sábado, setembro 15, 2007

Senado

E viva o Senado!

Ora, com todo esse comportamento de confundir-se com o Senado, de misturar sua pequenez à grandeza da Casa, Renan Calheiros e seus 40 querem, além de tudo, roubar uma instituição da nação

Por André Petry na VEJA deste fim de semana:
"Desde que os números da vergonha apareceram no placar já se bateu todo o tipo de bumbo contra o Senado. Já se disse que ficou menor e desmoralizado. Que está maculado, diminuído. Que sai do episódio lanhado e podre. Até já voltaram a aparecer propostas para extingui-lo, deixando o Parlamento reduzido à Câmara dos Deputados. O Senado, ao se deixar estuprar por Renan Calheiros e seus 40, passou a ser a melhor expressão do lixo institucional de Brasília.
Mas que nada. Que injustiça. E que equívoco.
O Senado é nosso. O Senado, essa instituição de 180 anos, está onde sempre esteve, funciona no mesmo endereço, com a mesma missão, com os mesmos poderes e prerrogativas. E é nosso, pertence aos cidadãos brasileiros. Neste momento, quem demoniza o Senado faz, mesmo sem querer, mesmo com a mais nobre das intenções, o jogo obscuro de Renan Calheiros e seus 40. Explico-me.
Desde o início de tudo, desde quando sua vida clandestina começou a ser revelada ao país, o senador Renan Calheiros agarrou-se ao Senado – e o uso da expressão "vida clandestina" aqui se refere aos negócios escusos da sala de jantar, e não aos ardores solares da alcova. Renan Calheiros agarrou-se ao Senado como se fosse propriedade sua, como se fosse uma de suas fazendas no interior de Alagoas. Com a ajuda patética de seus 40, agarrou-se à cadeira de presidente do Senado, recusando-se a abandoná-la, como se fosse um banco de praça de Murici. Defendeu-se sentado ao centro da mesa do Senado como se fosse balcão de sua cozinha. Homiziado no Senado, Renan Calheiros fez tudo isso para misturar sua pequenez à grandeza da Casa. Quem não lembra da passagem pedestre em que disse que qualquer ataque contra ele era um ataque contra o Senado?
Pois bem. É por isso, para manter-se homiziado no Senado, que Renan Calheiros já disse inclusive que ninguém é mais apropriado para presidir a instituição do que ele mesmo. "Se eu não tiver condição de presidir o Senado, quem vai ter?", indagou em entrevista à Rádio Gaúcha. Ora, com todo esse comportamento de confundir-se com o Senado, Renan Calheiros e seus 40 querem, além de tudo, roubar uma instituição da nação. Uma instituição que pertence a nós, cidadãos brasileiros. E não podemos, bestificados, entregar o Senado a Renan Calheiros e seus 40.
Renan Calheiros vai passar. Certamente vai passar mais tarde do que cedo, mas vai passar. Seu cardápio de opções políticas, neste momento, oferece só coisas como afastamento, licença, férias prolongadas, renúncia. É lamentável que seja assim, na medida em que deveria incluir apenas cassação, e ponto. Mas Renan está liquidado. É o sorriso do cadáver. Deixemos que se vá. Porque uma hora Renan vai embora. Mas fiquemos com o Senado. O Senado é nosso. Quem está pequeno e desmoralizado, maculado e diminuído, lanhado e podre são os senadores. Renan Calheiros e seus 40. O Senado, não. Viva o Senado!"

Editorial

E tome promessas...

Hoje há um desejo incontrolável assolando a classe política de Ubatuba. Não a todos, apenas à quase totalidade. Nossos homens públicos, que tanto lutam pela cidade, querem ardentemente o cargo de vice de Eduardo Cesar e Eduardo Cesar promete a todos que dará, mas faz uma ressalva, vai respeitar a indicação da pesquisa. Aquela que será feita no momento oportuno. O vice leva, além do empreguinho confortável que dá direito a bolinho e suquinho, a promessa da mão da filha, isto é, fica na linha de frente da sucessão de 2012, quando o prefeito terá por força da lei que deixar o cargo. Ou não, pois o prefeito para continuar prefeito precisa vencer a eleição do ano que vem e isso ninguém garante. Política é como nuvem, uma hora está de um jeito e quando você olha está de outro. As promessas, as tão decantadas promessas também envolvem candidatos à Câmara, que imaginam ter a campanha paga e depois quatro anos de burro na sombra. E de vez em quando um queijinho, vereadores adoram queijinho. Fica no ar a pergunta que não quer calar. Que campanha? Boné não pode. Camiseta não pode. Showmício com loira rebolante e cantor brega não pode. Material impresso pode, mas com um controle tão severo que faz qualquer um desanimar. Cesta básica virou um perigo. Um celular pode filmar e tirar o candidato do páreo. Como não vai haver tempo para todos no rádio e na televisão, eu não sei o que farão os candidatos para atrair eleitores. Imagino que promessas. Para tanto poderiam instalar na cidade “postos de promessas” onde diriam sim a tudo. Quer emprego para o filho? Dentadura para o avô? Plano de turismo capaz de encher a cidade de dólares e euros? Vote em mim que eu garanto. Quer uma revolução na Saúde? Eu prometo. Bem, essa é uma promessa que já foi realizada e não vale mais. A revolução está em curso. Para finalizar uma boa aos candidatos. O governo federal estuda criar cinqüenta cargos de vereador. Com seis assessores para cada um e dois advogados por vereador para compor o quadro jurídico. Podia pensar também em cinco vice-prefeitos. Êta vidão...

Sidney Borges

Cultura

''''Sou um crente porque creio na descrença''''

Millôr Fernandes permanece, aos 84 anos, como um dos mais finos pensadores brasileiros

Ubiratan Brasil
Aos 84 anos, Millôr Fernandes não revela sinais de desgaste. Se sua obra continua a frutificar - a Desiderata, por exemplo, acaba de reunir em uma caixa os volumes Novas Fábulas Fabulosas e Novos Contos Fabulosos, seleção de artigos inéditos em livros -, ele se mantém como um dos mais finos pensadores brasileiros. Autor de uma obra cujo conjunto soma mais de cem peças, uma infinidade de desenhos, traduções e meia centena de livros, Millôr passa boa parte do dia em seu confortável estúdio, no bairro carioca de Ipanema.

Ali, onde uma televisão vive constantemente ligada, mas sem som ("De vez em quando, dou uma espiada e, por conta da falta de qualidade, volto correndo ao meu trabalho"), Millôr conversou com o Estado na tarde de quarta-feira, quando a sessão secreta do Senado absolveu o presidente da casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Ele soube do resultado pelo telefonema de um amigo, segundos antes do anúncio pelas emissoras."É por isso que minhas fábulas são amorais", divertiu-se Millôr, responsável pela valorização de um gênero literário tão conhecido universalmente mas que, sob sua ótica, se transformou em sátira da grande esculhambação que é a vida humana. Autor de frases inesquecíveis que bem traduzem o cotidiano ("Generalizando-se a corrupção, restabelece-se a Justiça" e "Todos os países são difíceis de governar. Só o Brasil é impossível" são algumas), ele consegue tratar de qualquer assunto sem perder a esportiva.
Millôr iniciou sua carreira aos 14 anos, na revista O Cruzeiro. Criou publicações que se tornaram referência como Pif Paf e foi um dos fundadores do Pasquim. É autor de 24 peças, entre elas Flávia, Cabeça, Tronco e Membros, É... e Liberdade, Liberdade. Deve-se a ele a tradução no Brasil de importantes clássicos do teatro, especialmente da obra de Shakespeare.
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Brasil colorido e jovial

Semana Histórica

Diogo Mainardi em Veja
Fernando Gabeira acertou um soco num senador. Melhor ainda: ele acertou um soco num senador petista. Melhor ainda: ele acertou um soco num dos senadores petistas que comandaram o banho de descarrego em Renan Calheiros, na última quarta-feira. Epa! Se é assim que funciona, eu também quero entrar na briga. O banho de descarrego em Renan Calheiros deu certo. Ele saiu purificado do Congresso Nacional. E nem precisou pagar o dízimo. Nós é que pagaremos em seu lugar. O dízimo cobrado pelos bispos petistas tem um nome: CPMF. Que continuará sendo pago por crentes e descrentes, sacramentado por todos os partidos. Em sua defesa, Renan Calheiros citou Antonio Gramsci, repetindo mais uma vez o argumento de que a imprensa – em particular VEJA – perseguiu-o a fim de desestabilizar Lula. Foi uma das piores semanas de todos os tempos para a intelectualidade de esquerda. Num dia, Osama bin Laden elogiou Noam Chomsky. No outro, Renan Calheiros recorreu a Gramsci. O que restava da esquerda acabou. Depois desses dois episódios, ela nunca mais conseguirá se reerguer. Renan Calheiros intimidou os senadores prometendo denunciar seus pecados caso eles insistissem em cassá-lo. Nosso papel, a partir de agora, é descobrir os pecados de cada um deles. Descobrir e dedurar. Quanto maior e mais escandaloso o pecado, melhor. Mas defendo a necessidade de denunciar também os pequenos pecados. Nem que seja só para aborrecer. Estupidamente, acostumamo-nos a acreditar que, fora do horário de trabalho, um político tem o direito de se comportar como quiser. Renan Calheiros mostrou que isso é uma tolice, porque um segredo de alcova, por mais ínfimo que seja, sempre pode ser usado como instrumento de chantagem contra a democracia. Um dos senadores achacados por Renan Calheiros foi Jefferson Péres, que empregou a mulher em seu gabinete. Se isso é verdade, Renan Calheiros está certo, Jefferson Péres está errado. Pena que suas denúncias tenham parado aí. Como reagiram os outros senadores durante seu discurso? O que eles fizeram? Aloizio Mercadante olhou para Patrícia Saboya? Ideli Salvatti pensou nas assessoras de Sibá Machado? Romero Jucá refletiu sobre o destino dos filhos fora do casamento? Edison Lobão foi flagrado por um telefonema de sua mulher? Quem mais tinha a perder com a queda de Renan Calheiros nem era um senador, e sim Lula. Tanto que ele mobilizou o PT para salvá-lo. O acordo que une Lula a Renan Calheiros parece ser bem mais profundo e temerário do que aquele entre um senador e sua secretária. O acordo tem um aspecto público, ao alcance de todos. Basta analisar o organograma de uma Eletronorte. A dificuldade é tentar desmascarar o que acontece por trás do organograma. Depois do julgamento no Supremo Tribunal Federal, eu disse que Lula seria lembrado como o presidente dos mensaleiros. Depois do julgamento no Senado, digo que seu legado será Renan Calheiros. Um evento como o de quarta-feira dá uma canseira danada. A gente acaba achando que nem adianta continuar a espernear. Adianta, sim. Adianta para desfazer um monte de crendices que ainda temos sobre o país. Adianta para consolidar a imagem de uma época. Renan Calheiros passa. Lula passa. A gente fica.

Ubatuba

Resolução Conama 303/02

Prezados Senhores Deputados,

Ubatuba já possui a quase totalidade de seu território gravado com restrições ambientais, tais como o Parque Estadual da Serra do Mar (só este representa cerca de 90 % de seu território, conforme a SMA e o IPT, na Carta Geotécnica de Ubatuba, Volume 2, pág. 176), o Tombamento da Serra do Mar e as Áreas de Preservação Permanente referentes a nascentes e corpos d'água (mais de dois mil em todo o município!), encostas íngremes e topos de morros e outras estabelecidas pelo Código Florestal.

Resta, portanto, apenas uma ínfima parcela de seu território, constituída de planícies costeiras que, teoricamente seria passível de ocupação.

Esta ínfima parcela, que deve corresponder a cerca de 5% de todo o território municipal, se tanto, ainda está sujeita aos parâmetros de ocupação estabelecidos no Plano Estadual de Gerenciamento Costeiro (que estabelece índices de ocupação bem baixos, variando, em sua maior área de incidência, de 10 a 40%). Grande parte desta ínfima parcela de planície, apesar de já ter sido toda devastada nos Séculos XVIII e XIX, quando foi ocupada por pastos e plantações de cana-de -açucar, café e anil, possui atualmente remanescentes de Mata Atlântica em distintos estágios de regeneração, cuja ocupação depende, também, de licenciamento prévio pelo Estado (DEPRN).

Conforme tem expressado juristas da estatura de Édis Milaré e Toshio Mukai, já de há muito vem o CONAMA exorbitando de suas atribuições legais, baixando resoluções que, em tese, estariam regulamentando dispositivos legais, mas que, em verdade, não raras vezes como no caso da Resolução Conama 303/02, contrariam frontalmente o diploma legal que pretensamente regulamentaria (Código Florestal), assumindo para sí uma atribuição que a Constituição Federal reserva única e exclusivamente V. Exas. e demais Deputados e Senadores legitimamente eleitos pelo povo como seus representantes no Congresso Nacional, ao qual constitucionalmente compete a aprovação de diplomas legais que criem obrigações de fazer ou deixar de fazer aos cidadãos (Vide especialmente o Art. 5o, II, da Constituição da República e o Art. de suas Disposições Transitórias).

Atualmente, em face da inflexível atuação dos representantes do Ministério Público Estadual no município, os técnicos do DEPRN e outros órgãos licenciadores, premidos pelo receio de vir a transformar-se em réus em ações judiciais civis públicas e criminais, encontram-se na contingência de ter que aplicar, com todo o rigor, as disposições da resolução em comento, mesmo sabendo ser absurda a sua aplicação em grande parte dos casos. O fato é ainda mais agravado em face da falta de estrutura operacional e técnica de que padece o órgão licenciador, o que vem acarretando sérios atrasos na tramitação dos processos, apesar do inegável esforço em cumprí-los, por parte dos poucos funcionários públicos de que dispõe para essas tarefas.

Isso vem causando graves problemas sócio-econômicos no município, uma vez que os investimentos privados de significativa importância para a vida da cidade e que poderiam alavancar seu desenvolvimento sustentável e dos quais depende a maioria da população (serventes de pedreiro, pedreiros, ferreiros, carpinteiros, pintores, azulejistas, arquitetos, engenheiros, comerciantes e comerciários ligados aos ramos do urbanismo e da construção civil, corretores de imóveis e uma série de outros prestadores de serviço...) estão sendo sistematicamente impedidos de concretizar-se, migrando para outras cidades ou estados onde a legislação não é aplicada com o mesmo rigor que aqui se vê.
Enquanto isso, na informalidade, grande parte da população, sobretudo aquela composta por migrantes que incharam o município nas últimas décadas (cerca de absurdos 5% de crescimento populacional ao ano), iletrados e sem qualificação profissional, vindos das regiões mais miseráveis do país, continua a construir suas precárias moradias em áreas de risco e de proteção ambiental ao arrepio de todas as leis urbanísticas e ambientais legitimamente emanadas do poder público sem que este, seja por meio do Estado ou do Município, consiga colocar um freio na devastação que tais atos ensejam. Esta população, que demanda empregos, salários, moradia, creches (haja creches!!!) saúde e educação, não consegue empregos e salários. O município, por sua vez, não consegue atender estas crescentes demandas, pois está ficando cada vez mais empobrecido...

Tal situação de empobrecimento decorre de conceitos, atitudes e pretensos diplomas legais que, se em tese possuem a nobre intenção de preservar o meio ambiente para as futuras gerações, na prática tem trazido às atuais gerações o pior de dois mundos:
- No mundo legal, aquele do princípio constitucional da legalidade, os empresários que poderiam investir no desenvolvimento sustentável do município são impedidos de fazê-lo porquanto referido mundo encontra-se eivado por um cipoal de resoluções e portarias que, de forma ilegítima, impõem-lhes obrigações de deixar de fazer açambarcando atribuições constitucionalmente reservadas à lei formal, aprovada pelo Congresso Nacional;
- Por outro lado, no mundo informal, há um verdadeiro "laissez faire", uma Babilônia, o reinado dos barracos e dos "puxadinhos", onde tudo acontece sob as barbas do Estado que, impotente - e quiçá míope - apenas cria mais leis e resoluções (seus agentes, afinal, precisam justificar os cargos que ocupam e o salário que, nós, contribuintes, com sacrifício pessoal, lhes pagamos) como se isso bastasse para resolver o problema, quando simplesmente o agrava cada vez mais (e todos sabem disso mas, afinal, como diria o mais egoísta dos caiçaras, "- farinha pouca, meu pirão primeiro!".

E, assim caminhando sob o peso de resoluções e portarias que subvertem a legalidade e voltam as costas para o bom-senso, o município vai sendo favelizado, empobrecido, condenado à falência!

Em face do exposto é que, em nome de todos os colegas engenheiros e arquitetos, venho solicitar de V. Excias., que militam de forma notória na área ambiental e têm fortes laços com o Município de Ubatuba, que retomem com determinação e firmeza o papel legislador e fiscalizador que legitimamente lhes cabe e ajudem-nos a dar um solene "BASTA!" a essa farra de ilegitimidade de resoluções e portarias regulamentadoras que não regulamentam, mas, simplesmente afrontam a lei, bagunçam sua sistematização e hierarquia e badernam com o Estado de Direito que, a duras penas e há décadas, a Nação Brasileira vem procurando restabelecer, infelizmente ainda sem muito êxito, como se vê!

Não há dúvida que possuímos uma legislação ambiental das mais avançadas de todo o planeta.
Pena que, em certos casos como o relatado, esteja impregnada de ilegitimidade e inexeqüibilidade!

Ubatuba é hoje, um município doente fadado à morte pelo tipo e excesso de remédio que lhe é administrado.
Em razão do exposto é que, humilde e desesperadamente vos pedimos:

SOCORRO!!!!!!!

Atenciosamente,

Gilmar Rocha
Arquiteto e Urbanista
Vice-Presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ubatuba
Secretário do PSDB de Ubatuba

Alvíssaras!!!

Marilena Chaui descobriu o mensalão

Ricardo Noblat
Em entrevista à revista argentina "Debate", segundo a Folha de S. Paulo de hoje, a filósofa Marilena Chaui admitiu "pela primeira vez a possibilidade de que tenha existido o mensalão, que ela antes qualificava de uma "construção fantasmagórica" da mídia.
A filósofa petista, porém, mantém sua tese de que a imprensa manipulou o caso para criar uma imagem negativa do governo Lula, buscando seu impeachment.
Para ela, se ocorreu, o mensalão não foi algo inédito: "Nenhum governante governa sem fazer alianças e negociações com outros partidos. Essa negociação tende à corrupção. Essa compra e venda ocorreu sistematicamente nos governos José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, sem que os meios se manifestassem sobre o assunto", disse.
(Comentário meu: Menos, Marilena. A mídia noticiou, sim, barganhas ocorridas nos governos passados. Mas antes não apareceu nenhum Roberto Jefferson para contar o que esse contou - e da forma como contou. De resto, a "sofisticada organização criminosa" responsável pelo mensalão foi logo dar o ar de sua graça no governo do partido que tinha o monopólio da ética.)
Ela admite agora que "há indícios de que alguns membros do primeiro governo de Lula negociaram com parlamentares, de acordo com essa mesma tradição. Mas o PT e seu presidente operário, como ousam fazer o mesmo que os partidos da classe dominante? Que ousadia absurda! Resultado: os meios de comunicação transformaram a situação em um caso único, nunca visto antes, e construíram a imagem do governo mais corrupto da história do Brasil", disse.
(Comentário meu: Marilena tenta justificar o que fez parte do PT e do governo com o argumento surrado de que outros governos e partidos procederam da mesma forma. A valer a desculpa, tudo se justifica. Nivela-se por baixo. Liberou geral. Locupletem-se todos. O discurso de Marilena não está à altura de sua inteligência, muito menos dos seus conhecimentos.)

Manchetes do dia

Sábado, 15 / 09 / 2007

Folha de São Paulo
"Renda média sobe, mas ainda é inferior à de 96"
A renda média do trabalho atingiu R$ 888 no país - nível igual ao de 1999, mas inferior ao pico de 1996 (R$ 975), revela a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgada ontem pelo IBGE. Para os 50% mais pobres, porém, a renda subiu mais e voltou ao patamar de 1996, o que se deve, segundo o IBGE, ao reajuste de 13,3% no salário mínimo.


O Globo
"Renda sobe mas Nordeste vê a desigualdade crescer"
A renda média dos trabalhadores brasileiros cresceu 7,2% no ano passado, a maior alta desde 1995. Foram criados 2,1 milhões de empregos, dos quais 96% com contrato. Os números, que consolidam o primeiro mandato de Lula, constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, o maior retrato socioeconômico do país, divulgado pelo IBGE. Apesar dos avanços, a desigualdade caiu pouco e até cresceu no Norte e no Nordeste, onde é forte a transferência de renda pelo Bolsa Família.


O Estado de São Paulo
"Renda do trabalhador cresceu 7,2%"
A renda do trabalhador brasileiro teve em 2006 o maior avanço em 11 anos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com a retomada da economia e a inflação sob controle, o rendimento médio do trabalho deu um salto de 7,2% de 2005 para 2006, passando de R$ 824 para R$ 883. A melhora foi registrada principalmente nas Regiões Norte e Nordeste e na metade mais pobre dos trabalhadores. No ano passado, houve também queda acentuada da taxa de desemprego, ampliação da parcela da população ocupada e aumento do trabalho formal. A pesquisa mostra ainda que a população de negros e pardos (49,5% do total) encostou na de brancos (49,7%).


Jornal do Brasil
"Crescem o emprego e a renda"
O IBGE divulgou ontem a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), revelando que a queda na taxa de desocupados no ano passado levou o país à menor taxa de desemprego em 10 anos, 8,4%. Em 1997, o índice havia ficado em 7,8%. A pesquisa mostra também que o rendimento médio mensal dos trabalhadores cresceu 7,2% entre 2005 e 2006. E aumentou em 13,2% no ano passado, o número de estudantes no ensino superior.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Itália



O uso político do dedo médio

por Marcos Guterman
O humorista italiano Beppe Grilo criou um dia de protesto, “celebrado” em 8 de setembro passado, que foi um sucesso: trata-se do Vaffanculo Day, cuja tradução é dispensável. Nesse evento, italianos de várias partes do país, revoltados com a corrupção política, manifestaram sua indignação de modo bem-humorado. Grilo propôs um projeto de lei chamado “Limpe o Parlamento”, no qual pede, entre outras coisas, que políticos condenados não possam ser eleitos (segundo ele, há 25 criminosos com mandato parlamentar) e que nenhum deputado possa ficar 20 ou 30 anos no Parlamento, em sucessivos mandatos. Políticos de direita acusaram o movimento de apelar à demagogia e de ser “antipolítico”, conforme registro do Corriere della Sera. Já os de esquerda capitalizaram a idéia, como se pode ver no cartaz do Partido Humanista, abaixo, sobre o "V-Day".

Opinião

“Parabéns ao SR. Júnior Bahia”

Corsino Aliste Mezquita
O artigo “PREGADORES OU PREDADORES” de autoria do Sr. Júnior Bahia, Músico e Mestre, publicado nas revistas virtuais e no jornal “A Semana”, de 06-09-07, pg 02, é digno de cumprimentos e parabéns, assim como de uma reflexão profunda pelas forças políticas da cidade.
Cumprimentos, por revelar realidade que, assola Ubatuba, deteriora sua cultura, tradições, folclore e desvia instituições democráticas (conselhos, ONGs, fundações, etc) de suas finalidades, em prejuízo do povo, da cidadania e dos interesses gerais da comunidade. Todo isso com o apoio inconstitucional do Poder Público. Os governantes de Ubatuba, faz, já algum tempo, ignoram o dispositivo constitucional: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:


I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvenciona-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvadas, na forma da lei, a colaboração de interesse público”.(CF ART. 19)

O dispositivo constitucional está claro. O Poder Público não pode:

“subvencionar cultos ou igrejas”;
“manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança”.


É a Constituição que determina. Terá validade vencida, em Ubatuba?
Dias passados tive contatos ocasionais com uma turista estrangeira que passou alguns dias em Ubatuba, no último mês de julho. Registrou quatro pontos específicos:


1-Beleza da paisagem, das matas, cachoeiras, praias e enseadas e a destruição gradativa que, algumas, estavam sofrendo.

2-O abandono, a sujeira e os animais soltos, em ruas e praças, assim como o aspecto ruim e caótico de casas e prédios.

3-A impressão de pobreza transmitida pela população,

4- O fato de ter uma igreja evangélica em cada rua.

Ao último item lhe disse que, no bairro que moro, já contei quinze.

Disse: “Isso atrasa qualquer cidade”.

Parabéns ao Sr. Júnior Bahia por ter aberto o debate a um ano das eleições municipais.
Igreja não é instituição para fazer política partidária e pedir votos para candidatos que prometem benesses para pastores e irmãos. Essas atitudes estão em contradição com o Evangelho e ferem a tradição laica do Estado Brasileiro. As verdadeiras igrejas evangélicas, aquelas que possuem princípios, dogmas, história e escala hierárquica, não costumam praticar esses erros. Essas enganações, ao povo crédulo, são próprias de centros caça níqueis e de descarrego, com fachada de igrejas, para explorar o povo sofredor e traumatizado com as angustias da vida, as carências de educação, saúde e ausência dos serviços que o Estado (Prefeitura) deveria prestar e não presta.

Política

Comunicado do Partido Verde

O Partido Verde de Ubatuba comunica ao público, aos partidos políticos e às lideranças partidárias que a Comissão Executiva Estadual do Partido Verde homologou no dia 13/08/2007, em sua reunião realizada em São Paulo, os nomes da Comissão Executiva Municipal que ficou assim constituída:

Mara E. M. de Souza – Presidente
Renato L. M. Nunes – 1º Vice Presidente
Paulo R. Pires – Sri – 2º Vice Presidente
Patrícia C. M. Brauer – Secretário de Organização
Kleber L. da Rocha – Secretário de Finanças
Alexandre de A. Sofiatti – Secretária de Formação
Georg S. M. Worth – Secretária de Comunicação
Rodrigo A. D. Andrade – Secretária de Assuntos Jurídicos
Cristina Mussi Canto – Secretária de Eventos

Comunica também que o amplo processo de debates interno reafirmou os pontos de vista defendidos pelos membros da Comissão Executiva de Ubatuba no sentido de buscar a ampliação de seu quadro de filiados através de nomes comprometidos com a defesa dos valores que tradicionalmente identificam o PV, em particular a ética, a transparência e a defesa do meio ambiente, valores fundamentais para as novas gerações. Informa ainda que em breve estaremos divulgando o endereço da sede local do Partido Verde de Ubatuba.

Ubatuba

CONAMA 303 é discutida na sede da Associação de Engenheiros de Ubatuba

No último dia 13, ocorreu importante reunião na sede da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Ubatuba - AEAU, onde foram discutidas questões referentes à Liberação de Licenciamento perante o DEPRN e Resolução CONAMA 303, participou das discussões o Presidente da AEAU, Engº Mauro Bezerra, o vereador Charles Medeiros, Secretario Municipal de Arquitetura e Planejamento Urbano, Engº Rafael Ricardi Irineu, Imprensa e demais convidados.
O Secretario Ricardi Irineu assumiu por parte do executivo municipal a responsabilidade de organizar junto a prefeitura as ações necessárias para a promoção do questionamento judicial com pedido de inconstitucionalidade da CONAMA 303.
Para o Presidente da AEAU, é fundamental que o DEPRN agilize seus procedimentos administrativos, de forma a atender a demanda local, bem como afirmou da necessidade da revogação da Resolução, que em muito inviabilizará o desenvolvimento do município. Na oportunidade o vereador Charles Medeiros encaminhou oficio a Mauro Bezerra solicitando um pré-projeto de recuperação ambiental e paisagística do morro da Estufa II, bem como estudos para implantação de dispositivos de lazer. “Ubatuba é a principal indústria de Ubatuba é a turística e que a construção civil faz parte desta estrutura, necessário se faz que as regras aplicadas ao setor sejam claras, para que não inviabilize o crescimento do município e a fuga de investidores.” Afirma Charles Medeiros.

Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Guerra Civil

Zona mortal no Rio

As favelas cariocas foram consideradas "terra sem lei", em estudo da empresa Rand Corporation para o governo americano sobre o impacto global do terrorismo, diz a agência France Presse. Equivalentes às fronteiras do Paquistão com o Afeganistão - onde estaria Osama bin Laden - Arábia Saudita com Iêmem, Colômbia com Venezuela, Guatemala e México e regiões da África. (Cláudio Humberto)

Manchetes do dia

Sexta-feira, 14 / 09 / 2007

Folha de São Paulo
"Renan diz que fica na presidência"
Em sua primeira entrevista após escapar da cassação, Renan Calheiros, disse que não cogita deixar o cargo. Ele também descartou a hipótese em conversas reservadas com mensageiros do Planalto, que tentava convencê-lo a se licenciar. 'Perdemos apenas cinco votos depois dessa campanha nunca vista contra mim. Se eu não tiver condição de presidir o Senado, quem vai ter?', disse.


O Globo
"Oposição bloqueia Senado até afastamento de Renan"
Inconformados com a permanência de Renan Calheiros na presidência do Senado, parlamentares de seis partidos - PSDB, DEM, PDT, PSB, PSOL e PMDB - decidiram obstruir a pauta de votações da Casa e boicotar todas as reuniões de líderes. Esse grupo de senadores defende ainda o fim das votações secretas. Preocupados, os governistas pressionam Renan a tirar licença ou ao menos férias de 15 dias. O senador José Sarney (PMDB-AP) levou a ele a sugestão. Em reunião no Planalto com o grupo mais próximo ao presidente do Senado, o ministro Walfrido Mares Guia (Relações Institucionais) concordou com a idéia. Renan, no entanto, descartou o afastamento e disse que nem férias pretende tirar. "Não estou cansado". Ele disse que recebeu atenção permanente do presidente Lula durante toda a crise.


O Estado de São Paulo
"Senado pressiona, mas Renan resiste a se licenciar do cargo"
Um dia depois de o Senado rejeitar o pedido de cassação de Renan Calheiros, senadores de seis partidos iniciaram ofensiva para tentar forçar o presidente da Casa a se licenciar do cargo. Além de oposicionistas, o grupo inclui representantes de três legendas governistas: PMDB, PSB e PDT. A idéia é realizar uma espécie de operação-padrão, com a adoção de pauta mínima de votação, que não incluiria prioridades do Planalto, como a prorrogação da CPMF. O objetivo é pressionar o governo a convencer Renan a sair. O presidente do Senado telefonou ontem para parlamentares de oposição pedindo uma trégua, mas a solicitação foi rejeitada. Mesmo assim, Renan promete resistir: "Deus não me deu o dom da desistência." A absolvição do senador reabriu no Congresso a discussão sobre o fim do voto secreto.


Jornal do Brasil
"Ainda existe ética"
O incorruptível sargento da PM Douglas Alves de Menezes jamais gostou de sessões secretas. Trabalha às claras como guarda na Praça Cardeal Arcoverde, em Copacabana. Durão, não aceita negociar mínimas infrações às leis de trânsito, como, por exemplo, deixar que ônibus parem fora do ponto. Do alto dos R$ 2.066,28 de seu salário, o franzino policial de gestos rápidos e apito na boca cuida de tudo. Até de impedir brigas entre estudantes das escolas da proximidade. Devido a isso, os moradores da região estão se mobilizando para impedir que ele seja substituído por um agente da Guarda Municipal.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Pensata

Escárnio

Hélio Schwartsman

O caso Renan Calheiros dá um novo significado ao termo "avacalhação" - sim, o trocadilho é intencional. Os senadores que o absolveram hoje escarnecem da opinião pública que deveriam representar. Poucas vezes se viu um espetáculo tão deslavado de corporativismo, e diante de evidências tão sólidas de irregularidades que constituem, para além de qualquer dúvida, quebra de decoro parlamentar.
Em seus primórdios, o escândalo despontou discreto, "familiar". Tudo começou em maio, quando a revista "Veja" estampou reportagem afirmando que o senador teve despesas pessoais pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior. O dinheiro serviria para bancar pensão da filha que Renan teve com a jornalista Mônica Veloso - a mulher bonita da vez. Até aí, tudo normal, se procedêssemos a um escrutínio cuidadoso, muitos membros do Congresso teriam muitas explicações a dar. No mais, o país já se habituou a ver escândalos políticos revelarem beldades calipígias.
O que se seguiu à acusação inicial contra Renan é que redefine os padrões de corporativismo do Congresso e dá nova materialidade à noção de cara-de-pau.

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Comunidade

Taquaral

A Associação Amigos do Bairro do Taquaral – SABATA – convida todos os moradores e amigos para uma reunião sobre Lei do Uso e Ocupação do Solo, no próximo dia 19, a partir das 19 horas, na Escola Estadual José Hugo de Souza Simeão.

COMPAREÇA – A SUA PRESENÇA É MUITO IMPORTANTE.

Renan absolvido

Pressão do Planalto foi decisiva para impedir cassação de Renan

da Folha Online
A ação do Palácio do Planalto e do PT foram decisivas para evitar a cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), informa nesta quinta-feira
reportagem da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal ou do UOL).
Segundo a reportagem, apesar do placar mais favorável a Renan do que o esperado, o governo e aliados do peemedebista vão insistir nos próximos dias na hipótese de licença da presidência do Senado.
A Folha informa que eles desejam lhe propor saída de cena temporária, enquanto seriam reconstruídas relações com a oposição para o governo tentar aprovar a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
O plenário do Senado rejeitou nesta quarta-feira o projeto de resolução que pedia a cassação do mandato do presidente da Casa. Para ser cassado, Renan precisaria ter recebido 41 votos favoráveis à perda de mandato.
O placar foi: 35 votaram pela cassação de Renan e 40 pela absolvição, além de seis abstenções.

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A considerar

Renan e Sherlock Holmes!

Peça lúdico-criativa da lavra de Cesar Maia

1. Não é difícil saber porque o Senado decidiu a favor do senador Renan Calheiros. É simples. É um caso de investigação. Para isso não precisa de grampo, nem de vazar o voto secreto. Basta seguir os conselhos de Sherlock Holmes.

2. Nos casos mais difíceis, Sherlock sempre se perguntava: A QUEM INTERESSA ESSE CRIME? Com esta seleção de interessados começava a analisar.

3. A quem interessa a absolvição de Renan? Elementar meu caro Watson. Interessa a quem quer desmoralizar o Senado. E quem quer desmoralizar o Senado? Todos aqueles que querem quebrar o equilíbrio entre os poderes. Quem? Claro, o poder executivo, o PT, Lula.

4. Não é sem razão que Lula dizia na Finlândia -não conseguindo segurar-se que “o resultado que vier do Senado, a favor ou contra- devemos acatar". O natural seria o presidente dizer que isso é uma questão interna de outro poder. Mas não resistiu e o ATO FALHO veio imediatamente a boca.

5. Elementar! Essa decisão desmoraliza o Senado e reforça o papel (função, rol) higiênico de Lula. Desequilibra a relação entre os poderes a favor de Lula. O fato de se marcar a data com Lula no exterior é outra indicação.

6. Todos os senadores sabiam e souberam que TODA a bancada de senadores do PT votou a favor de Renan. Todos e com discurso de sua líder e tudo o mais. Nem Suplicy -sempre autônomo- abriu seu jogo antes.

7. Aos que não acreditavam antes no jogo autoritário do PT que acreditem agora. O PT quer desmoralizar o Congresso e dar um golpe chavista e permanecer no poder. Cuidado com a democracia. Flor tenra. Reguemo-la todos os dias, pois o jardineiro quer arrancá-la.

Política

É tempo de reciclar

Falam por ai em “debandada” do PTB de Ubatuba. Porém, a palavra debandada, segundo o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, 2a. Edição, p. 522, que dizer: “Ato ou efeito de debandar; fuga desordenada”. Trocando em miúdos, significa que alguns pretensos candidatos estão fugindo desordenadamente, ocorre que isso não é o caso. Na verdade o PTB municipal está reciclando e se fortalecendo com base numa organização nova. Para realmente mostrar a que veio. Os retirantes do PTB, que não são muitos. Cerca de cinco ou seis pessoas, muito dignas de peso eleitoral e com grande respeitabilidade na política local, já tinham uma saída esperada pelad iretoria do partido. O PTB é isso, democracia em busca do interesse comum, nosso objetivo é o fortalecimento da fidelidade partidária, não há como o interesse individual prevalecer sobre as metas do partido. É uma nova política, assumimos o partido para transformar a política de Ubatuba, queremos que as pessoas gostem de política, afinal, elas precisamde política, queremos estar presentes no cotidiano da cidade e não somente visando de maneira individual os preparativos para as eleições municipais. Quando se falar dentro de Ubatuba de PTB, queremos que a sigla seja um sinônimo de algo confiável, como lealdade, união, respeito pelo trabalho, mas também de direito e deveres. Direito de escolher a hora de sair, todavia, dever de respeitar as decisões do partido se ficar. Queremos no partido pessoas empenhadas espontaneamente em defender o interesse da população de Ubatuba, não há espaço para o individual, afinal,“uma andorinha não faz verão”. O grupo do PTB local, ressalvadas as já esperadas baixas, quer dizer a todos que sai fortalecido deste episódio, o qual acha extremamente normal neste momento preparatório para o início da corrida eleitoral. Em respeito aos nossos filiados divulgamos a presente para comunicar que não estamos abalados, não ocorreu nada além do que já era esperado, a diretoria está tranqüila e também preparando novos projetos para levar o PTB até você e realizar um verdadeiro MUDA BRASIL com muito RESPEITO POR UBATUBA.

Anderson José Rodrigues (TATO)
Diretório Municipal do PTB

Retorno



Anchieta volta ao seu lugar

Restaurada pela Fundart, a estátua representativa do Padre José de Anchieta já está colocada em seu lugar de origem e será reinaugurada, com os devidos restauros, dia 14 próximo, às 18:00 h.
O ato ocorrerá quando da missa campal pela Paz de Iperoig a ser celebrada pelo Bispo Diocesano Dom Antonio Altieri, do Litoral Norte, com a presença dos párocos da nossa região. “O Padre José de Anchieta representa um marco importante de nossa história e por isso sua memória precisa ser preservada em função dos valores da comunidade ubatubense”, disse o presidente da Fundart, Pedro Paulo.

Fonte: Fundart

Brasil

Lula: 'O importante agora é o Senado voltar a funcionar'

LISANDRA PARAGUASSU - Agencia Estado
COPENHAGUE - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, em Copenhague, na Dinamarca, que o importante, depois da absolvição do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é que a Casa volte a funcionar com normalidade, para votar projetos de interesse do País. "Temos a CPMF, temos a reforma tributária, temos coisas de interesse do brasileiro. É isso que conta na realidade", disse o presidente, ao chegar para o primeiro compromisso, hoje, em Copenhague, com empresários dinamarqueses.

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Nota do editor - Partindo da premissa que os homens não mudam depois da personalidade consolidada, faço uma triste constatação. Antes de ser presidente Lula teria feito um grande alarde sobre a falta de decoro dos senadores, que classificaria como um bando de picaretas acobertando corrupção. A fala do Lula "moralista-esquerdista" teria respaldo da imprensa, na época noventa por cento dos jornalistas eram petistas e os restantes nutriam simpatia pela legenda. Hoje Lula, "burguês-milionário", conclama seus pares a esquecer os deslizes, os pecadilhos, do fiel aliado Renan. Teria Lula mentido para o povo? Aquela indignação contra a "falta de ética" era mero teatro? Jogo de cena para sensibilizar o eleitorado? Ou Lula está mentindo agora? Antes ou agora, tanto faz. Mentiras têm pernas curtas, a atitude insensata do senado, com o aval de Lula, vai produzir a inoxorável reação que sucede a toda ação. (Sidney Borges)

Manchetes do dia

Quinta-feira, 13 / 09 / 2007

Folha de São Paulo
"Senadores absolvem Renan"
Em sessão secreta no Senado, Renan Calheiros, foi absolvido do primeiro processo de cassação por quebra de decoro parlamentar a que foi submetido. Foram 40 votos favoráveis a Renan, 35 contra e 6 abstenções; eram necessários 41 votos para cassar o senador. Governo e aliados de Renan avaliam agora a repercussão do resultado para insistir na hipótese de licença da presidência do Senado.


O Globo
"Renan se livra da cassação com voto de 40 senadores"
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi absolvido pelo plenário, em sessão que não terá registro nos anais do Congresso. Um acordo patrocinado pelo Planalto salvou o mandato de Renan. Votaram contra a cassação 40 senadores; a favor, 35; e houve seis abstenções, justamente o número de votos que faltou para cassá-lo. As abstenções foram atribuídas em grande parte a petistas, como Aloizio Mercadante (PT-SP). O acordo prevê uma licença de Renan e a retomada da pauta de interesse do Executivo, incluindo a prorrogação da CPMF.


O Estado de São Paulo
"Renan escapa da cassação com ameaças e a ajuda do Planalto"
A abstenção de seis senadores e o trabalho explícito das lideranças governistas levaram ontem o Senado a absolver o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), da acusação de quebra de decoro. Em sessão secreta, 40 senadores votaram pela absolvição e 35 pela cassação, livrando Renan de perder o mandato. Ele se valeu também de ameaças, ao insinuar em seu discurso que poderia tornar públicos fatos relacionados a alguns políticos - foram ataques diretos à ex-senadora Heloísa Helena, presidente do PSOL, e aos senadores Jefferson Peres (PDT-AM) e Pedro Simon (PMDB-RS). A primeira parte da sessão foi desfavorável a Renan, e a cassação era dada como certa. Na segunda, o corpo-a-corpo dos petistas Ideli Salvatti (SC) e Aloizio Mercadante (SP) ajudou a convencer colegas a votar pela absolvição. Apesar do resultado da votação, Renan continua alvo de outros dois processos.


Jornal do Brasil
"Senado contra o povo"
Foram 40 votos contra a cassação, 35 a favor e seis abstenções. Depois de 110 dias de um processo que paralisou o Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros, foi absolvido pelos colegas, em sessão secreta, da acusação de quebra de decoro parlamentar por ter tido contas pessoais pagas por um lobista de empreiteira. À saída, considerou o resultado "uma vitória da democracia". A decisão gerou uma enxurrada de críticas. A oposição sustentará a pressão, já que há outras representações no Conselho de Ética.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Renan absolvido

Julgamento

Absolvido!!!

(Antes,
aqui)
O Senado acaba de absolver Renan Calheiros (PMDB-AL), acusado de quebra de decoro por ter se socorrido de Cláudio Gontijo, lobista da Construtora Mendes Junior, para pagar parte de suas despesas com a ex-amante, e mãe de uma filha dele, a jornalista Mônica Veloso.
Foram 40 votos pela absolvição, 35 pela condenação e 6 abstenções.
O processo contra Renan, condenado por 11 votos contra 4 no Conselho de Ética do Senado, arrastou-se por pouco mais de 120 dias. Foi conduzido pelo próprio Renan, que escalou a maioria dos membros do Conselho de Ética e interferiu em todas as etapas do processo.
Ele terá mais dois processos para responder - ambos por quebra de decoro. E talvez um terceiro.
Um tem a ver com a ajuda que ele teria dado à cervejaria Shincariol para que ela se livrasse de dívidas com o INSS. Em troca, a cervejaria comprou à família Calheiros uma empresa de refrigerantes falida. O relator do processo é o senador João Pedro (PT-AM).
O outro processo, ainda sem relator nomeado, tem a ver com a compra feita por Renan, em sociedade com o usineiro João Lyra, de um jornal e duas emissoras de rádio em Maceió. Renan é acusado de ter usado "laranjas" na operação.
Há uma terceira denúncia contra Renan que ainda não virou processo. O advogado Bruno Lins, afilhado de casamento dele, sustenta que Renan encabeçou um esquema de arrecadação de dinheiro em ministérios controlados pelo PMDB. (Do Blog do Noblat)

Peter and Gordon - A World Without Love


Ubatuba

Câmara discute Estatuto do Funcionalismo Público Municipal

A pedido do Vereador Charles Medeiros, ocorreu na noite do último dia 12, antes da Sessão de Câmara, uma reunião na sala da Presidência da Câmara Municipal, participaram membros do Sindicato e Aspem, representando os servidores, o Secretário de Administração, Chefe de Recursos Humanos e Assuntos Jurídico, representando a prefeitura, com os vereadores da Casa, para tratar sobre a reformulação do Estatuto do Servidor Público Municipal, que se encontra em tramitação na Câmara,
A solicitação ao Presidente da Casa Ricardo Cortes, de que convidasse todos os representantes para tratarem do assunto, deveu-se a importância do Funcionalismo Público Municipal no bom andamento dos serviços públicos da municipalidade. Segundo Charles Medeiros, a Lei 341/71, já estava totalmente ultrapassada, devendo ser atualizada com participação direta dos interessados.
Na oportunidade, o vereador solicitou ao Secretário de Administração agilidade na implantação do Plano de Carreira dos funcionários públicos municipais, fonte efetiva de valorização de nosso servidor.

Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Batman & Robin



Caso sério

Tiros e pneus

Tem gente azararada neste mundo. Acabo de ler que a roda traseira de um ônibus se soltou e matou um pacato cidadão que esperava no ponto. Testemunhas disseram que o morto antes de morrer dormia e roncava. Dormia no ponto e morreu roncando sem dar um pio. Pobre diabo, em vez de embarcar no ônibus, embarcou no rabecão. A única compensação é que mortos não pagam impostos. Nem são obrigados a assistir programas políticos na televisão, que sem Enéas e Avanír, perderam a graça. Certa vez, há muitos e muitos anos, a válvula do pneu de um caminhão saiu e matou uma moça grávida que passava na calçada. O motorista nem percebeu. A causa da morte foi conhecida apenas depois da autópsia. Pelas características do ferimento, um buraco na fronte, a polícia suspeitou de calibre 32. O ex-marido tinha um Taurus 32. A arma mostrava sinais de ter sido disparada recentemente. Preso para averiguações ele, com um palito no canto da boca e barba por fazer, alegou ter limpado a arma e dado alguns tiros. Ninguém acreditou. As velhinhas beatas que depositavam flores diariamente no local do acidente pediam pena de morte. Que morra o desgraçado gritavam em coro. Esfolem, espetem, arranquem o escalpo. Uma vez estabelecida a verdade o rapaz saiu da cadeia e abraçou a vida eclesiástica, tornando-se padre. A vida no cárcere despertou nele a fé que jazia adormecida pela existência mundana e hectolitros de cerveja. Anos depois, velho e cansado o religioso ganhou na loteria esportiva e renegou a fé. Abandonou a batina e casou-se com uma ex-chacrete, que o matou para ficar com o dinheiro. O castigo viaja a cavalo. Presa, a assassina ouve diariamente o coro das velhinhas beatas na porta da cadeia: esfolem, espetem arranquem o escalpo. Há poucas semanas uma nova velhinha aderiu ao grupo. Com voz esganiçada apregoa a plenos pulmões: arranquem o figo. Ela quer dizer fígado, mas é surda e entende tudo errado. (Sidney Borges)

Renan

Destino

Hoje é o dia de Renan. Dia de Juízo final antecipado. A lista de acusações que atingem o presidente do senado é enorme. Ele se diz inocente. Todos são inocentes, menos o jornalista-assassino Pimenta Neves, que é culpado e está solto, embora tenha sido condenado. Capicce? Que ninguém se surpreenda se num arroubo lulístico Renan se diga o mais ético dos senadores. Quiçá dos homens. Ou que afirme ser Napoleão. A votação de hoje, no senado, poderá até favorecer o político das Alagoas. O julgamento da nação está feito, Renan é passado, atingiu o apogeu e agora só lhe resta descer. Que não desça ao fundo dos infernos, lugar quente e seco, como costuma ser Brasília. Com os Calheiros fora, Alagoas corre o risco de ser governada pela ex-senadora Heloísa Helena, do PSOL. No comments... (Sidney Borges)

Julgamento de Renan

O que estará sendo julgado

Editorial de O Estado de S. Paulo, hoje:
"A obstinação com que o senador Renan Calheiros insiste em alegar inocência, por mais volumosa que seja, a cada novo dia, a enxurrada de acusações contra ele, nos leva a admitir a hipótese de que o parlamentar alagoano está sendo sincero. Ele acredita, realmente, que nada do que fez configura o crime de quebra do decoro. É bem possível que ele considere a coisa mais natural do mundo a relação promíscua com o lobista de uma grande empreiteira de obras públicas, o tráfico de influência em favor de empresas com problemas fiscais, a incompatibilidade entre os rendimentos declarados e o crescimento patrimonial, o uso de intermediários clandestinos (os chamados “laranjas”) na obtenção de concessões públicas e outras operações obscuras - para dizer o menos - envolvendo bancos, Ministérios e transporte de grandes somas em dinheiro vivo".
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Manchetes do dia

Quarta-feira, 12 / 09 / 2007

Folha de São Paulo
"Maioria diz que vota pela cassação de Renan hoje"
Em enquete feita pela Folha, 41 senadores disseram que votarão hoje pela cassação do mandato do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). O número é exatamente o necessário para cassar o senador. Apenas dez senadores disseram que vão votar pela absolvição de Renan. Outros 29 se recusaram a revelar como votarão. O destino de Renan será definido hoje, a partir das 11h, em sessão secreta.


O Globo
"Sessão ultra-secreta decide destino de Renan e Senado"
O plenário do Senado decide hoje, em sessão ultra-secreta, sem imprensa, com os microfones desligados e os senadores proibidos de usar laptops, o destino do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o da própria instituição. Paralisado por uma crise que se arrasta há 120 dias, o Senado viveu ontem um dia de guerra de nervos, com aliados e opositores de Renan anunciando os votos necessários para a vitória. O PSDB fechou questão a favor da cassação e o DEM ainda tentava enquadrar quem quer votar pró-Renan; PT e PMDB liberaram as bancadas. Para a cassação, são necessários 41 votos. Renan apelou aos amigos e até à religião, em cerimônia de homenagem ao Círio de Nazaré.


O Estado de São Paulo
"Em segredo, Senado decide hoje futuro político de Renan"
O Senado vai julgar hoje, em clima de incerteza, o pedido de cassação do presidente da Casa, Renan Calheiros, acusado de quebra de decoro por recorrer ao lobista de uma empreiteira para pagar despesas pessoais. Três partidos de oposição - PSDB, DEM e PSB - fecharam questão a favor da cassação. As demais legendas, incluindo PT e PMDB, decidiram liberar seus senadores para votar como quiserem. Tais orientações têm valor meramente simbólico e ninguém tem muita segurança sobre o resultado da votação, que será secreta. A imprensa não terá acesso ao plenário, cujos microfones serão desligados. De qualquer forma, é unânime a avaliação de que Renan perdeu apoio nos últimos dias, pois se consolidou a percepção de que sua eventual permanência vai comprometer de forma irremediável a imagem do Senado. Para que Renan perca o mandato, é preciso que o pedido de cassação receba o voto de pelo menos 41 dos 81 senadores. Se for absolvido hoje, ele ainda terá de enfrentar outras três representações contra ele. Por isso, ganha força a interpretação de que, mesmo que salve o mandato, Renan não terá mais condições de presidir o Senado.


Jornal do Brasil
"Sem pagar a agentes, Força Nacional ameaça deixar o Rio"
Desde o fim dos Jogos Pan-Americanos, os soldados da Força Nacional no Rio não recebem pagamento. Apesar da promessa do governo federal de manter os 1.200 homens no Estado por tempo indeterminado, depois que tiros foram disparados em um trem com dois ministros no Jacarezinho, os militares já falam em debandada geral, caso não recebam até segunda-feira os R$ 6.120 em diárias. Cada policial recebe por dia R$ 120. Durante o Pan, teriam direito a R$ 240 de diária, mas ganharam apenas o valor normal. Depois do dia 21 de julho, não receberam mais nada. Apesar de não terem que pagar pelo alojamento, os agentes têm de tirar do próprio bolso o custo com alimentação. A maioria dos soldados mantém-se apenas com os salários que recebem de seus Estados de origem. A Senasp admite o atraso.

terça-feira, setembro 11, 2007

Yma Sumac - Tumpa


Contra-senso alado

Airbus não explica permissão de vôo com reverso travado

À CPI, diretor não apresenta justificativa técnica para a orientação de voar até 10 dias com reverno pinado

BRASÍLIA - O gerente residente de Apoio ao Cliente da Airbus no Brasil, Mário Antônio de Oliveira Colaço, afirmou que, para a empresa, não há problema de os aviões voarem com reverso pinado por até dez dias. Ele confirmou que o manual da Airbus dá esse prazo para o conserto de reversos, mas não apresentou aos deputados da CPI da Crise Aérea uma justificativa técnica para essa orientação.
Colaço, que está na Airbus desde 2002, disse que não é engenheiro e que seu conhecimento sobre os aviões é genérico. Ele informou, no entanto, que o prazo sugerido pela Airbus para troca de um reverso pinado deve ser avaliado pela companhia aérea, que tem autonomia para decidir se conserta em um dia ou em dez. Ele lembrou que a empresa aérea pode pedir, inclusive, uma extensão desse prazo e que cabe à autoridade do setor (no caso, a Anac) fiscalizar o procedimento.
O presidente da CPI, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), disse que a Airbus deveria estar preocupada com o defeito dos reversos, já que houve quatro acidentes em outros países por causa do mesmo problema. O relator, deputado Marco Maia (PT-RS), lembrou que o Airbus utilizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva não viaja com o reverso pinado. Em resposta aos parlamentares, Colaço reiterou que a decisão sobre voar com o reverso inoperante é da própria companhia aérea, que pode ou não adotar posição mais restritiva.

Sem respostas

O gerente da Airbus disse desconhecer os dados sobre a investigação do acidente com o avião da TAM, em 17 de julho. Alegando falta de conhecimento técnico, ele não respondeu à maioria das perguntas do relator. A deputada Solange Amaral (DEM-RJ) e o deputado Vic Pires Franco (DEM-PA) chegaram a sugerir a suspensão do depoimento, mas o relator decidiu prosseguir com as perguntas.

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Nota do editor - Não existe justificativa técnica para os dez dias. Por que não nove ou oito? Quebrou, tem de consertar. O único vôo permitido com o reverso pinado deveria ser até a oficina. A Airbus pisou feio no tomate. Deveria pagar pelo erro. Com multas. Pesadas. Burrice merece castigo. (Sidney Borges)

Educação

Avaliação moderna

A. Exercício:

6 + 7 = 18

B. Análise:

A grafia do número seis está absolutamente correta;
O mesmo se pode concluir quanto ao número sete;
O sinal operacional + indica-nos, corretamente, que se trata de uma adição;
Quanto ao resultado, verifica-se que o primeiro algarismo (1) está corretamente escrito - corresponde ao primeiro algarismo da soma pedida.

O segundo algarismo pode muito bem ser entendido como um três escrito simetricamente - repare-se na simetria, considerando-se um eixo vertical!
Assim, o aluno enriqueceu o exercício recorrendo a outros conhecimentos... A sua intenção era, portanto, boa.


C. Avaliação:

Do conjunto de considerações tecidas nesta análise, podemos concluir que: A atitude do aluno foi positiva: ele tentou!
Os procedimentos estão corretamente encadeados: os elementos estão dispostos pela ordem precisa.
Nos conceitos, só se enganou num dos seis elementos que formam o exercício, o que é perfeitamente negligenciável.
Na verdade, o aluno acrescentou uma mais-valia ao exercício ao trazer para a proposta de resolução outros conceitos estudados - as simetrias... - realçando as conexões matemáticas que sempre coexistem em qualquer exercício...
Em conseqüência, podemos atribuir-lhe um...
...."EXCELENTE"... (Do site De Rerum Natura)

Sou contra...

11 de setembro

Eu abomino o terrorismo e jamais terei apreço por ações criminosas, como o atentado contra as torres do WTC. A vida, até prova em contrário, é uma só e para mim mais valiosa do que todo o petróleo do Iraque. Tenho como certo que não há causa, por mais justa que pareça, que justifique a morte de inocentes. Enquanto as torres caíam alguns festejavam, simplificando a complexidade das relações internacionais. Quem não ouviu coisas do gênero: “os americanos mereceram, eles vivem praticando terrorismo, o acerto de contas chegou, o império bebeu do veneno que espalhou”. Bin Laden pode até alegar razões para fazer o que fez e continua fazendo. Eu não concordo com os métodos, ele é responsável por milhares de mortes. Quando ele próprio morrer vai chegar ao paraíso com as mãos ensangüentadas. Se eu fosse o porteiro não o deixaria entrar. E digo mais, Bin Laden não seria convidado para a minha casa. Nem o presidente Bush, se isso serve de consolo aos que acreditam que os Estados Unidos são o grande satã. Embora tendo discordâncias em relação ao “american way of life”, tenho plena certeza de que viveria muito bem em Nova Iorque. Sempre votando em candidatos democratas. (Sidney Borges)

Educação (Ou falta de)

Merendeiras dizem receber prêmio para racionar comida em escolas

da Folha Online
Cozinheiras de três escolas municipais da zona leste de São Paulo afirmaram que ganham um prêmio para racionar comida nas unidades, revela reportagem publicada nesta terça-feira pela Folha.

Durante vistorias promovidas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) - um dos órgãos oficiais de fiscalização da merenda -, nove cozinheiras relataram práticas como entregar a maçã aos alunos pela metade; esmiuçar pedaços de frango misturados a legumes que não estavam previstos no cardápio - para a refeição render mais; e acrescentar bastante água ao molho de tomate.
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Bush

Das torres

Há exatos seis anos eu me preparava para fazer uma caminhada quando o telefone tocou. Era um amigo dizendo para eu ligar a televisão. Estava excitado, desligou sem se despedir. Fiz o que ele pediu a tempo de ver o segundo avião desaparecendo na torre, em cena de desenho animado. Depois foi a espera, enquanto as autoridades americanas corriam de um lado para o outro, feito comédia pastelão. As Torres Gêmeas ruíram e com elas o mito da invulnerabilidade do Império. Bush depois de ficar catatônico caçando moscas por longos sete minutos foi levado da escola onde estava para a limusine presidencial. O cortejo partiu em direção ao aeroporto na direção oposta ao aeroporto. Só perceberam que o caminho era outro depois de quarenta quilômetros. Woody Allen não teria pensado nisso. Consumado o ataque, a primeira reunião do governo para avaliar estragos e tomar providências ficou marcada pela decisão de atacar o Iraque. Alguém disse:
- Mas presidente, o Iraque não tem nada a ver com isso.
Bush teria retrucado:
- Não faz mal, o povo nem vai perceber.
Bush foi reeleito. Ainda bem que escolheu o Iraque.
Poderia ter sido o Brasil. (Sidney Borges)

11 de setembro de 2001



Candidatos

Política da vez

O governador Ademar de Barros tinha uma maneira peculiar de lidar com a base política, em São Paulo. Certa vez ele recebeu um correligionário do PSP que insistia em ser candidato a prefeito no interior, mas Ademar já havia feito a sua escolha. Ao receber o homem, perguntou, malandro:
- Como vai a sua campanha para vereador?
O homem não "captou" a mensagem e lembrou que queria mesmo era ser candidato a prefeito. Ademar o despachou assim:
- No futuro você pode ser candidato a prefeito. Mas em política tem uma coisa que se chama vez. E esta não é a sua. Passe bem. (Cláudio Humberto)

Nota do editor - Em Ubatuba tem gente que não entende esse negócio de vez e insiste, insiste, para dar com os burros n'água. (Sidney Borges)

Ubatuba em foco

Hipocrisia

Encontrei com o Sr. Prefeito no jantar do lançamento do Festival Gastronômico.
Na ocasião reclamou de minha ausência e me disse que poderia puxar-lhe as orelhas que não ligaria, no que respondi que não gostaria de faze-lo, pois gosto muito dele. E é verdade, acho apenas que deu muito azar no caso da Santa Casa que vinha se arrastando há anos e que teve a coragem de assumir, prejudicado pela pouca experiência administrativa e pelo surto de dengue que foi maior aqui em função da maior quantidade de casas de segunda residência que ficam abandonadas por seus proprietários.
Porém quanto ao TURISMO, precisamos acabar com esta coisa de dizer que o Turista veio para cá por isso ou por aquilo.
O produto que temos aqui é SOL E PRAIA, mal formatado e mal organizado, o sucesso do último feriado se deve única e exclusivamente à PREVISÃO DO TEMPO, que acabou se confirmando parcialmente.
Até uma semana antes, e não três como disse o Sr. José Carlos do Sindicato dos Hotéis as reservas estavam muito baixas, sei disso porque visitei muitos estabelecimentos para distribuir o Folder de meu comércio e constatei.
Quanto à participação de Ubatuba nas Feiras de Turismo, é realmente uma piada, pois quando Conselheiro Regional de Turismo deixávamos de participar de todas as feiras, estávamos desligados do Circuito Litoral Norte e ficávamos ausentes nos Stands do Circuito nas Feiras. Quanto as feiras promovidas pelo Governo do Estado, fazíamos parte da Vertente Oceânica Norte e não participávamos das feiras nem de graça, inclusive na Adventury Sports Fair que participamos recentemente, além de outras duas parece que Internacionais.
Hoje decorridos mais dois terços da gestão, não temos ainda um Plano Municipal de Turismo.
O que necessitamos de forma urgente é conscientizar este turista que aqui esteve e que voltou antecipadamente por medo do trânsito que, aliás, foi caótico, que se era para Ele ficar apenas dois dias, que venha nos finais de semana comuns, enumerando a quantidade de vantagens que Ele teria.
A curto prazo, organizar e fiscalizar para que o turista tenha uma boa estada.
A médio prazo formatar produtos turísticos atrativos para o ano todo, como o Eco Turismo, pois estávamos todos com a “LINGUA ROXA” o último faturamento considerável foi no Carnaval, depois tivemos Semana Santa e Primeiro de Maio com tempo ruim.
Capacitar Empresários e Comunidades para fazerem parte da cadeia produtiva do turismo (Ministério do Turismo)
Acessibilidade aos pontos turísticos, Saneamento Básico, Urbanização, Paisagismo, Sinalização, etc, etc. etc. (PAC, Ministério do Turismo, Ministério das Cidades, Governo do Estado, P.P. Ps).
Imaginem os Senhores um Navio atracando no dia 8 de Setembro com 5.000 pessoas para serem recepcionadas na estrutura que temos, é o que acontecerá no dia 8 de Janeiro, ao confirmar-se à promessa.


Fernando Pedreira

Manchetes do dia

Terça-feira, 11 / 09 / 2007

Folha de São Paulo
"Tráfico atira em trem com ministros"
Traficantes da favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio, atiraram ontem pela manhã em um trem que transportava os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Pedro Brito (Portos) e o secretário de Transportes do Rio, Julio Lopes. Acompanhados de jornalistas e convidados (ao todo, cerca de 70 pessoas) abaixaram-se ou se jogaram ao chão para se proteger. Ninguém foi atingido.


O Globo
"Ministros se jogam no chão de trem para fugir de tiros"
Traficantes da Favela do Jacarezinho atacaram a tiros, ontem de manhã, o trem que transportava os ministros Márcio Fortes, das Cidades, e Pedro Brito, da Secretaria Especial dos Portos; e o secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, entre outras autoridades. A comitiva visitava a linha férrea, na inauguração da primeira fase do projeto de revitalização do Porto do Rio. Pelo menos quatro balas e uma pedra atingiram a composição. O governador Sérgio Cabral participou da inauguração, no Caju, mas não andou no trem. Em represália ao ataque, Cabral determinou uma grande operação policial no Jacarezinho, que resultou na morte de um homem.


O Estado de São Paulo
"Bancos centrais criam frente global anticrise"
Os principais bancos centrais do mundo firmaram compromisso para intervir de forma conjunta nos mercados financeiros, caso se prolongue a crise que tem afetado as bolsas de valores. "Vamos agir", disse o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, ao final de encontro em Basiléia, na Suíça. Além do Federal Reserve (banco central americano), BCs de países emergentes devem participar da ofensiva, informa o enviado especial Jamil Chade. O presidente do Banco Central do Brasil, Henrique Meirelles, afirmou que o País não deve injetar recursos no sistema financeiro, como têm feito os BCs de países ricos. O papel do Brasil, segundo Meirelles, será o de não reforçar a instabilidade. Os mercados tiveram ontem outro dia de instabilidade por causa do temor de recessão nos EUA. A Bolsa de São Paulo caiu 3,51%.


Jornal do Brasil
"Tiros contra ministros"
Logo depois de inaugurarem uma obra de revitalização do acesso ferroviário ao Porto do Rio, os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Pedro Brito (Portos) precisaram jogar-se no chão a bordo de um trem para escaparem dos tiros vindos da Favela do Jacarezinho, na Zona Norte. A viagem não estava programada, nem aconselhada. A polícia avisou que não havia segurança para as autoridades no lugar. O governador Sérgio Cabral abandonou o programa, alegando que tinha outra agenda. Ao saber do ataque, Cabral ordenou uma reação enérgica. Uma operação com 100 homens foi montada às pressas e sem planejamento. Uma pessoa morreu e os responsáveis não foram encontrados. O ministro da Justiça, Tarso Genro, prometeu reforço no contingente da Força Nacional do Rio, caso Sérgio Cabral peça.

segunda-feira, setembro 10, 2007

Ubatuba

Diálogos da cidade

Essa eu ouvi. Como os leitores sabem, sou abstêmio, tenho apenas três vícios, paçoquinha, coca light e uva passa. Nos bares, depois de algumas horas acabo escutando coisas interessantes, como este diálogo entre um funcionário comissionado nos dias de hoje e um ex-funcionário, comissionado no governo passado. Ambos pra lá de Bagdá, com os pés redondinhos:
Comissionado de hoje: Vocês ficam falando por aí, mas antes a saúde estava pior.
Comissionado de ontem: É verdade. Estava pior. Depois piorou... (Sidney Borges)

Enrosco

Timão

Está cada dia mais confusa a história do Corinthians. O “magnata” russo que chamarei apenas de Bóris devido ao acúmulo de consoantes no sobrenome, procurado na Rússia por uma infinidade de crimes, usou o timão para esquentar dinheiro. Bóris fugiu da Rússia para a Inglaterra, onde vive em um castelo cercado de bosques com raposas. Raposas nos bosques do Raposão que queria comprar a Varig. Se tivesse procurado o Zé Dirceu, quem sabe. Bóris soube através de financistas internacionais que o Brasil é um paraíso para lavagem de dinheiro. Corrupção e jeitinho entranhados na medula. Qualquer nota de cem compra favores. Sem perguntas. De quebra praias e mulheres. Muitas praias e muitas mulheres. Cardumes. A coisa estava armada, mas a imprensa pôs água no fogo, divulgou a ficha do senhor Bóris e o que ele estava fazendo no Brasil. Tem razão o Zé Dirceu em não gostar da imprensa. Kia, emissário de seu Bóris chegou para comprar o Corinthians e mais quatro ou cinco clubes, acabou levando uma esposa bonita. Kia é trapalhão, mas tem bom gosto. Eu soube que ele chegou a rondar empresários de Ubatuba, queria lavar grana aqui. Ubatuba não é para principiantes. Ainda mais para um iraniano com nome de carro coreano. Com a grana da máfia o Corinthians foi campeão tendo dois argentinos no time, um deles, Carlitos Tevez, o melhor jogador do torneio. Quando o imbróglio terminar vai sobrar a dúvida: o título “mafioso” tem validade? Por aí tem gente lamentando a ação da polícia, querem a volta de Kia. Com máfia financiando qualquer um é campeão. E o Dualibi? Vai ver o sol nascer quadrado? Vai fazer companhia ao Lalau? São parecidos... (Sidney Borges)

Nestepaiz

Saúde fica sem R$ 2,1 bi da União

Do Estadão
Um levantamento feito pelo Ministério Público Federal mostra que a União não cumpriu o piso constitucional de gastos em saúde. Entre 2001 e 2006, o governo federal deixou de aplicar R$ 2,177 bilhões na área, conforme cálculo da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. Esse valor corresponde a cerca de 5% do orçamento da pasta da Saúde previsto para este ano. O número foi divulgado dias após o governo acusar 19 Estados de também não cumprir o gasto mínimo e atribuir parte da crise da saúde no Nordeste ao subfinanciamento. Nos últimos meses, pacientes morreram sem atendimento em Estados da região e médicos fizeram greve por melhoria nas condições de trabalho.

Trapalhadas do "Império"

Ocupação do Iraque teve cinco erros básicos

Falta de planejamento e arrogância demonstradas desde a invasão comprometeram os planos de Bush para o Iraque

Patrícia Campos Mello

No dia 1º de maio de 2003, o presidente americano, George W. Bush, aproximou-se de um microfone montado no porta-aviões USS Abraham Lincoln e, tendo como fundo uma faixa com os dizeres “missão cumprida”, declarou: “As maiores operações de combate no Iraque terminaram.”
Quatro anos e cinco meses depois, mais de 3.700 soldados americanos e milhares de civis iraquianos estão mortos, o caos reina no Iraque e a guerra está bem longe de terminar.
Por que a invasão, que deveria ter sido “simples e rápida”, deu tão errado? Segundo especialistas, cinco erros básicos - e fenomenais - cometidos nos primeiros meses de ocupação determinaram todo o curso da guerra no Iraque.
Em primeiro lugar, o governo americano insistiu em usar um número insuficiente de soldados para ocupar o país. Apesar de seguidos alertas de comandantes militares, muitos relegados ao ostracismo, o então secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, e seu vice, Paul Wolfowitz, recusaram-se a enviar mais soldados para o Iraque.
O segundo erro foi deixar que Bagdá fosse tomada por uma onda de saques logo depois da invasão. Sem efetivo suficiente para conter os tumultos, os marines (fuzileiros navais) assistiram, impassíveis, às turbas destruírem a cidade e parte da herança cultural dos iraquianos, causando grande ressentimento na população.


Desbaathização


Paul Bremer, que foi o chefe da Autoridade Provisória da Coalizão entre maio de 2003 e junho de 2004, é apontado como um dos maiores responsáveis pelo descarrilamento da missão americana no país. Duas decisões de Bremer - a “desbaathização” indiscriminada do setor público iraquiano e o desmantelamento do Exército do Iraque - estão no centro do caos que tomou conta do Iraque.
Sem muito estudo e a despeito de alertas de vários especialistas, Bremer determinou “expurgos” nas universidades, hospitais e ministérios, demitindo todos os iraquianos que eram membros do Partido Baath, do ex-ditador Saddam Hussein. Com isso, tirou o emprego de boa parte da elite especializada do país, essencial para a reconstrução do Iraque.
Boa parte dos professores e médicos integrantes do Partido Baath só havia se filiado ao partido por pressão do regime de Saddam.
Depois, apesar dos esforços de vários comandantes militares para integrar e treinar as Forças Armadas iraquianas, Bremer desmantelou o Exército, a Guarda Republicana e a polícia secreta do país.
Resultado: cerca de 500 mil desempregados pelas ruas, armados com fuzis AK-47 e munição à vontade, nos depósitos deixados por Saddam que eram (e são) muito mal vigiados pelos americanos.
Ou seja, essa decisão propiciou condições ideais de pressão e temperatura para a formação da insurgência iraquiana, hoje o maior desafio dos Estados Unidos no Iraque.

Violência

Por fim, o modus operandi do Exército americano - pautado pelo uso da força - fez com que os EUA perdessem corações e mentes no país. Os incidentes na prisão de Abu Ghraib e o uso de violência para retirar iraquianos suspeitos de suas casas mudaram toda a atitude em relação aos americanos, que de salvadores se transformaram em invasores. Isso ajudou a alimentar a simpatia dos civis iraquianos pelos insurgentes.
“Mesmo contando todos os erros que os Estados Unidos cometeram no Vietnã, aquilo foi um trabalho de gênio se for comparado com a ocupação do Iraque. Se juntássemos os três patetas, os irmãos Marx e todo o elenco de Saturday Night Live em um filme de guerra, eles não conseguiriam chegar nem perto do que o governo Bush fez no Iraque”, disse num artigo Charles Ferguson, diretor do documentário No End in Sight - filme sobre a guerra do Iraque vencedor do festival Sundance.
Para Ferguson, a falta de planejamento foi de um amadorismo atroz. A Organização para Reconstrução e Assistência Humanitária, que tinha a função de tocar o Iraque após a guerra, foi estabelecida apenas 50 dias antes da invasão e não recebeu nem computadores. Quando a organização entrou no Iraque, não dispunha de veículos blindados e contava com apenas uma dúzia de pessoas que falavam árabe - e elas não tinham telefone para se comunicar nem acesso à internet.
Na opinião de James Dobbins, diretor de Segurança Internacional do Instituto Rand e vice-secretário de Estado nos governos Bill Clinton e George W. Bush, um dos grandes equívocos foi a falta de espaço para discordância dentro do governo Bush. “As boas decisões são tomadas a partir de discussão e oposição - nesse governo, as decisões eram tomadas por um grupo de pessoas sem ouvir vozes dissonantes.” Dobbins é autor do artigo “Quem perdeu o Iraque”, que está na edição da Foreign Affairs que chega às bancas neste mês.
“As pessoas que tinham dúvidas sobre a necessidade de invadir o Iraque e sobre os pressupostos dos planos de ocupação e reconstrução do país não foram encorajadas a falar de suas preocupações.”

Fracasso

Muitos acreditam que a invasão estava condenada ao fracasso desde o início porque partiu de suposições equivocadas - afinal, não existiam armas de destruição em massa e não era tão fácil semear a democracia pelo Oriente Médio, como pregava o ideário neoconservador.

Democracia

“Eles acharam que seria fácil criar uma democracia no Iraque, mas nossas experiências no Japão, Alemanha, Bósnia, Haiti e Kosovo foram demonstrações claras de que reconstruir nações é uma missão muito difícil e requer um longo e sério comprometimento”, diz Max Bergmann, pesquisador de Segurança Nacional do Center for American Progress, centro de estudos de centro-esquerda. “O governo Bush pensava que ia começar a retirar as tropas em três meses - eles nunca fizeram um planejamento para o longo prazo.”
Segundo Bergmann, uma lição importante é que a democracia não pode ser exportada, ela tem de vir de baixo. “Podemos encorajar e apoiar a democracia, mas não se pode impor democracia pela força.” (O Estado de S. Paulo - 9/9/2007)

 
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