de apresentar candidatura própria. Essa decisão está alicerçada na dignidade e na palavra empenhada - afirmou Campos Machado. Em Ubatuba o PTB também fechou com o PSDB. (Sidney Borges com informações da WEB)

Charge

Vida

Drummond

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para o Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Caso Isabella

Fermento
(Sorriso de Isabella assombra o Brasil, diz "Le Monde")

...E é na mídia, afirma a crônica, que reside "o fermento para excitação popular". "Os meios de comunicação alimentaram um clima de frenesi em torno do assunto. Para sua cobertura, a Rede Globo, maior do país, mobilizou em permanência 15 equipes de repórteres e cinegrafistas, três veículos de transmissão ao vivo e um helicóptero."
"O próprio presidente Lula ficou um pouco preocupado com tamanha atenção da mídia, a seus olhos, excessivos. Ao pedir prudência, Lula pediu que o casal não seja declarado culpado antes de ser julgado".
Jean-Pierre Langellier cita dados do ministério da Saúde, segundo os quais a cada dez minutos uma criança com menos de 14 anos é assassinada no Brasil. Parte dessas mortes acontece dentro do contexto familiar, dizem as estatísticas.
"O caso Isabella dá aos brasileiros a ocasião de refletir sobre as causas dessa violência e aos meios de reduzi-la."

Especialistas ouvidos por Langellier afirmaram que além de seus principais motivos, como pobreza e dilaceramento familiar, "a violência dentro das casas faz parte da cultura brasileira".
"O castigo corporal continua, para muitos pais, um método pedagógico eficaz e legítimo. A duração da escravidão no Brasil de mais de três séculos e o caráter tardio de sua abolição (1888) desempenham também um papel na permanência dessa prática."

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Universo



Das estrelas

Sidney Borges
A dualidade que permeia a alma humana e que reduz tudo a um simples fla-flu não é exclusiva do mortal bípede que se supõe inteligente. Ocorre também no mundo estelar, onde o equilíbrio é resultante da luta da gravidade contra a expansão nuclear. Estrelas são inicialmente bolas gasosas constituídas de Hidrogênio. A gravidade atrai o gás para o centro e este ao ser comprimido e aquecido se transforma em Hélio. O balanço energético do processo mostra que quando quatro átomos de hidrogênio se unem para formar um átomo de Hélio, parte da massa inicial desaparece. Fazendo um experimento mental sem escala podemos imaginar cada átomo de Hidrogênio pesando um quilo. Quando o átomo de Hélio é formado, resultante da junção de quatro Hidrogênios, deveria pesar quatro quilos. Não é o que acontece, parte da massa desaparece, digamos que dê três quilos e meio. Podemos concluir que a massa supostamente desaparecida virou energia. E = m.c2, já dizia o talentoso Einstein. É exatamente essa a energia que o Sol nos envia e que permite a vida no planeta. A gravidade e as reações nucleares criam forças equivalentes de sentidos opostos e assim a estrela mantém sua forma.
Um dia tudo acaba, ou recomeça, depende do ponto de vista do freguês. No interior da estrela o Hidrogênio inicial se transformou em Hélio. Átomos de Hélio também podem se fundir e formar Carbono e quando isso acontece a estrela se expande e muda de cor, ficando avermelhada. Com vocês a sensacional Gigante Vermelha. Não se preocupem com a falta de entusiasmo, elas não gostam de brilhar, são tímidas. Quando, por sua vez, o Carbono termina de ser fundido a vermelhona pode, dependendo da massa, explodir em uma supernova. Essas estrelas são pequenas e fotogênicas, como mostra o retrato acima tirado pela Nasa. Depois eu conto o que acontece com a supernova ao longo do tempo. Por enquanto ela é estrela do momento, vou tentar pegar um autógrafo. Sou fã de estrelas.

Opinião

A falta de fertilizantes

Editorial do Estadão
Uma nova forma de protecionismo, desta vez imposta por alguns países exportadores, ameaça a produção agrícola mundial. Depois que alguns países limitaram as exportações de grãos, como arroz, para garantir o suprimento interno, agora são produtores de fertilizantes que restringem o embarque do produto para o exterior. O Brasil está entre os grandes produtores agrícolas mundiais e já começa a sentir os efeitos desse novo protecionismo, pois depende de fertilizantes importados. A alta excepcional do preço desses insumos nos últimos meses já começa a ser vista como ameaça para a safra recorde de 142 milhões de toneladas de grãos prevista pelo governo.
Em reais, o preço dos fertilizantes subiu 73% em 12 meses até abril, e mais de 40% só em 2008, de acordo com o Índice de Preços por Atacado (IPA), o principal componente do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), da Fundação Getúlio Vargas. Outros insumos agrícolas, como sementes e herbicidas, também subiram muito nos últimos meses. Mas a alta dos fertilizantes tende a ser mais sentida pelos produtores.
Áreas degradadas de pastagens, que poderiam receber plantações de soja, por exemplo, já estão sendo descartadas pelos produtores. ''Agora, nem se sonha em abrir uma área com um custo desses, especialmente hoje que a cotação da arroba do boi gordo está em níveis recordes'', disse o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Glauber Silveira da Silva, à repórter do Estado Márcia De Chiara.
Em Sorriso (Mato Grosso), o município que mais produz soja no mundo, o fertilizante representou 57% do custo da última safra; na próxima, representará mais de 60%. Os agricultores escolherão melhor as áreas de plantio para reduzir o emprego de adubo. No Paraná, também grande produtor de grãos, o uso de adubo será restrito, diz o presidente da Cocamar Cooperativa Agroindustrial.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 15 / 05 / 2008

Folha de São Paulo
"Secretário do Rio vai substituir Marina"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou o petista Carlos Minc, secretário do Ambiente do Estado do Rio, para o lugar de Marina Silva no Meio Ambiente. Antes de ligar para Minc, Lula falou com o ex-governador do Acre Jorge Viana, que não aceitou o cargo. O secretário e o presidente marcaram reunião para segunda. A data da posse de Minc na pasta ainda não foi definida. Em seus 17 meses como secretário do Ambiente, ele licenciou em tempo recorde obras de grande impacto ambiental e interesse direto do governo federal.
Formado em geografia, Minc, 56, foi um dos guerrilheiros que assaltaram em 1969 uma casa no Rio e levaram um cofre com mais de US$ 2 milhões pertencentes ao ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, morto poucos meses antes. Ontem, Lula aproveitou a presença em Brasília da comitiva da chanceler alemã, Angela Merkel, para tentar amenizar as repercussões externas negativas sobre a saída de Marina. O presidente disse que nada mudará na política ambiental, que é, segundo ele, "de Estado", e não "de ministro".


O Globo
"Minc aceita cargo e ONGs atacam política ambiental"
O presidente Lula anunciou Carlos Minc, secretário do Ambiente do Rio, para substituir Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente. O ex-governador do Acre Jorge Viana foi convidado, mas recusou. Minc foi confirmado depois de um mal-entendido - o governo do Rio anunciou a indicação antes da confirmação do Planalto. Lula avisou que a política ambiental não muda. Para ambientalistas, isso significa o rompimento, por parte do governo, com a agenda do desenvolvimento sustentável - que era defendida por Marina e provocou sua queda. Jornais do mundo inteiro noticiaram a saída de Marina, que constrangeu o governo menos pelos motivos e mais pela ocasião: ontem, Lula recebeu a primeira-ministra alemã, Angela Merkel, para discutir a área ambiental. Questionado sobre a preservação da Amazônia, o presidente disse que a floresta é "de fato e de direito de responsabilidade da soberania nacional".


O Estado de São Paulo
"Lula nomeia Minc e diz que mantém política ambiental"
O Planalto anunciou que Carlos Minc será o ministro do Meio Ambiente, em substituição a Marina Silva. Minc foi escolhido após Jorge Viana, ex-governador do Acre e aliado político de Marina, recusar convite feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Viana avaliou que sua colega foi vítima de erros do governo na condução do Plano Amazônia Sustentável. Apesar de filiado do PT, Minc entra para o Ministério como apadrinhado do governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), para quem exercia a função de secretário de Meio Ambiente. Integrante da luta armada contra o regime militar, Minc foi torturado e exilado. De volta ao Brasil após a anistia, notabilizou-se como militante ecológico performático e participou da fundação do PV. Eleito seis vezes deputado estadual no Rio, aposentou-se em 2003, aos 51 anos, com pensão equivalente a 42% do salário de parlamentar. Ao confirmar a escolha de Minc, Lula disse que a política ambiental será mantida, pois é "de governo, e não de ministro". Ele mencionou a ex-ministra: "A companheira Marina se foi e a política ambiental continua".


Jornal do Brasil
"Novo ministro terá que desatar nó ambiental"
Criar metas de desmatamento, reduzir níveis de geração térmica baseada em combustível fóssil, construir hidrelétricas sem causar danos ao meio ambiente. Essas recomendações, sugeridas por ambientalistas ao governo, são alguns dos desafios que Carlos Minc enfrentará no Ministério do Meio Ambiente. Com uma tarefa a mais: não se tornar refém dos projetos conduzidos pela Casa Civil. O mais atuante ativista da história do Rio foi confirmado para substituir Marina Silva depois de dois convites do presidente Lula, que se viu constrangido na visita da chanceler alemã, Angela Merkel.

quarta-feira, maio 14, 2008

Sinatra e Tom Jobim

Os velhos olhos azuis...

Frank Sinatra

Sidney Borges
Hoje faz 10 anos que Frank Sinatra morreu. Para os leitores do Blog uma gentil oferta da gerência. No vídeo acima dois mestres da canção do século XX. Frank Sinatra e Tom Jobim. Apreciem e aproveitem para filosofar sobre a transitoriedade e a brevidade da existência. Jobim na época dessa gravação era considerado um dos homens mais bonitos e charmosos do mundo, ao lado de Alain Delon e outros do mesmo calibre e nessa condição foi protagonista de um encontro notável. Brigitte Bardot e ele deram de cara numa festa no Rio de Janeiro. Covardia, com um violão nas mãos o maestro era covardia, sem o violão também, mas naquela noite ele cantou e ela se encantou. Dizem os que lá estiveram que a moça ficou daquele jeito, como água de morro abaixo e fogo de morro acima, não tirava os olhos do violão. Os amigos deram um jeito para que ele a levasse ao hotel onde estava hospedada. No outro dia, ou melhor, na outra noite, no Antonio's, ponto de encontro de intelectuais e artistas, Tom era esperado ansiosamente. Quando finalmente adentou ao recinto o coro se fez presente:
- Comeu?
Cavalheiros não comentam façanhas amorosas, Tom saltou de banda. Aos mais chegados ele falou:
- Não aconteceu nada, até podia ter acontecido, mas eu tinha bebido um pouco, era tarde, fiquei imaginando todas aquelas preliminares, depois tirar a roupa e ter a obrigação de desempenhar bem, representar o país com classe. Afinal de contas eu estava ao lado da mulher mais cobiçada do mundo. Para completar eu teria de chegar em casa e mentir para a minha mulher. Passou batido, ela ficou no hotel e eu fui dormir. Convenhamos que é preciso ser muito macho para tomar uma atitude dessas. Acho que já contei essa história, mas é boa, vale à pena ouvir de novo. Ou melhor, ler de novo.

Impostos

Carta aberta ao prefeito e à população de Ubatuba
(Clique no documento para ampliar)
Marcos Leopoldo Guerra
Atuo desde 2002 na área de consultoria tributária em Ubatuba e em 2007 estabeleci uma parceria com um escritório de advocacia, em função das arbitrariedades cometidas por funcionários da Prefeitura Municipal da gestão atual.
Considerando que mais uma vez a Prefeitura optou por criar regras sem o mínimo respaldo legal, impetramos, através da advocacia Amaral Gurgel, um mandado de segurança referente aos valores cobrados na taxa de lixo para os exercícios em dívida ativa de nosso cliente. Em 08 de maio de 2008 a liminar foi deferida e a Prefeitura foi obrigada a refazer os carnês de IPTU (cópia anexa).
Em 2008 a Prefeitura reajustou os serviços de coleta de lixo em mais de 40%. Impetramos em 2007, para o nosso cliente, um processo administrativo de revisão de lançamento do IPTU, no qual solicitamos além da prescrição de débitos não ajuizados, a correção do tempo de existência da propriedade, bem como o benefício da lei de isenção de juros e multa para os débitos em dívida ativa e ou execução fiscal.
Apesar de o processo ter sido impetrado em 06 de setembro de 2007, o mesmo só foi aprovado em janeiro de 2008. Ao receber os carnês dos exercícios em dívida ativa (exercícios de 2000, 2001, 2002, 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007) notei que os valores da taxa de lixo eram idênticos aos valores cobrados no exercício de 2008, ou seja, cobraram o valor com o aumento de mais de 40%.
Por entendermos que a aberrante situação só poderia tratar-se de um equívoco das pessoas que por obrigação funcional são obrigadas a cumprir as leis em vigor (haja vista a presunção de legitimidade dos atos da administração e da palavra de suas autoridades), apresentamos nossas alegações e solicitamos que fossem feitas as adequações. Para nossa surpresa o Coordenador da Receita confirmou a decisão anterior. É importante ressaltar que o artigo 144, do Código Tributário Nacional impõe que o lançamento reporta-se à data da ocorrência e rege-se pela lei vigente à época do mesmo. Como se não bastasse o art. 144 do CTN, ressalta-se que, como já citado, o processo foi impetrado em setembro de 2007, sendo que a emissão dos carnês em 2008 ocorreu em decorrência do não cumprimento da legislação atual em vigor que determina que os funcionários da prefeitura não possam ficar mais do que 10 dias com um processo. Fica claro, desta forma, que a emissão dos carnês deveria ter ocorrido em 2007 pois, desde 13 de novembro de 2007 o processo encontrava-se na gerência de tributos imobiliários. Caso a legislação tivesse sido cumprida o aumento de 40% não teria sido aplicado aos débitos anteriores.
Há mais contribuintes em situação idêntica a apresentada. Todo contribuinte que solicitou revisão de lançamento em 2007, possuía dívidas dos exercícios anteriores e teve seu processo aprovado em 2008, encontra-se nessa situação, ou seja, o valor da taxa de lixo dos exercícios de 2007 e anteriores é 40% mais alto do que o devido.
Em função do prejuízo causado aos contribuintes, recomendo que a Prefeitura corrija, dentro do prazo legal, o lançamento no IPTU dos mesmos, alterando inclusive os acordos de parcelamento de débitos.
Ressalto por fim que a presunção de legitimidade dos atos da administração e da palavra de suas autoridades baseia-se na impossibilidade de que os mesmos pratiquem atos em desacordo com a lei. Quando provamos que os mesmos não cumprem as Leis e ou normas e procedimentos em vigor derrubamos a presunção de legitimidade e podemos ainda solicitar sindicâncias e impetrar as ações judiciais cabíveis.
Assim os paradigmas começam a ser mudados.
Marcos Leopoldo Guerra

Ubatuba no Avistar Brasil 2008


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Cinema

Ciência e Hollywood

Marcelo Gleiser
Infelizmente, é verdade: explosões não fazem barulho algum no espaço. Não me lembro de um só filme que tenha retratado isso direito. (Pode ser que existam alguns, mas se existirem não fizeram muito sucesso.) Sempre vemos explosões gigantescas, estrondos fantásticos. Para existir ruído é necessário um meio material que transporte as perturbações que chamamos de ondas sonoras. Na ausência de atmosfera, ou água, ou outro meio, as perturbações não têm onde se propagar. Para um produtor de cinema, a questão não passa pela ciência. Pelo menos não como prioridade. Seu interesse é tornar o filme emocionante, e explosões têm justamente este papel; roubar o som de uma grande espaçonave explodindo torna a cena bem sem graça. Recentemente, o debate sobre as liberdades científicas tomadas pelo cinema tem aquecido. O sucesso do filme O Dia Depois de Amanhã (The Day After Tomorrow) faturando mais de meio bilhão de dólares e seu cenário de uma idade do gelo ocorrendo em uma semana em vez de décadas ou, melhor ainda, centenas de anos, levantaram as sobrancelhas de cientistas mais rígidos que vêem as distorções com desdém e esbugalharam os olhos dos espectadores (a maioria) que pouco ligam se a ciência está certa ou errada. Afinal, cinema é diversão.
Tudo começou em 1902, quando o francês Georges Méliès dirigiu o curta
Uma Viagem à Lua. No filme, seis aventureiros chegam até a Lua em uma cápsula disparada por um canhão. Após sua chegada, os tripulantes são raptados por habitantes lunares com intenções nada amistosas. Os heróis escapam, empurram a espaçonave da beira da Lua de modo que ela caia sobre a Terra, bem sobre o Oceano Atlântico. Tudo no filme está errado, claro. A aceleração de um tiro de canhão potente o suficiente para levar pessoas até a Lua as mataria quase que imediatamente. Cair da Lua é impossível. Desconto a questão dos habitantes lunares, pois na época isto não era sabido. Este filme, o primeiro de uma nobre linhagem indo até O Dia Depois de Amanhã, exagera, inventa ciência para criar um enredo emocionante. A questão então é o que devem fazer os cientistas a respeito, se é que devem fazer algo. Cabe a eles tentar "consertar" a ciência dos filmes, escrevendo cartas e artigos sobre o assunto? Será que faz sentido criticar a indústria cinematográfica pelos erros crassos?
Até recentemente, defendia a posição mais rígida, que filmes devem tentar ao máximo ser fiéis à ciência que retratam. Claro, isso sempre é bom. Mas não acredito mais que seja absolutamente necessário. Existe uma diferença crucial entre um filme comercial um documentário científico. Óbvio, documentários devem retratar fielmente a ciência, educando e divertindo a população. Filmes não têm um compromisso pedagógico. As pessoas não vão ao cinema para serem educadas, ao menos como via de regra. Claro, filmes históricos ou mesmo aqueles fiéis à ciência têm enorme valor cultural. Outros educam as emoções através da ficção. Mas se existirem exageros, eles não devem ser criticados como tal. Fantasmas não existem, mas filmes de terror sim. Podese argumentar que, no caso de filmes que versam sobre temas científicos, as pessoas vão ao cinema esperando uma ciência crível. Isso pode ser verdade, mas elas não deveriam basear suas conclusões no que diz o filme. No mínimo, cinema pode servir como mecanismo de alerta para questões científicas importantes: o aquecimento global, a inteligência artificial, a engenharia genética, as guerras nucleares, os riscos espaciais como cometas ou asteróides etc. Mas o conteúdo não deve ser levado ao pé da letra. A arte distorce para persuadir. E o cinema moderno, com efeitos especiais absolutamente espetaculares, distorce com enorme facilidade e poder de persuasão.
O que os cientistas podem fazer, e isso está virando moda nas universidades norte-americanas, é usar filmes nas salas de aula para educar seus alunos sobre o que é cientificamente correto e o que é absurdo. Ou seja, usar o cinema como ferramenta pedagógica. Os alunos certamente prestarão muita atenção, muito mais do que em uma aula convencional. Com isso, será possível educar a população para que, no futuro, um número cada vez maior de pessoas possa discernir o real do imaginário.

Frank Sinatra - Young at heart

Trilha sonora do Blog.

Propaganda

Se beber, não pense

Guilherme Fiuza
Você aí, que estava preocupado com esses jovens que matam e morrem dirigindo bêbados por aí, ou com seu rebento tão bem criado que cismou de encher a cara em festa de adolescente: seus problemas acabaram.
Vem aí a proibição da propaganda de bebida alcoólica na TV entre 6 da manhã e 9 da noite. Projeto de lei do deputado Jorge Mudalen (DEM-SP), que está para ser votado na Câmara, resolve esse problema para você.
E o problema era tão simples, nem dá para entender como ninguém pensou nisso antes. Ou melhor, pensou. O então ministro da Saúde José Serra empreendeu uma autêntica cruzada nacional contra a propaganda do cigarro. O povo precisava aprender que fumar não o levaria “ao sucesso”.
Realmente, é um absurdo o sujeito ser levado a associar um gole de cerveja ao sorriso da Juliana Paes, quando se sabe que pelo menos 50% dos beberrões saem dos bares arrastando dragões. Talvez o projeto do deputado devesse obrigar a Antártica a substituir Juliana Paes por Andréia Albertine – com o slogan “reputação de bêbado não tem dono”.
É muito interessante essa idéia de salvar o consumidor indefeso dos males da propaganda. Claro: o produto existe, faz mal, pode ser produzido e vendido legalmente – o problema é o anúncio.
Nem dá para conceber como o deputado Mudalen e o ex-ministro Serra ainda não proibiram esses anúncios em que o carrão passa veloz e sacode o vestido da mulher bonita. Alguém tem que avisar correndo o idiota do consumidor de que sexo não se faz com o pedal do acelerador.
Mas agora vai ficar tudo bem. Juliana Paes só vai levar ao alcoolismo os jovens que ficarem acordados depois de 21h. Fica já aqui uma proposta de emenda à lei, determinando que menores de 21 anos vão pra caminha, inapelavelmente, depois do “Jornal Nacional”.
São realmente perigosíssimos esses anúncios de coisas que fazem mal apresentadas como se fizessem bem. A propaganda política na TV, por exemplo, já levou milhões de eleitores inocentes a cometer loucuras.
Mas nessa ninguém vai mexer. Claro, o mau caminho é a Juliana Paes.

Ciência

Pesquisadores espanhóis projetam teletransporte quântico

da Efe, em Valência
Pesquisadores espanhóis estão trabalhando em um projeto da ESA (Agência Espacial Européia) sobre teletransporte quântico, que consiste no envio de um manual de instruções para reconstruir objetos idênticos em lugares distantes.
O "transceptor", que estará pronto em junho de 2010, é o protótipo de um sistema que deve ser instalado no módulo Columbus da ISS (Estação Espacial Internacional) e enviaria fótons (partículas componentes da luz) entrelaçados a duas estações terrestres.
"Deslocar indivíduos de um planeta a outro em um instante continua sendo ficção científica. No entanto, os cientistas acham possível transmitir o estado quântico de partículas microscópicas de um ponto do espaço a outro afastado do primeiro", afirmou.

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Nota do Editor - Hum hum. Sei, sei. Um artefato dessa natureza seria a solução para Ubatuba. Livraria a cidade dos dinossauros pré-cambrianos (?). Seriam transmutados em alpiste. Al-pis-te. Com al, com pis e com te. (Sidney Borges)

Ponto de vista

Porque apoiaremos Sergio Caribé

Anderson José Rodrigues - TATO
O PTB de Ubatuba tem um lema definido, “DIAS MELHOR”, na verdade não é um simples lema, mas um desejo estampado em uma verdade, "A REAL NECESSIDADE DE UBATUBA AVANÇAR".
No decorrer de meses, elaboramos um programa de governo, junto com técnicos do PTB, baseado em troca de experiências bem sucedidas e projetos desenvolvidos em outras cidades do Estado, bem como, consulta a nossa militância e aos pré-candidatos de nossa legenda.
Constituímos assim, um projeto de desenvolvimento sustentável para a nossa cidade, perfeitamente tangível e capaz de transformar Ubatuba em um grande pólo turístico, sem mudar a nossa característica de uma cidade ecológica. Porém, para alcançarmos tal objetivo, é necessário a união de forças, sintonizadas com o mesmo ideal de “TRANSFORMAR UBATUBA", realmente fazer uma administração voltada ao desenvolvimento, com forte atuação política e em perfeita sintonia com o governo do Estado e Assembléia Legislativa Paulista, trazendo recursos e fazendo as transformações necessárias.
Achamos que o Senhor Sergio Caribé, reúne todos os atributos para ser o grande líder que levará Ubatuba a essa sonhada transformação. Empresário bem sucedido, com fortes vínculos com o Senhor Governador José Serra, Sergio Caribé é um nome de respeito na política Paulista, detendo grande credibilidade e dispondo de respaldo para ver nossos objetivos se tornar realidade.
Não só aderimos às idéias de Sergio Caribé, mas firmamos um compromisso de governo, baseado em propostas sérias e realizáveis, tendo como objetivo principal, o avanço nas áreas sociais, desenvolvimento sustentável, democratização do serviço público, seriedade e honestidade.
Sergio Caribé representa o novo, a administração moderna, o avanço social e a credibilidade que Ubatuba tanto precisa. Como já dissemos Ubatuba não pode mais ficar a margem do progresso, enquanto outros municípios avançam. Nosso futuro deve ser de “RESPEITO POR UBATUBA”, respeito pelo dinheiro público, respeito pela saúde dos mais necessitados, respeito pela educação de qualidade, respeito pelos funcionários públicos, respeito pela segurança, respeito por um transporte de qualidade, respeito pelo turista e respeito pelas nossas praias, rios e cachoeiras.
Estamos sintonizados com o mesmo objetivo e vamos juntos transformar Ubatuba em uma cidade muito melhor pra todos.
Anderson José Rodrigues - TATO é presidente do PTB de Ubatuba

Jornalismo

O dossiê é importante?

Alon Feuerwerker
Há todo um debate sobre se é ou não importante o episódio do dossiê palaciano com informações supostamente constrangedoras achadas nos registros das despesas do então presidente Fernando Henrique Cardoso e da mulher dele, Ruth. Bem, o jornalismo cuida do que é notícia. E notícia é algo que tem, obrigatoriamente, atualidade e interesse geral. E uma coisa que tem interesse geral deve ser importante, não é? Por outro lado, nem tudo que é importante tem o mesmo interesse geral.
Mas será que o caso do dossiê tem interesse geral? Como definir “interesse geral”? Um parâmetro possível são as situações que poderiam acontecer a qualquer um. A queda de um avião no interior da Mongólia é tão importante quanto a queda de um avião na Amazônia brasileira. Mas para nós, brasileiros, o segundo evento é certamente bem mais notícia. Já que é mais provável um leitor de jornal no Brasil estar —ou conhecer alguém que está— num avião que se acidente nas cercanias de Manaus do que numa aeronave que se estatele perto de Ulam Bator.
O caso do dossiê tem interesse geral porque a sociedade brasileira tem o direito e a curiosidade de saber se a manipulação partidariamente orientada de dados reservados em poder da administração federal, guardiã de informações de estado, é 1) política de governo ou 2) resultado da ação insensata de algum amalucado (ou amalucados) com crachá do Palácio do Planalto.
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Brasil

Estava claro que este governo não merecia Marina Silva
(Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo no dia 14/05/2008)

Marcelo Leite
Ao final do primeiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva, já estava claro para quem quisesse ver que seu governo não merecia Marina Silva. A voz ao mesmo tempo frágil e firme da ex-doméstica que chegou a senadora permanecia solitária na Esplanada. Era a única a defender que o desenvolvimento econômico não pode ser obtido a qualquer preço, porque não seria de fato desenvolvimento.
Lula repetiu a estratégia Fernando Collor com José Lutzenberger. Pôs Marina Silva na vitrine do MMA (Ministério do Meio Ambiente) para neutralizar pressões internacionais contra o país pela destruição da Amazônia. Funcionou por algum tempo. Tempo demais.
Era fácil deixar a ministra falando sozinha sobre "transversalidade". Soava como (e era de fato) uma abstração insistir na necessidade de injetar a questão ambiental em todas as esferas de decisão e planejamento do governo. O desenvolvimentismo lulista seguiu em frente.
Foram muitas as batalhas perdidas. Primeiro, perante o Ministério da Ciência e Tecnologia, a dos transgênicos. Depois de anos de omissão do governo FHC quanto ao plantio de soja geneticamente modificada contrabandeada da Argentina, Lula capitulou diante do agronegócio e do lobby dos biotecnólogos, permitindo a comercialização do grão ilegal.
Em seguida vieram várias concessões, fracassos e derrotas do MMA: explosão do desmatamento (que chegou a 27 mil km2 em 2004, segunda maior marca de todos os tempos); licenciamento ambiental da transposição do São Francisco e das grandes hidrelétricas na Amazônia; a decisão de construir Angra 3 e outras quatro usinas nucleares...
Apesar disso, Marina Silva continuava como um conveniente bode expiatório. A certa altura, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) parecia ser o maior entrave ao desenvolvimento nacional. Pior que a taxa de juros mais alta do planeta, a julgar pelo bombardeio dos jornalistas de negócios e dos ministérios interessados em camuflar a própria inoperância.
O MME (Ministério de Minas e Energia), onde começou a ser gestada a mãe do PAC e também o embrião de um apagão, capitaneava o canhoneio. Entre um mandato e outro, a artilharia quase derrubou Marina Silva. Havia até candidato preferido do MME, segundo se especulava na época: Jerson Kelman, diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). A proverbial raposa no galinheiro.
Marina Silva resistiu e ficou para um segundo mandato. Disse na época que o fez a pedido do próprio Lula. Afinal, o desmatamento na Amazônia vinha caindo, tendência que se confirmou ao longo do primeiro ano do segundo mandato. As cifras traumatizantes despencaram quase 60% em três anos. A ministra continuava bem na fita, pelo roteiro de Lula.
Aí começaram a surgir os primeiros sinais de que o desmatamento na Amazônia voltava a crescer. Era inevitável, diante da alta retomada no preço de commodities agrícolas, como soja, carne bovina e algodão. Enquanto isso, o frenesi dos biocombustíveis tomava conta do Palácio do Planalto.
Só os incautos acreditam que a expansão da produção será obtida apenas com aumento da produtividade e ocupação de áreas degradadas de pastagem. O empreendedor rural se dirige para onde encontrar a melhor combinação de terra e mão-de-obra baratas, solos férteis, topografia favorável e infra-estrutura logística. Soja e cana não desmatam a Amazônia, mas a pecuária, sim -e como.
Diante do trator pilotado pelo Ministério da Agricultura e teleguiado da Casa Civil, o espaço de manobra de Marina Silva se restringiu ainda mais. Nem ela fala mais em transversalidade, embora não deixe de apontar os riscos do excessos de entusiasmo com a expansão do agronegócio.
Os sensores de satélites, capazes de discernir florestas de verdade das áreas em processo de degradação, não se enganam a respeito. O desmatamento está em alta. É indiferente para eles que Lula, Dilma Rousseff e Marina Silva tenham lançado há poucos dias o enésimo programa desenvolvimentista, mais uma compilação de ações anteriormente providenciadas, e o batizem como PAS (Plano Amazônia Sustentável).

Lula tentou fazer blague na cerimônia, afagando a "mãe do PAS". Ao mesmo tempo, designou o ministro Roberto Mangabeira Unger (aquele do aqueduto ligando a Amazônia ao Nordeste) para coordená-lo.
O presidente ainda jactou-se de estar "criando uma nova China aqui". A infeliz frase presidencial -mais uma, apenas- não deve ter sido a causa do pedido de demissão da ministra. Mas nunca esteve nos planos de Marina Silva ajudar a armar a segunda maior bomba-relógio ambiental do planeta. (Do Blog do Noblat)

Opinião

Há futuro para a juventude?

Luís Norberto Pascoal e Mozart Neves Ramos
Dados da Meta 4 do movimento Todos Pela Educação mostram que apenas 37,9% dos jovens brasileiros de 19 anos concluem o ensino médio. Dessa parcela, já muito pequena, a maioria atinge, nesse momento, o teto de suas possibilidades de formação escolar e profissional. Sem emprego ou oportunidades de trabalho, muitos desses jovens caem numa espécie de ociosidade precoce. Tornam-se, não raro, presa fácil para o tráfico de drogas e o crime organizado.

Esse quadro pode parecer assustador, mas é a realidade com que nos deparamos atualmente. A educação oferecida à juventude brasileira não tem sido capaz de apresentar uma perspectiva real de futuro a seus cidadãos que ingressam na vida adulta. Esse é um problema prioritário, que temos, como sociedade, a responsabilidade de ajudar a resolver. É urgente devolver ao jovem o direito de sonhar; um direito que lhe tem sido roubado.
Os jovens vêm tentando nos dizer, das mais diversas maneiras - como em recentemente pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e pelo Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais (Instituto Pólis) -, que a educação ocupa o primeiro lugar entre as suas preocupações. Em seis países sul-americanos - Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai - o problema é igual e os jovens demandam uma educação pública de qualidade, que seja inclusiva e forneça qualificação profissional, propiciando a conquista de melhores oportunidades de trabalho.
Para que essa necessidade seja atendida é crucial, na visão dos próprios jovens, a continuidade da formação escolar, que não pode parar no ensino fundamental e deve ter seqüência com o acesso ao ensino médio, a cursos técnico-profissionais e, se possível, ao ensino superior. De acordo com o estudo, ''os jovens querem uma escola que caiba na vida''.
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 14 / 04 / 2008

Folha de São Paulo
"Sem apoio de Lula, Marina se demite"
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, anunciou sua saída do governo em caráter "irrevogável". Na carta de demissão, ela atribuiu a decisão a dificuldades para conduzir a agenda ambiental do governo - sem o apoio do presidente Lula, Marina já não via condições de permanecer na função. No ministério, Marina colidiu com outras áreas do governo, como a Casa Civil, chefiada por Dilma Rousseff. Ela sofreu pressões para apressar a concessão de licenças ambientais para obras do Programa de Aceleração do Crescimento e perdeu a disputa pela liberação de lavouras transgênicas de soja, à qual era contrária.Ao associar a alta do desmatamento ao avanço de pastos e plantações de soja, a ministra foi atacada por governadores e pelo ministro Reinhold Stephanes (Agricultura). Na quinta passada, ela foi informada de que a coordenação do Conselho Gestor do Plano Amazônia Sustentável ficaria com o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger. Lula reagiu com irritação ao fato de Marina ter apenas comunicado sua saída. O presidente convidou para a vaga o ex-governador do Acre Jorge Viana; Carlos Minc, secretário do Ambiente do Estado do Rio, é sua segunda opção.Ao final do primeiro mandato de Lula, já estava claro que seu governo não merecia Marina Silva. Era a única a defender que o desenvolvimento econômico não pode ser obtido a qualquer preço. Foram muitas as batalhas perdidas, como transgênicos e desmatamento. O trator pilotado pelo Ministério da Agricultura e teleguiado da Casa Civil restringiu ainda mais seu espaço.


O Globo
"Desautorizada por Lula, Marina deixa ministério"
Em decisão que surpreendeu o Palácio do Planalto, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, demitiu-se ontem. O presidente Lula ficou irritado ao saber da notícia pela televisão, antes de receber a carta em que ela comunicava sua demissão em caráter irrevogável, por "dificuldades em dar prosseguimento à agenda ambiental federal". A gosta d'água foi a decisão de Lula de transferir o comando do Plano de Amazônia Sustentável para o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Uger, esvaziando o Meio Ambiente. Marina, que já havia enfrentado outras crises nos cinco anos em que ocupou o cargo, se sentiu desautorizada. O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, foi convidado para substituí-la, segundo o governador Sérgio Cabral. A queda de Marina foi lamentada por ONGs ambientalistas.


O Estado de São Paulo
"Desgastada, Marina Silva renuncia"
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, se demitiu ontem, após pouco mais de cinco anos no cargo, período em que colecionou desafetos na Esplanada dos Ministérios e perdeu mais batalhas do que ganhou. A mais recente derrota foi o ministro da Secretaria de Ações de Longo Prazo, Mangabeira Unger, ser nomeado coordenador do Plano Amazônia Sustentável. Com Marina saem dois auxiliares de sua confiança: Basileu Aparecido, presidente do Ibama, e João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Meio Ambiente. A demissão da ministra abala a imagem do Brasil no exterior, porque ela era uma espécie de porta-estandarte da defesa do meio ambiente no País. Marina reassume o mandato de senadora pelo PT do Acre. O presidente Lula iniciou sondagens para escolher um substituto, que poderá ser o atual secretário do Meio Ambiente do Rio, Calor Minc, embora esses nome enfrente resistências no PT.


Jornal do Brasil
"Rio ganha ministério"
Irritada com as interferências na pasta, Marina Silva pediu ontem demissão do Ministério do Meio Ambiente. E de maneira pouco usual: mandou entregar a carta de exoneração ao chefe-de-gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho. Ambientalistas lamentaram sua saída. Com a mudança, o Rio ganha espaço no governo federal. Carlos Minc, atual secretário de Estado do Ambiente, vai substituí-la. O presidente Lula pediu a liberação do secretário ao governador Sérgio Cabral.

terça-feira, maio 13, 2008

Marina Silva subiu no telhado...

Cúpula do Meio Ambiente cai também

No Estadão On Line:

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, entregou carta de demissão nesta terça-feira, 13, segundo assessoria, que não revelou os motivos pelos quais ela decidiu deixar o cargo. O secretário executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, e o presidente do Ibama, Bazileu Margarido, também estão demissionários, informou uma fonte do governo. Ainda nesta terça, o Conselho de gestão do Ibama deve se reunir para discutir a transição no comando do Meio Ambiente.
A saída do Planalto ocorre cinco dias após o lançamento do Plano Amazônia Sustentável (PAS). Na solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o ministro extraordinário do Núcleo de Assuntos Estratégicos (NAE), Roberto Mangabeira Unger, seria o coordenador do PAS, mas fez uma brincadeira com Marina: "Dilma, eu disse que você é a mãe do PAC. Ninguém como você, Marina, para ser a mãe do PAS. De mãe em mãe, vocês percebem que estou criando a nova China aqui."
Marina está à frente do ministério desde o primeiro mandato de Lula e, recentemente, protagonizou disputas com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, por causa da concessão licenças ambientais em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o presidente chegou a dizer que a demora na concessão de licenças era um entrave para o programa carro-chefe de sua gestão.
Marina reassume sua vaga como senadora no lugar de Sibá Machado (PT-AC), que é seu suplente e ocupava o cargo desde que a ministra assumiu o posto em 2003. O Palácio do Planalto ainda não confirma a informação.

Nota do Editor - Sibá Machado sai do senado e volta a ser um baluarte na defesa dos povos da floresta. (Sidney Borges)

Cunhambebe

Gagos ilustres

Amigo Sidney,

Quero incluir na lista dos conhecidos gagos que você publicou um dos primeiros habitantes desta aldeia de Yperoig, o famoso Cacique Cunhambebe. Lí certa ocasião em antigos alfarrábios que o chefão tupinambá era enorme, carrancudo e gago. Seu nome, Cunhambebe, deriva de "konian-bebe", que em tupi quer dizer "homem gago". Vamos inclui-lo em tão magnífica relação, quem sabe ele se sinta homenageado e nos dê uma força, ou pelo menos nos dê um tempo (se não ficar com raiva!).

Abraços

Renato Nunes

Nota do Editor - Tem também o Paulo Ramos que é gago e ilustre. E simpático, coisa rara nesta terra de carrancudos, caso de Cunhambebe. (Sidney Borges)

TV Víbora: "Ramalhete de Boleros"

Bienvenido Granda - En la Orilla del Mar, Dedicado aos coronéis desta bela cidade praiana atolada no brejo da incompetência.

Maravilha!

Casquinha de Siri à moda Paulista

Ingredientes do Recheio

- 1/2 kg de siri
- 1 colher(es) (sopa) de manteiga
- 2 unidade(s) de tomate sem casca(s) e sem semente(s)
- 1 unidade(s) de cebola picada(s)
- 3 dente(s) de alho picado(s)
- 3 colher(es) (sopa) de salsinha picada(s)
- quanto baste de pimenta-do-reino branca
- 1 unidade(s) de pão francês
- 1 copo(s) de leite
- 1 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
- 4 unidade(s) de gema de ovo
- quanto baste de farinha de rosca
- quanto baste de queijo ralado
- quanto baste de sal

Modo de preparo

Refogue na manteiga a cebola, alho, tomates e salsinha. Junte a carne de siri e o pão. Misture bem. Tempere com sal. Engrosse com a farinha diluída no leite. E quando estiver cozido junte as gemas. Recheie as casquinhas.
Polvilhe o queijo ralado misturado à farinha de rosca.

Ressaca em pauta

Prezado Sidney, Boa Tarde.

Inicialmente, mando-lhe minhas congratulações pelo Blog, do qual sou leitor assíduo, acompanhando as notícias de Ubatuba por seu intermédio e pelo Ubaweb.
Afora isso, sou proprietário de um imóvel no tranqüilo bairro da Ressaca e, em recente visita, fiquei estarrecido com o estado de suas ruas, intransitáveis!
Por oportuno, e a tal ponte sobre o Rio Grande, como está a obra?
É penoso visitar essa linda cidade de Ubatuba e encontrá-la sem os devidos cuidados. Ah, ia me esquecendo, o acesso para a Ressaca via Br 101 não era provisório? Eu acredito que a situação atual é ilegal, pois o DNER não permite este tipo de acesso, para legalizá-lo seria necessário a construção de uma rotatória, caso contrário, todos que utilizam o tal acesso, cruzando a pista (BR) correm sérios riscos e em caso de acidente a responsabilidade é das autoridades locais.
Lembro-me de uma reunião onde o assunto foi tratado e as autoridades locais disseram que a verba para a construção da ponte já estava prevista em orçamento. Como ficou isso, você sabe? Se puder me responda.

Um abraço do leitor

Eliézer de Azevedo

Resposta do Editor - Coincidência caro Eliézer, eu também sou proprietário de um imóvel na Ressaca e por acaso resido nele. O bairro realmente tem problemas viários e em certos dias fica difícil transitar pelos inúmeros buracos que há. Sobre a ponte eu não tenho notícias, já tentei falar com o Prefeito mas não consegui. Deixei recado e não houve retorno. Na rua em que eu moro as máquinas não passam, eu nunca soube o porquê. Desconfio, mas são meras conjecturas. No entanto caro amigo, sou paciente, embora as máquinas não passem, os políticos passam e um dia saem de cena ou são obrigados a fazê-lo por falta de votos. Mesmo que o atual Prefeito seja reeleito, só terá mais quatro anos. Quem sabe o próximo resolva, mas é bom não contar muito com isso. As alternativas não são animadoras. Sobre aquela reunião, eu também estive presente e a Secretária que nos posicionou sobre a ponte saiu da prefeitura. Vendeu a casa e foi-se embora de Ubatuba. Com ela ainda era possível conversar, agora nem isso. Outubro está chegando, vamos torcer por uma opção mais comunicativa. (Sidney Borges)
 
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