sábado, abril 05, 2008


Angra 3. Sim ou Não?

Ministério Público quer complementação do estudo de impacto ambiental de Angra 3

Da Agência Brasil
O Ministério Público Federal (MPF) quer que o estudo de impacto ambiental da Usina Nuclear Angra 3 seja melhorado e complementado. Segundo afirmou à Agência Brasil a procuradora em Angra dos Reis, Ariane Alencar, o órgão entende que “existe muita omissão de informação ainda”. A procuradora participou na última semana de quatro audiências públicas sobre Angra 3 realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama) nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. No ano passado, houve audiências públicas, mas foram anuladas a pedido do MPF, por entender que tanto o Ibama quanto a Eletronuclear, que é a estatal que administra e opera as usinas nucleares, não disponibilizaram o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental(EIA/RIMA) com a antecedência que a lei exige. Na ocasião, o Ministério Público entrou na ocasião com uma ação civil pública e ganhou liminar, contra a qual o Ibama não recorreu. Daí terem sido convocadas as novas audiências públicas, que aconteceram na semana passada. Segundo Ariane Alencar, entre os pontos que necessitam de complementação no EIA/RIMA de Angra 3 está a previsão de alternativas tecnológicas para o empreendimento. Isso estaria previsto na Resolução 1/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). No caso de uma usina nuclear, isso significa que teriam de ser apresentadas alternativas à construção.
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Covardia

Isabella foi espancada, afirmam peritos criminais e legistas

O 'Estado' consultou três pessoas presentes na reunião do IML, que descreveram o mesmo retrato de violência


Bruno Tavares e Marcelo Godoy - O Estado de S. Paulo
Desde o primeiro exame no cadáver da criança, médicos-legistas constataram no cérebro uma pequena hemorragia comumente presente em casos descritos pela Medicina Forense como Síndrome da Criança Espancada. "O corpo apresenta várias escoriações e hematomas próprios de pancadas", atestou um perito que teve acesso aos dados preliminares do IML. "Ela foi espancada."
A menina tinha na cabeça um ferimento que sangrou e uma lesão cervical que pode indicar esganadura (usar as mãos para apertar o pescoço). Entretanto, a suspeita maior dos peritos é de que ela tenha sido sufocada. A asfixia, dizem eles, faria parte do processo de violência a que a criança foi submetida. Isabella sofreu e a prova disso seriam sinais como as manchas de Tardieu e Paltauf no pulmão, lesão subpleural associada ao sofrimento por asfixia. Havia manchas vermelhas no coração (petéquias) e as pontas dos dedos estavam arroxeadas, sinal evidente de desoxigenação dos tecidos.
A equipe do IML aguarda o resultado da análise do osso hióide (localizado na parte anterior do pescoço) da menina para esclarecer a questão. Caso ele esteja fraturado ou lesionado, a tese de estrangulamento volta a ganhar força.
Isabella tinha ainda uma fratura observada no osso escafóide, próximo do pulso. Ela ocorreu quando a menina estava viva e foi possivelmente causada por uma torção. Apesar de todas as análises realizadas, César ainda não definiu qual a causa da morte da menina - asfixia ou a queda do 6º andar. Isso se deve ao fato de Isabella não ter sofrido politraumatismos ou hemorragias importantes no tórax e abdome. "Esse caso está suscitando muita discussão", disse um dos participantes da reunião.

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São Paulo

Marta dispara, Alckmin cai e Kassab cresce

Do Blog do Noblat
Anotem aí os resultados da mais recente pesquisa de intenção de voto feita pelo IBOPE sobre a eleição para prefeito de São Paulo e que será divulgada neste fim de semana:

* Marta Suplicy, do PT - 31% (na anterior, 25%);
* Geraldo Alckmin, do PSDB - 23% (na anterior, 27%);
* Gilberto Kassab, do DEM - 14% (na anterior, 12%).

A pesquisa foi feita sob encomenda da Associação Comercial do Estado de São Paulo. Confirma o que pesquisas anteriores do IBOPE e do DataFolha mostram há mais de um ano: Marta só faz crescer. Alckmin só faz cair. E Kassab só faz subir lenta e gradualmente.

Nota do Editor - O Ubatuba Víbora mostra a cobra e mata o pau. Apoia Kassab, Gabeira e Serra. Mas não ficaria triste com a vitória de Marta. (Sidney Borges)

TV Víbora

LADY JANE - ROLLING STONES


Idade da pedra

O TSE não sabe, mas…

Os ministros velhinhos do TSE talvez tenham dúvidas a respeito de como usar a Internet. Os aiatolás velhinhos não têm

Pedro Dória
Houve um tempo em que os dois candidatíssimos para sucessão do grão aiatolá Ruhollah Khomeini eram os grão aiatolás Hussein Ali Montazeri e Ali Khamenei. O primeiro perdeu. Tinha umas idéias estranhas. Por exemplo, que a leitura que Khomeini fez do xiismo permitindo ao clero tomar o poder político, não fazia sentido.
Sem o cargo máximo mas querendo bagunçar as coisas, em 2000, Montazeri
publicou na web sua autobiografia. A ele, ninguém teve coragem de censurar. Khamenei não teve dúvidas e levou ao ar também seu próprio site. O Irã, atrasado, censor, é aquele país no qual até o presidente anti-semita da República tem blog.
É natural. Lá, sabem que se desejam que a juventude urbana leia, que a informação circule, que haja impacto político, há que estar na Internet.

Sem comentários

Ziraldo e Jaguar serão indenizados por período militar

ALEXANDRE RODRIGUES E CLARISSA THOMÉ - Agencia Estado
RIO - Os jornalistas Ziraldo e Jaguar foram contemplados ontem com mais de R$ 1 milhão em indenizações pela Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, pelos alegados prejuízos que sofreram com a perseguição política durante o regime militar. O julgamento dos processos foi realizado na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio, juntamente com os de outros 18 jornalistas. "Aos que estão criticando, falando em bolsa-ditadura, estou me lixando. Esses críticos não tiveram a coragem de botar o dedo na ferida, enquanto eu não deixei de fazer minhas charges. Enquanto nós criticávamos o governo militar, eles tomavam cafezinho com Golbery", afirmou Ziraldo.

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Nota do Editor - Está provada a velha tese: "sempre haverá um calhorda à espreita do butim", ainda que velhinho e à beira da morte." (Sidney Borges)

Negócios e Negociatas

De volta ao escambo

Diogo Mainardi
A Oi está engolindo a Brasil Telecom. Chega ao fim aquela que Luiz Gushiken chamou grandiosamente de "a maior disputa societária da história do capitalismo brasileiro". O resultado mostra qual é o atual estágio do nosso capitalismo: com Lula, regredimos à economia do escambo.
Eu sei que metade dos leitores foi embora depois de ler "Oi". Eu sei que a outra metade foi embora depois de ler "Brasil Telecom". Na primeira linha do artigo, perdi todos os leitores. Sem contar os que se enforcaram depois de ler "Luiz Gushiken". Lamento muito. O assunto é aborrecido. A disputa pelo controle da telefonia nacional foi manchete dos jornais por dez anos seguidos. Um espionou o outro. Um se aliou ao outro. Um traiu o outro. No fim, chegou-se a um acordo nebuloso que satisfez todos os lados. Os processos judiciais que poderiam emperrar o negócio foram suspensos. Só sobraram os meus. Minhas colunas sobre o tema me renderam dezoito processos. O que eu dizia nelas? Em primeiro lugar, que o lulismo se intrometera na disputa pelo controle da telefonia nacional, tomando o partido de alguns de seus maiores financiadores. Em segundo lugar, que a Oi acabaria engolindo a Brasil Telecom, com o apoio de Lula.Isso é o que conta: o apoio de Lula. A compra de uma operadora pela outra é ilegal. Para que ela possa ser realizada, Lula tem de mudar a lei que regulamenta a telefonia. O plano era mudá-la em 2005, mas tudo desandou quando se soube que a Oi dera uma bolada ao filho de Lula, para a compra de sua empresa de fundo de quintal. Agora ninguém mais se preocupa com isso. O Brasil piorou. O Brasil se abastardou. Lula faz o que bem entende. O caciquismo aplicado à economia resultou num retorno à prática do escambo.
Por enquanto, o negócio está confinado nas páginas de economia dos jornais. A imprensa pegou bode do assunto. Muitos jornalistas se emporcalharam trabalhando para um lado ou para o outro. Agora todos temem ser associados a uma das partes em disputa. Só para dar uma idéia de como isso funciona, um dos sócios da Oi, dois anos atrás, chegou a me acusar de beneficiar Daniel Dantas, embora eu sempre tenha responsabilizado o mesmo Daniel Dantas pelo pagamento dos mensaleiros. Mas o que realmente importa nessa história – bem mais do que seu aspecto comercial ou a sordidez de alguns jornalistas – é o papel desempenhado pelo lulismo. A compra da Brasil Telecom pela Oi está sendo calculada em 8,5 bilhões de reais. O mercado avaliou quanto deve sobrar para cada sócio: Citibank, 1,5 bilhão de reais; Daniel Dantas, 1 bilhão de reais; Previ, 1 bilhão de reais. Agora resta saber de onde sairá o dinheiro. Considerando o atual estágio do nosso capitalismo, eu chutaria que ele sairá dos bancos estatais. Escambo é assim mesmo. O homem branco dá um espelho, o cacique tremembé entrega alegremente todos os bens da tribo. (Do Trem Azul)

Política

Democracia direta

Marcelo Mungioli
Os recentes acontecimentos em Ubatuba - a necessidade dos pescadores invadirem a ilha Anchieta para serem ouvidos - trouxeram de volta à minha cabeça a questão da democracia direta. Eu não sou anarquista, mas julgo que um pouco de ação direta é fundamental para acordar os sonolentos e acomodados burrocratas. Mas não estamos falando disso, mas sim de participação popular em todas as decisões que nos dizem respeito. Pode começar em escala municipal, sendo ampliada pouco a pouco. Os meios já estão a disposição (internet, celulares SMS), basta coragem e vontade política de estar próximo ao que o eleitorado realmente quer. Alguém se habilita?

Nota do Editor - O conceito de democracia não é absoluto, depende do referencial adotado, como o tempo da relatividade de Einstein. No caso de grupos organizados e com interesses definidos, como são os pescadores, o caminho é lutar até ter as reinvindicações atendidas. Não é fácil, a burocracia é por demais inerte, resistente. Em questões mais amplas o povo precisa de representantes esclarecidos e comprometidos com a sociedade - coisa rara, para não dizer raríssima. Antes de ser utilizada como massa de manobra a massa precisa receber educação pois ninguém pode discutir sem ter pleno conhecimento da pauta, embora seja essa uma prática comum no Brasil, inclusive entre políticos de sucesso. (Sidney Borges)

Dano moral

Saldo positivo

Eduardo Jorge ganha ação contra O Estado de Minas

por Daniel Roncaglia
Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral do governo Fernando Henrique Cardoso, ganhou mais uma ação por danos morais contra um órgão de imprensa. Agora, foi a vez o jornal O Estado de Minas ser obrigado a pagar indenização de R$ 30 mil. A decisão foi da 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal. A maioria dos desembargadores votou, na quarta-feira (2/4), a favor de Eduardo Jorge.
O ex-secretário-geral do governo FHC já ganhou dos jornais O Globo, Correio Braziliense e Folha de S.Paulo e das revistas Veja e IstoÉ. As indenizações variam de R$ 50 mil a R$ 200 mil.
Ele espera o resultado de outras duas ações, ainda sem decisão de primeira instância, contra o Jornal do Brasil e Correio de Minas. Em todas, ele se diz vítima de ataques infundados da imprensa. O ex-secretário processa também a União e os procuradores Guilherme Schelb e Luiz Francisco de Souza, que o denunciaram.

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Nota do Editor - O procurador Luiz Francisco de Souza, petista de carteirinha, desenvolveu uma cruzada particular contra Eduardo Jorge, visto por ele como um infiel Saladino a ser abatido. Luiz Francisco sumiu, deve estar em busca do Santo Graal. Antes de sumir inaugurou a ala de punições do MP. Foi suspenso por 45 dias. Quarenta e cinco anos teria sido mais justo. (Sidney Borges)

Ubatuba em foco





Vitorioso o movimento dos pescadores de Ubatuba

Eles conseguiram garantia de participação nas decisões do Parque Estadual da Ilha Anchieta referentes ao setor

Assessoria Jairo dos Santos
Em manifestação pacífica, cerca de 250 pescadores de Ubatuba, com aproximadamente 50 embarcações, tomaram o prédio do Parque Estadual da Ilha Anchieta, nesta quinta-feira, dia 3 de abril. Foi um protesto contra a atitude dos responsáveis pelo Parque Estadual da Ilha Anchieta que, segundo os pescadores, querem a ampliação da área, incluindo a parte marinha em um raio de 10 quilômetros, o que acabaria com a atividade do setor. Com o apoio do vereador Jairo dos Santos, PSB, e portando faixas e cartazes, os pescadores fizeram assembléias e decidiram aprovar uma pauta com cinco principais itens de reivindicações:

1) a não ampliação do limite marinho do Parque Estadual da Ilha Anchieta;
2) Participação de representantes da categoria nas decisões do Conselho Estadual do Parque Estadual da Ilha Anchieta;
3) liberação do aporte na Ilha, para os pescadores artesanais;
4) permissão de cercos na Ilha Anchieta; e
5) liberação da pesca de linha ao redor da Ilha Anchieta.
Emocionados, eles prometeram permanecer na Ilha até que fossem ouvidos e atendidos pelas autoridades competentes. “Não podemos deixar que acabem com a nossa história para que nossos filhos não passem necessidade porque nós nos acovardamos”, afirmou o pescador, Antonio Epifânio. Outro pescador, que faz parte da diretoria da Associação dos Pescadores de Ubatuba, APU, Maurici Romeu da Silva, revoltado pela exclusão da categoria das decisões do Parque, chegou a dizer que “mexer com a vida alheia é brincar de Deus e é isso que estão fazendo, quando tomam atitudes que prejudicam milhares de pessoas”. Depois de algumas horas de debates, eles decidiram em assembléia, formar uma comissão com cinco pessoas para conversar com Viviane Buchianeri, responsável pelo Parque Estadual da Ilha Anchieta. Os pescadores Maurici Romeu da Silva, Antonio Epifânio, Odila Maia, Nelson Mateus Júnior e o vereador Jairo voltaram para a cidade, onde teriam o encontro com Viviane, na Sede da Polícia Ambiental, mas, por sugestão do vereador, a reunião aconteceu na Câmara Municipal. Depois de ouvir os apelos emocionados de Maurici, que chegou a chorar pedindo clemência, dizendo ser um absurdo a categoria ficar de fora de decisões que interferem diretamente na vida de milhares de pessoas, Viviane Buchianeri garantiu incluir os pescadores em todas as reuniões pertinentes ao projeto do Parque Marinho.

Angra 3. Sim ou Não?

EXCLUSIVO: Ministério Público Federal quer construção de depósitos definitivos para rejeitos antes do licenciamento de Angra 3

Mônica Pinto / AmbienteBrasil
A procuradora do Ministério Público Federal em Angra dos Reis (RJ) Ariane Alencar antecipou nesta quarta-feira à Agência Brasil que o órgão vai encaminhar ao Ibama uma recomendação definitiva em relação à usina nuclear Angra 3: que não licencie o empreendimento até que os estudos de impacto ambiental sejam melhorados. A procuradora participou das quatro audiências públicas realizadas pelo Ibama na semana passada, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Ao emitir esse posicionamento, ela contemplou uma das maiores preocupações externadas nos eventos pela comunidade ambientalista: o destino dos rejeitos radioativos. Ariane Alencar lembrou que até hoje Angra 1 e Angra 2 geram rejeitos radioativos que estão armazenados temporariamente nas próprias usinas. "E a gente não sabe por quantas centenas, milhares de anos, esses rejeitos podem gerar algum dano à saúde humana, ao meio ambiente", disse à Agência Brasil, registrando ainda a lei de 2001 que determina à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) a construção de depósitos definitivos. Uma lei até hoje não cumprida.
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Imprensa

Livro revela pressões de Lula, Dirceu e Berzoini sobre Radiobrás

Eugênio Bucci sofreu bombardeio ao combater governismo na estatal, mas terminou respaldado pelo presidente


Daniel Bramatti
No dia 15 de junho de 2004, o então todo-poderoso ministro José Dirceu mandou um bilhete para seu colega Luiz Gushiken para se queixar de que a Radiobrás, empresa de comunicação do governo, havia se transformado em um órgão de “oposição”. Um ano depois, também por escrito, o mesmo Gushiken recebeu de Ricardo Berzoini, então ministro da Previdência, uma reclamação semelhante: na cobertura de uma paralisação de servidores federais, a estatal estaria fazendo “propaganda” de um movimento “puxado pelo PSTU e PFL”.

Em dezembro de 2005, o próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, manifestou - não pela primeira vez - sua contrariedade com a Agência Brasil, órgão oficial cujas chamadas estariam “piores que as manchetes dos jornais que mais criticam o governo”.
O alvo das pressões era o presidente da Radiobrás, Eugênio Bucci, que desde 2003 se dedicava a uma tarefa tão complexa quanto inusitada: combater, nas entranhas de uma empresa do próprio governo, o chamado jornalismo chapa-branca - governista, de tom bajulatório e promocional - e promover, em vez disso, o apartidarismo e a impessoalidade na produção do noticiário. Para Bucci, a Radiobrás deveria atender não às autoridades, mas aos cidadãos e ao seu direito à informação.
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Nota do Editor - Seres humanos não mudam de um dia para o outro. A idéia de criar um estado socialista nos moldes cubanos ou soviéticos ou até albaneses está entranhada em cabeças próximas ao poder e em algumas que fazem parte do poder. O tratamento que o totalitarismo dá à imprensa é conhecido, ou se é a favor ou se é a favor. Durante algum tempo Dirceu, Gushiken, Dilma, at caterva, fizeram uso da imprensa, aplaudiram a liberdade de expressão. Uma vez vitoriosos entenderam que era melhor não conviver com o contraditório. Liberdade é bom quando está a serviço de nossos interesses. Felizmente escolheram mal o lider, Lula não é comunista, se parece mais com um caudilho populista, por sinal dos mais esclarecidos e como tal sabe lidar com as oposições sem partir para a ignorância. Já de Dirceu e Dilma não se pode dizer o mesmo... (Sidney Borges)

Editorial da Folha de São Paulo

Dilma fala

Tom enfático da ministra não disfarça desgaste com episódio do dossiê e necessidade de isenção ao apurar o vazamento

DEPOIS DE UMA SEMANA de desencontros e desgastes, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, veio a público para apresentar pessoalmente sua visão a respeito do emaranhado caso do dossiê contendo dados sobre despesas do governo FHC.
A necessidade de um pronunciamento oficial sobre o tema fazia-se sentir com especial urgência depois de esta Folha ter publicado, em fac-símile, um trecho das planilhas do dossiê.
Na entrevista, Dilma Rousseff afirmou que o trecho reproduzido pela Folha era diferente daquele entregue pelo jornal à sua assessoria, na véspera da publicação da reportagem. Com isso, deixava implícita uma suspeita de manipulação nas informações apresentadas pela Folha.
Os documentos, entretanto, são idênticos. A única alteração realizada foi rasurar os dados do arquivo que permitissem identificação da fonte da informação. O que mais uma vez se verifica, nessa insinuação, é a incapacidade do atual governo de lidar com seus desacertos -e sua propensão a ver na imprensa não um fundamento da democracia, mas uma fonte de perturbação a ser intimidada e combatida.
Apesar do seu tom rebarbativo e peremptório, as declarações da ministra na verdade revelavam, ao mesmo tempo, uma considerável inflexão de rumos, face à argumentação que o governo vinha adotando até então.
Não mais se insiste, por exemplo, na tese de que a Casa Civil atendia a um pedido do Tribunal de Contas da União quando levantou os dados sobre os gastos do governo anterior. O próprio termo "dossiê", antes rejeitado, viu sua utilização tornar-se "uma questão de conceito" para a ministra, repetindo nesse ponto as elaborações teóricas de seu colega da Justiça, Tarso Genro.
Por fim, Dilma Rousseff declara não "rejeitar nenhuma hipótese" a respeito do vazamento de dados. Nem mesmo a de que a iniciativa tenha partido de algum funcionário da Casa Civil. Trata-se, afinal, de investigar, e, se há suspeita de crime, é o caso de convocar a Polícia Federal, como qualquer pessoa sensata teria feito desde o primeiro momento em que o caso veio à tona.
Ocorre que a atitude automática do petismo é considerar ato de conspiração e lesa-pátria qualquer notícia que o prejudique. A ministra declarou-se estarrecida com o noticiário sobre o caso. Repetiu, ainda uma vez, que está em curso um processo de "escandalização do nada". Ao mesmo tempo, qualifica como "crime" o vazamento do dossiê.
O assunto, de fato, é tão intrincado que permite uma e outra qualificação. A ministra afirma, com razão, que não há escândalo no fato de as compras para a despensa do Alvorada refletirem padrões exigentes de consumo.
Que determinadas compras possam servir para exploração política, não é entretanto segredo para ninguém. Que o governo tivesse interesse em municiar-se contra iniciativas desse gênero, na CPI dos cartões, tampouco é algo que fuja aos procedimentos do jogo político real. Na elaboração e no vazamento desse dossiê é que residem os enigmas e escândalos possíveis.
É isso o que cumpre apurar, sem preconcepções e partidarismos de qualquer espécie. No que depende desta Folha, tal requisito compõe fundamento e razão de sua existência. Não é certo que se possa dizer o mesmo da ministra Dilma Rousseff. (Do Blog do Noblat)

Opinião

O TCU e as centrais sindicais

Editorial do Estadão
No mesmo dia e na mesma hora em que mais de 50 sindicalistas comemoravam no Palácio do Planalto o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à decisão do Congresso de obrigar entidades sindicais a prestar contas da utilização do imposto sindical ao Tribunal de Contas da União (TCU), ministros da corte informavam à imprensa que o veto carece de fundamento legal, por ferir a Constituição, e que continuarão fiscalizando o destino dado, anualmente, a cerca de R$ 1,2 bilhão vindo da contribuição sindical paga pelos trabalhadores. No festivo encontro entre os representantes de seis centrais sindicais e o chefe do governo, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que foi um dos principais defensores do veto, classificou como "ato de coragem" a iniciativa de Lula. "Não podemos aceitar a interferência de um órgão público dentro do movimento sindical", disse o parlamentar, que também é dirigente da Força Sindical. Em discurso que pronunciou na ocasião, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que "o governo está incomodando segmentos da elite", e completou, dirigindo-se a Lula: "Plagiando Zagallo, presidente, eles vão ter de nos aturar por longo tempo." Ao agradecer a bajulação, o presidente da República discursou no mesmo tom, justificando o veto sob a alegação de que os recursos da contribuição não são públicos e que a obrigatoriedade de prestar contas ao TCU colide com o princípio da autonomia sindical.
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Manchetes do dia

Sábado, 05 / 04 / 2008

Folha de São Paulo
"Dilma agora fala em espionagem"
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) levantou a hipótese de invasão dos computadores do Planalto para a feitura do dossiê com despesas do ex-presidente FHC. Ao falar sobre reportagem da Folha com cópia do dossiê extraída da Casa Civil, Dilma se disse a maior vítima do caso e insistiu na versão de montagem das informações do banco de dados organizado no órgão.


O Globo
"Informações contraditórias complicam versão de Dilma"
A chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, entrou em contradição sobre o dossiê feito no Palácio do Planalto com dados de gastos do governo FH. A ministra disse que as informações são "públicas e notórias" e que não se poderia fazer chantagem usando esse tipo de dados, mas admitiu, em seguida, que os referentes à ex-primeira-dama Ruth Cardoso são sigilosos e que seu vazamento é crime. Dilma desta vez alegou que os computadores da Casa Civil podem ter sido "invadidos" e chegou a levantar a suspeita de que dados divulgados ontem pela "Folha de S. Paulo" sejam uma montagem, o que o jornal contesta. Alegou que o modelo de planilha da Casa Civil é diferente, mas não mostrou qualquer documento. Ela não se comprometeu a pedir investigação da PF, preferindo uma auditoria a ser feita pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), vinculado à Casa Civil, que ela comanda. O ministro Tarso Genro não descartou um inquérito da PF, mas disse que o dossiê "não é fato determinado, é conceito".


O Estado de São Paulo
"Governo teme PF na investigação do dossiê"
O Planalto teme a entrada da Polícia Federal na investigação sobre o vazamento de informações sigilosas relativas a gastos do governo FHC. O receio é de que policiais ampliem o foco do trabalho mais do que o governo deseja e vazem dados sobre a montagem do dossiê pela Casa Civil. Desde que o caso dos cartões corporativos passou a envolver o Planalto, o presidente Lula e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, foram aconselhados por auxiliares a escalar a PF para investigar, mas resistiram.


Jornal do Brasil
"Polícia nega reforço de segurança aos postos"
O temor de médicos, enfermeiros e funcionários dos postos de saúde municipais vai aumentar: a Secretaria de Segurança rejeitou ontem, "por falta de necessidade", o pedido de reforço de segurança nestes locais diante da ordem judicial para que fiquem abertos dia e noite. O Sindicato dos Médicos vai responsabilizar o secretário José Mariano Beltrame caso algum problema ocorra. O TCM liga a epidemia de dengue à má gestão de pessoal.

sexta-feira, abril 04, 2008


Assassinato

Pai de Isabella tem nomes de suspeitos, diz advogado

Levorin diz que seu cliente acredita que algumas pessoas possam querer prejudicá-lo, mas não revelou nomes

Andréia Sadi, do estadao.com.br
SÃO PAULO - O pai da menina Isabella, Alexandre Nardoni, tem nomes de suspeitos que poderiam ter matado sua filha, no último sábado, segundo o advogado Marco Polo Levorin. O advogado disse também que os suspeitos teriam trânsito livre no prédio onde Nardoni mora, mas não quis adiantar se são familiares, moradores, ou funcionários.
"Estive com ele (Nardoni) hoje e citou alguns nomes, mas não vou revelar quem são. Vamos encaminhar ao delegado para que seja investigado", disse o advogado em entrevista ao estadao.com.br nesta sexta-feira, 4.

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Parece mas não é...

Dossiê

Sidney Borges
A ministra Dilma convocou uma coletiva para explicar que o dossiê não é um dossiê, mas um banco de dados que contém informações do governo FHC. José Dirceu também se manifestou. Deu entrevista ao Terra Magazine e falou em complô. Desde 1968 José Dirceu fala a mesma coisa. Dossiês ele conhece de sobejo. Eduardo Jorge, alguém se lembra desse nome? O que eu tenho certeza absoluta é que a guerra do dossiê não atinge o povo, que não está nem aí para acusações de corrupção. Ao longo do tempo aprendeu que havendo ou não provas, acaba tudo em pizza. O tempo passa e de factóide em factóide Lula se aproxima do terceiro mandato. Nesse imbróglio todos perdem, só ele ganha.

Crime e castigo

Um caso para o CSI

Sidney Borges
Alguém entrou no apartamento e matou a minha filha. Eu a deixei sozinha enquanto buscava meus outros filhos que estavam no carro com a mãe. Essa é a versão do pai, Alexandre Nardoni, de 29 anos, para a morte da filha, Isabella de Oliveira Nardoni, de 5 anos, encontrada sem vida no prédio onde iria passar o fim-de-semana. Supõe-se que tenha caído – ou sido atirada - do apartamento que fica no sexto andar.
Socorro, chamem o inspetor Grisson. Enquanto a verdade não surgir a sociedade brasileira viverá atormentada. No fundo o que todos desejam é que o crime tenha sido obra de um maníaco vingativo. Os protocolos sociais ficariam assim intocados, não podemos sequer imaginar que o pai tenha matado a própria filha. Não é admissível, ainda que na história exista a presença de uma madrasta. Há também a hipótese da menina não ter sido atirada, o laudo da necropsia servirá para elucidar a dúvida, o corpo não apresentava fraturas. Além do mais existem vestígios de sangue no carro e as versões do pai e da madrasta são bastante confusas. Definitivamente, quem quer que tenha perpetrado o crime incorreu em quebra de protocolo. Não apenas contra a sociedade, mas contra a espécie humana. Partindo do pressuposto que toda violência deve ser questionada, tal prática contra uma criança indefesa é mais do que um crime, é obra de alguém que não merece conviver em sociedade.

Brasil

Cesar Maia, Ivan Frota e aquela vontade de ditadura

Pedro Doria Weblog
O prefeito carioca Cesar Maia divulga hoje, em seu ex-blog, o endereço brasileiro da ‘Agência de Notícias Nova Colômbia‘. É a assessoria de imprensa das Farc. Cesar então se pergunta: ‘E fica por isso mesmo? É legal?’
Mas é claro que é.
O prefeito, os seus e até a maioria do Brasil têm o direito de discordar. Dizer continuará a ser legal.
Assim, Cesar lembra o velho e continuamente saudosista da ditadura brigadeiro Ivan Frota que,
num artigo para celebrar o aniversário da Redentora, avisou ao presidente para que não ’se omita e exerça sua responsabilidade constitucional de defender os legítimos interesses do País. Se não o fizer, haverá quem o faça, o que já poderá ter começado.’ (dica do Sergio Sikera)
Prefeito que pede censura da livre expressão, brigadeiro da reserva que teima em ameaçar as instituições da República… quando a gente acha que o Brasil vai mal, lembra que já esteve muito pior.

Crônica

Babaus

Luiz Fernando Veríssimo no Blog do Noblat
E agora essa. Li que duas pessoas recorreram à justiça para impedir que o Centro Europeu de Pesquisa Nuclear ponha em funcionamento o gigantesco acelerador de partículas que está construindo há 14 anos perto de Genebra, alegando que um dos resultados da colisão de prótons em escala inédita que acontecerá dentro do acelerador pode ser a criação de um buraco negro que engoliria a Terra - e talvez o Universo. A inauguração do acelerador está marcada para este verão europeu. Por via das dúvidas, enquanto não se resolver a questão, não faça planos para depois de julho.
A colisão dos prótons dentro do super acelerador recriará energias e condições que ocorreram pela primeira (e última) vez na fração de segundo depois do Big Bang que deu origem a, literalmente, tudo. Pesquisadores estudarão os efeitos destes choques atrás de novas pistas sobre a natureza da massa e das forças que formam o Universo. Calcula-se que quase 90 por cento da matéria do Universo é chamada pelos cientistas de “matéria negra” para não precisarem chamá-la de “mistério”, ou de “seja lá o que for”. Com o novo acelerador se estaria avançando alguns passos importantes nessa escuridão. Mas como as partículas sub-atômicas são notoriamente imprevisíveis, o resultado de mais este exemplo da bisbilhotice humana poderia ser uma grande surpresa, a surpresa final. Em vez de um Big Bang, teríamos um Big Slurp, que nos chuparia - você, eu e todas as galáxias - para o nada, ou seja lá o que exista do outro lado do buraco.

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Acontece

Cinedebate

Sindicato dos Bancários
Ong Cidade & Cidadão
Ubatuba em Rede

Convidam a todos para a exibição do filme "SURPLUS"

Local: Sindicato dos Bancários - R. Cel. Domiciano, 286 - sala 5
Dia 6 às 18 h

*Surplus* - Suécia, 2003

Um filme de Erik Gandini
Música Original: Gotan Project, David Österberg, Johan Söderberg
Gênero: Documentário
Duração: 50 min
Um documentário diferente sobre o consumo exagerado. 1/5 da população mundial consome 4/5 dos recursos do planeta terra e produz 86% de todo desperdício. Nesta bonita e curta jornada pelo mundo, os diretores exploram o assunto através de muita música e imagens num documentário com jeito de videoclipe. Contamos com a presença de todos! (Rui Alves Grilo)

Dengue



Própolis contra a dengue

Enviado por Ronaldo Dias
O biólogo Gilvan Barbosa Gama, de Florianópolis, explica como usar a própolis contra a dengue. Segundo ele, a própolis exala na sudorese dois dos seus princípios ativos (flavona e vitamina B) que repelem os insetos.

Composição da Própolis

A própolis é uma cera produzida pelas abelhas a partir cascas, resinas e botões de flores. Sua composição: além das vitaminas do complexo B, C, H e O, a própolis também possui em sua composição a Flavonóides, galangia, resinas com bálsamo, cera e pólen.

Uso Preventivo

A tintura de Própolis na prevenção aos mosquitos da dengue, deve ser ingerida da seguinte forma:

Adultos:

- de 30 a 40 gotas diluídas em água (ausente de cloro). Um copo a cada 6hs.

Crianças:

- crianças de 0 a 10 anos deverão tomar a metade do peso corporal em gotas diluídas em água sem cloro (quantidade a critério).

Uso com a Dengue Instalada (TRATAMENTO RADICAL)

Adultos:

- tomar 7,5ml do extrato de própolis diluído em água (sem cloro). 1/2 copo na crise febril, ou seja, quando a febre se mostrar mais elevada. A partir daí, repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

Crianças:

- crianças 0 a 3 anos: 1,5 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade da água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
- crianças de 3 a 6 anos: 3,0 ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.
- crianças de 6 a 10 anos: 5,0ml do extrato de própolis diluído em água sem cloro (quantidade de água a critério) quando a febre se mostrar mais severa. A partir daí repetir esta mesma dosagem mais 3 vezes a cada 2hs.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTÍSSIMAS


Gilvan alerta, para não esquecer de fazer o teste ALÉRGICO para ver se quem vai tomar a própolis não é alérgico a ela. É muito rara esta sensibilidade mas pode ocorrer. Caso queira trocar a água sem cloro pela água de coco, é uma excelente pedida.
http://www.inova.unicamp.br/inventabrasil/propdengue.htm

Deu em o Estado de São Paulo



'Quem sabe eu possa conseguir meu diploma', diz Lula

De Clarissa Oliveira:
Em mais uma viagem para divulgar obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, em visita à Fundação Universidade Federal de Rio Grande (Furg), que espera obter um diploma de nível superior quando deixar a Presidência. Para tanto, aproveitaria uma das faculdades que pretende inaugurar até o fim do mandato. Lula cumpriu extensa agenda de compromissos no Rio Grande do Sul, sempre ao lado da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
- Não pude fazer (faculdade), num primeiro momento, porque não tive condição. No segundo momento, porque eu estava casado. No terceiro momento, porque era dirigente sindical. No quarto momento, porque virei presidente do PT. No quinto momento, porque virei presidente da República - disse o presidente, no discurso em Rio Grande (RS). (Do Blog do Noblat)


Nota do Editor - Lula está amadurecendo o discurso, já não desdenha da educação formal. Quem sabe consiga um título de sociólogo. Lula quer ser FHC, aos poucos vai conseguindo, faz tudo igualzinho ao ídolo. (Sidney Borges)

Eleições 2008

Prazo para concorrer

Candidatos a vereador têm até sábado para deixar cargos

Ministros, membros do Ministério Público, defensores públicos, juízes, secretários estaduais e municipais que pretendem concorrer ao cargo de vereador nas eleições deste ano têm até sábado (5/4) para deixar as suas funções e começar a campanha. De acordo com a Lei Complementar 64/90, se não deixarem os cargos seis meses antes do pleito podem ser decretados inelegíveis.
Os candidatos à prefeitura devem deixar os cargos até 5 de junho, quatro meses antes das eleições. Além da Lei 64/90, a Constituição também prevê a inelegibilidade. De acordo com o parágrafo 5º, do artigo 14, da Carta Magna, na eleição municipal, são inelegíveis o cônjuge do prefeito e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, que pretendem concorrer na mesma cidade do chefe do Executivo.
A regra também vale para quem tiver substituído o prefeito nos seis meses anteriores à eleição, salvo se já for titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.

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Ubatuba



Prefeitura e Santa Casa prestam contas à população

Mais de 100 pessoas acompanharam a audiência, entre representantes do Conselho Municipal de Saúde (Comus) e de associações de bairros, vereadores, funcionários da Rede Municipal de Saúde e cidadãos interessados

Assessoria de Comunicação PMU
Dando continuidade ao ciclo de audiências públicas que a Prefeitura de Ubatuba tem feito ao longo de toda esta gestão, a Secretaria de Saúde, juntamente com o setor administrativo e técnico da Santa Casa, realizaram, na noite desta quarta-feira, 2, mais uma audiência. O objetivo do evento foi prestar contas da atual situação do hospital à população, bem como responder alguns questionamentos levantados pela Câmara Municipal.
Mais de 100 pessoas acompanharam a audiência, entre representantes do Conselho Municipal de Saúde (Comus) e de associações de bairros, bem como vereadores, funcionários da Rede Municipal de Saúde e cidadãos interessados.

Opinião

Em busca de novo consenso mundial

Washington Novaes
Quanto mais passa o tempo, mais se torna evidente: o mundo todo terá de aprender a fazer as contas dos custos ambientais e sociais embutidos em todas as ações de governos, empresas e pessoas - que se estão tornando insuportáveis e ameaçam a estabilidade em todos os lugares. Eles terão de ser evitados, reduzidos e atribuídos a quem os gera, não a toda a sociedade. E será preciso rever conceitos e princípios anacrônicos que ainda regem o mundo.

Informações dos Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA, divulgadas há poucas semanas, reforçam essa convicção. Segundo esse estudo, o dano ecológico provocado pelas nações mais ricas (mudanças do clima, depleção da camada de ozônio, sobrepesca, depredação dos mangues, desflorestamento, expansão agropecuária predatória) tem custado aos países mais pobres, ao longo de 40 anos, mais que sua dívida externa conjunta ao longo desse tempo todo (New Scientist, 26/1). Esse dano é calculado em US$ 47 trilhões, quase tanto quanto o PIB anual de todo o mundo, hoje, e cerca de 30 vezes o PIB anual brasileiro. Os países ricos respondem por nada menos que 55% dos custos ambientais que ocorrem nos mais pobres. Ficam com 85% do pescado capturado nos mares dos países mais pobres; estes geram apenas 1,3% dos gases que afetam a camada de ozônio, mas ficam com 15% dos custos de saúde daí decorrentes - são dois exemplos.
Já há muitos anos a ONU diz que os países industrializados, com menos de 20% da população mundial, detêm quase 80% da renda, da produção e do consumo total. Só que a maior parte dessa produção depende de recursos naturais dos países mais pobres - mas sem compensá-los pelos danos ambientais e sociais com a extração e exportação.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 04 / 04 / 2008

Folha de São Paulo
"Arquivo da Casa Civil detalha dossiê"
Cópia de arquivo extraído diretamente dos computadores da Casa Civil mostra que o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da sua mulher, Ruth, de ministros tucanos e até da cozinheira de FHC saiu pronto do Planalto, informam Leonardo Souza e Marta Salomon. O documento afasta a possibilidade de que tenha havido adulteração nas informações arquivadas pela Casa Civil.


O Globo
"Número de médicos na rede pública do Rio é um mistério"
Apesar de ser um dos principais problemas no combate à epidemia de dengue, o déficit de médicos nos hospitais públicos do Rio é uma incógnita. Embora reclame a falta de 500 profissionais, o município não sabe dizer quantos clínicos trabalham em suas unidades. Já o estado afirma ter 2.081 clínicos gerais e 932 pediatras, mas não informa o tamanho da carência da rede. Em meio à confusão de números, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde, que se reuniu ontem, propôs a criação de uma Força Nacional com poder de arregimentar médicos em todo os país. A prefeitura disse que não terá como cumprir a ordem judicial que mandou abrir os postos 24h nos fins de semana. Um médico do Exército pode ser a primeira morte por dengue na Zona Sul.


O Estado de São Paulo
"Governo trava CPI, mas Senado convoca Dilma"
A oposição aproveitou uma distração dos governistas e aprovou a convocação da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para depor na Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Foi uma reação ao bloqueio do Planalto na CPI dos Cartões Corporativos.


Jornal do Brasil
"Médicos cobram segurança à noite nos postos de saúde"
A ordem judicial que determina funcionamento, por 24 horas, de todos os postos de saúde municipais deixou os médicos preocupados. Muitas unidades ficam em áreas violentas, e mesmo nas que já operam sem fechar os funcionários adotam táticas de sobrevivência. No PAM de Del Castilho, por exemplo, quem deixa o turno após as 21h dorme no trabalho e só sai de manhã. O posto fica perto das favelas da Fazendinha e Nova Brasília. O Sindicato dos Médicos pediu reforço de policiamento à Secretaria de Segurança.

quinta-feira, abril 03, 2008

Crônica



Improvisando

Um provérbio popular me veio à cabeça naquele dia longínquo da década de 1980, para ser mais preciso corria o ano santo de 1985. Quem não tem cão caça com gato. Quem não ouviu tal aforismo ao longo da vida? Pois foi algo parecido que ocorreu a um simpaticíssimo senhor caiçara da Ilhabela no dia ao qual me referi no início deste texto.
Primeiramente devo me apresentar, sou médico, meu nome é Ricardo Cortes e eu estava de plantão na Santa Casa de Ilhabela em um dia calmo do mês de maio, quando quase não há turistas e as noites são estreladas e frias. Pouco movimento, situação ideal para ler um livro policial, especialmente para mim que sou legista.
Eu estava em meu consultório e em certo momento a leitura foi interrompida por uma enfermeira que bateu à porta e entrou com uma ficha na mão:
- Um caso especial para o senhor, doutor. Dor de dente.

Fechei o livro e fiz a pergunta óbvia:
- Não tem dentista na cidade?
- Tem, mas é particular. O paciente é pobre. É melhor o senhor dar uma olhada, o homem está chorando.
Mandei que entrasse. Era um homem de sessenta e poucos anos transtornado de dor, com a cabeça entre as mãos, acompanhado da mulher muito assustada e bem mais jovem.
Examinei o dente, um canino, na boca só havia ele e o outro canino, um vazio desolador. Estava inflamado. Expliquei ao homem que eu ia dar um analgésico para tirar a dor e que ele procurasse um dentista. Não devo ter sido convincente, ele implorou pelo boticão, com tanta veemência que acabei concordando. Tirei o dente e ele foi-se embora satisfeito.
Voltei ao livro e quando me preparava para um cochilo fui novamente chamado a atender o mesmo homem. Seu Siqueira, agora meu conhecido. Meio que assoviando com a boca torta ele me disse:
- O senhor precisa me fazer um favor doutor. Tirar o dente que sobrou. Estou muito feio com um dente só, minha mulher ficou rindo de mim, ainda está rindo. Por favor doutor, depois eu mando fazer uma chapa.
O homem era convincente e teimoso e como um dente só é como uma andorinha sozinha que não faz verão, tirei o último dos moicanos. Ele saiu do hospital feliz, elogiando minha mão leve.
Voltei ao consultório e ainda consegui ler o final de “Bufo & Spallanzani”, de Rubem Fonseca, antes de dormir. Naquela noite o plantão foi tranqüilo, ninguém mais precisou de atendimento médico. Ou odontológico.
Na manhã seguinte, quando meu horário estava para terminar surgiu em minha frente o velho conhecido seu Siqueira, acompanhado da mulher e de quatro crianças. Assustadas, pois estavam lá para tratar os dentes comigo. Segundo seu Siqueira um ótimo dentista:

- Arranca sem dor. E sem muita conversa.

Ricardo Cortes

Angra 3. Sim ou Não?

Dúvidas radioativas

Audiências públicas do licenciamento ambiental da usina nuclear de Angra 3 não respondem sobre eficiência de plano de fuga da população e alocação de rejeitos radioativos

O Eco - Felipe Lobo
O processo de licenciamento ambiental da usina nuclear de Angra 3 teve novos capítulos nos dois últimos dias. Na terça-feira, os habitantes do municípiode Angra dos Reis (RJ) puderam conhecer o projeto com maiores detalhes efazer perguntas aos órgãos fiscalizadores, empreendedor e empresa responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental e seu respectivo relatório (EIA-Rima). Depois, na quarta, foi a vez de Paraty sediar a audiência pública e questionar os pontos positivos e negativos da obra. Nas duas reuniões, muitas camisetas em favor dos investimentos da Eletronuclear em contraponto à oposição ativa do Greenpeace e da Sociedade Angrense de Proteção Ecológica (SAPÊ). Marcado para as 18 horas do dia 25, o encontro no Iate Clube de Aquidabã, em Angra dos Reis, começou com uma hora de atraso. Enquanto a população local chegava, já era possível notar o clima daquela noite: faixas com os dizeres “Sim para Angra 3”, levadas por diferentes comunidades, eram estendidas nas laterais do auditório. Curiosamente, todas pareciam confeccionadas no mesmo local. Não foi difícil encontrar pessoas favoráveis ao empreendimento. “Ninguém segura o progresso, é irreversível, independente das audiências públicas”, disse Bermeval de Oliveira, presidente da Associação de Moradores de Cantagalo. Questionado sobre os riscos de um acidente nuclear, ele usou um argumento bastante ouvido nas duas noites. “Eu saio da minha casa e já estou correndo perigo. Quando eu dirijo, posso bater o carro a qualquer momento”, afirmou. Aliás, sua postura ganhou eco inclusive no prefeito da cidade, Fernando Jordão (PMDB). “Até dentro da minha própria casa eu corro risco”, disse,para depois completar, “todos os impactos ambientais já foram feitos com as construções de Angra 1 e 2. Na época, ninguém perguntou se queríamos ou não as usinas. Agora, está na hora de conseguir o apoio da Eletronuclear para a saúde, educação e infra-estrutura da cidade”. Outro morador da região, Claudio Nunes da Silva apresentou argumento um pouco mais sóbrio a respeitode sua postura favorável ao empreendimento. Para ele, que já trabalha em Angra 2 e é prestador de serviços da Eletronuclear, o controle de acidentes dentro da usina é rígido e os funcionários bem treinados.
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Imprensa

O novo e o velho jornalismo

Eric Alterman na última New Yorker
Hoje, quase todos os jornais sérios estão lutando para se adaptar às novas tecnologias e às oportunidades de criação de comunidades oferecidas pela distribuição digital de notícias. Isto inclui blogs de jornalistas, uso de vídeos e chats públicos com os repórteres e editores. Alguns, como o New York Times e o Washington Post, certamente sobreviverão a este momento de transformação tecnológica. Mas vão mudar. Cortarão o número de repórteres e aprofundarão sua presença online. Outros jornais escolherão aumentar o foco no noticiário local. Editores em toda parte estão dizendo que entenderam o recado.
Ainda assim, jornalistas por todo lado ainda estão envolvidos demais com seus status de insiders com acesso ao núcleo do poder. Eles costumam ignorar não apenas a maioria das críticas feitas na blogosfera mas também o fermento democrático meio desorganizado da Internet. Recentemente, o Chicago Tribune decidiu fechar suas caixas de comentários no noticiário político. O ombudsman, Timothy J. McNulty reclamou, e com razão, ‘que os comentários cada vez mais pareciam oriundos de uma comunidade de bestas-feras’. […]
E, assim, estamos para entrar num mundo onde a notícia é fragmentada e caótica. Sua principal característica é que a conversa, a comunidade de leitores, estará mais presente. A reportagem de primeira linha perderá espaço. Jornais eram devotados à reportagem objetiva. Agora, o jornalismo se dará através de comunidades, cada uma dedicada a seu próprio tipo de ‘notícia’ – cada uma com suas próprias ‘verdades’ nas quais baseiam seu debate, sua conversa. Ao perder o jornalismo objetivo, perdemos uma narrativa comum com a qual concordamos, um grupo de ‘fatos’ nos quais nos baseamos para a compreensão política. O noticiário ficará cada vez mais ‘democrata’ ou ‘republicano’.
Não é um fenômeno inédito. Antes de Adolph Ochs assumir o comando do New York Times, em 1896, garantindo que ia conduzir o jornal ’sem medo ou prestação de favores’, os EUA eram dominados por jornais nitidamente partidários. Em muitos países da Europa, a cultura jornalística há muito optou pelo caminho de narrativas concorrentes para comunidades políticas diferentes. Cada jornal reflete uma visão. Talvez não seja coincidência que o engajamento político nestes países seja muito maior do que aquele nos EUA.
(Do Blog de Pedro Dória)

Retrô



Relógio mecânico volta à moda e atrai ricos e classe média

Assis Moreira

O relógio Invention, de produção limitada a alguns exemplares, feito pelo suíço Robert Greubel, custa meio milhão de dólares. O modelo Titanic DNA Day & Night, de Romain Jerome, fica por US$ 350 mil. Patek Philippe, o Rolls Royce das grandes marcas suíças, está lançando o modelo '''hora universal'' a US$ 50 mil a unidade. E o popular Mondaine vende o seu por US$ 100.
Esses quatro modelos helvéticos, em meio a suas enormes disparidades, têm algo em comum: são todos relógios mecânicos.
Esse tipo de relógio, em contraposição ao popular modelo de quartzo, domina o Salão Mundial de Relojoaria e Bijuteria que será aberto hoje em Basiléia (Suíça) com 2.500 expositores de 45 países.
''O relógio mecânico está de novo na moda no mundo inteiro'', afirma Gaetano Cavalieri, presidente da Confederação Mundial de Relojoaria. É pela expansão dos mecânicos que a indústria relojoeira mundial espera crescer 15% este ano e faturar pela primeira vez US$ 200 bilhões, apesar das turbulências financeiras.
''O relógio mecânico ganha cada vez mais espaço porque há menos gente preferindo relógio de pilha'', diz Jacques Duchêne, representante da Rolex e presidente do comitê dos expositores. Há dois tipos de relógios mecânicos, aquele que o consumidor precisa dar corda e o outro que funciona com o movimento do pulso.

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Editorial

A oposição dos sonhos

Sidney Borges
A popularidade do presidente Lula está alta e vai continuar assim. Talvez até suba mais. Não que em seu governo o Brasil tenha mudado. É verdade que avançou um pouco, mas continua cheio de problemas. As cidades permanecem cercadas de favelas sem nenhuma infra-estrutura. O esgoto a céu aberto escorre entre os barracos enquanto cardumes de crianças andrajosas chafurdam na lama e no lixo. Moscas e cães sarnentos completam o quadro. Eu quase ia me esquecendo da dengue, que aos poucos assume ares de epidemia nacional. Apesar das péssimas condições ambientais, o povo não está de todo infeliz, sempre viveu assim e agora pelo menos recebe um pequeno auxílio do governo, o astro responsável pelo momento glorioso de Lula, pelo alto conceito que o Presidente desfruta e as pesquisas confirmam. O programa Bolsa-família. E por incrível que possa parecer, Lula já foi contra. Quando era oposição Nosso Guia se opunha ao assistencialismo, no que estava certo. Dizia que era esmola e que o governo deveria ensinar a pescar em vez de distribuir peixes. A oposição deve ser do contra, atirar pedras, levantar dúvidas, se possível arrancar o fígado do governo, retirar seu coração e enterrar na curva do rio. Lula falava gatos e sapatos dos programas que tanta popularidade lhe dão hoje, inventados pelo malvado Toninho Malvadeza, que também inventou os dossiês. Tinha sempre um de prontidão embaixo do braço. Lula e Toninho Malvadeza são mais parecidos do que alguém possa imaginar, mas Lula é mais esperto, mais político e tem muita sorte. Quem não gostaria de ser governo e ter como opositores um bando de grã-finos fracotes, cheios de não me toques, sem raça, sem fibra. Com essa oposição idiotizada e sem rumo, Lula vai continuar crescendo e só não ficará para o terceiro mandato se não quiser. O povo não sabe que foi no “governo neoliberal de direita do PSDB“ que o real, os programas assistencialistas e as bases da estabilidade econômica que o Brasil desfruta foram criados. E como ninguém insiste nessa tecla, Lula chama para si a paternidade. O problema da oposição está na área de comunicação. Cego em tiroteio não faria melhor.

Dossiê? Que dossiê?

Na íntegra, o dossiê contra o casal FHC

Do Blog do Noblat
A VEJA revelou há duas semanas a existência de um dossiê montado pelo governo sobre despesas sigilosas do casal Fernando Henrique e Ruth Cardoso na época em que ele morava no Palácio da Alvorada.
Na semana passada, a Folha de S. Paulo publicou que o dossiê foi produzido por auxiliares da ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil.
Tanto a VEJA quanto a Folha citaram algumas informações reunidas no dossiê. Mas nenhum veículo até hoje o publicou na íntegra - sequer parcialmente.
É o que faz agora este blog. Clicando no pé desta nota, você poderá conhecer na íntegra o dossiê que circulou no Congresso e que foi vazado pelo senador Álvaro Dias (PSDB-PR).
Limitei-me a escanear o dossiê. E a inserir o logotipo deste blog entre cada uma de suas páginas.
O dossiê lista 35 despesas feitas pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso. Elas ultrapassam por pouco a casa dos R$ 53 mil.
Por sinal, dona Ruth é o nome mais ilustre citado nas 13 páginas de planilhas com gastos dos anos de 1998, 1999 e 2001. Não aparecem gastos referentes a 2000 e 2002.
Com exceção de um porta-retrato no valor de 100 dólares dado de presente a um oficial colombiano, as demais despesas de dona Ruth têm a ver com o aluguel de carros.
Como adiantou, ontem, o blog, existe uma parte do dossiê que permanece inédita.
Segue,
aqui, a íntegra do dossiê que tem causado tanto barulho dentro e fora do Congresso. Duas das 13 páginas foram reunidas em uma só.
Você poderá abrir o arquivo só para ler ou baixá-lo se preferir. Aumente o tamanho das letras para ler melhor. (Ricardo Noblat)
Leia mais:
Foi a posição que divulgou dossiê do governo contra FHC
Álvaro Dias se recusa a entregar sua fonte
Álvaro Dias: Quem deve estar chateado é Lula
Notícia é para ser publicada. E ponto

Angra 3. Sim ou Não?

Ibama dará parecer sobre Angra 3 até o fim de maio

Alana Gandra Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) espera ter, até o fim de maio próximo, um parecer sobre a questão do licenciamento ambiental para a construção da Usina Nuclear Angra 3.
Na última semana, o Ibama encerrou uma série de quatro audiências públicas que foram solicitadas pelo Ministério Público Federal (MPF) à Justiça. Elas foram realizadas nos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro, no estado do Rio, e de Ubatuba, em São Paulo.
O diretor da Área de Licenciamento Ambiental do Ibama, Roberto Messias, informou à Agência Brasil que tudo o que foi dito nas audiências será considerado. “Nós temos 15 dias de prazo para receber todas as novas contribuições e opiniões. E depois vamos fechar o parecer com a área técnica”.
Roberto Messias considera prematuro afirmar que o licenciamento ambiental para a usina será concedido. “Hoje, eu não posso dizer. A equipe está analisando e vai considerar tudo à luz do que foi dito nas audiências públicas”.
As audiências públicas promovidas pelo Ibama no ano passado acabaram sendo anuladas por uma liminar obtida pelo MPF em Angra dos Reis. Elas foram realizadas nos municípios de Angra dos Reis, Paraty e Rio Claro, na Costa Verde fluminense, região que abriga a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, administrada pela empresa Eletronuclear.
Roberto Messias descartou a necessidade de novas audiências. “O Ibama convocou as que julgava necessárias e que foram solicitadas. Outros pedidos serão analisados. Mas nós achamos que a sociedade já foi bastante ouvida”, concluiu.

Ação Discriminatória

Câmara Municipal promove simpósio

Assessoria Charles Medeiros

O Vereador Charles Medeiros, do PSDB, no próximo dia 16, quarta-feira, no salão do plenário da Câmara Municipal, promoverá um simpósio para discutir o impacto social decorrente da Ação Discriminatória promovida pela Fazenda Estadual – processo nº 368/06 – que tramita na 1ª Vara Cível da Comarca de Ubatuba.
São 102 glebas incluídas nessa ação que estão sendo reivindicadas pela Fazenda Estadual como terras devolutas, ou seja, terras de domínio público que integrariam o patrimônio imobiliário do Estado de São Paulo. São glebas esparsas e localizadas desde o bairro do Ipiranguinha até a Zona da Sede do Município.
Com a publicação da citação e intimação por edital no Jornal A Cidade, edição do dia 22 de março do corrente, e após ser interpelado por muitos cidadãos aflitos e inseguros sobre o assunto desde então, o Vereador Charles Medeiros observa que o desfecho dessa ação poderá resultar em graves problemas sociais, vez que essas glebas abrangem área urbana do município densamente habitadas pela população local, motivo pelo qual idealizou um fórum de discussão para sanar as dúvidas da população, sem pretensões de esgotamento do tema.
O simpósio será realizado no próximo dia 16 de abril, quarta-feira, a partir da 13 horas, na Câmara Municipal de Ubatuba.

Dengue


Prezados amigos,
Recebi e repasso este e-mail sugerindo que vocês o divulguem. Parece simples, eficaz e extremamente oportuno.

Com forte abraço,

Renato Nunes

A "mosquiteca" foi inventada por um professor da UFRJ (MAULORI CABRAL) em parceria com biólogos da Fiocruz. Foi testada por eles e realmente funciona

MOSQUITECA


É muito simples sua construção.

Pegue uma garrafa PET de 1,5 litros ou mais. Corte a parte superior para fazer uma espécie de funil. Corte cerca de 10 cm da Pet, parte da base da garrafa. Lixe a parte interna do pedaço similar a um funil, pode ser utilizada uma lixa para madeira granulação 60, 100 0u 120. O objetivo é deixar a superfície interna bem áspera em toda a sua extensão.

Utilizando o "anel" parte da tampa da própria garrafa, faça um fechamento com um pedacinho de tela dobrado, (não serve o tule de véu de noiva, pois o buraco é grande o suficiente para que o mosquito passe) Coloque cinco grãos de arroz, ou de alpiste amassados, ou ainda ração para gatos dento da parte inferior da garrafa Pet. Sele as duas partes com fita isolante.
Está pronta a armadilha para a fêmea do mosquito transmissor da dengue. Encha com água limpa até cerca de 3 cm da borda do funil. Complete a água à medida que a mesma for evaporando Coloque a armadilha no quintal ou onde ficam os mosquitos.
É necessário ser um local sombreado, a fêmeas do mosquito não gostam de sol. A fêmea do mosquito, verifica onde está havendo evaporação da água para colocar os seus ovos.


Por que é necessário lixar o "funil"

A superfície fica corrugada e com isso a água sobe por capilaridade, aumentando a taxa de evaporação atraindo mais facilmente a fêmea do mosquito "Aedes Aegypti".

Por que é necessário colocar os grãos de arroz ou alpiste amassados?


A fêmea só põe ovos onde ela identifica que a água possui alimento para as larvas. Até "os mosquitos" têm instinto materno. Os ovos descerão pelos buracos da tela e ficarão na parte inferior do recipiente a tela, serve de elemento de ligação entre as duas partes e não permite que as larvas passem para a parte superior do recipiente. A presença da barreira de tela é muito importante, se ela estiver rasgada/destruída ao invés de um armadilha para o mosquito você estará fornecendo um criatório para o mesmo.
Periodicamente esvazie a parte inferior e mate as larvas com cloro. Verifique se está tudo OK com a tela e encha novamente a armadilha com água. Verifique a sua armadilha todos os dias.
O mosquito adulto vive de 30 a 35 dias, e as fêmeas põem ovos de quatro a seis vezes, nesse período. Em cada vez, ela põe cerca de 100 ovos, sempre em locais com água limpa e parada.
Se não encontra recipientes apropriados para depositar seus ovos, a fêmea pode voar distâncias de até três quilômetros até localizar um ponto que considere ideal.

A temporada de chuva, complica as coisas: um ovo de aedes aegypti pode sobreviver até 450 dias - um ano e dois meses - mesmo que o local em que ele foi depositado fique seco.
Se esse local receber água novamente (quando há uma chuvarada, por exemplo), o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e depois em pupa, e atinge a fase adulta num prazo curtíssimo: de dois a três dias.

A MATEMÁTICA DA MOSQUITOEIRA

Faça como eu: construa dez armadilhas, espalhe 5 pelo seu quintal e dê as outras 5 aos vizinhos, amigos, parentes. Peça que cada um deles faça o mesmo.
Veja os números de armadilhas que teremos a cada ciclo:

Ou seja, se cada um fizer a sua parte em 3 rodadas apenas teremos 1.560 armadilhas, enganando as fêmeas do mosquito. Em até 35 dias a fêmea do mosquito estará morta e se não tiver colocado os ovos em local onde os ovos se transformem em mosquitos, teremos (1.560 x10 x 100 = 1.560.000) mosquitos a menos.
O nº é este mesmo: mais de 1,5 milhões de mosquitos, considerando que cada armadilha engane pelo menos 10 fêmeas e que estas fêmeas coloquem ovos apenas 4 vezes na sua vida adulta.

Número de mortes por dengue no Rio sobe para 33


Número de mortes por dengue no Rio de Janeiro neste ano já supera o total de 2007

Rio de Janeiro - A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro informou quarta-feira (12) que já foram confirmadas 33 mortes por dengue no estado neste ano.
O número já é maior do que o registrado em todo o ano passado - 30 - e somente na capital foram 19 mortes. Ao todo, são 23.294 os contaminados pelo vírus da dengue no estado, com 245 casos confirmados de dengue hemorrágica.
O maior número de casos também se concentra na capital, que instalou ontem o Centro de Comando da Operação contra a dengue, operado pela Defesa Civil Municipal. As informações são da Agência Brasil.

CONCLUSÃO:

Vamos dar a nossa contribuição para interromper esta situação.
Não vou abordar os outros cuidados para não disponibilizar criatórios para os mosquitos. Você já os conhece, mas também é necessário colocar em prática.

OBS: Se desejar acesse o link abaixo para ver o vídeo do professor MAULORI, que foi veiculado pelo Jornal Hoje (da Globo) em 15/03/2008.
http://rjtv.globo.com/Jornalismo/RJTV/0,,MUL347258-9101,00.html

Ubatuba em foco

Como justificar o interesse público

Corsino Aliste Mezquita
Lemos na imprensa virtual: Ubatuba Víbora e O´Guaruçá, de 24-03-08 que: “Prefeitura pagou passeio de ônibus para passageiros do Island Escape”. Usar dinheiro público para brindar com passeios e benesses a desconhecidos alienígenas que, provavelmente, nunca voltem a Ubatuba, parece absurdo e assustador. É assunto que, certamente, o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo –TCESP- considerará despesa irregular, indevida e que não pode ser patrocinada com recursos dos impostos. É dinheiro surrupiado da Saúde, Educação, Saneamento Básico, Infraestrutura, etc.. etc...
No mesmo dia e as mesmas revistas virtuais publicaram:“Amostragens Comprometedoras”. Relacionava, o artigo, alguns dos inúmeros casos que, o TCESP, apontou, no relatório de apreciação das contas de 2006, e condenou como despesas irregulares por não atenderem o “INTERESSE PÚBLICO”, serem feitas sem licitação e sugerirem maracutaias praticadas com dinheiro público. Em todos os casos, os técnicos do TCESP, recomendam a devolução do dinheiro aos cofres públicos por quem ordenou ou praticou as despesas.
Curioso observar as semelhanças com as despesas relacionadas em “Amostragens Comprometedoras”. Relaciona:
Atender autoridades chilenas;
Equipe de som do carnaval;
Festival da paz;
Representantes do Ministério de Turismo.
Todas essas ações irregulares, apontadas pelo TCESP, foram praticadas pela Secretaria de Turismo do Município de Ubatuba. Coincidência?. Falta de controle?. Incompetência dos servidores da Secretaria de Turismo?. Crença na impunidade?. Deboche sobre todos os cidadãos pagadores de impostos?. Prestigiar o “nunca antes” e desmentir “uso do dinheiro público com responsabilidade”?. Todas as hipóteses são possíveis.
Não será demais refletir que, esses absurdos que vem a público, são amostras ou pontinhas de um imenso iceberg oculto nas lamacentas águas da administração municipal. Abramos os olhos. Os problemas são sérios. São esses gastos irregulares que empobrecem o município e o fazem se endividar e perder qualidade de vida, retrocessos na educação, na saúde, nos serviços públicos, na segurança e na existência de empregos.
VIVA UBATUBA!. Sem dengue e sem caluniadores.

Opinião

Brincando com a democracia

Editorial do Estadão
''Não se brinca com a democracia'' - disse o presidente Lula, explicando por que não aceita a idéia de um terceiro mandato. E reiterou, com maior ênfase, essa posição quando, indagado pela jornalista Maria Lydia - em recente entrevista no Em Questão, da TV Gazeta - sobre se a recusa a um terceiro mandato se devia a ''valores éticos'', respondeu: ''Mais do que isso: valores democráticos.'' Pode-se até discutir sobre a equivalência de tais valores, mas claro está que o presidente Lula quis demonstrar que associa firmemente a Democracia às regras de alternância do poder. Sendo assim, o vice-presidente José Alencar está brincando com a democracia quando defende mais tempo para Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República - por ser isso o que ''o brasileiro quer'' e porque Lula ''fez muito'', mas ainda ''há muito a fazer''. Grave não seria o que disse, se se tratasse apenas de destempero de uma cabeça. Mas tudo indica que não se trata disso. Há motivos para acreditar que não faria essas declarações sem a prévia anuência do presidente, pela simples razão de que sabia que ninguém acreditaria que não o consultara antes de fazê-las.Apesar de todas as enfáticas negativas presidenciais, não é provável que Lula nunca tenha, pelo menos, acalentado a idéia de disputar o terceiro mandato que, salvo algum percalço inesperado, conquistaria tranqüilamente, dadas as extraordinárias circunstâncias em que se insere o quadro político atual, tais como: um presidente da República com os maiores índices de popularidade que já desfrutou - 58% de avaliação positiva - desde o início de sua primeira gestão; uma situação econômica, em termos de recuperação de crescimento e geração de empregos, com resultados positivos como há muito não se via - pelo menos desde o ''milagre econômico'' dos tempos da ditadura; a total concentração do poder político na pessoa do presidente, de tal forma que não se vislumbra alguém de seu partido ou de sua base aliada que seja candidato ''natural'' a sua sucessão; e o favoritismo, segundo todas as pesquisas, de um candidato oposicionista à sua sucessão - a saber, o governador tucano de São Paulo, José Serra.
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Manchetes do dia

Quinta-feira, 03 / 04 / 2008

Folha de São Paulo
"Corte nos gastos pode chegar a R$ 30 bi"
A crise internacional e a sinalização do Banco Central de que pode subir os juros para conter o consumo e a alta da inflação levaram a equipe econômica a aumentar o tamanho do corte no Orçamento deste ano. Inicialmente previsto em R$ 20 bilhões, o corte agora pode ficar na casa dos R$ 30 bilhões para sinalizar ao mercado financeiro que o governo será mais prudente na área fiscal e cumprirá sua meta de superávit primário (economia feita para pagamento de juros) de 3,8% do PIB. Além dos R$ 12,5 bilhões já cortados pelo Congresso na votação do Orçamento, o presidente Lula analisa três propostas de cortes adicionais: de R$ 14,5 bilhões, R$ 16,5 bilhões ou de R$ 19,5 bilhões. Enquanto o Ministério do Planejamento avalia ser possível cumprir a meta de superávit com a adoção da primeira proposta, o Ministério da Fazenda defende que o momento exige um redução maior nos gastos, sobretudo diante das expectativas do mercado financeiro e dos empresários de alta da inflação com as incertezas internacionais e o aquecimento da demanda interna. Assim, o corte de gastos auxiliaria o BC a manter as expectativas de inflação no centro da meta (4,5%) e, espera a Fazenda, conter aumento dos juros.


O Globo
"Sindicatos celebram com Lula liberdade para gastar"
Com a presença dos dirigentes de todas as centrais sindicais, foi comemorado no Palácio do Planalto o veto do presidente Lula à fiscalização dosa sindicatos pelo Tribunal de Contas da União. Exultantes, dirigentes sindicais se revezaram no microfone para agradecer a Lula o veto à medida que abriria a caixa-preta do uso de cerca de R$ 1,2 bilhão anual, da contribuição sindical obrigatória - R$ 100 milhões só das centrais. O presidente disse que nunca teve dúvida sobre o veto e que temia que a fiscalização fosse usada para perseguição política. O Ministério do Trabalho descartou a possibilidade de exercer a fiscalização. Os sindicalistas pediram a ajuda de Lula para que a contribuição assistencial, hoje opcional, também passe a ser obrigatória. Lula prometeu apoio à convenção da OIT que veta a demissão imotivada e defendeu a regulamentação do direito de greve no setor público.


O Estado de São Paulo
"Fed admite recessão nos EUA"
Pela primeira vez desde o início da crise, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, reconheceu que a economia do país pode entrar em recessão. Ele observou, porém, que as condições devem melhorar no segundo semestre.
"A recessão é possível", afirmou, durante depoimento ao Comitê Econômico Conjunto do Congresso. "Nossas estimativas são de que estamos crescendo levemente no momento, mas achamos que há risco, no primeiro semestre como um todo, de haver uma leve contração."
O impacto das palavras de Bernanke nas bolsas foi limitado. Embora o Índice Dow Jones e a bolsa Nasdaq tenham fechado o dia no vermelho (quedas de 0,38% e 0,06%, respectivamente), analistas atribuíram o desempenho à alta do petróleo.
O barril para entrega em maio subiu 3,81%, para US$ 104,83, no mercado nova-iorquino. Os investidores temem que um combustível mais caro turbine a inflação e diminua o espaço para o Fed derrubar os juros.


Jornal do Brasil
"Congresso debate sumiço do prefeito"
A omissão do prefeito César Maia diante da epidemia de dengue no Rio acirrou os ânimos no Congresso. Citando a manchete "O prefeito sumiu" publicada ontem no JB, senadores governistas cobraram em plenário explicações de Maia (que é do DEM) e ameaçam convocá-lo a depor. O chefe do Executivo carioca recebeu críticas de cientistas políticos, de moradores e do assessor da Presidência Marco Aurélio Garcia: "Que cuide dos mosquitos e não me obrigue a falar dele como meu aluno no Chile".

quarta-feira, abril 02, 2008


Angra 3. Sim ou Não?

Ministério Público quer complementação do estudo de impacto ambiental de Angra 3

Alana Gandra Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O Ministério Público Federal (MPF) quer que o estudo de impacto ambiental da Usina Nuclear Angra 3 seja melhorado e complementado. Segundo afirmou à Agência Brasil a procuradora em Angra dos Reis, Ariane Alencar, o órgão entende que “existe muita omissão de informação ainda”.
A procuradora participou na última semana de quatro audiências públicas sobre Angra 3 realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama) nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
No ano passado, houve audiências públicas, mas foram anuladas a pedido do MPF, por entender que tanto o Ibama quanto a Eletronuclear, que é a estatal que administra e opera as usinas nucleares, não disponibilizaram o Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto Ambiental(EIA/RIMA) com a antecedência que a lei exige.
Na ocasião, o Ministério Público entrou na ocasião com uma ação civil pública e ganhou liminar, contra a qual o Ibama não recorreu. Daí terem sido convocadas as novas audiências públicas, que aconteceram na semana passada.
Segundo Ariane Alencar, entre os pontos que necessitam de complementação no EIA/RIMA de Angra 3 está a previsão de alternativas tecnológicas para o empreendimento. Isso estaria previsto na Resolução 1/86 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).
No caso de uma usina nuclear, isso significa que teriam de ser apresentadas alternativas à construção.
“É necessário que seja feito um estudo comparativo de custo, de impacto ambiental, que contemple desde a mineração do urânio até o enriquecimento e encaminhamento desse material para as usinas. E comparar isso com as outras fontes de energia disponíveis, para saber se vale a pena, do ponto de vista ambiental, construir a usina de Angra 3”, informou.
A procuradora destacou que, na verdade, isso deveria ser feito antes do licenciamento. Outro ponto considerado fundamental pelo ministério público se refere ao depósito definitivo de rejeitos radioativos. Ela sublinhou que até hoje Angra 1 e Angra 2 geram rejeitos radioativos que estão armazenados temporariamente nas próprias usinas. “E a gente não sabe por quantas centenas, milhares de anos, esses rejeitos podem gerar algum dano à saúde humana, ao meio ambiente”.
Alencar citou lei de 2001 que determina à Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) a construção de depósitos definitivos. Disse que essa lei até hoje não foi cumprida. “E agora a Eletronuclear quer construir Angra 3 sem que exista depósito definitivo”.
O entendimento do MPF é que, tendo em vista a periculosidade do material radioativo, antes de se pensar em construir uma terceira usina é preciso definir o que vai ser feito com o lixo produzido pelas usinas anteriores, que se acham em operação.
A procuradora do MPF em Angra dos Reis afirmou que o órgão vai encaminhar ao Ibama uma recomendação definitiva em relação ao licenciamento da usina. A indicação do MPF é de que o Ibama não conceda o licenciamento ao empreendimento com esse EIA/RIMA. “Mas que os estudos de impacto ambiental sejam melhorados”.
Ela revelou que o MPF tem uma ação civil pública contra a construção de Angra 3 por ilegalidade e ofensa à Constituição. A procuradora deixou claro, porém, que uma vez que não há liminar, “juridicamente, o licenciamento é válido e está acontecendo”. Ela acrescentou que não é contra o licenciamento. “O que a gente quer é aperfeiçoar os estudos de impacto ambiental”.
 
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