sábado, janeiro 28, 2006

Normas & convivência




"Quando, no exercício da atividade profissional, for prática contumaz, o desrespeito legal, ela deixa de ser profissional e, passa a ser, aos "olhos" da lei, marginal".

Estas escunas, tem ancorado (o que é direito de ambas) aqui na Fortaleza, fora do limite (200 metros) de proteção aos banhistas (o que é legalmente proibido), para o desembarque de passageiros. Para alardear o embarque, tem-se utilizado, com furor, de sonora e, característica buzina, além de megafone (para cujo uso, não há legislação específica) acima dos decibéis tolerados, pelos ouvidos e pela tranquilidade de seres humanos. Já enviei uma reclamação formal à Capitania. Vou insistir na reclamação. Na protelação, como alternativa contundente e, de eficácia já comprovada (vide boate DAFT do Itaguá) a contragosto, buscarei mediação (e justa reparação) do meu (e, de qualquer um) direito de vizinhança. Devo encontrá-lo (esse tal direito), com muita facilidade, em uma das salas, do prédio azul e branco, da praça Nóbrega. Tenho vários companheiros que me acompanharão nesta empreitada! Será, que será mesmo preciso? Quanto aos banhistas, estou providenciando a instalação de uma nova raia (boias) de proteção, uma vez que a existente, teve seu cabo rompido. Espero que este cabo tenha maior resitencia (e durabilidade) que o anterior. Intalarei, também, boia demarcatória (dos 200 metros) para delimitação das ancoragens. Quem sabe?

Áreas de uso comum.

Estas áreas, devem dividir-se em áreas de domínio e, de uso público. A segunda, a qual quero me referir, carece e merece normatização. A pecha de "público", vira terra de ninguém, onde tudo fica possível. Do uso indiscriminado, impróprio, aviltado, até, a apropriação indevida, com a intenção de tê-lo como particular, por exemplo, o terreno do Camping Club do Brasil, do Perequê-Açu (que é da Prefeitura), a coisa corre solta. Por outro lado, vizinhos destas áreas (públicas), sofrem pelo seu mau uso, principalmente pela somatória dos resultados do total abandono de sua manutenção. Por exemplo, todas as praias! Assim, seria bom, pelo menos, que os usuários entendessem, e se, não entendessem, fossem coagidos a entender que, todas as praias são de uso comum! Agora, lixo e educação são coisas "pessoais" e intransferíveis!

Ronaldo Dias

Coisa de pilotos



Era o fim de uma tarde de verão, quente, seca, com térmicas fortíssimas. Dia de voar planadores em Jundiaí. No ar apenas dois, um Discus e um Jantar 3, eu voava o Discus, na época, princípio dos anos 90, o estado da arte dos planadores. O vôo tinha sido bom, eu estava no ar há mais de cinco horas, era tempo de voltar. Quando tomei tal decisão me encontrava sobrevoando um reflorestamento entre Bragança Paulista e Campinas. Resolvi gastar a energia potencial acumulada num vôo de contemplação, tomei o rumo de Jundiaí com a intenção de economizar altura até o último momento. Cansado, movi o corpo, estiquei os braços e a coluna para ativar a circulação. Nesse momento eu o vi. Exatamente sobre mim, talvez uns mil metros acima. Voava silencioso, deslizando a silhueta negra contra o azul dourado do céu poente. Demorei para perceber que era um ganso. Enorme, elegante, soberbo. Resolvi seguí-lo. Voava resoluto na direção de Itu. Sendo mais rápido descrevi uma curva ampla cuidando para não perdê-lo de vista, pois se acontecesse seria difícil o reencontro. Súbito passei por uma bolha ascendente, nossa diferença de cota diminuiu, como a térmica fosse constante e forte, resolvi rodar. Logo ganhei altura e tratei de procurar o misterioso “canard”. Depois de um cuidadoso 360º perscrutando o horizonte, lá estava ele, ligeiramente abaixo e distante, no limite da visão 20/20. Empurrei suavemente o manche e a velocidade se fez presente, quando alcancei o majestoso viajante solitário estávamos exatamente na mesma altura. Cuidadosamente me coloquei na sua ala. Durante alguns instantes nossos olhares se cruzaram, houve uma certa cumplicidade, eu queria saber de onde ele vinha, para onde ia, ele pareceu surpreso com o tamanho do intruso curioso e branco. Infelizmente eu era mais rápido, a tentativa de voar lado a lado me fez estolar. Quando recuperei ele estava ligeiramente acima. Tornei a rodar e me colocar na ala para fazer uma coordenação de despedida antes de retomar o rumo de Jundiaí, onde ainda voei por quase uma hora na encosta da Serra do Japi. Podem duvidar, mas quando me despedi tive a certeza de ter visto o meu novo amigo respondendo. Um piloto não se furtaria à gentileza.
Este texto é em homenagem aos meus amigos Fernando de Almeida e Tadeu, pilotos gentis que decolaram cedo.

Sidney Borges

Comida

Dinos: "Tiranossauro rex" comia cadáveres. A notícia tem algo de sensacional e revelador. Como eram primitivos os primitivos donos do planeta, desaparecidos após um cataclismo climático. Felizmente nós primatas mamíferos somos civilizados. Houve inegável evolução. Quer almoçar comigo? Filets de poulet traités en salaison, fourrés au jambon cuit de dinde et au fromage.

Sidney Borges

DEMAGOGIA

Leio, em Ubatuba Víbora, assustado, notícia “PREFEITURA SOLUÇÕES PARA ZONA AZUL, FALTA DE COLETA DE LIXO E ABERTURA DE UM CAMINHO DE SERVIDÃO”.
Há adágio que afirma que papel aceita tudo.
Parece-me que, no caso, houve grande exagero no emporcalhamento da capacidade e dignidade do papel.
Como o Felix é o cartão de visitas de Ubatuba, e o é às suas contas exclusivas, especialmente pela distância que sempre manteve da Prefeitura, assusta a impropriedade do texto ora analisado.
Em primeiro lugar, jamais a Prefeitura fez um milímetro quadrado de pavimentação aqui.
Tudo foi feito por nós.
Há seis ações públicas contra a destruição do meio ambiente no Felix, por mim ajuizadas: em cinco delas a Prefeitura é ré e todas decisões têm sido em favor do meio ambiente, corrigindo os malfeitos tentados pela ré, na concessão do inconcessível.
Dia 25 de janeiro estive na ‘dita’ reunião noticiada, com o vice-prefeito, sua assessora e o vereador Edílson, todos na Praia do Felix, onde todos os acima e demais ambulantes e assistentes diversos acessaram constitucional e livremente, por caminho amplo, limpo e arborizado, por nós proprietários assim mantido desimpedido e limpo.
Por sinal, é como, desde sempre, o fazem todos que aqui freqüentam.
Ouvimos do vice-prefeito, surpreendidos e desarvorados, pois pensamos que as autoridades são defensoras da lei e da ordem, bem como esperando delas que sejam coerentes ...
‘Que cobram a zona azul para obter recursos para tampar buracos financeiros anteriores, advindos de má administração da COMTUR, pendentes de boa prestação de contas’.
Ouvimos, ainda mais horrorizados, que precisamos tirar dos mais ricos (imagino que referência aos turistas extorquidos pela famigerada cobrança – nenhum retorno existe dela) para dar aos mais pobres daqui, que ele nomeava como migrantes invasores de terras públicas.
Sabemos que a direção da sociedade daqui concordou com a zona azul com o objetivo de tornar mais difícil o acesso à Praia do Felix, para diminuir a freqüência. Aliás, se chega, por exclusão de outros razões, a esta conclusão. A zona azul aqui, só toma, sem nada dar em troca, a não ser congestionamento deste de entrada do Felix, por vezes se estendendo pela rodovia Rio Santos.
Como se vê acima e pelos mais de vinte anos de sucesso da praia, o pessoal do cartão de visitas de Ubatuba, que é a Praia do Felix, não está desassistido dos poderes públicos.
Ao contrário, como se viu acima, pelas ações de defesa do meio ambiente, onde a prefeitura é ré, o pessoal daqui assiste muito bem o local e as eventuais mazelas existem por omissão da prefeitura.
É sinal destes tempos a autuação dos ambulantes legalizados por pequenas omissões, quando existem enxames de ilegais, tudo fazendo em desfavor da lei, da saúde e da paz pública, sem qualquer ficalização – como compete de ofício - do poder público municipal.
Exemplo flagrante e absurdo de tal é a atividade do tal ‘joão do barco’. Há anos explora transporte de turistas por barcos de alumínio, pilotado por si e por outros também inabilitados para tanto, muitas vezes até menores de idade.
Já causou danos físicos à nadador e a fauna do local deve ter sido prejudicada. O perigo que representa, diariamente, aos freqüentadores, é público e notório. Há que se ver que a praia não comporta tráfico de barcos junto à arrebentação e os banhistas, como ele o faz. Estes banhistas, ali, são na maioria crianças, pois acessa praia no local mais manso,
Seria instrutivo verificar as distribuições, BOs e autuações que existem contra referido ‘joão do barco’, nas diversas instâncias do poder público aqui de Ubatuba, quer na esfera municipal, quer na estadual.
Caso fosse verdadeira a afirmação estapafúrdia e mentirosa que atribuem ao vereador Edílson sobre o caminho particular que mantemos e limpamos para benefício de todos os que aqui freqüentam, quero afirmar que há mais de vinte anos todos acessam em condições ótimas e constitucionais a Praia do Felix.
É exemplo a reunião tão demagogicamente noticiada e ora comentada. Mais ainda, sr. Vereador: aqui é a única praia onde se permite o acesso de deficientes, por nosso caminho particular de veículos.
Aqui acessam deficientes que não o podem fazer, quer no recinto da Câmara, quer na maior parte da Prefeitura.Quanto às dificuldades de acesso dos ambulantes, é de tal amplitude a mentira, que basta ver o grande e excessivo número deles, quer os legais, quer o imenso e crescente número dos ilegais.
O que se poderia aqui reivindicar seria uma ação efetiva e isonômica (tratando todos igualmente perante a lei ) do poder público na fiscalização do comércio ambulante.
No caso, poder-se-ia, para iniciar, tratar A VERDADE como ela merece: limpidamente e sem demagogia.
Tratar o poder de fiscalização sem diferenças, sem injustiças, especialmente aquela injustiça maior que representa punir um sem punir outro em igualdade de condições.
Não permitir que alguns sejam mais iguais que outros.
Enfim, o que se espera, até constitucionalmente, é permitir-se que a verdade apareça, que a cobrança e o cumprimento isonômico da lei se faça, sem as distorções dos vapores maléficos da demagogia e que tudo nos iguale, eleitores e poder público, para que caminhemos pelo caminho balizado pelo bom senso, verdade, Justiça e Lei.

Roberto de Mamede Costa Leite
r-mamede@uol.com.br

“VERDADES IGNORADAS”

"Novas considerações sobre a terceirização da merenda escolar"

Corsino Aliste Mezquita
O confronto, Prefeitura – X – Sociedade, vem produzindo farta literatura. A Sociedade tem deixado claro que “Merenda Escolar” não é, e não pode ser, moeda de troca, as crianças devem ser prioridade a ser respeitada, a autonomia das escolas preservada e os custos para o Município de Ubatuba serenamente calculados.
Os discursos virulentos e agitados do Sr. Prefeito e de sua Secretária de Educação pretendem atropelar a realidade, negar a história, denegrir um passado provadamente bom, eficiente e reconhecido, como tal, por toda a comunidade. Isso com o intuito de fazer o povo ignorar as tristes verdades que se escondem nas “auditórias” que não houve, no relatório cheio de impropriedades, esdrúxulo e desonesto, elaborado por pessoa não habilitada e com finalidades determinadas pela própria Prefeitura, segundo afirmativas do autor.

Ninguém, em Ubatuba, pode ignorar que:

1°- O Sr. Olavo Egídio Ozzetti não visitou uma única escola em 2004. Ele tentou elaborar esse relatório de graça. Desconhecemos quem o estava patrocinando. Foi impedido pelo Secretário de Educação, à época, por já conhecer sua pessoa e as finalidades do relatório. Sua presença nas escolas de Ubatuba não era desejada.

2°- Durante quatro dias, em março de 2005, fez um arremedo de pesquisa em quinze escolas e aplicou, esses dados, à merenda de 2004, que ele não conheceu. É uma desonestidade estatística de tais proporções que seria motivo de cancelamento de seu suposto diploma de estatístico e desqualifica seu relatório e ou auditória.

3°- A Nutriplus (uma das concorrentes) criou, em Caraguatatuba, em 2003, problemas semelhantes, aos criados, pela Santa Helena, em Ubatuba, em 2000, segundo informação verbal da Secretaria de Educação daquela cidade. Caraguatatuba também não quer ouvir falar em terceirização.

4°- É, nesse relatório e ou auditória desqualificados, que O Sr. Prefeito e sua Secretária de Educação, se apóiam para dizer que, a merenda, em 2004, era ruim e cara. Senhores, a merenda não foi pesquisada, em 2004. O levantamento fajuto foi realizado em março de 2005. Os responsáveis pela merenda eram o Sr. Eduardo de Souza César e sua Secretária de Educação. A ruindade foi registrada, na atual administração e não foi só pelo Sr. Olavo.

5°- A equipe que coordenou a Seção de Merenda, em 2001-2004, teve oportunidade e aproveitou todas as oportunidades para servir a melhor merenda, de que se tem notícia, nos últimos tempos da história de Ubatuba.

6°- De abril de 2001 a Dezembro de 2004, o cardápio da merenda, era lido, todos os dias, na Rádio Costa Azul e se encontrava fixado, em lugar público e de fácil leitura, em todas as escolas.

7°- Pais, alunos e comunidade tinham linha direita para fazer quaisquer reclamação e eram, sempre, prontamente, atendidos.

8°- Não tivemos reclamações de diretores, professores, pais, alunos ou comunidade por falta de merenda ou porque sua qualidade não fosse satisfatória. Quando os atuais dirigentes alegam isso devem estar se referindo a 2005.

9°- O Sr. Presidente do CAE era pai de alunos de escola municipal e aluno em escola estadual. Conferia a merenda, todos os dias, em ambas escolas e só tecia elogios.

10°- Os membros do CAE visitavam as escolas e sempre ficaram satisfeitos com o que viam e ouviam.

11°- A Seção de Merenda e a Secretaria Municipal de Educação recebiam, constantemente, elogios, parabéns e agradecimentos, dos mais diversos setores da sociedade.

12°- O Conselho Regional de Nutricionistas, visitou, várias vezes, a Seção de Merenda e as escolas, e considerou, a merenda de Ubatuba, no quadriênio 2001-2004, como uma das melhores do Estado de São Paulo.

13°- A Sra Nutricionista participou de congressos, simpósios e eventos organizados pelo Plano Nacional de Alimentação Escolar –PNAE- que divulgavam as boas práticas de alimentação escolar e aconselhavam, os municípios, a organizarem hortas escolares e comunitárias e a não terceirizar a merenda.

14°- O Sr. Prefeito de Ubatuba, Paulo Ramos de Oliveira, recebeu, do Ministério da Educação, em setembro de 2004, certificado de “GESTOR EFICIENTE DA MERENDA ESCOLAR”, pela contribuição, do Município de Ubatuba, para a educação alimentar e a solução dos problemas nutricionais do Brasil.

15°- Em 2004 a Seção de Merenda investiu R$ l.617.766,79, na distribuição de, aproximadamente, 4.600.000 merendas, a um custo aproximado de 0,35(trinta e cinco centavos) a unidade de merenda. O cálculo era estimado pelo número de alunos servidos diariamente e pelos alimentos distribuídos a cada escola.Não houve outros gastos diretos com merenda.

16°- Até, o então vereador oposicionista, Eduardo de Souza César, que criticava e reclamava de todas as ações do governo, nunca fez um requerimento, uma indicação, uma crítica à merenda escolar. Terá esquecido?. Foi quatro anos omisso?. Naquela época as crianças não despertavam seu interesse?

As verdades acima relacionadas não podem ser ignoradas por ninguém. Agindo em sentido contrário, os atuais agentes políticos, não só estão negando evidências, por uma plêiade de cidadãos vivenciadas e de todos conhecidas, como denegrindo a história de nosso município. Nossa experiência nos indica que não é, por esses caminhos, que se constrói a paz e o progresso social. Tendo a mentira perna curta, esperamos que, a VERDADE, finalmente prevaleça.

Comunicado do PT

PARTIDO DOS TRABALHADORES

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Ubatuba, esta convidando o Sub-Núcleo Regional do Plano Diretor do Vale do Paraíba, Litoral Norte e Serra da Mantiqueira para um seminário com as comunidades e os diversos setores da sociedade a fim de discutir o andamento da elaboração do Plano Diretor Participativo de Ubatuba.
A data do seminário será dia 04/02/06, e o local será no auditório da Colônia de Férias do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, na Av. Felix Guizard, 410, Perequê-Açú, das 14:00h as 18:00h.
De acordo com a lei 10257/01 do Ministério da Cidade, todas as cidades turísticas e com população acima de 20 mil habitantes serão obrigados a aprovar o Plano Diretor Participativo até 10 de Outubro de 2006.
A preocupação do PT é que diante da amplitude do debate e conforme orientação do Ministério da Cidade não haverá tempo hábil para a conclusão do PDP, devido à lentidão e burocracia do Governo Municipal.

Mauricio Moromizato
Presidente

Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Ubatuba
Av.: Profº Thomas Galhardo, Nº. 905, sala 05, Centro Ubatuba SP.
Fone: (12) 3833-6857
pt_ubatuba@itelefonica.com.br ou juscilenealmeida@bol.com.br

Notícias da Prefeitura


O prefeito de Ubatuba, Eduardo César, na Câmara dos Deputados

Prefeito vai a Brasília em busca de recursos para Ubatuba

Eduardo César visitou vários ministérios e protocolou pedidos que incluem Pronto Socorro Municipal, casas populares, viaduto, rotatórias, reforma do Mercado de Peixe e participação em programas federais, como o Segundo Tempo do Ministério do Esporte

O prefeito Eduardo César retornou ontem, 27, de Brasília, onde esteve por três dias, percorrendo vários ministérios em busca de recursos para o município de Ubatuba. Além dos ministérios, o prefeito esteve também com o presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo que prometeu empenho no acompanhamento das emendas que buscam recursos para Ubatuba. “O deputado Aldo Rebelo se colocou à nossa disposição em Brasília e reafirmou o seu carinho pelo nosso município, que segundo ele é um das mais lindos do país”, disse Eduardo.

Casas Populares

Na secretaria de Habitação do Ministério das Cidades, Eduardo César esteve com o chefe de gabinete Luciano Ricardo Azevedo Roda onde apresentou o projeto de congelamento de núcleos irregulares do município e a necessidade de recursos para aquisição de áreas, colocação de infra-estrutura e construção de casas populares para moradores de áreas de risco e de preservação ambiental. “Fomos muito bem recebidos no Ministério das Cidades, o que prova que quando o político é sério, não é a sua sigla partidária que irá abrir portas e sim o seu empenho e sua vontade de conseguir melhorias para o seu povo que realmente importam”, conta Eduardo lembrando que em todos os órgãos por onde passou foi muito bem recebido.

Pronto Socorro Municipal

Acompanhado do secretário municipal de Saúde, Marcos Franco e do arquiteto João Batista Silva, da Saúde Coletiva, o prefeito esteve também com o secretário executivo do Ministério da Saúde, José Agenor Álvares da Silva. Na oportunidade, a equipe de Ubatuba apresentou ao secretário o projeto do Pronto Socorro Municipal que deverá ser construído na estrada do Monte Valério. Segundo João Batista, o projeto arquitetônico já está pronto faltando apenas as planilhas e os memoriais descritivos. “O secretário achou a nossa proposta completamente viável e nos adiantou que o projeto tem todas as condições para ser aprovado”, adiantou o arquiteto. Também acompanhou a comitiva de Ubatuba ao Ministério da Saúde, o Dr. Marcos Correa.

Viaduto e Rotatórias

No Ministério dos Transportes, o prefeito Eduardo César protocolou pedidos para a construção de três rotatórias – uma no Indaiá (Perequê-Açu), outra na Praia Vermelha do Norte e a terceira no Ubatumirim. Além da transformação dos trevos em rotatórias, Eduardo César protocolou também pedido de uma via marginal de 8 kms de extensão ligando o trevo da Praia Grande ao trevo do Indaiá e a construção de um viaduto ligando a Rodovia Osvaldo Cruz a avenida Thomaz Galhardo. “São obras que irão garantir a segurança da nossa população e dos nossos turistas”, explicou o prefeito Eduardo César lembrando que uma equipe técnica do Ministério estará na próxima semana em Ubatuba para fazer estudos mais detalhados. “Uma audiência já está marcada com o Ministro para discutirmos, após o estudo dos técnicos, o detalhamento das obras”, disse Eduardo.

Apoio à pesca e a maricultura

Na Secretaria Especial de Agricultura e Pesca da Presidência da República, o prefeito Eduardo César se encontrou com o secretário executivo Fernando Suplicy que prometeu examinar com muita atenção os pedidos de Ubatuba. Entre eles, apoio aos Programas de Boas Práticas de Produção, Pós Colheita e Fabricação de Pescado, construção ou adequação de infra-estrutura para desembarque, manipulação, comercialização e estocagem em condições higiênico-sanitárias que permitam a certificação por um Serviço de Inspeção (municipal, estadual ou federal), reforma do Mercado Municipal de Peixe e a priorização do projeto enviado a SEAP n° 00350.004131/2005-17 intitulado “Incentivo ao desenvolvimento responsável e ordenado da pesca e da maricultura no município de Ubatuba”, com a inserção da construção da beneficiadora no Mercado Municipal de Peixe.

Programa Segundo Tempo

Com a coordenadora do programa federal Segundo Tempo, do Ministério do Esporte, Claudia de Oliveira, o prefeito Eduardo César buscou informações detalhadas para que Ubatuba possa também receber seus recursos. Trata-se de um programa de estímulo ao esporte através das escolinhas municipais onde são repassados recursos para serem aplicados na aquisição de materiais e equipamentos esportivos, salário de monitores e reforço alimentar. Prevê ainda atividades de lazer e cultura para a faixa etária de 7 a 17 anos, tanto da rede pública de ensino como de entidades assistenciais do município. “Trata-se de um projeto muito interessante para Ubatuba já que poderemos ampliar ainda mais o atendimento às crianças e jovens da cidade que são hoje atendidas pelas nossas escolinhas de esporte”, acredita o prefeito.

Avaliação

“Depois das parcerias firmadas com o governo estadual, entre elas, várias obras que estarão sendo iniciadas assim que terminar a temporada, estamos agora buscando recursos e apoio na esfera federal”, disse Eduardo César ao analisar sua ida a Brasília. Além de todos os contatos feitos nos ministérios tivemos a ajuda muito importante do Gabinete de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, na pessoa do sr. Rogério Nunes de Siqueira, que nos abriu portas e nos conduziu às pessoas que precisávamos manter contato”, contou. “Posso afirmar que foram reuniões e contatos extremamente produtivos e fundamentais para o caminho do desenvolvimento que a cidade começa a mostrar ao final de um ano de governo”. PMU

Informações turísticas


Esdras, Luis Felipe e deputado Marcelo Ortiz, do PV

Ubatuba recebe Centro de Informações Turísticas Itinerante

Os recursos são do Ministério do Turismo e chegam a Ubatuba pelas mãos do deputado Marcelo Ortiz

Através de uma emenda do deputado federal Marcelo Ortiz (PV), a Prefeitura de Ubatuba estará recebendo, dentro de 60 dias, um Centro de Informações Turísticas Itinerante. A boa notícia foi dada ao secretário de Turismo de Ubatuba, Luiz Felipe de Azevedo, pelo próprio deputado na manhã de ontem, sexta-feira, 27 que esteve na cidade acompanhado do diretor executivo de Infra-estrutura turística do Ministério do Turismo, Esdras Nascimento.
O Centro de Informações Turísticas Itinerante, segundo o secretário Luiz Felipe, é uma novidade no Brasil e Ubatuba terá um dos primeiros exemplares. Trata-se de uma van equipada com dois microcomputadores, data-show, telão e várias tendas desmontáveis. “Além de podermos estar nas entradas da cidade e em vários outros pontos do município divulgando o que Ubatuba tem de melhor, poderemos levar a nossa cidade para qualquer lugar em qualquer tempo”, comemora o secretário. “É Ubatuba sobre quatro rodas. Essa mobilidade nos permitirá uma divulgação ainda maior do nosso município a um custo bastante reduzido”, completou.
Para o deputado Marcelo Ortiz, autor da emenda de R$120 mil para Ubatuba e valores semelhantes para as outras três cidades do Litoral Norte, é uma satisfação muito grande poder contribuir para o desenvolvimento turístico destas quatro cidades. “Fizemos estas emendas em 2004, elas foram empenhadas em 2005 e agora estamos comemorando a chegada dos recursos”, disse o deputado que mantém residência de veraneio em Ubatuba. Além destas emendas, Marcelo Ortiz adiantou que já estão em andamento vários outros projetos na área turística para o Litoral Norte.
A informação sobre os novos projetos foi confirmada pelo representante do Ministério do Turismo, Esdras Nascimento. “Estou recebendo das mãos do deputado, hoje, aqui em Ubatuba, projetos de Ubatuba na ordem de R$ 5 milhões e o que depender do Ministério, estes recursos serão liberados, pois o nosso objetivo é profissionalizar o turismo no Brasil e precisamos de bons projetos como este do Centro de Informações Turísticas Itinerante”, afirmou. Pela primeira vez no Litoral Norte, Esdras se mostrou impressionado com a beleza da região. “Como a maioria dos cariocas, desconhecia que o estado de São Paulo tinha praias tão belas. Aliás, algumas de Ubatuba que tive o prazer de conhecer são belíssimas, comparáveis com as melhores do Nordeste. O resto do Brasil e do mundo precisa saber disto”, completou. PMU

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Praia do Felix

Comunidade da Praia do Felix cobra da Prefeitura soluções para Zona Azul, falta de coleta de lixo e abertura de um caminho de servidão

Edilson Felix: "É preciso que a Prefeitura garanta o direito de ir e vir e o amplo acesso a todos a praia, que é bem de uso comum, segundo a nossa Constituição"

Moradores, pescadores e ambulantes que trabalham na praia do Felix, região norte do município, estiveram reunidos na manhã da quarta-feira, 25 de janeiro, com autoridades do município, para expor suas dificuldades e cobrar da Prefeitura, ações para amenizar os graves problemas que vem atingindo toda a comunidade do bairro.
O vice-prefeito Domingos dos Santos e sua assessora Nalva, acompanhados por Junior, da Regional Norte, estiveram representando a Prefeitura. O vereador Edilson Felix foi convidado pela comunidade para acompanhar o encontro e buscar soluções.
Para Edilson Felix, são muitos os problemas daquela comunidade: "o pessoal do Felix está desassistido e quer soluções urgentes. É preciso que a Prefeitura faça seu papel", disse.
A comunidade presente reivindicou o fim da cobrança de estacionamento, imposto pela Prefeitura ou a organização do mesmo. Segundo as lideranças locais, se a COMTUR não tomar providências urgentes, a comunidade pretende fazer um movimento para chamar a atenção das autoridades, neste sábado, 28 de janeiro.
Outra reivindicação local é a coleta de lixo, que não é feita na praia. Segundo João do Barco, que trabalha na praia, "cada um tem que fazer a sua, pois a Prefeitura não toma nenhuma providência".
Edilson Felix ouviu da comunidade a reivindicação da abertura de um caminho de servidão para que moradores, ambulantes e pescadores possam ter acesso áquela praia: "O caminho que existe, hoje, não comporta - por exemplo - a passagem de pessoas portadoras de deficiência. É preciso que a Prefeitura garanta o direito de ir e vir e o amplo acesso a todos a praia, que é bem de uso comum, segundo a nossa Constituição", finalizou.
Fonte: Assessoria do vereador Edilson Felix

Continuísmo ou circo?

Gerson Florindo*
Entra governo e sai governo e a prática é a mesma. O clubinho de amigos sempre juntos, se protegendo como caramujos dentro da casca, não existe nada de novo. Usam dos mesmos argumentos que os antecessores. O objetivo é agir espertamente, talvez para impressionar algum espectador desatento ou afoito. Manobristas políticos de primeira! Na tentativa de enganar sempre, colocam o discurso da doce ilusão; trabalhamos com o orçamento dos outros, o ano que vem será diferente. Prometem mudanças, alterações, renovação, mas o time continua o mesmo, ou pior. Aquele secretário, assessor, conselheiro, que evitava confusões foi exonerado, mas o discurso diz que não, “ele pediu demissão!”.
É a mesma prática dos anteriores, que acabaram com os prédios históricos, tiraram os atrativos turísticos, tornaram precária a saúde, expulsaram turistas. Justificam com esperteza que derrubaram a amendoeira centenária após falar que estava contaminada. Se estava, continua contaminando o outro lado da cidade. “Invente um laudo e replante em outro lugar”.
Sempre há um argumento conservador e coronelista usado por aqueles que trabalham para o governo e se arrepiam com medo de mudanças ou transformações. Atacam os atos de conscientização e falam de boca cheia: “ele esta fazendo isso por questões políticas”. Na ilusão míope de que política é uma coisa ruim. Podem fazer política somente eles e do jeito deles, os demais devem obedecer e continuar calados, mesmo que essa política seja para defender apenas interesses particulares. Mas para que serve a política afinal? Imagina-se que seja para melhorar a vida da sociedade, das pessoas. No dicionário política significa habilidade no trato das relações humanas. A arte e a ciência de cuidar dos negócios públicos, de acertar em uma estratégia, diálogo ou negociação. Solucionar conflitos que não são técnicos, jurídicos ou administrativos. O que fazem estes artistas políticos de Ubatuba? Invertem os conceitos e os valores da política. Cometem crimes e ofensas à democracia, inibem o principio da soberania popular e da distribuição eqüitativa de poder ao povo.
Fazem da política a picuinha, o fisiologismo, as negociatas que a transformam em politicalha. Na outra ponta o vereador também toma seus rumos de oportunismo individualista. A população é uma mera platéia que no silêncio, calada, assiste ao espetáculo com muita paciência. Alguns rebeldes reclamam no ônibus, com a esposa em casa, na mesa do bar, mas no minuto seguinte, logo esquecem, faz de conta que não é com eles. Outros escrevem nos jornais participam de movimentos sociais, associações de moradores, mas logo são convencidos pelo principio conservador ou por preconceito, a renunciar a uma linha política mais avançada. Assim caminha a humanidade, “como dizia o nosso saudoso poeta Cazuza”.
Voltando a afirmar a prática do continuísmo, onde esta o governo participativo? A reforma administrativa? O plano diretor participativo, o funcionamento dos conselhos municipais.
Enquanto isso continuamos pagando IPTU. Um dos mais caros do país. As ruas e estradas permanecem esburacadas, sinalizando a estagnação da cidade, que permanece sem projeto de desenvolvimento no curto, no médio e no longo prazo.
São por essas e outras razões que vou defender o afastamento da marca do PT do governo. Até porque os compromissos de campanha foram deixados de lado e a participação do partido é tímida. Não há como manter a legenda atrelada à falta de responsabilidade reinante, que grita aos olhos de todos. Os tiranos não querem o progresso. Os tiranos acabam.
Tomás de Aquino diz “a atribuição concreta da autoridade é feita pelo povo”. Este governo está escandalizado, porque não existe uma autoridade para o povo e sim para uma minoria de privilegiados e meia dúzias de evangélicos isolados das demais religiões. Se não defende a maioria é um governo tirano. “Onde esta o amor ao próximo? Quem ama seu próximo cumpre a lei”: (Paulo, Rom, XIII, 8).
*Diretor do Sindicato dos Bancários e vice-Presidente do PT - Ubatuba SP

Quem?



Luiz Moura
Quando me perguntam o que havia na mala preta que o Valdemar Costa Neto portava quando veio ter com Eduardo de Souza César, candidato ao cargo de prefeito nas eleições de 2004, respondo que, pelo menos uma agenda, daquelas com uma parte dedicada ao planejamento, ela deveria conter.
O deputado federal Valdemar Costa Neto não renunciou por falta de planejamento, mas sim por receber dinheiro "por baixo do pano" e sem a devida documentação que oficializasse a "doação". Ele alegou que esse dinheiro, vindo do PT, foi usado em despesas de campanha. Valdemar Costa Neto renunciou para não ser cassado, mas continua sendo o Presidente Nacional do PL, partido de Eduardo César, agora prefeito de Ubatuba.
A falta de um plano de governo que embase a administração Eduardo César, aliada a inexistência de uma equipe de trabalho, faz com que as ações do governo se assemelhem a tiros no escuro. Em 89 + 365 + 26 dias, Eduardo César ainda não conseguiu um "time" coeso que formule e execute um plano para seu governo.
O documento "Diretrizes do Programa de Governo - Resgate Ubatuba", que deveria referenciar um plano para o governo de Eduardo César, sequer é conhecido por todos os ocupantes dos cargos de "primeiro escalão". Reafirmo, mais uma vez que, enquanto Eduardo César não montar uma equipe de trabalho afinada com um plano de governo, ficará batendo cabeça e a população é que sentirá o baque. Resta pouco para que chegue ao ponto onde será impossível o retorno. A diferença entre um botão vermelho, que pode fazer desaparecer uma cidade e, um botão verde, não é apenas a cor. Preste atenção a todos os detalhes, senhor Prefeito! Atenção que seus colaboradores (?) não estão tendo.
Não vejo grande importância em se desconhecer o nome de uma praça. Agora, confeccionar e expor uma placa que contenha a grafia errada do nome de uma praça que, coincidentemente,
leva o nome da mãe do prefeito...
Fonte: Arquivo UbaWeb

Meio ambiente

Almada e Policia Ambiental juntos na defesa do meio ambiente

Bárbara Oliveira de Moura
Na tarde da ultima quarta-feira, a comunidade caiçara da Praia da Almada foi surpreendida por visitantes indesejados. Dentro da baia da Almada , quatro barcos de grande porte, equipados para pesca de atum, capturavam iscas vivas sem se importar com a ilegalidade da técnica usada, proibida pela Lei do Gerenciamento Costeiro. Apesar de contaram com aprovação do Ibama para este tipo de pesca, para os pescadores locais este método altera o ecossistema, que, com a captura dos pequenos peixes afasta os cardumes maiores, objeto da pesca de subsistência de pequenos pescadores e comunidades caiçaras que praticam a pesca artesanal. Os moradores locais, conscientes da importância da preservação se mobilizaram entrando em contato com o Projeto Tamar que confirmou a ilegalidade do método. Diante disto, os moradores locais entraram em contato com a Policia Ambiental de Caraguatatuba, que por falta de equipamento marítimo não poderiam efetuar a autuação sem a ajuda dos moradores: “Por telefone, falamos pra policia que estávamos a disposição para colaborar com embarcações e pessoal na abordagem dos barcos”. Declarou Fernando Florindo, morador local e vice-presidente da Sociedade Amigos da Praia da Almada. Com a chegada do efetivo da Policia Ambiental que compareceu no local, os moradores acompanharam as autoridades na autuação, notificando os barcos que, imediatamente deixaram o local. É importante que a população esteja consciente dos direitos de preservação do meio ambiente para que ações como esta possam acontecer, pois sem o comprometimento de todos, não teríamos impedido a pesca predatória em nosso município e o futuro de todos os que vivem da pesca poderia ser afetado.
babula_doll@hotmail.com

Sonho meu

A partir de fevereiro, a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público vai fazer barulho contra uma ação, no STF, que pode cancelar mais de dez mil ações de improbidade administrativa contra autoridades.
(Cláudio Humberto)

Infelizmente para certos políticos, ainda que passe no STF, não atingirá recursos que tramitam no STJ.

Sidney Borges

Editorial

Maré alta

Um dos aspectos que mais me chamou à atenção na exposição do arquiteto Renato Nunes foi o sistema de transporte proposto para a Praia Grande. Uma espécie de metrô de superfície, sem trilhos, com propulsão elétrica. Nesse momento minha imaginação ganhou as alturas e perdi o fio da meada dos aspectos menos lúdicos do projeto, como por exemplo, a questão do financiamento. Isso não é o que mais importa neste momento, a idéia lançada para a Praia Grande deveria ser pensada para toda a cidade e em escala maior, todas as cidades deveriam ter algum projeto parecido. O uso de combustíveis fósseis está agravando a questão ambiental, a ponto desta ser hoje uma ameaça real ao homem. Segundo previsões baseadas em estudos de comprovada seriedade, o nível dos mares deverá subir pelo menos um metro nos próximos cem anos, o que certamente fará com que boa parte de Ubatuba fique submersa. Nós não estaremos aqui, mas nossos netos sim. Junto com o aumento do nível dos oceanos teremos secas nas regiões altas, furacões, enchentes e toda a sorte de catástrofes produzidas pelo descompasso climático. Parece alarmismo, mas é pura realidade. Renato Nunes teve um momento de fina inspiração quando propôs domesticar o uso do automóvel. Somos admiradores de carros, seremos ainda mais quando forem movidos a eletricidade. O ciclo do petróleo precisa acabar. Ou acabará com a humanidade.

Sidney Borges

Arte



A obra acima é uma escultura hiper-realista do australiano Ron Mueck e foi gentilmente enviada aos leitores do Ubatuba Víbora pelo arquiteto Renato Nunes. Na verdade Renato enviou diversas fotos, escolhi esta pelo fato de ser admirador do arquiteto alemão Mies Van Der Hoe. O espaço onde a obra está exposta lembra os trabalhos do mestre, que levou ao ápice a máxima "less is more". Eu não conhecia o trabalho do artista australiano, mas passei bons momentos admirando a admiração das pessoas frente às figuras. Imensas figuras humanas, ou detalhes delas, uma cabeça por exemplo. O público extasiado prova a tese. A maior atração para o homem é o próprio homem. Ainda que na forma de esculturas imensas.

Sidney Borges

Querem te calar? A mim também.

Pedro Tuzino*
Caro Luis, quero solidarizar-me com você e dizer que reprimo qualquer ato de violência, seja física ou moral, e ainda, o que é mais sórdido, quando temos como instrumento a ameaça covarde. Quem ameaça quer causar medo, está prometendo que vai fazer algum mal à pessoa ou a alguém de quem ela gosta - se não for feito o que se exige. E há um agravante quando o infrator esconde-se na clandestinidade, causando um tremendo transtorno na sua vida e a dos seus entes queridos, inibindo a vítima de qualquer possibilidade de defesa. Esta prática é muito comum infelizmente, nos últimos pleitos eleitorais, pude sentir na pele o quão é difícil enfrentar e depois superar esse ato violento e covarde.
Também Luis, não é só ameaça que desestrutura um homem quando este é honesto, digno e de bons costumes, outros atos que tem um efeito muito próximo à ameaça é a calúnia, injuria e difamação. Na sociedade em que vivemos, a honra e a reputação de uma pessoa são muito importantes. E uma das maneiras mais fáceis de agredir um indivíduo é exatamente atacando a sua honra, espalhando mentiras ou mesmo verdades que causem embaraço a ela.
Caluniar uma pessoa é acusá-la de um crime, estando consciente de que a acusação é falsa (artigo 138 do Código Penal). Difamar é ofender intencionalmente a reputação da vítima, não importa se é verdade ou não (artigo 139 do Código Penal). Injuriar é ofender a honra da pessoa, atribuindo a ela uma qualidade negativa no que se refere a características físicas, morais ou intelectuais (artigo 140 do Código Penal).
Então toda vez que você for escrever imagine que seu próximo é teu semelhante, saiba que a caneta ou seu teclado pode ser um instrumento cruel e covarde que podem ferir profundamente homens simples como você que sentem toda e qualquer agressão, e até entendo que você já exerce essa pratica com muita dignidade.
Sem mais milongas, quero dizer a você que também não aprecio foguetório e nem tampouco outras manifestações como pintura de muros, faixas e baners que são fixados aos postes e outros, prova é que propus um acordo (ver mídia da época) para que todos os candidatos ao cargo majoritário abrissem mão destes recursos, infelizmente um dos favoritos não topou. Quanto aos fogos lançados em locais impróprios, aos quais você se refere em suas matérias, você sabe que atendemos prontamente ao pedido feito por um dos membros do Ubatuba Bird e suspendemos os disparos no Comício da Ilha dos Pescadores. Gostaria que você também registrasse que outros candidatos também utilizaram deste recurso e há nenhum de nós foi solicitado e demonstrado um possível dano ao meio ambiente. Pasmado fiquei com a artilharia na carreata da vitória de seu candidato, espero que pelo conhecimento técnico de seus apoiadores tenham fornecido protetores auriculares para a fauna, inclusive na concentração frente ao cruzeiro. Também sugiro que você inicie através de seu veiculo de informação promova uma campanha para que nas próximas eleições isto seja coibido, ou ainda, sugira a Câmara Municipal, por meio de seu Vereador, que elabore um projeto de lei que proíba a poluição visual e sonora de quaisquer manifestações de caráter político, religioso enfim todas atividades que prejudiquem significativamente o visual ou o sossego da cidade. Lembro a você também que festa rave, de 125 dB, durante 48 horas no centro da cidade deve ser reprimida pelas autoridades constituídas ou melhor pelo Prefeito. Além do mais devemos também iniciar uma outra campanha que iniba os fogos de artifícios nas festas de Natal, Passagem de Ano, Carnaval e bem lembrado nos jogos desta copa ou decisões de futebol, para isso temos que argumentar com critérios sérios, estudos e levantamentos que dêem sustentação a nossa proposta e assim convencermos nossos cidadãos e os turistas a comprarem essa idéia.
Quanto a Audiência Pública ou Monólogos Públicos permita-me tecer alguns comentários:
1) Talvez você entenda que ex-candidatos não devam se manifestar em público, pois é muito fácil desbancar seus argumentos alegando “Ele está fazendo política” ou ainda “nossa que encenação”, e você está redondamente certo, é o que todos estrategistas solicitam de seus futuros possíveis candidatos, ou seja, para que eles se omitam frente a questões polêmicas.
Mas você sinceramente se calaria diante de um risco iminente de desastre para nossa cidade?
2) Também você esta correto quando afirma que este estudante de direito não teceu criticas ao projeto do renomado arquiteto Renato Nunes, pelo nosso código de ética um profissional tem foro adequado e no máximo me permito sugerir alterações quando autorizado pelo autor. Você não escutou e peço que solicite a gravação da Audiência e transcreva aos seus leitores, ficará surpreso quando elogio o profissionalismo de Renato, reconheço o diagnóstico dos problemas por ele levantado, e ainda sugiro que o anteprojeto seja discutido com toda a comunidade e com a Associação dos Engenheiros e Arquitetos. E digo não fui intempestivo nem tampouco deselegante em nenhum momento ao referido profissional. Reprimi veementemente a forma irregular de condução do processo, e estou disposto a debater a qualquer momento a aplicabilidade da lei 8666 ao certame que envolve Permissão de Uso e ainda a descaracterização de PPP (parceria público privada) declarada pelo Sr. Prefeito e sua equipe.
3) Como cidadão vou denunciar e continuar denunciando as irregularidades praticadas pela Administração Pública ou qualquer Autoridade constituída, pois não é possível a população ser levada a erro por quem tem a obrigação de zelar pelo bem estar do cidadão. Foi dito na Audiência e publicado nos órgãos de imprensa que já foi contemplada uma ONG, através de permissão, para arrecadar 35 milhões de Reais para executar a então sonhada reurbanização da Praia Grande, sob alegação que não há custo para a comunidade. Você caro colega é engenheiro e tem passagem pela vida pública, sabe sim que é obra pública, sabe sim da necessidade de licitação, sabe sim que os valores atingem o patamar de concorrência pública, sabe sim que num plano de negócios deve haver um faturamento de no mínimo 50 milhões, e que a obra não pode e nem deverá passar de 4 milhões de Reais sob pena de superfaturamento, entende sim que se a Prefeitura cumprisse sua função de executivo, poderia até licitar e pagar o projeto, quando finalizado ao Arq. Nunes, e ainda através de parceria público-público viabilizar a obra no máximo em dois anos, vide exemplo Caraguá, tendo com retorno a bagatela de 46 milhões, verba esta suficiente para construir um novo hospital, recuperar a Santa Casa, construir creche e escola para todos,
Fornecer um merenda equilibrada com produtos de nossa terra, aplicar em infra-estrutura, facilitar acesso viário aos hotéis e pousadas, ou seja mais emprego mais justiça social, ou seja uma Ubatuba mais justa, prospera e fraterna.
Vou parando por aqui, espero que as autoridades constituinte e a população exija um governo no mínimo translúcido se não pode ser transparente e pelo menos ouça a população já que não permite sua participação, sob pena de mais tarde nossos jovens terem como resposta a pergunta: “È um avião? É um Pássaro?” Não é apenas uma mosca ou seja muda governo e é a mesma mosca.
*Empresário, Consultor, Administrador Público, Engº Civil, Engº de Segurança do Trabalho, Engº Sanitarista, estudante de Direito.

Notícias da Prefeitura

Ubatuba terá Festival de Marchinhas de Carnaval

Inscrições podem ser feitas até a próxima segunda-feira, na sede da Fundart

A FUNDART (Fundação de Arte e Cultura de Ubatuba) promove nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro o I Festival de Marchinhas de Ubatuba. As inscrições se encerram na próxima segunda-feira, dia 30. O tema para compor as músicas é livre e qualquer pessoa pode participar. “O objetivo do Festival é valorizar essa manifestação cultural que é predominante no carnaval do interior paulista, além de revelar novos talentos nas áreas musical e literária. A marchinha é a cara do interior paulista”, conta Nei Martins, organizador do evento.
As inscrições devem ser feitas na sede da Fundart, que fica na Rua Félix Guizard Filho, nº6, no centro, em horário comercial. Cada participante poderá inscrever até duas marchinhas, mesmo em parceria. Para o vencedor o prêmio será de R$ 350,00, além de troféu. Vencedores até a 5ª colocação também receberão troféus e prêmios diversos. Mais informações sobre o concurso podem ser adquiridas na Fundart, pelos telefones (12) 3833-7000 ou 3833-7001. PMU


Cartoon na Praia anima garotada de 4 a 10 anos na Praia Grande

Os personagens do Cartoon Network vão invadir a Praia Grande entre os dias 27 e 29, das 10h às 18h com o “Cartoon na Praia”. A garotada de 4 a 10 anos fará a festa nestas férias, num evento repleto de atividades divertidas em uma arena inflável montada no canto sul da Praia Grande.
O espaço irá contar com um grande labirinto e um palco, onde monitores promoverão diversas atividades com as crianças, que poderão tirar fotos com os personagens de “KND - A Turma do Bairro”, Blu e Mac de “A Mansão Foster para Amigos Imaginários”, “Johnny Bravo”, “As Meninas Superpoderosas e o Macaco Loco”. Ao percorrer o labirinto, os fãs passarão por seis etapas, cada um com uma atividade diferente. Confira:

Etapa 1 - As Meninas Superpoderosas:Nesta atividade, as crianças mostrarão se têm talento para o surfe, passando por cima de ondas de 30 cm de altura.
Etapa 2 - A Mansão Foster para Amigos Imaginários:Aqui, a garotada deverá passar pelo meio de arcos até chegar à etapa 3.
Etapa 3 - O Acampamento de Lazlo: Na brincadeira do Lazlo e sua turma, a criançada terá que desviar dos obstáculos que saem das 'paredes' para chegar à próxima etapa.
Etapa 4 - KND - A Turma do Bairro:A garotada de KND - A Turma do Bairro inventou esta atividade que vai fazer a turma literalmente pular: para passar para a outra etapa, será necessário passar por vários pneus, pulando dentro deles.
Etapa 5 - A Vida e Aventuras de Juniper Lee: Juniper Lee e sua turma aqui desafiam a garotada a passar entre as colunas e chegar à última etapa.

Etapa 6 - Ponte OFF KIDS:Nesta última etapa, as crianças passarão por um teste de equilíbrio. Na Ponte OFF KIDS, o objetivo é atravessar até o final, tentando não ser atingido pelos disparos de um canhão e, claro, não cair.
As brincadeiras acontecerão das 10h às 18h e serão voltadas para crianças de 4 a 10 anos. PMU

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Amizade é isso...



D'après Décio Pignatari

Vereador na Região Sul


Na ocasião, estiveram com o Cacique Awa, tratando de eletrificação

Vereador visita locais efetivados pelo Programa Luz Para Todos

Charles Medeiros esteve neste último dia 26, na Região Sul, realizando os encaminhamentos junto ao Administrador Mario Clarassoti das solicitações e agradecendo as ações reivindicadas pelas comunidades através do vereador que foram efetivadas, aproveitou também para visitar alguns locais onde houve a implantação do Programa Federal Luz Para Todos. Medeiros viabilizou em abril passado o programa para Ubatuba.
No Corcovado esteve com Damião José da Silva, Presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Corcovado – AMAC, onde foram apresentadas ao vereador as benfeitorias de extensão de redes efetivadas na localidade. Na ocasião estiveram com o Cacique Awa, tratando de assuntos relacionados aos trâmites da efetivação do programa federal de eletrificação em áreas indígenas. Várias reinvidicações foram solicitados ao vereador em relação às aldeias existentes no município, principalmente com vistas ao turismo.
Na visita o vereador analisou a simplicidade das solicitações pleiteadas pelas comunidades. “A comunidade solicita sempre o básico, nunca pede muito, apenas o necessário, a começar pelo respeito”, afirma Charles Medeiros.
Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Gêmeas

Gostei. Faz sentido, sendo irmãs gêmeas, nada mais justo do que batizá-las com o mesmo nome. Além do que é econômico, um documento serve para as duas. Vera Ribeiro e Vera Ribeiro. Também poderia ser Vera Ribeiro e Oriebir Arev, com um eixo de simetria pontilhando a semelhança. As irmãs Vera & Vera estarão na ACIU, como você pode ler na matéria abaixo. Vão ensinar a fazer sapatos. Num dia a aula será com a professora Vera Ribeiro, que vai ensinar a fazer o sapato do pé direito. No outro dia a professora será Vera Ribeiro que ensinará como confeccionar o sapato do pé esquerdo. Em todas as atividades há segredos, o pé esquerdo é ligeiramente diferente do pé direito e para explicar as diferenças ninguém melhor do que as professoras Vera Ribeiro e Vera Ribeiro, que são absolutamente iguais. Até no nome.

Sidney Borges

Curso na Associação Comercial de Ubatuba

Saiba como produzir calçados em casa

As Estilistas Vera Ribeiro e sua irmã gêmea Vera Ribeiro, que ministram cursos na televisão brasileira desde 1994 já foram convidadas a participar de programas como o NOTE & ANOTE na TV RECORD, o Bom dia Mulher na REDE TV e na BAND. Já ministraram cursos em várias Capitais e interior do País e estarão no dia 01 de fevereiro, quarta-feira, em Ubatuba ministrando o curso ‘Saiba como produzir calçados em casa’.
Vera Ribeiro explica que o curso tem como objetivo, mostrar às pessoas que elas podem confeccionar calçados em casa. “Pode-se fazer um trabalho de qualidade com ferramentas comuns que temos em casa. Uma pessoa com afazeres domésticos consegue produzir por volta de 20 pares num único dia de trabalho. E que o custo dos calçados em geral é sempre muito baixo, sandálias e tamancos que nas lojas são comprados por R$ 30,00, podem ser feitos em casa com custo aproximado de R$ 6,00”.
Vera ressalta que os participantes aprenderão fazer Tênis Keds, Mocassim, Sandália Tamanco.
Vera Ribeiro garante que não é preciso maquinário especial. “Para a confecção no curso será usada uma máquina tipo zig-zag, uma das máquinas mais sensíveis. Pode ser máquina de costura simples como aquela da vovó”, diz ela.
Os alunos poderão ter seu próprio negócio confeccionando calçados com antílope, nobuck, pelica, que são couros macios que podem ser manipulados e costurados facilmente. Para a produção precisam de ferramentas comuns como alicate, martelo e tesoura. Para a aula é necessário levar apenas uma escova de dentes, martelo e uma tesoura.
Vera Ribeiro diz que pessoas que acompanharam as aulas pela televisão, hoje estão fabricando. São 12 minutos apresentados nos programas ‘’NOTE E ANOTE da RECORD e no programa BOM DIA MULHER – REDE TV, normalmente às terças-feiras.
O grande interesse dos telespectadores levou as apresentadoras partirem para cursos fora da televisão. Nesta nova proposta as irmãs Veras Ribeiro se aprofundaram na técnica de confecção em quatro horas e trinta minutos de aula. Vera enfatiza que nasceu entre a produção de calçados, nos negócios da família e agora se dedicam algumas semanas no ano para ensinar as pessoas interessadas. ‘‘Encontramos pessoas que trabalham nas indústrias, e elas têm sempre funções distintas. Queremos mostrar como é todo processo de produção assim as pessoas poderão abrir os seus próprios negócios’’ ressalta a apresentadora.

O curso será ministrado no dia 01 de fevereiro, quarta-feira.
Serão duas turmas (35 vagas por turma), das 8h00 às 11h45 ou das 18:30 às 22:45.

As inscrições devem ser feitas antecipadamente na Associação Comercial de Ubatuba com Cristiane (12) 3832 1449
A TAXA de inscrição é de R$ 12,00.
(0xx44 3265 4189 Vera Ribeiro)

Cristiane G. Zarpelão - Comunicação da ACIU

O PSDB É, SIM, UM PARTIDO ÉTICO - II

Um prezado leitor produziu réplica ao nosso artigo, cujo tema versava sobre a delicada posição ética de José Serra, frente a de Geraldo Alckmin, na disputa pela indicação à candidatura à Presidência da República pelo PSDB. Em segundo plano, destacamos a história do PSDB como um partido que sempre lutou pela ética na política, contra o que se insurgiu o citado leitor, listando uma série de incriminações pelas quais baseou-se para negar ser o PSDB um partido ético, considerando-o o pior dos partidos.
Quem emite opinião, obviamente, deve estar preparado para receber contestação.Esta liberdade de expressão e de pensamento é um dos pilares de nossa sociedade democrática, portanto, há de se receber com respeito a divergência e o contraditório. Já vivemos o bastante para entender, por outro lado, que em matéria de política, religião, crenças, valores, etc. a subjetividade de nossos conceitos é uma constante, uma vez que motivos os mais variados nos movem. Estes, por sua vez, estão geralmente embasados mais em versões do que em fatos concretos. Em nossa imprensa e quiçá em outras, as versões importam mais do que os fatos. Os que acompanham o excelente programa “Observatório da Imprensa” na TV Cultura, sabem que este é um dos mais recorrentes temas ali discutidos. Outrossim, em relação aos partidos políticos e seus figurantes, em especial, comportamo-nos, geralmente, como frente ao nosso time de futebol. Até a virulência da réplica que recebemos, que nos pareceu despropositada em relação ao tema que desenvolvemos, ajuda-nos, todavia, a entender por que, após um jogo clássico de futebol, torcidas se digladiam, se ferem e se matam, ao invés de se cumprimentarem pelo bom desempenho do vitorioso e pelo belo espetáculo que assistiram. É este radicalismo, no entanto, esta virulência subjetiva, estes antagonismos nutridos sabe-se lá em razão do que, uma das principais razões pelas quais figurantes políticos que admiramos são, por outros, simplesmente detestados. Simpatia e antipatia, todavia, são, comportamentos subjetivos, imateriais. Que fatos concretos, ou razões objetivas, fundamentam a maioria de nossos conceitos e opiniões? Na realidade, isto raramente se observa. Que lógica, por exemplo, nos fez eleger um semi-alfabetizado, inexperiente, aventureiro pois, a despeito de endeusado, a um competente administrador, estudioso, comprovadamente qualificado?
Obviamente, não concordamos com a opinião do prezado leitor a respeito do PSDB, nos termos em que produziu sua réplica. A propósito diríamos que não é só ao PSDB que daríamos uma boa nota ética; outros partidos políticos brasileiros, também, merecem boas notas. Provavelmente, se fossem em menor número, os mais destacados valores éticos e morais que existem em cada um deles seriam mais visíveis, mais notados, mais reconhecidos. Não obstante, temos esses políticos de qualidade que merecem respeito e consideração, mas, que em sua grande maioria, são objeto de aleivosias, destemperos verbais, acusações falsas ou distorcidas, a contento de cada “torcedor” inclemente, apaixonado, virulento, que se porta mais como membro de uma torcida fanática do que como componente de um corpo cívico voltado, unicamente, para o bem do país.
Em nosso artigo não tencionamos denegrir partido algum, mas, apenas enfatizar a situação delicada em que se encontra José Serra, um político reconhecidamente ético, capaz e competente, que precisa reafirmar essa reputação, mesmo que seja à custa do abandono de um sonho pessoal há muito acalentado.
Assim, não tivemos a intenção de fazer propaganda do PSDB que, diga-se de passagem, não necessita de nossa opinião, nem de nossa defesa. Seu conceito generalizado na sociedade e sua apreciação são grandes e meritórios.Tivemos o propósito, sim, de enfatizar nossa grande apreciação, tanto por Serra como por Alckmin, no intuito, apenas, de salientar a necessidade de manterem a ética, pela qual tem pautado suas trajetórias políticas. São, reconhecidamente, políticos íntegros, competentes, experientes e experimentados, capazes de conduzir este país, de forma distinta da que vem sendo conduzido, notadamente sob os aspectos éticos e de competência.
A réplica apresentada é a de um bom arquivista. De seus registros arrancou uma relação de acusações que circularam, à época, criadas pelos que se achavam na oposição, tendo sido veiculadas pela imprensa durante largo tempo; versões carentes, até hoje de comprovação cabal. Denota-se na dita réplica forte antipatia pessoal. Não há o que comentar mais sobre antipatias e muito menos sobre as acusações listadas, a menos que já tivessem recebido, de forma pública, judicial, a confirmação cabal de sua veracidade. Foram e continuam sendo versões formuladas com o objetivo de denegrir e desprestigiar um governo, um partido e alguns de seus luminares. São inverdades, meias-verdades, conceitos pessoais, questões distorcidas, ou mal entendidas.
Temos, pois, sem dúvida, em relação ao nosso leitor, posições bem antagônicas sobre essas questões. Não obstante, parece-nos inverossímil, que à luz da chocante e clamorosa crise político – institucional que o país vem vivenciando há meses e ainda em desenvolvimento nas CPIs do Congresso, alguém queira afirmar, a esta altura, ser o PSDB o pior dos partidos. Se nem o PT, hoje no Poder, conseguiu, ou sequer se interessou, demonstrar serem verdadeiras as acusações que formulou durante todo o período do governo FHC, permaneceremos firmes em nossa posição e na defesa do alto conceito desse governo e do PSDB.
A causa nacional, prezados leitores, não pode ser personalística., nem partidarizada, pois, deve revestir-se, em sua apreciação, de isenção de animo e de grandeza de espírito, de inteligência social e política, pois é de vital importância para os destinos do país. Reveste-se, todavia, muitas vezes, da mesma superficialidade, ânimo preconceituoso, virulência agressiva, tão próprias das torcidas de futebol. Não subestimo ser necessário esforço pessoal e intelectual para não nos deixarmos guiar por versões infundadas, distorcidas, preconceituosas. Mas, tratando-se do bem do país, do soerguimento social e político de nossa sociedade, faz-se necessário buscar e analisar os fatos da mesma forma como se garimpa o ouro, identificando as pepitas em meio à lama abundante.
A apreciação devida aos políticos de valor, enunciada aos quatro cantos, é tônico que revitaliza todo o meio político. A incriminação deslavada e preconceituosa, ao contrário, é praga que desestimula a elevação de nossa prática política.

Ernesto F. Cardoso Jr.
efcardosojr@uol.com.br

OS NOSSOS BAIRROS ABANDONADOS

Durante as campanhas eleitorais, época em que os candidatos ao posto de prefeito, se colocam no nível da população e dos trabalhadores em geral, procurando-os e prometendo-lhes - que promessas nada custam - benefícios sem conta, pensa-se um pouco nas necessidades dos bairros pobres... Depois, eleitos, esquecem-se os homens das promessas feitas e tudo continua como antes. Vamos citar apenas alguns exemplos de bairros periféricos abandonados: Estufa I e II, Jardim Carolina, Itaguá, Perequê Açu, Pedreira e Mato Dentro. As vias destes bairros, inteiramente desprezadas pelo Poder Executivo, contando milhares de habitantes, estão uma lastima; ruas imundas, onde o capim cresce abundante, esburacadas e muitas sem iluminação pública.
Praças só existem na planta do loteamento, pois todas estão tomadas de matos, sujeira, lixo, ratos e insetos; espaço este que poderia ser ajardinados, onde á tarde possam os adultos, que voltam cansados, depois de um dia inteiro de trabalho fatigante, descansar alguns momentos, gozando a delicia da hora do pôr do sol; espaço este, onde todas as crianças pudessem brincar com segurança e tranqüilidade.
Senhores turistas, visitem nossos bairros! Encontrarão ruas e terrenos baldios alagados, que exalam horrível fedentina devido à descarga de esgotamento doméstico.
Nosso povo tudo vê, tudo nota. O poder público, porém, cerram os olhos para não ver e tapam os ouvidos á repetidas e justas queixas dos prejudicados. Bem diz o ditado: "O pior surdo é o que não quer ouvir"...

Obs: Cansado de oficiar ao Senhor Prefeito, sobre a necessidade de se fazer mutirões de limpezas e reparos nas vias de nossos bairros, deixo público minha insatisfação com a falta de resposta, com a lentidão da Secretaria de Obras e com o desrespeito do Poder Executivo para com a população de nossos bairros.

Jairo dos Santos – PT
vereador

Velhos tempos...



Da esquerda para a direita: Mário Chimanovitch, Cláudio Tozzi, Gilberto Salvador e o editor do Ubatuba Víbora, Sidney Borges. Foto de junho de 1984, na galeria Pitanga do Amparo, vernissage de Takashi Fukushima. Éramos felizes e tínhamos plena consciência...

Sidney Borges

Sobre o artigo de Guilherme F. de Assis

Não votou nele. Mas deveria !!!!

Sendo conhecedor de sua opção partidária, creio que tenha se equivocado na crítica, em seu artigo de 23/01/06, ou melhor, cometeu um deslize.
Todas as "fórmulas" sugeridas, teriam que ter sido endereçadas ao governo anterior (a era do tucanato).
Quem promoveu o apagão, aumentou em 7 (sete) vezes a dívida pública, não promoveu a reforma da previdência, a tributária, entregou o país com suas "privatizações" (como a privatização das teles - telegangue -, feitas no "limite da irresponsabilidade"), isso sem comparar-mos os índices econômicos e avanços sociais. Foram eles*.
Como, nosso mandatário anterior, não cumpriu nenhuma das regrinhas, que acredito, também, sejam fundamentais em qualquer governo, conto nos dedos os dias para que nunca mais um governo tucano nos governe. ACHO QUE VOU PRECISAR CONTAR OS DEDOS DOS PÉS.

*Ele(s). FHC, e outros tucanos e pefelistas, ora.


Aguinaldo Munhoz

Fabula IV

Rogério Frediani
Nossa cidadezinha belíssima continua cheia de problemas. Agora certo homem da “Casa” está nervoso, pois afirma que o que descrevemos é uma forma de oposição. Oposição a que? A uma administração ou a situação em que se encontra a pobre cidadezinha. É claro que é sobre a situação calamitosa em que se encontra a pequena cidade. Isto nada mais é do que um alerta para que realmente as coisas comecem a acontecer de forma honesta e correta. Na cidadezinha quem toma alguma atitude é criticado. E quem não faz nada condena as atitudes e acaba com as esperanças dos pobres habitantes da cidadezinha. Diz a lenda, que um “comerciante”, (detalhe não é desse país, quanto mais da cidadezinha) entrou com um processo de abertura de um comércio de combustíveis. A lei é clara e deve ser respeitada. Muitos critérios devem ser avaliados, tanto que para um cidadão comum abrir algum negócio na cidadezinha é a maior dificuldade. Mas um aventureiro pode. Quem é de fora tem mais valor do que quem é da cidadezinha, coitadinha, seus líderes perderam a identidade, perderam a raiz. Passam por cima das pessoas que há anos moram, investem e geram empregos. Das tradições, das origens, das histórias, de um povo lutador. E hoje tudo isso se resume numa pequena, linda e abandonada cidadezinha. O parecer ao pedido do “comerciante” foi dado por um assistente de secretaria, nem responsável pela mesma ele é. O comerciante (pois, pois), veio de um país que há anos atrás cassou os direitos de exercício de função dos dentistas do país (onde fica a cidadezinha), por achar que os mesmos não tinham competência nem registro para exercer a função. Uma grande mentira, pois o que assustava era o fato deles serem muito competentes o que poderia prejudicar o mercado do país. Essa discriminação horrorosa repercutiu a nível internacional. Agora na cidadezinha este comerciante pode fazer o que bem entender, pois tem o aval do “SHA” (para quem queria saber: Homem Sem Ação), pois aqui tudo é permitido quando os interesses são próprios. Para se vencer, em qualquer lugar e principalmente na cidadezinha tem que ter coragem, atitude, vontade de ouvir, saber, e questionar o que é melhor, para ela, para todos. Assim nasce o respeito, a cidadania, a dignidade e consequentemente uma cidadezinha ordenada e progressiva. Aos homens que criticam, sabedoria para reconhecer os erros. Aos homens que lutam, força para ajudar a pequena e infelizmente abandonada cidadezinha.

A natureza se rebela


De longe veio o grito: Coqueeeeeeeeeeeeeeeeeirooooooo...

Luiz Moura

Vi o estudante de Direito, Pedro Tuzino, candidato derrotado nas últimas duas eleições (2000 e 2004), quando pleiteava o cargo de prefeito, em atuação teatral, no dia 18 passado, defender a feitura de licitação para a ocupação de área pública. Em momento algum falou sobre a oportunidade e/ou qualidade do estudo em discussão (Urbanização da orla da praia Grande), deixando que os presentes pensassem que defendia interesses particulares. Apesar de ver sua boca fechada, tive a impressão de ouvi-lo gritar "Aí tem!", quando disseram os nomes dos componentes iniciais da Prourb - Praia Grande de Ubatuba. Tal desrespeito para com o arquiteto Renato Nunes, expositor, autor do estudo e profissional respeitado em nossa comunidade, foi descabido e não condizente com um "futuro candidato".
No "Bens públicos municipais ou particulares?" publicado no site Ubatuba Víbora, Pedro Tuzino pretende "dar aula de direito". Não cabe aqui os comentários de seus colegas de faculdade, quando o observam na contenda com seus mestres. Ah, coitados! No "copy & paste", Pedro Tuzino, "embaralha o meio de campo". O texto confuso, não esclarece a razão pela qual foi escrito. É um "balaio de gatos". Foge do real problema existente na praia Grande, se é que a ele se refere. Fica a pergunta: E as licitações para os módulos especiais de comércio de praia?
O repetente candidato deve tomar cuidado, pois até a natureza, em Ubatuba, já começa a se rebelar contra os descasos.
Ontem, ao final da tarde, uma breve tempestade fez estragos na avenida Iperoig. Na foto acima, vemos um coqueiro que caiu em cima da cobertura onde provisoriamente está situada a questionada Feira Hippie. Com isso levantou a poeira sobre o assunto e devemos esperar que aquela "
meia dúzia de desocupados que querem aparecer" continuem escrevendo sobre a "obra" da administração Eduardo César (?) que quer impor uma cobertura com aproximadamente 14 metros de altura em plena avenida Iperoig, descaracterizando-a e destruindo ícones de nossa cidade.
Foto: Lob's Home

Cine Elektro em Ubatuba



Novamente contaremos com o evento criado pela Elektro para levar o cinema e filmes de qualidade às comunidades mais afastadas do Município.
Este ano as apresentações acontecerão nos dias 28 de Janeiro, sábado, no bairro do Ipiranguinha e dia 29, domingo, no Sertão da Quina.
Os filmes a serem exibidos são: “Os incríveis” e “Quarteto Fantástico”
Cine Elektro apresenta seus filmes ao ar livre e gratuitamente, para maior conforto é aconselhável levar um banquinho, é programa certo e agradável para toda a família.

Sábado dia 28 de janeiro no Campinho de Futebol da Rua da Cascata, ao lado do Convento no Bairro do Ipiranguinha.
Domingo dia 29 de janeiro no campo de futebol do Sertão da Quina.

20 horas – “Os Incríveis”
21:45 horas “Quarteto Fantástico”

Enviado por Carlos Rizzo

Tá na moda?

Na minha adolescência andar de tênis fora das quadras era atestado de insanidade. A moda pedia mocassins. Os melhores eram do Spinelli da Oscar Freire e do Guido, importados da Argentina. Um belo dia o carismático primeiro ministro canadense Pierre Trudeau passou a ser notado pelas belíssimas mulheres e por usar tênis em vez de sapatos. Trudeau ficou no poder de 1968 a 1982 e a moda dos tênis começou a ganhar corpo em meados dos anos da década de 1970. A introdução serve para lembrar que moda é algo intangível, ninguém sabe exatamente como começa, mas depois que está no ar é difícil fugir dela. No princípio do governo FHC, com o “Plano Real” a todo vapor, entrou na moda a palavra terceirização. Lembro-me de um amigo que retornou dos Estados Unidos depois de cinco anos e se espantou com o fenômeno. Nos botequins de São Paulo se terceirizava bife. O arroz e o feijão nós produzimos, a salada e o bife terceirizamos, mas se o distinto quiser um ovo frito podemos incluir no plano inicial. A luingüicinha também é por conta da produção verticalizada. Em certos casos a terceirização funcionou, em outros não, mas hoje se o termo for usado na Capital, o usuário corre o risco de parecer por fora, brega, falando de coisa antiga. Mais ou menos como se expressou o ex-pugilista Eder Jofre, quando perguntaram se daria Serra ou Alckmin.
- Tá pensando que eu sou bidú?

Sidney Borges

Mas o que é a Terceirização?

TERCEIRIZAÇÃO... OS RECURSOS DO MUNICÍPIO INDO EMBORA...

Bem, boa parte dos cidadãos não sabe o que é, pois este assunto não veio a ser discutido com a população e apresentado publicamente por nossos administradores locais. Mas será feito a partir de agora pelo Movimento Civil Contra a Forma da Terceirização da Merenda Escolar em Ubatuba e, quiçá, contra qualquer terceirização que não seja amplamente discutida com todos os segmentos da sociedade que queira ser instaurada em nosso município pelos administradores públicos.
Terceirização é um processo de gestão pelo qual se repassam algumas atividades para terceiros – com os quais se estabelece uma relação de parceria – ficando a empresa concentrada apenas em tarefas essencialmente ligadas ao negócio em que atua. Ou ainda, no sentindo administrativo, terceirização significa descentralizar a terceiros, processos auxiliares (atividade–meio) à atividade principal (atividade–fim). Legalmente falando, a terceirização veio a ser reconhecida pelo Enunciado nº 331, do Tribunal Superior do Trabalho – TST, em dezembro / 93, que alterou o conteúdo do Enunciado 256, que colocava obstáculo quanto à terceirização.
Mas é importante deixar claro que a prática traz suas conseqüências. De acordo com freqüentes pesquisas do DIEESE, a terceirização, vem sendo considerada um processo que pode ter duas faces independentes, mas não excludentes: a desativação, parcial ou total, dos setores produtivos – a empresa que terceiriza deixa de "produzir" e passa a "comprar" produtos de outras empresas; a contratação de uma ou mais empresas que alocam trabalhadores para a execução de algum serviço no interior da empresa do cliente e, precarização dos serviços públicos. Logicamente, existem riscos muito claros e até considerados clássicos no processo de terceirização, pois são constatados quase sempre, inclusive no serviço público. Observe, a seguir, alguns deles:
1) Risco de desemprego e não absorção da mão-de-obra na mesma proporção e com o mesmo salário; 2) Resistências e conservadorismo; 3) Risco de coordenação dos contratos; 4) Falta de parâmetros de custos internos; 5) Demissões na fase inicial; 6) Custo de demissões; 7) Dificuldade de encontrar a parceria ideal; 8) Falta de cuidado na escolha dos fornecedores, com compra de produtos mais baratos e de qualidade inferior para diminuir seus custos e aumentar os lucros. 9) Aumento do risco a ser administrado; 10) Conflito com os sindicatos; Mudanças na estrutura do poder; 11) Aumento da dependência de terceiros; 12) Perda do vínculo para com o empregado; 13) Desconhecimento da legislação trabalhista; 14) Dificuldade de aproveitamento dos empregados já treinados pelo serviço público; 15) Perda da identidade cultural da empresa, em longo prazo, por parte dos funcionários.
Deixando o pessimismo de lado, a Administração Pública deve-se sim acreditar na melhoria dos serviços públicos e particulares do nosso município, investindo na capacitação e aperfeiçoamento dos funcionários públicos e do setor privado. Não ter este posicionamento é estar contra o desenvolvimento de Ubatuba, que fica atrás de diversas outras cidades quando o assunto é organização e desenvolvimento sustentável. Certamente uma proposta mais coerente, de discussão e debate com as diversas áreas – saúde, educação, comércio, autônomos, etc. – poderia preparar não o processo de terceirizações em nosso município, mas a construção coletiva e participativa sobre o verdadeiro e possível modo de modernização dos setores produtivos e agrícolas locais que, sem dúvida, muito contribuiria para a comunidade ubatubense, além de torná–lo muito independente, por exemplo, quanto a nossa Merenda Escolar – à arte de cozinhar, conservar e servir uma alimentação saudável e de boa qualidade aos alunos de nossas escolas.
A terceirização, matéria sumamente complexa e com profunda repercussão social, política e econômica, necessita, assim, de uma melhor definição e discussão de todos os interessados, em especial os cidadãos produtores, comerciantes e população de Ubatuba, que serão diretamente atingidos por seus efeitos, e em ultima instância, cada um de nós.

Para entender mais:
http://lavargas.sites.uol.com.br/terceira.html
http://www.auditoriainterna.com.br/equivocos_3.htm
http://www.pgt.mpt.gov.br/noticias/2003/09/n337.html http://www.cosif.com.br/publica.asp?arquivo=20050203terceirizacao http://www.fpabramo.org.br/td/td25/td25_livros05.htm

Movimento Civil Contra a Forma da Terceirização da Merenda Escolar em Ubatuba
APEOESP – SINDTAPU – SINDICATO DOS TRABALHADORES RURAIS DE UBATUBA – ADPC - APPU

Enviado por Afonso Ricca

Coitado é você!

Gisele Leite, jornalista e estudante de Direito
Um dia desses, lendo notícias sobre o litoral e consultando alguns sites da região, deparei-me com um texto intitulado "De Olho em Ubatuba" no
ubaweb.com. O título chamou-me a atenção e, até aí, tenho que admitir que, apesar de óbvio, "obrigou-me" a ler o texto que se seguia.
Coincidentemente, o texto tratava de um colega de minha classe, ironicamente chamado de "estudante de Direito" pelo autor. Quero aqui expressar tremenda indignação pela ironia deste autor visto que, sem exageros, o citado "estudante" é considerado o melhor aluno da sala, não somente em notas, mas em dedicação e cooperativismo com os colegas de turma. Apesar de seus compromissos, nunca deixou de nos esclarecer dúvidas.
Além disso, se o autor queria referir-se a Pedro Tuzino em se tratando de POLÍTICA, deveria limitar-se a identificá-lo apenas como ex-candidato a prefeito de Ubatuba derrotado nas duas últimas eleições. Se fosse para identificá-lo por completo, deveria colocar também: empresário, consultor, engenheiro civil, engenheiro sanitarista, professor universitário, delegado regional do Creci e ainda assistente técnico do Secretário Estadual de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento, Mauro Arce. Ufa!!! Aí sim estaria falando do Pedro Tuzino, que além de tudo isso consegue ser um grande amigo e o melhor estudante de Direito, numa turma formada por alunos já graduados anteriormente. É, amigo! Não ligue não! Inveja mata...
Em seguida, o mesmo autor coloca que o "estudante" fez uma cena teatral, no dia 18 de janeiro, ao defender, em Audiência Pública, a necessidade de uma licitação para obras de urbanização da Praia Grande. Só para o referido autor aprender um pouquinho sobre administração pública: qualquer obra realizada em área pública que tiver valor acima de R$ 8 mil, precisa ser licitada para ter legalidade e, se o autor também achar que estou esbanjando aula de Direito se engana, pois fui assessora de imprensa do ex-prefeito de Caraguatatuba, Antonio Carlos da Silva, que me ensinou muito, inclusive que é possível urbanizar uma Avenida da Praia de 3km com cerca de R$ 2 milhões. É... parece que a ONG autora do projeto de Ubatuba anda sem noção de valores... Para gastar R$ 35 milhões na urbanização da Praia Grande, no projeto deve constar um mosaico em ouro!!! Tão sem noção que o orçamento da cidade gira em torno de R$ 70 milhões. Seria o mesmo que pegar metade do orçamento anual da cidade e gastar tudo na Praia Grande!
Outro detalhe importante que notei no texto do autor é que ele lê lábios que não se mexem...Noooosssa!!! Devia ir para algum programa de TV ganhar dinheiro para fazer isso.
Voltando a falar sobre o "estudante", senti-me profundamente ofendida ao ler que o autor acreditava não serem importantes os comentários dos colegas de faculdade do "estudante" sobre seu incontestável texto "Bens Públicos ou Particulares?", publicado no blog Ubatuba Víbora, isso sem falar que nos chamou de coitados! Queria que ele assistisse à meia aula de Direito Civil com a gente para ver se ele aprendia alguma coisa e, finalmente, parasse de dizer que o texto está confuso... não é o texto que é confuso...é o autor que se confunde todo... Coitado é você, autor!!! Desculpa falar...
O autor se confunde tanto que, às vezes, esquece que o prefeito da cidade não é o Pedro Tuzino.. por enquanto... e cobra dele providências que são de competência do atual prefeito... Coitado do autor!!! Inclusive até confundiu Pedro com São Pedro, pois culpou Pedro Tuzino pela tempestade que causou estragos na Avenida Iperoig. E para encerrar com chave de ouro, o autor ainda mistura o assunto da cobertura da Feira Hippie, mudando o criticado, que antes, era o Tuzino, que agora, é o César... Ta confuso, heín?!!!

Notícias da Prefeitura

Prefeitura solicita apoio do governo para a pesca e maricultura de Ubatuba

Reunião foi coordenada pela secretaria municipal de Agricultura e Pesca e contou com a presença de representantes de órgãos federais

O Chefe do Escritório de São Paulo da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República (SEAP/PR), Dr. João Donato Scorvo Filho, esteve na última terça-feira, 24, participando de uma reunião na Secretaria de Agricultura Pesca e Abastecimento da Prefeitura de Ubatuba. Durante a reunião, a secretária Valéria Cress Gelli solicitou o apoio da SEAP na liberação de recursos para melhorar a infra-estrutura do Mercado Municipal de Peixe já que Ubatuba é o terceiro produtor de pescado do Estado de São Paulo, contribuindo com 10,6% da produção total, o que demonstra a importância da pesca para o município.
Outro projeto para o qual foi solicitado o apoio da SEAP envolve a instalação de Unidades Demonstrativas para captação de sementes de mexilhão e cultivo de vieiras que contribuirão para o desenvolvimento da atividade da maricultura, gerando renda e possibilitando a permanência dos pescadores/maricultores em suas comunidades.
Discutiu-se também a questão do licenciamento ambiental pelo Estado, dos Parques Aqüícolas (áreas demarcadas para a atividade da maricultura), sendo solicitado auxílio para agilização dos processos encaminhados. Outra reivindicação do setor pesqueiro é a liberação de licença para pesca do camarão por pescadores que há muitos anos trabalham na atividade.
A Coordenadora dos Planos Locais de Desenvolvimento da Maricultura (PLDM), Daniela Kuntz, expôs o trabalho de Demarcação dos Parques Aqüícolas no Litoral Norte, mencionando que a etapa de demarcação foi concluída e que o trabalho se encontra na fase de elaboração do relatório para encaminhamento à SEAP.
Segundo Valéria Geli, o chefe do escritório da SEAP mostrou-se receptivo às reivindicações e aos benefícios que serão proporcionados ao setor produtivo pelo Programa de Manejo Sustentável da Pesca Agricultura e Maricultura que está sendo desenvolvido no município. “Faremos o possível para colaborar com os projetos de Ubatuba por considerar todas as reivindicações relevantes”.
Participaram também da reunião Ana Maria Paschoal da Cruz do Ministério de Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e equipe, Alexandre Baldassim Gomes Novais, presidente da Associação de Maricultores do Estado de São Paulo e Peter Santos Németh, presidente da Associação Pescadores da Enseada. PMU


Ubatuba recebe Beach Soccer dos artistas

A Praia Grande terá neste sábado, 28, à partir das 16 horas, um desfile de estrelas da TV durante o desafio de Beach Soccer. Uma equipe formada por artistas (grande parte da Rede Globo), enfrenta um combinado de Ubatuba, cuja base é formada por locutores da Rádio Beira Mar FM.
O time dos artistas terá a participação de Nicola Siri, Kadu Moliterno, Iran Malfitano, Fernando Fernandes (ex BBB), Davi Cardoso Jr., André Marinho (ex Bro’z), entre outros.
Para o evento foi montada uma arquibancada no canto do Baguari, com capacidade para aproximadamente 500 pessoas.
Fotos – Quem comparecer ao evento e doar um quilo de alimento não perecível receberá um cupom e concorrerá ao direito de tirar fotos com os astros da TV. Marcelo Santos, da MS Eventos, organizadora da partida, lembra que os alimentos não darão acesso a arquibancada. “Peço ao público que colabore, levando alimentos que serão entregues ao Fundo Social. A arquibancada é pequena, por isso não podemos garantir o acesso de todos, mas mesmo quem ficar em volta da área de jogo terá boa visibilidade da partida”, disse o organizador do evento.
Preliminar – Na preliminar, que começa às 15h, o público poderá acompanhar as equipes de Ubatuba que brilharam na 1ª Taça Cidade São Sebastião de Futebol de Areia.
A partida entre os times SEL Ubatuba, campeã invicta do torneio e Ubatuba “B”, que terminou a competição na quarta posição será uma oportunidade para uma justa homenagem às atletas. O time da SEL Ubatuba também teve como destaques as jogadoras Carla, goleira menos vazada do torneio e Tati, a artilheira com 13 gols marcados.
O evento é realizado pela MS Eventos e tem o apoio da Liga Ubatubense de Futebol, das Secretarias de Turismo e de Esportes e Lazer da Prefeitura de Ubatuba. PMU

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Saneamento Básico

Charles Medeiros busca parcerias para o término do Saneamento Básico em Ubatuba

Neste último dia 24, o vereador Charles Medeiros, esteve na Superintendência da Sabesp em Caraguatatuba, buscando informações técnicas para viabilizar parceria entre o Executivo Municipal e a Sabesp para a agilização e término das obras em Ubatuba.
“Se for necessário, iremos a Brasília buscar recursos federais junto a Secretaria Nacional de Recursos Hídricos para que isto se torne realidade,” comenta Charles Medeiros. O vereador esteve em reunião realizada na Picinguaba, no último dia 15, onde solicitou ao Senador Eduardo Suplicy, o agendamento de uma audiência para a Ministra Marina Silva (Meio Ambiente), para tratar da solicitação de recursos federais para investimentos em saneamento, bem como o término das obras em Ubatuba.
Fonte: Assessoria Charles Medeiros

Néstor Kirchner tudo sabe, tudo vê...

Tão simples...


Panorama que imagino na frente da Câmara Municipal

Vou dar uma opinião sobre urbanismo. Sei que muita gente vai torcer o nariz, mas se me fosse dado poder, eu mudaria radicalmente a avenida da praia, onde fica o parque Trombini. Eu o tiraria de lá, e além dele sairiam a feirinha ripe e a Setur, bem como a área de jardins, de pouco aproveitamento e muita manutenção, isto é, se houvesse manutenção. A avenida da praia seria transformada em avenida de praia mediante o alargamento da praia. Isso mesmo. Primeiro seria preciso despoluir. Depois alargar a faixa de areia. Dobrar ou mesmo triplicar. Estacionamento só nas ruas internas, a praia seria destinada aos turistas que buscam praias. Imaginem uma imensa “Copacabana” na frente da cidade. Não dá para quantificar o aumento do faturamento dos estabelecimentos da avenida, que hoje só funcionam à noite. Imaginem a possibilidade da indústria hoteleira se expandindo para atender à demanda crescente. Poucas cidades do mundo têm uma baía tão bonita e a desperdiçam. Barcelona. Sugiro ao prefeito visitar Barcelona. E amarrar o queixo.

Sidney Borges

Governo oculto

O governo Eduardo César não aconteceu

O governo Eduardo César entra, no início de 2006, para a categoria do não-acontecimento, ao lado dos governos anteriores que não souberam planejar e administrar nossa querida cidade de Ubatuba. Essa inércia e desencontro demonstram o vazio, a incomunicabilidade, o absurdo, a crise do fato e o início do acontecimento pós-fato. Do governo Eduardo César não resta nada. Nenhuma imagem. Nenhum programa. Salvo a negação de si mesmo enquanto promessa e utopia. Este governo inaugura uma nova etapa da simulação: o acontecimento sem fato, em estado absoluto de esvaziamento e de necessidade de conteúdo.
Em 03 de outubro de 2004, deu-se o inesperado, o quase impossível, aquilo que até mesmo os mais cépticos deixam escapar por excesso de argúcia analítica: fato e acontecimento justapuseram-se como num eclipse. Assistiu-se à conjunção ideal e absurdamente precisa do fato com o acontecimento. Numa hipótese, realista, o inesperado aconteceu como tragédia inesquecível.
O governo de Eduardo César só veio comprovar a ausência do fato, assim como no ano de 2005 só veio demonstrar que nada havia para acontecer. O governo confirmou-se como ausência de si mesmo. Realizou-se pela negação. Quanto mais se nega, mais se afirma. Até quando?
As lembranças das promessas do Eduardo César são involutivas, remetem ao que só existiu como discurso.
Quando o acontecimento prescinde do fato, a análise liberta-se da novidade. O governo de Eduardo César não aconteceu por ser mera repetição dos governos anteriores.
O governo de Eduardo César só veio confirmar essa ruptura definitiva com a realidade. O pragmatismo, ao matar a ilusão, entra para sempre na mais absoluta ilusão: a das promessas que não precisam ser cumpridas.
Eduardo César espera reeleger em 2008. Trata-se de uma impossibilidade lógica: as farsas não se repetem.

Jairo dos Santos – PT
Vereador
 
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