sábado, março 29, 2008


Popularidade

Números de outrora

Sidney Borges
O general Médici assistia futebol com o radinho na orelha e dava palpites na escalação da seleção. Sua popularidade em tempos de "Brasil, ame-o ou deixe-o", chegou a estonteantes 84%, segundo a coluna de Jorge Bastos Moreno no jornal O Globo. Como podemos ver pelos números, que não mentem, Lula poderia tirar um pouco o salto alto. A ditadura era mais popular do que ele. Sem bolsa-família...

São Paulo

Datafolha mostra Marta um ponto à frente de Alckmin

A mais recente pesquisa Datafolha, a ser publicada na Folha de S.Paulo de anmanhã, coloca a ministra do Turismo, Marta Suplicy (PT), um ponto à fente de Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida pela prefeitura de São Paulo. As pesquisas anteriores davam sempre Alckmim em primeiro. Em um eventual segundo turno entre os dois pré-candidatos, o do PSDB ainda ganharia por 53% a 41%.

O Datafolha ouviu 1.089 eleitores nos dias 25 e 26 de março e chegou a esses números:

* 29% - Marta Suplicy (em fevereiro eram 25%)
* 28% - Geraldo Alckmin (em fevereiro eram 29%)
* 13% - Gilberto Kassab do DEM (em fevereiro eram 12%)
* 08% - Paulo Maluf do PP (em fevereiro eram 10%)
* 07% - Luiza Erundina do PSDB (em fevereiro eram 8%)


Margem de erro de 3%, para mais ou para menos, o que deixa Marta e Alckmin virtualmente empatados. (Do Blog do Noblat)

Brasil



O futuro da epidemia de dengue

Fernando Gabeira
Durante toda a semana procurei conhecer e oferecer alternativas para a epidemia de dengue que assola o Rio. Falei com autoridades, especialistas, e cheguei à conclusão de que é muito difícil debelar o problema antes do meio de abril. As razões são muitas. A primeira delas é a suposiçao de que todos os que estão em risco podem ser atingidos, asssim chegando-se a um ápice que só tende, em seguida, a cair. A segunda é a expectativa da elevação da temperatura.
Portanto, nesse período nossa tarefa central é evitar mortes e reduzir o sofrimento. Para isso tenho entrado em contato com os representantes de hospitais particulares, em busca, também, de uma contribuição da iniciativa privada, algo perfeitamente realizável num quadro de epidemia.
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Ficção, pura ficção

Getúlio não faria melhor. Nem Stálin

Sidney Borges
Na semana que passou revi o filme “Uma mente brilhante” que retrata a vida do matemático John Nash, ganhador do premio Nobel em 1994. Nobel de Economia, vale lembrar que o Nobel de Matemática não existe. O criador da láurea tinha razões para não gostar de matemáticos. Sua mulher gostava. Especialmente de um o que acabou prejudicando a categoria. Aquela coisa do Adão ter comido a maçã e eu batucando no teclado em dia de praia. Um dia baterei as botas, é da vida, quando adentrar ao paraíso, ou quem sabe ao inferno, ultimamente estou inadimplente com o dízimo, vou ter uma séria conversa com esse tal de Adão. Será que ele fala português? Não importa, Lula vive ligando para o Bush e nenhum dos dois fala a língua do outro. Apesar de ser autor de trabalhos revolucionários, que tiveram grande influência na área da economia, Nash sofria de um distúrbio compulsivo que o obrigava a buscar padrões em tudo o que o cercava. Bem, eu não tenho uma mente brilhante, meu QI dá apenas para o gasto e fora gostar de paçoquinha, uva-passa e coca-zero, não sofro de transtornos compulsivos. Mas estou começando a enxergar um padrão nas alopradices petistas, será que é demência senil ou a coisa é de verdade? Vamos lá. Recordando um pouco chegaremos aos tempos do comissário Dirceu, o todo-poderoso super ministro da Casa Civil. Dirceu é um homem obstinado, trabalhador, organizado, uma das maiores vocações burocráticas que este país conheceu. Não fosse ele o PT não existiria e Lula jamais teria chegado à presidência. Lula é desorganizado, confuso e prefere viajar a encarar o gabinete, mas é carismático e em política vale a imagem. Juntos formaram uma dupla imbatível. Em certo momento até os micos-leões dourados da Mata Atlântica plena de ONGs juravam que Dirceu sucederia Lula na presidência. Eu também achava, mas sempre há um porém. Tinha uma pedra no meio do caminho, digo tinha um Waldomiro Diniz no meio do caminho. Do caminho de Dirceu. Dirceu hoje é carta fora do baralho, não apita nada, não vai mais fazer sombra para Lula. Sucessor morto, sucessor posto, viva Palófi, digo Palocci. Médico, simpático, jovem, educadíssimo, trabalhador, competente, o Ministro da Fazenda começou a crescer no imaginário popular. Brasileiros gostam de temperança e Palocci poderia perfeitamente ser confundido com um franciscano, vestia as sandálias Armani da humildade e era um verdadeiro peixe ensaboado quando confrontado pela oposição. Eu até imaginei criar um produto que certamente faria sucesso. “Para um penteado elegante use Vaselina Palocci, de múltiplos usos, discrição em seus cabelos.” Tudo levava a crer que o gordinho cicioso seria o sucessor de Lula. Eu também achava, mas, sempre há um porém. Tinha uma pedra no meio do caminho, digo tinha um Francenildo no meio do caminho. Do caminho de Palocci. Palocci hoje é carta fora do baralho, não apita nada, não vai mais fazer sombra para Lula. Sucessor morto, sucessor posto, viva Dilma. Economista, ex-guerrilheira, ex-presa política torturada, conhecida pelos micos-leões da Mata Atlântica plena de ONGs como mulher competente e obstinada. Substituiu Dirceu na Casa Civil e começou a ganhar espaço na mídia, tornando-se com o advento do PAC a provável sucessora de Lula. Quando começaram a falar de Dilma como candidata eu até duvidei, mas ultimamente passei a considerar a possibilidade de uma mulher assumir a presidência do Brasil. Os acontecimentos caminhavam nessa direção até que em certo momento, deu-se o inesperado. Inesperado? Tinha uma pedra no meio do caminho, digo tinha um dossiê no meio do caminho. Do caminho de Dilma. Dilma hoje é carta fora do baralho, não apita nada, não vai mais fazer sombra para Lula. Sucessor morto, sucessor posto, viva o terceiro mandato. Terceiro mandato para Lula. Com a passagem do tempo as células cerebrais perdem o vigor, sinto já não ser o mesmo de outrora, mas sinto também que o filme que acabei de relatar tem um enredo no mínimo intrigante. Há um padrão em curso ou estou ficando louco? Só o tempo dirá.

Dossiê no pé

“Lula e Dilma Rousseff desacreditam-se pateticamente”

Editorial da Folha

Aloprados nunca faltaram ao governo Lula, cumprindo habitualmente a função de assumir a responsabilidade por iniciativas que seus superiores dizem ignorar. O exemplar mais recente dessa espécie é, conforme revelado pela Folha nesta sexta-feira, a principal assessora de Dilma Rousseff na Casa Civil. Seu nome é Erenice Guerra; surge no noticiário por admitir, a interlocutores, que foi sua a ordem de organizar um banco de dados com as despesas sigilosas de Fernando Henrique e Ruth Cardoso no governo anterior.
O alopramento petista já fez coisas piores que esmiuçar, para posterior divulgação, o custo secreto das codornas desossadas que abasteceram a cozinha do Palácio da Alvorada. Erenice Guerra não foi surpreendida com uma mochila repleta de dólares destinada a comprar dossiês contra um candidato oposicionista; nem mesmo revelou os dados bancários de um caseiro a quem interessasse intimidar. Na vasta despensa do desgoverno ético petista há sigilos e sigilos, dossiês e dossiês, aloprados e aloprados, cada qual com seu peso próprio.
Quebrar a privacidade das contas de um cidadão é ato bem mais grave do que o vazamento de informações sobre as despesas palacianas do Executivo, que afinal são pagas pelo contribuinte, e sobre as quais se impõe uma blindagem injustificada.
Mesmo assim, o governo Lula e, em especial, a ministra Dilma Rousseff, desacreditam-se pateticamente neste episódio. O dossiê, que uma retórica esfarrapada traduz em "base de dados", foi de fato produzido; não se confunde meramente com os registros oficiais do sistema de controle de gastos do Executivo.
Torna-se ridículo o argumento de que os dados de consumo de Lula devem ser protegidos por segredo de Estado, quando o próprio governo o quebra no intuito de minar seu antecessor. Não teve êxito nesse alopramento de armazém; mina-se, em troca, o nome de Dilma Rousseff na sucessão presidencial.
Pouco importa. Se há alguma lição a tirar do episódio, é que o segredo em tais contas deve ser reduzido ao prazo mínimo indispensável para a segurança presidencial. O sigilo nesse aspecto é tão pouco republicano quanto o ato de rompê-lo por motivações partidárias; o governo petista conseguiu, entretanto, reunir as duas coisas num só vexame.

Opinião

Sensação de roubado

Mauro Chaves
Os que acham que se está fazendo muita celeuma em torno dos cartões corporativos, que existem problemas muito mais importantes a serem resolvidos no País do que a briga de oposicionistas com governistas na CPI dos Cartões, que se exagera nas acusações de chantagem por meio de sórdidos dossiês de novos aloprados, ou que é simples mesquinharia a insistente cobrança da quebra de sigilo dos gastos presidenciais, com certeza ainda não descobriram a "sensação de roubado" que acomete o povo brasileiro, depois de se ver tão afanado por agentes do Estado. As vítimas de roubo costumam sofrer uma auto-avaliação de incompetência, negligência e impotência, sentindo-se culpadas por não terem sabido proteger o próprio patrimônio. Bem, em se tratando do eleitorado, essa culpa às vezes se justifica plenamente. Mas o importante é perceber que a "sensação de roubado" rebaixa a auto-estima, que tanto se pretende elevar no povo brasileiro.

O eminente tributarista Renato Ferrari já sintetizou (em seu livro Em Busca da Paz Tributária, pág. 58) o ponto mais sensível da relação Estado-cidadãos, nestes termos: "O Estado, sendo um meio e não um fim, deve servir ao homem e à sociedade e não servir-se deles; e sendo o Estado um ente abstrato, servir-se deles significa dizer o proveito pessoal, pelos agentes públicos, da sua condição de componentes e representantes do Estado, no plano concreto".
Realmente, a sociedade brasileira se sente cada vez mais indignada com o "proveito pessoal", por parte dos que compõem os quadros de gestores públicos de todas as esferas - especialmente as mais altas -, dos recursos, extraídos pelo Estado, do esforço de trabalho dos cidadãos contribuintes. Ela não se conforma - para dar exemplo que se tornou bem emblemático - quando o presidente de uma entidade de fomento científico, que desviou dinheiro público da ciência para a decoração de luxo do apartamento de um servidor (o já famoso reitor do saca-rolhas de R$ 859), apenas reconhece, candidamente, que "o dinheiro poderia ter sido mais bem empregado" - e fica tudo por isso mesmo.
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Manchetes do dia

Sábado, 29 / 03 / 2008

Folha de São Paulo
"Dilma diz que dossiê é "banco de dados""
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) disse ontem que as informações reveladas sobre gastos presidenciais de Fernando Henrique Cardoso e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso não são um dossiê, mas sim um "banco de dados" e lançou o desafio: "Provem que não é um banco de dados, provem. Não fiquem assacando contra nada". Dilma também afirmou que a imprensa deveria revelar quem vazou os dados relativos ao ex-presidente tucano. "Afirmamos que é um banco de dados e que a quantidade de informações que tem um banco de dados é 20 mil vezes maior do que um dossiê e são essas informações que estão armazenadas na Casa Civil, seja para fornecer para a Comissão Parlamentar de Inquérito, se for pedido e se for decidido sob a responsabilidade de sigilo da CPI, seja para informar o Tribunal de Contas da União", disse a ministra, em entrevista em Delmiro Gouveia (AL). A Folha publicou ontem reportagem em que afirma que a ordem para que fosse montado um dossiê com os gastos pessoais de FHC e sua família partiu da secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra. "Não há nesta publicação que saiu na Folha de S.Paulo nenhum dado novo em relação ao que tinha saído na "Veja". Há uma afirmação por parte do jornal que nós fizemos um dossiê. Nós insistimos que não foi um dossiê", disse ela. "É óbvio que a parte administrativa da Casa Civil é dirigida pela doutora Erenice. O que a doutora Erenice falou na matéria [da Folha] é a mesma coisa que estamos falando desde a "Veja': nós fizemos um banco de dados", afirmou Dilma.

O Globo
"Dilma resiste a demitir assessora que fez dossiê"
A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) resiste às pressões da oposição para demitir a secretária-executiva de sua pasta, Erenice Alves Guerra, apontada como responsável por um dossiê sobre os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e de sua mulher, Ruth Cardoso. Dilma nega que se trate de um dossiê, referindo-se às informações como um "banco de dados", e diz que o governo foi vítima de um "vazamento criminoso". A versão oficial é de que o vazamento teria sido ato de informantes tucanos infiltrados no Planalto. O líder do PSDB, Arthur Virgílio, chamou a ministra de "aloprada". Em Alagoas, o presidente Lula elogiou o senador Renan Calheiros e disse que a oposição está "destilando ódio", O governo descartou investigação da PF: Fernando Henrique cobrou a demissão de Erenice Guerra. Nos EUA, a Casa Branca demitiu há 15 dias assessores que vasculharam dados de Barack Obama e Hillary Clinton.


O Estado de São Paulo
"Oposição acusa Dilma pela produção do dossiê FHC"
Antes da abertura da CPI dos Cartões, o Planalto já havia mobilizado a Esplanada dos Ministérios para montar um dossiê sobre gastos do governo Fernando Henrique com cartões corporativos e contas B. A operação saiu de ao menos duas reuniões lideradas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Sua secretária-executiva, Erenice Guerra, reuniria os dados. Dilma acusa a oposição de promover a "escandalização do nada". "Não há dossiê coisa nenhuma. Há trabalho de rotina, na formatação de um banco de dados", alega. Em Alagoas, o presidente Lula também mirou nos adversários: "Estão destilando ódio."


Jornal do Brasil
"Dengue avança 26% em apenas 5 dias"
O avanço da epidemia de dengue no Rio é assustador. Em cinco dias, os casos chegaram a 31.288, um salto de 26,3%. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, crê que a subnotificação, sobretudo em atendimentos fora da rede pública, mascare indícios até piores. Enquanto isso, a integração entre as esferas de poder não chega a alguns lugares. A tenda de hidratação (estadual) de Jacarepaguá não é usada pelo hospital municipal Lourenço Jorge, na Barra. Embora faça ali 300 atendimentos de dengue por dia, o município sustenta que a unidade dá conta, enquanto, do lado de fora, os pacientes reclamam das filas. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, pelo menos 20 imóveis com focos foram invadidos por agentes, nos dois primeiros dias de vigência do decreto do "pé na porta".

sexta-feira, março 28, 2008

Aleluia!

Cuba permite utilização de celulares sem restrições

Por Anthony Boadle
HAVANA (Reuters) - Cuba anunciou na sexta-feira que permitirá aos cubanos, pela primeira vez, usarem os telefones celulares sem qualquer tipo de restrição, na mais recente medida adotada pelo novo presidente do país, Raúl Castro, para aumentar o acesso da população aos bens de consumo.
A ilha caribenha possui a menor taxa de uso de celulares da América Latina, já que o serviço restringia-se basicamente aos estrangeiros e a autoridades do governo.
A estatal cubana Etecsa, que controla o setor de telecomunicações, começaria a fornecer o serviço de telefonia móvel para o público em geral dentro de alguns dias.
"A Etecsa é capaz de oferecer o serviço de celular para a população", afirmou a empresa em um comunicado divulgado pelo jornal Granma, do Partido Comunista do país.
Muitos cubanos desejam há muito tempo ter acesso aos celulares e esperavam que esse fosse um dos primeiros passos adotados por Raúl, que no dia 24 de fevereiro substituiu no poder Fidel Castro, irmão dele que estava há quase 50 anos no comando de Cuba.
Alguns moradores da ilha caribenha possuem celulares registrados no nome de estrangeiros ou nos seus locais de trabalho. Agora, eles poderão colocar os contratos em seus nomes, afirmou a Etecsa.
Segundo a estatal, o novo serviço seria pago com a moeda forte do país (peso conversível cubano, conhecido como CUC) a fim de custear o desenvolvimento dos sistemas de telecomunicações de Cuba e ampliar o fornecimento das linhas de telefonia fixa.

Aloprâncias

Dilmagate

Kennedy Alencar
Um traço constante do governo Luiz Inácio Lula da Silva tem sido a sua enorme capacidade de tropeçar nas próprias pernas. Possuem DNA petista os fios que detonaram os mais graves casos de corrupção e escândalos políticos desde que o PT chegou ao poder central.
Quando tudo vai bem para Lula, com notícias seguidas de popularidade alta, a oposição precisa apenas esperar que alguém do governo ou do PT resolva dar um tiro no pé. Foi assim com Waldomiro Diniz, José Dirceu, Antonio Palocci, Delúbio Soares...
Agora, o problema apareceu na Casa Civil da poderosa Dilma Rousseff. Por ora, estacionado na secretaria executiva, ocupada por Erenice Guerra, a número 2 de Dilma.
Por mais que o governo negue que tenha feito um dossiê contra adversários, não dá mais para acreditar nisso. É fato que informações secretas sobre o governo FHC foram devidamente documentadas por ordem de pessoa próxima à ministra da Casa Civil. A papelada detalha despesas da ex-primeira-dama Ruth Cardoso e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Ora, a semelhança com o caseirogate é evidente. O poderoso Antonio Palocci Filho caiu do Ministério da Fazenda em março de 2006 porque houve o vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Palocci nega até hoje participação no vazamento.

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Angra 3. Sim ou Não?



Angra 3: por um debate livre de ideologias e dogmatismos

Fonte Nuclear

Em meio a uma nova rodada de audiências públicas sobre Angra 3, o Greenpeace divulgou estudo sobre os custos do empreendimento que não resiste a uma análise técnica mais consistente. Apesar de a entidade afirmar que o trabalho foi realizado pelo Instituto de Eletrotécnica e Energia da Universidade de São Paulo (USP), ele é, na verdade, apenas um cálculo projetado por um professor da universidade, em caráter pessoal, a partir de palestra de um engenheiro da Eletronuclear ministrada no instituto, em dezembro. Os dados foram alterados de forma a aumentar o custo final do projeto e visam somente confundir a opinião pública com sensacionalismo e impedir o desenvolvimento da tecnologia nuclear no país.
Auditorias independentes foram feitas nos últimos anos com diferentes empresas e todas confirmaram o orçamento de R$ 7,2 bilhões para concluir o projeto. A última foi realizada em 2007 pela empresa suíça Colenco, a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME). O relatório do Greenpeace considera os juros durante a construção (JDC), que somam cerca de R$ 2,5 bilhões, como investimento, o que não é feito para nenhum empreendimento. Mesmo assim, os JDC são considerados no cálculo da tarifa de equilíbrio da usina, ou seja, não há qualquer tentativa de ocultar sua existência, como quer fazer crer a ONG.
Além disso, todo o custo de construção, operação, manutenção, combustível nuclear, financiamento, seguro e descomissionamento será pago com a energia produzida por Angra 3. Por isso, não serão necessários recursos do Tesouro Nacional. Não existe qualquer tipo de subsídio, como os que foram dados ao Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), que inclui energia eólica, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas (PCHs).
A taxa de retorno considerada no estudo da Eletronuclear para Angra 3 é de 10%, sendo perfeitamente compatível com as taxas praticadas em outros projetos públicos de infra-estrutura de grande porte. Quanto à questão dos gastos já realizados com a usina, que somam R$ 1,5 bilhão, estuda-se a possibilidade de considerar na composição da tarifa apenas a parcela relativa a investimentos diretos em materiais e serviços (R$ 600 milhões). O restante (R$ 900 milhões) é fruto de atrasos no projeto, causados por indecisão governamental, e não seria justo repassá-lo ao consumidor.
É importante lembrar que os atrasos na construção de Angra 2 e 3 se deveram à crise econômica da década de 1980 que acabou levando o país à moratória da dívida externa. A crise não afetou apenas o setor nuclear, mas todos os setores de infra-estrutura. Várias hidrelétricas também tiveram suas obras paralisadas, onerando o custo final. Atualmente, o país vive um momento bem diferente, de estabilidade econômica, e esse risco não existe. Além disso, as obras de conclusão de Angra 2 foram iniciadas em 1996 e terminadas em 2000, sem atrasos no cronograma, o que estabelece um antecedente positivo. Não há razões para que a construção de Angra 3 seja diferente.
A comparação da tarifa de Angra 3 com a das usinas térmicas é válida, ao contrário do que afirma o Greenpeace. Apesar de o sistema elétrico brasileiro ser calcado na energia hídrica, ela não será capaz de sustentar sozinha a expansão do parque gerador nacional. Será necessário complementá-la com outras fontes de energia. As principais opções são as usinas nucleares e as térmicas a gás e óleo, que vêm sendo acionadas cada vez mais devido à grande demanda por energia elétrica. A tarifa das térmicas em operação hoje, na prática, ultrapassa os R$ 140 por MWh, devido ao combustível adicional utilizado.
Se a preocupação do Greenpeace é com o custo da energia gerada, então, a energia eólica não pode ser considerada uma solução, visto que sua tarifa é superior a R$ 200 por MWh, bem maior que a de Angra 3. É verdade que as usinas nucleares exigem investimento inicial maior, mas isso é compensado pelo baixo custo de operação, levando em conta que o combustível tem pouca influência no preço da tarifa, e o alto fator de disponibilidade, que pode chegar a 90%, diferentemente da energia eólica, cuja disponibilidade média é de 35%.

Crescimento da demanda exigirá investimento em todas as fontes

O Brasil precisará investir em todas as alternativas de geração disponíveis para sustentar um crescimento próximo de 5% ao ano, como planeja o Governo. O investimento em conservação de energia elétrica é importante, mas não é suficiente. De acordo com o Plano Nacional de Energia 2030 (PNE 2030), será necessário adicionar 53,7 gigawatts (GW) à matriz elétrica até o final deste período, o que fará com que a capacidade do sistema interligado chegue a 156,3 GW.
Durante o período, haverá um crescimento substancial da demanda por energia. De acordo com o PNE, a taxa anual de crescimento do consumo deve alcançar 3,5% até 2030. Não é à toa que o Governo pretende construir não só Angra 3, mas de quatro a oito usinas nucleares de 1 mil MW cada até esta data. Os estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostram que, já a partir de 2020, o aproveitamento do potencial hídrico brasileiro será cada vez mais difícil, pois resultará em maiores impactos ambientais e custos cada vez mais altos. Por isso, a energia nuclear se tornará ainda mais importante.
Além de competitivas, as usinas nucleares são seguras. Em mais de duas décadas de operação, Angra 1 e 2 não registraram nenhum incidente que resultasse em liberação de radiação para o meio ambiente e a população. A operação das usinas também evita a emissão de mais de 2 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano na atmosfera, o que é uma inegável vantagem ambiental.
O debate sobre os rumos do setor nuclear é de extrema importância para o futuro do país e precisa ser feito de forma responsável. O Brasil tem a sexta maior reserva de urânio do mundo, além de competência técnica, experiência e tecnologia, o que se traduz em um grande potencial para explorar a energia nuclear. Não podemos deixar de aproveitá-lo por causa de ideologias e dogmatismos que em nada beneficiarão o país. (ABEN)

Utilidade Pública

Prefeitura realizará audiência pública sobre Santa Casa de Ubatuba

Assessoria de Comunicação – PMU

A Prefeitura Municipal de Ubatuba, através da Secretaria de Saúde, irá promover na próxima quarta-feira, 2 de abril, uma audiência pública sobre a Santa Casa.
A audiência será realizada no auditório da Escola Tancredo, a partir das 19h30.
O objetivo, segundo o secretário de saúde do município, Clingel Frota, é apresentar à população uma prestação de contas sobre o hospital.

Editorial

Angra 3. Finalmente o grande dia

Sidney Borges
Não sei precisar o dia, deve ter sido por volta de 15 de fevereiro. Recebi um telefonema da Câmara Municipal a pedido do presidente da casa, vereador Ricardo Cortes. Queriam saber se eu tinha interesse em visitar o complexo nuclear de Angra dos Reis, coisa equivalente a perguntar a um urso:

- Aceita um potinho de mel?
Topei na hora e no dia 27, ao lado de seleto grupo conheci as usinas nucleares tão comentadas, tão temidas, tão desconhecidas. Energia nuclear não é um tema novo para mim, por mais de trinta anos alternei a vida entre jornalismo e magistério e quando professor ensinando Física. Apesar do conhecimento teórico, a visita me impressionou muito e a partir do que vi tomei a resolução de dar o máximo de informações aos meus leitores, a maioria de Ubatuba. Durante um mês publiquei o que saiu na imprensa sobre Angra 3. Coloquei frente a frente defensores e detratores, opiniões baseadas em ciência e algumas não tão embasadas, mas sinceras. Por três vezes, a convite do meu competente amigo Allan, da Maré FM, falei sobre o tema no jornal radiofônico, que vai ao ar diariamente. Hoje acontecerá a audiência, acredito que modestamente este blog contribuiu para dar subsídios aos ubatubenses, pelo menos para questionar. O tema é complexo, foge ao senso comum. O meu posicionamento pessoal sobre o uso de energia nuclear é bastante claro. Sou favorável com certas ressalvas. Na vida nada é de graça. A farta energia produzida pela fissão do átomo pode ser uma solução, mas também pode ser um problema. Os padrões de segurança são bons? Então vamos torná-los melhores. Sempre será mais barato, e mais prudente prevenir. Por outro lado, confio na ciência e no governo, que reputo sério e bem intencionado e tenho como certo que antes do fim da vida útil dos reatores em operação haverá uma solução satisfatória para o lixo nuclear. Mas insisto, os padrões de segurança precisam ser rigorosos. Muito rigorosos.
“ ... são os que conhecem pouco, e não os que conhecem muito, os que afirmam tão positivamente que este ou aquele problema nunca será solucionado pela ciência.”
Charles Darwin, introdução, The descent of man (1871)

Chávez

Factóide bolivariano

Da Coluna Painel da Folha
Gravando! Seguranças da Presidência foram advertidos pelos venezuelanos ao tentarem afastar, em Pernambuco, um homem que insistia em abraçar Chávez. Depois, os próprios assessores resgataram o "fã". Tratava-se de membro da comitiva cuja função é posar para fotos manifestando carinho por Chávez.

Nota do Editor - Não é novidade, Chávez copiou de Cauby Peixoto que vestia ternos alinhavados, arrancados pela fãs em meio a choro e gritinhos histéricos. Naquela época o Brasil tinha 60 milhões de habitantes e 18 milhões viviam em cidades. Depois apareceu o beijoqueiro... (Sidney Borges com informações da Revista do Rádio)

Ciência

Estudo revela que ratos têm capacidade de pensar como humanos

Animais conseguiram usar experiência para abstrair regras gerais e conseguir comida. Resultados sugerem que inícios de pensamento abstrato aparecem em animais

Da France Presse
Ratos também têm a capacidade de aprender novas regras e aplicá-las em diferentes situações, uma habilidade considerada, até então, uma prerrogativa da mente humana, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta semana.
E os roedores podem ir além: em artigo publicado numa revista científica britânico, pesquisadores do University College de Londres e da Universidade de Oxford afirmaram que os ratos também possuem a capacidade do pensamento abstrato.

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Nota do Editor - Eu sempre desconfiei de meu hamster que passava horas divagando com o olhar perdido no infinito. Nesses momentos ele me parecia absorto em considerações da Metafísica, que tem por objeto todos os seres, mas apenas enquanto são o ser e não enquanto são tais ou quais seres determinados, cujo objeto é o mais abstrato possível na extensão máxima, uma vez que convém a tudo o que é ou pode ser, e na compreensão mínima, uma vez que abstrai qualquer nota ou qualidade particular. Depois comia um pouco de girassol e caminhava na rodinha. Magnífico roedor, pena que o gato da vizinha... (Sidney Borges)

Ubatuba em foco

Vereador denuncia irregularidades em Ubatuba

Vereador envia ofício ao Tribunal de Contas com informações de possível superfaturamento e a prática de subempreita em obra da Prefeitura de Ubatuba (SP). Vereadores que apóiam o Prefeito rejeitaram o envio da documentação através de Requerimento


Jairo Quadros
O vereador Edilson Félix (PR) enviou ao Tribunal de Contas de São Paulo, através de ofício, para análise daquele órgão, documentação e informações sobre possível superfaturamento e a prática de subempreita nas obras de construção da Escola Municipal do Horto-Figueira, no período 2005/2006.
Os vereadores que apóiam o prefeito Eduardo Cesar votaram contra o Requerimento na Sessão de Câmara de 26 de fevereiro, impedindo o envio do mesmo ao Tribunal de Contas. O vereador Claudio Gulli (PMDB), requisitou a votação em destaque do Requerimento, que acabou rejeitado pelos seis vereadores da situação.


Declaração do subempreiteiro

Entre os documentos anexados ao Requerimento, há um que aponta a subempreita das obras, através de depoimento de um dos sócios da empreiteira JPM Gomes, João Pedro Gomes, que afirma ter sido contratado – em regime de subempreitada – para a construção de 50% da Escola Municipal do Horto-Figueira. Gomes também informou que os 50% restantes foram subempreitados pela Empreiteira Soares. "A empresa vencedora subempreitou a obra toda e não participou da construção", declarou.

Contrato de subempreitada

Na documentação que instrui o Ofício enviado está um “instrumento particular de contrato de subempreitada”, onde a empresa Lopes Khalil, vencedora da licitação contrata a JPM Gomes para realizar os trabalhos de mão-de-obra, pelo valor de R$ 58.500,00 (cinqüenta e oito mil e quinhentos reais), para a execução de 450 metros quadrados de área construída do prédio.
Uma lei municipal, de 2003, proíbe que as empresas vencedoras de licitações de obras e serviços, subempreitem as mesmas, aplicando inclusive multas e possibilitando à Prefeitura a rescisão do contrato firmado.


Índice da Caixa Econômica Federal aponta para alto preço da obra

No Ofício do vereador, que substitui o Requerimento 35/08, documentos apresentam diferenças entre o valor do contratado entre a Prefeitura e a empresa Lopes Khalil (R$ 1.287.179,93) e os índices do SINAPI - Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil, publicado pela Caixa Econômica Federal, para uma obra do mesmo porte (R$ 659.120,00). Uma diferença de mais de o dobro no valor da obra contratada.
No Ofício, Edilson Félix solicita ao Tribunal de Contas que analise a documentação e apure os fatos apresentados.


Jairo Quadros

felipeubatuba@yahoo.com.br

Angra 3. Sim ou Não?



É hoje, não perca

Audiência Pública em Ubatuba

Foi publicado dia 01/02/2008, no Diário Oficial da União (D.O.U.), edital do Ibama informando que, em atendimento à legislação vigente e à solicitação do Conselho Estadual de Meio Ambiente do Estado de S. Paulo - Consema, promoverá, no dia 28 de março (hoje) em Ubatuba (SP), uma audiência pública relativa ao licenciamento ambiental da Usina Angra 3.


Na oportunidade, serão discutidos o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) da Usina. Cópias dos dois documentos encontram-se à disposição para consulta nos locais publicados no D.O.U. e também no hotsite “Angra 3, um futuro com muito mais energia”, na página da Eletronuclear na Internet (http://www.eletronuclear.gov.br/).

Confira, abaixo, o local e horário da Audiência Pública:

Data: 28/03/08
Horário: A partir das 18h
Local: Cine Passeio - Shopping Passeio Santa Fé (Rua Conceição, 180 - 1º andar - Centro - Ubatuba/SP)

Visita ilustre



Carlinhos Almeida em Ubatuba

Sidney Borges
Atendendo o convite do presidente do PT de Ubatuba, Mauricio Moromizato, tomei café ontem à tarde com o deputado estadual do PT, Carlinhos Almeida. Conversamos sobre temas variados, mas ao tocar em um ponto que me é caro e que considero a única forma do Brasil mudar de patamar, a Educação, tive uma surpresa. Fugindo do lugar-comum dos políticos aos quais estamos acostumados, o deputado em poucas palavras diagnosticou o problema e mostrou caminhos para a solução. Foi uma conversa produtiva e agradável que lamentei ter sido curta. Haverá outras. O presidente do PT de Caraguatatuba, João Rocha e o assessor do deputado, Paulo Afonso, também participaram da mesa.

Dossiê? Que dossiê?

Secretária-executiva da Casa Civil teria dado ordem para dossiê, diz jornal

Segundo 'Folha de S. Paulo', Erenice Guerra formou grupo para levantar despesas de FHC.Reportagem afirma que ela negou reunião para criação de 'força-tarefa'

Do G1, em São Paulo
Reportagem do jornal “Folha de S. Paulo” desta sexta-feira (28) afirma que a secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Alves Guerra, deu ordem para a produção de um dossiê com as despesas do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de sua mulher, Ruth Cardoso, e de ministros do governo tucano, a partir de 1998. As denúncias sobre a suposta existência do dossiê com gastos do ex-presidente foram divulgadas na última edição da revista “Veja”. Nesta semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça, Tarso Genro, negaram a existência do dossiê.
Segundo o jornal, o documento começou a ser elaborado antes da criação da CPI dos Cartões, que investiga gastos com cartões corporativos do governo federal. O banco de dados seria paralelo ao Suprim, sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo. De acordo com a reportagem, Erenice Guerra teria tido uma reunião no Planalto com membros da Secretaria de Administração, da Secretaria de Controle Interno da Presidência e de áreas da Casa Civil e solicitado funcionários de cada setor. A chefe de gabinete dela, Maria de La Soledad Castrillo, teria sido designada para coordenar os trabalhos.
O jornal afirma que, a interlocutores, a secretária-executiva isenta a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, da decisão de organização das despesas do ex-presidente.
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Tudo azul

A dívida interna continua crescendo

Em fevereiro, a dívida pública federal total cresceu 2,6% em relação ao mês anterior, e a dívida mobiliária interna cresceu 3,2%. O crescimento de R$ 38,1 bilhões da dívida interna que representa 92,3% do total da dívida pública mostra claramente as dificuldades do Tesouro para administrar um déficit nominal ainda elevado.
A evolução da dívida externa, que depende muito da flutuação do câmbio e representa apenas 7,67% do total da dívida, não representa grande problema. O maior é o da dívida interna. (Estadão)

Nota do Editor - O Ubatuba Víbora vem alertando para o fato e até micos-leões dourados de áreas quilombolas da Mata Atlântica de tantas ongs já sabem. Dívida de verdade é a interna. A nota acima saiu no editorial de Economia do Estadão. Há alguns dias o presidente Lula comemorou o fim da dívida externa. Atirou na parte visível do iceberg, a platéia aplaudiu, o Titanic finalmente poderia navegar sem riscos. Ledo engano, Lula matou uma das cabeças da hidra, há outras à espreita. Negociar a dívida interna é prioritário, sem tal providência não haverá dinheiro para a infra-estrutura e tudo o que for conseguido nestes tempos de mar azul desaparecerá na primeira tempestade. Quero ver Lula ter coragem de afrontar os bancos. (Sidney Borges)

Opinião

Onde fica o tempo da democracia?

Washington Novaes
Dois pronunciamentos do presidente da República, na semana passada, levaram a memória a dar um salto de mais de uma década para trás, em busca do que diziam os relatórios sobre o desenvolvimento humano editados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). No primeiro desses pronunciamentos, em Campo Grande (MS), disse o presidente que "é humanamente impossível você governar se não tiver medidas provisórias. Porque o tempo e a agilidade com que as coisas precisam acontecer muitas vezes são mais rápidos do que o tempo das discussões democráticas que são necessárias acontecer no Congresso" (Agência Estado, 19/3). No segundo, em Foz do Iguaçu (PR), disse ele: "Nós estamos olhando com muita cautela porque não queremos que uma crise americana, que não fomos nós que criamos, venha a causar uma crise no Brasil. Estamos olhando todo o tempo com lupa" (Agência Estado, 21/3).

Durante toda a década de 1990, os relatórios do Pnud chamaram a atenção para a "necessidade de reinventar a governança para o século 21", diante dos sinais claros de insustentabilidade do panorama global, minado por fatores fora do controle dos governos, principalmente os de países mais pobres. Num tempo em que só o volume diário do mercado de câmbio já ultrapassava US$ 1,5 trilhão (tanto quanto o PIB anual brasileiro de hoje), em que os empréstimos bancários internacionais já estavam próximos de US$ 5 trilhões, em que 70% do comércio mundial (inclusive de cereais) era detido por empresas transnacionais, perguntava o Pnud como poderia o governo de um país, isolado, resistir aos movimentos especulativos e às crises do capital. Hoje, já diziam os relatórios, os governantes têm de operar durante as 24 horas do dia olhando para o computador, para saber o que está acontecendo nos mercados financeiros e cambiais do mundo, que são interligados e não param. Se eles não fizerem isso e não forem capazes de dar resposta imediata, em tempo real, podem naufragar numa crise. Mas - insistiam os relatórios - isso nada tem que ver com os tempos da democracia, que são muito mais lentos, exigem discussão, formação de consenso ou maioria, antes da decisão. A nova situação mundial - concluíam - está matando os tempos da democracia. E criando um gigantesco problema de governabilidade.
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Manchetes do dia

Sexta-feira, 28 / 03 / 2008

Folha de São Paulo
"Principal assessora de Dilma montou dossiê contra FHC"
Erenice Guerra, secretária-executiva da Casa Civil, ordenou levantamento de despesas - Partiu da secretária-executiva da Casa Civil, braço direito da ministra Dilma Rousseff, a ordem para a organização de um dossiê com todas as despesas realizadas pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sua mulher Ruth e ministros da gestão tucana a partir de 1998. O banco de dados montado a pedido de Erenice Alves Guerra é paralelo ao Suprim, o sistema oficial de controle de despesas com suprimentos de fundos do governo. O governo nega tratar-se de um dossiê. A interlocutores Erenice se responsabiliza pela decisão de organizar processos de despesas de FHC, isentando a chefe de ter tomado a decisão. Ela é conhecida como "faz-tudo" de Dilma, sendo a funcionária mais próxima da ministra que Luiz Inácio Lula da Silva vê como presidenciável para 2010. Quando o trabalho começou a ser feito, corriam as negociações no Congresso para investigar gastos com cartões corporativos do presidente Lula. Por pressão de governistas, as investigações recuariam ao período de governo tucano. O banco de dados avançara sobre parte do material guardado no arquivo morto, num dos prédios anexos do Planalto.


O Globo
"MST é condenado por desvio de verbas de alfabetização"
A Associação Nacional de Cooperação Agrícola (Anca), entidade controlada pelo MST, foi condenada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 4,4 milhões ao governo federal. O dinheiro fora repassado pelo Ministério da Educação para a alfabetização de 30 mil jovens e adultos e a formação de dois mil alfabetizadores em assentamentos. Após auditoria e processo, o TCU concluiu que a entidade repassou dinheiro para secretarias regionais do MST, o que é ilegal, e também não conseguiu comprovar que deu os cursos de alfabetização. Foi considerado ilegal ainda o gasto de R$ 159 mil em diárias para participantes de um seminário. A Anca nega irregularidades.


O Estado de São Paulo
"BC já prevê inflação acima da meta do ano"
O Banco Central (BC) elevou as expectativas de inflação de 4,3% para 4,6% em 2008 e intensificou a ameaça de elevar a taxa de juros para conter o aquecimento da economia e as pressões inflacionárias. Pela primeira vez desde 2005, a estimativa para o IPCA supera o centro da meta, que é de 4,5%, levando a cúpula do BC a sugerir que está próxima de seguir o caminho de outros bancos centrais no mundo que subiram os juros.


Jornal do Brasil
""Bush, meu filho, resolve tua crise""
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse ontem, na abertura do Fórum Brasil-México, que ligou para o colega americano George Bush e o mandou cuidar da crise dos EUA. "Eu disse para o Bush: o problema é o seguinte, meu filho, nós ficamos 26 anos sem crescer, agora você vem atrapalhar? Resolve tua crise. Empolgado com os indicadores da economia brasileira, dentre os quais a expansão do crédito e do consumo, Lula ainda comparou o Bolsa Família ao milagre da multiplicação dos pães.

quinta-feira, março 27, 2008

Aviação


David Neeleman segura um modelo do Embraer 195

Embraer fecha contrato de US$ 1,4 bilhão com nova empresa aérea brasileira

Frota da companhia terá 36 jatos EMBRAER 195, podendo chegar a 76 aviões

São José dos Campos, 27 de março de 2008 - A Embraer firmou acordo com a mais nova companhia aérea brasileira, comandada pelo empresário David Neeleman, para a venda de 36 jatos EMBRAER 195. O negócio inclui ainda opções para outras 20 aeronaves e direitos de compra para mais 20. O valor da encomenda, referido a preço de tabela, é de US$ 1,4 bilhão, podendo atingir US$ 3 bilhões caso todas as opções e direitos de compra sejam confirmados.
"Estamos realmente felizes com a perspectiva de ter, em breve, o EMBRAER 195, um avião fabricado no Brasil, voando no Brasil com uma empresa aérea do Brasil", afirmou Frederico Fleury Curado, Diretor-Presidente da Embraer. "Esses jatos, que já são operados e consagrados em 18 países, vão oferecer ao passageiro brasileiro um conforto superior, com maior espaço entre as fileiras de assentos, maior largura das poltronas e, muito especialmente, uma configuração onde não há assentos 'do meio', sendo todos às janelas ou junto ao corredor." (Fonte: Embraer)

Cultura

Projeto de Restauro do Sobradão tem nova reunião em abril

Eventos Fundart

No próximo dia 02 de abril, na Fundart, sua diretoria executiva estará reunida com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e com representantes da Palumbo Galvez – Arquitetura & Restauro para ultimar tratativas em torno do fechamento do projeto de restauro do Sobradão do Porto.
Os trabalhos iniciados em abril do ano passado, já foram apreciados pelo IPHAN, que está fechando os cálculos de custos para, a seguir ser enviado ao Ministério da Cultura para ser homologado e habilitado para a captação de recursos visando a execução das obras.
O projeto, bastante minucioso, requereu pesquisa exaustiva para cumprir todos os trâmites exigidos pelo CONDEPHAAT e IPHAN, órgãos estadual e federal, respectivamente. Para concretizar o projeto de restauro, já constante de pormenorizado estudo, reuniões técnicas e levantamentos minuciosos foram realizados durante estes onze meses de trabalho intensivo. (Enviado por:http://www.fundart.com.br/)

Ubatuba

Pérolas, Sementes e Otimismo

Marcio Barbosa Gonçalves
Ubatuba, uma jóia da natureza, simbolicamente poderíamos dizer ser um belo colar de perolas, nossas praias, cachoeiras, trilhas, nosso povo, nossa historia, entre outras maravilhas, como cada peça de um colar, e todas sustentadas por um fio chamado política.
Este fio no decorrer de muitos anos vem se desgastando e com muitos pontos fragilizados, enfraquecendo e desvalorizando esta jóia.
Não podemos deixar que nossas perolas se percam por lhes faltar o fio que lhes mantém a unidade.
Temos hoje que plantar sementes de otimismo e de coragem, para colher amanhã frutos de prosperidade e uma qualidade de vida melhor, pois infalivelmente se estamos sofrendo, é porque estamos colhendo os frutos de escolhas amargas das sementeiras errôneas do passado.
Devemos estar alertas quanto ao momento presente, passamos por diversos problemas e precisamos urgentemente resolve-los, temos que reformar a vida política do município, muitos de nossos atos perante a sociedade, cessar definitivamente as fraquezas por que passa Ubatuba, vamos então, começar a partir deste momento, não devemos deixar para amanhã o que temos que fazer hoje...
De certo não resolveremos do dia para a noite, mas se pensarmos negativamente, atrairemos mais e mais prejuízos, piorando muito o nosso estado, vamos seriamente avaliar as atividades de nossos políticos e daqueles que almejam chegar ao poder, procuremos as melhores alternativas, o que não pode acontecer é desistirmos ou pensarmos somente no individual, a saúde, educação, saneamento básico, fontes de renda como turismos e outras alternativas devem ter uma política de trabalho séria, responsável e honesta, temos que estar presentes na vida política de nossa cidade, região e país, não podemos simplesmente rotular que todos os políticos são corruptos e inescrupulosos, equivoca-se quem generaliza, como em todas as profissões se tem o bom e o mau profissional, não são todos os que ingressam nessa profissão que enveredam por caminhos obscuros," é como o sol, que ilumina e saneia o pântano, sem que seu raio de luz e calor dali se afaste enlameado e fétido", daí a importância de avaliar muito bem em quem escolhemos para conduzir o nosso futuro e de nossos filhos.Sejamos o espelho vivo de grandes conquistas.
Quem realmente quer fazer o bem... faz, e luta por situações melhores, depende de nós darmos o voto de confiança as pessoas certas e excluirmos os erros de julgamento do passado.
A vida é assim, as vezes acertamos, as vezes erramos, só não temos o direito de desistir.

Angra 3. Sim ou Não?



Licenciamento ambiental de Angra 3, em debate: Angra dos Reis e Paraty discutem o EIA-Rima

Gloria Alvarez

A Eletronuclear, atendendo à convocação do Ibama, participou, nos dias 25 e 26 de março, de duas novas audiências públicas para discutir o licenciamento ambiental da Usina Angra 3. Os dois encontros, realizados respectivamente em Angra dos Reis e Paraty, reuniram cerca de 600 pessoas, que participaram ativamente do debate durante quase seis horas de duração.

As reuniões foram presididas por Valter Muchagata, sub-diretor de Licenciamento Ambiental e coordenador geral de Infra-estrutura e Energia Elétrica do Ibama. A mesa técnica foi composta também por: Luiz Soares, diretor técnico da Eletronuclear; Alexandre Nunes da Rosa, geólogo da MRS Estudos Ambientais (empresa consultora responsável pela elaboração do EIA-Rima); Laércio Vinhas, diretor de radioproteção e segurança nuclear da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN); e Ariane Gebel de Alencar, procuradora do Ministério Público Federal (MPF).

O prefeito de Angra dos Reis Fernando Jordão também estava presente à mesa do encontro realizado no município. Ele declarou-se favorável à construção de Angra 3 no seu discurso de abertura, ressaltando, no entanto, a sua preocupação social em relação ao empreendimento . “Nós somos a favor de Angra 3. A Usina será importante para o Brasil. Mas nosso município não suportará uma invasão migratória, por isso é necessário que a mão-de-obra seja da região.”

No encontro de Paraty, o prefeito José Carlos Porto também se mostrou preocupado com a questão social. Ele reconheceu que o impacto será muito menor do que por ocasião da construção de Angra 1 e de Angra 2, mas cobrou responsabilidade da empresa e contrapartidas para o município.

A procuradora do Ministério Público, Ariane Alencar, fez questão de ressaltar a importância das audiências públicas. “É uma oportunidade que o MPF tem de escutar a população. Por isso, estimulo que a comunidade tire suas dúvidas, faça seus questionamentos e manifeste sua opinião sobre o empreendimento”.

Em seu discurso de abertura, Luiz Soares, diretor técnico da Eletronuclear, explicou que, por força judicial, o Ibama e a Eletronuclear estão repetindo as audiências públicas que já tinham sido realizadas no ano passado, mas ressaltou que cada reunião é uma nova oportunidade para a empresa expor seu empreendimento e tirar possíveis dúvidas da população. “Estamos participando deste novo ciclo de debates com o mesmo entusiasmo. A discussão sempre é válida e contribui para enriquecer a qualidade do debate”.

Laércio Vinhas, da CNEN, explicou que eles realizam o licenciamento de todas as instalações radioativas no país. Além das usinas nucleares, existem hoje cerca de 3.700 instalações (medicina, indústria, etc.) que utilizam material radioativo ou fontes radioativas e atendem a todos os requisitos de segurança. Disse, ainda, que a CNEN mantém um quadro de inspetores residentes na Central Nuclear, em Angra, os quais realizam inspeções periódicas nas usinas.

Em seguida, a física Sandra Miano, responsável pela área nuclear na Diretoria de Licenciamento Ambiental do Ibama, fez uma apresentação breve explicando como funciona o licenciamento ambiental de um empreendimento.

Os detalhes técnicos de Angra 3 foram apresentados pelo engenheiro Paulo Carneiro, da Diretoria Técnica da Eletronuclear. Ele explicou que a maior parte do projeto de engenharia a ser adotado para a nova usina está disponível, já que Angra 3 será uma usina idêntica à Angra 2, e que o prazo estimado para a Usina seja concluída é de 5,5 anos. Também ressaltou a importância da diversificação da matriz energética brasileira; o fortalecimento da indústria nacional; e a geração de empregos com a retomada das obras.

Por último, a empresa consultora MRS apresentou o Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima), dando seu parecer sobre a viabilidade ambiental do projeto. A conclusão foi de que a implantação de Angra 3 não apresenta impacto significativo, já que a Usina está concluindo um complexo, não implicando em alteração de áreas não mexidas nem deslocamento de população. Além disso, destacou que a experiência de gerenciamento da Eletronuclear, em Angra 1 e Angra 2, garante a confiabilidade e a segurança da usina.

Após a apresentação dos resultados, o público presente pôde tirar suas dúvidas e fazer seus questionamentos em relação ao empreendimento. Integrantes do Greenpeace, da ONG Sapê (de Angra dos Reis), e do Movimento Pró-Angra 3 participaram ativamente da discussão. Uma das questões mais levantadas foi em relação aos empregos gerados durante a fase de obras. A Eletronuclear explicou que, no período de maior movimentação no canteiro de obras, a estimativa é que sejam criadas cerca de nove mil novas vagas e que a prioridade será de utilização de mão-de-obra local.

Outra dúvida foi em relação à segurança dos depósitos de rejeitos da Eletronuclear e sobre a estocagem definitiva desse material. Laércio Vinhas assegurou a segurança desses depósitos e explicou que, em razão da possibilidade de construção de outras usinas nucleares no Brasil, a CNEN está refazendo o estudo para verificar o local mais apropriado para a construção do Depósito Definitivo. Segundo ele, o assunto é prioridade no governo, visto que é uma ação que faz parte do PAC. Orçamento de Angra 3, medidas compensatórias, contrapartidas para os municípios vizinhos e plano de emergência foram outras dúvidas recorrentes nos encontros.

As duas audiências públicas foram consideradas válidas pelo Ibama. No prazo de 15 dias, a contar da data das reuniões, o órgão receberá comentários, sugestões e manifestações sobre o empreendimento, que serão anexados ao processo administrativo.
Os dois encontros foram os primeiros de uma série de quatro novas audiências públicas que estão sendo realizadas sobre Angra 3. Hoje (27), será realizada a mesma audiência em Rio Claro (RJ) e amanhã (28) será a vez da população de Ubatuba (SP) conhecer melhor o empreendimento e os aspectos de seu licenciamento ambiental.

Gloria Alvarez
Assessora Técnica do Diretor-Presidente da Eletronuclear
Coordenadora da Assessoria de Imprensa
Contatos.: 21 2588.7606 / Cel. 9642.9910
E-mail:
galvarez@eletronuclear.gov.br

Sumido

Casagrande está internado para se livrar das drogas, informa revista

A edição de abril da revista Placar revela que o ex-jogador e comentarista da Rede Globo foi internado em uma clínica para dependentes de drogas na Grande São Paulo, pouco depois ter sofrido um acidente automobilístico

Da Redação do iG Esportes
SÃO PAULO - Onde está Casagrande, o ex-jogador de Corinthians, São Paulo e Flamengo, mais recentemente comentarista de futebol da Rede Globo de televisão? A resposta: internado em uma clínica para dependente de drogas, na Grande São Paulo, segundo informa a próxima edição da revista Placar, que começa a chegar às bancas do País nesta sexta-feira.
No dia 22 de setembro do ano passado, Walter Casagrande Jr., 44 anos e três filhos, capotou sua Cherokee em uma rua do bairro da Lapa, em São Paulo, e foi internado na UTI do Hospital Albert Einsten. Depois disso, desapareceu da mídia. A reportagem da Placar, assinada pelo jornalista Tarso Araújo, ouviu 16 pessoas ligadas ao ex-atleta para descobrir o paradeiro de Casagrande, que hoje depende de liberação dos médicos para deixar a clínica em que está internado — não pode fazê-lo por vontade própria.
As fontes ouvidas pela Placar confirmaram que o jogador consumia cocaína e até heroína. E que sua dependência havia piorado nos últimos tempo. "Internado há pouco mais de seis meses, o comentarista ainda não recebe os poucos amigos. Nessa etapa, só a família pode ir até a clínica, mas o contato, no início, é por meio de um vidro", informa a reportagem de sete páginas da revista.

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Nota do Editor - Casagrande não pode ser crucificado, calma aí gente. Há um forte atenuante ao vício, não nos esqueçamos que ele trabalha ao lado de Galvão Bueno. Há situações tão estressantes na vida que justificam cheirar maconha ou fumar cocaína. (Sidney Borges)

Falta de pontaria

Piloto holandês erra de aeroporto na Índia e atravessa o país inteiro

Ele não sabia que cidade na Índia tinha acabado de inaugurar um aeroporto novo.Como o velho já estava fechado, ele ficou tentando pousar feito barata tonta

Da France Presse
Um vôo da KLM que saiu da Holanda com destino a Hyderabad, no sul da Índia, "errou o alvo" e atravessou todo o país porque o piloto simplesmente não reconheceu o novo aeroporto da cidade. A confusão ocorreu poucas horas depois do início das operações do Aeroporto Internacional Rajiv Gandhi, em Hyderabad. Ele foi inaugurado à meia-noite do último sábado (22), segundo o jornal indiano "Times". O piloto da KLM, que saiu de Amsterdã, estava tentando aterrissar no antigo aeroporto de Hyderabad, mas foi avisado pelos controladores aéreos de que o local estava fechado. Ele foi então direcionado para o novo aeroporto, mas, confuso, só disse: "O quê?". E voou para Nova Délhi, de onde partiu para Mumbai depois de ter negada a permissão para pousar.

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Nota do Editor - Essas coisas acontecem, Sir John Archibald, alcunhado de "Pelos nas ventas" pela população de Essex, na Inglaterra, bebeu demais na noite de núpcias e saiu para tomar ar antes de dormir. Na volta errou a casa e ao acordar descobriu que ao seu lado não estava a esposa, mas sim o sargento James MacAllister, com quem viveu maritalmente por trinta e seis anos, até cair no rio Tâmisa apos uma infernal bebedeira. A família pede que não sejam enviadas flores. (Sidney Borges)

Opinião

Ubatuba, eleições 2008

Renato Nunes
Todos querem saber a quem apoiar para dirigir o município nos próximos quatro anos. Será que os mesmos que já se mostraram sem vocação para interpretar o momento histórico que vivemos nos últimos vinte anos, divisor entre o progresso e qualidade de vida ou degradação econômica? Ou os novos pretendentes, cujas propostas se resumem a críticas, embora procedentes, ao que se fez e ao que se faz?
Esse ponto divisor do nosso futuro deve ser mais bem explicado. Queremos dizer que por força de lei federal já existe neste município um programa de governo nascido de demorados debates com a população, aprovado pela Câmara e sancionado pelo Prefeito. Esse programa é lei, a lei municipal número 2892/06, portanto, programa obrigatório desde 2006.
Por meio dele a comunidade terá o mesmo nível de decisões que tem hoje o Executivo e o Legislativo e terá ainda, aí está sua grande força e modernidade, a responsabilidade de formular as políticas públicas para o desenvolvimento de Ubatuba e sustentá-las quando submetidas à Câmara de Vereadores.
O programa é de simples entendimento e apóia-se sobre os três campos que constituem a base de todas as nossas reivindicações, ou seja, a Estrutura Econômica, a Qualidade de Vida e o Monitoramento e Gestão.
No campo da Estrutura Econômica estão as atividades geradoras de recursos e empregos, prioritariamente articuladas em torno de nossa vocação maior que é o Turismo, a grande motivação capaz de atrair capitais do mundo todo. A preservação dos nossos recursos naturais, sítios arqueológicos e patrimônio cultural incorpora-se como pano de fundo nesse campo. Na área da Qualidade de Vida situam-se as ações destinadas a garantir a harmonia no desempenho das atividades humanas como a lei de Uso e Ocupação do Solo, da Saúde, Educação, Cultura, Transportes entre outros. Por último e não menos importante está o campo do Monitoramento e Gestão, a instância essencialmente política e de envolvimento da comunidade com o programa.
A partir dessas diretrizes os moradores de Ubatuba exercerão sua participação na direção do município através do Conselho da Cidade. Por lei ele será composto pelos representantes dos conselhos municipais temáticos que, por sua vez receberão as propostas e reivindicações dos conselhos distritais onde a presença da população será permanente e aberta a qualquer um.
A negociação política a ser travada em pé de igualdade entre os representantes da comunidade com o poder público para aprovação das propostas do Conselho da Cidade não só irá configurar a verdadeira democratização das decisões, como trará um sentido produtivo ao longo período de quatro anos entre as eleições, hoje um vazio de indefinições recheado de improvisos e apadrinhamentos voltados para a perpetuação de mandatos individuais.
Só por esses resultados compreende-se porque, mesmo obrigatório por lei, todo esse procedimento não foi ainda implantado. Ele elimina a figura dos “salvadores da pátria” e reduz o espaço dos demagogos. Agora temos que nos definir, ou continuamos no improviso ou fazemos pressão para implantar o planejamento permanentemente compartilhado com a sociedade como a nova forma de concepção de ação política.
Com foco nesse ponto divisor de nosso futuro, este é o momento certo para buscar composições rigorosamente comprometidas com a implantação dos procedimentos políticos e administrativos determinados pela referida lei.
Sabemos que a estrutura administrativa da prefeitura está gasta e superada em seus compromissos de eficiência junto à população por ser tradicionalmente prisioneira de desejos políticos pessoais.
Se esta lei/programa servir como a base para a construção de alianças que apresentem ao eleitorado alguma perspectiva inovadora, poderá servir também como bandeira para a população que terá assim, critérios de escolha e cobrança de conduta aos eleitos.
O momento eleitoral, tradicionalmente conhecido como a hora e a vez do candidato, deve agora ser tratado como a hora e a vez do cidadão.

Tecnologia



Photoshop grátis no ar!

Do Blog da Sandra Carvalho
O Adobe Photoshop Express, a versão online e gratuita do melhor programa gráfico do mundo, acaba de estrear na web. É beta, mas ninguém diz que é beta.
Em tese, o Photoshop Express está aberto, por enquanto, só para usuários dos Estados Unidos. Mas eu me registrei usando o Vírtua, Vista/Firefox em português e uma conta do Gmail sem problemas.
Se a curva de aprendizado do Photoshop profissional é razoável, no caso do Photoshop Express, voltado para leigos, é inexistente. Não é aqui que se vai brincar com centenas de layers. (Aliás, as camadas estão fora da versão Express). É entrar no site e usar, sem complicar.
Como sempre faz, a Adobe juntou as suas diferentes tecnologias no Photoshop Express. É tudo feito em Flex, para rodar no Flash player 9 com qualquer browser. Para cada usuário estão reservados 2 GB de armazenagem.
Indo ao que mais interessa, que é a edição de fotos: ela oferece os recursos básicos (crop & rotate, auto correct, exposure, red eye removal, touchup e saturation), ferramentas de tuning (white balance, highlight, fill light, sharpen e soft focus) e alguns outros para dar um visual pop a qualquer trabalho (pop color, hue, Black &White, tint, sketch, distort). O esquema para fazer upload das fotos, escolher as alterações, manter as modificações ou voltar ao original é simplérrimo.
Comparando com outro aplicativo online de edição de fotos para leigos e amadores, o Picasa, o Photoshop Express dá, digamos assim, de 3 a 1. Fazer legenda, imprimir, mandar por e-mail - tudo é idiot proof no aplicativo. Organizar é facílimo, porque há dados sobre a data da foto, a data da postagem, a data da modificação, a resolução e o rating.
Dá interagir depois com o Facebook, o Photobucket e o Picasa. Fazer álbuns é outra moleza – bastar arrastar fotos daqui para lá, liberar a publicação na web e avisar os amigos. Dá também para ver os álbuns dos outros – com a dose habitual de cliques constrangedores, é claro. Enfim, grande diversão para qualquer pessoa que não leve a fotografia a sério demais. Se animou? Clique
aqui.

Acredite se quiser

Lula sai em defesa de "Severino Mensalinho"

Lula ultrapassou, ontem, no Recife, todos os limites da irresponsabilidade durante cerimônia de assinatura de ordem de serviço para a construção de obras financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento. Ao elogiar o ex-presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti (PP), sugeriu que ele perdeu o cargo e foi obrigado a renunciar ao mandato por pressão das "elites paulistas e paranaenses".
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Nota do Editor - Essas elites são de amargar, como dizia minha bisavó Ana Borges. Nada mais justo do que Lula defender Severino, pobre nordestino injustiçado. Mas nem todos os paulistas e paranaenses são maus. Há os banqueiros, ricos de alma branca, que jamais manifestaram preconceito contra pretos, judeus, orientais, nordestinos e pobres em geral. Os juros são iguais para todos. Aliás, banqueiros amam Lula, que nasceu pobre, de mãe analfabeta e é nordestino. (Sidney Borges)

Angra 3. Sim ou Não?



Panes em usinas aumentam temor pela energia nuclear

Por: Ina Rottscheidt, Jornalista da DW

No ano passado quase aconteceu um segundo "Chernobil" na Suécia. Na Alemanha, a central nuclear de Brunsbüttel foi desligada e, no Japão, um terremoto provocou irradiação. São casos isolados ou cotidianos nas mais de 400 usinas atômicas do mundo?
A usina atômica alemã de Brunsbüttel é uma das mais seguras do mundo. Isso porque está desligada… Ao todo, há 438 plantas nucleares em funcionamento no Planeta, a maioria das quais em países industrializados: 104 nos Estados Unidos, 59 na França e 31 na Rússia. Com 17, a Alemanha tem relativamente poucas usinas.
O problema verificado em Brunsbüttel não foi o único dos casos registrados nos últimos meses que elevaram o temor em relação ao uso da energia nuclear.
No início de Julho de 2007, um forte terremoto causou vazamento de material radioativo numa usina nuclear construída sobre uma falha tectônica no Japão. Ao incidente em Brunsbüttel, seguiram-se problemas em Krümmel, também na Alemanha.
Há pouco mais de um ano, um reator em Forsmark, na Suécia, foi desativado após dois dos quatro geradores de emergência movidos a diesel e responsáveis pelo resfriamento do reator, terem sido colocados em funcionamento manualmente.
Segundo uma escala de avaliação de panes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), acontecimentos como os que se sucederam na Alemanha, na Suécia e no Japão são exceções e não representam perigo.
Essa também é a opinião de Klaus Kotthoff, da Sociedade para Segurança de Reatores Nucleares e Instalações (GRS), um órgão independente de especialistas. "Não existe tecnologia sem falhas". Kotthoff lembra os diversos procedimentos de avaliação e as medidas para dominar falhas e panes, como nos casos das usinas nucleares de Brunsbüttel e Krümmel: "A meu ver, essas ocorrências não têm grande significação do ponto de vista da técnica de segurança", afirmou o especialista.


Falhas ignoradas

Por outro lado, Henrik Paulitz, da Organização Internacional de Médicos para Prevenção da Guerra Atômica (IPPNW) tem a impressão que os incidentes na Alemanha foram extremamente sérios: "O mecanismo de proteção do reator foi ativado e isso só acontece em casos graves".
Segundo ele, esses não seriam casos isolados, mas haveria numerosos incidentes no país sobre os quais a sociedade não é suficientemente informada. As informações seriam, na maioria das vezes, "incompreensíveis" e a seriedade das circunstâncias, abafadas. "As graves falhas de seguranças são simplesmente ocultadas", critica Paulitz.
Os reatores nucleares alemães estão, em geral, entre os mais seguros, comenta Kotthoff. No entanto, um estudo da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou, já em 1997, que a usina atômica alemã de Biblis B, por exemplo, estaria entre as menos seguras, na comparação internacional. Somente a usina norte-americana de Maine Yankee, hoje fechada, se encontrava em posição inferior. As outras instalações do país tampouco são consideradas seguras por Paulitz. "Através de uma concatenação infeliz de circunstâncias, os problemas técnicos e as falhas humanas podem provocar uma catástrofe, em qualquer lugar e a qualquer hora", prognostica Paulitz.
A sucessão de incidentes acontece em uma fase em que a energia termonuclear parece avançar. Ao lado da energia produzida a partir de carvão, a energia atômica é considerada uma das formas mais econômicas de produção energética, à medida que aumentam os preços do petróleo e do gás natural. Sobretudo as economias em rápido crescimento, no Leste Europeu e na Ásia, apostam na energia nuclear a fim de atender sua crescente demanda energética. "Também os debates sobre a mudança climática e a redução de emissões têm relevância. E se trata, naturalmente, da segurança do fornecimento", presume Alan McDonald da Agência Internacional de Energia Atômica.


Argumentos enganosos?

Mas é justamente a segurança do fornecimento que parece enganosa. O urânio necessário tem que ser importado pela maioria dos países. Além disso, segundo dados da AIEA, existiriam, mundialmente, somente cerca de 4,7 milhões de toneladas a serem exploradas. Considerando o atual consumo anual, esses estoques durariam apenas cerca de 60 anos. Assim, as reservas de urânio se esgotariam antes das de petróleo e gás.
Paulitz também considera mínimos os efeitos da energia nuclear para a proteção climática, já que ela seria responsável por somente 1,2% do fornecimento energético mundial. Para alcançar efeitos consideráveis sobre o clima, milhares de novas usinas atômicas teriam que ser construídas, comenta o especialista, o que não seria possível, devido à baixa capacidade produtiva da indústria nuclear.
"Trata-se somente de manter a produção energética nesse nível baixo e preservar a qualidade tecnológica - também devido ao interesse em armas atômicas. Mas trata-se de uma tecnologia marginalizada de fornecimento energético, da qual se pode abrir mão, sem problemas. Não há nenhum renascimento da energia atômica", afirma Paulitz; ele também faz referência ao problema - ainda não resolvido - do tratamento dos dejetos, cuja radioatividade permanece por dezenas de anos.
Além disso, um número crescente de questões de segurança centraliza o foco de atenção da AIEA, afirma McDonald: todo um departamento da Agência se ocupa de como impedir tanto o mau uso de material nuclear, quanto os efeitos de atentados terroristas contra as usinas. Paulitz é pessimista: "Os terroristas que pretendam explodir uma usina atômica podem fazê-lo com meios relativamente simples, de forma que a proteção contra atentados é simplesmente impossível".

Fonte:Revista Eco21 - Ano XVIII - nº: 134 - Janeiro de 2008
Enviado por: CEAU Ubatuba
ceau.ubatuba@gmail.com

Palavras

Os erros da encrenca

Carlos Brickmann
O escritor Deonísio da Silva, estudioso da Língua portuguesa, autor do excelente De Onde Vêm as Palavras, já em 14ª edição, e colaborador do Observatório da Imprensa, corrige esta coluna: aponta uma série de outras possibilidades para a palavra "encrenca", que o colunista considerava originária do ídiche "ein kranke", uma doença. Diz Deonísio:

"E N C R E N C A: de origem obscura, pode ter vindo da forma arcaica encreo, designando o herege, em geral o judeu, perseguido duramente pela Inquisição. Ser encreo, atualmente grafado incréu, era meter-se em sérias dificuldades, daí o significado para o qual a palavra tomou.

O famoso humorista e homem de televisão Jô Soares, autor do romance O Xangô de Baker Street, descobriu outra explicação para a origem do vocábulo. Estaria numa frase pronunciada por prostitutas alemãs que atuavam na antiga zona de meretrício do Rio de Janeiro no começo deste século. Ich habe ein kranke, elas diziam, furtando-se a programas com homens que não as pagariam pelos serviços sexuais prestados. Em desjeitoso alemão, variante de Ich bin kranke (eu estou doente), a frase significaria literalmente `eu tenho uma doença´. Os clientes conformavam-se: meter-se com elas traria complicações, numa palavra, era encrenca na certa.

"Entretanto, Silveira Bueno, apoiado em Joan Corominas, dá outra explicação. Encrenca seria variação de enclenca, do espanhol enclenque, muito fraco, enfermo. Há indícios de que esta seja a hipótese mais provável, pois o occitano tem clenc, doente, e o provençal tem cranc, coxo, impotente, decrépito, e encrancat, aborrecido, com dor nas costas. Poderia ter havido cruzamento entre o genitivo do latim cancer, cancri, câncer, caranguejo, por causa do andar vacilante, e a forma dialetal do francês antigo esclenc, esquerdo, com vinculações no alemão antigo Slink. Para aludir à prostituta enferma, os fregueses diziam que tinha clenque ou clanco. Esta última forma passou a ser pronunciada cancro, fixado assim também no português. O étimo de enclenque é o mesmo do latim clinicus, clínico, que tinha a variante inclinicus no latim vulgar".

Deu na Folha de São Paulo

Dossiê - Agora, governo diz que se preparou para CPI

Ministro José Múcio afirma que manuseio de dados sigilosos sobre FHC foi ação preventiva para eventual pedido do Congresso

Tarso havia dito na segunda que TCU pediu informações sobre gastos da Presidência, mas tribunal contestou essa versão; PF não investigará

Do Blog do Noblat
Em mais um dia sem apontar o responsável pelo vazamento de informações sigilosas contra a oposição, o governo reconheceu ontem que a abertura da CPI dos Cartões foi um dos motivos para que a Casa Civil fizesse o que chama de "atualização" de um banco de dados de acesso restrito com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que o manuseio dos dados fazia parte de uma ação preventiva da Casa Civil para atender a um futuro pedido das investigações em curso no Congresso. Sem admitir confecção de dossiê, ele alega que o requerimento de criação da CPI dos Cartões estendia as investigações por um período de dez anos e, por isso, a Casa Civil preparava um "levantamento" dos gastos com cartões corporativos e contas tipo B desde 1998 para enviar à comissão.


De Renata Lo Prete:
No dia 20 de fevereiro, Dilma Rousseff foi recebida por empresários em São Paulo num jantar organizado pelo Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial). A ministra da Casa Civil falou principalmente de energia, mas, a certa altura, um dos presentes lhe perguntou sobre o caso dos cartões corporativos. "Não vamos apanhar quietos", respondeu ela. Em seguida, informou que o governo estava produzindo um levantamento de informações relativas aos gastos feitos no período FHC. Ontem, o ministro José Múcio (Relações Institucionais) atrasou para o fim da tarde sua ida a Recife, onde integraria a comitiva de Lula, para pilotar a mobilização que derrubou a convocação de Dilma na CPI.
 
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