sábado, junho 02, 2007


Pesquisa da UnB

Jogo do bicho é mais confiável do que o Congresso

Do site Contas Abertas:
"Diante dos escândalos de corrupção que vieram à tona nos últimos anos envolvendo empresários, funcionários de órgãos do governo e autoridades do poder público, uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) revela que 88,4% da população não confia nos políticos. O estudo, realizado em abril deste ano na capital federal, mostra que a classe política é mais desacreditada do que, por exemplo, o jogo do bicho. Dos 1.283 entrevistados, 22,7% confiam no jogo ilegal, enquanto apenas 19,9% têm confiança no Congresso. Como se não bastasse isso, a grande maioria das pessoas considera os políticos mentirosos, picaretas ou criminosos. Menos de 3% acreditam na integridade de seus representantes.
A sondagem foi realizada em abril deste ano. As entrevistas foram feitas em Brasília com homens e mulheres de todas as idades, de diferentes níveis de escolaridades, rendas e ocupações. O estudo orientado pelo coordenador de graduação do Instituto de Ciência Política da UnB, Ricardo Caldas, foi baseado em 20 perguntas sobre o sistema político brasileiro, órgãos governamentais, profissões, entre outros assuntos. “O levantamento demonstra a descrença da população em relação às instituições políticas”, resume Caldas.
A crença da população em relação à política realmente parece estar abalada. Apesar de 70,6% acreditarem na existência da democracia no país, 74,7% das pessoas responderam que a classe política não representa o povo. As razões alegadas foram corrupção (28,04%), falta de compromisso (23,78%), defesa de interesses próprios (19,36%), as deficiências do sistema político-eleitoral (11,28%) e a falta de ideologia ou valores (8,42%)".

Leia mais

Fundart


Vito D’Aléssio e Pedro Paulo

Dialeto e Fundart em parceria

A Dialeto (Latin Americam Documentary), a única empresa do mundo especializada em documentários sobre a América Latina e a Fundart (Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba) acertaram formar uma parceria que já começa, na prática, no próximo dia 09 de junho, quando a Dialeto vai gravar um documentário da visita da Folia do Divino à Vila dos Pescadores, na Ilha dos Pescadores.
Vito D’Aléssio, diretor geral e coordenador da empresa, e que atua também como fotógrafo e jornalista, e Pedro Paulo, presidente da Fundart, tiveram encontro na Fundart no último dia 29, para tratar do assunto, estando presentes o assessor cultural da Fundação, Ney Martins e o ex-presidente da Fundart, Cícero Assunção.
A Dialeto publicou, no ano passado, o importante e belo livro: “ Dias de Caiçara” abordando a história caiçara de Ubatuba, Paraty e São Sebastião, com lançamentos em São Paulo e Ubatuba, e com essa temática, a Dialeto estará produzindo outros trabalhos.

Foto: Paulo Zumbi
Fonte: Fundart

Poema 1

A Banda Lira

A praça virou uma festa!
Casarão, beleza, natureza,
Sonho, música, arte – FUNDART!
Tudo estava tão calmo:
Céu azul, suave brisa no ar, um papo gostoso...
O doce marulho das ondas do mar.
De repente alguém falou:
Acomodem-se, minha gente que a Banda já vem chegando!
Os músicos, com suas vestes formais, foram chegando
Carregando cadeiras, estantes e instrumentos - afinando seus metais.
E em seus olhos... ah! Alegria que a todos contagia.
Sentaram-se lado a lado
Irmanados na mesma harmonia.
E sob a batuta dos Regentes, ora Valdecy ora Amarildo,
O ar se encheu de música, de melodia, de intensa magia...
A alegria se instalou mandando embora a tristeza
Se porventura ela houvesse,
E toda a gente vibrou, valsando o corpo em ritmo perfeito,
Sob a batuta do Mestre!
Ah... Ubatuba! Que prazer gratificante poder aqui viver!
Este som, este céu, este mar que a todos vêm encantar!
Participar destes bons momentos
É uma dádiva, uma alegria sem par!
E eu, em meio a sonhos e devaneios,
Chego até imaginar:
Que se de fato o paraíso existe,
Lá um dia, com certeza,
a Banda Lira vai tocar!


Ubatuba, 1º/06/2007
Leda Piranda Cardoso

Poema 2

Oração de uma cidade

Livrai-nos Senhor!
Dos hipócritas e capitalistas,
Dos insensatos e insanos
dos assessores de dementes.

Livrai-nos Senhor!
Daqueles que não plantaram,
mas comeram as sementes,
dos orgulhosos e incompetentes,
dos que sobem ao poder, sem
qualquer vocação.

Livrai-nos Senhor!
De toda a discriminação.
Dos que dizem-se religiosos,
mas desconhecem a gratidão.
Dos mentirosos e traidores,
dos corruptos e opressores.

Livrai-nos Senhor!
da besta-fera que engana,
da sorridente aberração,
que barganha a fé, o emprego
e a devoção.

Katia Vicente
katiae.vicente@yahoo.com.br

Ubatuba

Bacurau e Dona Cida

O que será que está acontecendo? Será que o povo está acordando? Será que desta vez vamos dar um basta a uns dos piores políticos da história de nossa cidade? Tomara que sim, nossos filhos e netos vão agradecer eternamente se realmente os vereadores de nossa cidade aceitar a denúncia contra o vereador Gerson e excluí-lo definitivamente da vida política.
Um passarinho falo-me que outra denúncia foi protocolada nesta sexta-feira pela líder comunitária Maria Aparecida Cunha, na Câmara Municipal contra o vereador Gerson, que acusa-o por falta de decoro em virtude de tê-la agredida verbalmente na última sessão, do dia 29.

Estamos de olho! O povo vai estar presente, inclusive eu, para cobrar na próxima eleição, as atitudes que serão tomadas pelos senhores (a) vereadores (a).

José Maria
jomaje@bol.com.br

Utilidade Pública

Seminário Municipal de Habitação

O Núcleo Municipal do Plano Diretor Participativo de Ubatuba estará realizando no próximo dia 09/06/07, na Camara Municipal, o Seminário Municipal de Habitação e Interesse Social que vai discutir o Plano Municipal de Habitação para o município de Ubatuba. Também será discutida a composição do Conselho Municipal de Habitação e Interesse Social, aprovado na Camara Municipal e sancionado pelo Prefeito Eduardo César no ano passado e que até o momento não saiu do papel. O evento contará com a presença da Vera Ionice Rodrigues do Conselho Nacional de Habitação e do Movimento Estadual de Moradia.
O Conselho que prevê 1% do orçamento do município destinado a habitação e interesse social será fundamental para implementar a política de moradia e vai facilitar para que Ubatuba possa pleitear verba e participar da política de habitação do Ministério das Cidades do Governo Federal. (Gerson Florindo)

Dinheirinho extra

Petrobras

Foi realizado no último dia 29, na cidade de São Sebastião, importante evento realizado pela ANP-Agencia Nacional de Petróleo e a Petrobras, onde foram discutidos assuntos relacionados à partilha e regramento do pagamento dos royalties referenres à Bacia de Santos-Campo de Mexilhão-BS1.
Prefeitos e representantes das cidades do Litoral Norte, Sul e Paraty participaram do evento buscando maiores informações sobre a matéria apresentada. Na ocasião vários questionamentos foram levantados e ficou marcado uma próxima reunião para melhor elucidação da matéria. “A reunião foi bastante positiva, por conta das possibilidades reais de Ubatuba vir a receber royalties, pois o mapa apresentada mesmo que extra oficial aponta parte da jazida (Lavra no Mar) em nossas água territoriais”, afirma Charles Medeiros.
Após a reunião o Vereador propôs ao Legislativo Municipal Projeto de Resolução constituindo a Comissão Especial de Estudos Para Acompanhamento, Apuração e Distribuição de Royalties no Litoral Norte de São Paulo.
Diante das possibilidades reais dos recursos advindos dos royalties virem para o Litoral Norte, o vereador está elaborando uma Carta Compromisso, que será encaminhados aos prefeitos das quatro cidades para a elaboração de um Plano de Desenvolvimento Regional, definindo ações em infra-estrutura, segurança pública, atendimento médico-hospitalar, ensino, preservação do patrimônio histórico e cultural, questões de meio ambiente, saneamento básico entre outros.

Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Manchetes do dia

Sábado, 02 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Venezuela impede protesto da oposição"
Policiais de tropa de choque impediram que milhares de estudantes deixassem a Universidade Católica Andrés Bello (Ucab), em Caracas, para protestar contra o fim da concessão da emissora RCTV, no domingo. A marcha foi proibida pelo prefeito da região central de Caracas, Freddy Bernal, aliado do presidente venezuelano, Hugo Chávez.


O Globo:
"Lula manda Chávez 'cuidar da Venezuela'"
Os ataques do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, ao Congresso brasileiro, chamado por ele de "papagaio" por, na visão do venezuelano, só repetir o que diz o Parlamento dos EUA, geraram uma crise diplomática com o Brasil e levaram o presidente Lula a dar uma dura resposta. Na Inglaterra, Lula disse que Chávez "tem que cuidar da Venezuela". Em pronunciamento em cadeia nacional, anteontem, Chávez atacou o Congresso ao criticar a petição aprovado pelo Senado, pedindo a reabertura do canal RCTV, cuja concessão não foi renovada pelo venezuelano. Lula determinou ao Itamaraty que convocasse ainda ontem o embaixador da Venezuela, Julio Garcia Montoya, para transmitir a indignação do governo brasileiro. No Congresso, onde a reação também foi veemente, Chávez foi chamado de ditador.


O Estado de São Paulo:
"Valor das empresas na bolsa já passa de US$ 1 trilhão"
O valor total das empresas que negociam ações na Bolsa de Valores de São Paulo superou a marca de US$ 1 trilhão, num movimento impulsionado pela valorização do real ante o dólar. A cifra é maior até mesmo do que o Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado, de pouco menos que US$ 900 bilhões. Os economistas avaliam que alta das ações de empresas brasileiras é o resultado de pelo menos três fatores. "Os juros estão em queda, os indicadores do País vêm melhorando e há a perspectiva de obtermos o grau de investimento", resume Mário Carvalho, diretor do Banco WestLB. O dólar barato tem aumentado as importações e, pela primeira vez na história, elas somaram mais de US$ 100 bilhões num período de 12 meses. Mesmo assim, a balança comercial brasileira continua favorável e o superávit comercial em maio foi de US$ 3,68 bilhões. Nesse cenário, o Comitê de Política Monetária (Copom) vai se reunir na semana que vem para definir a nova taxa básica de juros, hoje em 12,5% ao ano. Pesquisa feita pela Agência Estado com 60 instituições financeiras mostra que os investidores esperam por um corte de 0,5 ponto porcentual.


Jornal do Brasil:
"Regime de exceção vai proteger o Pan"
Durante os jogos Pan-Americanos, o Rio viverá temporariamente um regime de proteção rígido, que vai exigir autorização da Secretaria Nacional de Segurança Pública e da Abin para manifestações públicas nos principais pontos da cidade. Duzentos e cinqüenta homens estarão à frente de um QG da cúpula de inteligência que será dividido em três grupos: antiterrorismo, grupo de pressão e de atos públicos e distúrbios. Trezentos agentes especiais estarão circulando pelas ruas e 700 câmeras vigiarão a cidade. Os modernos equipamentos de segurança serão herdados pela polícia quando a competição acabar.

sexta-feira, junho 01, 2007


ADPC

Carta aberta dos caiçaras de Ubatuba

Nós, caiçaras de Ubatuba, que um dia fomos donos das áreas mais belas do litoral, vimos trazer ao vosso conhecimento o nosso drama:
No Brasil, a década de 70 foi marcada por uma série de tristes fatos, onde destaca-se o absurdo acirramento da ditadura militar que violou os direitos humanos, rasgou a lei magna, exilou, torturou e assassinou quem ousasse elevar a voz contra os abusos.
Grandes obras foram planejadas pelos burocratas de Brasília para “desenvolver” o país. Como é de praxe, as decisões impostas geraram muito desperdício - bilhões de dólares foram mal gastos na Transamazônica (hoje a floresta retomou grandes trechos daquela mal construída rodovia), na Usina Nuclear de Angra dos Reis, na ferrovia do aço, etc.
Naqueles anos, no litoral norte de S.Paulo, foi construída a Rodovia BR-101, que provocou grandes mudanças econômicas, sociais e culturais nessa região que levaram à destruição da sociedade caiçara.
Procurando contextualizar os acontecimentos locais dentro do panorama histórico da época, vamos apurar que coincide com a época do governo militar, onde os desmandos autoritários deram guarida às ações de violência. É necessário lembrar que naqueles tristes anos, a justiça teve sua balança adulterada e o livro em suas mãos - que imaginamos ser a Lei Magna - foi conspurcado pelo arbítrio da ditadura.
A versão dos bem–vestidos e bem–relacionados teve e ainda tem mais influência sobre as autoridades estaduais e locais. O que valia a versão dos humildes e iletrados que mal sabiam expressar-se corretamente? Que consideração seria dada àqueles desconheciam a lei, seus agentes e seus artifícios diabólicos?
Do ponto de vista fundiário, mesmo ainda somente em projeto, a rodovia causou a grilagem ou a especulação nas terras litorâneas. Uma grande leva de posseiros perdeu suas terras para o recém-chegado endinheirado e mais informado que tinha a mente na futura valorização das terras litorâneas, ou para o ardiloso grileiro de terras que diante da ingenuidade e da ignorância dos caiçaras assesta-lhes golpe de morte tomando-lhes a única riqueza dessa população sofrida – a terra para suas roças, para suas casas e para seu rancho de canoa.
O caiçara morre, alguns fisicamente, muitos espiritualmente, o que configura genocídio de uma população. Desaparecem de cena os atores principais: o pescador artesanal, o roceiro, o cantador de festas, as benzedeiras, os dançarinos, os artistas anônimos. O cenário está irreconhecível: não há mais ranchos de canoas ou casas de pescadores à beira – mar. Os mangues estão destruídos, o jundú foi ocupado por mansões, hotéis e campings, o rio está sujo e o mar poluído. Homens e mulheres perderam o domínio sobre o mar e a terra, seus filhos não sabem tecer uma rede, construir uma canoa, fazer uma tisana de ervas medicinais, esqueceram os nomes das árvores e dos animais. São agora faxineiros, jardineiros, serventes, pois apesar de versados nas coisas da pesca, da caça e da lavoura, são analfabetos para os novos signos. No mundo novo só lhes cabe papéis subalternos.
A destruição do mundo caiçara fica patente nas alterações que a partir da economia alteram todas as estruturas sociais: Os caiçaras perdem as suas terras (muitas vezes por intermédio da violência, como é o caso da Caçandoca), deixam de trabalhar nas atividades agrícolas, são expulsos da praia para o sertão e para a periferia pobre da cidade.
O espaço, produção social, apresentará outra feição – a paisagem será outra, os caiçaras perderam o domínio dos espaços privilegiados nas principais praias. Desapareceram as casas de pescadores e os ranchos de canoas à beira-mar. Desapareceram as roças. Os novos donos do pedaço serão os veranistas, os empresários da hotelaria, de restaurantes e de imobiliárias.
Vão ocorrer mudanças culturais com a extinção das festas do Divino, dos Padroeiros, das danças da chiba, do Moçambique. Extinguem-se os artistas populares da música, da dança, do artesanato.
Perdem-se os conhecimentos técnicos e uma complexa gama de conhecimentos da natureza, que possibilitaram, em outros tempos, a afirmação do caiçara como senhor do mar : as técnicas de tecer a rede para fazer o tresmalho, o picaré e a rede de puxar; as técnicas de construção de canoas; a arte de navegação; a interpretação das variações climáticas e do comportamento do mar; o conhecimento das espécies marinhas e da época de sua pesca.
Da mesma forma perdem-se os conhecimentos relacionados com as atividades agrícolas.
Perde-se os conhecimentos herdados dos indígenas: palavras tupi- guarani, artesanato de cestaria, fiação da fibra do tucum e de outras plantas, uso medicinal da flora, etc.
Devido à mudança na base econômica, que tirou-lhes a terra da roça e fechou-lhes o acesso ao mar, o caiçara terá que buscar a sua sobrevivência em outras atividades econômicas. Os seus conhecimentos antigos são inúteis no novo sistema econômico. Os antigos pescadores, roceiros e artesãos exercem agora as profissões de zeladores, caseiros, jardineiros e outras atividades não qualificadas na construção civil, hotéis e restaurantes. Muitos conseguem apenas empregos temporários durante a temporada de verão ou estão sujeitos à insegurança no emprego. Um grande número não encontrou seu nicho na nova sociedade, por questões de idade, de saúde ou de estranhamento cultural. Esses últimos podem ser encontrados marginalizados, alcoolizados ou mendigando por todo o município.
A família é fragmentada, porque o espaço foi fragmentado. As propriedades patriarcais foram perdidas e as várias gerações que compartilhavam o mesmo espaço espalharam-se até mesmo por outros municípios. Acabou-se o espírito comunitário devido à essa diáspora. Vale lembrar que a comunidade é construída principalmente a partir das relações de vizinhança e do trabalho conjunto.
Para aqueles que viveram os velhos tempos, restou a insatisfação indefinível de perda de riquezas materiais e espirituais. Perdeu-se o elemento lúdico que permeava as atividades cotidianas (fonte para tantos “causos” caiçaras bem- humorados). O mundo ganhou um outro ritmo, porque o caiçara, além de deixar de ser dono do próprio espaço, perdeu, também, o domínio de seu tempo.
Os vilões desse vergonhoso episódio foram (e ainda são) empresários do comércio imobiliário, advogados vindos de fora e, até mesmo, o poder público, desde sua esfera municipal, com crescentes aumentos de impostos sobre a terra, até os poderes judiciais do Estado que julgam sempre favorecendo os letrados em detrimento dos analfabetos, os maliciosos em detrimento do ingênuos, os usurpadores em detrimento dos honestos.
Refletindo as mudanças econômicas, o espaço passa a ser reorganizado, segundo as novas relações sociais. Os espaços mais valorizados nas melhores praias passam a ser exclusivas dos mais abastados: Praia da Tabatinga, do Pulso, Vermelha do Sul, Praia Grande, Tenório, etc.
Homens e mulheres caiçaras mais idosos sentem-se deslocados nesse novo e, em muitos aspectos, pior mundo: Seus conhecimentos e técnicas de trabalho não tem aplicação, pois não tem terra pra cultivar, tampouco acesso ao mar para pescar.
A frieza das estatísticas não cita os nomes da pessoas lançadas à mendicância, a idade e o estado das crianças que tiveram suas vidas precocemente ceifadas, dos filhos e netos de caiçaras lançados à criminalidade.
Os números da ONU mostram a brutal concentração de riquezas produzidas pelo país. Retrato dessa sociedade que se ergue às custas da exclusão de milhares de pobres agricultores e pescadores pelo país afora. Uma sociedade construída pela violência.
Diante da dificuldade em perceber o encadeamento dos acontecimentos e o papel dos diversos agentes no processo de grilagem de terras, a reação dos excluídos, em muitos casos, deságua em uma postura também violenta. Algumas pessoas descambam para a criminalidade.
Os novos donos do pedaço erguem suas mansões à beira-mar, atrás de muros altos, em condomínios fechados, procurando erguer defesas contra os assaltantes de sua precária segurança.
Que solução a nova organização social cria para esses deserdados? Evidente que não há combate às causas, apenas às conseqüências : constroem nova cadeia e aumentam o policiamento.
Com a grande mudança na economia local, ou melhor, com a supremacia da economia capitalista, o espaço dos homens do litoral precisou ser redefinido, pois estavam ocupando os melhores lugares à beira-mar. E o espaço do proletário, pelo novo sistema econômico, há de ser o espaço marginal: nos mangues, nos morros, às margens dos rios. E os caiçaras foram expulsos, em muitos casos com violência e enganação, para longe do mar, para perto dos morros. Para distante da praia, para perto da morte.
Para fazer justiça e para a melhoria da qualidade da vida, os caiçaras reunidos na Associação em Defesa do Povo Caiçara ADPC, fundada em 21 de abril de 2002, pede:
1 - a aplicação das medidas indicadas pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, na CPI das Indenizações Ambientais, publicada no Diário Oficial do Estado, na data de 04 de julho de 2001:
2 - A atuação da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo, para fazer o levantamento das irregularidade fundiárias e devolver a terra aos caiçaras que foram vítimas de grilagem de terra;
3 – O Plano de Manejo do Parque da Serra do Mar, para que possamos ter o direito de sobreviver dos frutos da terra, sem descurar de sua preservação.

Amarildo Cesário do Prado
Coordenador da ADPC

Jairo dos Santos - PT
Vereador

Domingos dos Santos
Vice-Prefeito

Ubatuba

Apresentação da Associação em Defesa do Povo Caiçara-ADPC

A ADPC nasceu em defesa do direito, da cidadania, dos direito humanos e do meio ambiente do povo caiçara no dia 21 de abril de 2002.
Hoje está tendo seu trabalho reconhecido e começa a se expandir em diversos segmentos comunitários.
Sugerimos que visite-nos, para que tenha a oportunidade de compreender a filosofia educativa de nosso trabalho e sua respectiva relevância à todo território caiçara.
É importante que cada pessoa se empenhe em divulgar nossos projetos e torne conhecido o nosso sonho de um mundo melhor. Acreditamos que cada um pode contribuir de alguma maneira e esperamos que você descubra a sua.
Em síntese, podemos dizer que a ADPC é um testemunho vivo de altruísmo, humanismo e cidadania, demonstrando que com um pouco de criatividade e boa vontade podemos ajudar a construir uma nova base para o futuro.
Esta é uma sociedade genuinamente caiçara, onde se defende a integridade moral, ética e humanitária.
Ambicionamos coragem e ousadia, fé e esperança, esforços e trabalho, união e força... e tudo o mais que possa cooperar com o legítimo exercício da cidadania.
Entendemos que o povo caiçara precisa de nós e nós precisamos de você!
A ADPC realiza um trabalho apartidário, respeitando todas as correntes ideológicas. Opomos-nos apenas à miséria, corrupção e a omissão. Combatemos a violação dos direitos humanos, a degradação do meio ambiente e a exploração da ignorância alheia. Procuramos realizar um trabalho comprometido com os mais nobres sentimentos e às mais puras intenções. Aqui, esta utopia tem se tornado realidade.

Entre em contato conosco ou envie mensagem pelo nosso e-mail:
adpc.ubatuba@bol.com.br

Atenciosamente,


Amarildo Cesário do Prado
Coordenador

Brasil

Ref: Pai covarde

Prezado Ronaldo

Apreciei tanto o texto de sua autoria intitulado Pai Covarde, que o enviei a quarenta e três senadores da república, inclusive ao próprio Renan.
Que se divirtam.
Parabéns.


Abraço.

Thomas

Ubatuba em foco

Denúncia contra vereador em Ubatuba

O funcionário público municipal, Carlos Alberto Gonçalves Leite, que trabalha no Fórum de Ubatuba, denunciou no último dia 31/05 na Câmara Municipal de Ubatuba, o vereador Gerson de Oliveira – PMDB por estar provavelmente recebendo percepção de vantagem indevida, utilizando de seu cargo de vereador que é, desde 1992, para ter acesso às dependências da Prefeitura Municipal de Ubatuba, podendo o mesmo denunciado estar utilizando familiares em cargos de comissão e de sua confiança dentro das dependências da prefeitura para facilitar e agilizar as tramitações dos documentos de seu escritório de Prestação de Serviços (GP-PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS S/C LTDA, localizada na Rua Dona Maria Alves, nº 700 – Centro), local este, que já foi alvo de denúncia pelo ex-vereador DAVI PRAXEDES no ano de 1999, que culminou no Processo nº 647/2000 da 1ª Vara Cível de Ubatuba, onde também estariam envolvidos o atual prefeito Eduardo de Souza César, o atual administrador da Regional Sul, ex-vereador e ex-prefeito na gestão anterior, Moralino Valim Coelho; o atual Secretário Municipal de Segurança e ex-vereador, Andrade Henrique dos Santos; o também funcionário da Regional Sul e ex-vereador, Agenor de Paulo; os ex-vereadores Antonio Epifânio, Benedito Julião, José Maria Patrício, Sebastião Ferreira Pindá e Sidney Fileto.
O denunciante também relata que as várias alterações propostas pelo vereador acusado na Lei Municipal nº 711/84 (Plano Diretor de Uso e Ocupação do Solo), foram feitas provavelmente para contemplar alguns de seus clientes, para legalizar alguns projetos irregulares. Também relata que a facilitação de tramitação e acesso às dependências internas da Prefeitura Municipal é realizada através do filho do acusado, André Luis Cabral de Oliveira, lotado em cargo de comissão, relata também que o mesmo tenha indicado o Sr. Armindo Louro Fernandes, Gerente de Fiscalização de Obras e Posturas, o Sr. José Carlos Vital, Assessor Executivo de Gabinete, o Sr. Luiz Sérgio Nose, Gerente de Estudos e Projetos Urbanos, entre outros mais, preenchendo segundo o denunciante, os requisitos necessários à qualificação de ato, como sendo de improbidade administrativa e a percepção de vantagem indevida.
A denuncia deverá ser votada na próxima sessão ordinária do dia 05 de junho, às 20 horas.
Fonte: Jomaje -
jomaje@bol.com.br

Leia aqui a íntegra do documento enviado à Câmara

ACIU em movimento

Ubatuba poderá contar com Lei Municipal que beneficia micro e pequenas empresas

No último dia 22, o vereador Charles Medeiros encaminhou à Prefeitura de Ubatuba, uma indicação solicitando a elaboração de Lei Geral Municipal para as micro e pequenas empresas a ser instituída no município.
Segundo o vereador, a idéia é elaborar uma Lei que possa beneficiar de fato os pequenos empresários e seus investimentos. “A atitude possibilita criar um ambiente favorável para abertura e encerramento de pequenos negócios, e principalmente desburocratizar seu dia-a-dia, reduzir a carga tributária e criar mecanismos dessas empresas a crédito”, diz o vereador.
Medeiros disse ainda que trata-se de uma lei que melhorará significativamente a vida dos pequenos empresários, garantindo assim o aumento da geração de renda e trabalho, ampliação de oportunidades, agilidade de investimentos e criando maior capacidade empreendedora nos interessados, tornando os negócios mais competitivos e estimulando a inovação no mercado.
O presidente da Associação Comercial de Ubatuba, Ahmad Khalil Barakat diz que esta Lei pode melhorar o ambiente empreendedor do município. Segundo ele, a lei pode criar muitas possibilidades para o fortalecimento dos pequenos negócios, reduzindo consideravelmente a burocracia para abertura, funcionamento e encerramento de uma pequena empresa. “Porque é no município que a empresa está instalada. É onde ela gera empregos, renda e oportunidades para o desenvolvimento dos cidadãos”.
Barakat diz também que uma grande preocupação do município é no combate ao comércio informal e que esta lei pode ajudar muito, “pois facilitando o prazo da abertura de empresas com maior agilidade e carga tributária reduzida, a informalidade pode reduzir consideravelmente”, aponta o presidente.
A assessoria de comunicação da ACIU tentou contato com o prefeito Eduardo César, mas não foi possível.
Para saber mais sobre o anteprojeto da Lei Municipal das Micro e Pequenas empresas acesse:
www.leigeral.sp.sebrae.com.br
O Sebrae abriu um canal de comunicação para que todos possam demonstrar sua opinião e dar sugestões sobre o assunto: e-mail: leigeralmunicipal@sebraesp.com.br.

Cordialmente,

Cristiane G. Zarpelão
Assessora de Comunicação da ACIU
site:
www.aciubatuba.com.br
Tel: (12) 3832 1449

Manchetes do dia

Sexta-feira, 01 / 06 / 2007

Folha de São Paulo:
"Só 1,6% dos cursos privados têm nota máxima em prova"
Somente 1,6% dos cursos de faculdades particulares avaliados pelo Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) obtiveram conceito 5 (avaliação máxima) no ano passado. Já entre as universidades públicas, 21,2% conseguiram atingir o mesmo conceito nesse exame.


O Globo:
"Sem fiscalização, vans expulsam 6% dos ônibus"
Pelo menos 12 empresas de ônibus deixaram de operar no Estado do Rio nos últimos sete anos, estimam às entidades representativas das concessionárias, que atribuem o problema à concorrência desleal de vans e Kombis. Segundo os empresários, mais de 140 linhas municipais e intermunicipais - o equivalente a 6% do total disponível no estado - ficaram paralisadas por inviabilidade econômica das operadoras. A principal causa da falência do sistema é a falta de fiscalização, que deixa as redes de transporte irregular, com veículos em mau estado de conservação e cobrando tarifas mais baixas, livres para ocupar o espaço dos ônibus. No Rio, o quadro é mais crítico na Zona Oeste, onde cerca de 40 linhas foram devolvidas ao poder público nos últimos anos. Ontem, o prefeito César Maia aumentou de seis para sete anos o prazo de uso de vans e kombis. O presidente do Rio Ônibus considerou lamentável a medida.


O Estado de São Paulo:
"Governo lança plano contra violência, mas falta verba"
O Planalto definiu os principais pontos do chamado PAC da Segurança, estabelecendo que policiais civis e militares deverão ter um piso salarial de R$ 1,6 mil válido para todo o País. O plano prevê ainda financiamento especial para policiais comprarem casa própria, elevação do efetivo da Polícia Federal para 15 mil homens e ações de combate à violência em 11 regiões metropolitanas. O problema é saber de onde virá o dinheiro para custear essas iniciativas. Autor do pacote, o ministro da Justiça, Tarso Genro, evitou falar em cifras, mas a estimativa preliminar é de que, para atingir os objetivos pretendidos, o governo federal tenha de repassar aos Estados R$ 16,3 bilhões ao longo de nove anos. Para levar o programa adiante, Tarso vai precisar negociar com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo.


Jornal do Brasil:
"Crise na PF beneficia o colarinho branco"
O delegado Zulmar Pimentel diz-se perplexo com a decisão que o afastou por 60 dias da cúpula da PF. Em entrevista ao JB, afirmou que não há como recuar no combate à corrupção: "Algumas castas no país eram tidas como intocáveis". Ivo Almeida, assessor do ex-ministro Silas Rondeau, contradisse o chefe na Justiça. Contou que o então ministro reuniu-se com o dono da Gautama. Já as investigações sobre as suspeitas contra Renan Calheiros continuam no Senado.

quinta-feira, maio 31, 2007

Nosso homem em Brasília

Clodovil é retirado de avião após provocar confusão com passageiros e comissário

RENATA GIRALDI GABRIELA GUERREIRO da Folha Online, em Brasília
O deputado Clodovil Hernandes (PTC-SP) foi retirado de um avião da Gol, que sairia às 15h desta quinta-feira de Brasília, quando tentava embarcar para São Paulo. A confusão teria começado quando um comissário pediu para Clodovil trocar de lugar com outro passageiro - os dois queriam o mesmo lugar.
Irritado, Clodovil disse que não mudaria de lugar e que deveria ser respeitado já que era idoso e deputado federal.
Por conta da suposta agressividade como teria tratado o comissário, Clodovil foi vaiado e xingado pelos passageiros do avião.

Leia mais

Tucanos em ação

O comunicado abaixo, com a assinatura do Sr. Hugo Gallo Neto, chegou hoje pela manhã. Há um aviso de recebimento rubricado e datado de 31/05/ 2007, não foi possível publicar o original pela forma como foi enviado.

COMUNICADO

À Comissão Executiva do PSDB de Ubatuba
A/C Sr. Secretário Arimar Vieira
C/C Diretório Estadual

Hugo Gallo Neto Presidente Interino do Diretório Municipal de Ubatuba vem por meio deste, comunicar seu afastamento por motivos particulares da Presidência e do Diretório do PSDB neste município, por tempo indeterminado.
No período em questão, desejo que se tomem medidas cabíveis dando continuidade e desenvolvimento ao trabalho junto aos membros do Partido.
Cumpre salientar que no próximo Domingo 3 de junho , deverá ser eleita nova Executiva após serem empossados os 3 suplentes do Diretório Municipal que ascenderão em função da saída do Sr. marco Antonio Machado de Alcântara, da Sra. Patrícia Ortiz e minha.

Sem mais para o momento,

Atenciosamente;

Ubatuba, 30/05/2007

______________
Hugo Gallo Neto
Presidente Interino do Diretório Municipal do PSDB de Ubatuba

Editorial

“Esperteza sem limites”

Joseph McCarthy foi senador dos Estados Unidos. Oportunista de plantão pegou carona na Guerra Fria e ficou famoso perseguindo famosos. Acusava a quem lhe aprouvesse de ser simpatizante do comunismo. Destilou ódio, destruiu carreiras. Joseph McCarthy começou a perder prestígio quando a rede de televisão CBS o colocou em evidência. É impossível disfarçar a mentira na telinha, aos poucos o povo americano percebeu que estava frente a um embusteiro. No ostracismo McCarthy afundou no alcoolismo e morreu sem deixar saudades. Quem assistiu pela Internet à última sessão da Câmara Municipal de Ubatuba viu um exemplo de falta de compromisso com a realidade. Um festival de oportunismo. É por essas e por outras que a cidade caminha para trás, enquanto as vizinhas avançam. Ubatuba sofre de excesso de oportunismo. Até quando?

Sidney Borges

Brasil

Pai covarde

O Presidente do Senado, o pai Renan, em sua defesa, classificou publicamente, em rede nacional, o reconhecimento da paternidade, da filha resultante de ato sexual com a tal jornalista, de calvário. Por certo, não para reconhecer mas, para gerar (a tal filha) tenha subido na jornalista. Um calvário? O trato as palavras que destinou a estes fatos, farão história e, serão documentos inegáveis que sua filha um dia irá ler. Sua auto-flagelação sobre este manto, fugindo e esquivando-se das verdades desta sua aventura amorosa o torna, além de tudo, um pai covarde. Pagará caro! Muito mais que conseguir amealhar com todas suas mentiras. Pobre Brasil! Seus senadores quando se abraçam em clara expressão de reverência ao corporativismo, ficam da mesma estatura. Anões!

Ronaldo Dias

Manchetes do dia

Quinta-feira, 31 / 05 / 2007

Folha de São Paulo:
"STF decide que só União autoriza bingos"
O Supremo Tribunal Federal editou as três primeiras súmulas vinculantes, que sintetizam a opinião do STF sobre certos temas e obrigam as instâncias inferiores da Justiça a segui-la. A súmula 2 torna inconstitucionais as leis estaduais autorizando jogos de azar, como bingos. Para o STF, só a União pode legislar a respeito, e nenhuma lei federal permite hoje a atividade.


O Globo:
"País perde R$ 40 bi por ano com obras superfaturadas"
A corrupção e o superfaturamento em compras e obras públicas causam prejuízos anuais ao Brasil de até R4 40 bilhões. A estimativa foi feita pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), do Ministério da Justiça, que estuda a formação de cartel em concorrências públicas e calculou as perdas em 13,3% do total. O valor desviado é superior ao orçamento anual do Ministério da Saúde e corresponde a quase quatro anos de Bolsa Família, principal programa social do governo federal. Segundo a SDE, um terço das compras públicas é alvo de cartéis que geram sobrepreço de 25% a 40% em relação aos valores de mercado. Diante desse quadro e das descobertas de operações da Polícia Federal, como a Navalha e a Hurricane, será colocada em funcionamento a Coordenação Geral de Análise de Infrações em Compras Públicas, que trabalhará em parceria com vários órgãos federais.


O Estado de São Paulo:
"Receita devassa contas de 60 envolvidos no escândalo"
A Receita Federal iniciou devassa nas contas bancárias dos 48 presos pela Operação Navalha e de mais 12 suspeitos que aparecem nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. Um dos alvos é o dono da construtora Gautama, Zuleido Veras, apontado como chefe da máfia especializada em fraudar licitações de obras públicas. Além dessas 60 pessoas, estão na mira dos auditores outros 200 contribuintes investigados nas Operações Hurricane e Têmis, o que fez com que as equipes de fiscalização fossem reforçadas. Análise preliminar dos fiscais identificou fortes indícios de irregularidades. As ações realizadas pela Receita em conseqüência de iniciativas da PF costumam render milhões aos cofres públicos. Só a empresa Planam, alvo da Operação Sanguessuga, foi multada em R$ 12 milhões por sonegação de impostos. O escândalo do mensalão rendeu pelo menos R$ 18 milhões. Um dos principais suspeitos de vínculo com a máfia das obras, o governador do Maranhão, Jackson Lago, admitiu em depoimento no Superior Tribunal de Justiça (STJ) a possível participação de dois sobrinhos nas fraudes com recursos públicos.


Jornal do Brasil:
"Cartéis sangram o país em até R$ 40 bi"
Em meio a denúncias de corrupção envolvendo órgãos públicos, empresas privadas e políticos, o governo decidiu combater a atuação de cartéis em licitações nas esferas federal, estadual e municipal. A prática de formação de cartéis no setor de compras públicas causa aos cofres do país um prejuízo de até R$ 40 bilhões por ano.
Nos cálculos do governo, a administração pública gasta cerca de R$ 300 bilhões anuais em compras de insumos e em obras, o que representa 14,5% do PIB. Entre os setores que determinam preços e suprimem a livre concorrência já foram punidos os fornecedores de cimento, de merenda escolar e de medicamentos.

quarta-feira, maio 30, 2007

Enquanto isso...


Do Bog do Noblat

Brasil

A defesa cênica de Renan Calheiros

Editorial de O Estado de S.Paulo, hoje:
"A cada crise que os envolve, os políticos brasileiros fazem pensar que o País seria outro, se aplicassem na defesa do interesse nacional uma fração que fosse do seu talento na defesa dos seus interesses pessoais. O exemplo da hora, naturalmente, é o da performance - no sentido mesmo em que se usa o termo nas artes cênicas - do presidente do Senado, Renan Calheiros, tendo como coadjuvantes muitos dos seus pares na chamada Câmara Alta da República. A fala do político alagoano, que reconheceu ter recorrido ao lobista de uma grande empreiteira para pagar aluguel e pensão à ex-namorada com quem teve uma filha, foi um espetáculo de prestidigitação de dar inveja aos mais experientes ilusionistas profissionais. A isso se seguiu um ensaiado truque de teatro, para preparar o grand finale da matinê de segunda-feira no plenário do Senado.
Os dicionários definem prestidigitação como a habilidade de fazer um objeto desaparecer das vistas do público ou de transformá-lo aparentemente em outro, num abrir e fechar de olhos. Foi o que fez o senador Calheiros, em 25 minutos. Ele tratou de transmutar numa “questão pessoal” - os desdobramentos de uma ligação extraconjugal - o problema objetivo das ligações, envolvendo dinheiro vivo, de um presidente do Congresso Nacional com o lobista Cláudio Gontijo, incumbido de promover os interesses de uma das maiores prestadoras de serviços ao setor estatal, a Mendes Júnior, junto aos donos do poder federal. O senador anunciou o passe de mágica logo na abertura de seu discurso, quando, diante de seus familiares acomodados na primeira fila do plenário, avisou que iria “rasgar a alma”.
Era Renan Calheiros no papel do penitente Bill Clinton, rasgando a alma em público, ao lado da mulher e da filha, por suas reinações com uma estagiária da Casa Branca, Monica Lewinsky. Com a diferença de que o americano falava daquilo que dizia respeito exclusivamente à sua “mais íntima privacidade”, para repetir uma expressão de Calheiros. Ao passo que este, com seu passe de mágica, tentava escamotear uma situação muitas vezes mais grave, do ângulo do decoro parlamentar, vale dizer, da moralidade pública: a origem suspeita dos valores entregues regularmente à jornalista Mônica Veloso por um lobista de uma grande empreiteira de obras públicas."

Leia mais

Ubatuba em foco

Marketing Turístico

A imagem institucional de Ubatuba, cuja economia depende da sua "aparência" não pode ser exposta daquela forma " nova", como a apresentada em seu site oficial. O menino, digo o mosquito - propaganda-sonoro (sons e imagens ficam gravadas no subliminar) são (para não constranger o autor) extremamente negativos, sob todos os pontos de vistas. As alternativas do nome para o mascote dos tais jogos, seguem o mesmo traço. Devem pertencer ao mesmo autor. Para que o resgate não se torne um desastre, é preciso afastar (todos) os curiosos.

Ronaldo Dias

Fábula

Os sem história (Déspotas, megafones e traições)

“Tinham compreendido (os tiranos) ser possível fazerem o que quisessem de um povo que se deixava apanhar na rede, por muito frágil que ela fosse, um povo tão fácil de enganar e submeter que quanto mais dele zombavam mais se rebaixava”.
(Etienne de La Boétie – Discurso sobre a Servidão Voluntária)

Capítulo I – Do déspota e do evangelho de resultados

Era uma vez, um reino governado por um déspota. Apesar de arrecadar muitas riquezas através de impostos, receber muitos créditos e de ter muitas possibilidades de crescimento, aquele reino se fechara em si mesmo, servido apenas para que uma oligarquia (constituído por cavaleiros e membros do conselho) explorasse seus cofres, transferindo para o bolso de poucos o que deveria ser usado para melhorar a vida de todos.
Todo esse processo era acompanhado pelo povo daquele reino, formado – em sua maioria - por bárbaros, vindos em hordas de lugares muito pobres e que, sem qualquer consciência a tudo aceitavam, e ainda lutavam pelas migalhas. Migrantes da fome, iludidos por promessas, desqualificados e sem noção da história e da grandeza do lugar que invadiam, foram chegando ao reino na calada da noite e montando acampamentos precários. Sob o auspício do Déspota, Missionários levavam a estas hordas a mensagem de um Evangelho de Resultados, composto de desafio a Deus, onde só venceria apenas o que tivesse fé cega. Como resultado desta manipulação, a fome, a miséria grassaram, e a falta de amor pelas coisas daquele reino, transformaram a todos em massa de manobra para o Tirano e sua Corte.
Havia também uma classe intermediária, quase uma ordem palaciana, que defendia o déspota ( e defenderia fosse ele quem fosse), apenas para manter seus privilégio: eram os que dependiam de licenças ou outras permissões para explorar os súditos e os estrangeiros que por ali transitassem. Tinham representantes no Conselho e alguns julgavam ter forças para ver atendidas as suas reivindicações.

Capítulo II - Do conselho comprado

Também não se pode esquecer do Conselho do Reino, que era escolhido pelo povo - por força de uma antiga lei - para que garantisse a expressão de sua vontade junto ao Rei. Apesar de eleitos, a maioria dos Conselheiros cedera todo o seu poder ao déspota em troca de vantagens pessoais. Nas sessões do Conselho, tudo era feito para agradar ao Tirano. Se havia alguma denúncia contra qualquer ato do Príncipe, o denunciado era ridicularizado e e justificava-se a irrregularidade ou o crime, com a máxima criada por um deles “ Pode até ser ilegal, mas não é imoral” ou então o velho dístico “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, encerrava qualquer discussão.
O déspota sabia que tinha opositores, que havia uma grande parcela de descontentes, mas também sabia que muitos temiam a sua espada. Eram poucos os que tinham coragem para expor as mazelas pelas quais o reino passava ou criticar o rei e os oligarcas que estavam ao seu lado, que exploravam em benefício próprio o que deveria ser para o progresso de todos.

Capítulo III - Do monocórdio megafone

Após chegar ao poder, o déspota mandou comprar todos os megafones que encontrou e os distribuiu aos seus vassalos para que difundissem a sua ideologia e suas palavras. Todos deveriam – durante seis horas por dia – gritar que o Rei era bom, uma pessoa pura, ungida por Deus e que todos os atos do D'Ele eram guiados por uma força superior. Quem falasse mal do rei era inimigos de Deus, por isso suas palavras não deveriam ser ouvidas e seus nomes denunciados para serem execrados para todo o sempre.
Todo este processo acontecia ao arrepio da Lei que continuava a mesma de sempre. O Rei sabia o quanto demoravam os processos e mantinha -com o dinheiro do povo – um batalhão de rábulas e capangas para defendê-lo. Além disto, quem acreditaria que o Rei (ou um de seus Cavaleiros ou Conselheiros) faria algo errado? Os megafones não anunciavam que todos eles eram ungidos por Deus?

Capítulo IV - Das revoltas intestinas

Volta e meia, vassalos que, há muito, eram serviçais no palácio se revoltavam contra todo aquela podridão intestina e deixavam escapar, cheios de vergonha, informações sobre negociatas ou desmandos que haviam presenciado ou sido coniventes. A grande maioria pedia sigilo, pois se o Rei ou seus cavaleiros descobrissem que partira deles o vazamento da informação, eles sofreriam as consequências.
O Rei havia montado uma rede de espiões, contratados para avisá-lo sobre qualquer deslize. Se o vassalo fosse descoberto passando alguma informação dos desmandos, o Rei impiedoso, decretava a morte (civil) do pobre infeliz, como se fosse um traidor.
E os Decretos Reais, anunciados pelos arautos eram claros: diziam que qualquer um que falasse, negociasse ou desse qualquer emprego para aquele que fora considerado traidor seria também atingido pela ira real (mas assim eram tratados apenas pequenos vassalos do palácio, os que podiam ser descartados).
No interior do palácio e na sede do Conselho, o Rei trazia sob o seu controle, e de seus cavaleiros, muitos dos que ele sabia que não lhe seriam fiéis. Estes eram tratados com pequenos agrados, com pequenas regalias que garantiam, se não o comprometimento, pelo menos o silêncio deles. O Déspota sabia que estes eram como os cães que circundam as mesas dos banquetes, sempre na espreita das migalhas.

Capítulo V - Da aética sobrevivência

Numa das salas do palácio, um dos silenciados transpira, está intranquilo. O que ele viu e ouviu prejudicará a população do Reino, mas garantirá que dois ou três cavaleiros se beneficiem com milhões. Sabe que o seu silêncio o transforma em um traidor...
Como por encanto, recebeu a visita de um emissário do Rei, que lhe diz: - Vossa Majestade sabe que tu sabes. Mas tu (ou tua mulher, ou teu irmão, ou teu filho etc) dependes do dinheiro que recebes dos cofres reais. Lá fora, as opções de emprego (não de trabalho) são muito difíceis. É melhor que tu fiques calado e continues por aqui. No interior do palácio, tu fingirás que trabalha, permanecendo com a tua boca bem fechada, ok? Por aqui não haverá cobranças, nem de moralidade, nem impessoalidade, muito menos de eficiência.
O silenciado responde: - “Arham.... tá... sim... falou” (traduzido: “Sim, meu senhor! Serei subserviente a tudo para pagar os carnês da TV, os cheques da reforma da casa. Ainda mais por que sei que, depois vinte anos de espera, cheguei ao meu topo, ao paraíso”).

Final – Da moral da história:

Naquele Reino distante, foram as informações que vazaram - através daqueles pequenos vassalos que foram mortos (civilmente) por decreto – que ajudaram aos oponentes do Terror a montar a estratégia necessária para derrubar o Tirano, seus cavaleiros e os Conselheiros que traíram o povo.
Foi empossado um Novo Regime, onde o Príncipe, apesar de bonachão e bem intencionado, nada muda estruturalmente a situação do Reino. Não impôs retaliações, pois era de boa paz, convocando a todos para um grande pacto cristão. Desta forma, os silenciados voltaram à suas vidas comuns, lamentando a falta de inteligência do Déspota e da avareza do mesmo. Os que dependem das permissões já são aliados de primeira hora do Novo Príncipe, jurando defendê-lo, enquanto seus privilégios forem mantidos. Já o povo, este sente saudades dos megafones que contavam as histórias daquele homem puro, ungido por Deus. Afinal, ele (o povo) continua acreditando que era apenas uma questão de tempo para que chegasse comida e moradia, sem que fosse preciso fazer nada.
Naquele pequeno Reino, é o povo, sem formação e sem história, que continua sendo a garantia da porta sempre aberta aos Tiranos e aos Conselheiros mal intencionados.

Marcelo Mungioli

Manchetes do dia

Quarta-feira, 30 / 05 / 2007

Folha de São Paulo:
"Investigado por vazamento, número 2 da PF é afastado"
STJ determinou o afastamento de três delegados federais de suas funções por 60 dias. Eles são suspeitos de prejudicar investigações policiais. A decisão, relacionada à Operação Navalha, inclui o delegado Zulmar Pimentel, diretor-executivo da PF e segundo homem na hierarquia da instituição.


O Globo:
"Renan diz não ter provas mas acordão pode salvá-lo"
O presidente do Senado, Renan Calheiros, admitiu ontem que não tem comprovantes dos repasses feitos à jornalista Mônica Veloso, de 2004 até dezembro de 2005. Nesse período, Mônica, com quem ele teve uma filha, recebeu pagamentos mensais de R$ 12 mil a R$ 12,5 mil. "Não tenho como ter provas das transferências porque não eram oficiais. A partir do momento em que assumi (a paternidade), tenho os comprovantes", disse. Líderes de partidos da base costuraram um acordo para livrar Renan de um processo por quebra de decoro parlamentar. Eles lançaram o nome do senador Siba Machado (PT-AP) para presidir o Conselho de Ética, que será instalado hoje. Siba disse que vai esperar o resultado da investigação do corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), antes de tomar uma decisão.


O Estado de São Paulo:
"Renan admite não ter prova e será investigado"
Sob pressão crescente, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitiu não ter como provar que pagou sempre com seu próprio dinheiro a pensão alimentícia da filha de 3 anos que tem com a jornalista Mônica Veloso. Ele só possui os comprovantes dos pagamentos feitos a partir de 21 de dezembro de 2005, quando houve o reconhecimento da paternidade. "Como ia haver depósitos se a relação não era oficial?", disse Renan. No período anterior ao reconhecimento, quem entregava o dinheiro à jornalista era Cláudio Gontijo, funcionário da empreiteira Mendes Júnior, e a suspeita é de que os recursos vinham da empresa. O caso agora será analisado no Conselho de Ética no Senado, que vai avaliar representação contra Renan apresentada pelo PSOL da ex-senadora Heloisa Helena, adversária do senador na política alagoana. Já há no Congresso quem defenda o afastamento de Renan. O senador Jefferson Peres (PDT-AM) disse considerar "muito constrangedora" sua permanência no comando do Senado. Renan declarou que não cogita a hipótese de sair: "Não há nenhuma acusação contra mim".


Jornal do Brasil:
"Justiça afasta o número 2 da PF"
O diretor executivo e segundo homem da Polícia Federal, Zulmar Pimentel, o superintendente da instituição na Bahia e mais um delegado foram afastados pela ministra do STJ e relatora do inquérito da Operação Navalha, Eliana Calmon. Eles são investigados por vazamento de informações. Pimentel contou ao delegado superintendente regional do Ceará que estava sob investigação e seria exonerado do cargo. A Navalha nasceu da operação Octopus, que investigava o envolvimento de policiais federais em fraudes.

terça-feira, maio 29, 2007


Banânia

O que era de fato importante, Renan deixou de lado

Do colunista Janio de Freitas na Folha de S. Paulo, hoje:
"Para o interesse público legítimo, não faz diferença se os pagamentos de obrigações do senador Renan Calheiros, fossem diretos ou feitos por intermédio de terceiro, ligaram-se à sua "vida mais íntima" ou se destinaram a fins mais triviais. O esclarecimento esperado de Renan Calheiros era para a incompatibilidade entre os seus vencimentos, ao longo de seus 30 anos de político profissional, e o pagamento, não só aquele de decorrências íntimas, senão também o do patrimônio que nem parece todo declarado na relação apresentada em sua eleição de 2002. Esse esclarecimento Renan Calheiros não fez no que chamou de explicação aos senadores.
Os gastos nada insignificantes de sua "vida mais íntima" tiveram, no que Renan Calheiros chamou de "meio escândalo", apenas o papel de provocadores de revelações financeiras e patrimoniais que dizem respeito à sua vida pública. Dono declarado de pelo menos uma casa em Brasília e dois apartamentos, e agora reconhecendo-se proprietário também de uma fazenda, Renan Calheiros está apontado pelo "Globo" como dono de outras propriedades, em Alagoas, encobertas por laranjas ou testas-de-ferro.
Não lhe bastaria, portanto, restringir-se à continuada reiteração de que os gastos com sua "vida mais íntima" foram "com recursos próprios". O que importa, para o interesse público, é o esclarecimento sobre a procedência e o acúmulo desses recursos próprios. E esse esclarecimento Renan Calheiros evitou com o discurso, de intenção obviamente sensibilizante, da vítima atingida por uma violação do princípio constitucional de proteção à intimidade e à honra pessoal.
É possível que Renan Calheiros tenha explicação para todas as respostas que ainda não deu ao interesse público. O que se sabe, com toda a certeza, é que seu discurso mais o distanciou das respostas devidas e mais o aproximou de indícios inaceitáveis no presidente do Congresso e do Senado, e mesmo que apenas em um senador."

Carochinha

Operação Navalha

Renan Calheiros, se diz vítima das circunstâncias. Por desígnios do destino acabou pai de uma menina. Para pagar a pensão da filha recorreu a um amigo.

Não queria tornar pública a paternidade acidental. Acontece que o amigo escolhido é lobista de uma grande empreiteira. Renan não imaginou que pudesse ser acusado de estar recebendo favores. Essa foi a história que contou ontem. Lembra a da tia surpreendida nua pelo sobrinho de três anos.
O menino:
- O que é isso titia?
A tia:
- Bem querido, aconteceu quando eu era criança e estava correndo pelo campo, acabei caindo em cima de um machado.
O menino:
- Que azar titia, uma machadada bem no meio da buceta... (Sidney Borges)

Barraco

Mônica desmente Renan Calheiros

De O Estado de S.Paulo, hoje:
"A jornalista Mônica Veloso contestou ontem as declarações feita em plenário pelo presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), com quem teve uma filha que está com três anos de idade. Por meio de seu advogado, Pedro Calmon, a jornalista disse ao Estado que, antes do reconhecimento da paternidade por Renan, em dezembro de 2005, recebeu o valor da pensão e do aluguel em dinheiro. “Ela sempre recebeu em dinheiro vivo, entregue pelo Cláudio Gontijo”, disse Calmon, referindo-se ao lobista da Construtora Mendes Júnior, em Brasília.
Por meio de Calmon, a jornalista também disse que o funcionário da empreiteira não era seu conhecido, como afirmou Renan. “Foi o senador Calheiros quem apresentou o Gontijo a Mônica. Antes, ela nunca tinha visto o senhor Gontijo”, sustentou. A ex-namorada do senador também negou que tenha recebido R$ 100 mil como se fossem um fundo para a educação da filha.
“Essa história dos R$ 100 mil não é assim”, afirmou o advogado da jornalista. “Foram dois depósitos de R$ 50 mil cada um, em maio e junho de 2006, por conta das pensões que ele deixara de pagar. Os R$ 100 mil foram para cobrir esses atrasados, e não tem nada que ver com um fundo de educação.”

Opinião

“Educação em destaque”

Corsino Aliste Mezquita
O lançamento do Plano para o Desenvolvimento da Educação Nacional –PDE- colocou em foco a Educação do País. Infelizmente o ufanismo do lançamento, as platitudes e trivialidades pronunciadas pelo Sr. Presidente da República, no ato do lançamento, deram mais destaque às fraquezas atualmente existentes que a engrenagem das ações propostas.
Percebe-se, no Plano, suposta falta de enfoque, certa omissão da realidade e bastante ufanismo, no tratamento da problemática vivida pela educação nos diferentes ambientes regionais e municipais do complexo Brasil.
O problema não é o plano em si. Suas intenções, propostas e propósitos são altamente positivos. Os técnicos e idealizadores parece terem esquecido que, quem vai executar o Plano, são os 5.507 prefeitos dos municípios de todo o Brasil. Na maior parte desses municípios já não é controlada, com eficiência, a verba dos 25%, da receita tributária, constitucionalmente destinada à educação. A impunidade e a falta de controles faz que os mais absurdos desvios onerem e inviabilizem a educação de qualidade.
A lacra da corrupção, a impunidade, a fraqueza das análises das realidades a serem enfrentadas já levaram vários escribas a alertar, ao Sr. Ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre os perigos dessas práticas nacionais. Motivado por esses alertas, em entrevista a Folha (Folha A14, de 30-04-07) informou que vai pedir uma “Lei de Responsabilidade no Ensino” para punir os prefeitos que não apliquem corretamente os recursos da educação. Será que isso resolve?
À pergunta acima responde Clovis Rossi: “Em um país em que o trambique se tornou esporte nacional, que garantia pode haver de que os prefeitos não falsificarão resultados ou não fabricarão bons alunos para receber o R$ 1 bilhão que ira para os municípios com piores indicadores educacionais?”(Folha A2 de 26-04-07 “Educação e água benta”).
A proposta de um bilhão foi feita para ser distribuída, este ano, aos municípios com piores desempenhos educacionais e para as escolas que melhor desempenho tiveram. Para estas através do Programa Dinheiro Direto na Escola –PDDE-. Quem vai fazer essas avaliações?.
Quais os intermediários dessa distribuição?. Quem vai fiscalizar as aplicações?
Responder com honestidade às perguntas acima e providenciar ações efetivas de fiscalização, sobre os agentes políticos que administrarão essas verbas, é fundamental. Não podemos ignorar que há gente que frauda a “Bolsa Família”, que não permite ser registrada no trabalho para não perder essa boquinha, que desvia o dinheiro da merenda e deixa as crianças passando fome, no Sertão das Alagoas, que terceiriza a merenda para enriquecer empresas de amigos e fazer caixa eleitoral, que matricula alunos fantasmas para receber verbas concedidas pelo número de matrículas, etc...etc. somos obrigados a duvidar da eficiência do novo plano. Não pelo Plano. Sim pelos executores, os intermediários, a corrupção, a falta de controles, a impunidade. A Educação não está ruim por falta de dinheiro a ela destinado por lei e pela ruindade dos planos anteriormente propostos. Está ruim porque o dinheiro, a ela destinado, não chega à escola, aos professores, aos funcionários e aos alunos. Inventam-se, mil e uma desculpas, para desvia-lo para outras atividades que, supostamente, propiciem mais votos, nas eleições vindouras.
O próprio PDE não detalha procedimentos fundamentais a seu êxito. Não esclarece como será preparado o professorado e deixa o piso salarial dos professores, de R$ 850,00, para as calendas de 2010. Sem professores bem formados, bem remunerados, valorizados e satisfeitos, na sua profissão, não existira plano que dê certo.

Manchetes do dia

Terça-feira, 29 / 05 / 2007

Folha de São Paulo:
"Renan se defende, mas não prova que dinheiro era seu"
Em discurso no Senado, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), negou que tenha usado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso, mãe de uma filha sua. Renan exibiu declarações de renda para mostrar que tinha recursos e disse que Cláudio Gontijo, da construtora, intermediava os pagamentos por ser seu amigo.


O Globo:
"Contradições não encerram investigações sobre Renan"
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), discursou ontem sem esclarecer dúvidas e contradições a respeito do pagamento de pensão para sua filha com a jornalista Mônica Veloso. Renan comprovou os pagamentos de R$ 3 mil feitos a partir de dezembro de 2005, quando foi confirmada a paternidade, mas não apresentou provas de que ele quem fazia transferências de R$ 8 mil e o pagamento do aluguel desde março de 2004. Segundo o advogado dela, Pedro Calmon, os pagamentos de R$ 12 mil mensais eram feitos por Cláudio Gontijo, lobista da construtora Mendes Júnior, até dezembro de 2005. Como o valor da pensão caiu para R$ 3 mil, Renan teria feito um acerto de R$ 100 mil, pagos em dinheiro, em julho de 2006. Segundo o senador, os R$ 100 mil eram um fundo para educação e cultura da filha. Sobre as denúncias de que teria usado laranjas em duas fazendas em Alagoas, Renan apresentou declaração de bens comprovando que uma delas está em seu nome. Sobre a outra, foi evasivo.


O Estado de São Paulo:
"Explicações de Renan ao Senado serão apuradas"
O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), se apresentou ontem como vítima de um "falso escândalo". Em discurso feito enquanto presidia a sessão do Senado, ele admitiu uma relação extraconjugal com a jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma filha, mas negou que as despesas com pensão e moradia das duas tenham sido pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da Construtora Mendes Júnior. Para o corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), as explicações não encerram o assunto, que será levado à Mesa e ao Conselho de Ética. Nas alegações, Renan deixou um buraco referente ao período anterior ao reconhecimento da paternidade, que ocorreu em dezembro de 2005. Nenhum documento apresentado por ele garante que os valores pagos à jornalista tenham saído, de fato, de recursos próprios. O senador também disse que antes de dezembro de 2005 fez pagamentos a Mônica com cheques, mas, por meio de seu advogado, ela o desmentiu: os pagamentos teriam sido feitos em dinheiro vivo, entregue pelo lobista.


Jornal do Brasil:
"Renan não explica a origem do dinheiro"
Os documentos exibidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não comprovam a origem do dinheiro de gastos, citados por ele em seu discurso, com a filha de três anos que teve com a jornalista Mônica Veloso. Durante 24 minutos, na presença da mulher Verônica, ocupou o plenário para se defender das acusações de Veja de que teria as contas pessoais pagas pelo lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo. Renan disse ter dado R$ 8 mil mensais como "assistência à gestante". Os papéis apresentados por ele, no entanto, não fazem menção a esses valores e nem registram o fundo de R$ 100 mil destinado a "despesas futuras" com a criança. O advogado de Mônica Veloso negou a existência do fundo.

segunda-feira, maio 28, 2007


Ubatuba

Vereador solicita elaboração de Lei Municipal que beneficia Micros e Pequenas Empresas

O vereador Charles Medeiros encaminhou a Prefeitura indicação solicitando a elaboração de Lei Geral Municipal Para as Micros e Pequenas Empresas a ser instituído no município. A idéia é elaborar uma Lei que possa beneficiar de fato os pequenos empresários e seus investimentos, a atitude possibilita criar um ambiente favorável para abertura e encerramento de pequenos negócios, e principalmente desburocratizar seu dia-a-dia, reduzir a carga tributária e criar mecanismos dessas empresas a crédito. Para Charles Medeiros, trata-se de uma lei que melhorará significativamente a vida dos pequenos empresários, garantindo assim o aumento da geração de renda e trabalho, ampliação de oportunidades, agilidade de investimentos e criando maior capacidade empreendedora nos interessados, tornando os negócios mais competitivos e estimulando a inovação no mercado.
Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Cidadania

Carta para a Ouvidoria da PM

É sabido que os recursos orçamentários destinados à segurança são escassos. É sabida a dificuldade de enfrentamento da escalada da violência. Dentre tantos saberes, e tantas dificuldades, que aqui não haveria espaço para incluí-las, resta uma sugestão: Treinamento técnico para os atendentes do 190 de forma a proporcionar, a estes policiais, maior discernimento na avaliação de cada chamado. Este treinamento incluiria o uso de outras ferramentas (estamos na era da informática) de avaliação além de uma simples voz (informante/denunciante) do outro lado da linha. Este treinamento pode ser "financiado" (com sobras, para outros investimentos) pela economia gerada com os gastos dos deslocamentos inócuos e desnecessários em detrimento de tantas outras urgências. Sábado (26), por exemplo, aqui em Ubatuba, após uma denúncia ao 190, feita pelo chefe de guardinhas de praia da Fortaleza, uma viatura, com dois policiais foi deslocada da sua base e percorreu quilômetros, para com todos seus aparatos (inclusive giroflex ligado) rodando pela praia (e não pela rua de acesso) intimar a mulher do único casal (de estrangeiros) que estava no canto da praia, a colocar a parte de cima do biquíni. Com pouca sensibilidade, é possível, mesmo não estando presente, avaliar a teatralidade da cena. Tanto quanto, toda a rotina de um chamado desta ordem. Ou não? A ação, aos olhos de quem assistiu, não fosse trágica, cômica. O que teria motivado o incontinente deslocamento determinado pelo 190? Por que a viatura chegou tão rápido? Qual a necessidade de vir pela praia? Não "perder de vista" os contraventores? A gravidade da denúncia do "informante" (com seu pudor atentado e violentado) ou, a ilegalidade do topless? Não quero crer que seria a oportunidade (dos policiais) de admirarem os seios daquela senhora, que tanto teriam incomodado o pudico denunciante! Cabe esclarecer que o casal foi "abordado" em frente ao Hotel em que estavam hospedados! Não seria um procedimento (pelo menos) educado com os turistas estrangeiros (acostumados ao topless) os policias dirigirem-se, primeiramente ao atendimento do hotel? Contrário a este esperado e simples procedimento, o policial do "alto" de suas insígnias de sargento fazia uma concessão: "o certo seria levá-los para a depol". O treinamento sugerido inclui a prática de atitudes da tropa, com vistas a esclarecer o uso e, a intensidade da aplicação da força de autoridade, adequada a cada ocasião. A população espera com certeza que os excessos, de qualquer ordem, continuem sendo condenados e combatidos pelo comando desta respeitável instituição. Agradeço o canal aberto desta Ouvidoria que permite a oportunidade da expressão crítica, respeitosa e democrática do cidadão.


Ronaldo Dias

Ubatuba em foco

Secretariado de Eduardo César sob suspeita

Os empresários Rogério Frediani, Anselmo Frediani, Renato de Oliveira, Josias Baltazar Nunes Sabóia, Marico Utiyama Egashira, Henrique Lepski Filho, proprietários de postos de combustíveis no município de Ubatuba (SP), na sexta-feira (26), protocolaram representações dirigidas ao Promotor de Justiça da Comarca de Ubatuba e ao Presidente da Câmara Municipal de Ubatuba.
Os requerentes, para a Promotoria de Justiça solicitaram ações Civel e Criminal, visando apurar as responsabilidades na aprovação irregular de projeto de construção de posto de combustíveis, com a possível prática dos crimes de tráfico de influência, advocacia administrativa, corrupção ativa e passiva e improbidade administrativa dos envolvidos, ocorridos na Prefeitura Municipal de Ubatuba pelos secretários municipais de Arquitetura e Planejamento Urbano e de Obras e Serviços Públicos, Rafael Ricardi Irineu e João Paulo Rolim, bem como a topógrafa, Michelly da Silva Fileto, interpondo-se aos envolvidos o afastamento de seus cargos. Requereram ainda que a Promotoria determine ao Chefe do Executivo local a cassação imediata do Alvará de Construção. Para a Câmara Municipal de Ubatuba pediram a instauração de CEI, o afastamento dos envolvidos dos cargos que ocupam e a cassação do Alvará de Construção, pelos motivos apresentados à Procuradoria de Justiça.
Possivelmente o pedido feito ao Legislativo entre na Ordem do Dia da 15ª Sessão Ordinária, que será realizada no dia 29 de maio de 2007 (terça-feira), às 20h00, na Câmara Municipal de Ubatuba, avenida Iperoig, 218, Centro. As Sessões Ordinárias são transmitidas pela rádio Costa Azul AM (1104 kHz), rádio "comunitária" Gaivota FM (104,9 Mhz) e on-line pelo site
www.camaraubatuba.sp.gov.br (vídeo e áudio).
Fonte: "O Guaruçá"

Editorial

Mentiras têm pernas curtas

Uma vez instalado em palácio, o governo tem de abrir um canal de comunicação com o povo. E respeitar a inteligência dos eleitores, não mentir, não inverter ou tentar inverter o que é óbvio e não pegar caronas oportunistas em situações de calamidades. Na folha de ontem o jornalista Clóvis Rossi tratou da dicotomia direita-esquerda na Espanha, abriu o artigo dizendo que a economia espanhola cresce há 14 anos consecutivos. No primeiro trimestre cresceu 4,1%, o que é muitíssimo para uma economia madura. Clóvis Rossi continuou o raciocínio dizendo que esgotadas as grandes disputas ideológicas, o eleitor pensa com o bolso e como a economia espanhola navega em mar de almirante, a eleição de ontem deveria ser calma e tranqüila. Em tempo, ontem os espanhóis tiveram eleições municipais e das comunidades autônomas. Há dois partidos na disputa, o conservador PP, que governou a Espanha durante onze anos consecutivos e o esquerdista PSOE, que está no poder desde 2004. É bom lembrar que em 1994, qundo foi derrotado, o PP tinha a vitória assegurada até quatro dias antes da eleição, as pesquisas davam uma margem tranqüila aos conservadores. Era o que se podia esperar, onze anos de prosperidade econômica é um cacife muito alto para um partido no poder. No dia da eleição o PP foi derrotado amplamente e está até hoje procurando o rumo de casa, se eu fosse o presidente Lula diria que foi uma derrota equivalente a do Brasil em 1950. O que fez com que o jogo virasse? O que deu errado? O governo do PP subestimou os espanhóis, o que deixou o povo enfurecido. A derrota começou com os atentados aos trens de Madri, que vitimaram 191 pessoas. O PP sem base para acusar ninguém, imediatamente vinculou os crimes aos separatistas bascos do ETA, tentando associar o PSOE com os terroristas. Lá, como aqui, há dois discursos, um para aplacar estudantes e militantes radicais e outro para banquetes com banqueiros e nababos em geral. Na prática o ideário antiterrorismo do PP e do PSOE eram equivalentes, mas na comoção da tragédia, os comunicadores do PP tentaram empurrar goela abaixo dos espanhóis a mentira de que se os esquerdistas vencessem os autores da barbárie ficariam impunes. O tiro saiu pela culatra, o ETA não tinha nada a ver com os atentados e sim o PP, que se alinhou com o governo Bush na aventura petrolífera do Iraque. Até hoje o PP insiste em buscar alguma conexão entre os bascos e o atentado, embora os terroristas muçulmanos acusados estejam presos e seu julgamento coincida com as eleições municipais. Não vai ser fácil aos conservadores voltar ao poder. A economia está bem, os espanhóis que não estavam satisfeitos com a aventura iraquiana aplaudiram o PSOE pela retirada das tropas e nada há no front que possa ameaçar o panorama favorável. Manipular notícias tem um preço alto. Algumas vezes alto demais. Quem está no poder quase sempre acaba seduzido pela perspectiva de continuidade e perde a noção dos riscos que há na mentira.


Sidney Borges

Banânia

Brasil, o nirvana da corrupção

Por Fritz Utzeri no Jornal do Brasil, hoje:
"No Brasil, nem Buda escapa. O que terá levado o empreiteiro Zuleido Veras a batizar a sua construtora de Gautama? Seu gesto é semelhante ao de alguém que abrisse um bordel e o registrasse com o nome de um santo. Gautama é o nome de ninguém menos que Buda, ou Sidarta Gautama, um príncipe hindu que nasceu há 2.500 anos e aos 29 anos, após uma vida de luxo, largou tudo, renunciou aos bens deste mundo para alcançar a perfeição e libertar-se de todo o apego. No cristianismo, a figura que mais se aproxima dele é São Francisco."

Leia mais

Corrupção

Renan é acusado de usar laranjas

De O Globo, hoje:
"O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e seu irmão, o deputado Olavo Calheiros (PMDB-AL), são acusados, em um procedimento administrativo instaurado no Ministério Público Federal de Alagoas, de ocultar que são donos de propriedades rurais na região de Murici, terra natal e berço político dos Calheiros. Eles foram denunciados aos procuradores da República pelos primos Antônio Gomes de Vasconcelos e Dimário Cavalcante Calheiros, em depoimentos prestados em junho de 2005 e obtidos pelo GLOBO. Dimário disse no depoimento que Renan comprou dele, em 2002, a Fazenda Novo Largo, no município de Flexeiras, vizinho de Murici. A propriedade, no entanto, não consta da declaração de bens entregue pelo senador, no mesmo ano, à Justiça Eleitoral. Renan usaria laranjas para esconder ser dono de fazendas em Alagoas.
O presidente do Senado, que hoje fará um pronunciamento no plenário, deverá alegar a posse de terras para justificar os rendimentos com atividades agropecuárias com os quais tenta explicar o dinheiro repassado mensalmente à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha de 3 anos. Acusado pela revista "Veja" de ter as contas pagas pelo lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, Renan anteontem mostrou declarações de renda em que consta o lançamento de lucros com atividades agropecuárias, embora, oficialmente, não tenha propriedades rurais em seu nome. Renan admite ter usado o lobista para entregar dinheiro a Mônica, mas alega que usava recursos próprios.
Dimário, que é conhecido no interior de Alagoas como irmão adotivo de Renan, procurou o Ministério Público em 2005, depois de ter descoberto que, pelo menos em documentos públicos, constava como dono da Fazenda Cocal, em Murici, sem nunca ter adquirido as terras. Seu nome aparece em um documento do Ibama, enviado ao Ministério Público Federal, que relaciona as propriedades situadas dentro da Estação Ecológica de Murici. As fazendas serão desapropriadas e seus donos receberão indenizações milionárias, dentro do plano de recuperação ambiental da região. As suspeitas de fraudes, no entanto, emperraram o processo. Dimário acredita ter sido usado como laranja pela própria família, que estaria de olho nas indenizações a serem pagas pela União."

Manchetes do dia

Segunda-feira, 28 / 05 / 2007

Folha de São Paulo:
"Grupo diz que contava com Renan para pressionar Dilma"
Envolvidos no esquema de corrupção da construtora Gautama afirmam, em diálogos captados pela Polícia Federal, que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), iria pressionar a ministra Dilma Rousseff para liberar dinheiro para uma obra da construtora. A obra é a barragem do rio Pratagy, em Maceió, para a qual a União já repassou R$ 30 milhões dos R$ 70 milhões inicialmente previstos.


O Globo:
"Investigação: Renan usa laranjas para ocultar bens"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (28), durante o seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", que as denúncias sobre o senador Renan Calheiros não provam seu envolvimento em esquemas de corrupção.


O Estado de São Paulo:
"Congresso reage e propõe mudar regras do Orçamento"
A seqüência de escândalos com o dinheiro público, que em menos de dois anos apresentou ao País o mensalão, as Operações Vampiro e Sanguessuga e agora a Operação Navalha, convenceu os líderes do Congresso e o próprio governo federal de que é urgente partir para o contra-ataque. O primeiro passo será dado amanhã, pelos parlamentares, e o alvo é o Orçamento da União, que em 2006 chegou a R$ 1,53 trilhão, e a maneira como ele é negociado hoje.


Jornal do Brasil:
"Dia de decisão para Renan"
Duramente afetado pela revelação de irregularidades apuradas pela Polícia Federal, o Congresso resolveu dificultar a divulgação de descobertas semelhantes às da Operação Navalha. Está em gestação no Parlamento uma proposta de emenda constitucional que, a pretexto de garantir a completa autonomia da instituição, pretende impedir o vazamento de investigações em andamento. Seriam eliminados os vínculos financeiros e administrativos entre o governo e a PF. O presidente da República continuaria a indicar o superintendente, mas a nomeação estaria condicionada a uma sabatina no Senado. De janeiro de 2003 até 17 de maio, foram realizadas 333 ações de impacto e 5.618 prisões. Além do futuro da PF, estará em jogo nesta semana o destino do presidente do Senado, Renan Calheiros. Atropelado por escutas telefônicas e denúncias publicadas pela revista "Veja", o parlamentar alagoano, na opinião dos próprios amigos, vive um momento especialmente delicado.
 
Free counter and web stats