sábado, julho 21, 2007

Premonição


www.amarildo.com.br

Dará um ótimo Presidente da República

Francês leva vida normal apesar de cérebro "praticamente ausente"

Da AFP, em Paris / AFP/The Lancet
Médicos do hospital francês de La Timone, em Marselha, examinaram o caso incomum de um homem que leva uma vida normal, apesar de ter um "cérebro praticamente ausente" nas imagens de ressonância magnética, revela a revista britânica 'The Lancet' do próximo sábado (21). Casado e pai de dois filhos, o francês de 44 anos que não teve o nome revelado é funcionário público. Ele foi ao hospital em 2003, devido a um problema de locomoção.

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Opinião

Morre um oligarca, não a oligarquia

por Daniel Piza
Ouvia o rádio no carro e soube da morte de Antonio Carlos Magalhães. No Brasil, já escrevi, morrer faz muito bem à reputação. Dizer que ACM "modernizou a Bahia" e que seu filho Luís Eduardo seria um "ACM moderno", como se fosse elogio político, é um equívoco. ACM era o tipo de oligarca que mistura paternalismo e autoritarismo e vem dos tempos da República Velha; era um homem muito, muito rico, sobre quem pesavam suspeitas escabrosas, e que em mais de um episódio se mostrou, digamos, amigo das forças ocultas.
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Tudo pelo socialismo

Uma verdade inconveniente

O Estado de S. Paulo:
"A imagem mais chocante exibida pela televisão, depois daquelas do inferno no prédio onde explodiu o Airbus da TAM, foi a dos gestos obscenos com que o assessor presidencial Marco Aurélio Garcia e um auxiliar reagiam à reportagem do Jornal Nacional sobre os problemas mecânicos no sistema de freios da aeronave, o que poderia ter causado a tragédia de Congonhas.
A cena, captada por um cinegrafista da TV Globo, choca menos pela vulgaridade das raivosas expressões de desforra de um graduado assessor do presidente e de um dos seus subordinados do que por evidenciar a despudorada torcida do círculo íntimo do presidente da República - a começar dele próprio, decerto - para que a apuração das causas da catástrofe não revele a verdade inconveniente para o governo.
Essa preocupação, ficou claro, se sobrepõe ao seu alegado desejo de que a investigação conduza à verdade dos fatos, sejam quais forem".

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Tragédia em Congonhas

28 segundos de terror

Como foi o acidente do Airbus da TAM, que matou 191 pessoas, em mais um capítulo funesto da crise aérea brasileira

De Veja, edição de 25/7/2007
O caos aéreo brasileiro, que havia anos era gestado nas sombras, surgiu nítido e aterrador diante dos olhos do país dez meses atrás, quando um Boeing da Gol se chocou em pleno ar com um jato Legacy, provocando 154 mortes. Desde então, o país vem assistindo atônito a um espetáculo deprimente, em que contracenam o descontrole dos controladores aéreos, o improviso e a ganância das companhias e a infinita inépcia das autoridades. Na terça-feira passada, 17 de julho, a crise do sistema de transporte aéreo brasileiro cobrou novamente um preço exorbitante: outras 191 vidas, o número oficial de mortos até sexta-feira. O acidente protagonizado pelo Airbus A320 da TAM, que deixou Porto Alegre rumo a São Paulo levando a bordo 181 passageiros e seis tripulantes, ainda está cercado de dúvidas, mas algumas certezas já começam a surgir – e o que elas indicam não é nada tranqüilizador. VEJA analisou fotos exclusivas, submeteu o vídeo que mostra o pouso da aeronave a uma dezena de especialistas em aviação, até mesmo pilotos da TAM, e teve acesso à pista de Congonhas, incluindo a área isolada pela perícia. Com base nisso, reconstituiu, quadro a quadro, a trajetória de 28 segundos percorrida pelo Airbus desde a tentativa de pouso até a colisão contra um galpão de cargas da própria TAM, localizado em uma das mais movimentadas avenidas da capital paulista. Até agora, é possível afirmar que:
• O piloto do Airbus não cometeu imperícia, ao menos até o momento em que a aeronave tocou a pista do Aeroporto de Congonhas na tentativa de pousar. Tanto a velocidade de aproximação do solo quanto o ponto em que ele tocou a pista estavam corretos.
• É pouco provável que a velocidade anormal com que o Airbus seguiu depois de tocar o solo se deva a uma tentativa do piloto de arremeter (voltar a decolar). É mais provável que a alta velocidade fosse resultado de uma aquaplanagem ou de uma falha no sistema de freios.
• O desvio para a esquerda que o avião fez no fim da pista não foi uma tentativa de dar um cavalo-de-pau para frear a aeronave. A trajetória reconstituída pela reportagem permite concluir que não houve uma manobra brusca desse tipo, e sim um desvio gradual do eixo central da pista.
• Quaisquer que tenham sido as causas do acidente, é certo que o Airbus foi prejudicado pela ausência de uma área de escape na pista de Congonhas.
• O sistema de frenagem da aeronave não estava operando com 100% da sua capacidade, já que a companhia admite que o reverso da turbina direita estava desativado. Esse recurso, no entanto, não teria sido suficiente para parar o avião.
• O fato de a pista principal de Congonhas não ter grooving (sistema de ranhuras na pista que permite o escoamento da água em caso de chuva) pode ter influído de maneira decisiva no acidente.
O Airbus da TAM aproximou-se do Aeroporto de Congonhas por volta das 18h49 da terça-feira. Por rádio, os pilotos pediram à torre de controle autorização para pouso. Foram atendidos, mas receberam uma advertência, a mesma repetida aos outros aviões que utilizavam o aeroporto naquele horário: a pista principal estava "molhada e escorregadia". Em dias chuvosos como aquele, o aviso é praxe em Congonhas. Os pilotos não viram problemas em pousar sob essas condições. Comunicaram à torre os procedimentos usuais de aterrissagem: "TAM 3054 na final. Baixado e travado", disseram, em referência aos trens de pouso, já abertos e prontos para funcionar. Às 18h51, o A320 tocou o solo cerca de 400 metros após o início da pista, num ponto considerado ideal pelos manuais. Voava a 250 quilômetros por hora, velocidade-padrão para um avião desse porte que se prepara para descer. Para a tripulação da TAM, era apenas mais uma etapa na rotina diária de trabalho. Para os 181 passageiros, parecia o final de uma viagem sem sustos.
Assim que o avião tocou a pista, no entanto, algo saiu errado. Ao contrário do que se espera em todos os pousos, a velocidade do Airbus não diminuiu. O avião passou a deslizar pelo chão como se ainda estivesse voando. O piloto havia acionado apenas o reverso da turbina esquerda, já que o da direita fora desativado pelos técnicos de manutenção da TAM. O reverso é um mecanismo que inverte o fluxo de ar nas turbinas do avião. Invertido, o fluxo atua como uma força contrária ao sentido que segue a aeronave. Isso ajuda a freá-la, mas não é determinante para a parada. No sistema de frenagem, que inclui o reverso, o mais importante é o conjunto de freios hidráulicos dos trens de pouso. Eles funcionam como freios de carro e, como nos automóveis, são acionados pelo pé do piloto. São eles que propiciam a parada da aeronave. Os reversos apenas auxiliam no processo. O fato de um deles estar desativado, portanto, por si só não causaria o acidente. Como informou a TAM, é verdade que um avião do porte do Airbus A320 é perfeitamente capaz de parar com apenas um reverso funcionando: no manual de equipamentos mínimos da Airbus, o reverso faz parte de uma lista de equipamentos que podem estar inoperantes ou desativados durante o vôo, sem que isso afete a sua segurança. O que se pode afirmar desde já, no entanto, é que a ausência de um reverso é um fator complicador para um avião que, ao pousar, encontra uma pista molhada e escorregadia, como foi o caso do Airbus da TAM.
Dos dez especialistas ouvidos pela reportagem, sete afirmam que a aeronave sofreu aquaplanagem. Esse problema acontece quando há lâminas de água na pista devido à chuva. A aeronave fica instável com a falta de aderência das rodas ao solo. Com isso, o freio dos pneus pode simplesmente não funcionar – não por culpa da aeronave, mas da pista. Aqui, cabe um parêntese. É preciso lembrar que o Aeroporto de Congonhas tem um vasto histórico de derrapagens causadas por excesso de água na pista. Em janeiro deste ano, após cinco episódios dessa natureza, o Ministério Público Federal de São Paulo pediu a interdição da pista principal do aeroporto. A medida foi rejeitada, mas, em abril, a própria Infraero comprometeu-se a reformar o asfalto para aplainar depressões onde a água ficava empoçada. O trabalho foi entregue menos de vinte dias antes do acidente do Airbus. A Infraero diz que a pista nova tem índice de atrito superior ao exigido pelas normas internacionais. Como o grooving só pode ser feito depois de o asfalto estar curado, as ranhuras começariam a ser aplicadas apenas na quarta-feira, dia 25. O grooving não é item obrigatório em nenhum aeroporto, mas, se a própria Infraero planejava implantá-lo, isso significa que ele é necessário para a total segurança de decolagens e aterrissagens em Congonhas.
Voltando ao acidente: o Airbus continuou em alta velocidade pela pista. Quando passou em frente à torre de controle, estava três vezes mais rápido do que deveria. O fato de, nesse momento, o reverso estar aberto diminui em muito a possibilidade de que o piloto estivesse acelerando com a intenção de arremeter, já que quem quer decolar não aciona um equipamento que diminui a potência do motor. Diante da velocidade anormal, é provável que, nesse instante, muitos passageiros tenham se dado conta de que algo errado estava acontecendo – alguns foram encontrados com o tronco abaixado e as mãos sobre a cabeça, a posição recomendada em casos de emergência. Quando passou em frente ao Finger 1, que fica 400 metros antes do final da pista, o Airbus começou a desviar para a esquerda. O rastro deixado a partir daí permite tirar duas conclusões: que, a essa altura, o avião estava totalmente fora de controle e que, ao contrário do que se chegou a pensar, o piloto não tentou dar um cavalo-de-pau: a curva descrita pela aeronave é suave. Entre a lateral e o gramado que a circunda, existem lâmpadas de orientação. O trem de pouso traseiro esquerdo esmigalhou uma delas. O deslocamento de ar causado pela passagem da aeronave fora do eixo esperado ainda arrancou a cúpula de proteção de uma segunda lâmpada.
Poucos metros à frente, o avião saiu definitivamente da pista e atravessou uma grande área gramada que há na cabeceira de Congonhas. Também nesse trecho, a aeronave deixou vestígios que possibilitam reconstituir com exatidão sua trajetória. Os pneus do lado esquerdo danificaram uma tampa de concreto que cobre um dos fossos do sistema de drenagem. Os do lado direito destruíram uma terceira lâmpada de sinalização, que demarcava o limite final da pista. Nesse instante, o avião se aproximava de uma ribanceira com mais de 10 metros de altura. Se, em vez dessa ribanceira, o piloto tivesse encontrado uma área de escape – extensão projetada para receber aviões que não conseguem parar antes do fim da pista –, os 187 ocupantes talvez ainda estivessem com vida.
Segundos antes de chegar à beira da ribanceira, o piloto havia puxado o manche e levantado o nariz do avião – provavelmente uma tentativa instintiva de evitar a queda no abismo. Nos pouquíssimos metros de pista que lhe restavam, no entanto, o Airbus descontrolado não teve condições de acelerar o suficiente para ganhar altitude. Tudo o que conseguiu foi levantar a frente e tocar com os trens de pouso traseiros numa mureta de 30 centímetros de altura que há antes da ribanceira. Em seguida alçou um vôo de cerca de 60 metros sobre a Avenida Washington Luís. Nesse trajeto, "pulou" por cima de um poste de 7,5 metros e, logo depois, desabou sobre o 1º andar do galpão de cargas da TAM. Seu combustível se espalhou rapidamente, provocando duas explosões e transformando o prédio em uma pira crematória. Em questão de segundos, a temperatura no local chegou perto de 1.000 graus. Os elevadores do prédio pararam de funcionar e a queda das lajes bloqueou a saída de emergência por onde deveriam escapar os funcionários. Impedidos de fugir, sufocados pela fumaça e acossados pelo fogo, dois deles saltaram pela janela. Um está hospitalizado. Outra morreu na queda. Até a noite de sexta-feira, haviam sido identificados os corpos de três vítimas que não estavam no avião. Nove pessoas que estariam no prédio e nas proximidades permaneciam desaparecidas.
De acordo com a National Transportation Safety Board (NTSB), agência federal ligada ao governo americano, com sede em Washington, as duas caixas-pretas do Airbus da TAM estão seriamente danificadas devido ao tempo que ficaram expostas ao fogo. Apesar disso, o órgão concluiu na sexta-feira que será, sim, possível extrair dados e vozes registrados nos equipamentos. Só com as informações que elas carregam será possível definir as causas exatas do acidente. É certo que, quaisquer que sejam elas, não poderiam ter encontrado ambiente melhor para prosperar. Em meio à baderna generalizada do transporte aéreo, a tragédia do Airbus A320 ocorreu em um aeroporto anacrônico e ineficiente, que – projetado em outros tempos, para outros tipos de aeronave – há muito já deveria ter sido fechado. Na sua inauguração, em 1936, ninguém imaginava que a cidade cresceria tanto ao redor das pistas. Hoje, há casas a 50 metros das cabeceiras e Congonhas opera, em todos os aspectos, perigosamente no limite (veja quadro). Não se trata mais de resolver o já crônico problema de atraso de vôos ou os já habituais motins de controladores aéreos fora de controle, mas de garantir a vida de quem voa e de quem vive permanentemente sob o ronco dos aviões. O Aeroporto de Congonhas já se provou inadequado para fazer face à crise. Depois de mais duas centenas de mortes, o governo diz que vai desafogar o aeroporto. Diz que vai. Vamos ver. A pergunta que fica é: por que não decidiu fazer isso antes? (Fonte: Blog do Noblat)

Ubatuba em foco

Saúde em Estado de Alerta

Vereador Charles Medeiros
Importante denúncia apresentada pelo Presidente da Câmara Municipal-“Ricardo Cortes Alerta Autoridades”, comunicando a população a desasistência a saúde que ocorre hoje dentro da Santa Casa administrada pela Prefeitura Municipal de Ubatuba. Tal atitude do Presidente reforça a solicitação feita para a instituição de Comissão Parlamentar de Inquérito, ainda no mês de Março, proposta pela Comissão Especial de Saúde, do qual fui Presidente, que já apresentava denúncias de má gestão dos recursos públicos investidos na Santa Casa.
Não é possível que se deixe instituir o caos no Sistema de Saúde sem que os responsáveis “Diga-se Todos Nós” permaneçam calados assistindo uma possível morte anunciada de cidadãos em nosso município.
As falas do Ilustríssimo Presidente da Casa de Leis fortalecem denúncias apresentadas ao Jornal Imprensa Livre pelo coordenador do Conselho Gestor cuja afirmação fez-se entender a precariedade da estrutura de saúde, a falta de pagamento dos profissionais e a possibilidade do fechamento da Santa Casa em dois meses.
Na condição de homem público, e acima de tudo cidadão, há tempos afirmo na Tribuna da Câmara a existência de má gestão dos recursos aplicados na saúde, infelizmente, minha fala pouco tem ecoado entre os companheiros da Casa.
Hoje sabemos que os cidadãos desasistidos, passaram a buscar seus direitos através do MP e da OAB, prova concreta de que os políticos não tiveram capacidade de resolver os problemas.
Louvo a atitude do Presidente da Câmara em denunciar na imprensa a falta de estrutura e responsabilidade em atender os cidadãos necessitados. Que mais homens públicos de nossa cidade, detentores de cargo ou não se posicionem em defesa da saúde de nossa população.

Manchetes do dia

Sábado, 21 / 07 / 2007

Folha de São Paulo
"Governo limita uso de Congonhas"
Três dias após o acidente com o Airbus da TAM em Congonhas (SP), o maior da história da aviação no país, o governo anunciou medidas para desafogar o aeroporto e tentar torná-lo mais seguro. As decisões do Conselho Nacional de Aviação Civil incluem a proibição de escalas, vôos fretados e charters em Congonhas. Entre 30% e 40% dos atuais pousos e decolagens serão retirados.

O Globo
"Após dez meses, sai pacote para a segurança aérea"
Dez meses após a tragédia do Boeing da Gol, um órgão que se reunira apenas três vezes na administração Lula, o Conselho Nacional de Aviação Civil foi convocado às pressas para anunciar medidas há muito tempo em estudo pelo próprio governo para reorganizar o setor aéreo. Com o objetivo de dar mais segurança às operações, foi anunciada a redução drástica dos vôos em Congonhas e sua transferência para outros aeroportos, como o Galeão (que pode dobrar suas operações) Novas rotas internacionais não terão mais São Paulo como destino e um novo aeroporto será construído no estado. Além disso, foi decidido abrir o setor aeroportuário à iniciativa privada, como em outros países. O presidente Lula, em cadeia de rádio e TV, solidarizou-se com os parentes das vítimas do acidente da TAM. Mas a maior parte do pronunciamento foi destinada a anunciar as novas medidas e a pedir calma. Lula pediu que não se condene ninguém com "opiniões apressadas", ou "atitudes precipitadas".


O Estado de São Paulo
"S. Paulo terá 3º aeroporto e Congonhas, menos vôos"
Dez meses depois do início da crise aérea e após um acidente em que quase 200 pessoas morreram, o Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) anunciou ontem medidas para reduzir o movimento no Aeroporto de Congonhas. Em 60 dias ele deverá deixar de ser o principal ponto de distribuição de vôos, conexões e escalas do País, com redução de 30% no número de passageiros. Só deverão operar em Congonhas vôos semelhantes à ponte aérea: se o avião pousar procedente de Brasília, terá que retornar a Brasília. Vôos fretados e charters estão proibidos de operar ali e para jatos executivos haverá limitação. A idéia é que o aeroporto volte a operar com 12 milhões de passageiros por ano - atualmente, recebe 18,8 milhões. O movimento será limitado a 33 pousos e decolagens por hora - eram 48, até a interdição da pista principal para a reforma. A Anac também restringirá o peso dos aviões que poderão operar em Congonhas. Um novo aeroporto será construído - Jundiaí é o local mais provável.


Jornal do Brasil
"Mais 60 dias sem segurança"
Em um pronunciamento em tom emocional, dirigido às famílias das vítimas do acidente com o Airbus da TAM em Congonhas, o presidente Lula voltou a prometer medidas para acabar com o apagão aéreo, como a limitação dos vôos no aeroporto de São Paulo e a construção de um novo terminal. Nenhuma, no entanto, entrará em vigor antes de 60 dias. Enquanto no Sul vários mortos eram enterrados em um clima de protesto, em Brasília a Aeronáutica condecorava a direção da Anac com a Medalha Santos Dumont, "por serviços prestados à aviação". A aeronave acidentada estava proibida de pousar no Santos Dumont e em Vitória.

sexta-feira, julho 20, 2007

Santa Casa em pauta

Solicitação em caráter de máxima urgência:

Caro Senhor Diretor Técnico da Santa Casa de Ubatuba,
Dr. Eduardo de Carvalho Ferraz – CRM 39.887;


Tendo em vista a crise que passa atualmente a Santa Casa local, conforme é de conhecimento público e notório, como médico atuante responsável pelo serviço de Ortopedia deste Hospital, por força de obrigação profissional, afim de não ser responsabilizado por eventuais danos a pacientes futuros que possam ocorrer, temos a informar e solicitar o quanto segue:
Para o adequado serviço médico, ortopédico e traumatológico neste Hospital, para proporcionar bom atendimento médico e de respeito ao cidadão, que nos procura diariamente, para coibir seu sofrimento, uma vez que se torna a Santa Casa a única referência para o atendimento na cidade, especialmente para casos de maior gravidade clínica e de primeiro atendimento (Pronto Socorro), é necessário termos para utilização IMEDIATA materiais ortopédicos permanentes.
Tais materiais, que devem ser do conhecimento de V.S.a., compreendem-se especialmente a materiais permanentes, tais como furadeiras (temos uma apenas em condições de uso), fios metálicos (em falta), placas (em falta), parafusos (em falta), brocas e em resumo, as caixas de materiais de grandes e pequenos fragmentos, sem reposição adequada há meses, apesar de várias solicitações das respectivas chefias competentes.
Para maior elucidação, os respectivos materiais são cobrados através de AIHs- SUS, de convênios e de particulares, mas não estão sendo repostos, fato esse que vem causando a impossibilidade de prestação do serviço e o atendimento adequado, sendo necessário os profissionais da área médica utilizarem-se de subterfúgios conhecidos popularmente por “gambiarras”, colocando em risco a sua ética profissional, no ímpeto de atender imediatamente o paciente.
Os materiais solicitados não estão sendo colocados para disposição de uso em cirurgias programadas e nas não programadas (emergenciais), estão sendo realizados os socorros imediatos, segundo os protocolos de cada área e solicitadas as respectivas transferências/ remoções imediatas dos pacientes através das normas estabelecidas pela Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, por meio das Centrais de Vagas e referências, fato esse que, devido ao grande volume de transferências necessárias, causa um acúmulo de pacientes à espera na própria Santa Casa, nos setores de emergência, de casos clínicos que poderiam ser sanados dentro da própria Instituição, como sempre ocorreu.
Vale ressaltar que, tal situação se perpetua por longas datas, sendo do conhecimento de todos, em especial da Administração e de V.S. as,
sendo passível de penalidades, inclusive por omissão e negligência.
Diante da situação ora exposta, vimos pela presente solicitar as providências IMEDIATAS, a fim de sanar essas falhas inconcebíveis, em defesa da vida humana, sob pena de adotarmos medidas legais cabíveis à espécie.
Ao ensejo, reiteramos nossa estima e apreço.


Cordialmente,

Ricardo Cortes
Médico Ortopedista
CRM 39.100

Toninho Malvadeza

As máximas de ACM

I. Não confie em alguém cuja mulher não gosta de você.

II. O poder é a maneira de transformar uma idéia em realidade. Mas é só para quem tem apetite: quem não tem pode usufruir das mais diferentes oportunidades de mando que não vai conseguir mandar.

III. A arte da política consiste em saber dar a cada um o que ele espera de você. Alguns querem proteção, um emprego, por exemplo. Outros querem dinheiro. Há um terceiro tipo, que busca poder, o prestígio, até mesmo um carinho. Se você confundir as demandas, oferecer dinheiro a quem quer carinho ou poder a quem quer um emprego, arrumará um inimigo.

IV. Fale bem dos amigos todos os dias; fale mal dos inimigos pelo menos duas vezes por dia.

V. É legítimo bater sempre nos adversários, para que não venham a crescer e maltratar seus aliados. Nunca reclame dos golpes recebidos; prepare o troco. Vale a máxima: a vingança é um prato que se come frio.

VI. As grandes virtudes de um homem são a gratidão e a generosidade. A gratidão leva a devolver em igual moeda tudo aquilo que recebe. A generosidade o obriga a retribuir em dobro.

VII. Quando entrar em uma casa, preste atenção nas crianças, pois nada é mais sincero do que o olhar delas. Se a criança o encarar torto, é porque naquele local você não é benquisto.

VIII. Só se deve brigar para cima, sobretudo em defesa dos mais fracos, pois todos passam a respeitá-lo, mesmo que você não tenha razão. Brigar para baixo não traz vantagem alguma, ninguém toma conhecimento e ainda o chamam de covarde.

IX. Salvo em assuntos pessoais, procure sempre escalar amigos para responder às críticas dos inimigos. O aliado sairá engrandecido e o adversário diminuído.

X. Se, apesar dos seus defeitos, você quer que alguém seja seu amigo, não pode exigir que esse amigo seja perfeito.

XI. Só guarde reclamação de inimigo. De amigo, bote tudo para fora, resolva na hora. Se o amigo lhe pedir perdão, perdoe. Fale o que está engasgado e, se for o caso, exija alguma compensação. Mas depois esqueça o assunto.

XII. Fale sempre a verdade quando alguém lhe pedir algo. Explique o que vai tentar fazer, quando e como. Caso não possa atender ao pedido, diga logo que não pode, mas explique o motivo. As pessoas esperam que você se importe, tente, ainda que não consiga.

XIII. Não se esqueça jamais do amigo que deixou o poder, até porque o fraco de hoje pode ser o forte de amanhã. Ninguém é tão forte que não possa perder, nem tão fraco que não possa vencer.

XIV. Jamais permita que se fale mal de um amigo perto de você. Reaja imediatamente se isso acontecer.

XV. É melhor sofrer no poder do que longe dele.
(Revista República - junho de 97)

* "Estou com a consciência tranqüila de ter servido bem a meu país. Tenho certeza de que sou o baiano que mais amou a Bahia. Esse meu amor talvez tenha sido a coisa mais importante da minha vida. E ser querido pelos baianos é o que me faz feliz".

* "Algumas vezes sou franco e direto. Isso não é defeito, mas virtude. Ser indeciso é que não é virtude".

* "Minha cabeça é uma 'usina' que não para de pensar em coisas para a Bahia e para Salvador".

* "A primeira regra da boa briga é escolher o adversário certo".

* "Tenho amigos bons e ruins, mas eu só governo com os bons".

* "Meu desejo é lutar pelas grandes causas e não pela causa dos grandes"
* "Uma pessoa pode ser ética sem ser ingênua. Mas quem for excessivamente ético acaba sendo visto como ingênuo, mesmo que não seja".

* "Se este país virar comunista, um dia serei o maior líder de esquerda do Brasil".

* "Nós trazemos fábricas para a Bahia, usamos o talento dos baianos para dar as fórmulas de que a Bahia precisa. Em toda parte a Bahia cresce. Por que? Cresce porque trabalhamos, porque temos vontade de lutar por essa terra que tanto amamos".

* "O pior dos vaidosos é o falso humilde".

* "Não vou dizer que não cometi erros no passado. Devo ter cometido dezenas e centenas de erros, na medida em que tenho tantos anos de vida pública. Se eu fosse um homem que não tivesse cometido erros, hoje, não teria caráter".

* "Eu não tenho ódio na vida. E o fato de não ter ódio me permite continuar na vida a passos largos. Não fico preso ao passado. Aliás, tenho um passado que muito me honra. Mas eu penso sempre no futuro. Isso faz os baianos terem apreço de mim".

* "Eu posso ter erros políticos, o que não posso ter são erros morais".

* "Poucas pessoas gozam em suas bases políticas da popularidade que tenho em meu estado, a Bahia. Engana-se quem acredita que estou perdendo poder".

* "Eu sou a ala petista do PFL. Há também uma ala pefelista do PT".

* "Se puder ser querido é melhor. Mas se isso não for possível, quero ser respeitado".

* "Os empresários têm que ser mais compreensivos, não demitir funcionários, não demitir pessoas carentes, olhar quem vai demitir. Isso é o que eles têm que fazer. Por que, na situação social em que o Brasil vive, não é só o governo que deve amparar não. O empresário tem que ter consciência de seus deveres com a sociedade".

"Quem pode ir a um bom restaurante e gastar R$ 800 num jantar, pode pagar R$ 900 para que R$ 100 sejam destinados a um fundo para erradicação da miséria. Se fizermos isso, venceremos a miséria no Brasil em dez anos".

"O combate à pobreza exige a participação de todos os recursos disponíveis: o individual e o comunitário, o público e o privado, o local e o nacional. A luta solidária de todos é absolutamente necessária par a constituição de uma sociedade mais decente e mais humana".

"Para aferir a situação da pobreza, eu perguntaria ao meu querido amigo ministro Malan se, em cinco anos de governo, ele recebeu algum pobre em seu gabinete (...) Quantos foram lá para falar de enriquecimento, esquecidos da obrigação de diminuir a pobreza?".

*"Ninguém na vida me pressionará a nada. Sou um homem de coragem, sei enfrentar tudo, e não aceitaria que quem quer que fosse viesse me pressionar".

* "Um homem não pode fazer-se sem sofrer, pois ao mesmo tempo é mármore e escultor".

* "Nunca fui coronel, nunca. Fiz minha carreira ligada ao povo. Poucos receberam no Brasil tanto batismo popular quanto eu. Seria uma estultice pensar que sou coronel, que cometo violências e o povo vota em mim. Não sou truculento e a prova é que 80% dos baianos votam em mim".

* "Baianidade é um estado de espírito em relação à terra em que se vive e a todas as características singulares da Bahia, que nenhuma outra terra tem, como o sincretismo religioso, a cordialidade. O baiano é o povo mais cordial do Brasil".
* "O poder não admite indecisão. O poder exige, sim, coragem no decidir, às vezes até não decidindo certo, mas decidindo rápido você presta melhor serviço ao Estado e ao país. O poder não gosta dos indecisos, mesmo porque a decisão é uma das características mais importantes do bom administrador".

* "Político sem popularidade é um cidadão sem sangue. A popularidade é um estímulo para o político. O sorriso, o agrado, o carinho do povo com seu líder é o que o estimular a continuar lutando pelas causas do próprio povo".

* "A Presidência da República é destino. Você faz toda a sua carreira política, a Presidência é destino".

* "Quem odeia é escravo do seu ódio, e por isso, muitos de meus inimigos são meus escravos".

* "Juntar a amizade à política é o ideal. A política só é bem feita quando pautada pela correção, pela lealdade e, se possível, pela amizade. Para mim, a política tem sido o meio de realizar um trabalho pelo povo. E eu posso falar isso com autoridade. Na Bahia, você encontrará sempre minha obra e a gratidão do povo da minha terra".

* "Faço política como ela deve ser feita, dentro dos padrões de dignidade que se exige de qualquer cidadão".

* "O que eu faço é tirar as pedras do caminho para que eu possa atingir meu objetivo. Mas nada impede que eu pegue o telefone para conversar com um adversário. Eu prefiro chamá-los de adversários, não de inimigos. Acho que não tenho inimigos. Se tenho, a culpa não é minha. Eles é que se tornaram. Nesse ponto, concordo com o ex-presidente Castello Branco:'Eu não sou teimoso, teimoso é quem teima comigo".

* "Vale para mim a frase que o poeta Augusto Frederico Schmidt colocou certa vez no bolso de Juscelino Kubitschek: 'Deus me poupou o sentimento do medo'. Até aqui, Deus não permitiu que me faltasse a coragem necessária para agir nos momentos decisivos de minha vida".

* "O poder realiza. Mas ele também deixa seu ocupante na solidão, porque muitas vezes nos encontramos com quem não desejamos e nos afastamos das pessoas que mais queremos. É da natureza do poder que você não possa escolher seus interlocutores a todo momento".

* "Sou um homem que precisa conversar. Eu varo as noites conversando, cercado de gente. Isso me faz bem. Mas não acredite na lenda de que quem tem poder nunca está sozinho. Com muita freqüência, embora acompanhado, você sabe que está só".

* "Eu raramente digo palavrões e chego a corar quando mulheres os pronunciam em minha presença".

* "Tenho um repertório de conversas para dez tipos de pessoas: uma para o deputado federal, outra para o prefeito, outra para o desembargador, outra para o homem da roça, outra para o jornalista... E fazer isso permanentemente é um grande, um enorme prazer".

* "O importante, na política, é dizer não".

* "Poder é a maneira que você encontra, quando tem realmente vocação para ele, de transformar em realidade muito do que você pensa, e que às vezes até lhe parece inatingível. Mas o exercício do poder é para quem tem vocação. Para quem não tem vocação, você pode entregar as mais diversas oportunidades de mando, que não consegue mandar".

* "Na minha equipe de governo, não concedo absolutamente nada para quem não tenha mérito".

* "Sempre me defini como homem de centro. Mas hoje em dia, estas definições que, de verdade, têm duzentos anos de idade, entre direita e esquerda, estão em xeque. O político contemporâneo tem é de ficar sintonizado com a vontade e os interesses do povo. As querelas ideológicas foram superadas pelos fatos e essa questão passou a ser um bom assunto para discussões lítero-científicas".

* "Acho que Fernando Henrique sempre foi menos de esquerda do que eu pensava e do que todos pensavam. Hoje é uma prova de inteligência e até mesmo de caráter, de amor ao país, não ser radical como se era antigamente. Quando converso com ele, percebo que ele nunca foi um radical. Talvez por ser tímido tenha sido colocado entre os radicais e então não reagira, porque não tem temperamento radical".

* "Dinheiro público é sagrado. Nenhum político se sustenta por muito tempo sem o respeito ao dinheiro público. Essa é a minha força. Tenho 50 anos de vida pública e não nenhuma acusação contra mim do ponto de vista moral".

* "Toda vez que minha imagem for prejudicada porque estou defendendo a Bahia, meu grande amor, pouco me importa o que pensam os outros. Os baianos sabem quem eu sou. Na Bahia, eu estou acima das ideologias e dos partidos políticos".

* "Não gosto de contar o que estou lendo. Isso revela o caráter das pessoas. Tenho sempre dois exemplares, um em Brasília e outro em Salvador. Meus livros são assinalados, por isso não empresto a ninguém.".

* "Sou católico e sigo minha religião, mas como um bom baiano tenho que viver as demais religiões e os cultos que na Bahia são praticados com grande intensidade".

* "Homem público não pode ter sigilo bancário. Tem que ser aberto para todos".

* "Ou o país se conserta moralmente ou não tem solução. Onde não há ética e não há moral, não há sobrevivência política para o país".

* "Eu observo as pessoas, olho em seus olhos, por que preciso de escuta? Sei quando elas estão sendo sinceras".

* "Só duas siglas pegaram neste País: JK e ACM".

* "O Juscelino, a meu ver, foi a figura mais marcante do ponto de vista político-administrativo deste século".

* "Nunca usei arma em toda a minha vida. Atirei uma única vez, no interior, para treinar e tomei medo. É uma sensação péssima. Dá um susto enorme. Você toma mais susto do que o possível adversário".

"Só briguei com gente poderosa. Você não me vê brigando com homens do povo, com o porteiro do hotel, com a gente simples".

* "Não quero ser um político comum: quero ser diferente".

* "O pior adversário é aquele que você não conhece".

* "Política para mim é paixão. Por isso é que faço sempre com prazer, e em tempo integral. Qualquer um que queira fazer política de verdade precisa exercê-la com paixão".

* "A auréola do poder é o menos significativo. O exercício dele é o que vale e ensina".

* "O povo acredita em quem é preparado e que só promete o que ele acha possível de se fazer. Não adianta promessa mirabolante, que ele sabe que é impossível você cumprir".

* "Há três tipos de repórteres: o que quer dinheiro, o que quer notícia e o que quer emprego. O correto é não dar dinheiro a quem quer notícia, notícia a quem quer emprego e emprego a quem quer dinheiro".

* "O governante que vigiar a família tem 80 por cento de chance de evitar a corrupção".

* "Eu sou muito sentimental. Acho que isso faz parte um pouco do meu ser e eu não sou difícil de chorar".

* "Na realidade, não me julgo de direita, não me julgo de esquerda. Eu sou um político sem rótulos, sem etiquetas, porque acho que isso não existe. Isso não está mais na cabeça de ninguém. Isso já acabou".
(Do site do senador ACM) (Tudo do Blog do Noblat)

Morreu o idealizador do Bolsa Família



Aos 79 anos, morre em São Paulo o senador Antonio Carlos Magalhães

O senador Antonio Carlos Magalhães (DEM-BA), 79, morreu na manhã desta sexta-feira, 20, em São Paulo, em decorrência de falência de múltiplos órgãos secundária à insuficiência cardíaca. Ele estava internado há 37 dias no InCor-SP (Instituto do Coração), do Hospital das Clínicas, em São Paulo. O quadro clínico do senador piorou quinta-feira, 19, à noite. Ele apresentou febre e retrocesso do problema gastrointestinal ocorrido na última sexta-feira, 13. Os médicos reforçaram o uso de antibiótico e passaram a investigar o motivo da infecção. ACM passou a noite inconsciente na UTI do Incor respirando com ajuda de aparelhos. Dona Arlete Magalhães, esposa do senador, acompanha a liberação do corpo que deve ser levado à Salvador ainda nesta sexta-feira. O velório será realizado no Palácio da Aclamação em Salvador e o enterro no cemitério Campo Santo, onde também está sepultado Luis Eduardo Magalhães, filho do senador.

A preferida do Comissário Dirceu

TAM, 'a pior empresa aérea do mundo'

A respeitada revista on-line americana Slate publicou nesta quinta na seção de Finanças e Negócios artigo da escritora Elizabeth Spiers relatando em primeira pessoa os dissabores que a levaram a titular com tal ênfase a companhia brasileira: "A TAM é a pior empresa aérea do mundo - venho dizendo desde abril", escreve Spiers, lembrando das férias em abril no Brasil, quando voltou "feliz, mas traumatizada com o sistema aéreo". Fala do acidente na terça-feira, ressalvando que a tragédia "não é só culpa pela TAM ser horrível, é culpa também do Brasil". Ela conta que viajou pela TAM de Nova York a São Paulo (em abril) com o namorado e depois a Manaus, voltou a São Paulo, foi ao Rio, voltou à capital paulista e então retornou a Nova York. "Nove dias que já seriam brutais sem complicação - mas cada vôo atrasava várias horas ou era cancelado. Fries fala ainda na Slate da "burocracia intrínseca" da TAM, mas também da "burocracia intrínseca" dos aeroportos estatais, com terminas despreparados para atender a demanda de passageiros. No longo relato, a jornalista relaciona as trapalhadas da TAM ao estilo Monty Python (um grupo cômico inglês), como um portão para Buenos Aires com a placa Nova York e o de Nova York com a placa Buenos Aires. Spiers cita também o baixo salário dos controladores, o equipamento ruim, a falta de competição, a pista curta do aeroporto de Congonhas, o controle aéreo militarizado e um sistema aéreo esgotado, que as autoridades insistem em negar, para concluir que "não voltarei ao Brasil tão cedo". (Cláudio Humberto)

Ainda a tragédia

Palavras ao vento

Depois que o Jornal Nacional noticiou o defeito no reversor do Airbus, a TAM e as autoridades competentes (competentes?) e o raio que o parta afirmaram que o avião poderia ter pousado normalmente. Tenho uma idéia, que tal colocar essa gente num Airbus nas mesmas condições, com o reversor travado e experimentar um pouso em Congonhas com a pista molhada. Pimenta no fiofó dos outros não arde, não é mesmo? O fato é que o avião não conseguiu pousar e isso não foi obra do acaso, o acidente aconteceu porque uma série de erros foram sendo acumulados até dar no que deu. Fico imaginando o que deve ter passado na cabeça do piloto, que em condições humanas de trabalho poderia ter optado por Viracopos ou Guarulhos, preservando a própria vida e a dos passageiros. Pista curta, escorregadia e molhada, avião pesado, no limite operacional e, de quebra, defeito no reversor. Eu não queria estar naquela cadeira. Aí entra a política de RH da empresa. Se o piloto pousasse em outro aeroporto seria enxovalhado pelo transtorno aos passageiros e pelo prejuízo à empresa. Caso tivesse optado pela segurança é bastante provável que fosse punido. Talvez demitido. A propósito preparem-se para ver as acrobacias retóricas que serão feitas para culpar os pilotos. Eles são o elo fraco da cadeia de iniqüidade que cercou o trágico evento, fruto de um país onde a estupidez parece ter se instalado para sempre. O que dizer do gesto do assessor da presidência?

Sidney Borges

Utilidade pública

Mude o itinerário

A Coordenadoria de Trânsito da Prefeitura de Ubatuba informa que a Rua Hans Staden, no centro da cidade, estará interditada entre os dias 23, a partir das 7h até o dia 25, às 18h, no trecho compreendido entre as Ruas Dr. Esteves da Silva e Cel. Ernesto de Oliveira. A interdição se deve à realização de serviços da Sabesp. PMU

Crise aérea

Aeronáutica reforça hipótese de falha mecânica

De O Globo, hoje:
A possibilidade de o acidente com o Airbus A-320 da TAM ter sido causado por falha mecânica foi reforçada ontem por novas análises técnicas feitas pela Aeronáutica. Ficou confirmado ontem, após investigações detalhadas na pista, que o avião derivou para a esquerda antes da tragédia. Segundo o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão central de apurações da Aeronáutica, a falha pode ter sido desde a quebra de um reverso ou um superaquecimentos dos freios até mesmo um pneu mal calibrado.
— Por alguma razão, o avião não manteve a linha central. Por alguma razão, a aeronave realmente derivou para a esquerda. Inicialmente, em uma derivação leve e, depois, mais forte. Mais que as imagens gravadas na pista, temos dados concretos, obtidos na pista, que mostram que houve essa derivação à esquerda — disse o chefe do Cenipa, brigadeiro Jorge Kersul Filho.
São muitas as possíveis causas dessa guinada da aeronave para a esquerda, de acordo com o brigadeiro Kersul. A mais cogitada é que tenha ocorrido um defeito no reverso direito. Esse tipo de defeito pode dificultar a frenagem em pista molhada. Após notar o possível defeito, o piloto não teria tido tempo suficiente para arremeter o avião, porque estaria em velocidade superior à média dos demais." Leia mais em O Globo
"O reverso direito do Airbus A320 da TAM não abriu no pouso trágico em Congonhas porque estava travado. A informação foi admitida pela empresa, que alegou que esse não era um item obrigatório para a aterrisagem. Fontes do setor aeronáutico ouvidas pelo GLOBO, no entanto, afirmam que o uso do reverso (um equipamento que inverte a pressão da turbina) ajudaria a fixar o pneu do avião no solo, especialmente numa pista curta, sem ranhuras e em dia de chuva.
Um dos especialistas disse acreditar que o reverso direito já saiu travado ("pinado", no jargão aeronáutico) de Porto Alegre, provavelmente por decisão da manutenção. O piloto de uma outra grande companhia aérea disse que, embora não seja um item obrigatório, a sua empresa veta o pouso das aeronaves com reversos travados no Aeroporto de Congonhas, por causa da extensão da pista. Outro especialista, com 43 anos de experiência em vôos e mais de mil pousos em Congonhas, disse que, sabendo da condição do reverso direito, o piloto tomou suas decisões baseado nessa situação.
Na entrevista da TAM anteontem, o vice-presidente técnico da companhia, Ruy Amparo, quando perguntado se o problema poderia ser semelhante ao ocorrido com o Fokker 100 da empresa que caiu em 1996, também em Congonhas, matando 99 pessoas, respondeu:
— O reverso direito estava travado em condições previstas dentro das normas desse tipo de avião e não coloca qualquer obstáculo ao pouso previsto em Congonhas." (Do Blog do Noblat)

Crise aérea

O acidente entre aspas

Editorial de O Estado de S. Paulo, hoje:
"Uma conjugação de interesses diversos parece empenhada em separar a tragédia do Airbus da TAM da crise dos serviços de transporte aéreo que o Brasil enfrenta desde a queda do Boeing da Gol, em setembro do ano passado. A tentativa de confinar o horror da terça-feira em Congonhas, tratando-o como um acidente isolado, sem relação alguma com as deficiências do setor que vêm sendo reveladas nesses 10 meses, convém a uma multiplicidade de protagonistas: ao Planalto, a todas as áreas da administração federal responsáveis de uma forma ou de outra pela gerência do sistema de transporte aéreo nacional e - por último, mas não menos importante - às principais empresas de aviação comercial do País, que não admitem qualquer limitação do movimento de Congonhas".

Leia mais

Cidadania

Saúde, um direito de todos

Publicada no último sábado, 14, a Lei nº 2958/07 de autoria do Vereador Charles Medeiros-PSDB que dispõe sobre a fixação nas recepções da Santa Casa de Ubatuba e da Rede de Saúde Pública Municipal, informativo sobre “Os Direitos dos Usuários da Saúde”. O texto além de obedecer à legislação vigente, visa ainda o esclarecimento da população a ser atendida no sistema de saúde do município, informar e elucidar maiores dúvidas, bem como a harmonizar e humanizar o atendimento, proporcionando assim melhorias na qualidade da participação profissional e maior conforto dos atendidos. Torna ainda obrigatória a afixação do telefone do Conselho Municipal de Saúde para eventual reclamação dos usuários de Saúde Pública do Município, em relação à infringência desta lei.
Segundo o vereador Charles Medeiros a proposta é desenvolver um dispositivo no qual o cidadão possa conhecer os seus direitos quanto usuário do Sistema de Saúde. “Trata se de um informativo orientador aos cidadãos, são dizeres que expressam a vontade do contribuinte-cidadão e que tem como objetivo oferecer maior atenção, humanização e dignidade no momento de serem atendidos”, afirma Charles Medeiros.

Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Ubatuba em foco

“Complementando”

Corsino Aliste Mezquita
Para cidadãos leitores, amantes da Santa Casa e preocupados com o futuro dela, frente à invocação de agruras do passado e transferência de responsabilidades para terceiros, publicadas, na Imprensa Livre, de São Sebastião, de autoria do Sr. Eduardo de Souza César, tentando justificar seus erros, no presente, o artigo: “Gostaríamos Saber”. “Novas reflexões sobre a situação atual da Santa Casa”, aceita complementação. Eles próprios forneceram os dados. Informaram que o Sr. Prefeito não ouve e não se sensibiliza com os casos horripilantes contados pelos usuários da Santa Casa. Não acredita que faltem materiais necessários, médicos especialistas, pessoas qualificadas para administrar o hospital, e que, os que lá trabalham, estejam penando por não poder aliviar os sofrimentos dos doentes. Só escuta as lisonjas de seus áulicos.


Lamentam também que não preste atenção á voz das ruas, de alguns escribas e assessores, não reflita sobre a passada epidemia da dengue que continua latente e não se informe do que, realmente, se passou, na Santa Casa, durante o período todo de intervenção, o destino que levaram os recursos a ela destinados e a qualidade dos serviços prestados por seus prepostos, no hospital.

Dando-se ao trabalho de examinar o histórico da intervenção, na Santa Casa, dos retrocessos e endividamento progressivo, encontrará um fato revelador. Interessante. Num único dia, (21-06-06), a Prefeitura, conseqüentemente o titular do cargo de prefeito, conveniou, com a Santa Casa, o repasse de R$ 6.504.000,00 (seis milhões e quinhentos e quatro mil reais), assim distribuídos:

  • Processo SA/ 2.950/02. Termo aditivo. Prazo 12 (doze) meses. Valor R$ 2.720.000,00. Convênio.
    Termo Aditivo. Prazo 06 (seis) meses. Valor R$ 420.000,00 Santa casa. Convênio UNIR.
    Santa Casa. Processo SA/ 2.052. Repasse de verba. Valor R$ 80.000,00.
    Processo SA/ 10.329/98. Termo aditivo. Prazo 06 (seis) meses. Valor R$ 2.184.000,00. Santa Casa. Programa Saúde da Família – PSF.
    Processo SA/ 059/05. Santa Casa. Gestão Plena. Termo aditivo. Valor R$ 100.000,00.

Outros convênios e contratos existiram que não estão aqui relacionados. O rol acima é apenas uma amostragem já documentada.

Não cabe a este escriba emitir juízos de valor. Entretanto, todos os cidadãos conscientes, amantes da Santa Casa, preocupados com seu destino e horrorizados com as notícias que circulam na cidade de Ubatuba, “gostaria de saber”, do Sr. Prefeito e dos interventores da instituição, como foi possível faltarem recursos, em dezembro de 2006, para pagar o salário de dezembro e o 13° salário dos funcionários do Programa Saúde da Família, da UNIR, e da Santa Casa?. Onde foram parar esses recursos?. Quem os administrou ou, supostamente, os lapidou?

Outro questionamento latente é a dívida de mais de vinte milhões de reais. Fontes falam em vinte e um milhões. Na época da intervenção (primeiros dias de novembro de 2005), segundo publicações, a dívida era de oito milhões de reais. Em vinte meses passou, de oito, para vinte e um, ou treze milhões no período. A Santa Casa funcionou, nesse prazo de tempo, precariamente. Como justificar a dívida?. A intervenção, segundo a farta publicidade oficial, visava o “resgate” da honestidade, da transparência e da administração de qualidade. Foi resgatado o “nunca antes” do caos, dos desvios, das ocultações, do empreguismo de amigos, da ineficiência, das demissões injustificadas de funcionários, médicos e enfermeiros. Os Senhores Vereadores não se preocupam com as conseqüências desse rombo?. Não vão tomar providências?

O Sr. Eduardo de Souza César atribui seu fracasso, na intervenção da Santa Casa, a forças ocultas de políticos de oposição. Tão ocultas que ninguém conhece. Onde se encontram esses poderosos opositores e quais são suas palavras e ações?. Ninguém viu, ninguém ouviu!. Não existem. São elucubrações do burgomestre que só, Segismundo Freud, pode explicar. O Sr. Alcaide, sempre que atropelado ou acuado por seus erros e os de seus assessores, inventa calúnias ao passado, falácias, delírios e teorias conspiratórias de meia dúzia. Esquece que não se reconstrói a Santa Casa com essas lendas e fugindo da realidade. Quando falam os fatos, os acontecimentos, o que é verdadeiro e real só há uma solução. Mudar essa realidade e os incompetentes que a criaram.

É o que todos esperam que faça, na Santa Casa. Cidadãos conscientes exigem, dos Senhores Vereadores, investigar o rombo e processar os responsáveis.

Manchetes do dia

Sexta-feira, 20 / 07 / 2007

Folha de São Paulo
"Avião da TAM tinha falha na frenagem"
A TAM sabia desde o último dia 13 que o Airbus-A320 que se acidentou na terça no aeroporto de Congonhas tinha defeito no reversor da turbina direita. O reversor é o equipamento que ajuda a aeronave a frear. A empresa disse que a deficiência na peça não é "obstáculo ao pouso". Pilotos afirmam que é possível frear sem um reversor, mas pista escorregadia potencializa os efeitos da falha.


O Globo
"Governo discute aliviar Congonhas e reduzir burocracia do setor aéreo"
O presidente Lula deve anunciar hoje, na reunião do Conselho Nacional de Aviação Civil, as primeiras medidas de mudança na gestão do setor aéreo após o acidente com o Airbus da TAM, entre as quais estará a redução no tráfego de aviões no Aeroporto de Congonhas. O presidente pretende esvaziar a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e concentrar as decisões do setor aéreo no Palácio do Planalto. A concessão de rotas, por exemplo, deixará de ser de competência da agência. Lula, que não aparece em público desde terça-feira, esteve em três reuniões ontem e só anunciou que fará hoje pronunciamento à nação em cadeia de rádio e TV. Ele também teria decidido afastar o ministro da Defesa, Waldir Pires. Também está em estudo propostas para a abertura do setor aeroportuário à iniciativa privada.


O Estado de São Paulo
"Falha no freio vira principal hipótese para queda do avião"
Quase 11 anos após o acidente com um Fokker-100 da TAM em Congonhas, o mau funcionamento do reverso (um freio aerodinâmico) pode estar por trás da nova tragédia aérea ocorrida em São Paulo. Uma das possibilidades examinadas pela Aeronáutica para o acidente de terça-feira com o Airbus da TAM é de que o reverso da turbina esquerda não tenha funcionado junto com o da direita. Isso explicaria o desvio para a esquerda que o avião fez no final da pista. O reverso esquerdo também pode não ter se desativado ao comando do piloto, o que explicaria dificuldade para o Airbus levantar vôo novamente. O problema já havia sido detectado pelo sistema eletrônico de checagem do próprio Airbus,na semana passada, mas o avião foi mantido em uso normal, segundo o Jornal Nacional. Segundo técnicos da TAM, o problema no reverso não seria inicialmente um fator para manter o Airbus em terra. Os manuais técnicos do fabricante recomendam a revisão do equipamento até dez dias após uma falha no equipamento ter sido detectada. Outros componentes do avião também podem ter falhado, justificando a curva à esquerda e a dificuldade de levantar vôo novamente - é o caso do freio hidráulico e do freio aerodinâmico na borda das asas. Mas não há registro de problemas anteriores.


Jornal do Brasil
"Medo esvazia aeroportos e lota rodoviária"
Apreensivos com a tragédia sem explicações e cansados da crise sem fim, passageiros migram para a estrada. Quatro mil lotaram a rodoviária do Rio e obrigaram o reforço de 30 ônibus. Para restituir a confiança na aviação, o governo estuda a redução do número de vôos em Congonhas e a privatização da Infraero - duas das principais medidas do pacote que o presidente Lula anuncia hoje. O vice-presidente da TAM, Rui Amaro, admitiu, em entrevista ao Jornal Nacional, falha técnica no avião que explodiu. Funcionava sem um dos reversores, equipamento essencial no pouso, desde o dia 13.

quinta-feira, julho 19, 2007


Política de novo...

Se Dudu espirrar! Saúde!

Ontem pudemos assistir á um grande evento político, o encontro de vários partidos dentre eles o PT, PDT, PR, PV, PSDB. PSL, PMN e ainda a presença de políticos importantes como Jairo dos Santos, Edilson Félix, Charles Medeiros, Arimar Vieira, Rogério Frediani, Paulo Ramos, Pedro Tuzino, Vagner e Danilo, Robson, Hugo Gallo e mais de trinta lideranças de nossa cidade.
Pasmem os senhores havia duas constatações comuns entre esse grupo, a primeira de que do jeito que tá não dá pra ficar, ou seja, EDUARDO NUNCA MAIS, todos foram unânimes em afirmar que a atual administração traiu o povo de Ubatuba, apagou o brilho e estagnou nossa comunidade, além de passar todas as obras, merenda escolar e outras despesas e investimento para as mãos de grupos de fora, para ser mais claro prás bandas de Barueri, com isso gerando um grande desemprego e um empobrecimento jamais visto, isto facilmente constatado com os empresários desta cidade que não suportam mais as perseguições e encargos promovidos pela administração municipal e a segunda que é necessária e foi estabelecida uma frente e uma única frente afim de enfrentar essa máfia que esta comandando esta cidade.
Efetivamente houve um grande avanço no entendimento desse grupo que aparentemente tão heterogêneo teve a grande sacada de iniciar essa composição. Só por isso dou meus parabéns.
Quero também destacar a humildade e a consciência de Pedro Tuzino e Paulo Ramos que se colocaram como soldados e não como ditadores, admitindo inclusive declinarem de concorrer à chapa majoritária em prol desta frente. Se os dois elefantes da política têm essa sensibilidade acho que a fatura já está resolvida. Se realmente os dois maiores pontuadores das pesquisas eleitorais se unirem o DUDU vai espirra e prá ele a população dirá em coro na eleição de 2008: Dudu saúde!!! E vai de retro....
Outra novidade nos bastidores da política é que o pré-candidato Tuzino assinou com o PR, segundo apurado, tem como objetivo de facilitar as composições com os partidos de oposição, e com isso o caminho esta aberto para as articulações.
E por falar em Saúde, está nunca teve numa situação tão caótica, mais isto é assunto para a próxima edição.


Tenho Dito! Ou seja,

Ditinho
Benedito Moreira dos Santos

Política, ou as voltas que o mundo dá...

Mudanças partidárias na terra do surf

Pedro Tuzino assinou ficha de filiação no PR, como conseqüência Charles Medeiros aparece como postulante ao "santo graal", ou melhor, Charles assume a condição de candidato a candidato a prefeito de Ubatuba pelo PSDB. Por enquanto o único. Por outro lado Sérgio Caribé que pretendia a vaga tucana, desistiu e depois comunicou aos leitores do Ubatuba Víbora que teria desistido de desistir. Com problemas de saúde e pessoais não participou das últimas reuniôes do partido, o que só serviu para alimentar boatos e fofocas. Tudo leva a crer que a dupla Tuzino-Paulo Ramos está configurada para enfrentar os superpoderes do atual detentor do cálice sagrado. Movimentação é o que não falta em Ubatuba, já se o assunto for dinheiro, então a coisa muda de figura. O interessante é que com a saída estratégica de Caribé e com a mudança de partido de Pedro Tuzino, Charles Medeiros ganhou de mão beijada a condição de candidato. Eu estava desconfiado de que havia alguma coisa no ar além do aerolula. Não foi por acaso que Charles raspou a barba e hoje ostenta um vasto bigode à lá Bienvenido Granda, deixando claro que não há quem tenha condições de se opor a ele no partido. Anote aí, poderemos ter uma nova dupla na disputa, Clodovil-Charles. Continue prestigiando o Ubatuba Víbora, a qualquer momento algo de novo poderá acontecer e se você não estiver atento, não saberá. Se o Ubatuba Víbora não deu, ninguém sabe o que aconteceu.

Sidney Borges

Tragédia

tragédia de congonhas
Reclamação sobre pista escorregadia


De O Globo, hoje:
"O secretário-executivo da Federação Brasileira de Controladores de Tráfego Aéreo, Carlos Sterchele, afirmou ontem que a torre de controle do Aeroporto de Congonhas recebeu no domingo, dia da primeira chuva após a entrega das obras, pelo menos dez queixas de pilotos sobre a pista estar escorregadia. Segundo ele, as reclamações foram anotadas num livro de ocorrências, mantido na torre. Ele disse que a Infraero e o comando de Tráfego Aéreo não levaram em conta os alertas.
Na segunda-feira, mesmo com os pedidos dos controladores para uma medição das condições da pista, que não foi atendido, a aeronave da empresa Pantanal derrapou por causa do excesso de água, interditando o aeroporto. O problema, disse Sterchele, é que a pista principal foi liberada sem as ranhuras que impediriam aquaplanagem.
Tanto o superintendente de Engenharia da Infraero, Armando Schneider, quanto o chefe do Cenipa, brigadeiro Kersul Filho, negaram ter conhecimento das reclamações dos pilotos e controladores sobre os problemas de água na pista. A Infraero informou ontem que o grooving (as ranhuras) só pode ser feito após 30 dias de maturação da pista, prevista o fim deste mês.
A estatal informou que o caso está sendo analisado pela Aeronáutica e que, após o incidente com o avião da Pantanal, ocorreram outras 108 decolagens na mesma pista sem o registro de problemas, à exceção do acidente com o Airbus da TAM.
— Essa pista não está em condições de uso em dias de chuva. Os pilotos relataram que não conseguiam fazer a frenagem a partir de um certo ponto da pista — disse Sterchele, acrescentando que os relatórios feitos pelos controladores sobre as condições da pista de Congonhas "eram rasgados" pelos superiores e, por isso, Schneider e o brigadeiro Kersul não tiveram acesso aos relatos.
De O Globo:
"— Será que vai ser preciso morrer gente para interditarem esta pista?
Essa foi a pergunta que se fez um piloto da Ponte Aérea Rio-São Paulo, que pousou anteontem no Aeroporto de Congonhas, horas antes do acidente com o Airbus-320 da TAM. Para esse piloto, a frase não pode ser considerada uma premonição, mas somente a constatação de que o Aeroporto de Congonhas vem $além de seu limite.
— O piloto do Airbus pode ter tomado alguma decisão equivocada, mas, com certeza, se o grooving (ranhuras na pista que ajudam nas aterrissagens dos aviões e no escoamento da água da chuva) tivesse sido concluído, o acidente teria sido evitado. Ontem, não era só eu. Todos estavam comentando que as condições da pista eram péssimas --- disse ele." Leia mais em O Globo
"O comandante Kleyber Lima, cearense de 54 anos, que pilotava o Airbus A-320 que caiu em Congonhas, tinha mais de vinte anos de experiência e, segundo sua família, costumava fazer críticas à pista do aeroporto. Ele se queixava da extensão da pista e dizia que ela era curta para aeronaves do porte de um Airbus A-320, modelo que pilotava há cerca de seis anos. Segundo relatos da família, Kleyber dizia que era necessário utilizar praticamente toda a pista para concluir uma aterrissagem segura. Pelo mesmo motivo, criticava o aeroporto Santos Dumont, no Rio. Ele comentava que, por ser pequena, diante de qualquer erro do comandante uma aeronave pode parar no mar, que margeia a cabeceira da pista." Leia mais em O Globo (Fonte: Blog do Noblat)

Manchetes do dia

Quinta-feira, 19 / 07 / 2007

Folha de São Paulo
"Mortes de tragédia chegam a 192; Infraero cogita falha mecânica"
Pelo menos 192 pessoas morreram no acidente com o Airbus da TAM em Congonhas. Os mortos são os 186 ocupantes do avião - na véspera, a empresa informara 176 - e seis no solo. Há três desaparecidos. Até ontem à noite, 177 corpos foram resgatados. Mais três pessoas morreram em hospitais. O aeroporto foi reaberto pela manhã, 12 horas depois do desastre.


O Globo
"Infraero, Anac, Decea, Cindacta, FAB... e não se sabe o que houve"
Uma extensa burocracia, representada por uma sopa de letras das siglas de mais de dez órgãos oficiais, não foi capaz ontem de apontar na mesma direção na investigação das causas da maior tragédia da aviação brasileira. O mesmo já acontecia com o acidente da Gol, ano passado. As principais autoridades, a começar pelo presidente Lula e o ministro Waldir Pires, não apareceram em público. O presidente da Anac, a agência que regula o setor e autorizou a utilização desordenada de Congonhas, Milton Zuanazzi, sumiu e só fala através de nota oficial. O presidente da Infraero, José Carlos Pereira, tampouco apareceu. O chefe do Centro de Investigação da Aeronáutica (Cenipa), brigadeiro Kersul Filho, disse ser pouco provável que o excesso de água na pista tenha causado o acidente - mas os pilotos insistem nisso. As hipóteses de falha humana ou mecânica estão sendo consideradas, segundo ele, porque o avião estava acelerando, ao invés de frear, ao pousar. O Ministério Público pediu o fechamento de Congonhas. No vácuo de autoridades, um trabalho não parou: a contagem dos mortos. Já foram retirados 179 corpos, mas o número exato deve passar de 200.


O Estado de São Paulo
"181 corpos retirados; MP pede fechamento de Congonhas"
Depois da maior tragédia da aviação brasileira, o Ministério Público Federal pediu à Justiça a interdição de Congonhas, até a conclusão das investigações sobre o acidente com o Airbus da TAM. Procuradores alegam que o fechamento do aeroporto é crucial para garantir a segurança de passageiros, funcionários de companhias aéreas e moradores da área do aeroporto. Antes mesmo de decisão judicial, a Aeronáutica decidiu manter interditada a pista principal até amanhã. A TAM informou ontem que havia 186 pessoas no Airbus, e não 176 como informara na véspera. Até o início da noite, 181 corpos tinham sido retirados dos escombros do prédio da própria TAM atingido pelo avião. Além de passageiros e tripulantes, morreram pelo menos duas pessoas que estavam no edifício. O governador José Serra disse que vai pedir ao governo federal a redução do número de vôos em Congonhas. O presidente Lula informou a auxiliares que pretende afastar a cúpula da Infraero; ele não vê ligação entre o acidente e a crise aérea.


Jornal do Brasil
"Vidas roubadas pelo descaso"
A dignidade das vítimas do acidente com o Airbus da TAM e seus parentes continua sob escombros. Autoridades aeronáuticas e a companhia aérea passaram o dia num exercício intensivo, que começou de madrugada com as famílias dos mortos, de protelar explicações. De real, só a dor da perda. E o silêncio dos que acompanhavam o trabalho de resgate, numa reverência aos que ainda estavam soterrados em meio a ferragens e concreto. Enquanto corpos eram recolhidos, dezenas de aviões voltaram a decolar normalmente de Congonhas, sobrevoando a memória dos que padeceram na maior tragédia aérea do país. Com frieza em relação à vida, parlamentares aproveitaram para politizar as investigações.

quarta-feira, julho 18, 2007

Desconto em Folha

Prezado Sidney,

No intuito de auxiliá-lo a informar sua leitora sobre a matéria - Empréstimo em folha de pagamento, tomo a liberdade de apresentar-lhe, anexo à esta, uma matéria que parece ser bastante esclarecedora e confiável.

Atenciosamente,

Marcos

Fonte: UOL NEWS DE 24 DE AGOSTO DE 2006

Para responder a estas perguntas a jornalista Sophia Camargo conversou com o vice-presidente da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira, e com assessora da direção do Procon-SP, Ana Paula Moraes Satchek.

Guia básico do empréstimo com desconto em folha de pagamento

1) Como posso fazer o desconto em folha?
Resposta: Em primeiro lugar, o funcionário deve se informar no RH da empresa se é possível contratar este tipo de empréstimo, que exige que haja um convênio entre empresa, banco e sindicato da categoria. Se houver, está habilitada a tomar o empréstimo qualquer pessoa que esteja contratada, não demissionária e que tenha mais de 6 meses de empresa.

2) Como funciona na prática?
Resposta: O funcionário terá o valor do empréstimo descontado diretamente do salário.

3) Caso eu seja demitido, como será efetuado o desconto?
Resposta: Pela lei, até 30% das verbas rescisórias poderão ficar com a instituição bancária para pagamento do empréstimo. O restante terá de ser negociado entre a instituição e a pessoa.

4) Onde posso fazer um empréstimo com desconto em folha? Qual o melhor banco, com a melhor taxa?
Resposta: Primeiro, o funcionário deverá se certificar de que a empresa oferece este benefício. E só poderá tomar o empréstimo dos bancos conveniados à empresa.

5) Servidores federais também podem fazer desconto em folha?
Resposta: Sim, desde que a instituição ofereça este benefício.

6) Os juros deste tipo de financiamento são menores do que os de mercado?
Resposta: Segundo Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Anefac, este tipo de financiamento oferece os menores juros do mercado (o que não significa que sejam juros baixos, pelo contrário). A taxa média é de 2,9% ao mês, enquanto a taxa média dos juros para empréstimo pessoal é de 5,8% ao mês e das financeiras, 11,6% ao mês. Assim, se alguém pegasse emprestado R$ 1.000,00 por seis meses, ao fim deste período teria pago aproximadamente R$ 1.098,42 no desconto em folha, R$ 1.203,72 no empréstimo pessoal e R$ 1..442,04 na financeira.

7) A empresa pode se negar a fazer o empréstimo com desconto em folha?
Resposta: Se a empresa oferece o benefício e o funcionário atender às condições exigidas, ela não tem por que se negar. O banco, porém, poderá se negar a conceder o empréstimo se entender que o candidato não tem boa capacidade de pagamento.

8) Como são calculadas as quantias limites a serem emprestadas?
Resposta: O limite de comprometimento da renda é de 30%, mas sempre é levada em conta a capacidade de pagamento do cliente.

9) Gostaria de saber se o trabalhador com nome sujo pode fazer este empréstimo?
Resposta: Os bancos podem se negar a emprestar para quem tem restrições ao nome. No entanto, segundo o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, a maioria das instituições não tem se negado a fazer o empréstimo neste caso, porque quase não há risco de não receber o pagamento. No caso dos aposentados, o risco é praticamente nulo.

10) As empresas são obrigadas a fazer o empréstimo com desconto em folha?
Resposta: Não.

11) Como buscar um financiamento para quitar dívidas e limpar o nome se as instituições negam o crédito a quem está nesta situação?
Resposta: O trabalhador com carteira assinada que tem restrições ao nome não terá problemas para fazer o empréstimo com desconto em folha. Se a pessoa está desempregada, ou não trabalha com carteira assinada ou mesmo se trabalha em uma empresa que não oferece o empréstimo com desconto em folha e está com o nome sujo, poderá recorrer ao penhor da Caixa Econômica Federal, que empresta até R$ 15 mil e aceita jóias como garantia. A CEF informa que a média deste tipo de empréstimo é de R$ 300,00 e as jóias mais comuns dadas em garantia são as correntinhas e pulseiras de ouro. É outra alternativa para quem quer limpar o nome.

12) Posso desvincular um empréstimo em folha do holerite e pedir para continuar pagando com carnê?
Resposta: O empréstimo deixa de ser caracterizado como desconto em folha e passará a ser regido pelas regras do mercado (empréstimo pessoal), com juros mais altos. Além disso, a maior parte dos bancos só trabalha com débito em conta corrente.

Embraer

Comunicado

São José dos Campos, 17 de julho de 2007 - A Embraer lamenta informar o acidente ocorrido hoje, sem registro de feridos graves, envolvendo um E-Jet EMBRAER 190 operado pela Aero República da Colômbia, numa aterrissagem durante chuva e vento fortes na Ilha de Santa Marta, na Colômbia.
A Embraer coloca-se à inteira disposição das autoridades aeronáuticas da Colômbia e está enviando representantes para acompanhar as investigações para apurar os fatores que contribuíram para esse evento.

Fonte: Embraer

Espaço do leitor

Informação e indignação

Caro Sidney, hoje fui ao banco Santander para renegociar um empréstimo que tenho junto a este banco descontado em folha de pagamento. Sou professora municipal, portanto funcionária efetiva da prefeitura de Ubatuba, e qual foi minha surpresa quando a atendente deste banco informou-me que os contratos para desconto em folha estavam suspensos por uns 15 dias, porque a prefeitura de Ubatuba passou esta função para uma associação chamada ASPEN, e que daqui para frente qualquer funcionário que quizesse fazer um empréstimo deveria se associar a mesma (ASPEN), e que a mesma até agora só tem convênio com o HSBC e só se consegue empréstimo ja sendo filiado, caso contrário a prefeitura não autoriza. Eu queria a sua colaboração enquanto jornalista sério que é para poder saber quais são os direitos que temos, porque entendo que quando vou a um banco fazer um empréstimo descontado em folha e quem assina além de mim é a prefeitura (alguém do recursos humanos), não preciso de intermédio de associação nenhuma para realizar esta operação e ninguém pode ser obrigado a associar-se não é isto? Gostaria que você pudesse dar uma resposta ou até mesmo investigar sobre este assunto pois temos o Sindicato dos Funcionários Públicos. Acho que esta determinação da prefeitura não é correta e fere os nossos direitos enquanto cidadãos "livres". Por enquanto muito obrigado e no aguardo de um retorno.

Inahsol

Nota do editor - Cara Inahsol, o máximo que posso fazer é publicar o seu e-mail. A questão está no ar. Espero que alguém esclareça suas dúvidas. (Sidney Borges)

Editorial



O acidente

Acidentes acontecem, são coisas dos homens, enquanto houver vida humana haverá acidentes. Acidentes aéreos são diferentes, tocam o nosso imaginário profundo, reavivam as bruxas e os fantasmas que aterrorizaram nossa infância. Desafiar a gravidade ainda é uma temeridade, somos seres frágeis, qualquer descuido e acaba a aventura terrestre. Essa é a origem do medo de voar, tememos o desconhecido, a morte ainda é a maior das incógnitas, um xis imenso, infinito. Sou piloto, voei centenas de horas por esporte, nunca fui profissional, mas sou familiarizado com as coisas dos ares. Apesar da razoável experiência aérea, tenho receio de voar em aviões de carreira. Depois do acidente da Gol minhas ressalvas aumentaram, agora vão aumentar ainda mais. E devo deixar claro que acredito no teorema, não sou místico, confio na tecnologia e na ciência e afirmo categoricamente que os aviões são seguros. Isto é, desde que mantidos corretamente, pilotados com os devidos cuidados e monitorados de forma responsável. Observadas tais premissas, não devem se envolver em acidentes. Como então justificar a tragédia de ontem? Apesar de estar em Ubatuba, pude colher informações pela Internet e pelo telefone e com base nelas traçar algumas hipóteses. O Airbus fatídico entrou no espaço aéreo de São Paulo, fez os procedimentos de pouso e alguns minutos antes de tocar o solo o comandante foi avisado pelos controladores das condições adversas da pista, escorregadia em função da chuva. Segundo testemunhas, o avião tocou no primeiro terço da pista, o que é suficiente para configurar um pouso seguro, também afirmam essas testemunhas que a velocidade parecia estar dentro da normalidade, enfim era mais um pouso dos milhares que há todos o dias. Aparentemente não havia defeitos no avião, no entanto, a energia cinética da aeronave que deveria ter sido dissipada na forma de calor através dos freios e do contato dos pneus com a pista e pelo uso dos reversores, permaneceu alta, muito acima do padrão. Ao chegar próximo ao final da pista o avião deu uma guinada para a esquerda, talvez uma desesperada tentativa de cavalo de pau por parte do piloto, que já sabia que a coisa estava fora de controle. Não funcionou. Ainda pleno de energia o avião saiu dos limites do aeroporto, saltou a Avenida Washington Luiz, bateu em alguns prédios e se transformou em uma gigantesca pira funerária para mais de duzentas vítimas, configurando a pior tragédia da aviação brasileira de todos os tempos. Por que o avião não parou? Essa pergunta é difícil de responder, mas tudo leva a concluir que a aderência da pista é o mordomo a ser investigado. Teria havido aquaplanagem? Teria o piloto tentado arremeter e ao perceber que a energia não seria suficiente arriscou uma manobra desesperada para parar e não conseguiu? Estas perguntas só serão respondidas quando as investigações terminarem, mas uma pergunta eu posso fazer. Quem teria tido a péssima idéia de liberar a pista sem a obra estar concluída, sem as ranhuras de drenagem funcionando? Provavelmente não deve ser piloto, mas se for “companheiro” corre o risco de receber uma promoção. E os mortos, ora os mortos, já morreram mesmo...

Sidney Borges

Quem diria?

Prefeitura Corta Jundu na praia do Itaguá

Neste exato momento a prefeitura está podando ou cortando o jundu que resistentemente cresce na praia do Itaguá.

A recuperação desta vegetação é fruto de uma iniciativa de plantio, se eu não me engano da Cooperativa e do Aquário de Ubatuba (desculpe se estiver errado). O que as crianças plantaram está sendo cortado...

A polícia ambiental foi chamada, mas acho que não vai adiantar nada...

Há uns dias, uma parte do pouco que resta do manguezal do rio Barra da Lagoa ou Tavares foi cortado, ao lado da ponte da rua Guaicurus. Aquela loja de artesanato da rua Guarani corta todo ano o mangue para evitar que fique muito evidente que eles estão em lugar errado. Do lado deles alguem também corta todo ano, não deixando o mangue crescer. Como o corte acontece de noite, ninguem sabe ao certo quem foi e o crime continua...

Até quando?!

Henrique Luís de Almeida
ASSU-Ubatuba
Programa de Gestão Costeira

Manchetes do dia

Quarta-feira, 18 / 07 / 2007

Folha de São Paulo
"Airbus da TAM com 176 atravessa via, bate e explode em Congonhas"
Aeronave vinda de Porto Alegre, se choca contra prédio em que trabalhavam cerca de cem pessoas. No pior acidente da história da aviação brasileira, um Airbus A320 da TAM com 176 pessoas a bordo - 170 passageiros e seis tripulantes - atravessou duas pistas da avenida Washington Luís quando tentava aterrissar, às 18h50, no aeroporto de Congonhas (zona sul de São Paulo). A aeronave explodiu ao se chocar contra um prédio da própria companhia.(...) Comandante dos bombeiros estima 200 mortos.(...)
O maior acidente da história da aviação brasileira, menos de dez meses depois do anterior, gerou um empurra-empurra no governo, e a Aeronáutica simplesmente decidiu se auto-excluir do gabinete de crise montado em São Paulo e formado por Infraero (estatal responsável pelos aeroportos), Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e a TAM, dona do Boeing acidentado. "Não houve nenhuma participação do controle de tráfego aéreo no evento [acidente]. É uma questão para a Infraero, a Anac e a TAM, e nós não temos nada a fazer nesse gerenciamento, a não ser que sejamos chamados", disse ontem o diretor-geral do Decea (Departamento de Controle do Espaço Aéreo), brigadeiro Ramon Borges Cardoso. (...)
'Surgiu um clarão que parecia fim do mundo' - Eram 18h49. Marcelus Fozatti, 30, olhou para o relógio e saiu para abrir o portão de casa a um amigo. Estava bem de frente para o local da tragédia, a menos de cem metros dela. Em um minuto, ele viu um clarão de arder os olhos subindo e ouviu um estrondo que parecia de pólvora. Muita pólvora. "Nem sabia o que havia ocorrido. Mas entrei voando e liguei para os bombeiros. Foi minha primeira reação. Em poucos minutos, eles chegaram com muitas viaturas", conta. "Quando ia me dirigindo ao local, encontrei pessoas correndo no sentido contrário, gritando, falando sobre o acidente. Tentei chegar até o local para ver. Mas não tive coragem. Travei. Voltei para trás no meio do caminho." (...)


O Globo
"Nova tragédia põe em xeque a segurança área no Brasil"
Menos de um ano depois da maior tragédia aérea da História do Brasil, com o país ainda vivendo os efeitos da queda do Boeing da Gol, um novo desastre, com pelo menos 187 mortos, põe em xeque a segurança dos vôos no país. Um Airbus A320 da TAM tentou pousar sem sucesso ás 18h50m de ontem na pista do Aeroporto de Congonhas (SP), debaixo de forte chuva, arremeteu e espatifou-se do outro lado da Avenida Washington Luís no prédio da TAM Express, que fica em frente ao terminal principal do aeroporto. Foi atingido também um posto de gasolina. O vôo 3054 havia saído de Porto Alegre com 175 pessoas a bordo - 155 passageiros, 6 tripulantes e 14 funcionários da TAM. Até as 22h, os bombeiros nem sequer haviam conseguido se aproximar do avião. Eles acreditavam que não haveria sobreviventes entre as pessoas que estavam a bordo. Do avião, só restou a cauda; o restante da fuselagem derreteu. Doze corpos já haviam sido retirados do prédio, onde se estima que havia de 100 a 200 pessoas no momento do acidente. Segundo relatos enviados à Infraero, o piloto tentou falar com a torre, mas os controladores não entenderam. Na véspera, um avião bem menor e mais leve, da Pantanal Linhas Aéreas, já tinha deslizado na mesma pista, que passou por uma reforma justamente para evitar este problema. As obras de reforma, entregues há duas semanas, não foram devidamente concluídas: faltaram as ranhuras na pista que ajudam nas aterrissagens e no escoamento da água da chuva. Um piloto da TAM, que pediu para não ser identificado, disse não saber como a Infraero certificou a utilização da pista sem as condições mínimas de uso. O presidente Lula convocou reunião de emergência em Brasília.

O Estado de São Paulo

"Avião explode e mata 176 em Congonhas"
Um Airbus A-320 da TAM com 176 pessoas a bordo não conseguiu pousar na pista principal do Aeroporto de Congonhas, no início da noite de ontem, passou por cima da Av. Washington Luís e atingiu um depósito da própria TAM. Até as 22h não havia notícia de sobreviventes entre os ocupantes do avião, o que transforma o acidente no maior da aviação brasileira. Pelo menos 12 pessoas teriam morrido no depósito. Avião e prédio foram envolvidos em chamas. O Airbus fazia o vôo JJ3054, que havia saído de Porto Alegre. Chovia e, pouco antes, a torre de controle de Congonhas havia pedido medição da lâmina d'água na pista. Recebeu a informação de que "estava operacional". Foi o terceiro acidente ocorrido no aeroporto em menos de 48 horas.

Jornal do Brasil
"A mais anunciada das tragédias"
O vôo JJ 3054 da TAM, que partiu de Porto Alegre, às 17h16, com destino a Congonhas protagonizou o maior acidente da história da aviação brasileira. Derrapou na aterrissagem, cruzou uma avenida e explodiu ao bater no prédio da companhia aérea, onde trabalhavam cerca de 30 funcionários. Cinco minutos antes do acidente, um piloto informou ter ouvido a torre solicitar à Infraero que verificasse se a pista tinha condições de pouso. Na segunda-feira, primeiro dia de chuva constante depois da reforma das pistas, uma aeronave da Pantanal com 21 passageiros derrapou e foi parar na grama. A reforma, que custou R$ 20 milhões aos cofres públicos, não deixou as pistas menos perigosas. Em fevereiro, após uma série de incidentes na pista, a Justiça paulista tentou interditar o aeroporto, mas o ministro da Defesa, Waldir Pires, insistia na tese de que "não havia razões sérias para isso" e que derrapagens são comuns em qualquer lugar do mundo. Os bombeiros, até as 22h30, resgataram pelo menos 12 corpos dos escombros.
 
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