quinta-feira, junho 21, 2007


Companheiros

Lula deseja boa sorte a Renan, mas 'lava as mãos' na crise

Senador avisou que enfrentaria situação, que classificou de 'calvário', até o fim

Vera Rosa, do Estadão
BRASÍLIA - O governo lavou as mãos e não moveu uma palha para ajudar na quarta-feira, 20, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), no Conselho de Ética. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva telefonou para Renan e lhe desejou boa sorte, mas nada fez pelo aliado. Renan disse a Lula que enfrentava um ´calvário´, mas o avisou que não renunciaria ao cargo.
Embora o Planalto avalie que a situação do senador é muito complicada, vai aguardar a evolução do episódio antes de buscar nomes para apoiar numa possível sucessão no Senado. É conhecida a lentidão do presidente, no meio político, para tomar iniciativas desse porte. Na disputa pelo comando da Câmara - que confrontou dois aliados, também em fevereiro -, demorou mais de um mês para chamar Aldo Rebelo (PC do B-SP) e perguntar se ele aceitaria retornar ao governo e desistir da briga, em favor de Arlindo Chinaglia (PT-SP). O apelo, tardio, foi em vão.

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Saúde

COMUS-UBATUBA Aprova os dois comunicados do Conselho Gestor da Santa Casa

Os dois comunicados feitos à comunidade pelo Conselho Gestor da Santa Casa foram apresentados ao COMUS-UBATUBA. Esses comunicados à população foram feitos para o esclarecimento da população sobre o projeto de reconstrução e profissionalização da Santa Casa. O primeiro refere-se a profissionalização da Santa Casa e sobre a razão do progresso dos trabalhos realizados pelo consultor Alvaro Mesquita Spínola e a Consaude, empresa especializada em assessoria e projetos de desenvolvimento hospitalar, criando e desenvolvendo uma equipe de gerência que está participando desse trabalho de reconstrução da Santa Casa.
Em reunião realizada no dia 12 de junho de 2007 foi feita a prestação de contas ao Conselho Gestor da Santa Casa e ao Interventor Municipal sobre esses trabalhos e foram dados os esclarecimentos sobre o real motivo da saída do Sr. Alvaro Spínola. O segundo comunicado foi sobre o projeto de revitalização e modernização das instalações do hospital.
Os dois comunicados foram apreciados pelo COMUS-UBATUBA em sua última reunião de 19 de junho de 2007. Desta reunião participou, como conselheiro, representando a Secretaria Municipal de Saúde, o Sr. Mauricio Oliveira Silva e os dois comunicados foram aprovadas pelo Comus e o Secretário Municipal de Saúde apresentou votos de agradecimento, parabéns e congratulações ao sr Elias Penteado Leopoldo Guerra, porque ele próprio havia sugerido a Alvaro que seria importante dar transparência ao projeto e informar a população os resultados e progresso dos trabalhos. Elias ressaltou a importância dessas comunicações serem divulgadas para o esclarecimento da comunidade, que tem o direito de estar informada sobre o que está acontecendo nos trabalhos de reconstrução da sua Santa Casa, e do progresso que efetivamente vem sendo alcançado. Esses comunicados enfatizaram a importância de que os trabalhos continuem dentro da linha estabelecida no projeto apresentado pelos consultores acima mencionados, em especial os da empresa de consultoria em desenvolvimento gestão, a Consaude, do dr Arthur Chioro, que é medico, professor de medicina em Santos, tem larga e variada experiência em desenvolvimento de administração hospitalar e tem sido o fundamento e uma das principais razões do sucesso que está tendo esse projeto.
A Sra Guaracira Santos, Secretária Executiva e Presidente em exercício do COMUS-UBATIUBA declarou que este Conselho continuará também a acompanhar os trabalhos do desenvolvimento e reconstrução da Santa Casa de Ubatuba.


Elias Penteado Leopoldo Guerra
Coordenador
Conselho Gestor da Santa Casa de Ubatuba

Reflexões poéticas

Povo? Por que a tudo se cala?

Povo! Onde está que não vê,
Os olhos da cidade entristecer?
Povo! Não sentes no ar?
O escárnio do Poder
a nos desanimar?

Povo! Onde permanece escondido?
Não vê teus sonhos destruídos?
O cidadão a contar moedas para o pão?
Não vê que foram enganados por
aqueles que pregavam a União?

Povo! Porque a tudo se cala?
Onde estão teus ideais, tua bravura?
Por que deixa reinar a ditadura?
Ou a loucura de homens sem razão?

Povo! Também não ouve os rios
Que reclamam de tanta poluição?
Que o mar está raivoso com
tantas praias sujas e tamanha
desconsideração?

Povo! Está dormindo?
Acorda! A cidade é tua!
São tuas, todas as ruas,
e cruas ainda estão, as
idéias de transformação.

Kátia Vicente
katiae.vicente@yahoo.com.br

Pizzaria Brasil

Renan ameaça contar podres de senadores

De Kennedy Alencar e Fernando Rodrigues na Folha de S. Paulo, hoje:
"Abandonado pelo Palácio do Planalto e por parte dos senadores aliados e oposicionistas com os quais ele mantém boa relação pessoal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), jogou duro nos bastidores ontem. Ameaçou revelar fatos incômodos para colegas e paralisar a articulação política do governo.
A Folha ouviu de um dos últimos aliados fiéis de Renan que o senador pretende seguir até o final na cadeira de presidente da Casa, sem se licenciar ou renunciar. O alagoano já está, aos poucos, revelando reservadamente fatos desabonadores de colegas do Senado.
Pelo menos dois casos específicos são citados por Renan. Primeiro, o de um senador que teria viajado com a namorada para os Estados Unidos com as diárias do casal pagas pelo Congresso. Outro líder partidário teria uma dívida de R$ 50 milhões com um banco estatal.
A frase-síntese das ameaças de Renan é uma metáfora alusiva a personagens da Revolução Francesa (1789): "O Renan pode falar como o Danton quando caminhava para o cadafalso: atrás de mim virás tu, Robespierre". Essa declaração tem freqüentado o gabinete da presidência do Senado como linha-mestra da estratégia renanzista para tentar se salvar.
Esse clima de terror e ameaça explica em parte porque tantos senadores se sentem constrangidos em condenar o alagoano em público.
George Jacques Danton foi personagem da Revolução Francesa. Defendeu posições moderadas depois da vitória. Acabou decapitado na guilhotina, em 1793. Foi substituído em suas funções por Maximilien de Robespierre, considerado incorruptível, mas um grande incentivador do terror que se seguiu ao período pós-revolucionário.
Antes de morrer, consta que Danton teria dito: "Minha única tristeza é que vou antes de Robespierre". No ano seguinte, em 1794, Robespierre também acabou guilhotinado.
No Senado, acuado e abandonado, Renan dividiu sua estratégia de sobrevivência política em duas faces. A pública é demonstrar cordialidade. Vai se prestar a depor no Conselho de Ética. A reservada é espalhar tacitamente o terror para outros senadores que no passado lhe pediram favores".

Manchetes do dia

Quinta-feira, 21 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Laudo da PF complica atuação de Renan"
O Conselho de Ética do Senado se recusou a votar o arquivamento do processo contra Renan Calheiros (PMDB-AL), alegando haver dúvidas sobre a veracidade dos documentos apresentados pela defesa. Perícia da PF questiona a maioria dos papéis encaminhados pelo peemedebista para comprovar a venda de gado. Senadores exigiram a ida dele ao conselho.
Abandonado pelo Palácio do Planalto e por parte dos senadores aliados e oposicionistas com os quais ele mantém boa relação pessoal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), jogou duro nos bastidores ontem. Ameaçou revelar fatos incômodos para colegas e paralisar a articulação política do governo. (...)


O Globo:
"Renan já responde a processo de cassação"
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que há quase um mês tenta provar que usou recursos próprios, e não de uma empreiteira, para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma filha, sofreu mais uma derrota ontem. O Conselho de Ética do Senado não arquivou o caso, como queria Renan, e ainda decidiu ampliar o prazo de investigação até que a Polícia Federal conclua definitivamente a perícia sobre a documentação apresentada pelo senador. O processo de cassação do mandato de Renan já está aberto, e ele não poderá mais renunciar ao mandato para escapar da perda dos seus direitos políticos. Esse direito só será preservado se ele for, ao fim absolvido. O presidente do Senado foi obrigado a concordar com o prosseguimento das investigações ao ver que não teria maioria no Conselho. O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) não durou nem 24 horas como relator do caso. Ardoroso defensor de Renan, renunciou ontem mesmo ao cargo.


O Estado de São Paulo:
"Com nova greve branca, FAB pune controlador"
Os controladores de vôo fizeram ontem nova operação padrão no Centro de Controle de Tráfego Aéreo de Brasília. Como na véspera, eles se queixaram de defeito nos equipamentos, exigindo reparos e ampliação do intervalo entre as operações. Todas as decolagens de Brasília foram suspensas por uma hora a partir de 17h14. Poucos minutos depois, começaram as restrições a decolagens em São Paulo. "Temos problemas relativos à área de pessoal", disse o brigadeiro Ramon Borges Cardoso, diretor do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, na CPI do Apagão Aéreo. Integrantes da CPI ouviram de um oficial da FAB que "a única solução é expulsar 50 controladores". A Aeronáutica determinou ontem a prisão administrativa do sargento Carlos Trifilio, presidente da federação de controladores. Segundo parentes de Trifilio, o motivo foram recentes declarações dele à imprensa; a prisão agravou a crise entre controladores e a FAB. O comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, disse que está sendo criada uma carreira militar para controladores de vôo, com sete níveis. Isso afasta a hipótese de que o serviço seja desmilitarizado, como chegou a ser discutido.


Jornal do Brasil:
"Violência custa R$ 92 bi ao país"
Estudo encomendado pelo governo ao Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que R$ 92 bilhões escoam todo ano pelo ralo da violência. Um valor quatro vezes maior do que a União vai investir este ano em manutenção de estradas, construção de escolas, hospitais e saneamento básico. A parte mais salgada dessa fatura quem paga é a iniciativa privada: R$ 61 bilhões. O Estado campeão de gastos com a violência é o Rio de Janeiro. São consumidos R$ 5 bilhões anuais em atenção às vítimas da violência e investimentos em segurança pública e privada. De acordo com o levantamento, a participação da União nas despesas na área de segurança caiu de 18,9% do orçamento para 10,7%.

quarta-feira, junho 20, 2007


Turista de respeito

Elefante-marinho em Ubatuba

O elefante marinho que apareceu dia 18 em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, foi visto ontem, dia 19/06, as 7h00 no Saco da Ribeira, local onde foi avistado pela primeira vez e as 16h00 na praia do Itaguá, região central. Baseados na ocorrência anterior e em aspectos comportamentais dessa espécie, os técnicos do Aquário de Ubatuba e do Instituto Argonauta suspeitam que o mesmo esteja buscando um local para descanso. No período da manhã essas duas instituições se reuniram com representantes da Polícia Ambiental, do IBAMA e da Prefeitura Municipal de Ubatuba a fim de organizar a logística de monitoramento da ocorrência, a exemplo do que foi realizado ano passado. Em agosto de 2006 um exemplar macho da mesma espécie, Mirounga leonina, permaneceu por 12 dias em Ubatuba, e as instituições realizaram uma operação de monitoramento e isolamento que resultou em sucesso, quando o animal após trocar de pelo e descansar, foi embora sozinho.
O Instituto Argonauta e o Aquário de Ubatuba são entidades participantes da recém criada REMASE - Rede de Encalhes de Mamíferos Marinhos do Sudeste Brasileiro, figura jurídica criada pelo IBAMA para cadastrar e organizar o trabalho das entidades atuantes com este tipo de animais na região Sudeste do país, visando o melhor e mais rápido atendimento a estas ocorrências.
Qualquer informação acerca da ocorrência de animais marinhos na região dos litorais Sul do Rio de Janeiro e Norte de São Paulo pode ser feita por telefone ao Instituto Argonauta e Aquário de Ubatuba nos telefones (12) 3832-1382, 3832-7491, 3833-4863 ou pelos celulares 8121-0952 (Biól. Carla) e (11) 7187-3968 (Med. Vet. Paula).


Hugo Gallo Neto Oceanógrafo
Diretor Aquário de Ubatuba
Diretor Instituto Argonauta (12) 9153-9112
Luciana (12) 9726-5662

Pizzaria Brasil

Ou cai o senador, ou 'cai a Casa'

Editorial de O Estado de S. Paulo de hoje
Depois do vexaminoso espetáculo proporcionado na segunda-feira pela tropa de choque do presidente do Senado, Renan Calheiros, no Conselho de Ética - e da avalanche de notícias que reduziram a pele e ossos a sua versão pastoril para a origem da pecúnia com que teria pago os seus débitos extraconjugais -, duas certezas ficaram claras. A primeira é que o Conselho já não tem como absolvê-lo, dando por findos hoje mesmo os trâmites do simulacro de processo aberto contra ele, a contragosto, por quebra de decoro parlamentar. A segunda é que o réu - cujos pares em momento algum tiveram a compostura de tratar como tal - perdeu por inteiro as condições morais e políticas para permanecer na direção do Senado.
Do contrário - permita-se o jogo de palavras - a Casa cairá estrepitosamente perante a opinião pública, completando o mais recente ciclo de desmoralização do Congresso Nacional, inaugurado com o mensalão, agravado pela Pizzaria Plenário e replicado no escândalo dos sanguessugas igualmente impunes. Até aqueles aliados de Calheiros, que podem ser o que se queira menos surdos à voz das ruas, perceberam que o clima de desgosto provocado pela revelação de que o lobista de uma empreiteira pagava em dinheiro vivo os compromissos do senador com a sua ex-amante se metamorfoseou em repulsa generalizada à operação-abafa posta em marcha sob o seu comando pessoal para inocentá-lo a qualquer preço.
O povo viu pela televisão o político alagoano - do alto da Mesa do Senado - tentar reduzir a questão de alçada íntima, o que é desde sempre uma séria suspeita de promiscuidade, entre o presidente do Congresso e Cláudio Gontijo, o agente de uma empresa de construção pesada que, precisamente por isso, vive de fazer negócios com o poder público. A sociedade viu também, na mesma ocasião, a fragilidade das evidências que ele exibiu para assegurar que pagara do próprio bolso, embora por interposta pessoa, os valores destinados à mãe da filha cuja paternidade havia assumido. Os brasileiros viram depois o senador apresentar documentos que ele dissera não existirem.
Viram em seguida o corregedor do Senado, Romeu Tuma, anunciar o desejo de absolver Calheiros e a movimentação do Conselho de Ética - sob a presidência do petista Sibá Machado, que virou senador porque a titular, Marina Silva, se tornou ministra - de liquidar a fatura em tempo recorde. Viram, mais ainda, a intenção do relator Epitácio Cafeteira de arquivar sumariamente o inquérito, tão acintosa que o obediente Sibá foi instruído a não aceitar. Viram, sobretudo, o Jornal Nacional comprovar serem de fachada as supostas empresas compradoras das providenciais reses do excepcionalmente operoso pecuarista de Murici - o “rei do gado”, como logo ficou conhecido.
Por fim, o País viu sair pela culatra o tiro que os homens de Calheiros no Conselho arquitetaram para impingir a fábula de que, nesse aranzel todo, ele era vítima de uma tentativa de chantagem. Não contavam com a recusa do advogado Pedro Calmon Filho, patrono da ex-amante do senador, de fazer a parte que lhe competiria na armação, muito menos que fosse denunciá-la com palavras contundentes: “Entendi por que me chamaram. É mais uma cortina de fumaça para encobrir o caso.” Ao mesmo tempo, divulgou-se que a própria perícia ligeira da Polícia Federal nos papéis que atestariam a lisura dos negócios pecuários do senador apurou que as datas das transações não batiam com as dos créditos nas suas contas bancárias.
Afundando-o cada vez mais, a imprensa descobriu significativas omissões nas suas declarações de Imposto de Renda, significativos lucros declarados com criação de gado, acima da média nacional, e significativos saltos patrimoniais - a compra de três fazendas e a formação de um rebanho de mais de mil cabeças em meros dois anos. Tudo leva a supor que, se de fato provinham de Calheiros os valores dos quais o seu amigo lobista seria mero repassador, se tratava de “recursos não contabilizados”, no imorredouro eufemismo delubiano para caixa 2. A esta altura, excluída por irrealista a hipótese de cassação do senador - e por suicida a da sua absolvição -, um desfecho passável para o escândalo seria ele renunciar à presidência da Casa e o Conselho aplicar-lhe pena de advertência ou censura.

Manchetes do dia

Quarta-feira, 20 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Pressão contra Renan aumenta no Congresso"
Cresceu a pressão no Senado para que Renan Calheiros (PMDB-AL) se afaste da presidência da Casa. O Conselho de Ética vota hoje o relatório do processo sobre a origem de recursos para quitar despesas pessoais de Renan, mas até o PMDB acha inviável liquidar o caso. A PF entregou o resultado da perícia nos documentos apresentados pela defesa. (...)


O Globo:
"Código de Trânsito não resiste a uma década de impunidade"
O Instituto Nacional de Criminalística, da PF, deixou ainda mais difícil a situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao apontar indícios de irregularidades nos documentos entregues por ele para tentar provar que não usou recursos do lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, para pagar despesas pessoais. Foram encontradas notas fiscais fora da seqüência e rasuras em registros de venda de bois.
A situação de Renan é considerada insustentável até por assessores. Os senadores Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos, colegas de Renan no PMDB, reclamaram em público do desgaste na imagem do Senado. Aliados e opositores de Renan avaliam que hoje será um dia decisivo; se o caso não for arquivado no Conselho de Ética, ele não terá outra alternativa a não ser se afastar do cargo.


O Estado de São Paulo:
"Aliados abandonam Renan e cresce pressão por renúncia"
Cresceu ontem a pressão para que o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) renuncie à presidência do Congresso. Em discurso, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) negou que atacar Renan seja o mesmo que investir contra o Senado e pediu sua renúncia. Para Simon, a permanência de Renan no cargo leva os parlamentares a serem alvo de "chacota". Políticos do PSDB e do DEM ontem já diziam não ter mais como votar "de olhos fechados" pela absolvição de Renan - que é acusado de receber dinheiro de um lobista para pagar despesas pessoais. "Fui cobrado por eleitores no Aeroporto de Congonhas", disse o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN). Até entre governistas a situação de Renan se complicou: senadores petistas, como Augusto Botelho (RR) e Eduardo Suplicy (SP), já não são mais voto certo a favor dele. Parte do apoio ao senador se desfez por causa de um exame feito pela Polícia Federal nos documentos apresentados por ele como defesa. O laudo da PF não chega a atestar a confiabilidade dos papéis. Renan voltou a negar a intenção de renunciar ao cargo.


Jornal do Brasil:
"Copacabana sem lei"
Traficantes da Ladeira dos Tabajaras aterrorizaram os moradores de Copacabana após atacarem um policial na Rua Siqueira Campos. A PM, que chegou a fechar a rua, não revidou. Os policiais do 19º BPM só podem, segundo militares da unidade, enfrentar o tráfico com ordem do Comando Geral. A orientação é não ter registro de bala perdida no bairro. A norma valeria ainda para os morros do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. A cúpula nega. Enquanto isso, o tráfico provoca a polícia e zomba do contribuinte exibindo uma submetralhadora, que dispara 15 tiros por segundo, e uma pistola 9 mm.

terça-feira, junho 19, 2007


Em fogo brando...

Planalto já cogita queda de Renan Calheiros da presidência do Senado

KENNEDY ALENCAR Colunista da Folha Online
O cenário de queda de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado passou a ser cogitado no Palácio do Planalto. Até a semana passada, prevalecia a avaliação de que Renan se enfraqueceria, mas permaneceria no comando da Casa.
Desde as revelações do repórter
Fernando Rodrigues, no último dia 13 (acesso só para assinantes da Folha e do UOL), a respeito do alto valor da arroba dos bois de Renan, e da reportagem do "Jornal Nacional" questionando a lisura de suas operações de venda de gado, a situação do presidente do Senado voltou a se complicar. Gravemente, na opinião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem sido "solidário à distância", nas palavras de senadores aliados que estiveram com o petista.
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Aquele do sotaque...

Posse de Mangabeira Unger causa pedido de demissão de secretário

O coronel Oswaldo Oliva Neto, secretário-geral do NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos), pediu demissão ontem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Oliva Neto ficou contrariado com a escolha de Roberto Mangabeira Unger para a Secretaria Especial de Planejamento Estratégico, que englobará o NAE.
Desde o tempo em que o NAE esteve sob comando de Luiz Gushiken, Oliva Neto trabalhou num projeto de longo prazo para o País, com metas para o ano de 2022, bicentenário da Independência.
Com a escolha de Unger, o coronel, que é irmão do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), disse ao presidente que achava que perdia sentido sua permanência no posto.
A posse do filósofo acontece hoje, no Palácio do Planalto, após três adiamentos e uma série de complicações. Lula adiou o quanto pôde a cerimônia, na espera de uma saída para retirar a nomeação do professor de Harvard, mas não teve êxito. A indicação foi feita em abril, patrocinada pelo vice-presidente da República, José Alencar, do mesmo partido de Mangabeira, o PRB.

Mais informações no UOL

Opinião

“Postos e posturas”

Corsino Aliste Mezquita
Visitamos o local e o canteiro de obra onde, supostamente, será construído “posto de gasolina”. O local, a menos de cinqüenta metros da rotatória de Taubaté e dentro do trecho de jurisdição do DNIT, ao nosso ver de leigo no assunto, é inadequado e prejudica, irremediavelmente, o transito da rua Prof. Thomaz Galhardo, na entrada da cidade, a ciclovia e a vizinhança.
Imagino a desvalorização dos imóveis, no seu entorno, a constante poluição com os gases do petróleo e os perigos com a localização daquela bomba de efeito retardado no pé da cama das moradias da vizinhança. Quem pagará esses prejuízos?
Não surpreende, nestes tempos de máfias de combustível, alguém queira construir um posto de gasolina na entrada principal da cidade, mesmo que estrangule o transito e prejudique toda a sociedade. O local é visível, de grande movimento de veículos e pode existir o intuito de fazer uma concorrência desleal àqueles, que nas proximidades, estão instalados já vários anos. Afinal de contas vivemos em economia capitalista, de livre concorrência e o capitalismo é selvagem.
O que apavora, a cidadania, são as “posturas”, dos poderes, Executivo, Legislativo e de outros órgãos da administração, no desrespeito à lei, aos direitos dos cidadãos e aos interesses maiores do município de Ubatuba. Existia lei proibindo a construção. Para atender interesses particulares e prejudiciais a Ubatuba altera-se e revoga-se a lei existente. Todo isso em circunstâncias, procedimentos, agressões, acusações, informações de vantagens, para uns e outros, que fazem corar as pedras. É assustador!.
Posto de gasolina é altamente poluidor, inibe as residências nas proximidades e colabora para deteriorar a paisagem e o ambiente social em seu entorno. Sua localização é recomendada fora dos centros residenciais, em espaços amplos, livres de vizinhos e afastados de escolas, hospitais, creches, postos de saúde etc. Nada disso está sendo observado em Ubatuba. Por mais que lutamos, citamos legislação proibitiva e razões de bom senso, não conseguimos evitar que, um posto de gasolina fosse construído, no Saco da Ribeira, a dez metros da porta de uma escola e de um posto de saúde. O procurador da dona era vereador.
Os administradores e legisladores estão movidos, supostamente, por forças que levam o município à ruína.Os efeitos dessas “posturas” são palpáveis e fruto do que escreve Marcelo Otávio Dantas: “A incapacidade de pensar as conseqüências futuras, das circunstâncias presentes se mostra um vício ainda mais trágico quando elevado à esfera coletiva, em que gratificação imediata e a miopia ufanista tem presença sobre os ditames da razão”.(“Sob o signo de Cassandra” – Folha A3 – 18-06-07).
Faz tempo que Ubatuba vive essa incapacidade de pensar ao longo prazo, fazê-lo com grandeza, sem ser movidos a subornos e analisando as conseqüências futuras dos atos praticados no presente. Com um grande agravante. Aqueles que questionam essas leviandades, falcatruas, maracutaias, fraudes, subornos, obras superfaturadas, etc..etc... são qualificados como inimigos de Ubatuba e, se não tomarem cuidado, perseguidos, caluniados e processados.

Saúde

O caminho para a nova Santa Casa

Continuando a atividade de assessoria e colaboração em comunicações pelo Conselho Gestor da Santa Casa com a Administração da Santa Casa e mantendo a parceria que se observou durante a gestão de Alvaro Spínola, o Conselho Gestor comunica à comunidade que já foi depositado em conta da Santa Casa o valor de R$ 400.000,00, resultante do acordo entre a Santa Casa e o Banco Banespa, valor que, somado a verba de R$ 100.000,00 obtida pelo deputado Padre Afonso, deverá ser aplicado no projeto de reforma e modernização das instalações antigas da SC , no piso térreo que,após muitos anos sem uma efetiva manutenção, colocam em risco o processo de controle de infecções hospitalares.
Este projeto, que é condição para o sucesso do plano de desenvolvimento da Sta Casa, teve o apoio da empresa de consultoria CONSAUDE do Dr. Arthur Chioro, especializada em profissionalização de gestão hospitalar, o que tem sido um dos fundamentos do sucesso alcançado até agora, a qual tem facilitado para que se tenha conseguido a elaboração do plano estratégico de desenvolvimento e reconstrução da Santa Casa.
Com a orientação da consultoria, foram debatidos, pela comissão de estratégia composta pela equipe de gerência da Santa Casa, os problemas atuais do hospital criando-se o projeto da revitalização e modernização das instalações do hospital, que foi de desenvolvido por uma comissão formada pela enfermeira Fabiana Volpe, Gerente de Enfermagem, pela enfermeira Camila Carvalho, Gerente de Hotelaria e pela Gerente de suprimentos, Daniela Burgos.


Esse projeto de revitalização e modernização das instalações do hospital será implantado em três etapas:

Primeira etapa: Implantação de novo sistema de gestão da informação, que permitirá a integração dos sistemas operacionais de todas as áreas, integrando assim operacionalmente todos os setores do hospital. Será feita a transferência das aéreas de clinica médica, pediatria, Enfermaria de Cuidados Especiais, Gerência de Enfermagem, copa satélite e farmácia satélite para o primeiro pavimento da ala nova, recém construída, liberando a área do piso inferior, para que sejam feitas reformas, a fim de adequar o padrão, das instalações, ao mesmo do piso superior. Estas providências permitirão que o horário de visitantes a pacientes possa ser estendido das 9:00 horas até as 19:00 horas.

Segunda etapa: Será feita a reforma do Pronto Socorro, com a criação de espaço para atendimento de crianças e sala para aplicação de soro, em poltronas próprias. A maternidade será transferida para o local em que hoje está a cínica médica. A farmácia será alocada no setor médico, sendo criado um centro obstétrico. O centro cirúrgico também será ampliado e modernizado Serão instalados vestiários e conforto para funcionários, permitindo o reajuste dos fluxos de funcionários, alimentos, medicação, resíduos.


Terceira etapa: A pediatria será instalada no piso térreo, e serão criados 8 apartamentos, para atendimento de convênios e particulares, o que possibilitará aumentar a receita do hospital.
Esse projeto, que deverá ser iniciado imediatamente, prevê uma duração da reforma em um período de seis meses, tornando assim o nosso hospital preparado para receber a instalação de uma Unidade de Terapia Intensiva que será feita pelo Governo do Estado, conforme divulgado publicamente pela Dra Sandra, Diretora Regional da Secretaria para a região do vale do Paraíba e litoral norte.


Este projeto está sendo apresentado ao público, em reuniões na Santa Casa, das quais já participaram 50 diretores de escola e o Secretário da Educação, grupos de associações de moradores, nas quais é demonstrado de que forma essa obra permitirá a criação de um hospital com instalações modernas e adequadas, podendo oferecer novos serviços e uma qualidade superior de atendimento.

Elias Penteado Leopoldo Guerra
Coordenador do Conselho Gestor da Santa Casa


Pizzaria Brasil

Laudo da polícia compromete defesa de Renan

De Andréa Michael na Folha de S. Paulo, hoje:
"O laudo elaborado pelo INC (Instituto Nacional de Criminalística), órgão da Polícia Federal, compromete a versão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao apontar conflito entre as datas nas quais ele teria vendido lotes de gado e aquelas em que há registro de ingresso em suas contas bancárias do valor obtido com a transação comercial.
Para evitar ser processado, Renan apresentou documentos com o objetivo de comprovar licitude e suficiência de rendimentos por meio dos quais pagou pensão alimentícia nos últimos anos para uma filha que teve fora de seu casamento.
Entre os papéis há notas fiscais e GTAs (Guias de Transporte de Animais), documentos usados por Renan para justificar, no Conselho de Ética, que a venda de gado de sua propriedade em Murici (AL) serviu como fonte de recursos legítimos para o pagamento da pensão.
Feita a análise pelos peritos do INC, que trabalharam em Maceió ao longo de todo o dia de ontem, a conclusão foi que a documentação apresentada por Renan é materialmente verdadeira, ou seja, seguiu os trâmites de emissão, tramitação e registro no âmbito das secretarias de Agricultura e de Fazenda do Estado de Alagoas.
Em Brasília, outro grupo de peritos do INC se debruçou sobre os extratos bancários apresentados por Renan. Surgiu daí a identificação de inconsistências entre as datas das transações com gado e o dinheiro que alimentou seu saldo bancário.
Renan afirma que tirou de sua própria conta o dinheiro da pensão alimentícia. As quantias seriam repassadas mensalmente ao lobista da Mendes Júnior Cláudio Gontijo, encarregado de fazer os pagamentos.
O laudo que a PF apresentará ao Conselho de Ética não é conclusivo. Deixará claro que, pelo tempo exíguo, não se fez uma análise fundamental: checar se as transações apontadas nas notas fiscais realmente ocorreram e de que forma estariam (ou não) registradas na contabilidade dos compradores que negociariam com Renan. Ou seja: não fica descartada a hipótese de eventual falsidade ideológica encoberta pelos documentos materialmente verdadeiros".

Locais



Ponte do Monte Valério

Após encaminhar denúncia ao Ministério Público sobre as péssimas condições da ponte de acesso à Escola Municipal Aguinaldo Salinas do bairro do Monte Valério, a prefeitura deu início as obras de melhorias no local. O vereador Charles Medeiros havia encaminhado em março deste ano indicação com fotos detalhadas das condições precárias da ponte à prefeitura para que realizasse as devidas providências.
“A ponte se encontrava em péssimas condições e oferecia perigo a todos, principalmente aos alunos, já que é passagem obrigatória à escola da localidade, minha solicitação ocorreu a pedido das mães, que estavam bastante preocupadas com a segurança dos seus filhos, como desde de março nenhuma atitude foi tomada, encaminhei denúncia ao Ministério Público”, afirma Charles Medeiros.

Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Manchetes do dia

Terça-feira, 19 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Relator sai; Senado volta a adiar votação sobre Renan"
Ante a resistência de parte do Conselho de Ética em arquivar o processo contra Renan Calheiros sem uma perícia conclusiva dos documentos da defesa, o presidente do órgão, Sibá Machado, adiou a votação de hoje para amanhã. Renan é acusado de ter tido gastos pessoais pagos por lobista. Epitácio Cafeteira, que era o relator, pediu afastamento alegando problema de saúde.


O Globo:
"Crimes crescem, mas Rio investiga cada vez menos"
Apesar dos crescentes índices de violência no estado, o número de processos caiu em 28 das 88 varas criminais fluminenses, segundo levantamento do Tribunal de Justiça do Rio entre 2005 e 2006. Caso esse ritmo continue, algumas varas correm o risco de fechar nos próximos anos, por falta de réus a serem julgados. A aparente contradição tem uma explicação, segundo o desembargador Geraldo Prado, ex-titular da 37ª Vara Criminal: a incapacidade da polícia de investigar e concluir inquéritos com qualidade suficiente para serem transformados em processos. Com a investigação deficiente, as varas criminais no estado dependem cada vez mais das prisões em flagrante delito. Para enfrentar o problema, a Procuradoria de Justiça do Estado, em convênio com o Tribunal de Justiça, criou em maio uma força-tarefa para acelerar a investigação em 8.200 inquéritos que estão parados.


O Estado de São Paulo:
"Renan exigiu pagar pensão 'por fora', afirma advogado"
Em depoimento no Conselho de Ética do Senado, o advogado Pedro Calmon Filho afirmou que o presidente da Casa, Renan Calheiros, pagou pensão "por fora" para a jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha. Calmon, que cuida dos interesses da jornalista, contou que, ao reconhecer a paternidade, em dezembro de 2005, o senador propôs o acordo: daria R$ 12 mil por mês, mas só R$ 3 mil seriam pagos oficialmente. Renan não tinha salário compatível com pensão tão alta, já que os parlamentares ganhavam, na época, cerca de R$ 9 mil. O advogado disse que, por ocasião do acerto, o senador repassou para Mônica R$ 100 mil, referentes a pensões atrasadas. A quantia teria sido entregue em dinheiro vivo, dentro de duas sacolas. O depoimento reforçou a convicção de que o senador usou dinheiro de caixa 2, mas aliados de Renan estão decididos a arquivar o caso amanhã no Conselho de Ética. "Querer encerrar logo porque Renan está sangrando é uma balela, pois o Senado está sangrando muito mais", disse o senador Jarbas Vasconcelos, que é do mesmo partido que Renan, o PMDB.


Jornal do Brasil:
"Tarso Genro torce pela inocência de Renan"
O ministro da Justiça não quer emitir opinião técnica sobre as acusações ao presidente do Senado, Renan Calheiros, mas torce para que o senador escape de um eventual processo de cassação. Para Tarso, a expectativa é de que tudo se esclareça e Renan continue em seu cargo. "Acredito e desejo que ele seja inocente", diz o ministro. Na Comissão de Ética do Senado, o depoimento do advogado de Mônica Veloso, Pedro Calmon Filho, foi marcado por muitas acusações. Aliados de Calheiros tentaram desqualificar as afirmações de Calmon, que reagiu irritado com o que classificou como quebra de sigilo judicial. A comissão também ouviu o lobista Cláudio Gontijo, que fazia os pagamentos do senador para Mônica. A votação do parecer sobre Calheiros ficou para amanhã.

segunda-feira, junho 18, 2007


Conjuntura

Nem o pior dos pessimistas poderia estar pessimista', diz Lula

Para presidente, a economia do País combina estabilidade com crescimento

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta segunda-feira, 18, que o País conseguiu combinar estabilidade econômica com crescimento e controle da inflação. Em seu programa semanal de rádio, o Café com o Presidente, Lula comentou o dado divulgado pelo IBGE, na última sexta-feira, 15, que apontou que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu 4,3% em comparação com o primeiro trimestre do ano passado: "Nós temos uma possibilidade de crescimento ainda no segundo trimestre, no terceiro trimestre e no quarto trimestre".
Para o presidente, o Brasil está vivendo "um momento que nem o pior dos pessimistas poderia estar pessimista". Lula aponta como motivos positivos o crescimento de investimento na indústria, que, segundo ele, chegou a 7.2%, e o aumento de 302 mil empregos em abril.

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Nota do editor - Quiçá Lula esteja certo. O panorama internacional é o melhor de muito tempo, há dinheiro de sobra no mercado internacional. Em 1973 também vivemos um momento de intensa prosperidade. O crescimento do país beirou 14 % e a demanda por técnicos foi tão intensa que as empresas contratavam estudantes e pagavam salários de profissionais. Hoje há alguns indices que colocam em xeque o otimismo presidencial. A indústria está crescendo menos do que o PIB e a indústria de ponta está encolhendo. Por outro lado a violência continua fora de controle. Um bom indicador da contradição do raciocínio presidencial é a sanha avassaladora em busca de empregos públicos. Nunca tantos quiseram a segurança de viver sob o manto protetor do Estado. Por quê? (Sidney Borges)

Manchetes do dia

Segunda-feira, 18 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Governo paga para retirar córneas que vão para o lixo"
Brecha na lei leva União a gastar R$ 6,3 mi ao ano com coleta de órgãos que não podem ser transplantados.


O Globo:
"Em 40 anos, nenhuma ação criminal no STF deu punição"
Responsável pelo julgamento das maiores autoridades do país, o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu, desde 1968, 137 processos criminais contra deputados, senadores, ministros e presidentes da República, mas não condenou um deles sequer desde então. As acusações vão do desvio de verbas públicas e evasão de divisas a até homicídios. Há processos que tramitaram por mais de uma década sem conclusão. O ministro do STF Joaquim Barbosa admite que o tribunal não tem estrutura para julgar o volume de ações que chega à mais alta corte do país anualmente. "O tribunal recebe cem mil casos por ano, centenas deles dificílimos e urgentíssimos. É evidente que um tribunal como este não está preparado para minúcias de processos criminais", diz. Para os magistrados, o fim do foro privilegiado é a única solução para desafogar o Supremo, mas não há sinais de que o Congresso pretenda aprovar lei nesse sentido.


O Estado de São Paulo:
"Projeto cria regras duras para greve de servidor"
O governo concluiu o anteprojeto da lei que vai regulamentar as greves de funcionários públicos. O texto contém dispositivos duros, como a exigência de que paralisações de qualquer categoria sejam aprovadas por dois terços de seus integrantes, informa Lu Aiko Otta. Em caso de greve em áreas essenciais, os servidores terão de manter pelo menos 40% de atividade. Do contrário, o governo estará autorizado a contratar trabalhadores temporários. Nas paralisações consideradas abusivas, os dias parados serão descontados do salário dos funcionários. O texto do projeto ainda será negociado com as centrais sindicais, antes de ser enviado ao Congresso, o que deve ocorrer até agosto.


Jornal do Brasil:
"Juro menor ameaça o rendimento da poupança"
O governo terá de reduzir as vantagens da caderneta de poupança, prevêem economistas. A intervenção seria necessária para manter a competitividade dos fundos de renda fixa, cujos rendimentos caíram com a queda da taxa básica de juros.

domingo, junho 17, 2007


Ubatuba em foco

Faz-se necessário

A Globo e outros meios de comunicação publicaram que a Dengue no Litoral Norte acumula 5.400 casos sendo 90% em Ubatuba.
Um esclarecimento maior partindo principalmente das autoridades de Ubatuba seria extremamente importante, ou seja:
Os pacientes que se dirigem hoje aos hospitais de Ubatuba com suspeita de dengue ainda são considerados como dengue de imediato?
Estes 5400 casos são desde o inicio do surto ou casos recentes?
Quais os números de casos apresentados nestes últimos 15 dias em Ubatuba?
Quais os números de casos apresentados no mesmo período nas outras três cidades do Litoral Norte?
Caso estas informações não sejam favoráveis para a nossa Cidade, então como ficamos?
Queremos acreditar que hoje poderíamos, após a constatação dos números acima, divulgarmos os resultados positivos das ações no combate a esta epidemia. Caso contrário...


No feriado de Corpus Christi a Cidade ficou vazia, caso se repita nas férias de julho...

Fernando Pedreira

Brasil

Ética, governabilidade e tecnologia

Ruy Fabiano no Blog do Noblat
Está cada vez mais difícil governar (e a referência envolve os três Poderes) nos padrões de conduta a que se acostumaram os homens públicos no Brasil. É cada vez maior a demanda por integridade e transparência, hoje rastreáveis por engenhocas eletrônicas de inimaginável precisão.
Em breve, não se espantem, haverá meios de captar e expor o próprio pensamento do infrator. E a legislação há de acompanhar a evolução tecnológica, criando mecanismos punitivos preventivos. É possível que se chegue à honestidade não por razões morais, mas por imperativo tecnológico.
Uma simples frase despropositada, como a da ministra Marta Suplicy, sugerindo orgasmos como antídoto à crise aérea, pode gerar demissão e crise. Dentro desse contexto, o governo Lula vive situação inusitada: é simultaneamente expectador, protagonista e laboratório dos novos tempos. Deflagrou o presente processo de operações policiais em série, mas não tem meios de detê-lo - e muito menos de evitar que respingue em si próprio (vide caso Vavá).
Também a Polícia Federal reproduz internamente a divisão política do país. A investida contra uma facção gera pronta represália por parte de outra. Por isso, as punições em curso começaram contra adversários do governo e, na seqüência, chegaram ao irmão do presidente da República. Presentemente, os partidos políticos sentem-se unidos por um traço comum e indesejável: o pânico. Unidos pelo avesso.
Ninguém quer a CPI da Navalha, a não ser aquelas exceções que confirmam a regra - e estão abaixo do quorum mínimo necessário. Os parlamentares, da oposição e do governo, sabem que não se trata de expor ao strip-tease moral e político um ou dois personagens, mas o conjunto das instituições do Estado.
Esse processo decorre de uma convergência de fatores, cujo epicentro é a saturação da sociedade, associada a avanços tecnológicos que favorecem a investigação de pistas e geram provas inesperadas. A informática deu asas à informação. E é a informação, a facilidade cada vez maior em obtê-la e difundi-la, que está na base de todo esse alvoroço, que expõe as vísceras do Sistema. À mídia tradicional, somou-se a mídia dos blogs, que impulsiona os demais veículos, constrangendo-os de esconder informações.
No passado, quando um poderoso queria abafar notícia inconveniente, bastava conversar com meia dúzia de proprietários de jornais. Hoje, o leque é tão extenso que inviabiliza essa estratégia. Sempre haverá alguém, em alguma trincheira cibernética, disparando notícias, incomodem a quem incomodar. E a grande mídia se sentirá obrigada a aderir para não perder conceito e clientela.
Em resumo, delinqüir já exige cada vez mais sofisticação e cuidados. Os cheques são nominais, os sigilos telefônico e fiscal facilmente rastreáveis e a imprensa é livre para contar tramas e expor traumas. Isso reduz a margem de cumplicidades. Quanto maior o risco, menos atraente a empreitada.
O delinqüente pode até livrar-se da cadeia, em função dos infinitos truques da legislação processual brasileira, mas não se livra do estigma, decorrente da exposição pública de seu delito. Por isso mesmo, como a expectativa de condenação judicial é remota (um bom advogado faz maravilhas), o ânimo punitivo concentra-se na mídia, que tem sido alvo da fúria geral dos políticos, com o presidente Lula a comandar o coro dos descontentes.
Mas a mídia, com todas as suas limitações e falhas (é, afinal, comandada por seres humanos), não inventou a Operação Navalha, nem o Vavá, nem a Gautama - nem, antes deles, o mensalão. Ela registra as anomalias. Não as produz. É como o termômetro, que denuncia a febre, mas nem a causa, nem a soluciona.
Honestidade tornou-se moeda de valor ─ e não apenas por ser rara, mas por expressar demanda inapelável da sociedade, que a quer como moeda-padrão. A tendência da peneira moral na vida pública brasileira ─ e isso vale para todos, situação e oposição ─ é estreitar-se. Ignorar essa tendência é candidatar-se a ser expelido por ela.
Ruy Fabiano é jornalista

ACIU em movimento

Campanha

O Fundo Social de solidariedade está realizando em nosso município a “Campanha do agasalho”.
A campanha consiste em ações que unem esforços junto à sociedade, com a finalidade de angariar agasalhos para amenizar o desconforto e o sofrimento de famílias desprovidas do mínimo necessário nos dias de inverno.

A Associação Comercial de Ubatuba informa que no próximo dia 23 de junho (sábado), às 8h00 será realizada uma carreata que passará por toda a cidade recolhendo agasalhos.

Cristiane G. Zarpelão
Assessora de Comunicação da ACIU
www.aciubatuba.com.br
(12) 3834 1449

Manchetes do dia

Domingo, 17 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Auditoria aponta falhas em contratos do governo federal"
Auditorias e relatórios do Ministério dos Transportes feitos após o estouro da Operação Navalha apontam várias irregularidades em contratos firmados nos últimos sete anos entre o governo federal e a empreiteira Gautama, informam Silvio Navarro e Ranier Bragon.
Entre indícios de licitação fraudulenta, sobrepreço e prorrogação de contratos irregulares, há a suspeita de que a construtora de Zuleido Veras tenha levado um "extra" de R$ 4,5 milhões em 2002, além de ter assinado convênio para fazer pontes que já existiam.
Os indícios de fraudes envolvem três rodovias federais - BR-319 (Amazonas), BR-402 (Maranhão) e BR-242 (Bahia). A primeira foi incluída no PAC.
A Gautama é apontada pela PF como a responsável por esquema de corrupção envolvendo obras públicas.
Ministro à época da cessão do contrato da BR-319, João de Almeida e Souza não foi localizado. Seu sucessor, Anderson Adauto, diz que em sua gestão, até 2004, não haviam surgido indícios. O ministério atual, que cancelou contratos, admite "equívocos".


O Globo:
"Brasil pune apenas 7% dos crimes de colarinho branco"
Criada para coibir a corrupção no país, a Lei de Improbidade Administrativa, de 1992, tornou-se uma nova marca da impunidade, um mal nacional que O GLOBO mostrará em uma série de reportagens a partir de hoje. Cruzamento de dados revela que menos de 7% das autoridades processadas por improbidade foram condenadas. Das 14 mil ações desse tipo movidas em 15 anos nos tribunais de todo o Brasil, a maioria ainda não teve sentença. As ações contra o ex-presidente Fernando Collor, primeiro réu da lei, arrastam-se há 14 anos. Nos crimes do mercado financeiro, o índice de condenação não passa de 5%. A série vai mostrar nos próximos dias a impunidade de crimes que vão desde os graves, como os da violência nas cidades e no campo, ao banal avanço de sinais de trânsito.


O Estado de São Paulo:
"Indústria cresce menos que o PIB há 27 meses"
Há nove trimestres seguidos a indústria de transformação brasileira cresce abaixo da economia e perde importância no Produto Interno Bruto (PIB). Para especialistas, o responsável pela tendência é a desvalorização do dólar. Um cálculo feito a pedido do "Estado" pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, entre o segundo trimestre de 2004 e o primeiro deste ano, a indústria de transformação cresceu 7,5%, enquanto o PIB avançou 11,7% e o setor de serviços, 13,3%. "A indústria está perdendo substância", diz o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgard Pereira. Segundo ele, o uso de componentes e insumos importados é cada vez maior na fabricação de produtos finais no País. Pereira cita ocaso dos computadores: "Esse setor importa muito e basicamente faz uma montagem do produto. Ou seja, tem agregação de valor pequena a partir da indústria nacional". Em outras palavras, ainda que a produção nacional na área da informática cresça muito, a acumulação de valor - captada pelo PIB - é pequena.


Jornal do Brasil:
"Saúde da PM no Rio é pior que a do brasileiro"
Uma pesquisa inédita mostra que dois em cada três PMs que atuam nas ruas ou nos quartéis do município do Rio estão acima do peso ideal e são propensos a problemas ligados à obesidade, como hipertensão e doenças cardíacas, em níveis mais altos do que os da média da população brasileira. Além disso, 26% assumem já terem sido alertados sobre o fato de estarem com taxas elevadas de colesterol. Realizado pela Fundação Oswaldo Cruz, sob encomenda da Secretaria Nacional de Segurança Pública, o levantamento, obtido pelo repórter Breno Costa, avaliou 1.108 PMs de diversos escalões. Um especialista em treinamento ouvido pelo JB avisa que o peso excessivo afeta a autoconfiança e torna os policiais mais agressivos. A PM não quis se manifestar.
 
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