sábado, outubro 14, 2006

Editorial

Sobre o poder

O poder é inebriante. É tão bom que um dia ACM disse a um repórter. “Vocês jovens pensam que sexo é bom. Vocês não sabem de nada. Bom mesmo é o poder”. Deve existir alguma verdade nessas palavras, pelo menos a experiência mostra que é assim. Os milicos relutaram em deixar o poder e quando o fizeram foi contra a vontade. Collor nem bem assumiu a presidência, começou a escalada para se manter lá por vinte anos. Durou pouco, perdeu para si próprio, arrogância e prepotência o derrubaram. Na seqüência veio FHC, que assim que sentiu o sabor da presidência inventou a reeleição. Ninguém me tira da cabeça que ele imaginou que depois de oito anos no comando e de fazer o sucessor, voltaria para mais oito anos. Quem sabe nos braços do povo, o maior dos desejos dos políticos. Faltou combinar com o adversário, como dizia Garrincha. Finalmente a esquerda chegou ao poder, não com Lula, que nunca foi de esquerda, mas com o PT de José Dirceu e Tarso Genro. Sabe o que a troupe tratou de fazer assim que se acomodou nas confortáveis cadeiras de Brasília? Cuidou de aparelhar a máquina para ficar no poder nos próximos vinte anos. Collor e Lula, tão diferentes na embalagem, tão parecidos no conteúdo. Pode ser que Lula fique mais quatro anos, mas dificilmente fará o sucessor. As contas do primeiro mandato serão colocadas na mesa e produzirão um imenso desgaste nas pretensões do barbudo. Quem viver verá. Seja quem for o próximo presidente, logo começará a sentir a coceira do “para sempre”. Em cada coração democrático reside um potencial ditador. O monstro totalitário só sai da toca quando o poder é atingido. Lula que o diga.

Sidney Borges

O que provocou a mudança?

Fuga ao debate pesou mais

Renata Lo Prete na Folha de S. Paulo
"Ao declarar em entrevista que foi um erro não ter comparecido ao debate da Globo às vésperas do primeiro turno, Lula ecoava os resultados de pesquisa encomendada por sua campanha. O levantamento, feito logo depois do 1º de outubro para investigar as razões da mudança de voto de parte do eleitorado na reta final, apontou a ausência no debate como principal fator de recuo no apoio ao presidente.
Ainda segundo a pesquisa, a prisão dos dois petistas que tentavam concluir a compra do dossiê contra José Serra, uma semana antes do debate, teria exercido menos influência. Mas a divulgação da imagem do dinheiro, dois dias antes da votação, foi o segundo motivo mais citado por quem desistiu de votar em Lula."

Eleição no Legislativo

Mesa Diretora da Câmara de Ubatuba para 2007

Após recente alteração estrutural na formação da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Ubatuba (volta a existir o cargo de 2º Vice-presidente), a Casa de Leis ubatubense, no dia 10 (terça-feira), em sua 31ª Sessão Ordinária elegeu a Mesa Diretora que administrará no ano de 2007.


Mesa Diretora para 2007


Presidente: Ricardo Cortes (PV)
1º Vice-presidente: Marcos Demo (PSC)
2º Vice-presidente: Gerson de Oliveira (PMDB)
1º Secretário: Charles Medeiros (PSB)
2º Secretário: Romerson de Oliveira (PFL)

Os vereadores eleitos foram candidatos únicos e tiveram aprovação unânime. Eles atualmente integram a Mesa Diretora (eleita em 2005), com exceção do vereador Gerson de Oliveira.
Fonte: Ubaweb

Mensagem

Lançamento da Nova TV Iperoig no Anchieta Café foi um sucesso total

Vereador Charles Medeiros acredita que o evento foi quebra de paradigma em nossa Cidade. “Existe o antes, e o depois da Nova TV Iperoig, uma grande conquista para os cidadãos de Ubatuba”, afirma o Vereador de Ubatuba.


Queridos amigos!


Agradeço sua solidariedade e seu apoio nestas eleições, fato marcante durante nossa campanha. Eu acreditava que havia conquistado muitos amigos durante nossa vida pública, porém descobri a existência de um verdadeiro exército. Exército este que se postou ao meu lado em todos os momentos, sendo eles felizes ou tristes. A experiência adquirida nesta empreitada nos é fundamental à nossa preparação para o Futuro.
Aos amigos, familiares e todo o Povo de Ubatuba, o meu muito Obrigado.


Charles Medeiros

Manchetes do dia

Sábado, 14 / 10 / 2006

Folha de São Paulo:
"PT vai dar reajuste menor a servidor se vencer eleição"
O coordenador da campanha do presidente Lula à reeleição, Marco Aurélio Garcia, afirmou ontem que, num eventual segundo mandato, haverá corte de gastos públicos e reajustes salariais menores para os servidores públicos. "Nós vamos ter cortes de gastos. É evidente que nós vamos ter. Vamos fazer uma política gradual de corte de gastos", disse Garcia, em entrevista no comitê de Lula. Em seguida, afirmou que esse corte poderia ser feito, por exemplo, por meio do controle do reajuste de salários do funcionalismo, ou seja, aumentos menores do que os do atual mandato.


O Globo:
"Coordenador contradiz Lula e prevê corte de gastos públicos"
O coordenador da campanha à reeleição do presidente Lula, Marco Aurélio Garcia, contradisse o candidato e afirmou ontem que, num eventual segundo mandato, haverá corte de gastos públicos. Na quarta-feira, em entrevista ao "Globo", Lula afirmara que o Brasil está pronto para crescer 5% ao ano, sem a necessidade de cortar gastos. "É evidente que vamos cortar", afirmou Garcia. Ele também deixou claro que os servidores federais terão reajustes menores do que os concedidos este ano, quando algumas categorias chegaram a ter aumentos de até 190%. Segundo Garcia, os servidores terão "aumentos normais".

O Estado de São Paulo:

"PT admite que novo governo Lula terá de cortar gastos"
Num provável segundo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a estratégia para reduzir despesas e fazer a economia crescer poderá incluir reajustes menores de salário para servidores e cortes no orçamento. A informação foi dada ontem pelo coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, embora o próprio presidente tenha dito que não é preciso cortar para crescer. O coordenador disse ser "evidente" que cortes serão feitos. Essa opinião combina com a declaração do assessor econômico de Geraldo Alckmin (PSDB), Yoshiaki Nakano, de que é preciso fazer um ajuste fiscal vigoroso para equilibrar as contas públicas - declaração desautorizada pelo candidato tucano.
O governo acredita que o investimento feito no salário do funcionalismo permitirá à administração passar algum tempo sem ter que repor perdas. Em junho, por meio de sete medidas provisórias, o governo reajustou salários dos servidores federais e do Distrito Federal e reestruturou carreiras de 30 categorias. Ao todo foram 1,7 milhão de servidores beneficiados; quando todos os aumentos estiverem em prática, a folha terá crescido R$ 10 bilhões. Ontem, em entrevista a rádios da Região Norte, Lula reclamou de leis que emperram obras na região, como a BR-319 e o gasoduto Coari-Manaus.


Correio Braziliense:
"Aumento menor para servidores"
Marco Aurélio Garcia, coordenador da campanha de Lula, diz que se o presidente for reeleito haverá uma política gradual de corte nos gastos públicos. Segundo ele, como já houve a recuperação salarial das principais categorias, os novos aumentos do funcionalismo ocorrerão em "ritmo mais lento".

sexta-feira, outubro 13, 2006

Editorial

O buraco é mais embaixo

Hoje eu vou gravar e editar o Ubatuba Víbora na TV. Só voltarei ao blog no período da tarde. Uma dica de leitura. Se você tem interesse em saber detalhes das relações entre o governo, a imprensa e os donos do capital, leia “Notícias do Planalto”, de Mario Sergio Conti. É obrigatório. Ontem recebi um e-mail falando dos perigos decorrentes de uma eventual vitória de Alckmin. Dentre as pérolas que continha alertava para uma possível guinada à direita. Se existe a possibilidade de isso acontecer é de se supor que estejamos à esquerda. Só em cabeças muito ingênuas poderia passar uma tolice desse calibre. O que está atravancando o desenvolvimento do país não é ideologia e sim inoperância. O autor do disparate não deve saber que o dinheiro do país está sendo utilizado quase que totalmente para pagar juros da dívida interna. Apenas os juros. A dívida, longe de ser amortizada, está aumentando. O xis da questão reside nas contas do governo que não fecham. Para empurrar o barco o dinheiro é captado no mercado financeiro em troca de títulos que são emitidos conforme a necessidade. Por exemplo, caso Lula queira um brinquedinho novo, um aerolula maior, é só comprar. O dinheiro estará disponível no Bradesco ou no Itaú em troca de títulos do governo, cujos juros começarão a vigorar imediatamente. Com isso não sobram recursos para a infra-estrutura e a dívida jamais será paga. Conclusão: portos ruins, estradas ruins, educação capenga e coisas do gênero. A produtividade da agricultura brasileira é altíssima, mas a vantagem obtida nos campos escoa pelo ralo da falta de transporte. É o chamado custo Brasil, Isto é, parte dele, ainda há a burocracia para dar a sua contribuição. O futuro governante do Brasil vai precisar fazer algo mais além de viajar e fazer propaganda de si próprio, como faz o atual presidente que se compara a Juscelino, Jesus e pensa que é Deus. Vai precisar usar os poderes que dispõe um presidente para convencer os donos dos títulos a guardá-los por um período de pelo menos cinco anos. O país precisa respirar, a sociedade não poderá conviver com mais alguns anos de estagnação econômica. Nossos esquerdistas nunca leram Marx, caso contrário saberiam que o que move o mundo é o dinheiro, não a ideologia. Esta é apenas uma forma de controlar as massas ignorantes.

Sidney Borges

Manchetes do dia

Sexta-feira, 13 / 10 / 2006

Folha de São Paulo:
"PT ataca família de Alckmin e se desculpa"
No dia em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu sua propaganda eleitoral dizendo que não desejava "baixaria", os sites na internet do PT e de sua campanha divulgaram um boletim com ataques a familiares do tucano Geraldo Alckmin. No final da tarde de ontem, o PT pediu desculpas em nota assinada pelo presidente da legenda e coordenador da campanha, Marco Aurélio Garcia.
Pesquisa Ibope divulgada ontem, a primeira do instituto depois da votação de 1º de outubro, confirma o favoritismo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na largada do segundo turno. Segundo o instituto, o presidente tem hoje 52% dos votos contra 40% de Geraldo Alckmin (PSDB), uma diferença de 12 pontos percentuais. Votariam nulo ou em branco 4% dos entrevistados, e outros 4% ainda estão indecisos. Com esse resultado, Lula se reelegeria presidente com 57% dos votos válidos (descontados brancos, nulos e indecisos). Ele tem 14 pontos percentuais de vantagem sobre Alckmin, que tem 43% dos votos válidos.


O Globo:
"Alckmin diz que Brasil não cresce sem baixar imposto"
O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, criticou o presidente Lula, que, em entrevista ao "Globo" publicada ontem, disse que o país pode crescer sem corte de gastos e sem reformas. Na opinião do tucano, é preciso "pôr o dedo na ferida" na questão fiscal e reduzir impostos, como condição para acelerar o crescimento. "Evidente que o Brasil tem um problema fiscal, que está no centro da questão do crescimento. O país não vai crescer como tem que crescer com uma carga tributária de 38% do PIB", disse Alckmin.
Economistas se dividiram sobre duas declarações de Lula: a de que a economia do país pode crescer 5% e a de que não teria privatizado a Vale do Rio Doce e as empresas de telefonia. Para uns, a queda de juros pode elevar o crescimento, mas para outros as reformas são imprescindíveis. Na questão das privatizações, os argumentos vão de decisão inevitável a perda de ativos importantes.

O Estado de São Paulo:

"Ibope: Lula 14 pontos à frente"
O candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está 14 pontos à frente de Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa Ibope/TV Globo divulgada ontem à noite. Se as eleições fossem hoje, Lula receberia 57% dos votos válidos e Alckmin, 43% - os votos válidos excluem os nulos e em branco. Foram ouvidos 3.010 eleitores, em 199 cidades do país, entre terça e quarta-feira. A pesquisa também fez uma avaliação da administração federal: 43% consideram o atual governo ótimo ou bom: 33% consideram regular e 20%, péssimo.
Ganha a eleição o candidato que obtiver 50% dos votos válidos mais um. Esta foi a primeira pesquisa do Ibope no segundo turno e a divulgação ocorre quatro dias após o debate da TV Bandeirantes, no qual Alckmin mostrou agressividade até então inédita na campanha. A pesquisa Ibope confirma tendência apontada pelo Instituto Datafolha, na qual Lula já se distanciava do adversário.

Jornal do Brasil:

"Pesquisa confirma vantagem de Lula"
O presidente Lula e sua comitiva cometeram uma ilegalidade ontem, em Brasília: correram a quase 130km/h num local em que a velocidade máxima permitida é de 70km/h. É infração de natureza gravíssima, punida com a perda de sete pontos na carteira. Se fossem pontos no Ibope...

quinta-feira, outubro 12, 2006

Detalhes

Vida dura

Alguns dados sobre o Brasil de hoje em dia são curiosos e ao mesmo tempo preocupantes. É sabido que a parcela mais rica da população foi aquinhoada com favores especiais. Como o próprio Lula afirmou, nunca os ricos ganharam tanto dinheiro como em seu governo. Por outro lado, o andar de baixo também recebeu o seu quinhão, no que Lula fez muito bem, embora a partilha tenha sido assimétrica. “Um real para você pobretão e quinze para você ricaço. E não se fala mais nisso”. Também é notório que o país não cresceu o suficiente nestes tempos de bem-aventurança global. O que poderia justificar os ganhos de ricos e pobres seria o crescimento, que infelizmente não deu o ar da graça. Se você não é ricaço nem pobretão, pertence à famigerada classe média, deve ter notado que a vida está difícil. Caiu a ficha? Alguém está pagando a conta. (Sidney Borges)

Filme velho

Semelhanças...

Primeiro, o partido substitui a classe operária!
Depois, o Comitê Central substitui o Partido!
E, por fim, o Ditador substitui o Comitê Central!

Leon Trotsky

Ação e Reação

Som ao vivo

Ubatuba é uma cidade turística.
Turistas gostam de som ao vivo. Então devemos dar a eles som ao vivo.
Eu disse som ao vivo. Não disse barulho alucinante ao vivo.
A falta de parâmetros provocou a reação que acabou com o som ao vivo.
Vamos retomar a discussão.
Os músicos precisam trabalhar.
Os habitantes precisam dormir.
Basta desligar os amplificadores.
É tão simples. (Sidney Borges)

A TV daqui

Sexta-feira 13

Estivemos fora do ar em função de problemas técnicos no provedor. O problema foi sanado em parte. Textos já podem ser publicados normalmente, imagens ainda não. Ontem aconteceu a festa de apresentação da nova programação da TV Iperoig, o primeiro canal de televisão voltado primordialmente para Ubatuba. Os Assinantes da Kaybee terão a partir de amanhã, sexta-feira 13, uma nova TV no ar. A TV Iperoig, “a TV daqui”. Você não é assinante? Então corra. (Sidney Borges)

Notícias da Prefeitura

Notícias do dia 12 / 10 / 2006

Feriado agitado na programação da Fundart
IV Salão de Belas Artes de Ubatuba tem 140 obras selecionadas
Caiçarada exibiu danças folclóricas de todo o Brasil
Santa Casa alerta para atuação de golpista
Por irregularidades, casa noturna tem show não autorizado
Junta de Serviço Militar de Ubatuba opera em novo endereço
Inclusão de deficientes no mercado de trabalho é tema de palestra em Ubatuba
Ubatuba realiza I Semana Municipal de Alimentação
Alunos do Projeto EROI comemoram Semana da Criança com Festival de Natação

Leia mais

Manchetes do dia

Quinta-feira, 12 / 10 / 2006

Folha de São Paulo:
"PF quer ouvir Mercadante para apurar caso dossiê"
A Polícia Federal quer ouvir o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) sobre a negociação de emissários petistas para a compra do dossiê contra tucanos montado pelos empresários Darci e Luiz Antonio Vedoin. Conforme depoimentos já tomados pela PF, os papéis seriam entregues a Hamilton Lacerda, ex-coordenador-geral da campanha de Mercadante para o governo de São Paulo, na qual tinha como adversário o hoje governador eleito, José Serra. Ontem à noite, Mercadante divulgou nota em que diz que "desde o início das denúncias tem manifestado seu interesse em esclarecer este episódio do dossiê e, por isto, esteve, e está, sempre à disposição para colaborar com as investigações".


O Globo:
"Lula diz que Brasil pode crescer sem cortar gastos"
O presidente Lula afirmou que o país está pronto para crescer, sem necessidade de novas reformas, de cortes de gastos, nem de enxugar o tamanho do estado por meio de privatizações. Lula previu um ciclo de crescimento econômico de pelo menos 5% ao ano nos próximos cinco anos. Durante quase duas horas de entrevista ao "Globo", no Palácio da Alvorada, o candidato à reeleição afirmou que mudou nos últimos 20 anos, mas sua concepção de estado, não.
O presidente disse que não teria privatizado as empresas de telefonia nem a Vale do Rio Doce. Ele não deixou sem resposta as perguntas sobre os escândalos de corrupção em seu governo, mas demonstrou irritação. Lula queixou-se ainda de que os empresários não o apóiam, apesar de ganharem muito dinheiro em seu governo. O candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, será entrevistado no dia 17, terça-feira.

O Estado de São Paulo:

"EUA não têm intenção de atacar Coréia, diz Bush"
Os Estados Unidos buscam "com os aliados e no Conselho de Segurança da ONU" uma fórmula para assegurar que o regime norte-coreano sofra conseqüências graves" pelo teste nuclear que realizou na segunda-feira, disse ontem o presidente americano, George W. Bush. Ele afirmou que seu governo "não tem intenção de atacar a Coréia do Norte". Também rejeitou negociação direta com o governo norte-coreano. O Japão já impôs sanções à Coréia do Norte: proibiu importações do país e a entrada de bancos norte-coreanos em portos japoneses.
O segundo homem mais poderoso do regime norte-coreano, Kim Yognam, advertiu ontem que um reforço das sanções pelos EUA será considerado "uma ação hostil", que poderia "forçar a Coréia do Norte a uma resposta militar". Se os EUA continuarem nos pressionando, tomaremos isso como uma declaração de guerra e colocaremos em ação uma série de medidas concretas", disse nota do Ministério de Relações Exteriores, que também ameaça com um novo teste nuclear a qualquer momento.


Gazera mercantil:
"O futuro da economia gera duelo eleitoral"
O duelo econômico está apimentando a pauta do segundo turno das eleições presidenciais. Ao contrário do que aconteceu no primeiro turno da disputa, quando o debate se limitou a programas genéricos dos partidos, nos últimos dias os dois concorrentes ao Palácio do Planalto - o presidente candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) - começaram a explicitar suas propostas, delineando as perspectivas econômicas para o Brasil nos próximos quatro anos. Embora o tucano mantenha o seu discurso focado nas questões sobre ética e corrupção, um dos formuladores do programa econômico da aliança PSDB-PFL, o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Yoshiaki Nakano apresentou ontem o que seria sua proposta "pessoal" para a economia um pacote completo.

quarta-feira, outubro 11, 2006

Ubatuba em foco

Agito Animal

Evely Reyes Prado
Tomando conhecimento da matéria que foi publicada no Jornal Agito, de 06 a 12/10/2006, na seção Agito Animal, gostaria de esclarecer que existem leis federais e estaduais que contemplam os animais no sentido de protegê-los. É importante ressaltar que todo município deve ter uma política pública que vise a proteção e o respeito em relação aos animais, para que isto não venha a acarretar problemas para os seres humanos e sua comunidade. Aplicar verbas, destinar recursos, contratar e capacitar funcionários, adequando seus órgãos municipais correspondentes, é dar prioridade indiretamente ao ser humano, principalmente numa cidade turística, além do que é economicamente menos oneroso para os cofres públicos, pois quando se cuida dos animais, são minimizadas até as ocorrências nos Pronto-Socorros, que segundo consta, tem uma entrada de 60%, só de casos de zoonoses.
O artigo 11 da Lei 11977/05 (estadual), determina que os municípios devem manter programas permanentes de controle de zoonoses, através de vacinação e controle de reprodução de cães e gatos, ambos acompanhados de ações educativas para propriedade ou guarda responsável. A Organização Mundial de Saúde recomenda que todo programa de raiva deve contemplar como elemento básico o controle populacional canino, além do que são procedimentos adotados pela maioria das cidades e países.
Nós, aqui em Ubatuba, tivemos que fundar a APAUBA, em 1996, pois não havia nenhum trabalho em relação a proteger ou a tratar dignamente os animais da população carente ou os de rua, por parte dos órgãos públicos. Mesmo após ter sido fundado o Centro de Controle de Zoonoses, em 1999, em seguida acabou ficando ineficaz, chegando a não ter veterinário responsável por quase três anos.
A Prefeitura Municipal de Ubatuba fez a contratação de uma veterinária em setembro de 2005, graças à insistência da APAUBA, através de inúmeros ofícios, mas infelizmente apenas uma veterinária ao mesmo tempo, para o CCZ e Vigilância Sanitária.
A APAUBA conseguiu uma verba em 2003 e fez um trabalho que estava além da sua obrigação como entidade, pois sua existência deveria ser limitada a apoiar e colaborar com um órgão municipal que efetivamente funcionasse. Quando em janeiro de 2006 a verba foi cortada houve o comprometimento por parte da Vigilância Sanitária, junto à Promotoria do Meio Ambiente, de que tudo o que era desenvolvido pela APAUBA, teria sua continuidade com o CCZ.
A paralisação total dos procedimentos de castração, conscientização de posse responsável e feiras de adoção, desde janeiro de 2006, por parte da Secretaria de Saúde, que detém a verba, acarreta sérios danos à saúde pública, ao meio ambiente, ao turismo e à cidade de Ubatuba como um todo, sem contar que torna desumano o município, à medida que se convive com muitos animais atropelados, moribundos pela rua, envenenados, vítimas de crueldades, ou em estado de putrefação em meio a locais públicos e rodovias.
Existem aqueles que pecam pela ação, mas existem aqueles que pecam pela omissão. Nós da APAUBA - Associação Protetora dos Animais de Ubatuba, estamos aguardando que efetivamente os procedimentos necessários ocorram, pois o atraso de cada dia ocasiona prejuízos incomensuráveis e irreversíveis, além do que demonstra inexistência de respeito e consideração com tudo o que sempre foi realizado.

Pensata

Mudei de idéia

Tenho recebido uma grande quantidade de e-mails atacando o PT. Alguns razoáveis, outros mal escritos, com muitos erros gramaticais. Tão mal escritos que poderiam ser creditados a um certo petista de alto coturno. Eu votei em candidatos do PT desde a sua fundação. Lembro-me de ter sido alvo de chacotas por volta de 1984, exatamente por acreditar no PT. Naquela época a fervura política acontecia no Espaço Pirandello, na rua Augusta, em São Paulo. O que me atraia no partido era a possibilidade de um universo político diferente, sem as práticas daqueles que o PT chama de elites e Raymundo Faoro de “os donos do poder”. Votei em Airton Soares, todos que um dia freqüentaram o Riviera e o bar do Zé, votaram. Ao longo dos anos votei em Lula, Suplicy, Zé Dirceu, Florestan Fernandes e Genoino. Também votei na Marta e confesso consternado que até no Mercadante eu votei. Nunca houve uma eleição em que eu não tivesse votado em pelo menos um candidato da estrela vermelha. Com exceção desta última, mesmo porque mudei de idéia. O ponto de virada foi o caso Waldomiro Diniz. Naquele dia senti que havia fundamento em minhas desconfianças. O PT prega uma coisa e faz outra. E diz que não fez, na maior cara de pau. Ainda que apanhado com as calças na mão. Quando a coisa esquenta a saída petista é dizer que todos agem da mesma forma. Se todos agem da mesma forma, o diferencial ético que me fazia ter simpatias pelo PT perdeu a razão de ser. Exatamente por isso eu não voto mais no partido. É definitivo. (Sidney Borges)

Perguntas indiscretas

De onde veio a grana?

Elio Gaspari na Folha:
“Lula não deve reclamar de Geraldo Alckmin. Precisa calçar as sandálias da humildade para o próximo debate, pois afogou-se na poça de platitudes de um adversário previsível, frio como papa-defunto. Alckmin tem razão: "De onde é que veio o dinheiro?" O companheiro ainda não entendeu que a falta de uma resposta a essa pergunta pode lhe custar a reeleição e um pedaço da biografia. Lula passou os últimos quatro anos sem ouvir o contraditório. Diante dele, olho no olho, ao vivo e a cores, desconcertou-se. O peso da banda áulica no Palácio do Planalto de Nosso Guia só tem paralelo no governo do general João Figueiredo (1979-1985). A linguagem chula e a maneira destemperada como Lula trata seus colaboradores faz de Figueiredo uma carmelita. Diz o que quer e só ouve o que quer. O entorno dos governantes isola-os das adversidades e das contraditas. O café vem como ele gosta. O assessor que carrega a toalha para enxugar o suor está sempre por perto. (Lembrai-vos do curador de almofadas para as pernas curtas do imperador etíope Hailé Selassiê.) Pode-se contar nos dedos quantas vezes um presidente é obrigado a teclar uma chamada telefônica. (Harold Wilson, primeiro-ministro inglês durante oito anos, confessou que, ao voltar à vida real, o que mais estranhou foi discar o telefone.) Alguns, como Fernando Henrique Cardoso, têm senso de humor para rir das portas que se abrem sozinhas. Outros acreditam que porta fechada é desaforo.”

Nosso homem em Brasília

O deputado Clodovil

Lucia Hippolito
Toda eleição é a mesma coisa. Toma-se a exceção pela regra e culpa-se o voto proporcional, acusa-se o brasileiro não saber votar, e outras bobagens do mesmo calibre.
Em toda eleição existe um Enéas, um Clodovil, um Juruna, um Agnaldo Timóteo. São a exceção, não a regra.
Vivemos cada vez mais numa sociedade-espetáculo, dos 15 minutos de fama, do Big Brother, do YouTube, das celebridades instantâneas.
E não é de hoje. Há muito tempo, expoentes do mundo dos espetáculos, do esporte, da literatura e da música utilizam-se de sua notoriedade para ingressar na política. Alguns descobrem uma nova vocação. E ficam. Outros são passageiros.
Para não ir muito longe, Ary Barroso, um dos nossos maiores compositores, foi eleito vereador no antigo Distrito Federal em 1946, pela UDN. Foi o vereador mais votado. Um ano antes, Jorge Amado, um dos mais populares escritores brasileiros, fora eleito deputado federal pelo Partido Comunista.
E nem se diga que isto é coisa que só dá no Brasil, como a jabuticaba. Ronald Reagan era um ator medíocre em Hollywood quando se lançou na política. Foi duas vezes governador da Califórnia e duas vezes presidente dos Estados Unidos.
Recentemente, o astro-brucutu Arnold Schwarzenegger tornou-se governador da mesma Califórnia. Quem sabe Arnoldão não termina na Casa Branca? Pode ser menos canastrão que George W. Bush.
Na Itália, a atriz pornô Cicciolina foi eleita para o Parlamento em 1987, pelo Partido Radical. Na Grécia, a atriz Melina Mercouri foi deputada e ministra da Cultura.
Enfim, os exemplos são inúmeros – e podem se tornar mais freqüentes, à medida que avança a sociedade-espetáculo.
Não adianta trocar de sistema eleitoral. Os Estados Unidos que produziram Reagan e Schwarzenegger praticam o voto distrital puro. A Itália de Cicciolina adotava o voto proporcional com listas fechadas e em 1994 aderiu ao sistema misto. Na Grécia de Melina Mercouri, o voto também é proporcional, também em listas fechadas.
Portanto, temos que nos habituar com estas presenças que alguns consideram excêntricas. Com campanhas eleitorais cada vez mais caras, as celebridades já largam em vantagem, porque desfrutam de notoriedade, já são caras conhecidas.
Além disso, há um certo preconceito embutido na rejeição à eleição dessas pessoas. Quem pode garantir que, dentro do peito de um Clodovil não bate um coração de parlamentar?
Uma coisa é certa: a embalagem poderá ser de muito bom gosto, muito mais do que podem dizer certos deputados e certas deputadas, que de vez em quando transformam a Câmara em circo dos horrores em matéria de vestuário.
Quanto aos decantados princípios éticos, tão necessitados nos dias atuais, nada garante que Clodovil não se comportará melhor do que muito deputado metido a sério, mas que está encalacrado até a alma em mensalão, desvio de dinheiro de ambulância, máfia de vampiros, violação de sigilo bancário de um cidadão humilde, entre outros crimes.
Vamos dar um crédito de confiança ao novo deputado.

Fonte: Noblat

De leve...

Discussão no Senado

De um lado Ideli Salvatti (SC) com aquela candura que lhe é peculiar tecia acusações contra a “elite que vota em Alckmin”. Saturnino Braga (RJ) aproveitou a deixa e emendou. Vota em Alckmin e “veste Prada”, graças à generosa remuneração dos juros lulistas. Nunca antes os ricos foram tão ricos como no governo Lula, que trinca de socialismo. (Sidney Borges d'après Cláudio Humberto)

Notícias da Prefeitura

Notícias do dia 11 / 10 / 2006

Festa do Dia da Criança terá oficinas, brincadeiras, serviços e concurso
Festival da Paz é opção para feriado prolongado em Ubatuba
Ubatuba realiza prova de ciclismo considerada o maior desafio de longa distância do Brasil
Prova Pedestre Cidade de Ubatuba foi adiada para o dia 5 de novembro

Leia aqui

Manchetes do dia

Quarta-feira, 11 / 12 / 2006

Folha de São Paulo:
"Lula amplia vantagem sobre Alckmin"
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou de 7 para 11 pontos a vantagem sobre o seu adversário, Geraldo Alckmin (PSDB), no segundo turno da eleição presidencial, revela pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país. Neste levantamento, o primeiro após o debate na TV Bandeirantes no domingo e o segundo realizado na reta final da eleição, Lula oscilou de 50% para 51%, considerando o total de votos declarados pelos eleitores. Alckmin caiu três pontos, de 43% para 40%.


O Globo:
"Corte de gastos abre nova frente na guerra presidencial"
A campanha presidencial entrou ontem em nova polêmica, depois que o economista Yoshiaki Nakano, um dos formuladores do programa de governo do candidato tucano, Geraldo Alckmin, defendeu corte nos gastos correntes do governo da ordem de 3,4% do PIB. Para ele, é possível reduzir gastos com maior eficiência de gestão, sem efeitos recessivos. Nakano disse que zerar o déficit nominal seria o primeiro passo para uma nova política econômica, que incluiria redução dos juros e valorização do câmbio.
O coordenador da campanha de Lula, Marco Aurélio Garcia, disse que o corte levaria o país à recessão e prejudicaria os aposentados. O coordenador do programa de Alckmin, João Carlos Meirelles, disse que a meta é cortar 4,4% ao longo de quatro anos. O presidente Lula, antes de saber das declarações de Nakano, disse que o PSDB tem um projeto de desmonte do estado.

O Estado de São Paulo:

"PT intensifica tática do medo e Alckmin reage"
O PT reforçou a estratégia de desestabilizar a candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) por meio de acusações sobre privatização, demissão de servidores e redução de programas sociais. A articulação envolve o próprio presidente Lula, seu comitê de campanha e ministros. Lula, por exemplo, disse ontem em discurso que Alckmin fará o "desmonte" do estado. Em palestra, a filósofa e militante petista Marilena Chauí afirmou anteontem à noite que Alckmin entregará o ensino superior a empresas estrangeiras.
Marco Aurélio Garcia, coordenador de campanha de Lula, disse que Alckmin pretende reduzir benefícios conquistados pelos idosos, interromper o processo de redução da pobreza e provocar recessão. Para Alckmin, a campanha de Lula é "uma mentira sem parar". Seu comitê também acusa os petistas de fazer "jogo sujo" e de "espalhar mentiras", tática bem conhecida do PT: em eleições passadas, ele era a vítima.


Jornal do Brasil:
"A tática do medo"
O PT acredita ter encontrado uma maneira de neutralizar a cobrança agressiva de Geraldo Alckmin sobre corrupção no governo Lula: adotou como palavra-de-ordem repetir insistentemente que o tucano, se for eleito, suspenderá o Bolsa Família e privatizará estatais como Petrobras e Banco do Brasil. Com isso, põe Alckmin na defensiva e retira do foco da campanha as discussões sobre o dossiê contra os tucanos.

terça-feira, outubro 10, 2006

Nosso homem em Brasília

A estréia de Clodovil na Câmara

Clodovil (PTC-SP) fez hoje seu debut no Congresso Nacional. Chegou no início da tarde e foi direto ao gabinete do presidente da Câmara Aldo Rebelo (PC do B-SP).
Vestia a última moda em roupa masculina - um caban cáqui (espécie de casacão), gravata e lenços azuis, sapatos e meias marrons e uma pasta-carteiro a tira colo.
A notícia sobre a presença dele no prédio do Congresso correu rápida. Em poucos minutos, jornalistas, funcionários da Câmara, copeiros, faxineiras e turistas se aglomeraram para vê-lo.
Foram convocados agentes de segurança para prevenir um possível tumulto. Eles aconselharam Clodovil a ser discreto - imagina só...

- Deputado, saia pelo lado que tem muita gente aí! - aconselhou um deles.

Clodovil respondeu feliz:

- Tem muita gente aí? Graças a Deus.

Então deixou com leveza e pose o gabinete de Aldo pela porta principal. Sorridente, parou três vezes para dar entrevistas. Nas três, elogiou a beleza de jornalistas que lhe faziam perguntas.
Para Leandro Colon, ex-repórter deste blog, dirigiu um gracejo. Com a mão no cavanhaque de Leandro, disse simplesmente:

- Você parece o Che Guevara.

Para Felipe Recondo, repórter do blog, um galanteio:

- Como você é bonito?!

Recondo agradeceu enternecido.
Mas Clodovil não foi à Câmara apenas para desfilar. Foi conhecer seu novo local de trabalho:

- Eu vim aprender o caminho da escola. Eu queria saber que bolsa eu trago, se trago uma Louis Vuitton ou uma sacolinha da Casa da Banha porque eu não quero atrito com ninguém. É um mundo novo. Fui recepcionado pelo presidente e deixei-o com lágrimas nos olhos. Olhei para o Aldo como olhei para o médico que me operou do câncer.

Na primeira entrevista, corrigiu uma declaração atribuída a ele que havia repercutido mal entre seus futuros pares. Saiu publicado que ele dissera ser capaz de vender seu voto por US$ 30 milhões.

- Eu falei que todo homem tem um preço, mas que R$ 30 mil seria muito barato para vender um país. Com US$ 30 milhões de dólares você poderia ajudar alguém, mas mesmo assim não valeria a pena. Não sou analfabeto, nem idiota e nem bebo. Você acha que antes de entrar aqui eu ia falar uma barbaridade dessas?

Dizer uma coisa e depois desmenti-la faz parte da vida dos políticos em geral e de alguns em particular. É normal. Tanto quanto o assédio de lobistas que esperavam Clodovil no Salão Verde da Câmara.
Mas com Clodovil o que funciona é carinho, afeto.

- Eu sou feito cachorro: é só passar a mão que eu abano o rabo.

Pois Lula e Alckmin ainda têm tempo para afagar Clodovil de olho nos seus 493 mil votos. Ele não sabe quem apoiará.

- O voto é secreto. Eleição não é time de futebol. Eu vou trabalhar por Deus e em segundo lugar, por mim - desconversa..

Alckmin sai com leve vantagem. Clodovil gostou do desempenho dele no debate da Rede Bandeirantes:

- Temperaram um pouquinho o chuchuzinho. Ficou ótimo - decretou.

Fonte: Blog do Noblat

Coisas da terra



Azul-marinho, a banana que muda de cor

Para quem acha que banana é apenas sobremesa, se engana ao atracar na magnífica cidade de Ubatuba, contemplada com o inesquecível prato azul-marinho. Um peixe suculento cozido com banana nanica verde e muito bem temperado, servido com arroz e pirão feito com o próprio caldo do peixe. Essa comida típica de nossa cidade, é sem sombra de dúvida resquício do hábito de nossos antepassados indígenas que tinham a banana como um dos principais alimentos. O peixe já sustentava muitas aldeias litorâneas, tanto que a palavra pirão é de origem tupi, pirau onde pira significa peixe e u comida. No entanto, devemos considerar a influência de nossos colonizadores na criação do prato, pois a banana nanica foi introduzida no país por eles, aqui os índios desfrutavam da banana pakova e branca.
Mas azul, por acaso, é cor de comida?
Neste caso, sim. O caldo do peixe, bem como todos os componentes do cozido apresentam um tom azulado, por conta da banana.
Apesar de ser verde, neste estágio de vida, a banana é rica em uma substância chamada tanino. O tanino, ao ser liberado durante o cozimento se associa às proteínas do peixe e forma um composto que tem cor azul. Além disso, há quem diga que o verdadeiro azul-marinho é feito em panela de ferro, o que propicia a formação de mais pigmentos azulados, pois os taninos se ligam fortemente aos derivados do ferro e outros metais. O tanino também é responsável pelo sabor dos frutos verdes, a sensação de “amarrar a boca”, corretamente denominado adstringência, é um mecanismo que a planta usa para evitar o ataque de animais herbívoros (que se alimentam de vegetais), uma vez que torna o alimento impalatável e pode prejudicar a digestão de insetos e outros animais. Ele também serve para proteger a planta contra o apodrecimento, por isso que as bananas são colhidas verdes para amadurecerem na estufa e depois serem vendidas.
Alguns pesquisadores tentam comprovar o uso terapêutico dos taninos, porque apresentam ações antiinflamatórias, cicatrizantes, anticancerígenas, e até mesmo atividade anti-HIV, dificultando assim a replicação viral. È por isso que o chá verde é largamente utilizado na cultura oriental, pelas propriedades de seus componentes, particularmente dos taninos. Contudo, não devemos abusar dos frutos verdes, pois em excesso tem efeitos negativos no organismo.
Mas certamente, podemos abusar do consumo do famoso azul-marinho, que além de conter os taninos liberados da banana, nos fornecem todos os benefícios que a dieta a base de peixe pode oferecer, tais como proteínas, gordura ômega 3, e sais minerais.


Camilo de Lellis Santos - Biólogo

Pensata

Dois ministros, duas frases infelizes

Almyr Gajardoni
No dia 1º de setembro de 1994 o ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, Rubens Ricupero, cometeu uma imprudência durante entrevista concedida ao jornalista Carlos Monforte, da Rede Globo: num dos intervalos para os comerciais, certo de que estava fora do ar, o ministro confidenciou ao entrevistador: “O que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”. No dia 26 de setembro de 2006 o ministro da Fazenda do governo Lula, Guido Mantega, desabafou diante de uma platéia de empresários, ao saber que uma pesquisa mostrara que 95% dos seus ouvintes preferiam o candidato da oposição: “Por que preferem Alckmin? Isso é uma contradição. Esses empresários nunca estiveram tão bem como hoje. Nunca tiveram tantos lucros.”

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Casanova...

Coisa da China

Na região de Xangun, no noroeste da China, na pequena localidade de Odaduka, o alcaide foi apanhado aos beijos e abraços com formosa funcionária do palácio. Quem deu o flagrante foi a esposa traída. Furiosa com o ultraje a mulher distribuiu bordoadas a granel. O priápico sedutor gostaria de manter a coisa em segredo, mas infelizmente para ele vazou. Com todos os detalhes. Aconteceu na China, que é longe à beça. Acontece cada coisa na China!


Sidney Borges

Coisas do amor

Odores noturnos

- Meu bem, acorda.
- O que foi? Pára de me cutucar, me deixa quieta.
- Sinto muito querida, não estou conseguindo dormir, precisamos conversar.
- Você enlouqueceu Mário Luiz? Eu lá tenho a chave do teu sono?
- Nem sei como dizer. Me faz um favor, respira fundo. Sentiu o cheiro?
- Que cheiro Mário Luiz? Não senti nada, quero dormir, socorro!
- Como que cheiro? Se você não está sentindo o que eu estou sentindo então o problema é duplamente grave. Estou falando do teu cheiro.
- Oh! Como você ousa Mário Luiz? O que tem o meu cheiro? Chanel nº 5 te incomoda?
- Respira fundo e você vai saber.
Momentos depois:
- Realmente tem um cheiro forte. O que será?
- Ora Roberta, não fuja da realidade. Não é perfume o que eu estou sentindo, é o teu cheiro. Quem sabe um banho resolveria o problema.
- Você passou dos limites Mário Luiz. Essa eu não vou desculpar. Esse cheiro horrível não é meu. Porco chauvinista. Amanhã mudo para a casa de mamãe. Dito isto ela foi dormir na sala.
Na manhã seguinte, quando ele procurou os chinelos para ir ao banheiro alguma coisa espetou o seu pé direito. Espinha de peixe. Mais precisamente do bacalhau que o gato surrupiou da despensa e levou para baixo da cama do casal.
Mário Luiz está tentando a reconciliação. Por enquanto, sem chance.

Sidney Borges

Opinião

Guerra sem vencedor

Herbert Marques
Foi decretada uma guerra de bom tamanho entre os dois candidatos que disputam a política brasileira nesta próxima eleição. E por que a guerra? Porque são entre dois partidos da mesma origem, com a mesma política, mas com lideranças e dirigentes totalmente diferentes.
Lula fez sua estrutura partidária sobre uma classe menos favorecida, mas paulatinamente politizada pelos partidos socialistas europeus, que ao final acabaram não dando certo no velho continente. De qualquer forma, aqui, a estrutura somente deu certo para dar início ao partido, apagando seu aprendizado, como os europeus assim fizeram, para aderir a nova ordem mundial do social liberalismo. Assim, temos um candidato perfeitamente afinado com as idéias modernas de política liberal, contudo cercado por elementos retrógrados, ainda com o pensamento voltado para o socialismo rançoso de antanho. Daí o velho conceito de meios justificarem o fim, o fim que procuram dar a uma democracia, se jovem, mas pelo menos saudável quanto aos seus princípios, e é esse clássico e pernicioso princípio que está levando o partido de Lula praticar os mais levianos e criminosos métodos para manter-se no poder.
Geraldo Alkmin, de partido aparentemente oposto, tem a mesma origem. Ambos foram opositores no governo do passado verde oliva, fizeram parte dos movimentos democráticos e nos cargos que ocupam ou ocuparam, rezaram e rezam pela cartilha do neo liberalismo sem modificar uma vírgula. Contudo Alkmin demonstra um perfil mais sóbrio, um comportamento mais equilibrado, um comedimento mas sério com as coisas públicas. Daí fazer seu discurso centrado em economia no sentido de arroxo, combate a corrupção e tudo o mais que o outro também discursa.
Resta saber o eleitor onde fica. O primeiro turno demonstrou claramente que o Brasil ficou dividido em duas regiões perfeitamente definidas. O norte e nordeste, classicamente menos desenvolvido, eleitor em massa do candidato Lula, o sul e centro sul, região mais desenvolvida, permitiu levar Alkmim para o segundo turno. Por que essa acentuada diferença? Há muito já se fala em dois brasis, ou vários brasis. Será que é isso mesmo? Será que uma divisão seria a melhor solução para termos Lula e Alkmin governando ao mesmo tempo? Poderia até ser uma boa. De um lado Lula a fazer metáforas sobre futebol, freqüentar churrascos, peladas e voar. Espaço no norte e nordeste é que não falta. De outro, Alkmin, talvez mais sério, não sei, mas impulsionando uma região que tem tudo para dar certo e só não deu ainda é porque vivemos em uma desigualdade de culturas perfeitamente delimitadas entre o norte e o sul. As razões, Gilberto Freire explicou.
hlmarques@terra.com.br

À la carte

Saia justa

Esta eu mesmo escutei. Ninguém me contou. Um secretário municipal encontrou um amigo no supermercado. Eu estava na fila paralela, dava para ver e ouvir o que falavam, eles não deram pela minha presença. O secretário disse sussurrando que o deputado eleito, Gil Arantes, está decepcionado com as eleições em Ubatuba. Com o dinheiro que colocou na campanha, muito dinheiro, ele não se conforma. Teve menos votos do que Antonio Carlos e Paulo Ramos. O que teria acontecido, pensei comigo. Será que os funcionários da prefeitura não votaram no candidato apoiado pelo chefe? Se eu for chamado à Justiça para dizer quem fez a fofoca, conto tudo. Digo o nome do secretário e do interlocutor. De quebra dou data, hora e o escambau... (Sidney Borges)

Comparações impossíveis

Lula e Juscelino

Juscelino não teve pai desde tenra idade. Sua mãe, viúva, criou o filho ganhando a vida com uma máquina de costura. Pobre e órfão, Juscelino trabalhou como telegrafista para pagar os estudos. O restante da história é sabido. Formado médico adentrou à política e se tornou presidente da República. Juscelino, que nasceu pobre, acabou a vida como um homem fino, culto, educado e principalmente respeitado. Se estivesse vivo seria taxado de elite. Com todas as nuances pejorativas inerentes ao termo. Juscelino jamais usou seu passado pobre para criar piedade e comoção. Nunca se viu alguém dizer, coitado do Juscelino, é filho de costureira, por isso fala errado. Juscelino jamais falou errado, mesmo pobre não era preguiçoso, estudou e aprendeu. Quando Lula se compara a Juscelino, está mentindo. Ao tentar enganar a nação acaba enganando a si próprio. Nada justifica a ignorância. Nem o socialismo de Tarso Genro. (Sidney Borges)

Ubatuba em foco

Programa Luz Para Todos

Em solicitação do vereador Charles Medeiros, a Coordenadoria Estadual do Programa Luz Para Todos encaminhou através do Oficio CT/DIS/LT/061/2006, esclarecimentos sobre o fornecimento de energia elétrica através do Programa Luz Para Todos, para atendimento a algumas famílias do bairro da Pedra Preta no Sertão da Quina, região sul de Ubatuba, que aguardam a benfeitoria há tempos. Segundo a coordenadoria, já foram realizados e efetuados o devido levantamento de cadastro em campo das propriedades e esta providenciando a elaboração do projeto que irá atender as ligações das propriedades do trecho solicitado, que segundo a coordenadoria, a conclusão esta prevista para novembro próximo.
Existem na localidade propriedades que exercem atividades agrícolas familiares, para Antonio Fernandes da Silva, 72, agricultor aposentado, será uma grande conquista pra sua família, já sua esposa, Clarice da Silva, aguarda emocionada a chegada da benfeitoria.
Charles Medeiros realizou várias solicitações para implantação do programa federal de extensão de rede elétrica na região, onde muitas obras já foram efetivadas. “Estamos trabalhando para que o compromisso da realização da implantação do Programa Federal Luz Para Todos possa realmente atingir seus objetivos”, afirma Charles Medeiros.

Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Notícias da Prefeitura

Notícias do dia 10 / 10 / 2006

Projeto EROI realiza festival de natação
Natação de Ubatuba conquista título Paulista de Águas Abertas

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Manchetes do dia

Terça-feira, 10 / 10 / 2006

Folha de São Paulo:
"ONU condena Coréia do Norte e estuda sanções"
A comunidade internacional condenou firmemente o anúncio do teste nuclear feito pela Coréia do Norte na noite de domingo, que faria daquele país o nono Estado a possuir armas dessa natureza no mundo. A reação foi liderada pelo presidente norte-americano, George W. Bush, e o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), no primeiro teste do novo secretário-geral da entidade, o sul-coreano Ban Ki Moon. "Os Estados Unidos condenam este ato de provocação", disse Bush. "Mais uma vez, a Coréia do Norte desafiou a comunidade internacional, e a comunidade internacional vai responder", afirmou o presidente logo pela manhã, para depois dizer que seu país "continua comprometido com a diplomacia" e "continuará a proteger" seus interesses.


O Globo:
"Surpreendido, Lula diz que reagirá a ataques de Alckmin"
O presidente Lula admitiu que foi surpreendido, no debate de anteontem, pelos ataques do adversário Geraldo Alckmin, a quem se referiu como "delegado de porta de cadeia". Em encontro com evangélicos, Lula participou de uma oração comandada pelo senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, e disse que o domingo foi um dos dias mais tristes que viveu como político. O governador eleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), contou que Lula ficou irritado com a agressividade do tucano e que vai se preparar melhor para responder às cobranças sobre os escândalos de corrupção nos próximos debates.
Satisfeito com seu desempenho, Alckmin disse que está "absolutamente zen" e que externou o sentimento de indignação. "Fui um instrumento do povo. Não com raiva, mas com indignação", afirmou. Para o ex-governador, a questão central dos debates no segundo turno deve ser um projeto de desenvolvimento para o país. A atuação de Alckmin empolgou os tucanos.

O Estado de São Paulo:

"ONU discute sanções à Coréia do Norte"
O Conselho de Segurança (CS) da ONU se reuniu ontem e condenou por unanimidade o teste nuclear feito horas antes pela Coréia do Norte. O embaixador dos EUA, John Bolton, apresentou uma lista de sanções, baseada no Capítulo 7 da Carta da ONU, que dá ao CS o direito de impor represálias diplomáticas, econômicas - como bloqueio de portos - e, em última instância, militares contra países que ameacem a paz e a segurança mundiais. "A comunidade internacional responderá à altura", declarou o presidente americano, George W. Bush. Rússia e China, que mantêm vínculos comerciais com a Coréia do Norte, relutam em apoiar a moção americana. Para o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica, Mohamed el-Baradei, "o teste norte-coreano ameaça o regime de não - proliferação de armas nucleares".


Jornal do Brasil:
"Alckmin parte de vez para o ataque"
Satisfeito com as reações ao debate na TV Bandeirantes, Geraldo Alckmin decidiu intensificar a ofensiva para associar o adversários a casos de corrupção. Lula, com jeito de vítima, atribui as denúncias à inconsistência do programa de governo tucano.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Pssss...

Suplicy pede que Congresso faça advertência a Clodovil

Segundo o senador, Clodovil declarou a jornal argentino que só apoiará projetos desde que receba pagamento

Rosa Costa
BRASÍLIA - Antes mesmo de tomar posse, o costureiro Clodovil, eleito deputado federal pelo PTC, foi alvo do protesto do senador Eduardo Suplicy (PT-SP). Ele pediu nesta segunda-feira da tribuna aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP,) e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que façam uma advertência ao deputado eleito para que ele não continue comprometendo o Congresso, com a afirmação de que poderá apoiar projeto, "desde que recebesse um pagamento".
Segundo o senador, Clodovil deu a declaração em entrevistas a um jornal argentino. Ele não soube precisar se foi ao La Nación ou ao El Clarín. "Um deputado eleito, um representante do povo que comece a vir ao Congresso Nacional dizendo que poderá até vender o seu voto está anunciando que poderá cometer um crime, ainda não cometido", alegou.
Correligionário de parlamentares envolvidos com o esquema do mensalão, como os reeleitos João Paulo Cunha (PT-SP) e Paulo Rocha (PT-PA), Suplicy disse que advertir Clodovil "trata-se de uma questão de bom sendo e de respeito àquele que foi eleito pelo povo". "Que (ele) não chegue cometendo algo que certamente fere o decoro parlamentar", disse, sem fazer referência a seus colegas de partido.

Fonte: Agência Estado

Acidente

Oscar Niemeyer sofre queda e é submetido a cirurgia

O arquiteto está internado desde às 7 horas de domingo em hospital no Rio e, segundo boletim médico, passa bem, mas não há previsão de alta

SÃO PAULO - O arquiteto Oscar Niemeyer, de 98 anos, está internado, desde às 7 horas de domingo, no Hospital Samaritano, em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, por conta de uma fratura no quadril, conseqüência de uma queda sofrida em sua casa.
"O arquiteto foi submetido a uma cirurgia ortopédica e os médicos consideraram o procedimento um sucesso", diz o boletim médico divulgado nesta segunda-feira. De acordo com o boletim, assinado pelo ortopedista Pedro Ivo de Carvalho e pelo clínico geral Fernando Gjorup, Niemeyer "passa bem".

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Sinal de alerta

Coréia do Norte desafia o mundo com seu primeiro teste nuclear

Cecilia Heesok Paek Seul, 9 out (EFE).- A Coréia do Norte cumpriu hoje suas ameaças à comunidade internacional e realizou um teste nuclear, rompendo o frágil marco da segurança no Extremo Oriente e colocando em xeque todas as tentativas de diálogo com o regime comunista.

"É uma provocação e um ato intolerável", afirmou um comunicado do país mais afetado pelos testes, a Coréia do Sul, que, após 53 anos de um frágil cessar-fogo com o inimigo comunista do norte, percebe que, além de mísseis e armas químicas e biológicas, o regime pode utilizar a destruição nuclear como ameaça.
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Língua solta...

Clodovil diz que pode votar pró-governo por dinheiro

da Folha de S.Paulo, em Buenos Aires
Terceiro deputado federal mais votado em São Paulo, com quase meio milhão de votos, Clodovil Hernandes, 70, do PTC (Partido Trabalhista Cristão), admitiu em reportagem publicada pelo jornal argentino "Perfil", que pode aceitar dinheiro para votar a favor do governo quando estiver no Congresso. Ele já havia dito que não tinha nenhum programa político para o seu mandato.
"Vou aprender com os políticos com experiência, mas não me ensinarão a roubar porque eu, por pouco, não vou me sujar. Tudo dependerá de quanto me ofereçam para votar os projetos do governo", afirmou.
Questionado sobre qual seria o valor em dinheiro necessário para isso, respondeu: "Cada um pesa o dinheiro em sua própria balança. Eu não resolverei os problemas de ninguém. Aqueles que votaram em mim acreditando que eu iria solucionar os seus problemas se enganaram, isso é uma bobagem digna de quem foi mal colonizado".
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Ubatuba em foco

Som ao vivo

Sobre a convocação que o vereador Jairo dos Santos (PT) fez para o debate sobre o projeto que regulamenta o som ao vivo nos estabelecimentos comerciais do município, gostaríamos de nos manifestar com alguns comentários.
No texto, o nobre edil fala em “contemplar os músicos e comerciantes, etc.”.

Sim, claro, mas não seria bom pensar também em contemplar com o sossego o cidadão que habita no entorno, a grande maioria ?
Quanto a “gerar empregos”, ninguém vai perder o seu. A idéia é que poderia haver o som acústico, não amplificado, para os freqüentadores. Assim, os turistas interessados em música ao vivo, terão suas opções atendidas (axé, sambão, pagode, etc) e o resto da população poderá repousar.
A prática anterior, o som amplificado, mais parecia um desafio entre torcidas: cada um aumentava mais o seu volume, até conseguir abafar o som do vizinho.

As noites tornaram-se um verdadeiro inferno para quem só queria descansar, curtir sua merecida e silenciosa noite de sono.
O Rio de Janeiro resolveu este mesmo problema com muita sensatez, e a solução encontrada foi exatamente proibir o som com amplificadores. O raciocínio é simples: o som deve ser ouvido por quem está freqüentando o lugar e não pelo bairro inteiro.
Os moradores do Itaguá e proximidades estarão atentos ao encaminhamento da questão e dispostos inclusive em provocar o Poder Judiciário sobre o assunto, caso julgue necessário.
É bom sempre lembrar que uma cidade que incomoda seus moradores, certamente vai incomodar seus visitantes.


Associação dos Moradores do Alto da Praia Vermelha e Jd. Alice

Exorcismo


Copyright Angeli, na Folha

Notícia da Prefeitura

Notícias do dia 09 / 10 / 2006

Prefeitura de Ubatuba lança o prêmio Ciccillo Matarazzo
Ubatuba realiza “2º Festival da Paz”
Curso de hortas suspensas faz sucesso em Ubatuba
Prefeitura de Ubatuba prepara festa do Dia da Criança
Prefeitura terá ponto facultativo na próxima sexta-feira, dia 13
Ubatuba apresenta Comitê Organizador dos Jogos Regionais 2007
Inscrições para prova pedestre “Cidade de Ubatuba” começam dia 10

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Manchetes do dia

Segunda-feira, 09 / 10 / 2006

Folha de São Paulo:
"Lula e Alckmin partem para o ataque no primeiro debate"
Alckmin ataca e Lula reage em debate inflamado na TV - Tucano cobra explicações para dinheiro apreendido; petista gaba-se por crescimento.
Candidato do PSDB pede a adversário que "olhe nos olhos do telespectador"; presidente diz que rival tem "saudades da tortura".
Marcelo Coelho: Candidatos pareciam casal em crise - Alckmin e Lula entraram dispostos a "dizer verdades" um ao outro; resultado acaba sendo empate.

O Globo:

"Ataques de Alckmin a Lula, e de Lula a FH, marcam debate"
Do começo ao fim, foi um duro embate entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), ontem à noite na TV Bandeirantes, no primeiro debate do segundo turno das eleições. A discussão sobre ética e corrupção marcou o encontro, com os dois se chamando até de levianos. Alckmin partiu para o ataque, perguntando diretamente ao adversário: "Candidato Lula, de onde veio o dinheiro sujo para comprar o dossiê fajuto?", pergunta que repetiria por diversas vezes. "Eu não sou investigador. Possivelmente o governador tenha saudade da tortura", reagiu o petista, quando o tucano perguntou ainda por que ele chamara os petistas envolvidos para descobrir a origem do dinheiro. Atacado o tempo todo por escândalos recentes, Lula partiu para a comparação com o governo Fernando Henrique, fazendo acusações e lembrando denúncias de compra de votos pela reeleição, em 1997, e falando do processo de privatização no governo passado. Alckmin tentou puxar a comparação para seus governos em São Paulo, mas não deixou de bater nos casos de corrupção. "Ele sabe tudo do governo Fernando Henrique, é pena que não saiba nada do que aconteceu no seu governo", provocou Alckmin. Lula acusou o tucano de não cuidar do social em São Paulo e também fez acusações sobre a Febem e a segurança pública.


O Estado de São Paulo:
"Lula e Alckmin se acusam e perguntas ficam sem resposta"
O primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial, ontem, teve poucas propostas e muitas acusações, algumas vezes quase chegando ao bate-boca. "Não diz a verdade", "fraco" e "leviano" foram expressões usadas de lado a lado. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, adotou tom agressivo desde o começo, até então inédito em sua campanha, e fez cobranças ao petista Luiz Inácio Lula da Silva sobre todos os escândalos de corrupção em seu governo, diversos envolvendo ministros. Lula cobrou o adversário sobre CPIs barradas em São Paulo e fez ataques ao governo Fernando Henrique Cardoso e comparações sobre iniciativas na área social. Também se irritou algumas vezes e disse que não é policial para saber qual a origem do R$ 1,75 milhão com que petistas pretendiam comprar o dossiê Vedoin.


Jornal do Brasil:
"Debate agressivo esquenta a campanha"
Não faltou agressividade no debate de ontem na TV Bandeirantes entre os candidatos à Presidência. Lula e Alckmin foram duros um contra o outro, nas perguntas e nas respostas. Já no começo, Alckmin perguntou a Lula: "De onde veio o dinheiro sujo para comprar o dossiê fajuto?" Lula respondeu que também quer saber porque o escândalo o prejudicou mais do que ao tucano. A certa altura, a discussão entre os dois escapou dos microfones e o mediador teve que pedir calma:
"Não seja leviano!", gritou Lula.
"Me respeite!", reagiu Alckmin.

domingo, outubro 08, 2006

Corrida presidencial

Fim de jogo

Eu não poderia me furtar ao dever de comentar o debate. No editorial de hoje afirmei que os candidatos fugiriam do tema crescimento e do que fazer para torná-lo realidade. Na verdade foi o que aconteceu. Nada foi aprofundado e nem haveria como, já que o tempo era exíguo. Lula foi bem, não diferiu do Lula de sempre. Fez afirmações generalistas de conteúdo político e quando as perguntas o incomodaram desconversou. Alckmin surpreendeu. Deixou de lado o estilo picolé de xuxu. Mostrou-se confiante, disposto, aguerrido. Se o debate não mostrou propostas em profundidade, deu uma boa idéia do modo de ser dos candidatos. Não vou dizer quem ganhou, os leitores devem ter tirado suas conclusões. Posso, no entanto, afirmar que o meu voto está definido. Hoje um pouco mais.

Sidney Borges

Debate

Editorial

Noite vazia

Hoje é o dia do debate. Por questão profissional sou obrigado a assistir. Vai ser enfadonho, conheço os candidatos há muito tempo, sei exatamente o que esperar deles. Eu gostaria de perguntar ao presidente Lula o que ele pretende fazer para tirar o Brasil da lanterna do crescimento, ou melhor, da zona de rebaixamento. A lanterna pertence ao Haiti, uma espécie de Íbis das nações. Para quem não se recorda, usei uma metáfora a gosto do presidente Lula. O Íbis foi um dia considerado o pior time do Brasil. Perdia todas. Deve estar na vigésima divisão, se é que existe. É para lá que vai a Portuguesa, meu segundo time. Felizmente o Juventus, meu terceiro time continua fazendo bonito. De 1996 para cá o mundo cresceu, menos o Brasil que ficou plantado qual sequóia. Estagnado. Para tirar o atraso precisa crescer sete por cento ao ano. Nem Lula nem Alckmin têm a menor idéia do que fazer para tornar essa meta realidade. Pelo menos nunca mencionaram o tema de forma convincente. Eles dizem que o Brasil precisa crescer. Eu sei, hoje perguntei ao padeiro se o Brasil precisa crescer. Ele disse que sim e perguntou se eu não queria levar uma rosca de coco. Depois fui abastecer o carro e perguntei a mesma coisa à moça do posto. Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça enquanto examinava o nível do óleo. Todo mundo sabe disso, até o meu cachorro sabe. Quando menciono o tema ele late. Quero saber apenas um detalhe. Como fazer para o Brasil crescer? O que vamos assistir hoje à noite será empulhação da grossa. O que deveria ser um embate de idéias será apenas boxe ruim. A democracia brasileira ainda não foi entendida no país. Embora estejamos no ano de 2006, em pleno terceiro milênio, a nação vive e pensa como faziam os camponeses medievais, com todos os mitos e temores destes. O debate será para ungir um rei. No Brasil presidente é rei. E não é um rei qualquer. É um rei mágico que tem a incumbência de mudar a realidade apenas com palavras e gestos. Vou ter uma noite difícil. As promessas e os compromissos que os candidatos farão e assumirão não resultarão em nada de prático. Melhor sentar e esperar o espetáculo do crescimento passar e se possível dele tirar um dos dez milhões de empregos que um dia foram prometidos. Vou continuar esperando, como o meu avó português esperou por Dom Sebastião. É o meu destino, está escrito...

Sidney Borges

Manchetes do dia

Domingo, 08 / 10 / 2006

Folha de São Paulo:
"Eleitor que ganha até R$ 700 dá vantagem a Lula"
Os eleitores com renda familiar até dois salários mínimos (R$ 700) são os responsáveis pela vitória de 50% a 43% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB) na pesquisa Datafolha feita na quinta e na sexta sobre o segundo turno das eleições.
Nessa faixa (47% do eleitorado), Lula obtém 59% e Alckmin, 34%. Entre eleitores com renda acima de dez mínimos, o tucano o supera, vencendo por 69% a 24%.
Também dão apoio majoritário a Lula os negros, os pardos, os nordestinos e os pouco instruídos.
Quanto mais branco, mais rico e mais escolarizado, mais o eleitor pende para o lado do candidato tucano.
Para Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, esta é a eleição, desde a volta das diretas, "em que mais claramente os diferentes estratos tomam posição".


O Globo:
"Lula e Alckmin vão para o ataque na guerra da TV"
Os dois candidatos à Presidência vão partir para o confronto pesado com o reinício da campanha na TV. Hoje à noite, no debate da TV Bandeirantes, o petista Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin já devem adotar atitude bem mais agressiva com acusações mútuas. O PT vai insistir na criação do "risco Alckmin", enquanto o PSDB cobrará a origem do dinheiro do dossiê Vedoin. O alvo principal de Lula, no entanto, não é Alckmin, e sim o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sobre cujo governo os petistas preparam dossiês com pesadas acusações. A propaganda na TV e no rádio recomeça na quinta-feira. Na primeira semana dos segundo turno, os candidatos estiveram envolvidos com crises internas: Alckmin viu sua base eleitoral no Rio implodir ao receber o apoio de Garotinho, e Lula reabriu a luta dentro do PT, com o afastamento de Ricardo Berzoini da presidência do partido, como resposta à opinião pública. Especialistas comentam os pontos fortes e as vulnerabilidades de Lula e Alckmin.


O Estado de São Paulo:
"Corrupção deve dominar debate"
O debate inaugural do segundo turno, marcado para as 20h30 de hoje, na TV Bandeirantes, será o primeiro confronto de fato entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o tucano Geraldo Alckmin. Eles devem protagonizar um encontro histórico, com foco em corrupção e ética. Lula pretende comparar seu governo com o de FHC, explorando as denúncias de corrupção contra o antecessor. Provocado, deverá dizer que, enquanto seu governo e o PT "cortaram na carne" - referência à expulsão de quatro integrantes do PT e ao afastamento do presidente do partido, Ricardo Berzoini -, os adversários jogam a sujeira para debaixo do tapete. Também deve recorrer ao polêmico apoio do ex-governador Anthony Garotinho ao seu adversário. A equipe do PT garante que Lula adotará "tom ofensivo, mas sem perder a ternura"; se for preciso, no entanto, baterá pesado. Alckmin, por sua vez, se diz disposto a discutir qualquer tema com Lula e até mesmo a levar para o estúdio fotos do dinheiro que o PT pretendia usar para comprar o dossiê Vedoin. A equipe de Alckmin afirma que o tucano "manterá a classe" mas, se for preciso, também baterá pesado.


Jornal do Brasil:
"A vida de um carioca vale R$ 50"
Por R$ 50 mil foi possível mandar matar o diretor do presídio Ary Franco. Muito caro, para os padrões do Rio. O motorista Juarez Dutra teve a morte encomendada pela máfia das vans pela bagatela de R$ 500. Até uma cabra já serviu para pagar um assassinato, na região serrana. A tabela dos matadores de aluguel é flexível: por R$ 50 e um cafezinho é possível tirar a vida de um desafeto. Metade dos 20 homicídios diários registrados no estado nos últimos 15 anos e meio foi cometida por assassinos de aluguel.
 
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